segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dengue e Homeopatia : a História


* João Walpole Henriques

Segundo o site do curso de especialização em homeopatia de Londrina (http://www.cehl.com.br) a Homeopatia é um sistema terapêutico que tem como base o princípio da semelhança enunciado por Hipócrates, no séc. IV a.C.. Ela baseia-se no fato de que substâncias tóxicas, que podem intoxicar quando estão na concentração bruta, podem ser diluídas a tal ponto que promoverão uma proteção ao organismo, estimulando suas defesas naturais.
A homeopatia chegou ao Brasil em 1840, com a vinda de especialistas franceses, e tornou-se rapidamente uma opção de tratamento à medicina convencional. Porém, só em 1980, ela foi reconhecida como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e, no ano seguinte, o Conselho Federal de Medicina (CFM) a incluiu na lista de suas especialidades.
No Brasil são 25 os cursos de pós-graduação em Homeopatia reconhecidos pela Associação Médica Homeopática Brasileira. Um deles fica em Londrina, e é coordenado pela médica Rosana Nechar. "Em Londrina nós temos o Ambulatório de Homeopatia no Hospital das Clinicas, que está ligado ao Ambulatório Ensino do curso de especialização em Homeopatia", explicou a médica. Segundo ela, esse sistema terapêutico está começando agora a entrar na graduação de algumas faculdades médicas em São Paulo. A Universidade Estadual de Londrina já oferece a homeopatia como disciplina eletiva.
O composto (Euphatorim 30CH, Crotalus 30CH e Phosphorus 30CH. Essas são as substâncias que compõem a fórmula do medicamento desenvolvido pelo Ambulatório de Homeopatia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)), chamado erroneamente por leigos de vacina, não cura a pessoa contaminada. A ação esperada é a redução da febre, das dores musculares, ou seja, a redução dos sintomas dos pacientes que já contraíram a doença. O medicamento é, portanto, coadjuvante no tratamento da dengue.
Segundo Rosana Nechar, médica formada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), especialista em homeopatia, a dengue é uma doença que não pode ser curada depois de contraída. Existe o tratamento sintomático com anti-térmicos, e o paciente espera a evolução da doença. A evolução de uma dengue comum para uma dengue hemorrágica, é uma evolução que depende da reatividade do paciente. O organismo faz uma hiper-reatividade que desencadeia um processo de choque séptico, que pode gerar sangramentos. "A hora que você medica com a homeopatia existe uma modulação desses sintomas, o sistema imunológico é estimulado, a doença não agrava, e o tempo de febre, mal estar, dores musculares, diminui", explicou a médica.
O chefe do Ambulatório de Homeopatia da Famerp, médico pediatra e homeopata Renan Marino, utilizou o complexo para controlar uma epidemia de dengue em Cuba. Além do caso de Cuba, ele realizou também uma experiência em um bairro de São José do Rio Preto, com o composto homeopático. Renan Marinho constatou que as pessoas que ali moravam e que receberam esse medicamento, não desenvolveram a dengue hemorrágica e ficaram menos dias doentes. A Secretária Municipal de Saúde de São José do Rio Preto, que enfrentava na época uma epidemia com mais de dois mil infectados, adotou o medicamento.
A Vigilância Sanitária Estadual de São Paulo, após recolher o medicamento, tentou suspender o uso da homeopatia contra a dengue. A justificativa era a hipótese de risco iminente à saúde pública, por não conhecer os efeitos do remédio homeopático. A médica Rosana Nechar discorda desse argumento, e alega que "dentro das ciências homeopáticas existem inúmeras comprovações com inúmeros trabalhos publicados". O município de São José do Rio Preto, decidiu não suspender o complexo. Cidades como Ilha Solteira, Bebedouro e Birigui também passaram a utilizar o tratamento homeopático que não apresenta efeitos colaterais ou contra-indicações.
Rosana Nechar afirma que o complexo não oculta os sintomas da doença apenas ameniza-os e impede o agravamento do quadro. Segundo ela, a homeopatia deve ser implantada no sistema público de saúde, pois tem baixo custo, alta resolutividade e pode auxiliar no tratamento de asmas, renites e alergias que são os grandes contingentes de filas nos postos.
A Organização Mundial de Saúde recomenda a inclusão da Homeopatia nas políticas públicas de saúde. No dia 3 de maio de 2006 foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde a portaria 971 do Ministério da Saúde, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS).

OUTRO CASO DE SUCESSO CORONEL FABRICIANO
O município com terceiro maior índice de Infestação do Aedes Aegypti em Minas Gerais (6,9%), somado a duas mortes por suspeita de dengue hemorrágica, fez a Prefeitura de Coronel Fabriciano tomar medidas mais enérgicas para conter uma possível epidemia. A aposta é na homeopatia. Mutirões foram realizados, em toda a cidade, para que a população, de aproximadamente 105 mil habitantes, tome gratuitamente as duas gotas de um remédio homeopático que promete diminuir a suscetibilidade do corpo à dengue, além de amenizar os efeitos da doença.
A novidade vem da cidade de Macaé (RJ), pelas mãos da médica homeopata e coordenadora de Saúde Coletiva da Prefeitura Municipal de Coronel Fabriciano, Leila Nunes. Segundo a especialista, enquanto as cidades vizinhas registravam aumento da doença de até 300%, Macaé reduzia significativamente seus índices. “Após distribuirmos o medicamento, reduzimos em até 65% as notificações por dengue no ano de 2008, em relação ao ano anterior. Nos três primeiros meses de 2008, comparados com o mesmo período de 2007, o índice de casos de dengue caiu em 93%. Começamos a aplicação na população durante o pico da epidemia. Percebemos a queda dos casos ainda no mesmo ano, mas foi muito mais brusca do que nos anos anteriores”, explica a médica.
Segundo o prefeito e médico Chico Simões, “vamos passar em todas as casas e pingar as duas gotas em cada morador, principalmente pelos bairros de maior notificação da dengue. Após o início, em oito dias esperamos concluir a aplicação. Não quer dizer que não haverá mais casos, mas quem tomou o medicamento terá a dengue mais branda”, garante.
Simões também afirmou que o remédio já está pronto para ser distribuído. “Assinamos um contrato com a empresa Naturalmente. Para a população de Fabriciano pedimos 330 frascos do medicamento. O custo também é muito baixo. Ao todo saiu por R$ 1.485, já que cada vidro custou R$ 4,50. Se fosse comprado na loja, sairia por R$ 8,50 cada um”, diz o prefeito.
Segundo Leila Nunes, sua validade dura aproximadamente seis meses, não possui contra-indicações e pode ser usado por pessoas de todas as idades, inclusive gestantes.
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde informou que as secretarias municipais têm autonomia para adotar soluções ou medidas que considerem mais adequadas para resolver suas questões.

Homeopatia contra a dengue é reconhecida pela Anvisa
Após três anos de polêmica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu e registrou o medicamento homeopático contra a dengue desenvolvido pelo médico da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) Renan Marino.
Antes de certificar o produto, a Anvisa exigiu testes em ratos e coelhos, feitos pela Universidade Federal do Amapá. Cerca de 20 mil doses do composto, na forma de gotas, foram aplicadas na população de Rio Preto em abril de 2007, mas a iniciativa da Prefeitura foi embargada na Justiça a pedido do governo estadual. Na época, a Vigilância Sanitária do Estado disse que o remédio era manipulado de maneira irregular e que poderia estar contaminado. O Instituto Adolfo Lutz fez testes no composto, mas o resultado nunca foi divulgado.
A Prefeitura recorreu da proibição e atualmente aplica o remédio em pacientes com dengue. “O registro na Anvisa provou que eu estava certo. Finalmente foi feita justiça”, disse Marino. O medicamento também foi utilizado pela Prefeitura de Macaé (RJ) durante uma epidemia de dengue no primeiro semestre de 2008.
Conforme o médico, as chances de ser infectado se reduzem em 80%. O percentual foi obtido em uma pesquisa com cerca de 500 rio-pretenses, concluída no fim do ano passado e publicada em uma revista científica da Universidade de São Paulo (USP). Da população que ingeriu o medicamento, apenas 20% contraiu dengue.
Segundo Silva, “o inseticida só mata o mosquito adulto, e não as larvas”.
Sites utilizados para a pesquisa

* João Walpole Henriques Empresário e Pesquisador Científico
Licenciado em Organização e Gestão de Empresas em Portugal
Pós Graduação em Educação, Desenvolvimento e Políticas Educativas com acesso ao Mestrado em Ciências da Educação em Portugal
Prêmio ETHOS e Valor – Primeiro Lugar da Região Nordeste – com a Pesquisa Cientifica sobre o tema: Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento Sustentável

Nenhum comentário: