quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mitos e verdades sobre a respiração e a saúde


* por Nicole Witek

Sem desculpa

Você não tem desculpa para não arranjar 1 minuto por hora para respirar em 3 tempos, lentamente, como se estivesse na beira do mar. Essas respirações preenchem cada faixa respiratória: baixa (abdominal), média (torácica), alta (clavicular). Esse único minuto tem efeitos fisiológicos que vão perdurar 60 min! Melhor ainda, se for ao ar livre.
Respirar em três tempos significa sentir o aumento de volume no ventre, na caixa toráxica e na altura da clavícula, acumulando - não é inspira e solta, inspira e solta.

Respirar = viver

Nefasta: Se a nossa respiração for superficial, estamos totalmente errados. Contentamos-nos com uma simples 'ventilação' dos dutos. Assim sendo, só uma pequena porção do ar respirado, entra em contato com os alvéolos pulmonares.

Enganado: Você está enganado se pensa que a inspiração é a parte principal do ato respiratório. Pelo contrário, "para encher um vaso, precisamos esvaziá-lo primeiro". Os pulmões só serão preenchidos depois de terem sido devidamente esvaziados. Quanto menos ar residual ficar nos pulmões, mais ar puro estará entrando.

Ruim: Respirar rapidamente é ruim. Por quê? O ar não fica o tempo suficiente em contato com a membrana pulmonar, e os intercâmbios gasosos não têm tempo de ser completados. Os cidadãos de nossas cidades "civilizadas" respiram ao mesmo tempo superficialmente e... rapidamente demais!

Menos ruim: É a respiração limitada à região abdominal do corpo. Para a mulher principalmente, deveria ser de interesse vital, deslocar o centro de gravidade do ato respiratório para região do abdome, pois tem a tendência de respirar pela parte alta do peito. Isso é um hábito muito ruim e que a deixa cansada: exige um esforço máximo para um resultado quase nulo!

Silenciosa: É assim que deve ser a nossa respiração. A respiração se torna automaticamente lenta e ampla quando é silenciosa.

Errada: Se for pela boca. A respiração deve ser feita pelo nariz, tanto na expiração quanto como na inspiração, exceto em circunstâncias muito especiais. O nariz é o equipamento apropriado para condicionar o ar dentro do organismo. O nariz limpa, umedece e aquece o ar na inspiração. O ar expirado pelo nariz é quente, para deixar as narinas sempre na temperatura adequada. A mucosa nasal deve sempre estar quente para cumprir seu papel.

Ansiedade permanente: Muitas vezes pode ser melhorada só com a respiração, que tem consequências sobre nossos estados afetivos. Uma respiração superficial, sem ritmo, rápida demais, corresponde a um estado de ansiedade e tensão nervosa. Respirar profundamente, lentamente e de maneira harmoniosa, dissolve a sensação de opressão e instala a tranquilidade interior.

Insônia: Existem truques simples, que ajudam a se livrar dos remédios. As retenções do sopro com os pulmões vazios nunca são perigosas. À noite, deitado na cama, antes de cair no sono, expirar e reter o ato respiratório, ficando uns segundos de pulmões vazios é o melhor remédio para se livrar da insônia, principalmente quando se tem consciência dos batimentos cardíacos.

Poluição e ar viciado: Estas são as características do ar que nós respiramos nas cidades. É ruim viver em um ambiente fechado onde o ar fica imóvel, trancado, com temperatura uniforme. Se você tiver uma vida sedentária, abra a janela, facilite a renovação constante do ar no ambiente e as variações de temperatura.

Perigo: Não existe perigo em insistir nas expirações mais forçadas e compridas, até encolher a barriga. Porém, a inspiração deve ser sempre confortável, sem inflar o corpo como se fosse um pneu.

Lenta: É assim que deve ser a expiração. A duração da expiração é o dobro da inspiração. Isso é uma regra que esquecemos desde a infância, e que nem aplicamos mais. É imprescindível voltar a esse ritmo fisiológico... Às vezes com um pouco treino.

Tensões: Principalmente a tensões no pescoço, rosto, ao redor da boca e nas mãos devem se tornar conscientes para serem diluídas. Esteja atento para relaxar durante os momentos de respiração consciente.

Doenças cardiovasculares: Através da respiração, aspiramos ar e bombeamos sangue para os pulmões, afastando assim os riscos de problemas cardiovasculares. A respiração correta influencia nossa circulação venosa, que terá pleno desempenho se nós usarmos o diafragma, tornando-o aliado do coração.

Doenças do aparelho digestivo: Os movimentos amplos do diafragma ajudam numa prevenção fantástica dos problemas digestivos. A respiração profunda estimula os órgãos do abdome: o fígado, o baço e particularmente o intestino.

O ar é gratuito: até hoje é nosso alimento principal. O ar está disponível em quantidade ilimitada na superfície do planeta, portanto, usufrua sem restrições deste presente da natureza.

Slokas: Palavra sânscrita que significa frase curta. No entanto, seu conteúdo pode ter impacto suficiente para mudar...nossa vida! (definição e interpretação pessoal da autora). Espero que tenham gostado dos slokas acima.

Nicole Witek é Yoga consultant, formada em yoga dinâmica, asthanga, yoga pré e pós natal, etc.

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