segunda-feira, 27 de junho de 2011

MAIS FRUTA MAIS SAÚDE

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“Resultados de pesquisa mostram o crescimento alarmante da obesidade no Brasil, que acompanha a tendência mundial”

Ana Heloísa Ferrero

O incentivo ao consumo de frutas frescas – muitas vezes preteridas por guloseimas sem valor nutritivo - traz benefícios não apenas para quem comercializa o produto, mas para quem os consome. É fato que a alimentação saudável e a prática diária de atividades físicas são imprescindíveis para solucionar dois dos problemas de saúde pública mais crescentes em todo o mundo: o excesso de peso e a obesidade.
Somente no Brasil, 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) e menor entre os homens (12,4%). Os dados são de um estudo realizado em 2008 pelo Ministério da Saúde e divulgado em abril deste ano, o qual mostra que a enfermidade aumentou na população nacional adulta de forma rápida e preocupante. Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do estudo, batizado de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), 11,4% dos brasileiros eram obesos. Já, em 1975, outra pesquisa realizada no país, a Estudo Nacional de Despesa Familiar (Endef), mostrou que apenas 2,8% dos homens e 7,8% das mulheres eram assim.
O problema não atinge apenas os adultos. Entre crianças e adolescentes, a prevalência de excesso de peso chega a 12% da população nacional e de obesidade a 6%, segundo dados mencionados pelo Conselho Nacional de Saúde, que publicou em dezembro de 2008 uma resolução para aprovar diretrizes que promovam uma alimentação saudável, com o objetivo de reverter a obesidade, queestá associada ao aumento da prevalência de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT). Este documento cita que a Organização Mundial de Saúde alerta que a epidemia global de sobrepeso e obesidade, associada ao aumento da prevalência de DCNT, tem entre os principais fatores de risco a alimentação de má qualidade, a inatividade física e o baixo consumo de frutas e hortaliças.
Conforme a nutricionista Luciana Di Pietro Magri, doutora em Biologia Funcional e Molecular pela Unicamp, e organizadora de congresso sobre obesidade, “há várias doenças associadas a problemas de gordura: diabete, apneia do sono, hipertensão, pedra na vesícula, doenças reumáticas, distúrbios dermatológicos e alimentares, como anorexia e bulimia, entre outras”, explica. Segundo ela, “a doença traz ao indivíduo mal estar psíquico, emocionale físico, que se agrava com o passar dos anos, se não reverter o peso elevado. Assim sendo, a obesidade requer tratamento multidisciplinar, interagindo nutricionista, médico, educador físico, psicólogo, entre outros”, alerta.
Como o Brasil vivencia um caso de saúde pública com essa enfermidade, Luciana diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou que, a partir de abril de 2008, os convênios médicos passassem a oferecer nutricionistas em sua lista de profissionais credenciados. “Achei que, por isso, haveria um boom de consultas pelo convênio, mas não foi o que observei. Acho que falta ao médico, em geral, o hábito de encaminhar o paciente ao nutricionista, quando diagnostica problemas alimentares e de peso. No caso da criança, caberia ao pediatra indicar o aconselhamento alimentar.”
Apesar de alguns pacientes terem a influência genética que leva à obesidade, Luciana afirma que a maioria dos que passa por seu consultório é obesa justamente porque se alimenta errado. Luciana atribui o aumento de obesos da população mundial à indústria de alimentos, que mudou o hábito alimentar das pessoas. “A alimentação errada, como excesso de guloseimas e falta de frutas, legumes e verduras, está ainda associada à baixa ingestão de água. Então, não é só aquilo que se come que faz mal à saúde, mas o que se deixa de comer. As frutas, legumes e verduras são alimentos reguladores do organismo e dão sensação de saciedade, desestimulando o apetite”, ensina. No consultório, Luciana aconselha, após as refeições, que seus pacientes comam uma fruta como sobremesa, pois são fontes de fibra, água, vitamina e sais minerais. De preferência, uma fruta fonte de vitamina C, que facilita a digestão e é antioxidante. Mas a vitamina C precisa de cuidados especiais: se a fruta não for consumida logo que for descascada, perde as propriedades principais.
FRUTAS NO COMBATE À OBESIDADE INFANTIL
O Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), em conjunto com seus associados, participou, em junho, do 4º. mês da Saúde Preventiva da Obesidade Infantil, realizado em São Paulo, Capital. Entre as atividades, houve degustação de frutas e distribuição de materiais informativos sobre o benefício das frutas à saúde. A iniciativa é parte das ações do Ibraf para incentivo ao aumento do consumo de frutas no país. O evento deste ano contou também com circuito de palestras, organizado para nutricionistas e formadores de opinião.
O mês da Saúde Preventiva da Obesidade Infantil acontece todo ano, em junho. O principal objetivo é conscientizar pais, responsáveis e formadores de opinião sobre a necessidade de cuidar da alimentação, desenvolver hábitos alimentares saudáveis e a importância da prática de exercícios físicos para prevenção a este grave problema de saúde. A lei 14095/05, que instituiu o mês da prevenção da obesidade infantil, é uma iniciativa do vereador Ushitaro Kamia (PFL) e está em vigor desde 6 de dezembro de 2005.
Fonte: Revista Frutas e Derivados

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