quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gengibre

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O gengibre é cultivado no oriente há mais de 3000 anos para fins medicinais e culinários. Na Roma antiga (anos 200), era considerado um artigo sujeito a taxação. Hoje ele é cultivado em todas as regiões mornas, notadamente na Jamaica que produz os melhores. No Brasil as regiões produtoras são o litoral do Paraná, de Santa Catarina e os Estados de São Paulo e Espírito Santo. Cerca de 70% da produção brasileira de gengibre é destinada ao mercado externo.
O gengibre é rico em óleos voláteis, gingerol e shogaol, que é um produto da quebra do gingerol produzido durante a secagem. O shogaol (contido no gengibre seco) é duas vezes mais pungente que o gingerol (contido no gengibre fresco), por isso eles são usados com propósitos diferentes na medicina chinesa e japonesa.
USOS DO GENGIBRE = BENEFÍCIOS À SAÚDE
O gengibre é utilizado em condimentos, bebidas, confeitaria, farmácia, perfumaria e para o preparo de picles ou comidas in natura. As partes usadas são os rizomas e o óleo. As plantas necessitam de cerca de 10 meses de crescimento para uma ótima produção de rizomas. Esses rizomas são colhidos quando os ramos secam e a planta está no estado dormente.
Além de seu uso mais comum como aromatizante, a raiz de gengibre tem sido usada, desde há muitos séculos, na medicina tradicional chinesa ervanária e está especificamente indicado na prevenção de vômitos e da distensão abdominal. Desde a introdução do gengibre na Europa Ocidental, ele tem sido indicado como remédio para controlar náuseas e como composto capaz de impedir a formação de gases no organismo (agente anti- flatulência). Embora essa atribuição ao gengibre persista até hoje, a Farmacopéia Britânica e a Farmacopéia Européia não reconhecem esta indicação, sendo o gengibre classificado apenas como agente aromatizante. Apesar disso, existem estudos clínicos que apresentam resultados favoráveis do uso do gengibre na prevenção e controle do vômito e náuseas.
Pesquisas mostraram que 1 grama de gengibre em pó foi mais eficaz na prevenção da cinesia (doença do movimento, ou seja náusea causada por dete rminado movimento , por exemplo pessoas que tem enjôo quando viajam de carro, avião, etc), do que o tratamento anti histamínico – padrão, com a droga dimenidrinato. Um outro estudo clínico mostrou que realmente o gengibre foi eficaz no controle de naúseas. Também foi demonstrado ser o gengibre eficaz na redução de vertigens, induzidas experimentalmente. Pesquisa realizada na Dinamarca, mostrou que a administração diária de 1 grama de gengibre foi eficaz no alívio das náuseas e vômitos em mulheres grávidas (hipemerese da gravidez).
Outro achado interessante é que o gengibre não produz efeito sobre o sistema nervoso central, comum a muitos anti eméticos convencionais ( remédios empregados para aliviar enjôos). Portanto, os autores sugerem que o gengibre deverá produzir seu efeito anti - enjôo, localmente, agindo diretamente sobre o sistema gastrointestinal, em vez de exercer a sua ação a nível central. Existem vários outros estudos que sustentam a hipótese do mecanismo de ação do gengibre ser de fato um efeito local sobre o trato gastrointestinal.
Assim, com base no conhecimento atual, a eficácia do gengibre em ser um agente anti náuseas e vômitos pode ser afirmada, e esta atividade está provavelmente associada aos ingredientes ácridos essenciais do gengibre, particularmente o gingerol, considerado o mais importante princípio ativo desta raiz.
Para que o gengibre tenha o efeito que as pesquisas pregam, deve-se mastigá-lo cru em pequenos pedaços. O chá dessa raiz também é indicado.

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