quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tomar remédio para dor por conta própria prejudica a saúde

http://www.cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&moe=212&tipo=A&id_categoria=169&id=18115
Por Célia Wada


 Quem costuma ir à farmácia comprar um remédio para aliviar qualquer dor de rotina deve dobrar os cuidado para não ficar pior do que está e prejudicar a saúde. Parece simples tomar por conta própria um medicamente que tira a dor, mas a função desse tipo de remédio vai muito além de anestesiar o corpo.
“O medicamento vai agir apenas na parte do bloqueio bioquímico da dor. Imagine uma dor de dente: o paciente vai tomar um analgésico e a dor vai passar enquanto estiver sob o efeito da medicação. Com o nosso corpo, acontece a mesma coisa. A medicação dá um alívio, porém, se a causa continua, ela só vai servir para mascarar, e essa lesão vai permanecer no seu fundamento. O medicamento muitas vezes vai ajudar a cronificar uma lesão no caso de ela não ter sido resolvida ainda na sua origem”, explica Maria Luiza Pereira Gutierrez Biton, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica.
Segundo ela, mesmo quando o problema se torna recorrente, na maioria das vezes, as pessoas deixam de procurar a causa e depois descobrem que sempre foi um sinal de alerta para alguma doença mais grave. “Quando a gente tem uma ´dorzinha´ a gente não dá muita importância e vai mascarando cada vez mais. Então primeiro é compreender: se uma dor começa a se tornar repetitiva é por que alguma coisa já não vai bem. E cada vez que ela aparecer já estará em um estágio mais avançado”.
Ela alerta o paciente que tem dor para não tomar um remédio qualquer, mas procurar onde está a origem deste problema. "Procure uma avaliação e vá ao médico para ver onde está problema, descobrir se há alguma função de sua vida que não está sendo muito bem recebida. Esse é o tratamento correto de uma lesão para evitar que ela continue se cronificando".
Existem vários mecanismos que fazem com que um tecido humano – no caso da cartilagem ou no caso da articulação - entre em um processo de lesão. O problema é que a maioria desses traumas vai agredindo o tecido com o passar do tempo. "É a chamada lesão crônica. Essa agressão contínua onde existe ainda um fator de origem que continua deixando tecido em uma repetição de agressão ao longo do tempo".
Para reparar uma lesão na sua origem é necessário interromper o ciclo vicioso que está fazendo esse tecido se destruir. A doutora explica que a articulação tem uma programação onde deve funcionar dentro de um ritmo e força corretos. De acordo com ela, tudo que ultrapassa desses limites pode colocar a integridade dessa cartilagem em risco. Um exemplo são os esportes mais bruscos. "Os jogadores de futebol vão ter mais lesões principalmente nos joelhos por que eles vão ultrapassar os limites daquele tecido e essa lesão se torna ao longo do tempo uma coisa crônica, e cada vez mais difícil de ser reparada", diz.
Problemas como esse podem ocorrer em pessoas de todas as idades e, por envolver principalmente as articulações, um dos métodos mais efetivos para o tratamento das lesões é a Fisioterapia Analítica. "É um tratamento que tem fundamentalmente a visão articular. Ela faz manobras de reposicionamento e de mobilização para devolver para a articulação aquele seu funcionamento normal", diz. "No momento que a gente reorganiza tudo isso a função muscular fica melhor e o movimento do indivíduo poderá ser feito mais corretamente", completa.
De acordo com Maria Luiza, "são manobras passivas, quer dizer, feitas diretamente dentro de cada plano da articulação em questão, e isso segue todo um protocolo de exames, de testes e de análises que vai corresponder a necessidade daquela estrutura. Nele é detectado onde é que essa articulação não está bem posicionada, considerando o seu ritmo biomecânico correto", afirma. "É diferente dos outros tipos de técnicas articulares conhecidas que tem manipulações mais bruscas".

Célia Wada  famacêutica
Repassando reportagem escrita por:Eduardo Djun cidades@eband.com.br

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