sábado, 29 de setembro de 2012

Curar e ser curado!

Não vejo o meu trabalho como trabalho. É um prazer tão grande, não encontro palavras que expliquem. Sinto que estou em serviço, sem que isso implique qualquer tipo de esforço. Não há um dia que vá trabalhar forçada. É por um lado um prazer e, simultaneamente, uma pacificação cada dia maior. Quanto mais alinhada comigo mesma estou mais sinto isto: não há cansaço, não há a pressão do tempo. Aquela frase chave "o tempo não existe" é este sentimento, em presença. Estar em missão, curar, ser curada."
É este o testemunho que Sofia Guerra nos oferece e que é semelhante ao de todos os que estão missão. É algo que não se consegue explicar e que só se pode saber o que é quando o experimentamos.
Se é terapeuta ou pretende ser e nos está a ler, esta mensagem é para o/a assegurarmos que o seu trabalho é importante e que há um mundo à sua espera e que precisa de si. Temos a certeza de que o testemunho que Sofia Guerra lhe oferece ressoa consigo.  Ser terapeuta é um acto de amor!
 Se é um visitante esta é a oportunidade de conhecer o trabalho desta  terapeuta. Esperamos esclarece-lo/a da melhor forma.
Sofia Guerra é licenciada em Psicologia na área clínica pelo ISPA, Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Desde o início do curso soube que não iria exercer da forma tradicional.
 O Harmoniza achou importante apresentar este testemunho porque temos conhecimento de que há muitos Psicólogos a recorrer às terapias alternativas para complementar a sua formação.
Hoje em dia Sofia Guerra integra várias terapias nas suas sessões e afirma - "O que sinto é que esta  forma de trabalhar é mais eficaz, no sentido de conseguir dar à pessoa os instrumentos para que ela própria consiga ir dentro de si e mudar o que é preciso. Senti-me perdida no fim do curso mas comecei a formar-me nas áreas holísticas. Fiz os vários níveis de Reiki, formei-me em Theta Healing, Massagem de Som, que é a minha paixão (pode ver artigo sobre esta técnica) e Terapia Multidimensional, entre outras." Nenhuma das sessões é igual, porque se trabalha com as características do indivíduo e todos são diferentes. São sessões dinâmicas em que a participação do paciente é fundamental.
Sofia explica a sua forma de trabalhar. "Faço vários tipos de sessões: Reiki e Massagem de Som com Taças Tibetanas e Gongos. As sessões de Psicoterapia de Orientação Transpessoal podem incluir todas a técnicas que eu e a pessoa sentimos que no momento devem ser usadas, seja Reiki, Taças Tibetanas e Gongos, Tetha Healing, Constelações Sistémicas (há 2 formas de o fazer, uma delas é aplicada com objectos não requerendo a presença física de pessoas auxiliares; em breve colocaremos artigo a explicar esta técnica), visualização criativa, escrita, pintura ou desenho intuitivo e movimento. As sessões de Terapia Holística Integrada são sessões de cura energética propriamente dita, baseadas na Terapia Multidimensional e cura com os Mestres, com o auxílio de cristais e a imposição das mãos quando necessário.
 Em terapia, independentemente das técnicas utilizadas o mais importante é conseguir que a pessoa se liberte, a forma não interessa, pode ser a escrita, a pintura, um simples movimento, ou o silêncio no qual presenciamos a cura. Eu trabalho de forma intuitiva e permito que a criatividade se expresse também na forma de abordar a temática em foco na terapia.
Quando nos iniciamos como terapeutas é natural que haja insegurança, mas à medida que nos vamos permitindo experimentar percebemos o que funciona e à medida que nos vamos entregando a insegurança dá lugar à confiança de que o que somos orientados para fazer é sempre o certo naquele momento".
Sofia explica o que é ser intuitivo. "É, na presença física ou energética da pessoa, acedermos ao seu pedido que vai para além do que ela consegue dizer. E para isso é necessário experiência e segurança por parte de quem está a liderar o trabalho. Trabalhando através da intuição não precisamos de conhecer a pessoa. O diálogo flui, falado ou agido. O diálogo entre o terapeuta e o paciente vai para além do verbal".
 "No que respeita ao trabalho com crianças, além das sessões individuais em curso, em breve darei início a actividades e dinâmicas de grupo, que incluem iniciações de cura, sempre estruturadas de forma lúdica de modo a motivá-las a terem uma prática continuada e a fazê-las sentir o prazer de curar com amor e alegria.
Ainda com as crianças, dinamizo workshops de taças tibetanas e gongos, com o apoio da Academia Peter Hess. Esta actividade é estruturada conforme a faixa etária, sendo que nos workshops para crianças entre os 2 e os 5 anos os pais são convidados a participar também. Pelas várias potencialidades lúdicas e terapêuticas do som e da vibração, os resultados são surpreendentes em várias áreas. As crianças brincam, exploram a sua criatividade, aprendem a escutar o outro, a escutar o seu próprio corpo, trabalham o movimento, a atenção e a concentração, entre muitos outros aspectos. (a este propósito é de salientar que uma das indicações da Massagem de Som e da terapia pela vibração é o Síndrome de Défice de Atenção). Elas adoram e os pais ficam surpreendidos quando vêem os seus pequeninos manterem a atenção focada e entregarem-se de corpo e alma durante as três horas que dura o workshop. Uma das coisas mais importantes quando se trabalha com crianças é explorar a sua  criatividade, porque é através dela que o seu coração se expressa. E isso passa por trabalhar também a nossa criatividade na utilização dos instrumentos. Trabalhar com crianças é um mundo infindável quer seja com as taças tibetanas ou com outra técnica qualquer".
Sofia afirma "O trabalho que faço é um processo não só de quem me procura, mas de ambos e do Todo, no qual cada nova ligação curada, transmutada ou restabelecida abre caminho para uma cura profunda tanto dos registos individuais como da malha cristalina que nos mantém na conexão plena com o Universo, permitindo que resgatemos, a cada passo, o amor que somos. Sempre"

Ter fé faz muito bem à saúde

Diversos estudos comprovam a eficácia da fé na recuperação da saúde
Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico
Por Dr. Joel Rennó Jr.
Muitos autores estudam as possíveis relações entre religião e saúde. Embora haja opiniões e conclusões díspares, o que serve para polemizar ainda mais o tema, observamos uma certa tendência na aceitação de que a fé e a religião melhoram a saúde.
Um estudo realizado por Byrd em 1988, concluiu que pacientes religiosos sob cuidados de uma unidade coronariana tinham uma evolução melhor durante o período de internação. Sicher e colaboradores em 1998, publicaram um estudo com pacientes portadores de AIDS avançada. Eles constataram que no grupo de pacientes religiosos, havia um menor número de doenças oportunísticas, menor severidade da doença, menos hospitalizações e dias de internações. Apesar de ter sido um estudo com apenas 40 pacientes, e portanto, não definitivo, é um importante fator de adição à eficácia da religião.
Pesquisa recente elaborada pela Universidade de Duke (EUA) comprova que pessoas que adotam práticas religiosas apresentam uma chance 40% menor de terem hipertensão arterial, são menos hospitalizadas, tendem a sofrer menos de depressão nas diversas fases do tratamento e recuperação, além de terem um sistema imunológico mais fortalecido.
Em uma grande revisão sistemática, com cerca de 11mil estudos, baseados na relação religião- saúde (300 estudos na saúde física e 800 estudos na saúde mental) , comprovou-se uma correlação positiva entre maior envolvimento religioso, melhor saúde mental e física, e menor utilização de serviços de saúde. Em uma amostra americana de cerca de 20 mil adultos, atribuiu-se ao envolvimento religioso um prolongamento no tempo de vida em torno de sete anos.
A mentalidade dos médicos e algumas condutas profissionais, envolvendo fé, espiritualidade e saúde precisarão ser revistas. Um estudo recente (2004) realizado pela Universidade de Ohio (EUA), com 798 pessoas, constatou que cerca de 85% gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.
Os religiosos geralmente estão mais interessados na imortalidade de suas almas, do que na mortalidade de seus corpos. Alguns acreditam ser a morte um verdadeiro marco, levado ao extremismo em determinados cultos. Isso pode ser um fator de confusão também nos estudos envolvendo mortalidade e religião. Muito mais do que a melhora da saúde física em si, os médicos deveriam estar mais preocupados com a melhora da qualidade de vida. Um estudo realizado por Reyes-Ortiz comprova a melhora da qualidade de vida em idosos religiosos.
A verdade é que algumas pessoas espiritualistas quando ficam doentes, aumentam suas participações em comportamentos que possam melhorar sua saúde, inclusive através de cultos religiosos que ensinam hábitos de vida mais saudáveis, como largar o tabagismo e o álcool, evitando-se, dessa forma, o desenvolvimento de cânceres de pulmão, estômago, cavidade oral, faringe, esôfago, laringe e bexiga. A sensação de pertencer a um grupo social, mantém os pacientes amparados com melhoria significativa da qualidade de vida.Por que a fé ajuda na recuperação da saúde?
Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico, prevenindo dessa forma o estresse. A alteração imunológica do indivíduo poderá levá-lo a maior propensão de apresentar doenças mediadas por fatores de imunidade. Um estudo concluiu que um aumento de interleucina-6 (fator imunológico) está aumentado no sangue de pessoas que não frequentam regularmente cultos religiosos, quando comparadas com pessoas praticantes. A interleucina-6, geralmente se encontra elevada no plasma de indivíduos submetidos ao estresse constante. Dessa forma, pessoas religiosas teriam mais "resistência" ao fatores estressores do dia-a-dia, ou seja, melhor adaptação psicológica.
As crenças ou atividades religiosas também podem produzir um estado de relaxamento do Sistema Nervoso Central (SNC), associado a uma diminuição da atividade do Sistema Nervoso Simpático, aumentando assim a resposta imunológica, e evitando-se dessa forma várias doenças picossomáticas. Por outro lado, estudos de neuroimagem recentes demonstram modificações significativas na produção de neurotransmissores com atuação em locais como o sistema límbico, que rege as emoções.
Benefícios da religião em relação à saúde
A religião pode melhorar a saúde promovendo práticas saúdáveis de vida, melhorando o suporte social, oferecendo conforto em situações de estresse e sofrimento e até alterando substâncias químicas cerebrais que regulam o humor e a ansiedade, levando-nos ao relaxamento psíquico. Portanto, a religião parece ser um fator psicossocial e até biológico benéfico na recuperação das doenças físicas e mentais.
Independente dos possíveis mecanismos, se indivíduos recebem benefícios à saúde através de práticas religiosas, essas devem ser incentivadas, respeitando-se a individualidade de crença, contribuindo dessa forma, preventivamente, contra uma série de doenças e amenizando o sofrimento de vários pacientes.
Não cabe ao médico prescrever uma religião em particular ao paciente, e sim, encorajá-lo em trabalhos espirituais de sua escolha. As nossas crenças religiosas não devem ser prescritas aos pacientes que atendemos. Porém, nunca devemos ignorar o aspecto importante e positivo que a religiosidade apresenta nas saúdes física e mental do ser humano. Quando os profissionais não souberem como lidar com essas questões religiosas, deve haver um encaminhamento para padres, pastores ou rabinos de acordo com a escolha religiosa do paciente.
Concluindo, em função do grande interesse na espiritualidade da população geral, deve-se incentivar pesquisas científicas de qualidade na área, despindo-se sempre de valores individuais e voltando-se sempre ao apoio da escolha religiosa do paciente. Posturas extremistas, por parte de alguns pacientes, devem ser desaconselhadas pelos médicos, porque não adianta em nada substituir um tratamento médico por apenas práticas espirituais. O correto é sempre a perfeita integração e união com a medicina tradicional.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Analgésicos podem provocar dor de cabeça, em vez de curá-la

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120919_analgesicos_dor_de_cabeca_jp.shtml

Médicos britânicos passarão a alertar pacientes contra riscos de excesso de automedicação
Quase 1 milhão de pessoas na Grã-Bretanha sofrem intensas dores de cabeça "completamente evitáveis", causadas pela ingestão de analgésicos em excesso, informam médicos do Instituto Nacional de Excelência Clínica e de Saúde (Nice, na sigla em inglês).
De acordo com as orientações da organização, muitas pessoas encontram-se em estado de dependência, após cederem a um "ciclo vicioso" de alívio da dor, o que acaba causando ainda mais dores de cabeça.
Saúde
"Pessoas que ingerem medicamentos regularmente, como aspirina, paracetamol e triptan, podem estar causando mais dor do que alívio a si mesmos", diz documento elaborado pelo painel. "Enquanto tratamentos de farmácia são eficientes para aliviar dores de cabeça ocasionais, acredita-se que 1 em cada 50 pessoas sofra dores causadas pelo excesso de medicação, e a incidência é cinco vezes maior entre as mulheres."
Não há dados específicos na Grã-Bretanha sobre a incidência do problema, mas estudos em outros países sugerem que entre 1% e 2% da população é afetada por dores de cabeça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) cita estatísticas que apontam que, em alguns grupos pesquisados, a incidência chega a 5% da população.
Para Martin Underwood, da Escola de Medicina de Warwick, que liderou a pesquisa do Nice, "(a ingestão de analgésicos) pode acabar em um ciclo vicioso no qual a dor de cabeça fica cada vez pior, então você toma mais analgésicos, sua dor de cabeça fica pior, e pior e pior. E é uma coisa tão fácil de prevenir".
As novas orientações para os médicos na Inglaterra e no País de Gales são: alertar os pacientes para que suspendam imediatamente o uso dos analgésicos. Entretanto, isso pode levar a aproximadamente um mês de agonia, até que os sintomas eventualmente melhorem.
Os especialistas disseram ainda que devem ser considerados outras opções de tratamentos profiláticos e preventivos - em alguns casos, por exemplo, recomenda-se a acupuntura.
Efeito
A forma como os analgésicos atuam no cérebro não é totalmente compreendida pelos médicos.
Acredita-se que a maior parte das pessoas afetadas tenha começado a ter dores de cabeça comuns diárias ou enxaquecas; o problema foi se agravando à medida que essas pessoas passaram a recorrer à automedicação frequente.
Manjit Matharu, neurologista consultor do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia, disse que, em geral, a automedicação se torna um problema sério quando os pacientes começam a ingerir analgésicos por dez a 15 dias todo mês.
"Isso é um grande problema para a população. O número de pessoas com excesso de uso de remédios para dor de cabeça já é de um a cada 50. Isso representa aproximadamente 1 milhão de pessoas que têm dor de cabeça diariamente ou quase diariamente devido ao uso de analgésicos", diz Matharu.
As pessoas com um histórico familiar de dores de cabeça tensionais ou enxaqueca também podem ter uma vulnerabilidade genética ao excesso de medicação para dor de cabeça. Elas podem ser mais suscetíveis aos anlagésicos, mesmo que estes não sejam específicos para dor de cabeça.
'Diagnóstico mais preciso'
O Nice sugere que os médicos recomendem acupuntura para pacientes suscetíveis a enxaquecas e dores de cabeça tensionais.
"Podemos esperar que isso leve mais pessoas a procurarem acupuntura. Levando em conta que há evidências de que a prática é eficaz para a prevenção de enxaquecas e dores de cabeça tensionais, isso é algo positivo", diz Martin Underwood.
A chefe da Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, disse que as orientações deverão ajudar o trabalho dos médicos.
"As medidas vão colaborar para um diagnóstico mais preciso, recomendações apropriadas e informações baseadas em evidências para aqueles com dores de cabeça perturbadoras. Também vão conscientizar sobre os excessos de automedicação, que podem ser um problema sério para aqueles com dores de cabeça graves."
Fayyaz Ahmed, director da Associação Britânica para o Estudo de Enxaqueca, também vê as orientações com bons olhos.
"A dor de cabeça é a doença mais frequente, e uma em cada sete pessoas na Grã-Bretanha sofre de enxaqueca. O problema coloca um peso enorme sobre os recursos do sistema de saúde e a economia de forma geral", avalia.
No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

Óleo de peixe pode ajudar a retardar envelhecimento em idosos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120907_oleo_peixe_envelhecimento_jp.shtml
Jonathan Ball
Da BBC News, em Aberdeen
Óleo de peixe rico em ômega-3 associado a exercícios pode retardar envelhecimento
A ingestão diária de ácidos graxos provenientes de óleos de peixe associada à prática de exercícios físicos ajuda a retardar o envelhecimento, sugere um estudo realizado na Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha.
Os resultados da pesquisa mostraram que mulheres com mais de 65 anos que receberam doses diárias de ácidos graxos ricos em ômega-3 ganharam quase o dobro de tônus muscular após se exercitarem, quando comparadas com aquelas que ingeriam azeite de oliva.
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Uma expansão do estudo está prevista para confirmar tais resultados e determinar com maior exatidão as razões da melhora da força muscular.
O processo de envelhecimento, conhecido como sarcopenia, implica numa perda muscular de 0,5 a 2% por ano e pode implicar em fraqueza e perda de mobilidade em idosos.
Há poucos dados sobre a incidência na Grã-Bretanha, mas informações provenientes dos Estados Unidos mostram que 25% das pessoas com idade entre 50 e 70 anos têm sarcopenia e isto aumenta para mais da metade daqueles com mais de 80 anos.
Para Stuart Gray, um dos líderes do estudo, o custo da sarcopenia é imenso, tanto pela necessidade de cuidado direto ou por internações hospitalares motivadas por quedas.
"Cerca de 1,5% do orçamento total de saúde americano é gasto com assuntos relacionados à sarcopenia", diz.
As conclusões dos pesquisadores estão sendo apresentadas no Festival Britânico de Ciência, em Aberdeen.
Estilo de vida e benefícios
A taxa de perda muscular é ditada, até certo ponto, pelo estilo de vida das pessoas, sobretudo o baixo consumo de proteínas e o sedentarismo, conhecidos fatores que aumentam o risco de desenvolver o problema.
Essas foram algumas das premissas levadas em conta quando Gray decidiu levar o estudo adiante, recrutando 14 mulheres de mais de 65 anos e dividindo-as em dois grupos.
Todas praticaram exercícios durante 12 semanas, em duas sessões de 30 minutos de movimentos focados nos músculos das pernas, mas metade ingeriu ácidos graxos EPA e DHA, ricos em ômega-3, e a outra metade recebeu um placebo de azeite de oliva para controle.
O tônus muscular das pernas dessas mulheres foi medido antes e depois do experimento, e na comparação, as idosas que ingeriram azeite de oliva aumentaram sua massa muscular em 11% enquanto as que receberam os óleos EPA e DHA tiveram aumento de 20%.
Mas nem todos os óleos de peixe apresentam estes benefícios, disse Stuart Gray em entrevista à BBC.
"Um dos problemas com muitos desses suplementos é que a quantidade de EPA varia. Uma cápsula contendo 1 grama de óleo de peixe pode conter somente 100 miligramas de EPA e outras podem conter 400 miligramas".
Ele aconselha que aqueles que desejam melhorar sua ingestão de ômega-3 deveriam ingerir suplementos que contenham os níveis mais altos de EPA e DHA.
Homens e mulheres
Os pesquisadores receberam financiamento para expandir o estudo, desta vez com 60 pessoas com mais de 65 anos, incluindo números similares de homens e mulheres.
O organizador da pesquisa diz que há diferenças quanto à capacidade de sintetizar proteínas e na resposta a exercícios físicos.
"As mulheres mais velhas têm capacidade de sintetizar proteínas similar a de mulheres mais novas, enquanto os homens mais velhos apresentam diminuição quando comparados aos mais novos. Homens mais velhos se adaptam à prática de exercícios e aumentam sua capacidade de sintetizar proteínas. As mulheres não conseguem fazer isso, em sua maioria, embora os níveis basais de síntese já sejam maiores".
Um dos principais objetivos da nova etapa do estudo é justamente determinar as diferenças entre homens e mulheres em relação à sarcopenia e sua prevenção.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Açúcar: um grande vilão da saúde


Além dos já conhecidos problemas com diabetes e obesidade, pesquisa recente diz que o açúcar também pode prejudicar o aprendizado e a memória.
Um estudo divulgado nesta semana por pesquisadores da Universidade da Califórnia adicionou mais um prejuízo à saúde ao vasto repertório de problemas trazidos pelo consumo de açúcar: além de aumentar os riscos de doenças como o diabetes tipo 2, ele também pode atrapalhar o aprendizado e a memória. Pesquisadores conseguiram porvar em laboratório que o alto consumo de frutose, um tipo de açúcar, diminuiu o número de conexões entre as células nervosas de ratos.
O potencial danoso do açúcar pode ter origem no fato de que ele é um ingrediente recente na dieta humana. Ao longo da história, o homem obteve quantidades limitadas desse alimento, por meio de frutas ou mel. O consumo anual, no final do século XIX, por exemplo, era de apenas dois quilos por pessoa. Atualmente é de 37 quilos, segundo Michel Raymond, pesquisador do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier, na França, e autor do livro Troglodita é você! (Ed. Paz e Terra, 256 páginas). Essa mudança drástica não deixou o organismo humano impune. Estudos mostram que o açúcar, por alterar alguns tecidos humanos durante a fase de crescimento, pode ser o responsável por problemas que vão de miopia e acne até o câncer. Em comunicado emitido em 2009, a Associação Americana do Coração recomendou a redução do consumo do açúcar alertando que ele pode causar problemas metabólicos, como diabetes, hipertensão e aumento do colesterol ruim.
Alguns especialistas, no entanto, vão mais longe. O endocrinologista Robert Lustig, professor de pediatria da Universidade da Califórnia (UCLA) e diretor do Programa de Avaliação de Peso para Saúde do Adolescente e da Criança, considera o açúcar — em qualquer forma — um veneno para o corpo.
Recomendação – A quantidade ideal de consumo do açúcar ainda é controversa. A Associação Americana do Coração indica que mulheres consumam no máximo seis colheres de chá de açúcar por dia (30 gramas ou 100 calorias). Para os homens, o limite seria de nove colheres de chá (45 gramas ou 150 calorias). Em 2009, quando a recomendação foi publicada, o americano consumia em média 22 colheres de chá de açúcar todos os dias — o Brasil não tem estimativas seguras, mas calcula-se, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento, órgão vinculado ao Ministério da Agrilcultura, algo em torno de 150 gramas por dia, ou 30 colheres de chá.
Grande parte vem de uma fonte só: os refrigerantes. Embora as frutas sejam naturalmente ricas em frutose, contêm pouco açúcar. Uma maçã grande tem pouco mais de 23 gramas de açúcares, ou menos de cinco colheres de chá. Uma porção de morangos com 150 gramas tem menos de duas colheres de açúcar. Em uma lata de 350 mililitros de Coca-Cola, por exemplo, há 37 gramas de açúcar. Há outra vantagem no consumo de frutas: as fibras atrasam a digestão dos açúcares, evitando sobrecarga do fígado.
No Brasil, não há uma indicação específica para o consumo de açúcar. Segundo a cardiologista Regina Pereira, presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de
Cardiologia de São Paulo, existe apenas uma recomendação do consumo total de carboidratos, que ao ser metabolizado pelo corpo transforma-se em glicose. Em uma dieta de 2.000 calorias, por exemplo, o indicado é que 50% seja de carboidratos, independente do tipo. "Mas o brasileiro tem o hábito de consumir bastante açúcar. Um pouco disso se deve à característica do açúcar de ajudar a alivar a tensão", diz..
Tipos de açúcar
FRUTOSE
Açúcar obtido de frutas, mel, de alguns cereais e vegetais e do xarope de milho. A frutose é metabolizada diretamente no fígado, não precisando de insulina para sua quebra primária. Por ter um gosto mais doce, vem sendo usada como adoçante em alimentos industrializados. Seu consumo excessivo pode sobrecarregar o fígado, levando ao acúmulo de gordura no órgão e à hepatite não-alcoólica.
SACAROSE
É o açúcar refinado, e também o mascavo, comprados em supermercados e que provêm da cana-de-açúcar ou de outros processos alcoólicos. Formado por uma molécula de glicose e uma de frutose, esse açúcar consome mais energia do organismo para sua quebra.
GLICOSE
É um açúcar simples, cuja fonte de energia é fundamental para o funcionamento do organismo. A glicose dificilmente é consumida em forma de alimento, sendo sua utilização pelo corpo fruto de processos químicos de degradação – como a quebra da frutose e da sacarose.
* Fonte: Ricardo Meirelles, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Um estudo recente feito na Alemanha revelou que a exposição à cor verde pode estimular a criatividade.


De acordo com a pesquisa publicada noPersonality and Social Psychology Bulletin, cientistas da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, fizeram testes com 69 homens e mulheres, perguntando-lhes quais seriam os usos que dariam para um tijolo.
As respostas foram codificadas com diferentes valores para medir o grau de criatividade. Soluções como "construir uma parede" receberam menos pontos. Já usos como "fazer o tijolo virar pó, misturar com água e usar como aquarela para pintar" foram classificados como mais criativos.
Antes de responderem à pergunta, os participantes eram expostos a desenhos de retângulos azuis, cinzas, vermelhos e brancos e outros verdes. Aqueles que viram as imagens verdes se saíram melhor no teste.
Para a autora da pesquisa, Stephanie Lichtenfeld, "o verde pode servir como uma pista que evoca a motivação de um esforço para autossuperação e o domínio de tarefas, que por sua vez podem levar ao crescimento".
Em entrevista à BBC Brasil, a cientista deixou claro que a influência da cor é sutil e que os resultados ainda são iniciais, mas para aqueles que quiserem testar por si mesmos, informa que o tom de verde mais usado no estudo foi semelhante ao que é encontrado na natureza, como em pinheiros.
Quanto a pintar paredes de escritórios de verde, para estimular os funcionários, por exemplo, Lichtenfeld recomenda cautela. "O benefício depende muito das tarefas que as pessoas estão fazendo. Em alguns setores o vermelho pode ter um impacto interessante também, de estimular a interação entre a equipe. O verde poderia ser útil quando as atividades dependem muito da criatividade", disse à BBC Brasil.
Veja como outras cores podem afetar o ser humano, segundo o estudo:
Vermelho
Com potencial para causar efeitos negativos e positivos, o vermelho é uma cor que deve ser usada de forma estratégica. Estudos já revelaram que por suscitar um medo do fracasso, a cor não deve ser experimentada momentos antes de provas. No entanto, outra pesquisa indicou que times que usam uniformes vermelhos têm mais chance de vitória.
Outro efeito tradicional é um aumento de atratividade das mulheres que vestem vermelho.
Amarelo
 O amarelo pode estimular o bom humor; ambientes nesta cor podem deixar pessoas mais falantes
O amarelo é associado ao estímulo do bom humor e pode ajudar a aumentar a capacidade de concentração e foco, podendo ser usado em escritórios.
Um estudo analisou convidados de três coquetéis em salas pintadas de amarelo, vermelho e azul, revelando que os que estavam no ambiente amarelo eram mais animados e falantes.
Azul
No mesmo estudo dos coquetéis, pesquisadores descobriram que aqueles que estavam na sala pintada de azul foram os que ficaram até mais tarde. O motivo? A cor deixaria as pessoas mais confortáveis e à vontade.
A cor pode ser usada em quartos, pelo efeito calmante e relaxante, que pode até apaziguar a frequência cardíaca. Assim como o verde, também pode estimular a busca por soluções criativas.
Rosa
Associada com ideias de leveza, feminilidade e doçura, a cor rosa também pode ser estimulante
Embora seja associada com imagens de doçura, feminilidade e leveza, o rosa nada mais é do que um tom mais claro de vermelho, e por isso ainda é um forte estimulante.
Para obter efeitos calmantes e relaxantes o ideal é o azul ou o verde.
Branco
Estudos passados identificaram associações desta cor com autoritarismo, esterilização, amplitude e pureza, dentre outros. Mas também há ligações com enjoos, náusea, fadiga e dores de cabeça.
A cor deve ser evitada em escritórios, por exemplo, ou ao menos estar lado a lado com elementos coloridos para servirem de "descanso" ao olho humano.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Qual o papel dos Florais de Bach no controle da dor?

http://www.espargirica.com.br/cient/florais/florais_bach_dor.html
The Bach Centre, Mount Vernon, Inglaterra - Complementary Therapies in Clinical Practice, 13, 2007, 174-183.

 Os Florais de Bach compreendem 38 remédios individuais, em sua maioria feitos a base de flores e de plantas. São utilizados para o alívio de sintomas emocionais como a falta de esperança, impaciência, preocupações, fadiga, culpa e raiva. Seu criador, o Dr. Edward Bach (1886-1936), com base em sua própria pesquisa médica, tinha a convicção de que o estado emocional e mental de um indivíduo é a verdadeira causa de seus sintomas físicos. A seleção dos remédios é feita, portanto, com base no temperamento, perfil emocional e personalidade da pessoa em questão. Por exemplo, aqueles que, por natureza, têm a necessidade de agradar aos outros e muita dificuldade em dizer "não", podem escolher Centaury para auxiliar no desenvolvimento da força de caráter necessária para darem suporte a si mesmos. Podem também escolher, por exemplo, White Chestnut se estiverem preocupados e/ou Larchif, se lhes faltar confiança.
O preparo dos Florais de Bach faz uso de dois métodos: o Solar, em que flores flutuam na superfície da água contida em um recipiente de vidro sob a luz do Sol e o método da Fervura, no qual a planta é fervida. Em ambos os casos, o material sólido é removido e o sobrenadante filtrado e misturado a um mesmo volume de brandy(etanol 40%). Pouquíssimas pesquisas clínicas foram realizadas na tentativa de provar os efeitos terapêuticos atribuídos aos Florais de Bach, porém testemunhos pessoais e estudos de caso indicam alguns benefícios. A filosofia de Bach, construída com base na asseveração de que a saúde física depende de uma atitude emocional positiva, vê a doença como a manifestação da desarmonia emocional e espiritual. Bach acreditava que o sofrimento físico é em si benéfico e para nosso bem, pois considerava o sofrimento como uma experiência, um processo de aprendizado pelo qual o ciclo da vida força cada um de nós a nos esforçar pelo progresso, em busca da perfeição.
As descobertas deste estudo sugerem que pessoas que sofrem com dores físicas respondem bem aos florais, embora ainda não responda se a melhoria do bem-estar é apenas uma consequência da crença na terapia (efeito placebo) ou se os florais realmente funcionam - de acordo com outros cientistas, ainda não se conhece o ingrediente ativo cientificamente identificável que valide o método. Uma grande busca literária feita pelos autores deste trabalho não foi capaz de identificar qualquer artigo sobreo uso de Florais de Bach e o alívio da dor. Um total de 384 estudos de caso foram analisados: um conjunto global de voluntários entre 7 e 72 anos, na proporção de duas mulheres para um homem.
Cerca de 299 (78%) apresentavam problemas mentais, espirituais, psicológicos ou emocionais; 87 (23%) tinham uma condição física como preocupação principal. Destes, 41 sofriam de dor física - as condições variavam entre dor de cabeça, azia e dores no pescoço e nos ombros até herpes, fibromialgia, cistite e câncer. Dos 41 que sofriam com a dor, 35 apresentaram questões emocionais ou psicológicas no início do tratamento e, dos 6 restantes, 5 ainda tinham questões emocionais durante o acompanhamento. Assim, quase todos que sofriam com dor, apresentavam angústias emocionais. O tratamento durou 3 mese
Os resultados foram divididos em duas categorias: aqueles que reportaram melhoria física e alívio da dor e aqueles que alcançaram melhor sensação psicológica e emocional. Inevitavelmente, a sobreposição dos resultados também apareceu. Ao final do tratamento, dos 41 que sofriam de dores físicas, 19 reportaram bons resultados. Além disso, 36 perceberam uma diferença positiva em seus perfis emocionais. Apenas 1 não observou qualquer melhora. Um dos aspectos fundamentais do tratamento com Florais de Bach é que camadas são desdobradas conforme o progresso dos trabalhos, restaurando o equilíbrio e fazendo com que as pessoas sintam-se elas mesmas novamente. Em alguns casos, foi observado um alívio emocional e alguns foram capazes de chorar - mesmo que pela primeira vez - em resposta às experiências vividas no passado. Isto era descrito pelos envolvidos como um alívio ou uma limpeza, capaz de promover uma sensação de calma e relaxamento.
Ainda há dificuldades em gerar conclusões definitivas, dada a variação de condições físicas e a percepção individual da dor, além da relação desta com o estado emocional. Contudo, os resultados mostram claramente melhora e redução da dor na maioria dos casos. A dor, contudo, é pouco conhecida, sendo ainda sujeita a especulações teóricas. O estudo da psiconeuroimunologia, da conexão corpo-mente e do efeito placebo traz maiores dimensões para este fenômeno. Se os Florais de Bach auxiliam no alívio da dor, provavelmente o faz de forma indireta, atuando sobre a atitude da pessoa em relação à ela - uma conexão muito difícil de quantificar. Mas, independentemente da forma de ação, muitos usuários dos Florais de Bach reportam otimismo e maior bem-estar. Mesmo assim, um ensaio científico convincente ainda não apareceu. Mais pesquisas são necessárias e existe um vasto campo para isso. Basta aproveitar.
. Howard, Do Bach flower remedies have a role to play in pain control? A critical analysis investigating therapeutic value beyond the placebo effect and the potential of Bach flower remedies as a psychological method of pain relief, Complementary Therapies in Clinical Practice, 13, 2007, 174-183.

O AGORA ETERNO E A SÍNDROME DO PÂNICO

http://www.yoga.pro.br/artigos/762/3020/o-agora-eterno-e-a-sindrome-do-panico
por Ana Paula Malagueta Gondim -
Passado, presente e futuro se cruzam e se perdem em nuvens negras de medo e temporalidade. A Síndrome do Pânico é mais uma, das tantas, patologias modernas. Não importa que idade você tenha ou quão zen você seja, qualquer um de nós pode ser mais uma de suas vítimas.
Não me lembro o ano exato em que tudo começou, pois como todo início, não dei muita bola para o que meu corpo me mostrava. Deixei o rio fluir e chegou um momento em que este transbordou. Nesse transbordar vi toda minha vida rodar a minha volta e eu, no epicentro, incapaz de reagir. Passei um ano indo de médico em médico, e realizando todos os tipos de exames, sem que nenhum pudesse diagnosticar o que havia de errado comigo. Até que um neurologista resolveu me prescrever um remédio, de tarja preta, contra ansiedade. Não tomei. Isso não era o bastante para mim. Queria entender o que estava de errado e não apenas tampar o sol com a peneira.
Como acredito muito nas terapias integrativas ou alternativas, fui buscar auxílio na homeopatia. Fiz um tratamento de um ano e me senti relativamente melhor. Até que um dia, descobri que nada havia melhorado. Fui num show no estádio do Pacaembu (sim! Professor de Yoga também vai a show!) com uns amigos, e num determinado momento, eles se afastaram e eu fiquei sozinha. O desespero foi aos poucos pegando meu pé, depois minha perna, meu estômago e quando vi, ele se enrolara por todo meu corpo, como uma jibóia paralisando sua presa para o jantar.
Eu estava à mercê das minhas projeções. Estava totalmente identificada com meus sentimentos, com as sensações e projeções de um passado e de um futuro. O Agora não existia mais. No auge de meu desespero, me direcionei para a enfermaria, e fiquei lá, ao lado, só para o caso do pior acontecer. Pegava meu celular, e a cada um minuto, ligava para meu pai. Pedia socorro. Tinha a nítida certeza de que iria morrer. Não sabia exatamente do que ou como, mas sabia que iria morrer.
Sentia tontura, sentia fraqueza, sentia minhas mãos geladas e me visão fraquejava. Estava mais uma vez a mercê da Síndrome do Pânico. Não tinha controle nenhum sobre mim e estava distante do meu Ser, identificada com meu Ego e minhas fragilidades. Acreditava ser o medo, ser o corpo e ser a solidão. Quem já passou por isso, sabe como ficamos impotentes perante tudo. Como uma marionete. No meu caso, a crise só passava quando estava em companhia de alguém. Aquela falsa sensação de segurança que buscamos no outro. Mas que não é real. É impermanente. Depois desse dia decidi que não podia mais viver assim. Não queria ser mais uma marionete, queria ser Inteira. Completa de mim.
Voltei-me então para o tratamento ortomolecular e para a prática de yoga. Não me voltei para os ásanas, mas sim, para a prática de pránáyáma e meditação. Fiz de cada momento uma oportunidade de parar e me observar na ação. Se estava conversando com alguém, tentava realmente estar ali, ouvindo e sentindo a companhia da pessoa. Se estava assistindo televisão ou lendo um livro, mergulhava fundo e desligava as percepções do exterior. Respirava profundo. Na inspiração mentalizava: estou aqui. Na expiração mentalizava: está tudo bem. Eu não sou essas sensações de meu corpo, não há motivo para ter medo.
Todos nós vamos morrer um dia, e se hoje for esse dia, está tudo bem também. Não preciso temer. O passado não me importa, pois não posso modificá-lo. O futuro não me interessa, pois é incerto. A única coisa que me importa é este momento. Somente neste momento eu posso agir. Somente o Agora é eterno. O tempo é uma criação humana. Quando nos damos conta disso, paramos de correr contra o relógio, o que só aumenta a ansiedade, e passamos a nos entregar para a única verdade. O Agora eterno, atemporal.
Assim, eu abraçava e acolhia a minha fragilidade, aceitando-a por completo. Parei de me culpar ou me julgar por ser uma professora de yoga, e não ter controle sobre mim. Aceitei-me como um ser encarnado e, portanto, repleta de limitações e suscetível de erro. Aceitei a minha limitação, ao mesmo tempo, em que me distanciava dessas emoções negativas e do Ego. Concentrando-me somente no Agora.
Anos se passaram e minha prática ainda continua. Um passo de cada vez, firme e incerto, sem saber se voltarei a cair de novo. Mas estou tranqüila e feliz. Sei que o Ego é algo criado por nós, e sei também, que o Ser é a única realidade eterna. E que este é paz, amor, felicidade e saúde perfeita. Confio no Yoga e no que ele pode nos oferecer. Pois graças ao yoga e a minha família e amigos que encontrei a minha força interna, para lutar e reassumir o espaço, antes do Ego. O Yoga fortalece o nosso senso de integração entre mente-corpo-espírito, e retira, pouco a pouco, todos os véus que obscuram nossa visão do Ser. Meu coração se abriu para a realidade e poder de presença do Agora Eterno. E se por algum motivo eu me esqueço disso, tenho sempre em mente o seguinte mantra, Aham Prema (Eu sou Amor), respiro fundo e sinto que não existe nada além do momento presente. E nas sábias palavras do querido professor Hermógenes: Aceito. Confio. Entrego. Agradeço.
Espero que todos aqueles que lutam contra a Síndrome do Pânico possam se conectar com sua força interna e ver além das emoções sufocantes. Ir além. Gate Gate. Há muito no Presente de belo e todo o poder de cura se encontra dentro de nós. Não importa aonde você busque auxílio nesse momento de dificuldade, mas não deixe de lutar. Pois o poço tem mola, e quando a gente salta, o Ser brilha e preenche todo o espaço. Tornamos-nos plenitude e quebramos as amarras do Ego, abrindo os braços para saudar e brincar com a vida, onde tudo se torna plenitude, dentro e fora. Lembre-se que você não é suas projeções, é o Ser, a Consciência Divina. Tente se lembrar mais disso, ao invés de sempre se esquecer. 
Om shanti Om prema!
Ana Paula é yogini e professora em São Paulo:

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Entendendo e praticando Espiritualidade


Fonte / autor(a):
Bete D’Elia e Graciete Cavalcante
Há muito se fala da importância do ser humano se desenvolver em todas as suas dimensões- física, mental, emocional e espiritual – para ser feliz e conquistar qualidade de vida pessoal e profissional.
 Independentemente, dessa abordagem ser defendida por muitos autores de renome, no âmbito nacional e internacional e do discurso já estar presente no mundo corporativo, há ainda uma defasagem muito grande em relação à sua consciência e prática.
 Nos planos físico e mental, as ações são mais visíveis e concretas. Na parte emocional, a trajetória é um pouco menor e na espiritual, quase inexistente.
 Paira no ar uma distorção do verdadeiro conceito de Espiritualidade, confundindo-o com religião. Segundo Brian L. Seaward, não deveria haver essa duvida, visto que espiritualidade é algo inclusivo, enquanto que as religiões tendem a ser exclusivas e baseadas na fé. Aliado a esta percepção errônea, pode-se afirmar que existe ainda um receio de abordar o tema com mais amplitude, como se ele fosse incompatível com o mundo do trabalho, onde o objetivo maior é ter produtividade e resultados.
 Está mais do que na hora de trazer o tema espiritualidade ao nosso cotidiano, como parte das nossas ações e reflexões, e, principalmente, como algo que permeia o dia-a-dia das empresas e dos líderes, facilitando a qualidade dos relacionamentos, o comprometimento da equipe com os objetivos da empresa e resultados.
 Esta é a proposta do nosso Grupo de Estudos: desmistificar o conceito da Espiritualidade, que para muitos é algo inacessível e distante , trazendo-o de forma simples e prática para a nossa realidade.
 Um dos caminhos escolhidos é falar e escrever mais sobre Espiritualidade, mesclando conceitos com atitudes e relacionando-os com os valores e princípios da ABQV, que são:
 “A ABQV entende que a verdadeira Qualidade de Vida se constitui no equilíbrio do ser humano em suas dimensões física, psíquica, social e espiritual, que se reflete diretamente na autorealização e no relacionamento prazeroso consigo mesmo, com o outro e com a totalidade”.
 Conforme Brian L. Seaward “caminhar passo a passo para garantir a saúde do espírito humano é tão importante quanto almejar saúde física. Para algumas pessoas, é até mais essencial, na medida em que o bem-estar espiritual é a base do paradigma da qualidade de vida como um todo”.
 Segundo Barchifontaine, Espiritualidade é respeito ao próximo, solidariedade e pode estar presente no estilo de liderança e no trabalho de equipe.
Podemos ampliar este conceito, agregando o que fala Dalai Lama: A Espiritualidade está relacionada com as qualidades do espírito humano – amor, compaixão, paciência, perdão, noção de responsabilidade e harmonia – que trazem felicidade tanto para a própria pessoa como para os outros.
 Como podemos perceber, praticar espiritualidade é falar da nossa essência de ser humano. É saber como acionar o eixo interno da felicidade e também aprender como ele funciona no nosso próximo.
 Outra forma de exercitar espiritualidade é trazer à tona um de seus pilares básicos, que é o sistema de Valores.
 São os valores que dirigem os nossos comportamentos, como também são os valores da empresa que definem sua filosofia e representam a base da sua missão.
 Logo, falar de algo conhecido como valores, missão, é uma prática de espiritualidade. Tanto pessoal, como corporativa.
 Segundo Jack Welch, no livro Paixão por Vencer “quando a empresa vivencia seus valores, aumenta a satisfação dos empregados e melhora os resultados financeiros”.
 Jack Welch também afirma : “A missão anuncia, com exatidão, para onde a empresa está indo. E os valores descrevem os comportamentos que a levarão até lá”.
 Ao decodificar o conceito de Espiritualidade e associá-lo a nossa realidade, podemos constatar que essa dimensão está muito mais presente na nossa vida e no cenário empresarial do que temos noção e consciência.
 Cabe a nós dar mais visibilidade prática a esse movimento, associando-o ao nosso dia-a-dia.
 De forma gradativa, faremos esse trabalho e usaremos desse espaço, para este gratificante exercício, junto com os demais associados ABQV.
 No próximo artigo, falaremos com mais detalhes dos valores e sua conexão direta com a Espiritualidade.
 Grupo de Estudos de Qualidade de Vida Integral – Foco Espiritualidade na Liderança
 Bete D’Elia e Graciete Cavalcante

Aposte nos hábitos que te dão mais disposição



Comer um café da manhã caprichado e tomar sol são alguns itens da lista
POR CAROLINA GONÇALVES
Você é o tipo de pessoa que acorda de manhã super animado e com a maior disposição, mas chega na hora do almoço já está se sentindo cansado ou muito disperso no trabalho? Isso pode estar acontecendo porque o seu corpo está com o horário de sono "desregulado" ou você não está fornecendo energia o suficiente para ele no decorrer do dia. Felizmente, com adoção de alguns hábitos simples, você pode gozar de uma super disposição o dia inteiro e aproveitá-lo muito mais
Café da manhã caprichado
O nutrólogo Roberto Navarro, de São Paulo, explica que a primeira refeição do dia deve ter pelo menos 25% do valor energético total de um dia todo. O ideal é que sejam evitados pela manhã alimentos com alto índice glicêmico, como açúcares, doces, pães, bolachas, biscoitos recheados e bolos, pois eles podem levar a uma queda súbita da glicose sanguínea e provocar dificuldade de concentração, fadiga mental e até irritabilidade. "Por isso, não seria interessante abusar desses alimentos citados, salvo quando 'integrais', pois esses têm menor índice glicêmico", diz Roberto.
O café em pequenas quantidades (até 1 xícara de chá) pode melhorar a disposição e a atenção. Já alimentos muito gordurosos não são recomendados por exigirem um maior trabalho na digestão e, consequentemente, dar a sensação de "cansaço". O café da manhã perfeito deve conter cereais integrais, frutas, oleaginosas e alguma proteína, como iogurte natural, queijo branco ou peito de peru.
 Levante-se e movimente-se
Um estudo feito por pesquisadores da California State University, em Long Beach (EUA), afirma que fazer uma caminhada de 10 minutos te deixa acordado e com mais energia por até duas horas. Isso se dá porque a caminhada fornece mais oxigênio para nosso cérebro e músculos, deixando-os "ligados" por mais tempo.
Se você trabalha em um escritório, levante-se e faça pequenas caminhadas durante o dia, como ir até o restaurante para comer. Isso fará com que você se sinta mais alerta e refrescado. O clínico geral Felippo Pedrinola conta que essa prática promove a redução do estresse crônico e possibilita interações com outras pessoas e situações, contribuindo para o bem-estar. 
Hidrate-se
"Uma boa hidratação é essencial para melhorar a disposição física e mental", diz Roberto. A recomendação é de dois litros de água por dia. Porém, Roberto alerta que, durante uma refeição, não devemos ingerir mais de 200 ml de líquidos, pois acima disso há uma diluição do suco gástrico, o que prejudica a eficiência digestiva.
Tome um pouco de sol
A liberação de alguns hormônios como cortisol e melatonina é regulada em horários específicos no decorrer do dia e sofre sim influência da luz do sol. "Ter a percepção correta de manhã, tarde e noite é fundamental para a regulação hormonal e o bem estar físico e mental", afirma Roberto Navarro.
Dê um descanso aos olhos
Para aqueles que trabalham com computador ou constantemente lendo algum documento, saibam que a fixação contínua - seja na tela ou em um leitura - pode causar fadiga visual e piorar a sonolência e o cansaço. Desviar o olhar do trabalho por alguns minutos periodicamente, para relaxar, é uma boa pedida.
Respire
A respiração profunda aumenta os níveis de oxigênio do sangue no corpo. Isso diminui a frequência cardíaca, regula a pressão sanguínea e melhora a circulação, auxiliando o desempenho mental e energético. O clínico geral Filippo Pedrinola conta que um bom exemplo de exercício do tipo são os chamados mini-relaxamentos de respiração.
Antes de fazer aquela ligação difícil ou entrar numa reunião pesada, feche os olhos e inspire lentamente contando até 4, prenda a respiração por 2 segundos e expire contando até 4. "Faça isso por cinco minutos quantas vezes quiser, procurando respirar menos de 10 vezes por minuto", diz o clínico.
Converse um pouco: se você sentir que está ficando cansado ou com falta de concentração, experimente conversar com seu colega da mesa ao lado. Uma conversa descontraída pode fazer sua mente funcionar novamente. Pesquisadores do Instituto de tratamento do sono Maimonides Sleep Arts & Sciences afirmam que conversar com um colega sobre uma ideia de negócio, política ou religião é um estimulante muito forte de comportamento - especialmente quando é uma conversa sobre política.
Saia da rotina
O clínico geral Filippo Pedrinola explica que a mudança da rotina, nem que seja de pequenas coisas, pode estimular novas conexões cerebrais. Esse fenômeno é conhecido como neuroplasticidade e ajuda nossa mente a ficar mais alerta.
Faça um lanchinho
Devemos nos alimentar a cada três horas em média para evitar queda de glicose no sangue e prejudicar nossa concentração e disposição física. "Se você sentir-se cansado ou disperso e estiver mais que três horas sem ter se alimentado, vale recorrer a um lanche mais leve, como fruta, iogurte ou barra de cereais", diz Roberto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um monge na medicina

http://www.crfsp.org.br/comunicacao/clipping/3654-clipping-25062012.html


Segyu Rinpoche é um monge tibetano da escola Gelugpa (a mesma do Dalai Lama) que não acredita em religião, usa iPad, iPhone, tem Twitter e Facebook. É carioca, mora na Califórnia há 30 anos e lá trabalhou com personalidades como o empresário Steve Jobs e a atriz Goldie Hawn. Aos 62 anos Rinpoche ensina o mundo a meditar para viver melhor. E aos médicos presentes à palestra na última semana no Espaço Clif, clínica de dependência química no Rio, ele falou de medicina tibetana e dos cuidados integrativos que veem o paciente como um todo — corpo mente e energia. Em entrevista ao GLOBO, o monge disse que este é o futuro da medicina: “Essas energias podem influenciar na prevenção e no aumento da expectativa de vida para que se viva de forma mais saudável e alegre”.

O GLOBO: Qual é a principal contribuição da meditação para a vida e para o tratamento de doenças?
SEGYU RINPOCHE: Meditação é a pedra fundamental. Sem o controle mental você não consegue adquirir, perceber e aumentar a energia, fica teórico. Mas a meditação não é uma ferramenta de cura, é um instrumento que aumenta o potencial interior e aí o processo de cura pode ocorrer. Meditar aumenta as condições do sistema imunológico e o bem-estar. Com isso o remédio tem um efeito melhor.

Como a psicanálise, já que nesse processo falamos também de autoconhecimento?
RINPOCHE: Sim e não. A psicanálise vai cuidar dos traumas, mas quando se tem um quadro traumático, há uma energia ligada a esse trauma e a psicanálise não vai trabalhar com essa energia. A meditação sim. É como quando se tem uma cicatriz e se sente a dor: a dor é da energia por trás daquilo. Se você aliviar a dor vai entender a cicatriz, ela estará ali sem dor. A meditação vai mais fundo porque é um processo de autotransformação, de crescimento.
O senhor tem como quantificar isso, sabe o quanto o paciente melhora com a prática?
RINPOCHE: O campo acadêmico cuida dessas pesquisas com grupos de controle e comprova os benefícios.
Eu tenho mais preocupação de implantar uma linhagem (fazer com que esses cuidados curativos se tornem realidade) e isso toma mais tempo, porque não estou preocupado em saber se funciona ou não.
Tenho pacientes que tiveram a vida prolongada, tratamentos de quadros que não se pensava que fossem mudar e mudaram, tenho muitos dados positivos dessa minha prática.
Como a meditação ajuda no tratamento de dependência química?
RINPOCHE: O dependente químico tem um desequilíbrio energético muito grande ligado a estruturas emocionais.
Com a meditação, ele terá capacidade de controlar esses impulsos internos, o apego à droga. Por exemplo: sabemos que a psicologia explica muito bem a questão, mas quem coloca o paciente em estado de abstinência é o A.A., o N.A., porque há um compromisso que os mantêm sóbrios. A meditação é esse comprometimento. Com a força que se vai ganhando com isso, trabalhando nisso, o desejo latente da droga desaparece.
Para onde vai essa energia?
RINPOCHE: Isso é transformado em outras habilidades que estão bloqueadas, a energia é redirecionada.
Não tem pessoas que se acidentam, ficam paraplégicas e começam a pintar sem nunca terem feito isso? Não há alternativa, a mente redireciona. O ponto é que sem esses choques fortes vivemos atados a certas estruturas sem redirecionar as energias, sem mudar.
A meditação pode ser usada também para mudar outras situações, não só doenças?
RINPOCHE: Essa ideia de a meditação ajudar só na enfermidade é ocidental.
A meditação é um processo para engrandecer a vida e isso inclui estar feliz alegre. Muda a perspectiva da vida: o sexo, as relações pessoais, tudo fica mais potente.
Como é feita essa meditação?
RINPOCHE: É o ato de se concentrar em um objeto que expande e enriquece a mente. Você se prepara, senta e se concentra em um objeto neutro, que pode ser uma cor, um mantra, a respiração.
E começa.
Quanto o senhor medita por dia e quanto tempo é indicado meditar? RINPOCHE: Eu medito 24 horas por dia. Como? Eu medito entre uma hora, uma hora e meia ,sentado diariamente, mas quando eu me levanto eu não abandono minha meditação.
Estou atento. Percebo a cada momento o modo de ser, estou presente no momento, não estou imaginando o futuro ou numa melancolia do passado. Ao mesmo tempo posso analisar esses fatores para crescer, para entender o dia a dia, isso é uma verdadeira meditação. É evidente que tem que ter o hábito de sentar pelo menos cinco minutos por dia, de uma boa meditação, para começar a ter efeito. É realmente colocar a mente de volta ao objeto de meditação a cada dispersão e aí realmente você começa a aumentar gradativamente porque vai sentindo os efeitos.
Como fazer isso com uma rotina tão pesada de trabalho?
RINPOCHE: Você tem que mudar a forma de lidar com o tempo. Se você dormir cinco horas e meia em vez de seis, poderá dar atenção aos filhos, à relação, ao trabalho, mas principalmente dará atenção a você. No trabalho, faça uma lista das suas ociosidades, do tempo gasto com nada e você verá.
Tem que ter uma atitude mental, criar processos para se envolver passo a passo e, à medida que você vai tomando consciência disso, tudo muda.
O que muda é o ato de estar consciente. Se você fizer a coisa inconsciente nada muda. Mesmo que você esteja meditando, que é o que a maioria das pessoas faz.
Como é uma consulta de medicina energética tibetana?
RINPOCHE: A consulta começa tirando o pulso para verificar as desarmonias energéticas dos seus humores. A medicina tibetana organiza as três forças que regem a saúde (ar, bile e fleuma) e aí vai prescrever algum medicamento, um tratamento como moxabustão ou ventosas, alguns banhos, dieta e tem kum nye, uma massagem tipo acupressão em pontos que não são do meridiano chinês e sim dos canais de energia sutil de acordo com a medicina tibetana. Depois há a aplicação de pressões ou do calor da moxabustão ou energização por visualização de cores, mantras ou imposição de mãos para reequilibrar as energias do corpo. E o clínico tem que ter essa energia para mandar para o paciente.
O GLOBO: O que o senhor acha que a medicina ocidental tem a aprender com a tibetana?
RINPOCHE: Isso é o futuro da medicina.
A medicina caminha para ser menos invasiva, mais preventiva, mais direta como medicina genética e apta a entender as causas energéticas da perda de equilíbrio do corpo, de como as células reagem de forma diferente a esse desequilíbrio. Essas energias podem influenciar na prevenção, no aumento da expectativa de vida, para que se viva de forma mais saudável e alegre.
O ocidente está preparado? Há ainda muitos questionamentos sobre o que é ou não científico.
RINPOCHE: A China, o Tibet está absorvendo o ocidental. E esse questionamento... Muda. Isso são propostas acadêmicas egoístas, mas o mundo está mais aberto, formulando novos tipos de perguntas inteligentes.
Este é realmente o momento de ver um mundo melhor. Evidentemente que esta integração irá naturalmente ocorrer.
O senhor teve um câncer na garganta em 2004 e disse que durante o tratamento de radio e quimioterapia não tomou remédio para a dor, em vez disso meditava. Como foi isso?
RINPOCHE: Eu meditava na dor, por isso não tomava remédio. Eu deixei de sentir dor? Não. Sofri porque estava com dor? Não. Eu tinha dor, mas não tinha sofrimento.
Mas isso é uma coisa para iniciados, uma pessoa comum não administra isso bem.
RINPOCHE: Eu recebi os benefícios porque fui iniciado. Mas se eu começar a iniciar as pessoas, todos poderão ter o mesmo resultado.
Não precisa esperar este momento de dor para isso, porque aí vai ter que ser a medicina tradicional mesmo, o remédio.
A doença me mostrou que funciona, minhas meditações não foram em vão.
O senhor pretende trazer sua clínica da Califórnia para o Rio?
RINPOCHE: Sim, só quero ver o calendário deste ano, mas isso já está acertado.
O senhor aparece relacionado às celebridades de Hollywood, isso deve ajudar a divulgar a meditação também, não?
RINPOCHE: Sim, tem algumas pessoas, mas talvez seja o meu jeito.
Sou monge, mas não gosto de religião.
Eu reconheço o poder da devoção como uma coisa forte, mas em quê ter devoção? Como ter devoção? Eu acredito que o mundo está caminhando, evoluindo e as estruturas estão realmente mudando, o homem tem um novo entendimento da mente. Eu acredito que as religiões vão mudar, haverá novas perspectivas, novas percepções. No futuro, todas essas deidades serão tão obsoletas quanto Zeus e Apolo.

Temos que reaprender o que é comida de verdade



* postado por Daniela
É hora de começar uma dieta rigorosa, não é mesmo? Nada disso.
Pelo menos é o que prega o Dr.Will Clower, autor de “A não-dieta dos franceses”, lançado recentemente pela editora Campus. O médico neurofisiologista desenvolveu, durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Sciencesem, em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta e, ainda assim, emagrecer com saúde, como os franceses.
“Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós. E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, segundo pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity TaskForce. O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos:
- comer alimentos de verdade, aprender a comer, reduzir a quantidade de comida e ser ativo, sem necessariamente se exercitar” explica no livro.
Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais – açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais.
Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma que ele necessita. Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra por que alimentos de verdade funcionam em favor do corpo.
“Temos que reaprender o que é comida de verdade. Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em um texto de biologia e que normalmente fazem parte da cadeia alimentar. Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, e os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos para o nosso corpo”, defende.
Em sua observação dos costumes alimentares locais, o médico descobriu que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates e nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa. Ao adotar os hábitos franceses, ele a mulher emagreceram, onze e cinco quilos respectivamente.
- Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios – fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só pra iogurtes e queijos frescos. Onde estavam os produtos lights?
Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira, com o auxílio de uma lista de produtos que devem ser descartados , os que se deve ter em casa , fala sobre os benefícios da cerveja e do vinho, com moderação, é claro, da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo. Os resultados, garante ele, surgem em seguida.
Alimentos que devem ser descartados da despensa e da geladeira:
- Refrigerantes
- Produtos diet
- Molhos semiprontos
- Biscoitos salgados
- Chips que levem gordura hidrogenada
- Purê de batata em caixinha
- Sucrilhos e cereais para o café da manhã
- Pratos prontos (para levar ao microondas)
- Batata frita congelada
- Iogurtes diet e light
- Pizza congelada 
(Eu acrescentaria carnes de todos os tipos)
Alimentos que se deve ter em casa: 
- Grãos (granola, aveia, arroz)
- Hortaliças (feijões, cebola, batata, abóbora, tomate)
-  Óleos e vinagres (azeite de oliva, óleo 100% vegetal, vinagre)
- Produtos de padaria (farinha, ervas, temperos, açúcar mascavo, pimenta, sal)
- Lanches (frutas desidratadas, biscoitos não hidrogenados, nozes, azeitona)
- Condimentos (mostarda, maionese de verdade)
- Bebidas (suco de frutas, chás, água, vinho)
Plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta:
1 – Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais. O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro. Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo está satisfeito.
2 – Garfadas menores. O paladar está na superfície da língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto.
3 – Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção faz com que se coma demais.
4 – Apóie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. Não encha-o novamente até que tenha engolido.
5 – Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos.
6 – Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares.
7 – Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso.
8 – Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade.
9 – Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. Você come um nível normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, castanhas e queijos.
10 – Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.