sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O que é qualidade de vida?


O que significa a expressão qualidade de vida? Gozar de boa saúde? Relacionar-se bem com a família e amigos? Ter tempo para o lazer? Estar satisfeito profissionalmente? Se fizermos uma enquete provavelmente teremos múltiplas respostas e, acredite, todas atenderão perfeitamente a questão. Seu significado é absolutamente pessoal, pois envolve as perspectivas de cada indivíduo em seu âmbito físico, emocional, profissional, social.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o termo qualidade de vida pode ser definido como "a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações".
De qualquer forma, independentemente de conceituação ou percepção individual, ter qualidade de vida torna-se o grande sonho de todos nós.
O cenário atual em que vivemos nos exige considerável resistência física, mental e emocional. E, em muitas ocasiões, nos leva inevitavelmente a um estado de pane íntimo, comprometendo substancialmente a tão desejada qualidade de vida.
Quando contrapomos vida pessoal e profissional, este quadro ganha um status preocupante. Não há como desassociar estes dois domínios em nossa vida, um complementa o outro e invariavelmente um invade o outro.
O trabalho nos confere identidade social, eleva nossa autoestima, nos permite avaliar nossa capacidade de realização. A vida pessoal envolve nossa família, amigos, saúde, momentos de autorreflexão.
Devemos assumir, então, estes dois lados como elementos vitais e entendê-los como unidade. Quando não conseguimos conciliar a esfera pessoal e profissional, abrimos um campo fértil para que se instale o grande vilão da vida contemporânea: o stress.
Na verdade, quando bem administrado, o stress pode ser considerado positivo, pois confere a dose certa de emoção e mobilização para enfrentar desafios do cotidiano. Contudo, quando uma pessoa sofre pressões além do limite do seu suportável, o nível de stress paralisa suas ações, afeta negativamente sua produtividade, compromete sua saúde, desajusta suas relações.
Uma atitude constante de percepção da vida pessoal e profissional permite adotar algumas ações profiláticas para não cair nas malhas nocivas do stress:
1) Gerencie o tempo: Atenção workaholic, está na hora de pagar o resgate do seu sequestro! Como? Atente-se às outras áreas da sua vida: família, amigos, sua saúde, momentos de lazer, como estão suas emoções. Atribua uma ordem de grandeza a estas áreas, priorize e distribua seu tempo. Plugado integralmente no seu trabalho, desconsiderando outras esferas da vida, você reduz seus horizontes intelectuais, afeta senso crítico e criatividade, compromete sua saúde física e psicológica, distancia-se das pessoas que o cercam, e certamente, estreita sua capacidade de realização profissional.
2) Planeje com flexibilidade: tenha foco, organize suas atividades, porém não deixe de ser flexível perante circunstâncias adversas.
3) Delegue: se você ocupa cargo de gestor, atribua responsabilidades a sua equipe. Cuidado com sua onipotência e onipresença. Há colaboradores competentes a sua volta.
4) Responsabilize-se pela sua qualidade de vida. Algumas empresas cientes de que seu maior ativo é seu capital humano, já estruturam programas de qualidade - algumas com relativo sucesso - visando ao bem estar dos seus colaboradores. No entanto, cabe a cada indivíduo estabelecer os parâmetros que considera necessários para sua qualidade de vida.
O que passa a ser fundamental é entender e dar a devida importância a nossa vida profissional e pessoal, e assim, com determinação e disciplina, buscar o equilíbrio, que não precisa ser fruto de mudanças radicais, pois com um mínimo de investimento já podemos transformar a qualidade de nossas relações e de nossa vida.
Enfim, não importa o que a vida faz com a gente e sim o que fazemos com nossa vida. Qualidade de vida talvez seja isso: uma vida bem vivida.
No mais, é dar neste artigo um especial destaque às mulheres que a cada geração assumem novas formas de atuação e com maestria desenvolvem a difícil arte do equilíbrio entre maternidade e profissão. E imprimem qualidade impressionante a estas duas funções.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Enviada por JC
Edição: F.C.
18.05.2012

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