sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Três pecados capitais que danificam o cérebro

Com informações da BBC
Como danificar o cérebro
O cigarro danifica a memória, o aprendizado e o raciocínio lógico.
A pressão alta e estar acima do peso também afetam o cérebro, mas não na mesma medida que o fumo.
O estudo foi feito com 8,8 mil pessoas com mais de 50 anos por pesquisadores da universidade King's College de Londres, e publicada na revista científica Age and Being.
Mente e corpo
Cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que as pessoas precisam perceber que o seu estilo de vida afeta tanto a mente quanto o corpo.
Os pesquisadores investigaram o elo entre o cérebro e as probabilidades de ataque cardíaco e derrame.
Os resultados mostraram que o risco de ataque cardíaco e derrame "estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo". As pessoas com maior risco foram as que mostraram maior declínio.
Também foi identificada uma "associação consistente" entre fumo e baixos resultados nos testes de memorização.
Modificação possível
"O declínio cognitivo fica mais comum com o envelhecimento e para um número cada vez maior de pessoas interfere com o seu funcionamento diário e bem-estar", diz Alex Dregan, pesquisador que trabalhou no estudo.
"Nós identificamos uma série de fatores de risco que poderiam ser associados ao declínio cognitivo, e todos eles podem ser modificados. Nós precisamos conscientizar as pessoas para a necessidade de mudanças de estilo de vida por causa do risco de declínio cognitivo."

Nova teoria explica benefícios da meditação

 A nova teoria foi apresentada pelos cientistas ao Dalai Lama, que acompanha de perto todas as pesquisas científicas envolvendo a meditação em particular, e as neurociências em geral.
Mente alerta
Alcançar o estado conhecido como mente alerta, ou atenção plena, através da meditação tem ajudado as pessoas a manterem uma mente saudável ensinando-lhes como enfrentar as emoções e os pensamentos negativos.
Isso inclui minimizar os efeitos da raiva, dos anseios e da ansiedade, e incentivar disposições mais positivas, como empatia, compaixão e perdão.
Aqueles que já colheram os benefícios da atenção plena sabem que ela funciona.
E estudos científicos, um após o outro, têm documentado os benefícios da meditação.
Mas como exatamente a meditação funciona?
Teoria sobre a meditação
Cientistas acabam de propor um novo modelo que muda a forma como o mundo ocidental tem pensado sobre a atenção.
Em vez de descrever a atenção plena como uma única dimensão da cognição, os pesquisadores demonstraram que a mente alerta na verdade envolve um amplo quadro de mecanismos complexos no cérebro.
Este novo modelo de atenção foi publicado no exemplar mais recente da revista científica Frontiers in Human Neuroscience por uma equipe do Brigham and Women's Hospital (EUA).
Teoria S-ART
Os pesquisadores identificaram várias funções cognitivas que ficam ativas no cérebro durante a prática da meditação da atenção plena.
Essas funções cognitivas ajudam o praticante a desenvolver a autoconsciência, o autocontrole e a autotranscendência, que compõem o quadro transformativo para o processo de autoconscientização, levando ao estágio de mente alerta, ou atenção plena.
Os cientistas batizaram sua teoria de S-ART, pelas iniciais em inglês das três funções cognitivas envolvidas - Self-Awareness, self-Regulation, and self-Transcendence.
Mente saudável sustentável
A S-ART explica os mecanismos neurobiológicos subjacentes pelos quais a meditação da mente alerta pode facilitar a autoconsciência; reduzir os preconceitos e os pensamentos negativos; melhorar a capacidade de regular o próprio comportamento; e aumentar as relações positivas e pró-sociais consigo mesmo e com os outros - enfim, criando uma mente saudável sustentável.
Os pesquisadores destacam seis processos neuropsicológicos que são mecanismos ativos no cérebro durante a prática da meditação e que são suporte à S-ART.
Estes processos incluem:
  1. intenção e motivação;
  2. regulação da atenção;
  3. regulação emocional;
  4. extinção e reconsolidação;
  5. comportamento pró-social, e
  6. não-apego e de-centragem (desligamento do ego).
Em outras palavras, esses processos começam com uma intenção e como motivação para querer atingir a plena consciência, seguidos por uma consciência dos maus hábitos da pessoa.
Uma vez que estes maus hábitos são identificados, a pessoa pode começar a domar a si mesma para se tornar menos emocionalmente reativa e para se recuperar mais rapidamente de emoções perturbadoras.
"Através da prática contínua, a pessoa pode desenvolver uma distância psicológica de todos os pensamentos negativos e pode inibir os impulsos naturais que constantemente alimentam os maus hábitos," disse David Vago, primeiro autor do estudo.
Um novo Você
O Dr. Vago afirma que a prática continuada da meditação também pode aumentar a empatia e eliminar nossos apegos às coisas de que gostamos, e as aversões às coisas de que não gostamos.
"O resultado da prática é um novo Você, com um novo conjunto de habilidades multidimensionais para reduzir os preconceitos que cercam a própria experiência interna e externa, e para manter uma mente saudável," disse Vago.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Detentos ajudam na produção de plantas medicinais no Distrito Federal

Da Agência Brasil
Brasília - Técnicos da Farmácia Viva, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, contam com a ajuda de dez detentos do Complexo Penitenciário da Papuda para o cultivo de guaco, boldo nacional e erva baleeira, plantas medicinais usadas no tratamento fitoterápico. O projeto, coordenado pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), abastece a rede pública de saúde, oferecendo matéria-prima para tratamentos alternativos de doenças que podem ser curadas com medicamentos fitoterápicos.
O chefe do Núcleo de Suporte à Assistência Farmacêutica em Terapias Não Convencionais, Nilton Netto, ressalta a importância do cultivo de plantas medicinais para abastecer a rede pública de saúde. "O consumo de plantas fitoterápicas é um meio alternativo para a cura de muitas doenças, e é preciso explorar isso. O empenho tanto dos técnicos quanto dos detentos garante a produção de fitoterápicos de qualidade, que ajudará a população, além de ser muito mais econômico que um remédio tradicional", disse.
A diretora executiva da Funap, Verlúcia Cavalcante, explica que projeto é importante não só para o abastecimento de plantas fitoterápicas para a rede de saúde pública do Distrito Federal, mas também para a ressocialização dos detentos, além de garantir a redução de suas penas. "Eles plantam, colhem e garantem a continuidade de produção [das plantas]. A cada três dias de trabalho, eles [detentos] têm um dia a menos nas penas", disse.
O xarope de guaco, usado no tratamento de excreção de muco, é o medicamento fitoterápico mais prescrito na rede pública no DF. Desde a implantação do projeto, em 2009, já foram produzidos 64.657 frascos do xarope. O boldo nacional é utilizado no tratamento para auxiliar a digestão, e a erva baleeira para dores associadas aos músculos e tendões.
A Farmácia Viva também produz outros seis tipos de plantas medicinais reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em seu Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, como alecrim, babosa e confrei.
Os dez presos que participam do projeto cumprem regime semi-aberto, ou seja, durante o dia trabalham no cultivo das plantas e à noite retornam para a Papuda. O Programa Farmácia Viva abrange 21 unidades de saúde: 17 centros de saúde; um Núcleo de Atenção à Saúde da Família; dois Hospitais e uma unidade especializada. De 2001 a 2011, foram produzidos 182.217 fitoterápicos.
Edição: Fernando Fraga

Frutas – a Comida que é o Melhor Remédio

Abacate
Como alimento é uma fruta nutritiva, digestiva, antiinflamatória, rica em vitaminas, minerais e aminoácidos; aplicada no reumatismo, gota, afecções renais e hepáticas, obstipação intestinal. Combate os males produzidos pelo comer carne, perturbações digestivas, prisão de ventre, flatulências, abscessos estomacais, reumatismo, gota, afecções dos rins, do fígado, da pele, etc. É uma das frutas mais nutritivas que existem; tem quatro vezes mais valor nutritivo que os outros frutos, exceto a banana. Nele se encontram quase todas as vitaminas, inclusive a vitamina C, uma das mais importantes. Por conter pouco açúcar e quase nenhum amido, o abacate é muito recomendável aos diabéticos. Seu abundante conteúdo em substâncias gordurosas, ao contrário do que sucede com as gorduras animais, não é prejudicial, pois é rico em gorduras insaturadas.
Acerola (Malpighia glabra)
É considerada a fruta com maior teor de vitamina C . Para cada 100g de polpa existem de 2000mg a 5000mg de vitamina C, quantidade esta cem vezes maior do que a contida no limão. Como alimento é vitaminizante, antianêmica, adstringente, aperiente, cicatrizante, antiinflamatória e mineralizante.
Ameixa (Prunus domestica)
Graças ao seu conteúdo em magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendando-se contra prisão de ventre. Pela sua elevada taxa de fósforo é muito utilizada nos casos de fraqueza geral, especialmente, quando há debilidade cerebral. A ameixa fresca é um agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota, a arteriosclerose, a nefrite, etc., ácidos esses originados de uma alimentação à base de muita proteína.
Amêndoa (Prunus amygdalus)
O fruto comido regularmente e bem mastigado é muito benéfico contra a acidez ou úlcera gástrica; para estes casos pode ser também associado a um pouco de mel, suco de couve, de agrião ou de algumas outras hortaliças. O leite de amêndoas é um valioso alimento nos casos de anemia, contra as afecções das vias respiratórias e contra o diabetes. A amêndoa é um bom tônico do sistema nervoso. A amêndoa é muito nutritiva, sendo riquíssima em gorduras insaturadas e lipoproteínas. Suas proteínas, de alto valor biológico, são um substituto da carne.
Avelã
Fruto da aveleira, árvore da família das Betuláceas. Uma pequena castanha usada como alimento no mundo inteiro. É muito oleosa e rica em vitaminas B1, B2, e C.
Azeitona
A azeitona é um alimento excelente para os órgãos internos. Convém aos tuberculosos e aos que sofrem de outras doenças pulmonares, principalmente a asma. As pretas parecem possuir efeito medicinal superior às verdes. A azeitona verde é adstringente e a preta é laxativa.
Banana
Existem no mundo mais de 30 variedades de bananas. Representa um alimento importante para muitas comunidades e povos, graças aos seus componentes nutritivos, entre vitaminas, aminoácidos e sais minerais, como cálcio, potássio, sódio, fósforo, cloro, magnésio, enxofre, silício. A banana contém as vitaminas A, B1, B2, B5, (niacina) e C, além de algumas outras; a vitamina A se encontra na proporção de 200 a 300 U.I. por 100 g, nas diversas variedades; é também variado o teor em vitamina C, de um tipo de banana para outro. Assim, em 100 gramas, a d’água possui 6,4 mg; a maçã, 12,7 mg; a figo, 15,3 mg; a prata, 17,3 mg; a ouro, 9,4 mg.
Carambola
Averrhoa carambola. Fruto da caramboleira, uma pequena árvore originária da Índia. É uma fruta muito rica em fósforo e ácido oxálico. O suco da fruta é um excelente febrífugo e na pressão alta.
Castanha (Castanea vulgaris)
A castanha é um alimento energético por excelência, indicado para os anêmicos, debilitados, tuberculosos e convalescentes, além de doentes do fígado e dos rins. Aumenta a secreção de leite nas lactantes.
Castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa)
O seu teor de proteínas se equipara à das amêndoas, nozes avelãs. Contém a excelsina, uma proteína de alto valor biológico, reconhecida como quase completa. Assim como as amêndoas, é possível preparar um leite muito nutritivo das castanhas-do-pará, de sabor e teor de vitaminas assemelha ao do leite de vaca. A farinha parcialmente desengordurada desta castanha tem a seguinte composição: água 7,6%; hidratos de carbono, 13,6%; proteínas, 33,5%; gorduras, 38,5%.
Coco
A água e o leite de coco, ricos em glícerofosfatos e lecitinas. Alimento indicado para evitar a arteriosclerose, e é excelente para promover o desenvolvimento do tórax, bem como para nervos, o cérebro e os pulmões (a chamada gordura de coco, geralmente saturada e "pesada", desaconselhavel, não é derivada do coco-da-bahia, mas do coco babaçu). É também um alimento muito bom para os diabéticos. Para expulsar vermes intestinais de todos os tipos, toma-se cada manhã, em jejum, uma colherada de coco ralado, fresco. A água do coco é famosa pelas suas aplicações na úlcera do estômago, no enjôo de mar e na artrite.
Dendê (Elaeis guineensis) Fonte do famoso azeite de dendê, utilizado largamente na culinária nordestina brasileira, é uma das mais ricas fontes de vitamina A e carotenoides. Utilizado nos alimentos é útil para combater a fraqueza dos olhos, as dores de cabeça, a prisão de ventre e as cólicas abdominais. Apesar da sua densidade e coloração vermelha carregada, é um óleo insaturado, recomendável no excesso de colesterol, triglicerídios e aterosclerose coronariana. O seu uso regular é tido como uma forma de prevenção do câncer, graças ao seu teor de elementos antioxidantes; as populações que consomem azeite de dendê são as que apresentam as menores incidências da doença.
Fruta-pão (Artocarpus incisa)
Alimento popular como fonte de calorias e vitaminas do complexo B. No nordeste brasileiro onde o trigo é caro e escasso, a fruta-pão é usada na refeição matinal, sendo um recurso abundante e barato.
Lima-da-Pérsia
Muito rica em vitamina C e em compostos que protegem as mucosas digestivas, além de determinarem efeitos diuréticos. É um desintoxicante muito útil como monodieta durante alguns dias. Pode-se tomar o suco em jejum ou comer as limas como laranjas.
Limão
Seus componentes principais são: Ácido cítrico, vitamina C, fósforo, magnésio, manganês e potássio.
O limão com seus ácidos, facilmente transformados em elementos alcalinizantes, e com suas bases, fermentos e vitaminas, contribui poderosamente para oxidar resíduos, principalmente os protéicos, responsáveis diretos pelo artritismo com todas as suas manifestações. Apesar de ser ácido o sumo do limão determina reação alcalina; ao terminar seu metabolismo, o limão torna-se alcalino, sendo por isso utilizado pela sua ação inibidora sobre a acidez gástrica.
Maçã
Usada como alimento regular, é um depurativo do sangue; devido ao seu conteúdo em ácido málico, elimina os detritos provenientes do metabolismo. Muito útil na gota e no reumatismo. Dado seu elevado conteúdo em vitaminas (A, B1, B2, C) e em sais, especialmente de potássio, fósforo, sódio, ferro, etc., é um alimento especial para crianças fracas, para as pessoas que exercem atividades mentais, para as mães que amamentam e para os convalescentes.
Mamão
Utilizado como alimento, a fruta madura é digestiva, diurética, emoliente, laxante, refrescante. O mamão possui um fermento solúvel, a papaína, um fac-símile da pepsina, por seu grande poder digestivo; por isso o mamão é receitado pelos médicos nas doenças do estômago e dos intestinos. O Dr. John Harvey Kellogg proclamou o mamão o mais poderoso digestivo que se conhece. O mamão comido em jejum, de manhã, é eficaz contra diabete, a bronquite e a icterícia. É também bom depurativo do sangue.
Melão
Fruta eficaz para todas as doenças ginecológicas e hormonais femininas. Bem indicado como tratamento a longo prazo das cólicas menstruais e na tensão pré-menstrual.
Noz
Por seu elevado conteúdo em fósforo, a noz é um tônico excelente para o celebro e para combater a debilidade nervosa.
Pinheiro
a A fruta do pinheiro, chamada pinhão, ou ata, é um alimento de ação tônica, antianêmica, nutritiva e energética.
Pitanga
Planta de grande uso popular. A pitanga é rica em vitamina C e bioflavonóides; seu consumo regular combate o excesso de ácido úrico, o reumatismo e a artrite.
Romã (Punica granatum)
É uma fruta oxidante, mineralizante, refrescante, utilizada pela medicina desde os seus primórdios.
Tâmara (Phoenix dactylifera)
Como alimento é um tônico de primeira linha em caso de anemia, desnutrição, e na tuberculose. Tem efeito calmante sobre o sistema nervoso, combate a insônia, fortifica o estômago e os intestinos, combate as colites, as hemorragias e o escorbuto. A tâmara verde é lactígena, diurética, e útil no tratamento das hemorróidas. É um alimento energético, de grande importância nutricional.
Tangerina
Graças ao seu conteúdo em fósforo e cálcio, a tangerina favorece o desenvolvimento ósseo; devido à sua concentração de magnésio, tonifica as articulações e os músculos, beneficiando os intestinos e o sistema nervoso; devido à sua concentração em vitamina C, ela é recomendada contra as infecções, a neurite e o escorbuto.
Como alimento é muito útil contra a arteriosclerose, a debilidade da vista por causa de endurecimentos, a gota, o reumatismo, os cálculos, os tumores (adenomas, condromas, fibromas, gliomas, lipomas, miomas, neuromas, osteomas), os cistos recentes, endurecimentos cálcicos, cristalizações de ácido úrico.

Uva Como alimento regular, a uva atua sobre o fígado, sobre o rim e sobre o intestino. Ela ativa os rins e aumenta a diurese; por suas substâncias pécticas e seus tartaratos, estimula os intestino. Diminui a formação de certos produtos, como o indol, o escatol e o fenol, presentes na carne animal. A uva tonifica, remineraliza e renova os tecidos. Para as crianças de peito, o suco de uva, fresco e puro, é uma espécie de leite vegetal, que pode ser ministrado aos lactentes na proporção de três colheradas diárias. Tem ação preventiva na arteriosclerose e no câncer.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cientistas controlam ansiedade no cérebro usando luz

Agora que sabem da existência das rotas celulares específicas para ativação e desativação da ansiedade, os cientistas vão começar a efetuar testes para tentar inibir seus efeitos. Esta imagem de ressonância magnética mostra as amígdalas no cérebro humano
Rotas da ansiedade
Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, usaram luz para identificar com precisão os circuitos neurais responsáveis pela ansiedade.
Trabalhando com animais de laboratório, os cientistas identificaram duas rotas principais no cérebro: uma que promove a ansiedade e outra que alivia a ansiedade.
Os transtornos de ansiedade são os mais prevalentes entre as doenças psiquiátricas, e incluem doenças como o transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e fobias. A ansiedade também contribui para outros importantes transtornos psiquiátricos, como a depressão e abuso de substâncias.
Amígdala cerebral
As rotas agora localizadas estão em uma região do cérebro chamada amígdala.
A amígdala está envolvida em vários processos, incluindo a sociabilidade e o medo, e também já era sabido que ela desempenha um papel na ansiedade.
Mas as pesquisas anteriores precisaram de modificações generalizadas da amígdala, por meio de drogas ou de sua ruptura física, métodos de força bruta que trazem pouco conhecimento prático para o tratamento dos efeitos produzidos em qualquer região do cérebro.
Optogenética
Agora os cientistas usaram uma ferramenta bem mais suave, a luz, resultado de pesquisas em uma área emergente conhecida como optogenética.
A optogenética combina genética e ciência óptica para manipular seletivamente a forma como um neurônio dispara no cérebro. Os neurônios são células eletricamente excitáveis que transmitem informações através de sinalizações elétricas e químicas.
Cientistas desligam neurônios no cérebro usando luz
As manipulações genéticas dirigidas induzem neurônios específicos a produzir uma proteína ativada pela luz normalmente encontrada em algas e bactérias.
Quando acionadas por certos comprimentos de onda da luz, estas proteínas permitem que os cientistas aumentem ou diminuam a atividade neuronal no cérebro e observem os efeitos dessa atividade sobre o comportamento dos animais de laboratório.
Diferença entre medo e ansiedade
Embora a optogenética já tivesse sido utilizada antes para estudar a função da amígdala no medo, esta é a primeira vez que a técnica é utilizada para estudar a ansiedade.
"Medo e ansiedade são diferentes", explica Karl Deisseroth, coordenador da pesquisa. "O medo é uma resposta a uma ameaça imediata, mas a ansiedade é um estado de elevada apreensão sem nenhuma ameaça imediata. Eles compartilham os mesmos efeitos, por exemplo, manifestações físicas tais como aumento da frequência cardíaca, mas seus controles são muito diferentes."
Agora que sabem da existência das rotas celulares específicas para ativação e desativação da ansiedade, os cientistas vão começar a efetuar testes para tentar inibir seus efeitos de forma mais duradoura.
Ainda não há previsão de quando os testes começarão a ser feitos em humanos.

Luz no ponto certo do cérebro melhora a motivação

Luz para o cérebro
Pesquisadores já usaram luz para controlar o cérebro de macacos e demonstraram que neurônios individuais podem ser desligados com luz.
Mas a equipe do professor Karl Deisseroth, da Universidade de Stanford, tem mais interesse em explorar o uso da luz para lidar com os comportamentos.
Há cerca de um ano, eles mostraram que é possível controlar a ansiedade iluminando o cérebro: Agora a equipe se voltou para o oposto da ansiedade, a depressão.
E os resultados com experimentos em animais foram novamente encorajadores.
Luz para a depressão
O objetivo da equipe é descobrir formas não medicamentosas e não invasivas para lidar com a depressão.
Para isso eles se voltaram para a motivação.
Primeiro os cientistas identificaram áreas no córtex pré-frontal medial associados com a motivação.
Esses neurônios ficam inativos quando os animais desistem de cumprir uma tarefa - nadar para sair de um tanque de água sem saída - mas permanecem ativos nos animais que ficam parados em uma situação normal, fora da água.

Luz no ponto certo do cérebro melhorar a motivação
O gráfico da esquerda mostra a queda na motivação do animal. À direita, a recuperação da motivação, à medida que o mesmo animal tinha seu cérebro iluminado. [Imagem: Melissa R. Warden et al./Nature]
Ligando a motivação
Melissa Warden partiu então para tentar religar a motivação nos animais que a perderam, algo que os cientistas acreditam ser uma marca típica dos pacientes com depressão.
Usando uma fibra óptica, ela iluminou a região do cérebro relacionada com a motivação.
O resultado é quase como um interruptor de luz acendendo uma lâmpada: tão logo a luz foi acesa, os animais que haviam desistido voltaram a nadar para tentar sair do tanque.
Os resultados foram publicados na revista Nature. Ainda não há previsão da repetição dos experimentos em humanos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Anvisa deve aprovar em dezembro consulta pública sobre medicina chinesa

As informações são da Agência Brasil
Brasília - A abertura de consulta pública para tratar da regulamentação de produtos da medicina tradicional chinesa deve ser aprovada em dezembro pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou o diretor-presidente do órgão, Dirceu Barbano.
Durante café da manhã com jornalistas, ele explicou que o Brasil já avançou na regulamentação de práticas da medicina chinesa como a acupuntura. Existem, por exemplo, regras específicas para a produção e o uso das agulhas utilizadas no tratamento. “Mas não temos nenhum regra para tratar das formulações, a maioria delas [feita] à base de plantas.”
A ideia inicial, segundo Barbano, é que haja um monitoramento, durante três anos, dos possíveis efeitos relacionados ao uso desses produtos. Atualmente, não existe nenhuma fórmula tradicional da China, que mistura também substâncias de origem mineral e animal, com registro no Brasil.
“Não há como proibir a medicina tradicional chinesa. Ela não vai desaparecer”, disse o diretor-presidente da Anvisa. “O problema existe e não adianta querer proibir ou enquadrar nas regras brasileiras”, completou.
 
 

MEDITAÇÃO (entender ou aprender)

http://www.iepy.com.br/site/lerArtigo.php?intIdArtigo=23
Marcos Rojo
Quando alguém nos ensina alguma coisa, podemos dizer que entendemos caso a explicação nos faça sentido, mas, isto não significa que a aprendemos. Alguém só é possuidor de algo, quando o apreende e no processo de ensino-aprendizagem, isto significa incorporar, passar por uma experiência. Aprender corresponde a vivenciar e isto é isento de palavras e conceitos, é apenas sensação.
Se você já experimentou o sabor azedo de alguma fruta, poderá imaginar o sabor de outra, quando alguém lhe diz que tal fruta também é azeda. Desta forma, a experiência não só nos possibilita aprender algo, mas também pode ampliar um repertório de possibilidades para outras conclusões.
Crianças tem esta característica, buscam seu conhecimento pela experiência, querem mexer em tudo, cheirar, morder, lamber, etc. Não adianta dizer para elas não mexerem no fio porque “dá choque”, elas tem que experimentar. Elas são mais honestas com seus saberes, facilmente dizem “não sei” quando não aprenderam. Nós adultos, parece que temos vergonha de assumir que não sabemos, dizemos que aprendemos quando apenas entendemos.
Um professor de ética passou a aula toda explicando aos alunos o verdadeiro conceito de ahimsa (não violência). Na semana seguinte, o professor perguntou aos alunos quem tinha aprendido o assunto da aula anterior. Todos levantaram a mão menos um menino, que disse que não tinha conseguido vivenciar ahimsa. Imediatamente o professor concluiu que ele foi o único que havia realmente entendido alguma coisa da aula.
Em yoga entendemos muito, mas não sabemos o quanto já aprendemos? Como não existem placas de sinalização no caminho da meditação, não sabemos em que ponto estamos. Com relação a conceitos, poderemos estar muito adiantados, mas se for com relação a experiências talvez estejamos no começo. De qualquer forma, esta resposta só interessa a você mesmo. Como se diz na Índia: - “um caminho de 1000 léguas, começa com o primeiro passo”. Costuma-se dizer também, que o ‘yogue” é um cientista, que seu corpo é seu laboratório, mas os resultados de suas experiências só interessam a ele.
 Algumas definições de meditação me dão a entender que são baseadas em análises enquanto outras me parecem retratar experiências. Por exemplo:
 - “Meditação é o voltar para casa”. Esta definição nos remete à sensação que temos quando voltamos para casa depois de um dia difícil, numa noite fria. Para o autor desta definição, a sensação de aconchego, segurança e acolhimento, são comparáveis às sensações obtidas na prática de meditação.
 - “Meditação é estar aonde a mente está”. Em outras palavras, é estar por inteiro, estar disponível, não deslocar a mente para o passado ou para as fantasias do futuro, é prestar atenção naquilo que se está fazendo. Ou seja, faça o que tem que ser feito com todo seu empenho, envolvendo-se por inteiro, ainda que a tarefa seja simples. Isto também é uma forma de meditação.
 - “Meditação é um relaxamento de pensamentos e sentimentos”. É como se estivéssemos num lugar onde não precisássemos disfarçar sentimentos. Estamos tão à vontade e tão seguros que não precisamos fingir, podemos ser autênticos, especialmente com a gente mesmo.
 - “Meditação é um silêncio momentâneo que ás vezes aparece”. Esta é para mim uma das definições mais honestas. Ficamos muito tempo sentados, para sentir, de vez em quando, algo por pouco tempo, mas que já é o suficiente para nos motivar a continuar com a prática. O texto de Patanjali, não fala de quantidade de meditação, mas da qualidade. Podemos ter experiências muito curtas e muito marcantes. Podemos ver uma imagem ou uma cena rápida que nos impressiona para o resto da vida.
 Mas tenha cuidado, estas definições são a tentativa do praticante em retratar a sensação obtida durante a prática de meditação e não devem ser usadas como técnicas. Quem as sentiu, as sentiu espontaneamente e simplesmente fez uma comparação. Ter a expectativa de sentir algo específico, perturba a prática de “aquietação” da mente, pois o desejo é um atrapalhador deste processo.
Estas definições nos ajudam a entender o que será que devemos sentir quando meditamos, mas só aprenderemos com as nossas sensações individuais.
Curiosamente, todos os dias passamos pelo estado de mente sem pensamentos (samadhi), só que dormindo. Neste momento de sono profundo a mente está quieta, mas, nós não estamos conscientes, então não experimentamos. Se não houve experiência, não houve mudança de comportamento e acordamos iguais, descansados, mas, iguais. Por outro lado, se pudermos sentir o prazer de um estado onde não sentimos falta de nada, não temos medo de nada, não precisamos provar nada para ninguém e onde tudo está correto, ainda que seja por alguns segundos, acredito que seremos outros depois desta experiência.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A vitalidade e alquimia dos alimentos

O Serviço e a Alquimia
Os alimentos de origem vegetal, crus e vivos, nos oferecem espontaneamente tudo o que captaram da Terra, do Sol e de Deus. Cabe a cada um de nós recebê-los! Deixá-los chegar e fazer parte de nós.
Os alimentos do reino vegetal têm um propósito: oferecer seu Viço, seus agentes nutricionais e energéticos, seus componentes da terra (energia telúrica), do nosso astro-rei o Sol (energia solar) e do Cosmos (energia cósmica), para que sejamos Seres em estado de Viço, ou seja, em SerViço.
Mas, não basta ganhar um presente, temos que recebê-lo, assimilá-lo, para então fazer parte de nós, da alegria e gratidão causada pelo presente verdadeiramente recebido.
Entretanto, quando um ladrão nos aborda, permitindo ou não, ela irá nos roubar o que temos de maior e melhor em nossa vida: nosso corpo e alma.
É ato de amor e respeito ser cúmplice do nosso corpo e vida, e praticar um “banho interno diário” que favoreça o necessário alívio da sobrecarga intoxicante da vida moderna. E, é sábio, aproveitar este ato de afeto (corpo e alma unidos no mesmo movimento), para nutrir e vitalizar todas as células, órgãos, vísceras e sistemas, entre eles nossas mentes, representadas fisicamente pelo cérebro. Para tanto, o certo é conhecer os alimentos que têm tal poder, para aumentar seu consumo diário, como também, para poder evitar conscientemente, os alimentos que nos desvitalizam e minam nossa saúde e poder pensante.
A Alquimia e o SerViço
Os alimentos do reino vegetal – frutas, folhas, raízes, brotos e sementes -, enquanto vivos e crus, são ofertas viçosas da mãe natureza. Eles já trazem em sua composição nutrientes conhecidos como carboidratos, proteínas e gorduras, importantes para nos dar energia, construção e manutenção de nossas células e corpos. São os chamados macronutrientes. A esta parte bem física dos alimentos colocarei a responsabilidade de 10% pela sustentação da vida, e é o máximo que uma pessoa intoxicada pode assimilar destes alimentos.
Aos outros 90%, que classificarei de parte “alquímica”, por serem em mínimas concentrações ou mesmo invisíveis (forças energéticas da terra e do sol), só plenos no alimento cru e vivo, colocarei a responsabilidade pela sustentação do corpo, da alma e do espírito alinhado com a luz. São estes 90% que ancoram a força, a luz. Esta é a parte que uma pessoa vai acessar e assimilar quanto mais desintoxicada estiver.Estes 90%, além de participarem da digestão e assimilação dos nutrientes mais densos (aqueles 10%), irradia vitalidade para mais purificação, transformações e expansão do Ser, que se impregna de Viço e vive em estado de Viço, em SerViço. Ou seja, sempre haverá energia sobrante. Nestes 90% encontramos alguns elementos biologicamente ativos (vivos) denominados:
- enzimas (se o alimento estiver cru e vivo) – agentes de informação específica e precisa para a função digestiva e todas as reações energeticamente econômicas do organismo;
- sais minerais – agentes de comunicação rápida e precisa entre todas as células, já que são responsáveis por todas as reações eletroquímicas conduzidas pelos 60-70% de água presentes num organismo humano e adulto;
- vitaminas – agentes de vitalização do corpo e do poder pensante (alma);
- fibras – agentes de absorção dos excretos, modulação do processo de assimilação digestiva e nutrição da flora intestinal;
- antioxidantes – agentes que impedem a oxidação e degeneração precoce das células e do poder pensante.
Além destes elementos já identificados pela ciência, existem infinitos outros, que classifico como Alquimia da Mãe Terra, do Sol e de Deus. Esta é a parte invisível, sagrada e poderosa, pois é a que nos permite sintonizar, vibrar em sintonia, com estes Seres: a Terra, o Sol e Deus. Neste momento sentimos: Amor – Gratidão – Somos todos Um!
E, graças à elevada presença, principalmente nos alimentos da cultura orgânica, desta fração alquímica, os vegetais crus e vivos, são exatamente os que oferecem aos órgãos e sistemas de excreção, a sua cumplicidade mais afetiva e efetiva. Só quando consumidos crus e frescos, fornecem ao organismo sua água estruturada com informações de limpeza, nutrição e vitalização.
Na prática
Aqui, o objetivo é que você compreenda, didaticamente, como classificar os alimentos pela sua força vital, simplificando os critérios de escolha e seleção. Nada de tabelas: só a compreensão.
No livro “Você sabe se desintoxicar” (Dr. Soleil – Ed. Paulus), os alimentos estão classificados em quatro categorias, de acordo com o seu grau de VITALIDADE ou força alquímica.
Este conceito foi criado pelo Dr. Edmond Bordeaux-Szekely e pode ser de grande ajuda para nos orientar nas escolhas alimentares, sem precisar de qualquer intelectualização.
Por Conceição Trucom
Serviço: Texto extraído do livro Alimentação Desintoxicante (sétima edição) – Conceição Trucom – editora Alaúde. Confira outros textos em www.docelimao.com.brConceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Medicina antroposófica busca aprofundar a análise sobre o paciente e seus sintomas

Edwards Junior
*Colaboração
Oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, a medicina antroposófica busca a ampliação da visão sobre o paciente e tem tratamentos focados em medicamentos naturais. Reunindo especialistas, o III Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira está sendo realizado em Juiz de Fora entre esta quinta-feira, 22 de novembro, e o sábado, dia 24, e busca a divulgação e a discussão sobre esta área.
O médico Fernando Abrão afirma que “a medicina antroposófica busca uma ampliação da visão sobre o ser humano e seus sintomas”. Basicamente, qualquer pessoa, independente da idade e da patologia apresentada, pode procurar tratamento baseado na medicina antroposófica. “Tanto pacientes que apresentem doenças agudas, quanto crônicas, ou até problemas que apresentem fundo emocional.” Além disso, o médico ressalta que a área não é vista como uma medicina alternativa, mas “uma ampliação da área de estudo da medicina convencional”.
Segundo Abrão, os tratamentos da área buscam “evitar a utilização de medicamentos químicos e, consequentemente, seus efeitos colaterais, visando o equilíbrio do ser humano”. Além do uso de medicamentos naturais, a medicina antroposófica utiliza recursos terapêuticos como a utilização de aplicações externas, incluindo banhos, compressas e massagens, além da chamada terapia artística. Ele complementa que “os tratamentos para doenças agudas, ao contrário do que se pensa, costumam apresentar uma resolução rápida, mas que, no geral, o resultado depende da patologia apresentada e de cada indivíduo”.
Juiz de Fora ganha lei para tratar dos direitos dos autistas Dia Nacional da Homeopatia é celebrado com palestras e atendimento médico em JF Juiz de Fora celebra o Dia Mundial do Diabetes com exames e orientaçãoCongresso
O III Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira prossegue até o sábado, 24 de novembro, reunindo especialistas, que atuam na área, de diversas cidades, como São João del-Rei, São Paulo e Belo Horizonte. Abrão, integrante do congresso, afirma que o evento tem como função “discutir a medicina antroposófica e suas várias terapias, além de reunir profissionais da área visando trocar experiências de médicos que atuam dentro do SUS”.
A população em geral, que tenha interesse em conhecer as práticas antroposóficas, poderá ter atendimento gratuito durante o evento. Serão montadas duas tendas para o oferecimento de clínica atroposófica, avaliação odontológica pela antroposofia, triagem para psicoterapia antroposófica e práticas de enfermagem antroposófica, que inclui compressas de argila, massagens, chás, entre outros. As vagas para o atendimento gratuito são limitadas e as inscrições podem ser feitas, antecipadamente, pelo telefone (32) 3215-9589.
*Edwards Junior é estudante do 6º período de Comunicação Social da UFJF

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Gratidão, vegetais e sistema imunológico

A luz interior e a luz dos alimentos clorofilados
 Você deve estar se perguntando por que uma nutricionista relaciona o poder da gratidão, dos vegetais e o sistema imunológico. A razão é que me senti inspirada a abordar essa estreita relação entre nossa atitude mental, nossos hábitos e a intrínseca capacidade do nosso corpo em reconhecer aquilo que é natural e orgânico.
Como ampliar a capacidade de gratidão diante de desafios como uma doença crônica se nosso corpo está tão sensível e não responde imunologicamente bem?
Tenho observado na prática clínica e na vida que, ao nos conectarmos com o poder da gratidão e ao utilizarmos recursos naturais, é possível, sim, aumentar a capacidade de nossas células em reconhecer aquilo que pode atuar de forma efetiva no processo de autocura.
Diante da doença, parece impossível termos pensamentos positivos ou ainda sermos gratos, mas o que diferencia muitos pacientes e seus resultados é que a alma deles não foge ao compromisso de autossuperar-se.
Ao agradecer, mudamos a frequência dos pensamentos, nos conectamos com o poder autocurativo da alma e agimos diretamente em nosso sistema imunológico.
O exercício é simples: comece agora mesmo a agradecer por seus olhos capazes de ler este texto. Agradeça pelas coisas simples da vida, como a água ou o suco que você pode tomar. Agradeça pelas pessoas próximas e até pelos problemas e desafios. Ao focar a mente na gratidão, muitas coisas podem acontecer. A primeira é tranquilidade.
Agora mesmo, ao escrever este texto e me conectar com a gratidão pela possibilidade de me expressar e saber que posso tocar o seu coração, sinto-me mais disposta após uma jornada exaustiva de trabalho no consultório. Ao sermos gratos, criamos mais contato com nossa luz interior, e é justamente disso que somos feitos: de luz!
Isso pode soar esotérico e nada científico, mas qual é o alimento que possui poder de aumentar nosso sistema imunológico? Nossas células reconhecem a luz contida, por exemplo, em vegetais clorofilados e nas frutas que captam a energia do sol e que a transmutam.
Uma dieta isenta de gorduras saturadas e rica em vegetais aumenta o sistema imunológico e até melhora a disposição e o humor. Compartilho com você, com muita gratidão, sucos que podem deixar suas células agradecidas.
Texto publicado na Revista da Abrale

Tratar insônia pode reduzir o risco de desenvolver outras doenças, diz estudo.

http://www.stancka.com.br/artigos_e_materias.php?idA=289
A insônia é o distúrbio do sono mais comum que existe e também um dos mais fáceis de ser diagnosticado. Apesar disso, a demora em aceitar o problema e em iniciar um tratamento pode aumentar o risco de desenvolver outras doenças, como a depressão, a diabetes, a hipertensão e até mesmo a morte - no caso de adultos com idade avançada -, diz um novo estudo, publicado na versão online da revista inglesa The Lancet.
De acordo com o texto, é preciso identificar e tratar a insônia inicial com diretrizes clínicas, de modo a garantir o bem-estar dos pacientes e evitar o uso de medicamentos que não têm eficácia comprovada. "Tendo em vista a alta prevalência e morbidade significativa da insônia, os pacientes devem ser rotineiramente questionados pelos médicos sobre possíveis problemas no sono", dizem os pesquisadores e autores Charles Morin, da Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, e Benca Ruth, da Universidade de Wisconsin, em Madison, nos Estados Unidos.
Aproximadamente um quarto da população adulta tem dificuldades na hora de dormir e uma estimativa aponta que de 6% a 10% vivem um transtorno de insônia. Indivíduos com insônia ou dificuldade para dormir bem sofrem com a falta do sono reparador e apresentam sintomas diurnos, tais como fadiga, dificuldade de concentração e distúrbios de humor.
Segundo o estudo, pessoas com insônia têm mais do que cinco vezes mais chances de desenvolver ansiedade e depressão, mais que o dobro do risco de sofrer com insuficiência cardíaca congestiva e diabetes, além de viver com um elevado risco de morte. Ainda de acordo com a análise, pessoas que dormem pouco e mal são sete vezes mais propensas ao abuso de álcool ou drogas durante os próximos três anos e meio em comparação com aqueles sem a condição.
A insônia também resulta em problemas econômicos para a sociedade em geral: baixa de produtividade, faltas ao trabalho e alta dos custos de saúde.
Dados da pesquisa sugerem que a maioria das pessoas com a doença são vulneráveis a episódios recorrentes. Segundo uma pesquisa longitudinal, cerca de 70% continuam a sentir os sintomas da insônia um ano depois. Além disso, metade deles ainda sofre de insônia até 3 anos mais tarde.
Para os autores, o uso de remédios, com ou sem prescrição médica, não se mostra benéfico, já que há pouca evidência de que realmente funcionem.
Além disso, acrescentam, alguns dos medicamentos mais comumente prescritos (antidepressivos e anti-histamínicos) ainda precisam ser aprovados para o tratamento da insônia. Para os estudiosos, é necessário que hajam mais pesquisas para avaliar a efetiva ação das drogas no tratamento desta doença.
Isso levou o Instituto Nacional de Saúde, nos EUA, a afirmar que existem apenas duas opções eficazes parar o tratamento da insônia: terapia cognitivo-comportamental e drogas hipnóticas aprovadas.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é um tratamento que utiliza métodos psicológicos, como técnicas de relaxamento, restrição de sono, controle de estímulos e educação sobre higiene do sono (por exemplo, dieta e exercício). Segundo os especialistas, TCC é altamente eficaz no tratamento da insônia e não apresenta riscos de efeitos colaterais adversos, além de ter benefícios duradouros - que é uma clara vantagem em comparação com o tratamento medicamentoso. Entretanto, no momento, há uma escassez de profissionais de saúde treinados neste tipo de terapia.
Para os autores, "embora a terapia cognitivo-comportamental não esteja prontamente disponível na maior parte das clínicas, o acesso pode ser facilitado por meio de métodos inovadores, tais como consultas telefônicas, terapia de grupo e abordagens psicológicas feitas pela internet".
Eles concluem: "há uma necessidade urgente de mais educação pública sobre o sono e maior divulgação de terapias baseadas em evidências científicas para tratar a insônia. Além disso, é importante haver formação para preparar os profissionais de saúde que desejam atender e tratar queixas de insônia".

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Não deixe o estresse atrapalhar sua digestão

Não existe nenhuma comprovação científica de que o estresse possa causar má digestão, mas entre seus efeitos, alguns sintomas podem se manifestar no aparelho digestivo.
Peixes e frutos do mar contêm zinco e selênio, nutrientes que agem diretamente no cérebro diminuindo o cansaço e a ansiedade
São Paulo - A vida moderna trouxe impactos e alterações para a rotina das pessoas. As mulheres dividem seu dia entre a maternidade, os cuidados com a casa, a profissão e, claro, conciliar seus interesses pessoais. Da mesma forma, os homens trabalham, praticam esportes e têm participado mais das atividades domésticas.
O dia sempre começa muito cedo e a hora de ir para a cama raramente é a adequada, impedindo que a maioria das pessoas consiga dormir as 8h recomendadas por dia. “Com a correria e o estresse que essa rotina traz, é comum que ocorram problemas com a digestão, muitas vezes, causados pela pressa e as más escolhas na alimentação”, afirma a nutricionista especializada em nutrição saudável Selva Fierro.
Não existe nenhuma comprovação científica de que o estresse possa causar má digestão ou qualquer distúrbio gástrico, mas entre seus efeitos, alguns sintomas podem se manifestar no aparelho digestivo. Os mais comuns são o aumento da acidez e dores abdominais. Isto ocorre porque o estômago produz ácidos que auxiliam no processo digestivo, porém, em situações de estresse, há um aumento significativo da produção.
“Comer rapidamente, sem respeitar o processo da mastigação, pode aumentar as chances de aerofagia – ato de engolir ar em excesso -, uma das causas da sensação de estômago estufado”, explica Selva Fierro. Esse sintoma pode levar ao desconforto porque o aparelho digestivo terá que trabalhar mais para quebrar as moléculas que não foram devidamente trituradas na mastigação.
É importante destacar que a digestão começa na boca. Assim, se o alimento não foi processado de forma adequada na boca, com os dentes e glândulas salivares, provavelmente outro órgão terá que realizar esse papel na digestão. Desta forma, eles ficarão sobrecarregados e, consequentemente, a digestão será mais lenta, causando sensações desagradáveis. Ingerir lanches ou salgados gordurosos por conta das reuniões e ajustes da agenda também são escolhas que não contribuem para a boa digestão.
Para evitar mal-estar e os problemas na digestão, é importante adotar hábitos alimentares saudáveis e regulares. Além disso, reservar um momento de tranquilidade durante o dia para fazer as refeições – de preferência em um local adequado – é importante para evitar os desconfortos após as refeições. Criar o habito de praticar exercícios e escolher bem os alimentos são atitudes que podem fazer toda a diferença.
Alguns alimentos favorecem o combate ao estresse: espinafre, brócolis, castanha-do-pará, cenoura, feijão branco, maracujá, chocolate e cereais integrais. A nutricionista Selva Fierro também destaca outros alimentos que podem contribuir para baixar o estresse da vida moderna:
Alface: contém, principalmente nos talos, substâncias como a lactucina e lactupicrina, que atuam como calmantes naturais.
Carne, peixe e iogurte: alimentos que contêm vitamina B12 promovem o desenvolvimento adequado das células nervosas evitando, a ansiedade e a irritabilidade.
Laranja: auxilia no melhor funcionamento do sistema nervoso, além de ajudar a combater o estresse. A fruta é rica em vitamina C que, quando consumida, inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo.
Trigo: possui trimetilglicina, substância que contribui para a produção de vários compostos cerebrais que melhoram a energia, o bem-estar e a concentração.
Peixes e frutos do mar: contêm zinco e selênio, nutrientes que agem diretamente no cérebro diminuindo o cansaço e a ansiedade.

É normal?

http://saudeblog.wordpress.com/
* Por Dr. Paulo Farber
É normal ficar doente?
É normal aumentarmos nossa insulina com açúcar e amido.
É normal dar açúcar até para crianças. Normal e incentivado.
É normal nos intoxicarmos com álcool, tabaco, pesticidas, conservantes.
É normal fazermos pouco exercício.
É normal nos escondermos do sol, ou passarmos filtro solar.
É normal deixarmos o convívio da família e trabalhar mais para podermos conquistar troféus para mostrarmos a sociedade como estamos “bem”, desde um carro novo, um apartamento maior, ou até uma viagem mais bacana (para mostrar para os outros, claro).
É normal deixarmos de amar.
É normal dormirmos no meio de uma poluição eletromagnética, com aparelhos ligados no quarto.
Daí
É normal ficarmos com as artérias entupidas.
É normal a pressão subir.
É normal o metabolismo de carboidratos ficar maluco, gerando pré-diabetes e diabetes.
É normal nossas glândulas pararem de funcionar como esperado.
É normal a imunidade baixar, sem que possamos nos defender de vírus, bactérias ou fungos.
É normal não sentir ânimo para nada.
É normal já acordar cansado e sentir-se cansado o dia inteiro.
É normal as células do corpo mudarem o DNA e começarem a reproduzir como malucas, gerando tumores.
É normal desenvolvermos anticorpos contra nosso corpo.
Depois
É normal precisarmos de remédios para tratar as doenças.
É normal os cientistas acharem que só ficamos doentes por causa de um gene diferente ao nascimento, gastarem muito dinheiro procurando, e não acharem.
É normal termos que tomar remédios para baixar a pressão arterial e para diabetes.
É normal sugerir que todos tomem um determinado remédio porque ele pode ter algum efeito protetor, mas que destrói os músculos do corpo, já que todos estão doentes mesmo.
É normal tomarmos antidepressivos para sentirmos menos cansados.
É normal envenenarmos o nosso corpo para matar células que estão se reproduzindo.
É normal acabar com as defesas do organismo para que diminua a produção de anticorpos contra ele mesmo.
Eu não acho nada normal. Acho que o dinheiro da ciência deveria ser investido em recuperação de saúde. Acho que os laboratórios clínicos deveriam medir o quanto a pessoa tem de saúde, como por exemplo, através da agregação eritrocitária e das relações coloidais do sangue. Mas está tudo dirigido para a manutenção da doença, e não para a saúde. E é “Normal”.
Dr. Paulo Farber
* Médico, Graduação e Doutorado na Faculdade de Medicina da USP
Vice-presidente para a América do Sul da “International Association for Biologically Closed Electric Circuits – IABC“

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cientistas analisam cérebros de médiuns durante psicografia

Redação do Diário da Saúde
Psicografia científica
Cientistas brasileiros e norte-americanos usaram as mais modernas técnicas de neuroimagens para analisar o cérebro de médiuns brasileiros.
Os estudos foram feitos durante sessões de psicografia, uma forma de comunicação em que o espírito de uma pessoa já falecida escreve por meio das mãos do médium.
A nova pesquisa revelou resultados intrigantes da atividade cerebral, como um estado descrito pelos cientistas como "dissociativo".
Os médiuns mais experientes apresentaram uma redução na atividade cerebral, apesar do complexo conteúdo escrito produzido por eles.
Os resultados foram publicados na revista científica PLOS ONE.
Ciência e mediunidade
"Já se sabe que as experiências espirituais afetam a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, a prática de supostamente estabelecer comunicação ou ser controlado por uma pessoa já falecida, tem recebido pouca atenção científica," disse Andrew Newberg, da Universidade Thomas Jefferson (EUA), que coordenou o estudo.
Segundo ele, a partir destas primeiras constatações, novos estudos sobre o assunto deverão começar a ser feitos.
Foram analisados 10 médiuns, cinco deles classificados como "experientes" e cinco como "menos experientes".
Todos receberam uma injeção de um marcador radioativo (radiofármaco) para capturar sua atividade cerebral durante processos normais de escrita e durante a prática da psicografia, que envolve um estado similar ao transe.
Os médiuns foram analisados usando um exame chamado SPECT (single photon emission computed tomography, tomografia computadorizada por emissão de fóton único), que é capaz de registrar as áreas ativas e as áreas inativas do cérebro a cada momento.
Transe mediúnico
O estudo mostrou que os psicografistas experientes apresentaram menores níveis de atividade no hipocampo esquerdo (sistema límbico), giro temporal superior direito e regiões do lobo frontal do cingulado anterior esquerdo e giro precentral direito durante a psicografia, em comparação com sua escrita normal, fora do transe mediúnico.
As áreas do lobo frontal estão associadas com o planejamento, raciocínio, produção da linguagem, movimento e resolução de problemas.
Os cientistas levantam a hipótese de que isto reflete, durante o transe mediúnico, uma ausência de foco, autopercepção e consciência durante a psicografia.
Já os médiuns menos experientes apresentaram exatamente o efeito oposto, o que os cientistas sugerem estar associado ao maior esforço que eles fazem para executar a psicografia.
Avaliação neurocientífica da mediunidade
Os textos psicografados foram analisados pelos cientistas, que verificaram que os textos produzidos durante o transe mediúnico apresentaram complexidades maiores do que aqueles produzidos espontaneamente pelo próprio médium para referência, que não eram oriundos de psicografia.
Em particular, os médiuns mais experientes produziram textos com maiores pontuações no quesito complexidade, que normalmente exigiriam mais atividade no córtex frontal e temporal - exatamente o oposto do que os exames verificaram.
O conteúdo produzido durante as psicografias versava sobre princípios éticos, a importância da espiritualidade, e a aproximação entre ciência e espiritualidade.
"Esta que é a primeira avaliação neurocientífica já realizada dos estados de transe mediúnico revela alguns dados interessantes para melhorar a nossa compreensão da mente e sua relação com o cérebro. Estas descobertas merecem estudos mais aprofundados, tanto em termos de replicação quanto de hipóteses explicativas," concluiu o Dr. Newberg.
O estudo foi orientado pelo Dr. Newberg e contou com a participação dos brasileiros Julio Fernando Peres (Universidade da Pensilvânia), Alexander Moreira Almeida e Leonardo Caixeta (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Frederico Leão (Universidade de São Paulo).

Plantas medicinais contra diabetes são avaliadas por cientistas

Cristine Amarante e Fábio Bruno de Souza descobriram que a planta medicinal conhecida como "insulina vegetal" é rica em flavonoides, o que pode explicar sua ação antidiabética.
Plantas para diabetes
Ervas popularmente receitadas para o combate ao diabetes estão prestes a ter sua eficácia comprovada pela ciência.
Uma pesquisa do Laboratório de Análises Químicas do Museu Paraense Emílio Goeldi mediu os teores de flavonoides das quatro espécies de plantas medicinais mais ofertadas aos frequentadores do mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA).
O estudo verificou que, pelo menos em uma delas, os níveis de flavonoides superam os encontrados no chá preto, e estão entre os maiores já encontrados.
Flavonoides
Os flavonoides podem preservar a função das células que produzem a insulina, hormônio que controla a taxa de açúcar no sangue.
Esses compostos são encontrados em frutas, vegetais e bebidas como o vinho e o chá.
"Como já se sabe, [os flavonoides] apresentam alta capacidade antioxidante e atuam como 'varredores' de radicais livres", explica a professora Cristine Amarante, que orientou o trabalho realizado por Fábio Bruno de Souza.
Os radicais livres - átomos e moléculas originados como subprodutos do metabolismo - têm funções importantes para o organismo, mas também estão associados ao envelhecimento e a doenças como câncer.
Conhecimentos tradicionais e científicos
A pesquisadora avalia que há uma aproximação real entre os conhecimentos tradicionais e científicos, e um interesse comercial crescente pelas riquezas naturais amazônicas.
"O difícil acesso aos centros de atendimento hospitalares, exames e medicamentos pela população carente, associados com a fácil obtenção e a grande tradição do uso dessas plantas, contribuem para sua utilização, principalmente na região amazônica, onde as condições sociais são precárias para grande parte da população", acrescenta.
A pesquisa constatou algumas diferenças entre as recomendações das erveiras (vendedoras de ervas) para o preparo dos chás, tanto no método - infusão ou decocção - como no tempo.
"Os testes comprovaram nossa hipótese, de que essas ervas contêm apreciáveis teores de flavonoides, sendo, portanto, boas fontes da substância. Mais do que isso: a que é conhecida como insulina - justamente por esse uso - mostrou teores acima até do chá preto, que é uma bebida conhecida por apresentar uma das maiores concentrações desses compostos. Para essa erva, o tempo de aquecimento por 15 minutos foi o modo de preparo que mais liberou flavonoides.
"As outras, embora tenham apresentado teores de flavonoides inferiores aos da insulina, mostraram valores comparáveis aos encontrados no vinho tinto. Porém, para estas o tempo de aquecimento acima de 10 minutos causa uma redução do teor. Agora vamos repetir a amostragem. Para ir mais fundo, dependemos da aquisição de equipamentos de ponta, que permitam identificar os flavonoides presentes. Entramos com projetos em alguns editais para isso," explicou a pesquisadora.
Próximos passos
O próximo passo será tentar identificar os flavonoides presentes, priorizando a planta conhecida como "insulina vegetal" (Cissus sicyoides) - a espécie que apresentou o melhor resultado e que é conhecida por esse nome em função do uso antidiabético.
Os pesquisadores estão estudando ainda as plantas pata-de-vaca (Bauhinia variegata), mira aruíra (Salacia impressifolia) e pedra de ume caa (Myrcia sphaerocarpa).

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ouvir música pode ajudar pacientes de derrame, diz estudo

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080220_saudemusicaderrame_np.shtml
A música estimularia as áreas do cérebro afetadas pelo derrame.
Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Brain sugere que escutar música pode auxiliar a recuperação de pacientes que sofreram derrame.
Os cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, realizaram o estudo com 60 pacientes internados para se recuperarem de derrame e que apresentavam problemas de cognição, como dificuldade de concentração e memória.
Eles dividiram os pacientes em três grupos: o primeiro foi exposto à música durante duas horas por dia, o outro era formado por pacientes que ouviam livros-áudio e o terceiro não foi expostos a nenhum tipo de estímulo auditivo.
Após três meses de pesquisa, os cientistas observaram que a memória verbal melhorou em 60% entre os pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos.
Além disso, os pacientes do grupo que ouviu música durante a recuperação demonstraram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas.
De acordo com Teppo Sarkamo, que liderou a pesquisa, a exposição à música durante o período de recuperação "estimula a atividade cognitiva e as áreas do cérebro afetadas pelo derrame, além de ajudar a prevenir a depressão nos pacientes".
Ele afirma ainda que a terapia com a música tem a vantagem de ser barata e de fácil realização.
Estímulos
Os cientistas têm várias teorias para explicar o impacto dos estímulos musicais na recuperação dos pacientes.
Segundo os pesquisadores, é possível que os pacientes que ouviram música tenham demonstrado melhora mais rápida, pois o estímulo musical poderia agir diretamente nas áreas do cérebro afetadas pelo derrame.
Outra possível explicação, segundo os cientistas, seria que a música poderia estimular os mecanismos relacionados a habilidade do cérebro em consertar e renovar as redes nervosas depois do derrame.
Além disso, outra teoria levantada pelo estudo seria de que os estímulos musicais poderiam agir na parte do sistema nervoso relacionada com o prazer, a gratificação e a memória.
Pesquisas
Sarkamo afirma que, apesar dos bons resultados, a equipe precisa realizar ainda mais pesquisas para confirmar os efeitos do estudo.
Ele ressalta ainda que não é possível afirmar que a terapia musical irá funcionar em todos os pacientes.
"Ao invés de uma alternativa, ouvir música deveria ser considerado como um tratamento adicional a outras formas de terapia, como a terapia da fala ou a reabilitação neuropsicológica", disse.
De acordo com Isabel Lee, da Associação de Derrames, o estudo é bem-vindo.
No entanto, ela afirma que "é necessário que a equipe realize mais pesquisas sobre o efeito da música nos pacientes de derrame antes do tratamento ser implementado em larga escala, já que os mecanismos destes efeitos ainda não estão claros".

Ação educativa pode evitar contaminação por Salmonella

Carla Oliveira, da Assessoria de Comunicação da Esalq
O planejamento de programas ou ações educativas para a população sobre as práticas na compra e preparo de ovos pode ser uma solução na diminuição dos surtos alimentares causados pela Salmonella. Desde 1999, dados do Ministério da Saúde apontam esta bactéria como a principal causadora de surtos de contaminação alimentar no Brasil, e os ovos contaminados ou alimentos preparados à base destes, crus ou mal cozidos, estão associados a esta ocorrência.
De acordo com um estudo de mestrado realizado pela nutricionista Daniele Leal, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, os consumidores, durante a compra, devem escolher o produto mais fresco, conforme data de validade, além de não comprar ovos quebrados, rachados ou sujos. Ela ressalta que os ovos in natura não podem ser consumidos crus ou mal cozidos.
“Depois de comprados, os ovos devem ser retirados da embalagem e colocados em uma embalagem de plástico com tampa e armazenados dentro da geladeira. Antes de usar, devem ser lavados com água corrente e, após a manipulação destes, as mãos e utensílios que tiveram contato com os ovos devem ser lavados com água e sabão. Vale lembrar também que o tempo de cozimento do ovo inteiro deve ser de sete minutos após inicio da fervura e, para outras preparações, as gemas e claras devem estar coaguladas”, explica a pesquisadora.
A nutricionista pesquisou o tema entre março e junho de 2009, na cidade de Sorocaba (SP), com o objetivo de avaliar as práticas adotadas pelo consumidor na compra e na utilização do ovo na alimentação. O resultado desta pesquisa está na dissertação de mestrado Práticas adotadas pelo consumidor na compra e utilização do ovo na alimentação, realizada junto ao programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq. A defesa será no dia 13 de outubro.
Orientada pela professora Gilma Lucazechi Sturion, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), Daniele entrevistou 664 pais de alunos de escolas de educação infantil, particulares e municipais, que preencheram questionários sobre práticas adotadas na compra, armazenamento, limpeza, preparo e consumo de ovos. “Com base nos resultados obtidos, a proposta foi subsidiar ações educativas à população e garantir que o produto não tenha efeito nocivo ao ser humano, visando diminuir doenças de origem alimentar (DTA) a partir da contaminação por Salmonella”, explica.
Na pesquisa, o público estudado foi predominantemente do sexo feminino, de 31 a 49 anos, com ensino médio completo ou incompleto e com renda familiar de meio a dois salários mínimos. A média de consumo mensal de ovos relatada pelos entrevistados foi de 4,55 ovos por mês. Destes, 61,3% já relacionaram sintomas de doenças, como febre, diarreia, dor de estômago, náuseas, com algum alimento consumido, demonstrando identificar o risco de ingerir alimentos impróprios.
Contaminação
Segundo Daniele, a literatura mostra que a contaminação por Salmonella em ovos ocorre por duas origens; durante a fase de formação do ovo e postura ou devido à manipulação e/ou armazenamento inadequado pelos produtores, comerciantes e consumidores. “É necessário que haja adequação das práticas adotadas durante a compra, armazenamento, manipulação e preparo seguro de ovos no domicílio para a diminuição do risco de infecção por Salmonella”, orienta.
Os locais de compra mais citados foram os super e hipermercados, onde na maioria das vezes o alimento é mantido fora de refrigeração. O item mais observado relatado pela maioria na hora da compra foi a validade. A maioria também citou adotar a prática de não comprar ovos com sujeiras e descarte dos rachados ou quebrados, de armazená-los na porta da geladeira, de não limpá-los antes de utilizar e de lavar as mãos e recipientes com água e sabão após o contato com o ovo cru.
Mais da metade dos questionados consomem ovos crus ou mal cozidos, considerados de risco pela possibilidade de estarem contaminados com a bactéria Salmonella, pois não sofreram o processo térmico adequado que eliminaria uma possível contaminação. Destes, o mais consumido é o ovo frito com gema mole, seguido por suflês, musses e coberturas de bolos preparados com ovos crus. “Os entrevistados que citaram conhecer a existência de risco de contaminação por práticas inadequadas, relataram consumir menos preparações com ovos crus e mal cozidos, quando comparados com os outros participantes”, conta Daniele.