domingo, 9 de setembro de 2012

As emoções, a saúde e as doenças

http://www.saudeintegral.com/artigos/as-emocoes-a-saude-e-as-doencas.html
Quando pensamos no processo de adoecimento, a primeira coisa que nos vem à mente é se ingerimos algum alimento estragado, ou se pegamos algum tipo de vírus ou bactéria; enfim, fatos mecânicos que, por si só, justificariam nosso mal-estar.
Mas temos que ter em mente que não somos formados somente de matéria. A energia, a grande geradora das funções orgânicas, é fator primordial para o equilíbrio e o desequilíbrio do corpo físico.
Mas o que de tão importante é esta energia, que atuaria no processo de adoecimento?
Sabemos que, quando estamos emocionalmente alterados, começamos a sentir sensações diferentes em nosso organismo, e geralmente ruins.
Os chineses, ao estudarem a Medicina, observaram que cada um dos órgãos que eles chamavam de vitais respondiam de forma diferente a cada tipo de emoção.
Quando o indivíduo passava por momentos de raiva, era o Fígado que respondia negativamente; quando outro estava com muita preocupação, era o pâncreas que era estimulado; e assim sucessivamente com os outros órgãos: Coração – alegria; Rim – medo; Pulmão – tristeza.
É muito comum indivíduos que perdem algum ente querido, ou passam momentos de grande tristeza, manifestarem em seu físico doenças respiratórias como asma, rinite e bronquite. Também indivíduos que experimentaram grande sensação de medo e insegurança apresentarem sinais de infecções urinárias e até mesmo cólicas renais.
Quando nos aprofundamos cientificamente no assunto, começamos a entender o mecanismo da doença. Começamos a tentar procurar saber por que ela se manifestou em um indivíduo, e não no outro, que apresentava-se exposto ao mesmo tipo de agressão. Só teria uma explicação: a não-harmonização da emoção.
Um dos fatores mais importantes do surgimento de doenças, na fase adulta, como úlcera, artrite, depressão, doenças respiratórias e até mesmo o câncer seria o fato de não trabalharmos as emoções que nos envolvem cotidianamente. A infância é uma das fases mais importantes da formação do psiquismo do homem; é nessa fase que nos formaremos psicologicamente.
Quando recebemos algum tipo de emoção, do exterior para nosso interior, temos que primeiramente absorvê-la, interpretá-la, e depois retornarmos ao agente causador externo. Quando não a eliminamos, ou por bloqueio social ou de formação moral, ficamos com aquela energia “acumulada” em nosso organismo. Sabemos que a principal forma que temos para expor nossos sentimentos é usando a voz; quando assim não fazemos, vamos ter que eliminá-los de outras formas. Para isso, o corpo os libera, sob a forma de sintomas, referentes a cada tipo de emoção e seu órgão vital acoplado.
Se soubéssemos a importância das emoções em nossa saúde e mente, refletiríamos mais sobre nossa conduta de vida, fazendo-nos respeitar mais para, assim, também respeitar nosso próximo; fazendo-nos amar mais para amar verdadeiramente o próximo.
Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

O Yoga



Por Fernanda Haskel
Publicado originalmente no blog Pratique Yoga Taubaté
Enquanto houver alento no corpo, haverá vida. Enquanto houver vida, você poderá praticar Yoga.
Yoga é uma milenar tradição indiana que tem como objetivo o autoconhecimento. Entende-se no Yoga que quando alcançamos o conhecimento nos libertamos da ignorância, causa-raiz do sofrimento, ou seja, a prática do Yoga nos permite paz e felicidade plena.
Diante disso, poderia surgir a seguinte pergunta: ignorância a respeito do que já que o mundo não carece de saberes e mesmo assim há sofrimentos imensuráveis?
Esse conhecimento que o Yoga pretende atingir é referente à experiência íntima de que não somos o que percebemos com nossos sentidos: audição, visão, paladar, tato e olfato. Nossa verdadeira realidade é camuflada e está além até mesmo de nosso pensar e sentir. Por não nos conhecermos verdadeiramente, acabamos por nos confundir e nos identificar com o que rotineiramente vemos, ouvimos, sentimos e pensamos. Por essa identificação com tudo que é passageiro e pode ser percebido pelos nossos sentidos, somos ignorantes a respeito de nós mesmos.
Ora se não somos o que percebemos com nossos sentidos, nem o que pensamos e, nem mesmo, o que sentimos, somos o que? É por isso que poderia dizer que Yoga é a ciência do ser, pois faz uso de uma série de ferramentas em nosso laboratório íntimo para a descoberta de nós mesmos e de nossa verdadeira natureza.
O Yoga é um presente à humanidade que, se praticado com disciplina e desapego, nos ajuda a observar, conhecer, transformar e transcender a nós mesmos em uma maravilhosa viagem de autodescobrimento, rompendo definitivamente a ignorância que nos escraviza em dor e sofrimento.
Patanjali, o codificador do Yoga clássico diz que para nos conhecermos: “é preciso restringir as flutuações da mente, caso contrário, nos identificaremos com as próprias flutuações”.
Para Patanjali, alcançar o brilho do discernimento superior, eliminar as impurezas da mente e distinguir o real do irreal, a ignorância e a sabedoria, são necessários oito passos do Yoga (Ashtanga): as restrições (Yamas), os deveres (Niyamas), as posturas (Asanas), controle da energia vital (Pranaymas), o controle dos sentidos (Pratyahara), concentração (Dharana), meditação (Dhyana) e união com nossa verdadeira realidade, libertação final do sofrimento (Samadhi).