quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A eficácia do Tai Chi Chuan


Realizada na maioria dos hospitais e clínicas da China, a técnica combina movimentos suaves, respiração profunda e meditação
 por Cristina Almeida

Existem muitas lendas sobre as origens do Tai Chi Chuan, que datam do século XII a.C. A mais famosa delas é a história do monge chinês taoista chamado Chang San Feng. Hábil em várias artes marciais, ele sonhava em agregar princípios filosóficos às técnicas corporais de luta e autodefesa. A partir da observação de animais como o tigre, o dragão, o leopardo, a cobra e a garça (gru), o monge notou que os dois últimos eram muito mais hábeis na superação de oponentes fortes e ágeis. A partir daí, desenvolveu uma série de exercícios físicos que imitam seus movimentos, tidos como capazes de estimular a integração do ser humano por meio do fortalecimento físico, do equilíbrio emocional, da flexibilidade do corpo e clareza mental, bem como do desenvolvimento do discernimento entre o bem e o mal e do caráter pessoal.
Por que é benéfico?
Para os chineses, o Tai Chi Chuan permite o fruir da energia vital Qi (ar/força) por todo o corpo, equilibrando as forças opostas da natureza conhecidas como Yin e Yang. Para a saúde, essa harmonia energética é benéfica de várias maneiras, uma vez que a prática fortalece ossos, músculos, tendões, metabolismo, além de garantir o bom funcionamento de todos os sistemas orgânicos, aumentar a capacidade pulmonar e estimular a circulação sanguínea. Há ainda melhora do equilíbrio e proveito psicológicos, que resultam no controle das emoções e mais concentração, respostas imediatas dos exercícios respiratórios e do foco exigido para a realização de todas as séries de movimentos.
Cuidados prévios
Embora considerado seguro, inclusive para os idosos, se praticado de forma excessiva ou sem supervisão, o Tai Chi pode causar torções e dores musculares. Gestantes devem iniciar após o terceiro mês de gravidez, e requerem acompanhamento de um instrutor. Pessoas com hérnias, problemas articulares, dores nas costas, torções, fraturas ou osteoporose grave devem ser consultadas antes do início dessa prática. Segundo a professora Ângela Soci, diretora da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan (SBTCC), a técnica possui apenas uma contraindicação: indivíduos que sofrem de distúrbios mentais ou estejam em tratamento com remédios controlados.
Além disso, por ser considerada uma prática de baixo impacto, pesquisas científicas mostram que ela é benéfica para pessoas que sofrem com diabetes, doenças reumáticas, osteoporose, doença de Parkinson, doenças cardiovasculares, dor crônica, depressão, além de prevenir quedas.
 A terapia é também conhecida como meditação no movimento. "Isso porque a respiração profunda e o estado de atenção e presença acalmam os pensamentos, fazendo com que a mente do praticante fique mais tranquila e clara", afirma Ângela Soci
5 vantagens para quem pratica
1. Flexibilidade e força. Os exercícios requerem contração e relaxamento de determinadas partes do corpo, diminuindo a sensação de fraqueza e fortalecendo os músculos. A falta de flexibilidade e o enrijecimento muscular podem ser a causa da muitas dores e limitações. A prática ajuda a coordenar os movimentos corrigindo essas dificuldades.
2. Menos estresse. Durante os exercícios é preciso se concentrar na respiração e nos movimentos, e essa atitude ajuda a acalmar as emoções e a mente, promovendo uma sensação de bem-estar geral.
3. Melhora da postura. Ombros e costas são constantemente solicitados para o alinhamento da coluna durante os exercícios. E esses movimentos naturalmente estimulam a manutenção do alinhamento da coluna vertebral, evitando possíveis dores nas costas ou no pescoço.
4. Aumento da capacidade respiratória. O ritmo respiratório que se impõe durante os exercícios leva a um estado mental e físico que estimula a circulação sanguínea. O resultado é mais oxigênio no cérebro e nos músculos.
5. Estímulo do sistema imunitário. A prática melhora e harmoniza os órgãos, fortalecendo todos os sistemas, mantendo o praticante saudável e capaz de superar doenças como gripes, além de prevenir doenças degenerativas.
CONSULTORIA: ÂNGELA SOCI, DIRETORA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TAI CHI CHUAN (SBTCC) /

PROFISSÃO: TERAPEUTA NATURISTA/HOLÍSTICO


Começamos, hoje, uma nova jornada com a finalidade de divulgar as terapias naturais e holísticas de que se dispõe atualmente, através de profissionais com suficiente conhecimento e sabedoria para levar, de alguma forma, auxílio e orientação aos que precisam.
Para tanto, achamos por bem enfatizar alguns aspectos para que o nosso trabalho possa ser entendido em toda a sua plenitude, e, assim, sejamos vistos como profissionais dispostos a alavancar uma nova maneira de ver a doença e os doentes, focados no desejo de compartilhar os seus conhecimentos e experiência.
Não nos move, como terapeutas holísticos, motivações místicas ou religiosas no desenvolvimento do atendimento terapêutico. Muitas das técnicas utilizadas são baseadas em princípios que, até o momento, não foram entendidas ou confirmadas ou aceitas pela ciência acadêmica. Contudo, muitas delas, fazem parte do conteúdo filosófico de experiências milenares que apresentam evidências “clínicas” tão importantes quanto experimentações acadêmicas metodologicamente aceitas. O uso de algo não “confirmado” pela ciência acadêmica, apesar de válida pela experiência vivida, é muitas vezes rotulado de manifestação religiosa ou esotérica, no mau sentido desta palavra.
O terapeuta holístico não consegue visualizar o ser humano fora da dualidade “matéria e espírito”. Para ele é inconcebível o homem como uma simples máquina em que suas peças são simplesmente consertadas ou trocadas quando defeituosas, ou quando não tem mais conserto joga-se fora num imenso ferro-velho denominado cemitério. Para nós, terapeutas holísticos – qualquer que seja a religiosidade pessoal – o ser humano é uma energia espiritual materializada com a finalidade de evoluir, e sujeita a adoecimentos físicos oriundos de desequilíbrios energéticos momentâneos, e não uma individualidade corpórea em busca de uma espiritualidade, muitas vezes de caráter místico, romântico e até mágico.
O ser humano, esta entidade espiritual, evolui e progride e se ilumina na matéria, no exercício diário e constante das necessidades peculiares à sua constituição corpórea. E é por isso que, quando o indivíduo não consegue suplantar determinados obstáculos, o seu invólucro, a sua capa, o seu corpo físico adoece. E lesionado o corpo físico, é na própria matéria, inclusive com os recursos da medicina acadêmica, que poderá, ou não, solucionar o adoecimento do corpo. O que se pretende, numa visão holística do ser humano, é que, contornado o adoecimento físico, tenhamos a serenidade e a humildade de desvendar o que nos levou à lesão, o que nós fizemos para nos lesionar, com a finalidade de que não se repita. Esta conceituação é fundamental nos terapeutas holísticos. E nada tem de místico ou de mágico. É, tão somente, terapia.
Alcançado o equilíbrio corpo-espírito necessário a uma vida material saudável, caberá ao indivíduo buscar, dentro de suas convicções místico-religiosas, a sua ligação com a divindade, a nosso ver sempre válida e importante. A partir deste momento inicia-se um processo de evolução espiritual, que nada tem a ver com processo terapêutico. Alguns, privilegiados, capazes de alcançar a iluminação, provavelmente não mais necessitarão de corpo físico para evoluir. Evoluirão em outras dimensões. Em outras vibrações.
Outro aspecto extremamente importante, ainda sulcado na dualidade matéria-espírito do ser humano, é que nenhum terapeuta, em qualquer de suas técnicas, tem a capacidade de curar alguém. O único que tem esta capacidade – e se quiser – é o próprio paciente, ao se permitir reconhecer determinada deficiência e buscar resolvê-la, para evoluir. É por isso que costumamos denominar o terapeuta holístico de TERAPEUTA DE SAÚDE, pois a única coisa que a sua experiência profissional oferece é a indicação de caminhos, que serão seguidos ou não, à escolha do paciente. Assim, não cabe ao terapeuta, profissional holístico e não místico, a responsabilidade pela solução dos problemas do paciente. O verdadeiro profissional holístico, conhecedor da dualidade corpo-espírito do ser humano, não pode se esquecer da existência do livre arbítrio de seu paciente.
É por esta razão que resolvemos denominar o nosso portal holístico de SOSORTOMOLECULAR, para que tenhamos sempre em mente que o terapeuta, tão somente, aponta e sugere caminhos a serem seguidos, caminhos esses que o livre arbítrio de cada um aceitará ou não.
O nosso único desejo é divulgar as terapias naturais e holísticas que muito podem contribuir para a espécie humana desempenhar da melhor maneira possível a sua experiência – que ele desejou e necessitava – e, assim, evoluir a tal ponto que um dia – quem sabe ? – não mais necessitará de corpo físico, muito menos de terapia e de medicina.