sábado, 29 de setembro de 2012

Curar e ser curado!

Não vejo o meu trabalho como trabalho. É um prazer tão grande, não encontro palavras que expliquem. Sinto que estou em serviço, sem que isso implique qualquer tipo de esforço. Não há um dia que vá trabalhar forçada. É por um lado um prazer e, simultaneamente, uma pacificação cada dia maior. Quanto mais alinhada comigo mesma estou mais sinto isto: não há cansaço, não há a pressão do tempo. Aquela frase chave "o tempo não existe" é este sentimento, em presença. Estar em missão, curar, ser curada."
É este o testemunho que Sofia Guerra nos oferece e que é semelhante ao de todos os que estão missão. É algo que não se consegue explicar e que só se pode saber o que é quando o experimentamos.
Se é terapeuta ou pretende ser e nos está a ler, esta mensagem é para o/a assegurarmos que o seu trabalho é importante e que há um mundo à sua espera e que precisa de si. Temos a certeza de que o testemunho que Sofia Guerra lhe oferece ressoa consigo.  Ser terapeuta é um acto de amor!
 Se é um visitante esta é a oportunidade de conhecer o trabalho desta  terapeuta. Esperamos esclarece-lo/a da melhor forma.
Sofia Guerra é licenciada em Psicologia na área clínica pelo ISPA, Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Desde o início do curso soube que não iria exercer da forma tradicional.
 O Harmoniza achou importante apresentar este testemunho porque temos conhecimento de que há muitos Psicólogos a recorrer às terapias alternativas para complementar a sua formação.
Hoje em dia Sofia Guerra integra várias terapias nas suas sessões e afirma - "O que sinto é que esta  forma de trabalhar é mais eficaz, no sentido de conseguir dar à pessoa os instrumentos para que ela própria consiga ir dentro de si e mudar o que é preciso. Senti-me perdida no fim do curso mas comecei a formar-me nas áreas holísticas. Fiz os vários níveis de Reiki, formei-me em Theta Healing, Massagem de Som, que é a minha paixão (pode ver artigo sobre esta técnica) e Terapia Multidimensional, entre outras." Nenhuma das sessões é igual, porque se trabalha com as características do indivíduo e todos são diferentes. São sessões dinâmicas em que a participação do paciente é fundamental.
Sofia explica a sua forma de trabalhar. "Faço vários tipos de sessões: Reiki e Massagem de Som com Taças Tibetanas e Gongos. As sessões de Psicoterapia de Orientação Transpessoal podem incluir todas a técnicas que eu e a pessoa sentimos que no momento devem ser usadas, seja Reiki, Taças Tibetanas e Gongos, Tetha Healing, Constelações Sistémicas (há 2 formas de o fazer, uma delas é aplicada com objectos não requerendo a presença física de pessoas auxiliares; em breve colocaremos artigo a explicar esta técnica), visualização criativa, escrita, pintura ou desenho intuitivo e movimento. As sessões de Terapia Holística Integrada são sessões de cura energética propriamente dita, baseadas na Terapia Multidimensional e cura com os Mestres, com o auxílio de cristais e a imposição das mãos quando necessário.
 Em terapia, independentemente das técnicas utilizadas o mais importante é conseguir que a pessoa se liberte, a forma não interessa, pode ser a escrita, a pintura, um simples movimento, ou o silêncio no qual presenciamos a cura. Eu trabalho de forma intuitiva e permito que a criatividade se expresse também na forma de abordar a temática em foco na terapia.
Quando nos iniciamos como terapeutas é natural que haja insegurança, mas à medida que nos vamos permitindo experimentar percebemos o que funciona e à medida que nos vamos entregando a insegurança dá lugar à confiança de que o que somos orientados para fazer é sempre o certo naquele momento".
Sofia explica o que é ser intuitivo. "É, na presença física ou energética da pessoa, acedermos ao seu pedido que vai para além do que ela consegue dizer. E para isso é necessário experiência e segurança por parte de quem está a liderar o trabalho. Trabalhando através da intuição não precisamos de conhecer a pessoa. O diálogo flui, falado ou agido. O diálogo entre o terapeuta e o paciente vai para além do verbal".
 "No que respeita ao trabalho com crianças, além das sessões individuais em curso, em breve darei início a actividades e dinâmicas de grupo, que incluem iniciações de cura, sempre estruturadas de forma lúdica de modo a motivá-las a terem uma prática continuada e a fazê-las sentir o prazer de curar com amor e alegria.
Ainda com as crianças, dinamizo workshops de taças tibetanas e gongos, com o apoio da Academia Peter Hess. Esta actividade é estruturada conforme a faixa etária, sendo que nos workshops para crianças entre os 2 e os 5 anos os pais são convidados a participar também. Pelas várias potencialidades lúdicas e terapêuticas do som e da vibração, os resultados são surpreendentes em várias áreas. As crianças brincam, exploram a sua criatividade, aprendem a escutar o outro, a escutar o seu próprio corpo, trabalham o movimento, a atenção e a concentração, entre muitos outros aspectos. (a este propósito é de salientar que uma das indicações da Massagem de Som e da terapia pela vibração é o Síndrome de Défice de Atenção). Elas adoram e os pais ficam surpreendidos quando vêem os seus pequeninos manterem a atenção focada e entregarem-se de corpo e alma durante as três horas que dura o workshop. Uma das coisas mais importantes quando se trabalha com crianças é explorar a sua  criatividade, porque é através dela que o seu coração se expressa. E isso passa por trabalhar também a nossa criatividade na utilização dos instrumentos. Trabalhar com crianças é um mundo infindável quer seja com as taças tibetanas ou com outra técnica qualquer".
Sofia afirma "O trabalho que faço é um processo não só de quem me procura, mas de ambos e do Todo, no qual cada nova ligação curada, transmutada ou restabelecida abre caminho para uma cura profunda tanto dos registos individuais como da malha cristalina que nos mantém na conexão plena com o Universo, permitindo que resgatemos, a cada passo, o amor que somos. Sempre"

Ter fé faz muito bem à saúde

Diversos estudos comprovam a eficácia da fé na recuperação da saúde
Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico
Por Dr. Joel Rennó Jr.
Muitos autores estudam as possíveis relações entre religião e saúde. Embora haja opiniões e conclusões díspares, o que serve para polemizar ainda mais o tema, observamos uma certa tendência na aceitação de que a fé e a religião melhoram a saúde.
Um estudo realizado por Byrd em 1988, concluiu que pacientes religiosos sob cuidados de uma unidade coronariana tinham uma evolução melhor durante o período de internação. Sicher e colaboradores em 1998, publicaram um estudo com pacientes portadores de AIDS avançada. Eles constataram que no grupo de pacientes religiosos, havia um menor número de doenças oportunísticas, menor severidade da doença, menos hospitalizações e dias de internações. Apesar de ter sido um estudo com apenas 40 pacientes, e portanto, não definitivo, é um importante fator de adição à eficácia da religião.
Pesquisa recente elaborada pela Universidade de Duke (EUA) comprova que pessoas que adotam práticas religiosas apresentam uma chance 40% menor de terem hipertensão arterial, são menos hospitalizadas, tendem a sofrer menos de depressão nas diversas fases do tratamento e recuperação, além de terem um sistema imunológico mais fortalecido.
Em uma grande revisão sistemática, com cerca de 11mil estudos, baseados na relação religião- saúde (300 estudos na saúde física e 800 estudos na saúde mental) , comprovou-se uma correlação positiva entre maior envolvimento religioso, melhor saúde mental e física, e menor utilização de serviços de saúde. Em uma amostra americana de cerca de 20 mil adultos, atribuiu-se ao envolvimento religioso um prolongamento no tempo de vida em torno de sete anos.
A mentalidade dos médicos e algumas condutas profissionais, envolvendo fé, espiritualidade e saúde precisarão ser revistas. Um estudo recente (2004) realizado pela Universidade de Ohio (EUA), com 798 pessoas, constatou que cerca de 85% gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.
Os religiosos geralmente estão mais interessados na imortalidade de suas almas, do que na mortalidade de seus corpos. Alguns acreditam ser a morte um verdadeiro marco, levado ao extremismo em determinados cultos. Isso pode ser um fator de confusão também nos estudos envolvendo mortalidade e religião. Muito mais do que a melhora da saúde física em si, os médicos deveriam estar mais preocupados com a melhora da qualidade de vida. Um estudo realizado por Reyes-Ortiz comprova a melhora da qualidade de vida em idosos religiosos.
A verdade é que algumas pessoas espiritualistas quando ficam doentes, aumentam suas participações em comportamentos que possam melhorar sua saúde, inclusive através de cultos religiosos que ensinam hábitos de vida mais saudáveis, como largar o tabagismo e o álcool, evitando-se, dessa forma, o desenvolvimento de cânceres de pulmão, estômago, cavidade oral, faringe, esôfago, laringe e bexiga. A sensação de pertencer a um grupo social, mantém os pacientes amparados com melhoria significativa da qualidade de vida.Por que a fé ajuda na recuperação da saúde?
Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico, prevenindo dessa forma o estresse. A alteração imunológica do indivíduo poderá levá-lo a maior propensão de apresentar doenças mediadas por fatores de imunidade. Um estudo concluiu que um aumento de interleucina-6 (fator imunológico) está aumentado no sangue de pessoas que não frequentam regularmente cultos religiosos, quando comparadas com pessoas praticantes. A interleucina-6, geralmente se encontra elevada no plasma de indivíduos submetidos ao estresse constante. Dessa forma, pessoas religiosas teriam mais "resistência" ao fatores estressores do dia-a-dia, ou seja, melhor adaptação psicológica.
As crenças ou atividades religiosas também podem produzir um estado de relaxamento do Sistema Nervoso Central (SNC), associado a uma diminuição da atividade do Sistema Nervoso Simpático, aumentando assim a resposta imunológica, e evitando-se dessa forma várias doenças picossomáticas. Por outro lado, estudos de neuroimagem recentes demonstram modificações significativas na produção de neurotransmissores com atuação em locais como o sistema límbico, que rege as emoções.
Benefícios da religião em relação à saúde
A religião pode melhorar a saúde promovendo práticas saúdáveis de vida, melhorando o suporte social, oferecendo conforto em situações de estresse e sofrimento e até alterando substâncias químicas cerebrais que regulam o humor e a ansiedade, levando-nos ao relaxamento psíquico. Portanto, a religião parece ser um fator psicossocial e até biológico benéfico na recuperação das doenças físicas e mentais.
Independente dos possíveis mecanismos, se indivíduos recebem benefícios à saúde através de práticas religiosas, essas devem ser incentivadas, respeitando-se a individualidade de crença, contribuindo dessa forma, preventivamente, contra uma série de doenças e amenizando o sofrimento de vários pacientes.
Não cabe ao médico prescrever uma religião em particular ao paciente, e sim, encorajá-lo em trabalhos espirituais de sua escolha. As nossas crenças religiosas não devem ser prescritas aos pacientes que atendemos. Porém, nunca devemos ignorar o aspecto importante e positivo que a religiosidade apresenta nas saúdes física e mental do ser humano. Quando os profissionais não souberem como lidar com essas questões religiosas, deve haver um encaminhamento para padres, pastores ou rabinos de acordo com a escolha religiosa do paciente.
Concluindo, em função do grande interesse na espiritualidade da população geral, deve-se incentivar pesquisas científicas de qualidade na área, despindo-se sempre de valores individuais e voltando-se sempre ao apoio da escolha religiosa do paciente. Posturas extremistas, por parte de alguns pacientes, devem ser desaconselhadas pelos médicos, porque não adianta em nada substituir um tratamento médico por apenas práticas espirituais. O correto é sempre a perfeita integração e união com a medicina tradicional.