quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA HORA DO ESTRESSE. VEJA OS ALIMENTOS INDICADOS.



Educação alimentar traz resultados a médio e longo prazo
Os pesquisadores ainda não conseguiram definir o que vem primeiro: o estresse ou os quilos extras. Mas os estudos científicos já concluíram que obesidade e tensão exagerada caminham juntas.
Os especialistas da Escola de Medicina de Harvard explicam que os hormônios mais abundantes nos estressados afetam diretamente o controle do peso dos mesmos.
Segundo o material publicado em fevereiro deste ano, em um curto espaço de tempo, o estresse reduz o apetite porque imediatamente libera uma substância chamada corticotropina. Mas, após algumas semanas – se a situação estressante permanece – este mesmo nutriente suprime a ação das glândulas adrenais, existentes acima dos rins, impulsionando a produção do cortisol, o hormônio que aumenta a fome.
Outra evidência é que o cortisol parece influenciar também nas preferências alimentares. A vontade por doces e gorduras aumenta, pois estes alimentos “abastecem” a produção hormonal, por isso o paladar parece pedir “as comidas reconfortantes”, como chocolate e massa.
Açúcares (presentes nos grãos refinados), por sua vez, elevam os níveis de insulina no corpo que, neste contexto, aumentam as taxas gordurosas no sangue, a barriga e os quilos em excesso.
Para piorar o quadro, alerta a médica da Associação Brasileira de Nutrologia, Maria Del Rosário, o estresse também gasta mais vitaminas do complexo B e a vitamina C. Os minerais – como zinco e magnésio – também são mas consumidos em condições estressantes. Os dois grupos de nutrientes são fundamentais para o controle da obesidade.
Mas a boa notícia é que justamente os produtos alimentícios mais ricos em vitaminas e minerais “roubados” pelo estresse, são os que aumentam a sensação de saciedade, não são tão calóricos, ampliam o bem-estar e ajudam quem quer emagrecer. Além de fazer uma lista com “a dieta do estressado”, a médica ainda oferece outras dicas para aumentar os benefícios com esta alimentação
Veja as dicas para consumi-los
- Faça refeições pequenas e regulares baseadas em carboidratos, proteínas com baixo teor de gordura e muitas frutas, legumes e verduras. Isso ajuda seu corpo a lidar com as pressões físicas e mentais com sucesso;
- Coma devagar, sente-se e curta a refeição, mastigue a comida lentamente e não a engula às pressas;
- Escolha alimentos ricos em carboidratos não refinados, como massas, pães ou arroz integrais, que são metabolizados lentamente pelo organismo. Eles fornecem energia suficiente e contínua;
- Evite maus hábitos alimentares, como consumo excessivo de açúcar, sal e cafeína. O açúcar refinado libera energia mais rapidamente no corpo, desencadeando uma liberação abrupta de insulina que pode deixá-lo anestesiado. Esse estímulo inicial de energia é passageiro, pois logo os níveis caem mais que antes, resultando em letargia;
Peixes ricos em ácidos graxos ômega 3, como salmão, cavalinha, atum, sardinha, arenque e truta são as melhores opções para combater o estresse.
Grãos e cereais integrais (como arroz integral, lentilhas, feijões, soja) são ricos em vitaminas do complexo B.
Ovos, além do preparo rápido, eles aumentam a saciedade e ajudam na suplementação de vitaminas. Se for fazer um omelete, use mais claras do que gemas.
Nozes: apesar de calóricas, são fontes de vitaminas. Coma no máximo 5 unidades por dia, ideais para um lanche entre as refeições principais.
Frutas cítricas (laranja, tangerina, limão) ajudam a hidratar, matam a sede e são ricas em vitaminas C. Não adicione açúcar no preparo.
Amoras ou framboesas também são antioxidantes e ajudam a matar a vontade de um doce.
Morango é outra opção para variar o café da manhã e lanche da tarde.
Kiwi é muito rico em vitamina do complexo B e pode ser alternativa para a ceia.
Repolhos, brócolis e pimentões podem ser consumidos sem restrição.
Fonte: Saúde IG, A dieta do estressado. Saiba por que o estresse dá fome e engorda. Especialista fala quais são os alimentos mais indicados para evitar isso. Acesso em 03/08/2012.

Educação alimentar traz resultados a médio e longo prazo

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=educacao-alimentar-traz-resultados-medio-longo-prazo&id=8220
Manutenção dos novos hábitos
Ainda que alguns resultados possam ser observados durante, ou no final de um programa de educação alimentar, as melhoras significativas e efetivas são a médio e longo prazo.
É o que revela a pesquisadora Vanilde de Castro, da USP.
Ela analisou mudanças de comportamento em adultos com excesso de peso após participarem de um Programa de Educação Alimentar (PRAUSP) coordenado pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).
Foi dada atenção especial aos fatores que facilitaram a manutenção dos hábitos adquiridos após a participação no programa.
As mudanças investigadas foram quanto aos hábitos de vida - consumo de álcool, cigarro e prática de atividade física, à alimentação e as alterações de peso, cintura e quadril.
Frutas, verduras e mastigação
A pesquisadora dividiu os participantes do programa em dois grupos. Um com pessoas que finalizaram o programa, chamados de Grupo Intervenção, que tiveram frequência mínima de 70%.
Os resultados mostraram que esses realizaram mais mudanças comportamentais do que aqueles do chamado de Grupo Abandono, que tiveram frequência igual ou inferior a 30%.
"Mas as alterações nem sempre foram mantidas no período posterior. O programa mostrou-se eficaz em promover modificações comportamentais, mas é preciso considerar o perfil dos participantes no planejamento das atividades", enfatiza a pesquisadora.
A boa notícia, diz ela, é que os participantes dos dois grupos aumentaram o consumo de verduras, legumes e frutas e reduziram frituras e embutidos, sendo estas mudanças as mais realizadas e mantidas também após o programa.
E, ainda, a participação integral no programa, do Grupo Intervenção, levou a mudanças significativas, como ao aumento da mastigação e fracionamento da alimentação, bem como a redução da compulsão alimentar, do Índice de Massa Corporal (IMC), e da circunferência da cintura.
"Isso leva, a longo prazo, à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares", lembra a pesquisadora.
Compensação
Entre os resultados da pesquisa, constatou-se o aumento do consumo de álcool entre os participantes do Grupo Intervenção.
Este fato, diz Vanilde, merece mais investigação para confirmar se este comportamento reflete a realidade atual vivenciada pela maioria da população ou se constitui em uma forma de compensação encontrada pelos participantes.
"Deve-se considerar também, que as informações relativas ao consumo de álcool foram obtidas por questionários diferentes, o que poderia ter contribuído para a diferença encontrada", explica.