quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Quietude Dinâmica na Terapia de Integração Craniossacral®

“Alcance o vazio total. Permaneça completamente na Quietude. As dez mil coisas se agitam, E eu contemplo o seu retorno. Todas as coisas florescem e crescem, E cada qual retorna à sua Origem. O retorno à Origem se chama Quietude, É o retorno àquilo que é. Por meio da Quietude, cada qual completa o seu Destino. Aquele que completou o Destino torna-se parte do constante. Conhecer o constante é a Iluminação.”. - Lao Tse: Tao Te Ching A apreciação da quietude é importante em todas as tradições espirituais. O meditador descobre que a quietude é o solo de onde tudo emerge; o portal para os mistérios mais profundos, que está além da mente conceitual e os padrões de condicionamento.É profundamente quieto e também dinamicamente presente. Permeia todos os espaços e atividades e todas as formas são manifestações de sua ação sutil. É o reino de potencial implícito de onde emerge o Sopro da Vida, o solo onipresente e vibrante de onde nosso próprio ser surgiu. A quietude é um estado natural, nunca perdido; mas pode estar está encoberto pelo movimento de pensamentos e imagens que estamos sempre criando. A habilidade de se relacionar com a quietude é baseada totalmente no nosso estado mental e nossa quietude interior, onde não há movimentos de pensamentos, imagens ou intenções. Quando a mente se assenta, podemos experimentar um estado de equilíbrio e pura consciência, abrindo-se o portal para a dimensão da Quietude Dinâmica. A Quietude Dinâmica é profundamente curativa no contexto de uma sessão terapêutica. Ela pode liberar a potência do Sopro da Vida, alinhando nossa consciência com nossa natureza essencial. Na Terapia de Integração Craniossacral, a quietude é percebida como um estado intrínseco de onde o processo de cura emerge, podendo ser induzida por técnicas especificas para o equilíbrio do Sistema Craniossacral. Podemos experimentar uma quietude interior com o seguinte exercício (mínimo de 20 minutos) : Em um lugar tranqüilo e silencioso, sinta o seu corpo relaxado e solto. Respirando em um ritmo normal, leve sua atenção para o movimento de inalação e exalação. Perceba os intervalos entre a inalação e exalação, entre a exalação e a inalação. Perceba o que afasta sua atenção da sua respiração: pensamentos, imagens, fantasias, sons, sensações, intenções, etc. Observe este afastamento e simplesmente retorne sua atenção para a respiração. Perceba a polaridade entre a respiração e o que afasta sua atenção dela, deixe a mente flutuando entre este ir e vir de atenção. Comece a perceber um neutro, um assentamento da mente entre este ir e vir de atenção mental. Sua mente começará a entrar em uma quietude onde pode relaxar, a quietude interior. Novo Paradigma A física quântica nos oferece paradigmas que podem ser observados em experiências quânticas, provando que todas as partículas estão inter-relacionadas e. influenciando-se mutuamente: O observador influencia o observado. Quando duas partículas quânticas são colocadas em pólos opostos no universo e uma delas se move, a outra responde simultaneamente. Como terapeutas de Integração Craniossacral, aprendemos a estar em um estado de quietude para que o sistema do cliente não reaja a nossa presença e possa realmente nos mostrar a sua individualidade. Usamos o termo campo relacional para descrever os efeitos interativos do terapeuta e cliente juntos. O terapeuta entra em um estado de quietude e por ressonância, o cliente também é convidado a este espaço. Cultivamos uma capacidade perceptual para escutar com o toque sutil das mãos, as manifestações do ritmo craniossacral como movimentos de expansão e contração. A abordagem não invasiva da terapia craniossacral tem como princípio facilitar as condições nas quais as forças naturais do corpo são mobilizadas e otimizadas para a auto-correção, sendo extremamente efetiva e segura. Usando toques suaves e precisos na manipulação dos ossos cranianos, coluna vertebral, sacro e fascias, equilibramos o Sistema Craniossacral proporcionando vitalidade e bem estar em todas as dimensões do ser humano: físico, emocional, psicológico e espiritual. Mudamos o paradigma de “eliminação de dor e sofrimento” para “restauração da saúde de dentro para fora”. Texto de Aziza Noguchi, cir. dentista, professora de Integração Craniossacral

Homeopatia não trata doenças? Claro que não. Ela trata, e muito bem, os doentes

Por Dr. Paulo Luiz Farber
Tempos atrás foi divulgado um relatório na Inglaterra afirmando que remédios homeopáticos não tratam nenhuma doença.
E eles estão certos. A Homeopatia não trata doenças e sim doentes. Não se pode pegar um modelo que utiliza medicamentos sintomáticos e aplicá-lo para avaliar medicamentos que visam o equilíbrio e a homeostase. Aqui coloco não só a Homeopatia, mas a Fitoterapia, a Acupuntura, o Qigong, o Taijiquan (Tai Chi), técnicas de meditação, suplementos alimentares e medicamentos que promovem a saúde.
O maior problema é que estamos tão acostumados com o raciocínio “este remédio é para tratar aquela doença” que, qualquer que seja, o tratamento tem que se encaixar neste raciocínio. Ou seja, comparamos a Homeopatia, com o que nós temos de ‘melhor’, nossos remédios.
Os remédios convencionais, com exceção de alguns como os antibióticos, não conseguem curar nada. Remédios para hipertensão não curam pacientes hipertensos, remédios para artrite não curam pacientes artríticos, remédios para diabetes não curam pacientes diabéticos. Então, servem para quê? Somente para controlar os sintomas da doença e evitar problemas maiores. Mas não curam nada.
Como os remédios não conseguem a cura, e sim a melhora dos sintomas, criou-se uma metodologia para avaliar esse tipo de medicação. Separa-se em grupos “cegos” (onde nem o pesquisador nem o paciente sabem se estão utilizando medicamentos ou substâncias inertes – placebos) e analisam-se os resultados obtidos em relação ao sintoma, apenas.
Já na Homeopatia, um paciente com artrite pode ter uma prescrição diferente de outro paciente com exatamente os mesmos sintomas. Porque a Homeopatia não vai servir para retirar os sintomas, mas sim para melhorar a condição de saúde do paciente. Inicialmente é comum que os sintomas até piorem, e também é comum que voltem sintomas antigos e apareçam outros. Tudo isso faz parte do processo de tratamento da Homeopatia.
Paralelamente, se analisarmos artigos que estudaram a Homeopatia como promotor da imunidade, melhorando o sistema imune, conclui-se que a Homeopatia é eficaz para melhorar o sistema imune. É interessante observar que grande parte desses estudos foram feitos no Brasil, um dos países que reconhecem a Homeopatia como especialidade médica. Já se seguirmos esse raciocínio, a maioria dos medicamentos alopáticos não funciona, pois eles não melhoram o sistema imune. Muitos, pelo contrário, inibem fortemente o sistema imune, exemplo dos corticóides e dos imunossupressores.
A imunidade não é a única maneira de análise da saúde de um paciente, mas infelizmente a maioria dos estudos científicos atuais em relação a medicamentos é fortemente baseado em sintomas, ninguém parece preocupado em analisar o quanto a saúde dos pacientes melhora ou piora após um tratamento. Em minha opinião, o tratamento só pode ser bom se melhorar a saúde dos pacientes ao mesmo tempo em que alivia os sintomas.
Finalizando, condenar a Homeopatia, ou qualquer tratamento que visa promover a saúde, só faz sentido se for comprovado que não melhoram os parâmetros da saúde, como por exemplo a imunidade, a agregação eritrocitária e o funcionamento do sistema neuroendócrino.
Serviço: Paulo Luiz Farbel é médico, com graduação e doutorado pela Faculdade de Medicina da USP.