domingo, 4 de novembro de 2012

Tente reduzir o sal sem abrir mão do sabor dos alimentos

Vocês devem estar cansados de ouvir essa orientação, geralmente de maneira vaga e sem maiores detalhes ou informações práticas para que possam saber por onde começar para realizar tamanha façanha. Falamos muito dos alimentos industrializados e processados e esperamos que os governos e a indústria tomem a frente nessa empreitada. Acontece que as medidas necessárias em Saúde Pública acontecerão muito mais lentamente do que gostaríamos. Precisamos começar a fazer nossa parte, pois ela poderá efetuar grandes mudanças em nossa ingestão de sal em um tempo hábil e com benefícios incontestáveis.
De acordo com um recente estudo publicado na revista Stroke, mais de 100.000 mortes por derrame cerebral poderiam ser evitadas entre os americanos todos os anos apenas com a redução do sal. Parece muito simples, mas reduzir o sal é infinitamente mais difícil do que reduzir o açúcar. Isso se deve ao fato de que o sal tem um efeito muito além do sabor salgado que ele confere aos alimentos, pois ele também é útil em equilibrar os vários outros sabores, principalmente o amargo e o próprio sabor doce.
Geralmente nós escolhemos nosso alimento pelo sabor. Para que possamos conseguir reduzir o sal, nós devemos utilizar de algumas estratégias básicas:
Em primeiro lugar, prefira alimentos frescos, pois 75% do sal que ingerimos vem de alimentos industrializados ou processados e o simples fato de prepararmos esse mesmos alimentos já reduziremos pela metade nossa ingestão de sal. Um exemplo fácil de se entender é que 100gramas de peito de frango temperado tem em média 700mg de sódio e isso pode cair para um terço quando preparamos e usamos o nosso tempero caseiro, incluindo o sal.
Uma segunda estratégia é utilizarmos temperos frescos e ervas finas, gengibre, cebola, alho e cítricos para adicionarmos sabor ao alimento e depender menos do sal.
Em terceiro lugar devemos observar muito bem o rótulo dos alimentos e compararmos o teor de sal (sódio) entre eles. Não há a necessidade de saber quanto de sódio deveria conter em cada alimento. O simples fato de optamos pelo alimento de menor teor já é o suficiente. Se possível, escolher alimentos sem sal, como é o caso de margarinas, deixando a opção adicioar o sal por nossa conta quando do preparo do alimento.
Finalmente, a redução do sal será logo notada por toda a família e será difícil uma redução drástica e rápida, pois isso mudará muito o sabor dos alimentos. Opte por reduzir gradativamente o teor de sal, pois assim nos adaptaremos mais facilmente.

Bananas serão alimento essencial em mundo mais quente

Com informações da BBC
Banana para o clima
As mudanças climáticas poderão fazer das bananas uma fonte alimentar crucial para milhões de pessoas.
A conclusão é parte de um relatório encomendado pela ONU ao Grupo Consultor de Pesquisas Agrícolas Internacionais (CGIAR, na sigla em inglês), uma entidade que reúne pesquisadores de todo o mundo.
O objetivo da entidade é reduzir a pobreza rural, aumentar a segurança alimentar e melhorar a saúde e a nutrição humana, fazendo uso de um gerenciamento sustentável de recursos naturais.
Trocando batata por banana
De acordo com o CGIAR, a banana poderá vir a substituir a batata em alguns países em desenvolvimento.
Os especialistas analisaram os efeitos de mudanças climáticas em 22 das mais importantes commodities agrícolas mundiais.
Eles preveem uma queda na produção de batata, arroz e trigo - três dos produtos agrícolas que mais oferecem fontes de calorias.
O cultivo de batata, que cresce melhor em climas temperados, poderá sofrer com aumentos de temperatura e mudanças climáticas.
Os autores afirmam no relatório que estas mudanças poderão oferecer "uma oportunidade para o cultivo de certas variedades de bananas" em regiões de altitude mais elevada, até mesmo nos locais em que atualmente batatas são cultivadas.
Trocando trigo pela mandioca
O documento afirma que o trigo fornece a mais importante proteína e fonte de caloria derivada de um vegetal.
Mas acrescenta que o cereal enfrentará dificuldades no mundo emergente, onde preços de algodão, mandioca e soja jogaram o trigo para terras agrícolas mais pobres, o que pode fazer com que o produto esteja mais vulnerável a problemas ligados às mudanças climáticas.
Um possível substituto, especialmente no sul da Ásia, poderia ser a mandioca, que é mais resistente a climas mais intensos.
Fontes de proteínas
Uma das principais preocupações dos pesquisadores é como obter fontes de proteínas que compõem a dieta alimentar.
A soja é uma das principais fontes de proteína, mas ela é suscetível às mudanças climáticas.
Cientistas afirmam que o feijão-fradinho, conhecido na África subsaariana como "carne de pobre" é resistente a secas e se adapta melhor a climas quentes e, portanto, poderia ser uma boa alternativa à soja. Folhas de feijão também podem ser usadas como alimento para gado.
Em alguns países, como a Nigéria e o Níger, fazendeiros já estão trocando a produção de algodão pela de feijão-fradinho.