quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Saúde Quântica

Posted by daniela
Nessa nossa área de saúde alternativa, melhor dizendo vida alternativa, já ouvi muita gente falar de Física Quântica mas muito no chute ou sem muita profundidade. Sabendo de fato o que está falando só ouvi o Amit Goswami, num curso dele e de sua esposa Uma, em Garopaba, lá na Montanha Encantada.
Aí me falaram de um Simpósio de Saúde Quântica, que aconteceria em Recife, isso o ano passado. Vi o site que me indicaram e fiquei impressionado com o pessoal de fora e daqui que participaria do evento. Gente muito, muito famosa e de competência absolutamente reconhecida.
Por acaso, conheci o organizador do evento, que gostou do Jornalternativo e colocou anúncio do seu evento e ainda comprou nossos óculos de Ginástica Ocular e o livro Yoga para os Olhos para revender no evento. Mas só o conheci por telefone e e-mail.
Uns dois, três meses atrás encontrei o moço, o Wallace Limaa, que estava hospedado na casa de um amigo e conversamos bastante. E fiquei impressionadíssimo: o Wallace entende muito de Física Quântica, tanto que dá palestras em vários países sobre o assunto, enfocando de preferência a Saúde Quântica, aquela que foge muito da ortodoxia da Medicina Ocidental.
Vi um vídeo dele, li um livro e a boa impressão virou ótima.
E em 2013 o Wallace estará organizando o seu evento de Saúde Quântica aqui em São Paulo, sempre com gente de altíssimo gabarito. Então vamos conversar um pouco com ele?
“Sou natural de Serra Talhada, no sertão pernambucano e moro em Recife desde 1975, quando vim fazer o ensino médio. O interesse pela Física nasceu durante o ensino médio, quando me senti desafiado pelas notas baixas que tirei nas primeiras provas. Depois disso, o meu interesse foi aumentando cada vez mais. E quando descobri a Física Quântica Relativística, bem como a Astrofísica, fiquei fascinado com as novas perspectivas de ver a realidade e me tornei um autodidata no assunto.
“Por muito tempo tive dificuldade de compartilhar esses conhecimentos, pois a maioria das pessoas ou não se interessavam pelo assunto ou o achavam muito estranho.
Mas perseverei e venho já há algum tempo desenvolvendo um trabalho de divulgar o Paradigma Quântico – Relativístico através de grandes eventos internacionais e assim temos reunido cientistas com trabalhos reconhecidos internacionalmente e juntos estamos trabalhando no projeto da Universidade Mundial de Saúde Quântica. “Além disso tenho realizado seminários e palestras, escrito livros e gravado DVD’s que possibilitam a divulgação de uma nova abordagem da saúde com base no Paradigma Quântico-Relativístico.
“Tudo isso acabou me rendendo a honra de receber a Medalha Noética para Pesquisas do Cérebro e da Consciência, concedida pelo Instituto Avançado de Ciências Noéticas da Califórnia, nos EUA.Por outro lado, apresentei trabalhos na Itália, Belgrado, na Sérvia e estive em Moscou e São Petersburgo, na Rússia, e também em Londres apresentando nosso projeto para a comunidade científica.”
Curioso, pergunto ao Wallace o que é o Projeto da Universidade Mundial de Saúde Quântica. E ele explica: “O projeto consiste numa aliança entre os cientistas que participaram do I e II Simpósio de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, que aconteceram em Recife em 2009 e 2011 e pretende oferecer para a humanidade um novo modelo de saúde capaz de contemplar integralmente a complexidade da dimensão humana.
“A ideia é criar um currículo capaz de contemplar o cuidado com a terra, com o corpo, com a mente, com as emoções e com o espírito. Buscamos a integração entre ciência e espiritualidade para que sejamos capazes de conduzir a cura integral do ser e do nosso planeta.”
Aí pergunto ao Wallace se ele conhece alguma terapia dita alternativa. E a resposta me surpreende de vez: “Tenho formação em Reiki, Frequências de Luz, EFT, Toque Quântico, Florais Quânticos, entre outras. Também faço uso da tecnologia quântica SCIO, bem como conhecimentos de Programação Neurolinguística. Nessa perspectiva, reconhecemos o Terapeuta como sendo o mediador dos processos de cura, que tem como objetivo maior estimular que o cliente se transforme num investigador de si mesmo, de modo a que possa reconhecer as causas que trouxeram a manifestação dos sintomas físicos das doenças.”
Bem gente, o III Simpósio de Saúde Quântica e Qualidade de Vida ocorrerá em 2013 aqui em São Paulo, no Anhembi. E nem preciso dizer que estou dentro, não é? E vocês estão desde já convidados (a programação passarei para vocês nas próximas edições do Jornalternativo).
Saudações Quânticas! Do Wallace e minhas.
Serviço: Para conhecer mais sobre o trabalho do Wallace Limaa veja o site www.saudequantum.com e seu e-mail é wallacepan@gmail.com.

Educação alimentar traz resultado a médio e longo prazo

Camila Ruiz, da Assessoria de Imprensa da EERP
Ainda que alguns resultados possam ser observados durante ou no final de um programa de educação alimentar, as melhoras significativas e efetivas são a médio e longo prazo, revela pesquisa na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da USP. Licenciada em ciências, a pesquisadora Vanilde de Castro analisou em seu doutorado mudanças de comportamento em adultos com excesso de peso, após participarem de um Programa de Educação Alimentar (PRAUSP) coordenado pela EERP, e os fatores que facilitaram a manutenção dos hábitos adquiridos após a participação. As mudanças investigadas foram quanto aos hábitos de vida — consumo de álcool, cigarro e prática de atividade física, à alimentação e as alterações de peso, cintura e quadril.
A pesquisadora dividiu os participantes do programa em dois grupos. Um com pessoas que finalizaram o programa, chamados de Grupo Intervenção, que tiveram frequência mínima de 70%. Os resultados mostraram que esses realizaram mais mudanças comportamentais do que aqueles do chamado de Grupo Abandono, que tiveram frequência igual ou inferior a 30%. “Mas as alterações nem sempre foram mantidas no período posterior. O programa mostrou-se eficaz em promover modificações comportamentais, mas é preciso considerar o perfil dos participantes no planejamento das atividades”, enfatiza a pesquisadora.
A boa notícia, diz a pesquisadora, é que os participantes dos dois grupos aumentaram o consumo de verduras, legumes e frutas e reduziram frituras e embutidos, sendo estas mudanças as mais realizadas e mantidas também após o programa. E, ainda, a participação integral no programa, do Grupo Intervenção, levou a mudanças significativas, como ao aumento da mastigação e fracionamento da alimentação, bem como a redução da compulsão alimentar, do Índice de Massa Corporal (IMC), e da circunferência da cintura. “Isso leva, a longo prazo, à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares”, lembra a pesquisadora.
Entre os resultados da pesquisa, constatou-se o aumento do consumo de álcool entre os participantes do Grupo Intervenção. Este fato, diz Vanilde, merece mais investigação para confirmar se este comportamento reflete a realidade atual vivenciada pela maioria da população ou se constitui em uma forma de compensação encontrada pelos participantes. “Deve-se considerar também, que as informações relativas ao consumo de álcool foram obtidas por questionários diferentes, o que poderia ter contribuído para a diferença encontrada”, explica.
Todos os adultos com excesso de peso que participaram do programa entre 2005 e 2009 foram selecionados para a pesquisa, sendo analisados os dados obtidos em três momentos distintos: antes e após o PRAUSP, e no momento da entrevista, que foi realizada de novembro de 2010 a maio de 2011. Foram entrevistadas 94 pessoas nos dois grupos — Grupo Intervenção, composto por 64 pessoas, e Grupo Abandono, formado por outras 30. As mulheres casadas foram maioria dos participantes nos dois grupos e a idade média foi de 43 anos, todas com elevado nível de escolaridade. O doutorado intitulado Mudanças comportamentais e fatores associados à sua manutenção em adultos com excesso de peso após intervenção foi defendido pela pesquisadora em 28 de junho último e orientado pela professora Rosane Pilot Pessa Ribeiro, da EERP.
PRAUSP
O Programa de Educação Alimentar da USP em Ribeirão Preto (PRAUSP), foco da pesquisa, foi criado em 1998 pela EERP, sob coordenação da professora Rosane Pilot Pessa Ribeiro, sendo implantado em várias unidades de saúde do distrito oeste da cidade por enfermeiros que tiveram essa experiência enquanto atividade prática de ensino. A partir de 2005, passou a ser desenvolvido também no Campus da USP Ribeirão, no Centro Multidisciplinar de Promoção à Saúde e Prevenção de Doenças da Prefeitura do Campus. Nos últimos anos, estabeleceu-se parceria com a professora Carmem Beatriz Neufeld, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, responsável pela parte psicológica do programa. O programa é uma abordagem terapêutica para a obesidade e tem como objetivo fornecer orientação alimentar, apoio psicológico e estímulo à prática de atividade física para pessoas com obesidade visando mudanças comportamentais que promovam a perda de peso saudável e melhoria na qualidade de vida.
Ele é desenvolvido por uma equipe composta por profissionais e estudantes das áreas de Nutrição, Psicologia e Enfermagem, sendo realizado em 12 encontros semanais, com duração de 1 hora e 30 minutos. Podem participar pessoas com excesso de peso da comunidade da USP e as inscrições são realizadas de forma contínua, divulgadas pelos veículos de comunicação da Universidade, com formação semestral dos grupos.
Prêmio Henri Nestlé
O artigo científico resultante do doutorado: “Eficácia de uma intervenção educativa a longo prazo no comportamento alimentar de adultos com excesso de peso”, recebeu o 1º lugar na 3ª edição do Prêmio Henri Nestlé, na categoria II, área de Nutrição em Saúde Pública. Vanilde recebeu como prêmio viagem à Suíça para visita ao Nestlé Research Center, em Lausanne (que será realizada em novembro), troféu e certificado. Já a professora Rosane recebeu um notebook e certificado. “Contribuir para a produção científica do país está entre meus principais objetivos e ser reconhecida por esse trabalho é muito gratificante”, comentou Vanilde.
O Prêmio Henri Nestlé foi lançado em 2007, com o intuito de valorizar a produção científica brasileira nas áreas de Alimentos, Nutrição, Saúde e Bem-Estar, premiando profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes regiões do País para que contribuam com benefícios para a saúde e o bem-estar da população. Foram três fases classificatórias: o envio do resumo, o artigo completo e a apresentação oral, sendo esta última realizada em São Paulo, no último dia 30 de agosto. Informações sobre o prêmio, no site da Nestle.