sábado, 10 de novembro de 2012

Simples procedimentos para perder peso

http://www.stancka.com.br/artigos_e_materias.php?idA=63
por Alex Botsaris
Vai chegando o verão e surge aquela preocupação com a barriguinha cultivada durante o inverno. Afinal, o frio do inverno aumenta a fome e o desejo por gorduras e carboidratos, justamente os alimentos mais calóricos e que fazem ganhar mais peso. Ao mesmo tempo, existem também muitos outros fatores contribuindo para as pessoas ganharem peso. Por isso, nos últimos anos, tem havido um aumento contínuo da obesidade no Brasil, assim como vários outros países do mundo. Cerca de 15% dos brasileiros podem ser considerados obesos e, nos Estados Unidos, cerca de metade da população está acima do peso.
O prazer de comer fala alto, mas na hora de colocar o biquini para ir à praia, aparecem as gordurinhas que ficaram de doces e chocolates em excesso e tudo mundo pensa em voltar à forma. Afinal, nossa sociedade ainda é baseada em estimular o consumo em excesso e os alimentos estão nesse meio, mas alimenta também muita expectativa da estética, em especial das mulheres. As pessoas acabam comendo mais do que precisam e vão ganhando peso, e ficam em conflito com isso. Para piorar, o estresse e a ansiedade geradas pela correria da vida urbana podem atuar como estimulantes do apetite, e dificultar mais a perda de peso, enquanto a falta de tempo e o excesso de trabalho induzem o comportamento sedentário.
Perder peso depois dos 30 é mais difícil
Perder peso é difícil mesmo, em especial para que já passou dos 30 anos. A partir dessa idade, há uma redução progressiva do metabolismo corporal. Ou seja, queimamos cada vez menos calorias num dia normal. A única forma de minimizar esse problema é fazendo exercício físico regular. O exercício físico ainda contribui para liberar um hormônio chamado leptina, que ajuda na queima da glicose e na manutenção do peso normal.
Existe uma profusão de livros, tratamentos e truques para reduzir peso, e fica difícil escolher o melhor caminho a ser seguido.

Em primeiro lugar, não existe milagre, e por isso soluções que prometem demais, devem sempre ser avaliadas com muito cuidado e desconfiança. A propósito, é sempre bom lembrar que todos regimes muito radicais, e que fazem perder peso numa velocidade muito grande, não são recomendáveis. Os sistemas de adaptação do organismo, que funcionam a partir da experiência dos desafios enfrentados por milhares de anos quando o homem ainda não era civilizado, interpretam que deve haver um momento de grande carência da comida no meio ambiente. Dessa forma se modificam no sentido de armazenar qualquer caloria extra que seja ingerida. Então quando se termina o regime, e a pessoa volta à dieta normal, engorda tudo de volta, entrando naquela armadilha da sanfona.
Fracionar entre cinco e seis refeições diárias diminui saciedade
Por isso o ideal é perder entre 300 e 800g por semana, de forma lenta e progressiva, sem ligar esse mecanismo de defesa contra a desnutrição calórica. Outro ponto, onde boa parte dos autores concorda, é fracionar a alimentação. Indica-se comer 5 a 6 refeições ao dia, sempre pouca quantidade. Quando comemos refeições muito fartas o estômago fica dilatado, cabendo cada vez mais volume o que dificulta a saciedade. Comendo pouco e "a prestação", o estômago fica com um volume pequeno, e sentimos saciedade com quantidades muito menores de comida. Esse tipo de estratégia mantém os níveis de glicose constantes e fisiológicos no sangue, o que também contribui para controlar o apetite e evitar a perda de massa muscular.
Outro conselho da boa ciência nutricional é evitar concentrar-se só num tipo de alimento. As dietas que recomendam comer exclusivamente proteína - ou qualquer outro alimento - não atendem a fisiologia do organismo. Nós precisamos, no dia-a-dia, de alimentos dos quatro grande grupos alimentares: proteínas, carboidratos, lipídeos e vitaminas. Dentre eles, há uma crescente evidência que uma mistura de carboidratos de vários tipos - os chamados carboidratos complexos - são excelentes, porque mantêm os níveis de glicose constantes ao longo de várias horas, contribuindo no controle do apetite (a baixa da glicose no sangue é um dos principais estímulos que causam fome).
Para obter uma boa fonte de carboidratos complexos vale misturar um pouco de raiz ou cereal ricos em amido (como batata, inhame, arroz) com uma fonte de fibras - como uma salada verde por exemplo. Algumas verduras como a chicórea são excelentes fontes de fibras solúveis, que podem ser misturadas com um palmito, fonte de fibras insolúveis. Frutas, são igualmente consideradas boas fontes de carboidratos complexos, e podem ser ingeridas uma a duas vezes ao dia. O resultado é um bolo alimentar que retém a glicose, liberando-a lenta e progressivamente, e assim mantendo esses níveis constantes e fisiológicos a que já me referi acima.
Como foi dito, milagres não existem, ao menos da forma como alguns desejosos de perder peso gostariam que fosse. Por isso, a principal maneira de perder peso é mesmo fechando a boca. Ou seja, reduzindo a quantidade de calorias ingeridas no dia-a-dia.

Planta usada para chá pode virar 1º quimioterápico brasileiro

Uma planta usada tradicionalmente em chás medicinais e nas populares "garrafadas" (bebida que reúne várias ervas) está sendo testada no tratamento do câncer. Estudos iniciais desenvolvidos no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que ela conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma doente terminal e que também foi eficaz no alívio das dores.
Encontrada no Norte e no Nordeste do país, a avelós (Euphorbia tirucalli) produz uma seiva semelhante ao látex, que é muita tóxica e cáustica. Se cai nos olhos, pode cegar.
O primeiro passo dos pesquisadores foi então isolar apenas as substâncias benéficas da planta e transformá-las em uma pílula, chamada de AM10.
Se a eficácia da droga for comprovada nos próximos estudos, ela poderá se transformar no primeiro medicamento oncológico nacional.
Tudo começou há seis anos, quando o empresário nordestino Everaldo Telles viu um parente melhorar após usar a planta para tratar um câncer. Ele decidiu investir em pesquisas e, com o farmacêutico Luiz Pianowski, iniciou a fase pré-clínica (testes em células de cultura e animais).
"Nos testes in vitro e com animais a droga funcionou bem contra as células de tumores", afirma Pianowski. Nessa fase, os estudos foram feitos na Universidade Federal do Ceará e na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O Einstein entrou na história há um ano, na fase 1 da pesquisa clínica. A droga foi testada em sete pacientes oncológicos terminais, que já haviam recebido todo tipo de tratamento disponível sem obter resposta.
O intuito do estudo foi descobrir a dose máxima da substância tolerada pelo organismo, não de medir sua eficácia.
Ainda assim, uma paciente do grupo de estudo, com câncer metastático, teve a doença estabilizada. "Não sabemos se isso ocorreu por causa da droga ou porque a doença é de progressão lenta", diz o médico Auro Del Giglio, gerente da oncologia no Einstein e um dos coordenadores da pesquisa.
Os outros pacientes tratados com avelós relataram melhora da dor. "Talvez a droga seja um bom analgésico, e não um anticancerígeno. Pesquisas desse tipo geram muita expectativa."
Del Giglio diz que as pessoas não devem usar a planta inadvertidamente. "O látex é extremamente tóxico."
A fase 2 da pesquisa avaliará 40 pacientes oncológicos de outras cinco instituições, entre elas o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e a Faculdade de Medicina do ABC. Será testada a atividade do princípio ativo nas células tumorais.
A avelós causa um processo chamado de apoptose celular, uma espécie de suicídio das células. Purificada, ela age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores.
Segundo Pianowski, há diversos relatos de pessoas com câncer, que estavam desenganadas pelos médicos e que se curaram após usarem a planta.
"Não esperamos que ela cure todos os tipos de câncer. Mas certamente será eficaz para diversos deles. Várias drogas oncológicas começaram assim."