sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Três pecados capitais que danificam o cérebro

Com informações da BBC
Como danificar o cérebro
O cigarro danifica a memória, o aprendizado e o raciocínio lógico.
A pressão alta e estar acima do peso também afetam o cérebro, mas não na mesma medida que o fumo.
O estudo foi feito com 8,8 mil pessoas com mais de 50 anos por pesquisadores da universidade King's College de Londres, e publicada na revista científica Age and Being.
Mente e corpo
Cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que as pessoas precisam perceber que o seu estilo de vida afeta tanto a mente quanto o corpo.
Os pesquisadores investigaram o elo entre o cérebro e as probabilidades de ataque cardíaco e derrame.
Os resultados mostraram que o risco de ataque cardíaco e derrame "estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo". As pessoas com maior risco foram as que mostraram maior declínio.
Também foi identificada uma "associação consistente" entre fumo e baixos resultados nos testes de memorização.
Modificação possível
"O declínio cognitivo fica mais comum com o envelhecimento e para um número cada vez maior de pessoas interfere com o seu funcionamento diário e bem-estar", diz Alex Dregan, pesquisador que trabalhou no estudo.
"Nós identificamos uma série de fatores de risco que poderiam ser associados ao declínio cognitivo, e todos eles podem ser modificados. Nós precisamos conscientizar as pessoas para a necessidade de mudanças de estilo de vida por causa do risco de declínio cognitivo."

Nova teoria explica benefícios da meditação

 A nova teoria foi apresentada pelos cientistas ao Dalai Lama, que acompanha de perto todas as pesquisas científicas envolvendo a meditação em particular, e as neurociências em geral.
Mente alerta
Alcançar o estado conhecido como mente alerta, ou atenção plena, através da meditação tem ajudado as pessoas a manterem uma mente saudável ensinando-lhes como enfrentar as emoções e os pensamentos negativos.
Isso inclui minimizar os efeitos da raiva, dos anseios e da ansiedade, e incentivar disposições mais positivas, como empatia, compaixão e perdão.
Aqueles que já colheram os benefícios da atenção plena sabem que ela funciona.
E estudos científicos, um após o outro, têm documentado os benefícios da meditação.
Mas como exatamente a meditação funciona?
Teoria sobre a meditação
Cientistas acabam de propor um novo modelo que muda a forma como o mundo ocidental tem pensado sobre a atenção.
Em vez de descrever a atenção plena como uma única dimensão da cognição, os pesquisadores demonstraram que a mente alerta na verdade envolve um amplo quadro de mecanismos complexos no cérebro.
Este novo modelo de atenção foi publicado no exemplar mais recente da revista científica Frontiers in Human Neuroscience por uma equipe do Brigham and Women's Hospital (EUA).
Teoria S-ART
Os pesquisadores identificaram várias funções cognitivas que ficam ativas no cérebro durante a prática da meditação da atenção plena.
Essas funções cognitivas ajudam o praticante a desenvolver a autoconsciência, o autocontrole e a autotranscendência, que compõem o quadro transformativo para o processo de autoconscientização, levando ao estágio de mente alerta, ou atenção plena.
Os cientistas batizaram sua teoria de S-ART, pelas iniciais em inglês das três funções cognitivas envolvidas - Self-Awareness, self-Regulation, and self-Transcendence.
Mente saudável sustentável
A S-ART explica os mecanismos neurobiológicos subjacentes pelos quais a meditação da mente alerta pode facilitar a autoconsciência; reduzir os preconceitos e os pensamentos negativos; melhorar a capacidade de regular o próprio comportamento; e aumentar as relações positivas e pró-sociais consigo mesmo e com os outros - enfim, criando uma mente saudável sustentável.
Os pesquisadores destacam seis processos neuropsicológicos que são mecanismos ativos no cérebro durante a prática da meditação e que são suporte à S-ART.
Estes processos incluem:
  1. intenção e motivação;
  2. regulação da atenção;
  3. regulação emocional;
  4. extinção e reconsolidação;
  5. comportamento pró-social, e
  6. não-apego e de-centragem (desligamento do ego).
Em outras palavras, esses processos começam com uma intenção e como motivação para querer atingir a plena consciência, seguidos por uma consciência dos maus hábitos da pessoa.
Uma vez que estes maus hábitos são identificados, a pessoa pode começar a domar a si mesma para se tornar menos emocionalmente reativa e para se recuperar mais rapidamente de emoções perturbadoras.
"Através da prática contínua, a pessoa pode desenvolver uma distância psicológica de todos os pensamentos negativos e pode inibir os impulsos naturais que constantemente alimentam os maus hábitos," disse David Vago, primeiro autor do estudo.
Um novo Você
O Dr. Vago afirma que a prática continuada da meditação também pode aumentar a empatia e eliminar nossos apegos às coisas de que gostamos, e as aversões às coisas de que não gostamos.
"O resultado da prática é um novo Você, com um novo conjunto de habilidades multidimensionais para reduzir os preconceitos que cercam a própria experiência interna e externa, e para manter uma mente saudável," disse Vago.