sábado, 8 de dezembro de 2012

Alternativas para a sua saúde

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Alberto Fiaschitello
Além da medicina convencional, existem excelentes recursos terapêuticos para o tratamento dos distúrbios, das dores e das doenças. Muitas vezes, esses recursos alcançam resultados notáveis, resolvendo situações e sanando males que as pessoas, devido a um longo tempo de sofrimento e a inúmeras tentativas dentro da medicina convencional, acreditam ser insolúveis.
Lembramos que dentro de todas as profissões existem bons e maus profissionais e que títulos e status não garantem eficiência e capacidade. Por isso, procure sempre profissionais humanos, receptivos e interessados, que foram indicados devido aos seus resultados e competência, e que tratam as pessoas a partir de uma visão ampla e integrada. Além disso, um verdadeiro profissional da saúde dispõe o seu tempo para o atendimento e pensa antes no paciente do que no dinheiro.
Terapia naturalista, naturopatia e naturologia
São ciências ocidentais bastante semelhantes, que utilizam recursos e terapias naturais, promovendo o estímulo das capacidades autocurativas do indivíduo para a recuperação de sua saúde e do seu reequilíbrio global.
Os profissionais (terapeuta naturalista, médico naturopata e o naturólogo) têm uma abordagem humana, integrada e holística dos indivíduos: procuram conhecer as pessoas de forma integral para entender seus padrões de desequilíbrio e doença; estimulam o autoconhecimento e a autorreflexão das pessoas, para que entendam seus padrões de conduta não-saudáveis; tratam os indivíduos e não as doenças isoladamente; utilizam terapias e técnicas normalmente não-invasivas, suaves e biologicamente compatíveis com o corpo humano.
As técnicas e terapias incluem: hidroterapia, massoterapia, terapia floral, iridologia, fitoterapia, aromaterapia, geoterapia, acupuntura, quiropatia, meditação. Consultando um bom profissional, inúmeros distúrbios, desequilíbrios e doenças – até mesmo severas – podem ser sanados: desde dores e distúrbios metabólicos até os estados emocionais alterados e as doenças autoimunes e degenerativas.
Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
É uma ciência e um conjunto de meios terapêuticos que formam um sistema extremamente eficaz no tratamento de uma infinidade de doenças e distúrbios. Sua abordagem é profunda e holística, integrando os vários aspectos do indivíduo. Sua precisão no diagnóstico dos diversos desequilíbrios e patologias é notável, dado que seus métodos diagnósticos permitem perceber e compreender o indivíduo e seu organismo a partir das manifestações sutis das energias que permeiam e compõem seus órgãos, funções e estruturas orgânicas, assim como seus componentes psicológicos.
Igualmente notáveis são seus compostos fitoterápicos: suas fórmulas magistrais (tradicionais) são de uma riqueza e precisão incomparáveis no tratamento das doenças e desequilíbrios psíquicos e orgânicos. Existem muitas terapias dentro da MTC, mas no ocidente e na atual china comunista (que infelizmente excluiu as partes mais profundas e notáveis desta ciência) as técnicas mais conhecidas são: a acupuntura, a moxabustão, as ventosas, o Tui-Na (massagem terapêutica chinesa) e a fitoterapia chinesa.
Deve notar-se que atualmente muitos médicos alopatas (que fazem a medicina ocidental convencional) também aplicam a acupuntura: apesar de terem alguns resultados positivos, seus princípios, suas abordagens técnicas e tratamentos estão muito aquém das capacidades, habilidades, conhecimentos e resultados encontrados na verdadeira MTC.
Medicina Ayurvédica e Medicina Tibetana
Tão completas e notáveis quanto a MTC, essas medicinas possuem um conjunto de técnicas e terapias excelentes, uma abordagem e um conhecimento bastante integrais e profundos sobre o ser humano e seus desequilíbrios. A medicina tibetana é, praticamente, toda baseada nos princípios da medicina ayurvédica, mas agregou a esse conhecimentos empíricos, espirituais e energéticos do povo tibetano bastante importantes e úteis.
Os tratamentos ayurvédicos são bastante profundos e implicam em reequilíbrio psicológico, mudanças alimentares, desintoxicações profundas do organismo, técnicas de rejuvenescimento e fortalecimento orgânico que necessitam de bastante envolvimento e de uma boa disposição por parte do indivíduo: mas cada pedaço de esforço vale a pena, já que os resultados alcançados são excelentes. Algumas de suas técnicas e terapias são: jejum, técnicas de desintoxicação do organismo, compostos de ervas medicinais, banhos terapêuticos, enemas, massagens, práticas respiratórias, meditação, yoga entre outros.
A medicina tibetana é igualmente completa e rica em técnicas e terapias curativas e rearmonizantes. Encontrar um verdadeiro médico da medicina tibetana ou da medicina ayurvédica é uma oportunidade única. Deve-se salientar que essas duas medicinas são bastante profundas, pois baseiam-se em conceitos bastante essenciais sobre o ser humano e a sua relação com as forças do universo: estes conceitos vêm dos Vedas, os antiquíssimos e sábios livros sagrados que deram origem à cultura milenar indiana.
Homeopatia
A homeopatia é uma técnica de cura, uma ciência médica, mas não uma medicina completa como as anteriores. Ela trata de diferentes aspectos do ser humano e seus distúrbios, mas não constitui um sistema composto por várias terapias associadas. Por isso, o médico homeopata tem uma formação completa dentro da ciência médica convencional ocidental e, posteriormente, se especializa em homeopatia.
Como ciência e terapia, a homeopatia é sui-generis e tem excelentes resultados em inúmeras doenças e distúrbios psíquicos e orgânicos. Difere fundamentalmente da alopatia em termos de princípios e meios terapêuticos. Seus remédios e compostos homeopáticos têm resultados surpreendentes e promovem curas e reequilíbrios notáveis. Um dos princípios homeopáticos é o da cura pelo semelhante, que significa que o remédio escolhido para tratar uma doença, deverá ter padrões de ressonância bioenergéticas no organismo semelhantes ao da doença em questão. Ou seja, se uma pessoa tem febre, com dores nos ossos e queimação ao urinar, o remédio escolhido deverá produzir sintomas semelhantes a esses: quando ingerido, o remédio promoverá uma reação orgânica mais intensa do corpo contra essas manifestações que, assim, eliminará a doença.
Um outro princípio é que os remédios homeopáticos geralmente passam por um processo de dinamização: são diluídos e agitados vigorosamente várias vezes. Isso elimina a toxicidade dos remédios e aumenta tremendamente a sua potência curativa. Muitas pessoas dizem que os remédios homeopáticos são inócuos, ou placebos, devido às suas altas diluições. Mas, quando se estuda a física contemporânea, entende-se que o potencial extraído dos menores elementos moleculares é muito maior do que a energia na superfície da matéria. Assim, o remédio homeopático dinamizado várias vezes guarda uma enorme quantidade de energia que se desprendeu durante o processo de extração energética da substância escolhida.
Alguns remédios são tão poderosos que somente podem ser ingeridos ou mesmo apenas aspirados uma única vez durante o tratamento. Ao contrário da alopatia (especialmente a atual), a homeopatia trata do indivíduo como um todo, considerando sua parte emocional, mental, social, familiar, espiritual etc. O tratamento homeopático é simples, direto e bastante eficiente.
O próximo artigo será sobre outras técnicas e terapias a serem conhecidas.
Seguem os nomes de livros concernentes aos diferentes sistemas e terapias abordados acima.
· Terapia naturalista, naturopatia e naturologia. Medicina Natural ao Alcance de Todos.
· Manuel Lezaeta Acharán. Ed. Hemus. Cura Pela Medicina Naturista.
· Dr. Jaime Scolnik. Ed. Cultrix. Enciclopédia da Medicina Natural.
· Joseph Pizzorno e Mchael Murray. Ed. Andrei. Cura Espontânea.
· Andrew Weil. Ed. Rocco. A Saúde Pela Natureza. Perez Cotapos. Ed. Hemus.
Alguns autores importantes:
· Sonia Hirsch, Conceição Trucom, Márcio Bontempo.
· Medicina Tradicional Chinesa. Autores importantes: Giovanni Maciocia, Alexandros Spyros Botsaris etc.
· Medicna Ayurvédica. Ayurveda: a Ciência da Autocura. Vasant Lad. Ed. Pensamento.
· Medicina Tibetana. A Arte de Curar no Budismo Tibetano. Terry Clifford. Ed. Pensame
Epoch Times publica em 35 países em 19 idiomas.

Folhas de alecrim podem retardar envelhecimento

Leandra Rajczuk - Agência USP
Saboroso e rejuvenescedor
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP analisa a capacidade antioxidante das folhas do alecrim, revelando o quanto seria possível inibir os radicais livres.
"O alecrim é bastante apreciado por seu aroma e sabor, tendo como constituintes os seguintes compostos fenólicos: ácido carnósico, carnosol, ácido rosmarínico, ácido caféico e éster do ácido hidroxicinâmico", explica a nutricionista Ana Mara de Oliveira e Silva, que defendeu sua tese de mestrado com uma pesquisa na área.
Alecrim
O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo até 1.500 metros de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária (segundo definição da Wikipédia, enciclopédia livre na Internet). Consta na enciclopédia que, "devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa "orvalho do mar."
Ratos diabéticos
Na pesquisa, foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro de extratos e frações de ácidos fenólicos obtidos das folhas de alecrim e o efeito do extrato aquoso sobre ratos diabéticos. "Constatamos que tanto os extratos como as frações apresentaram altos teores de compostos fenólicos totais e expressiva atividade antioxidante in vitro nos três métodos utilizados."
Mediante ensaio in vivo, os ratos diabéticos apresentavam valor de glicemia em torno de 350 miligramas por decilitro (mg/dl), com características típicas da doença: poliúria (aumento de diurese), polifagia (excessivo consumo de alimento), polidipsia (sede excessiva) e perda de peso.
Dentre os quatro grupos de ratos diabéticos, três foram tratados com extrato aquoso de alecrim administrado por 30 dias em concentrações diferentes. "O extrato aquoso de alecrim aumentou a atividade das enzimas antioxidantes (catalase e glutationa peroxidase) no fígado, e da superóxido dismutase no cérebro de ratos diabéticos, diminuindo também o percentual de hemoglobina glicada", afirma Ana Mara, explicando que, dessa forma, atenua-se o estresse oxidativo normalmente presente na doença.
Capacidade antioxidante do alecrim
Amostras de sangue e tecidos foram coletadas após dois meses de experimento para a avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso de alecrim. "A mesma dose (concentração intermediária de compostos fenólicos), quando administrada por 60 dias, além dos benefícios sobre a glicação de proteínas (hemoglobina glicada) e enzimas antioxidantes, também reduziu a concentração de lipídios circulantes, creatinina, bem como, manteve os valores normais das enzimas de função hepática."
O extrato aquoso de alecrim apresentou capacidade antioxidante in vitro significativa e quando administrado na concentração de 50 miligramas por quilo (mg/Kg) pode ter papel importante sobre o estresse oxidativo presente no diabetes experimental. "Esse dado indica que houve uma melhora significativa do perfil lipídico e antioxidante nos grupos de animais diabéticos que receberam o extrato aquoso dessa especiaria, sobretudo, na concentração de 50 mg/kg", explica Ana Mara.
Estudo de ervas e especiarias
A dissertação de mestrado de Ana Mara foi orientada pelo professor Jorge Mancini Filho, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Mancini coordena há duas décadas um grupo de pesquisas que tem se dedicado ao estudo das mais variadas ervas e especiarias - canela, mostarda, orégano, sálvia e erva-doce -, que são fontes de antioxidantes naturais.
Essa capacidade antioxidante está relacionada aos compostos fenólicos que apresentam papel importante nos processos de inibição de risco das doenças cardiovasculares e podem atuar sobre o estresse oxidativo, relacionado com diversas patologias como o diabetes, o câncer e processos inflamatórios.