quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

As teorias de Hipócrates sobre as terapias de cura

A vida cura a vida. Pe.Paulo Wendling - Terapeuta Holístico
- Antes de tudo, não prejudicar! Hipócrates, o pai da Medicina O nosso trabalho se baseia no princípio de Hipócrates. "Primum Non Nocere" (antes de tudo, não prejudicar). A prática terapêutica holística, que segue a medicina de Hipócrates, considera o homem como um todo: corpo, mente, espírito. Hipócrates defendia a medicina do doente, a mesma propunha que a pessoa possui uma unidade 27 vital de acordo com a unidade cósmica. Um doente deve ser considerado no seu todo, a alma e o corpo expressos na força vital. Para haver saúde é necessário haver equilíbrio, harmonia entre a alma, a mente e o corpo. Por isso, a terapêutica holística é uma terapêutica que reconhece no homem um todo indivisível. Para Hipócrates a arte de curar "é seguir o caminho pelo qual a natureza cura espontaneamente". Estabeleceu, no Juramento, a proibição de administrar venenos, recomendando, no Tratado das Articulações: "escolher, quando se dispuser de vários procedimentos para agir, o mais simples". Esta é a proposta fundamental da terapêutica holística: seguir as orientações do Pai da Medicina: "curar sem prejudicar"! A natureza é que cura, dizia Hipócrates. O poder de curar, entende-se normalizar as funções orgânicas, só o possui a natureza do indivíduo, quer dizer, reside em sua força (energia) vital. Cada um possui uma força que mantém a sua vida. Esta força, Hipócrates chamou de "energia vital". Há uma disposição natural de cada organismo defender a sua própria vida e manter a saúde (vida). É a energia vital que cura: A ViDA CURA A VIDA! Esta energia vital mantém-se mediante alimentação e eliminações normais. Pela lógica de Hipócrates, alimentação entende-se aqui como alimentar o corpo, a mente e a alma e consequentemente as devidas eliminações. Por isso, raiva, ódio, olho grande, ganância intoxicam tanto quanto os alimentos ingeridos pelo corpo. Todo doente é vítima de debilitamento da sua energia vital por más digestões que o desnutrem e intoxicam. Esta força vital que se manifesta mediante a atividade do sistema nervoso, se fortifica com a ação dos agentes naturais, tais como: o ar puro, a luz, o sol, a terra, água, os alimentos vivos, as ervas; a força vital, por outro lado, se deprime, debilita e se destrói com os tóxicos provenientes da má digestão, o veneno contido nos alimentos e remédios, vacinas, drogas, antibióticos, raivas, ódios e toda forma de desequilíbrios e excessos. Arndt-Schultz estabeleceram a seguinte lei: "Um estímulo químico forte gera uma baixa energia vital e por outro lado um estímulo químico fraco gera uma alta energia vital". 28 O uso dos medicamentos químicos, gera baixa energia vital porque utiliza fortes estímulos químicos. Para Hipócrates o uso de estímulos energéticos positivos gera grande energia vital. Por isso, a terapêutica holística não se apresenta como uma alternativa para o modelo de tratamento que vigora na sociedade de hoje. Se fosse uma alternativa, seria apenas uma outra forma. A Terapêutica Holística visa equilibrar o que está desequilibrado, e isto não se faz somente pelo uso de remédios feitos de ervas, como a maioria pensa e age, mas sim, pela mudança profunda, e por vezes radical, da maneira de ser, pensar, de viver, de se alimentar, de trabalhar... Não basta colocar uma farmacinha com remédios naturais ao lado da farmácia química... Lembre-se: se remédio e medicamentos curassem não tínhamos doentes nem doenças... 2 - Os métodos hipocráticos No tempo de Hipócrates existiam os médicos-sacerdotes que tratavam os doentes mediante uma terapêutica religiosa que, combinando a medicina empírica com um conjunto de ritos e salmos, conseguia impressionar e acalmar a imaginação do paciente. É desta visão que muitas vezes falava-se, em tempos idos, que a "medicina era um sacerdócio e que o sacerdócio era uma medicina". Pela lógica, o sacerdote é terapeuta da alma e por que não ser terapeuta também do corpo, já que o homem deve ser visto como um todo? A cidade de Cós, onde Hipócrates nasceu 460 A. C., possuía um destes templos, ao qual Hipócrates tinha livre acesso. Era um dos mais importantes, porque a existência das águas termais tornavam-no grande atração para os doentes. Os ritos médico-religiosos que ali se celebravam eram presididos pela estátua do deus Esculápio, cuja, característica, o báculo com serpente enrolada. até hoje é o símbolo da medicina. Submetia-se o enfermo, antes de levá-lo à presença do deus, a purificações com abluções, banhos frios ou quentes, era privado de vinho e recebia conselhos sobre regime alimentar a seguir. 29 Portanto, a Terapêutica Holística hoje encontra seu fundamento e sua inspiração nos sanatórios-templos da Grécia antiga. Saber usar corretamente os recursos naturais é a terapia sugerida pelo pai da Medicina, Hipócrates. Se olhamos para a medicina hoje, vamos perceber claramente que esta não ocorria nos templos-sanatórios. É claro e lógico, os tempos eram outros e as circunstâncias completamente diferentes. Cirurgias, medicamentos, exames não faziam parte da rotina dos doentes. No centro desta medicina, como espaço mesmo, encontrava-se o templo de Esculápio. Seguindo rituais, que passavam pela mudança de hábitos alimentares e pelo uso de recursos naturais, o paciente era preparado durante semanas para vivenciar a noite decisiva de sua estadia no sanatório, o pernoite no templo, a assim chamada incubação. Nesta noite especial, em um lugar especial do templo, ele se deitava enquanto a atmosfera era preparada por meio da luz e das essências odoríficas correspondentes, e finalmente adormecia. O decisivo acontecia durante o estado de sono, segundo o ditado de que "O Senhor dá a cada um o que lhe corresponde durante o sono". O paciente sonhava com a solução de seu problema. Ou ele via diretamente imagens que surgiam diante de si, ou Esculápio aparecia diante dele e lhe dava a entender para onde seu caminho se dirigia. Sem uma desintoxicação do corpo não há uma intervenção do deus Esculápio para operar a cura a nível da alma. Entender isso é pressuposto básico para praticarmos a terapia holística hoje.

Pão e saúde

http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=820&sid=8
 Por: Maria Ramos
Que o pão faz parte do dia-a-dia do brasileiro todo mundo sabe. Geralmente o café da manhã não começa sem ele. Mas será que o pão tem valor nutritivo? Ele é importante para a nossa saúde? Quem quer emagrecer deve cortar o pão da dieta? Qual a melhor opção: pão branco ou integral? E o que é este tal de glúten que vem escrito na embalagem? Ele faz mal?
Ufa! São realmente muitas dúvidas, não? Apesar de o pão estar na mesa do brasileiro há mais de 200 anos, as pessoas, em geral, sabem muito pouco sobre ele.
A importância do pão
Pães, assim como massas, batatas, mandioca e cereais, são alimentos ricos em carboidratos. Geila Felipe, nutricionista da Fiocruz e do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição da região Sudeste, explica que os carboidratos são a base da nossa alimentação e a primeira fonte de energia que o nosso corpo usa.
Uma dieta pobre em carboidratos pode trazer efeitos indesejados, como fraqueza, mal-estar, desidratação, perda de massa magra, menor resistência a infecções, dentre outros problemas. Para o bom funcionamento do organismo, 50 a 60% das calorias que nós ingerimos devem vir dos carboidratos.
Afora isso, o pão tem uma importância cultural e religiosa muito grande. “Ele está associado ao ato de compartilhar, ao momento em que a família se reúne pela manhã e aproveita para conversar”, defende a nutricionista.
Pão engorda?
O pão, por si só, não engorda. O que engorda é o consumo excessivo de carboidratos, bem como de qualquer outro macronutriente, como proteínas e gorduras. A nutricionista Geila Felipe explica que é errado pensar que os carboidratos devam ser cortados da dieta de quem quer emagrecer. O importante, segundo ela, é não exceder os valores recomendados.
Entretanto, uma dica importante para quem quer perder peso é que existem dois tipos de carboidratos: os simples e os complexos. Os simples estão presentes nos alimentos de sabor adocicado, como mel, geleia, leite, açúcar e frutas. Já pães, massas, arroz, cereais, batata, mandioca e farinha pertencem ao grupo dos carboidratos complexos.
Quem quer emagrecer, deve preferir uma alimentação equilibrada, composta por verduras, legumes, frutas, feijões e carboidratos complexos integrais. Os alimentos integrais são digeridos mais lentamente e, por isso, dão uma sensação maior de saciedade, além de conterem fibras que ajudam a regular o intestino. Neste caso, o pão integral pode ser uma opção melhor do que o pão branco.
Quanto aos carboidratos simples, devem ser consumidos esporadicamente e com moderação. Para perder peso, o ideal é evitar alimentos como doces, chocolates e guloseimas em geral. A exceção fica para as frutas e o leite, que devem ser consumidos, uma vez que são fonte de fibras (no caso das frutas), vitaminas e minerais.
Praticantes de atividades físicas, com duração superior a uma hora, devem priorizar a ingestão de carboidratos antes, durante ou após a atividade. Já quem não pratica exercícios deve controlar a quantidade de carboidratos, especialmente no período noturno, em que o metabolismo do corpo fica mais lento.
O que é glúten?
Pão de arroz: sem glúten*
“Contém glúten”. Você já deve ter visto esse alerta nas embalagens de diversos alimentos, certo? O glúten é uma proteína encontrada nos cereais (trigo, centeio, aveia e cevada) e, portanto, está presente no pão. Essa proteína possui uma capacidade elástica que permite o pão ficar fofinho e gostoso, por não deixar arrebentar aqueles buraquinhos que se formam na massa quando ela cresce, ou seja, fermenta.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que seja informado, no rótulo, que o alimento contém glúten, porque algumas pessoas têm alergia a essa proteína, uma moléstia chamada de doença celíaca.
Mas ao contrário do que afirmam os defensores da dieta do glúten, uma dieta da moda que invade academias e lojas de produtos naturais, a nutricionista Geila Felipe explica que, até o momento, não há razão para crer que o glúten faça mal a pessoas que não possuem a doença celíaca.
Segundo ela, não existe nenhuma comprovação científica para o argumento de que o glúten forma uma cola na parede do intestino, impedindo o seu funcionamento. “O que pode ocorrer são casos mais raros de pessoas que descobrem que possuem algum grau de alergia ao glúten já na vida adulta”, esclarece a nutricionista. Além disso, no glúten, está presente um aminoácido
O aminoácido é a menor estrutura de uma proteína  chamado glutamina que, segundo Geila, é essencial para nutrir as células do intestino: “Em caso de desnutrição grave de pessoas internadas, por exemplo, a glutamina é muito usada para impedir que bactérias presentes no intestino migrem para outros locais do corpo em busca de alimento e, desta forma, acabem provocando infecções”.