quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Música Terapêutica, o som em benefício da saúde.

Naire Siqueira
A Música Terapêutica é uma ferramenta importante que nos proporciona bem estar e qualidade de vida. Faz parte das terapias complementares tendo como objetivo a profilaxia de saúde, ou seja: prevenção contra doenças.
Ao lado de uma boa alimentação e exercícios físicos, tem papel de destaque no equilíbrio do corpo e da mente.
A Música Terapêutica passou a ter uma participação maior em função das dificuldades que temos para enfrentar as pressões do dia a dia.
Existem três técnicas aplicadas à música que fazem a diferença:
1 - Andamento musical
2 - Exercícios de respiração com música
3 - Visualizações criativas, viagens mentais
1 - Andamento musical – continuo - em 60 batidas por minuto.
Finalidade: desacelerar o coração
Ao desacelerar o coração entramos em estado de repouso, isso significa: menos tensão e ansiedade. Com o batimento cardíaco próximo de 60bpm temos mais condições físicas e mentais para dormir o sono profundo (menos insônia e em conseqüência mais vitalidade durante o dia).
2 - Trabalhar a respiração consciente para melhorar a qualidade da respiração inconsciente.
Esse exercício nos permite equilibrar a respiração.
Benefícios:
Purificar melhor o sangue, ou seja, garantir um corpo mais saudável.
Oxigenar melhor o cérebro, o que faz o pensamento fluir com mais facilidade. A memória também é ativada.
Exercitar os órgãos internos do corpo, principalmente diafragma e pulmões.
3 – Exercícios de visualizações criativas usando a música - com roteiro - para incentivar viagens mentais.
Finalidade: usar a imaginação, trabalhar o lado direito do cérebro (criativo) e descansar o esquerdo (racional).
Quando adotamos a Música Terapêutica como um hábito saudável, muitas mudanças vão acontecer:
Melhor controle das emoções
Melhor relacionamento interpessoal
Os efeitos do estresse acumulados no corpo são liberados..
A mente é treinada e preparada para suportar as pressões externas (gerenciar o estresse).
O organismo é fortalecido aumentando a imunidade.
Haverá redução de distúrbios tais como: hipertensão, insônia e fadiga.
É importante lembrar:
“Nada muda se você não mudar”
Naire Siqueira
Escritor, palestrante e consultor em terapias musicais. Ministra Cursos e Workshops com foco em Qualidade de Vida. Autor de 7 CDs Terapêuticos e do livro “O ser humano orquestra”.

Paradoxo do envelhecimento ou paradoxo da Medicina Moderna?

Medicalização do envelhecimento
A medicina ocidental costuma ver o envelhecimento como um período de declínio progressivo no funcionamento físico, cognitivo e psicossocial.
Um artigo recentemente publicado por especialistas fala do envelhecimento como o "problema de saúde número 1 dos Estados Unidos".
Ou seja, os especialistas consideram que envelhecer é sinônimo de ficar doente.
Um dos efeitos desse viés é que a medicalização tem afetado particularmente os idosos, transformando características de sua idade em doenças.
Contudo, pesquisas têm demonstrado que os idosos têm o maior índice de satisfação com a vida.
Paradoxo de envelhecimento
Essa felicidade com o envelhecer acaba de ser confirmada por um estudo realizado por cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, que encontraram um elevado nível de felicidade e bem-estar entre pessoas de 50 a 99 anos de idade - os participantes tinham 77 anos em média.
Os cientistas ficam estupefatos, e chamam isso de "paradoxo de envelhecimento" - suas teorias, baseadas unicamente na fisiologia corporal, dizem que envelhecer é ruim. Mas as pessoas que envelhecem dizem que a vida é pra lá de boa. E, para a ciência, firmemente postada em seus pressupostos, é um paradoxo.
Sem conseguir se livrar da tradição científica oficial, que vê o ser humano unicamente como uma máquina biológica, sem alma ou espírito, eles ficam tentando encontrar explicações para seu paradoxo.
Paradoxo da ciência
O que ocorre agora é que os cientistas estão tendo dificuldades em se render às suas próprias evidências.
"Algumas vezes, os resultados mais relevantes vêm da perspectiva das próprias pessoas," disse Dilip Jeste, da Universidade de San Diego, coordenador do estudo.
"Algumas vezes"?
Pelo menos em estudos que têm por objetivo estudar o bem-estar das pessoas, paradoxal é que os cientistas não considerem que a perspectiva das próprias pessoas devesse ser o principal em todas as vezes.
O novo estudo, assim como uma série de outros, desafia as noções da medicina tradicional de que bem-estar está ligado ao funcionamento do corpo.
Na verdade, os fatores que mais afetaram o bem-estar e a felicidade dos participantes são de natureza psicológica - tipicamente "males da alma".
Homem sem alma
O estudo concluiu que pessoas com funcionamento físico debilitado, mas não totalmente incapacitadas, consideram a vida tão boa quanto pessoas de corpo totalmente saudável mas com baixa resiliência.
Da mesma forma, as autoavaliações de indivíduos com funcionamento físico deteriorado, mas sem depressão ou com depressão mínima tiveram escores de bem-estar comparáveis aos de pessoas fisicamente saudáveis mas com depressão moderada ou grave.
"Ficou claro para nós que, mesmo em meio à decadência física ou cognitiva, os indivíduos em nosso estudo relataram sentir que seu bem-estar melhorou com a idade," admitiu Jesse, embora acrescentando que o resultado seja "contraintuitivo".
Talvez mais contraintuitivo seja a tão avançada medicina moderna continuar a ver o ser humano como uma simples máquina.
Atribui-se a Descartes a separação entre corpo e "matéria pensante" (res-cogitans). Mas Descartes não aboliu a "alma humana", antes reconheceu sua existência.
Quem igualou a "matéria pensante" ao cérebro humano foi a Medicina Moderna.
Logo, certamente é mais correto falar-se do paradoxo da Medicina Moderna Ocidental do que de um inventado paradoxo do envelhecimento. Afinal, quem nunca ouvir dizer que a idade traz a sabedoria?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Extratos de plantas bloqueiam desenvolvimento da inflamação no organismo

http://alimentesecomsabedoria.blogspot.com.br/search/label/Alimenta%C3%A7%C3%A3o%20Funcional%20e%20Fitoter%C3%A1picos
Pesquisadores da Kingston University London, no Reino Unido, descobriram que extratos de plantas como o chá branco, hamamélis e a rosa são capazes de bloquear a progressão da inflamação no organismo.
 A inflamação tem um papel importante no início e no desenvolvimento de doenças que vão desde o câncer, diabetes e artrite até condições neuro-degenerativas e problemas cardiovasculares e pulmonares, além de influenciar o envelhecimento prematuro e a morte precoce.
"Por milhares de anos as pessoas têm usado remédios naturais para tentar curar doenças e preservar a juventude. Agora, as últimas pesquisas que realizamos sugerem que essas três plantas naturais possuem substâncias que podem levar a novos tratamentos contra a inflamação", afirma a pesquisadora Declan Naughton.
Para o estudo, Naughton e seus colegas testaram 21 extratos de plantas para avaliar a eficiência no combate ao câncer e também na batalha contra o envelhecimento.
 Dos 21 extratos, três - chá branco, hamamélis e rosa - mostraram um potencial considerável, com o chá branco exibindo os resultados mais marcantes. "Na verdade, parecia que beber um simples copo de chá branco pode muito bem ajudar a reduzir o risco individual de câncer, artrite reumatóide ou mesmo rugas associadas ao envelhecimento", relata Naughton.
Estimulada por resultados laboratoriais, a equipe decidiu testar se poderiam replicar os resultados em células da pele humana, olhando mais de perto a atividade antiinflamatória e antioxidante dos três extratos.
 Usando células da pele humana como modelo, eles adicionaram três concentrações diferentes de chá branco (folhas secas congeladas em pó), hamamélis (ervas secas) e extrato de rosa (em forma de tintura medicinal) para avaliar o efeito das misturas sobre enzimas supressoras e antioxidantes que desempenham um papel chave na progressão da inflamação, bem como no envelhecimento da pele. Como o maior órgão do corpo, a pele fornece uma barreira contra a radiação UV, produtos químicos, micróbios e contaminantes físicos.
 "Sabemos que quando a inflamação começa - seja ela um simples corte no dedo ou uma artrite - o corpo começa a produzir um composto chamado interleucina 8, que ajuda no processo inflamatório. Começamos analisando se havia uma maneira de desligar esse sinal, bloqueando assim a inflamação", escrevem os pesquisadores.
 Mesmo que pesquisas anteriores da equipe haviam sugerido que poderia haver alguns resultados promissores, os especialistas ficaram surpresos ao ver o quão bom as várias concentrações dos três extratos foram no combate è inflamação. "As últimas pesquisas reforçam a crença de que as plantas escondem o segredo da nossa beleza interior e exterior", concluem eles.

A fitoterapia é Pública

Texto: Raquel Marçal
Várias cidades brasileiras já oferecem à população acesso gratuito a dezenas de fitoterápicos
Há pouco mais de um ano, Betim, cidade de 377 mil habitantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou um espaço de 440 metros quadrados, com móveis e equipamentos novinhos em folha. Trata-se da nova sede da Farmácia Viva, lugar onde a comunidade é orientada a respeito do uso correto das plantas medicinais e onde funciona um laboratório de manipulação de fitoterápicos que produz 73 formulações a partir de 27 plantas medicinais. Em Betim, o programa funciona desde 2004. Na época de sua implantação, recebia 400 receitas por mês, sempre prescritas pelos profissionais de saúde do município. “Hoje, atendemos 4,5 mil mensalmente, com a previsão de aumento de 100%, com a contratação de mais pessoal”, prevê a farmacêutica-chefe da unidade, Jaqueline Guimarães Carvalho.
Betim é uma das dezenas de cidades brasileiras que mantêm programas próprios para oferecer fitoterápicos na rede pública de saúde. O município mineiro é também um dos 12 recém-contemplados com recursos do Ministério da Saúde para serem aplicados em projetos locais de produção e distribuição de plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS). “O objetivo é aliar a saúde à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico do país. Queremos mostrar que é possível desenvolver a cadeia produtiva com sustentabilidade”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. Quarenta e três prefeituras enviaram propostas pleiteando a verba de R$ 6,7 milhões, que será dividida entre Betim, Botucatu (SP), Brejo da Madre de Deus (PE), Diorama (GO), Foz do Iguaçu (PR), Itapeva (SP), João Monlevade (MG), Pato Bragado (PR), Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Santarém (PA) e Toledo (PR).
O Ministério também financia 12 fitoterápicos industrializados, que devem ser adquiridos pelos estados e municípios interessados em disponibilizá-los à população. Atualmente, 14 estados fazem parte da parceria, porém o SUS ainda não tem informações sobre quantas cidades brasileiras ofertam os medicamentos em seus postos de saúde. Mas uma coisa é certa: para receber o fitoterápico, é preciso ter receita médica. E é justamente por causa dessa regra que o Ministério da Saúde promoveu em 2012 – e pela primeira vez – uma capacitação em parceria com a Associação Médica Brasileira de Fitomedicina (Sobrafito).
O curso foi realizado via internet e teve a participação de cerca de 300 médicos do SUS de várias especialidades, incluindo pediatras, ginecologistas, psiquiatras, ortopedistas e clínicos gerais. O próximo curso ainda não tem data prevista, mas segundo a Sobrafito, a expectativa é oferecê-lo duas vezes por ano. E já tem fila de espera. “Um curso médico de graduação possui 6.000 horas, das quais nenhuma é dedicada a medicamentos fitoterápicos na maioria das escolas”, diz o presidente da Sobrafito, Eduardo Pagani. “Para muitos é a primeira oportunidade de ter contato com esses conceitos.” O plano agora é incluir também farmacêuticos, enfermeiros e dentistas que trabalham na rede pública. Quanto mais profissionais conhecerem as vantagens da fitoterapia, melhor.
Os estados que aderiram ao programa de fitoterápicos do SUS
Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo, Tocantins.
Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Meditação altera fisicamente o cérebro

Um programa de oito semanas de meditação pode ocasionar mudanças mensuráveis em regiões cerebrais associadas a atenção, empatia e percepção de si mesmo.
A meditação concentra-se na percepção, livre de julgamentos, dos sentimentos, sensações e estados mentais de si mesmo – o que geralmente resulta numa sensação de total relaxamento e paz plena.
No estudo, feito nos Estados Unidos, foram utilizados exames de ressonância magnética para avaliar a estrutura cerebral de 16 voluntários nas duas semanas anteriores e posteriores ao programa de oito semanas de Meditação Para a Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts (EUA).
O programa incluiu encontros semanais para a prática de meditação e gravações em áudio para a prática de meditação guiada. Os participantes tiveram de monitorar o tempo diário de prática. Para fins comparativos, os pesquisadores também analisaram exames de ressonância magnética de um grupo-controle que não praticou a meditação.
Os participantes do grupo de meditação passaram, em média, 27 minutos diários praticando. Os exames de ressonância magnética realizados depois do período de oito semanas revelaram um aumento na densidade da massa cinzenta do hipocampo (região cerebral ligada ao aprendizado e à memória) e em estruturas associadas à compaixão e à autopercepção.
Os investigadores também constataram que a redução de estresse relatada pelos participantes foi associada à diminuição da densidade da massa cinzenta da amídala cerebral, que exerce um importante papel na ansiedade e estresse. Nenhuma das alterações da estrutura cerebral foi observada no grupo-controle.
“É fascinante observar a plasticidade do cérebro e perceber que, através da meditação, podemos ter um papel ativo na mudança cerebral, podendo aumentar nosso bem-estar e qualidade de vida”, disse Britta Holzel, principal autora do estudo e pesquisadora do Massachusetts General Hospital e da Giessen University, da Alemanha.
“Outros estudos, conduzidos com diferentes grupos de pacientes, já mostraram que a meditação pode trazer melhorias significantes de diversos sintomas. Agora estamos investigando os mecanismos cerebrais ocultos que facilitam a ocorrência desta mudança”, disse a pesquisadora.
O estudo será publicado na edição de 30 de janeiro da revista especializada Psychiatry Research: Neuroimaging.
The New York Times - 28/01/2011

O estresse mata os neurônios

Acredite: indo contra a corrente de que sempre podemos aumentar a qualidade e complexidade dos neurônios, existe uma síndrome da vida moderna que faz exatamente o contrário.
O estresse contínuo (sem espaço para o relaxar, o prazer, a "curtição") pode desencadear a morte dos neurônios.
O estresse na sua medida é importante, pois nos impulsiona, nos faz crescer. Uma pessoa sem desafios vai ficando desanimada e a vida sem sabor. Nada que ver.
Mas, com a vida moderna que é super desafiadora e acelerada, o estado de tensão e estresse é constante e elevado, e neste caso, uma série de sintomas e doenças começam a dar sinais de que algo não está bem: dificuldade de aprendizado, esquecimentos, baixa vitalidade, acidentes, insônia, indigestões, taquicardias e até infertilidade.
Agora, cientistas de dois importantes centros de pesquisa paulistanos, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), descobriram mais um efeito nocivo, para não dizer devastador do estresse: estados de tensão permanente provocam inflamação no cérebro, que se crônica, pode levar os neurônios (as células cerebrais) à morte.
Onde acontece principalmente?
  • No hipocampo, área da massa cinzenta associada à memória,
  • No córtex frontal, responsável pelos raciocínios mais complexos.
Fonte: Mantenha seu cérebro vivo - Lawrence Katz Ph. D. e Manning Rubin - Editora Sextante.
Os danos causados pela morte gradual dessas células nervosas podem ser desde pequenos esquecimentos (lapsos de memória) até doenças degenerativas, como Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson.
Na verdade, quando a vida e a saúde estão em harmonia, o estresse “normal” é encarado de forma saudável, ou seja, na medida certa, faz o corpo liberar os famosos cortisóis, família de hormônios que funcionam com ação antiinflamatória. Em pequena quantidade, bem entendido. Mas, quando a carga destes cortisóis é freqüentemente excessiva, o efeito será exatamente o oposto – quadros inflamatórios e morte dos neurônios por cansaço.
Em situação crônica de estresse, acontece um círculo vicioso de tensão constante, com mudanças na estrutura das células nervosas, potencializando sua fragilização e morte.
Uma hilária ironia: neste desencadear, é a inteligência (da defesa, da preservação) que está destruindo os próprios neurônios.
Então, lá vem a vã filosofia: bom senso nunca faz mal a ninguém. Use as suas inteligências para tocar a vida de um jeito mais sábio, ou seja, dar-se tempo para parar e filtrar esta carga violenta de estímulos ao estresse.

SÁBIAS DICAS
Ria, brinque e relaxe – assista filmes de comédia, ouça e conte piadas, deixe a ludicidade invadir e contagiar sua vida, afinal, você não vai sair mesmo vivo dela! Hehe.
Medite – procure meditar alguns minutos por dia, pois este pequeno intervalo tem o poder de combater os efeitos negativos do estresse e resgatar a ótica da sua criança interna. Você pode caminhar em silêncio, observando cada detalhe do seu corpo e ao seu redor. Assim, você estará praticando uma atividade física associada com a meditação e o grande barato que é ficar em contato com a natureza. Conheça algumas técnicas de meditação no ícone Meditação
Pratique exercícios cerebrais – conheça boa parte deles com a leitura dos demais textos no ícone Exercícios & Testes
Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e fonte.
Texto extraído do livro Simples Mente Feliz - Conceição Trucom - edição independente esgotada

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Poder da Fé

Espiritualidade faz bem à saúde
Por Alex Botsaris
Desde que os seres humanos apareceram na face da Terra e começaram a se organizar socialmente, que algum indivíduo do grupo assumia as funções de xamã ou feiticeiro. Durante milhares de anos, espírito e corpo eram vistos como uma unidade, e esses líderes espirituais ensinavam que cuidar do espírito era a parte mais importante do tratamento. Por isso, sacerdotes egípcios, druidas europeus, monges budistas, pagés sul americanos, feiticeiros africanos, e tantos outros, aplicavam rezas e usavam rituais para purificação do espírito durante suas sessões de terapia. Até Hipócrates, considerado pai da medicina moderna, atribuía evoluções inexplicáveis, para melhora ou piora, aos deuses do Olimpo.
Eis que no fim do século XVIII começa a surgir a ciência médica, que cria uma divisão entre aquilo que chama de crendices e atividades 'não científicas' e as explicações racionais e puramente materialistas do novo conhecimento. À medida que a medicina evoluiu como ciência, nos 200 anos seguintes, procurou se distanciar progressivamente do seu passado comum com a espiritualidade. Descobertas da medicina, cada vez mais levavam o conhecimento na direção da genética e biologia molecular como a resposta de todas as perguntas. Eis que nos últimos 10 anos surgiram evidências, que os médicos primitivos estavam com a razão. Vários estudos científicos feitos por diferentes pesquisadores em hospitais e universidades americanas, inglesas, russas, canadenses e até no Paquistão mostram que muitos conceitos médicos precisam ser, no mínimo, revistos.
A maioria dos estudos tem mostrado que rezar pode ajudar a aliviar a ansiedade, melhorar depressão, aumentar o sucesso de fertilização in vitro, melhorar o curso clínico de doenças crônicas como diabetes e artrite reumatóide, ou auxiliar na recuperação de pacientes com dependência química, como em casos de alcoolismo. Mais de 100 estudos clínicos da influência de rezas e espiritualidade e seres humanos foram feitos e na sua maioria revelaram resultados positivos surpreendentes. Muitos autores atribuem isso a um efeito placebo, gerado por uma auto-sugestão que induz a uma sensação de melhora. Há controvérsia e a maior parte dos autores tem um comportamento cético sobre os reais potenciais da espiritualidade.
Entretanto existem resultados sugerem que os benefícios da reza, possam extrapolar essa concepção simplista, necessitando uma avaliação mais ampla e rigorosa dos conceitos atuais, de medicina, de consciência, causalidade, tempo e espaço. O médico americano Larry Dossey junto com o cardiologista Brian Olshansky da Universidade de Yowa fizeram uma grande revisão sobre estudos onde a reza afetou um ser vivo, sem que um vínculo que possa funcionar como "placebo" pudesse ser estabelecido. Os autores levantaram cerca de 130 estudos em humanos, animais, plantas e até microorganismos e na maioria alguma influência da reza e de outras formas de influência espiritual foi detectada nas estatísticas.
O que motivou a revisão de Dossey & Olshansky foi o resultado anda mais surpreendente de um estudo, que testou os efeitos retroativos da reza, ou seja, a sua capacidade de afetar a saúde no passado, publicado por Leibovici, pesquisador israelense ligado ao Centro Médico Rabin. O estudo de Leibovoci possui uma grande amostragem, 3393 pacientes com septicemia - ou seja infecção grave que atingiu o sangue - o que torna a sua estatísica muito precisa e confiável. Esses pacientes foram divididos em dois grupos, de forma aleatória, e metade dos pacientes recebeu uma reza feita por um grupo de 90 voluntários. A outra metade não recebeu a reza, sendo apenas usada como controle. Apesar de ambos os grupos exibirem a mesma taxa de mortalidade, o grupo que recebeu a reza ficou internado menos tempo, e teve menos sintomas, como febre e dor.
Os resultados de Leibovici causaram muito impacto em muitos pesquisadores, e houve uma enxurrada de críticas. Os céticos se recusam a admitir que uma hipótese como essa - a reza afeta a saúde no passado - possa ser feita ou validada pela ciência. Comentários questionaram na metodologia usada pelo autor e até a valorização de aspectos como sintomas e tempo de internação. Entretanto outros estudos, como mostram Dossey & Olshansky revelam resultados ainda não explicáveis pela ciência. Num desses estudos, 990 pacientes internados numa unidade coronária, com graves problemas cardiológicos, divididos em dois grupos de forma aleatória, um recebendo reza, e o outro não, tiveram morbidade (gravidade de doença) e mortalidade com diferenças estatísticas significativas. O grupo dos pacientes que recebeu a reza foi o que apresentou melhores resultados. Considerando que os pacientes e médicos não sabiam quais receberam reza, e que as pessoas que rezaram estavam em locais distantes do hospital, os resultados são surpreendentes. Esse estudo também desencadeou uma onda de comentários de pesquisadores céticos, criticando-o de todas as formas.
Com certeza novos estudos serão feitos e muita novidade vai aparecer. Enquanto isso é importante não confundir os benefícios da espiritualidade com religião. É claro que a religião pode ser um caminho para espiritualidade e uma boa saúde, mas isso não é uma regra. Depende de muitos fatores, inclusive do nível cultural e da capacidade de se concentrar nas atividades espirituais. Um estudo epidemiológico feito em vários países da América Latina pela Organização Panamericana de Saúde, revelou que há uma correlação entre religiosidade e baixo nível de saúde e nível sócio econômico na região. Alguns fatores de baixa saúde e qualidade de vida - como a rejeição ao uso de anticoncepcional e preservativos; natalidade excessiva sem condições mínimas de suporte em famílias pobres, etc - foram associados à influência do catolicismo e outras religiões nessa região.

Se ioga fosse remédio, seria o melhor do mundo, dizem cientistas

A ioga é um prática profunda de transformação emocional e espiritual, produzindo benefícios que vão além das desordens psiquiátricas cobertas por este estudo - por exemplo, a ioga para grávidas também reforça laços com o bebê.[
Melhor remédio do mundo
É crescente o número de estudos científicos que comprovam benefícios da ioga para condições as mais diversas.
Como geralmente são estudos bastante específicos, voltados para determinadas condições, faltava um resumão, que pudesse avaliar todos esses resultados, colocá-los na mesma base metodológica, e verificar para quais condições a ioga é realmente útil e eficaz.
Foi o que fizeram Meera Balasubramaniam e seus colegas da Universidade Duke (EUA).
As conclusões foram muito claras.
"Se os benefícios da ioga pudessem ser colocados em um remédio, ele se tornaria a droga mais vendida no mundo inteiro," resume Meera.
Ioga para a mente
Esta revisão das pesquisas científicas na área centrou-se unicamente nos benefícios da ioga para desordens psiquiátricas.
Os pesquisadores analisaram mais de 100 estudos, mas selecionaram apenas 16 deles, considerados de alta qualidade e com experimentos controlados seguindo as melhores práticas científicas.
O estudo mostrou que a ioga tem efeitos positivos, mesmo na falta de tratamentos com os remédios tradicionais, sobre a depressão, problemas de sono, esquizofrenia e hiperatividade (TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou ADHD na sigla em inglês).
Foram confirmados benefícios da ioga para todas as doenças mentais incluídas na revisão, exceto para desordens alimentares, como bulimia e problemas cognitivos, cujos indícios se mostraram fracos ou conflitantes.
Prioridade global
Os cientistas deram destaque a estudos fisiológicos, nos quais foram acompanhados os chamados biomarcadores, mostrando que a ioga influencia elementos da biologia do corpo humano, gerando benefícios comparáveis aos da psicoterapia e dos antidepressivos - mas sem os efeitos colaterais destes últimos.
Segundo os cientistas, a prática da ioga afeta neurotransmissores, estresse oxidativo, inflamação, lipídios, fatores de crescimento e mensageiros secundários.
"A busca por melhores tratamentos, sobretudo aqueles não baseados em medicamentos, para atender às necessidades totais dos pacientes, é de importância extraordinária, e nós recomendamos que mais pesquisas sobre a ioga sejam consideradas uma prioridade global," concluem os autores.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Acupuntura supera tratamento convencional em problemas odontológicos

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-tratamentos-odontologicos&id=8510&nl=nlds
 Com informações da Agência USP
Sessões de acupuntura têm a mesma eficácia que o uso da placa estabilizadora, mas trazem vários benefícios adicionais ao paciente.
Agulhadas sem dor
Além dos tradicionais instrumentos para realização de procedimentos odontológicos, os dentistas já podem contar com novas aliadas no tratamento dos pacientes: agulhas ultrafinas, aplicadas em determinados pontos do corpo, na terapia de acupuntura.
A eficácia da acupuntura em problemas odontológicos vem sendo tema de pesquisa na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, da USP.
O professor Rodrigo Galo comparou a eficácia da terapia de acupuntura com o tratamento convencional em pacientes com disfunção temporomandibular, que é o funcionamento anormal dessa articulação.
A disfunção provoca sintomas muito incômodos aos pacientes, como dores de cabeça, dores de ouvido e zumbidos, cansaço dos músculos da mastigação, e dificuldade para abrir a boca, podendo afetar adultos e crianças.
Melhor que tratamento convencional
O tratamento convencional da disfunção temporomandibular consiste na utilização de uma placa estabilizadora durante a noite.
A placa é confeccionada em material rígido, e tem função de aliviar as articulações, promover o relaxamento dos músculos da região e proteger os dentes do desgaste.
A pesquisa concluiu que sessões de acupuntura têm a mesma eficácia que o uso da placa estabilizadora.
"O resultado positivo vai além da comprovação de que o método é efetivo, existe a comodidade também. A placa deve ser utilizada pelo paciente toda noite, por aproximadamente 8 horas, que é a quantidade indicada de sono por noite. Já as sessões de acupuntura têm duração média de 20 minutos, uma vez por semana. É muito mais confortável para o paciente", diz Galo.
Benefícios adicionais da acupuntura
Outro benefício de usar a acupuntura em lugar da placa estabilizadora é o bem-estar do paciente durante o tratamento.
A acupuntura "desempenha função importante antes do tratamento também, como uma maneira de tranquilizar o paciente. Existem pontos na cabeça que, quando estimulados, agem como tranquilizantes, diminuindo a ansiedade na cadeira do dentista", explica o pesquisador.
Ainda segundo o pesquisador, a literatura comprova resultados positivos da aplicação da acupuntura em casos de nevralgia do nervo trigêmeo, paralisia facial e bruxismo (o "ranger" de dentes), principalmente em crianças.

Qual a cor do seu cérebro?

http://delas.ig.com.br/comportamento/qual-e-a-cor-do-seu-cerebro/n1237538075077.html

Pesquisadora americana Sheila Glazov fala da teoria das cores do cérebro e explica como o programa pode facilitar relacionamentos

Com mais de 40 anos de carreira, a educadora e pesquisadora norte-americana Sheila Glazov acredita que cada pessoa tem o cérebro multicor. A partir de um modelo de classificação de perfis psicológicos baseado em teorias junguianas, ela desenvolveu um programa que permite às pessoas classificar seu perfil a partir de cores. O livro “A Cor do Seu Cérebro” (Editora Novo Conceito), que explica a teoria, acaba de ser lançado no Brasil.
Clique aqui para fazer o teste e descubra qual é a cor do seu cérebro

Formada em Educação na Ohio State University e em Liderança Criativa pela Disney University, e com clientes como as gigantes Motorola e Sears, Sheila tinha como objetivo simplificar os testes psicológicos, oferecendo uma ferramenta que pudesse ser usada tanto em casa como no trabalho, por crianças e adultos. Em entrevista, Sheila explica por que criou a teoria, esclarece como ela pode ajudar as pessoas e ensina a descobrir qual a cor do seu cérebro.
iG Como você criou a teoria das cores? 
Sheila Glazov 
Fui inspirada a criar “A Cor do Seu Cérebro” enquanto percebi que os indivíduos nem sempre respeitam o ponto de vista do outro. Quis criar um ambiente “não-julgador”, que eliminasse a crítica negativa e reforçasse a apreciação das ideias de cada um. Senti que poderia oferecer às pessoas uma maneira fácil de valorizar e entender a perspectiva do outro, e comunicar-se de forma mais efetiva para desenvolver soluções benéficas a todos.
iG Qual é a base da teoria?
Sheila Glazov 
O alicerce para a teoria das cores do cérebro é o Myers Briggs Type Indicator [um teste de perfis psicológicos desenvolvido em 1942 por Isabel Briggs Myers e Katharine Cook Briggs, baseado nas teorias do psiquiatra Carl Gustav Jung sobre os tipos psicológicos]. No entanto, o MBTI utilize-se de várias combinações de letras, termos e símbolos para descrever o tipo de personalidade de um indivíduo – é muito complicado para crianças e, muitas vezes, confuso até para adultos. Descobri que as pessoas respondem positivamente à teoria das cores do cérebro porque usamos apenas quatro: amarelo, azul, verde e laranja para designar os quatro tipos principais de personalidade.
iG Como você acha que a teoria pode ajudar a vida das pessoas?
Sheila Glazov
 Ela dá ao indivíduo uma oportunidade de olhar para si mesmo, para seus relacionamentos e como eles se comportam em diferentes áreas. “A Cor do Seu Cérebro” traz uma abordagem rápida e direta, que ajuda a pessoa a reconhecer e respeitar o melhor nela mesma e nos outros; compreender as perspectivas diferentes; rir de suas próprias idiossincrasias; comunicar-se de acordo com as cores e chegar ao equilíbrio em suas vidas pessoais e profissionais.
iG Como descobrir qual é a cor do seu cérebro? 
Sheila Glazov Por testes psicológicos que estão no livro e no meu site. Na verdade, somos todos uma mistura de cores, ou um “brainbow” [trocadilho com rainbow, palavra que significa arco-íris, em inglês] das quatro cores. No entanto, todos temos uma cor primária, que descreve como vemos nossos próprios atributos e habilidades, e representa nossa perspectiva pessoal.
iG E qual é a cor do seu cérebro?
Sheila Glazov 
Eu me vejo como um cérebro azul: sou criativa, comunicativa e gosto de ajudar. Valorizo confiança, empatia e cooperação. Minha cor seguinte é amarelo. Sou leal, responsável, respeitadora e organizada, e valorizo tradições, estabilidade e compromissos.
iG E no campo da maternidade? Como reage cada “cor” de mãe? 
Sheila Glazov
 Mães com “cérebro amarelo” são responsáveis, valorizam método e têm visões tradicionais sobre o comportamento de seus filhos. Elas esperam que suas crianças respeitem e sigam as regras. Já os pais de “cérebro azul” são devotados, adoram passar tempo com seus filhos e esperam relações harmoniosas. Pais de “cérebro verde” são reservados e resolvem problemas de forma objetiva. Querem que seus filhos sejam independentes e auto-suficientes. Por fim, pais e mães de “cérebro laranja” são entusiasmados e têm mente aberta. Eles gostam de se divertir com suas crianças e as encorajam a correr riscos.
iG Cada cor tem características boas e outras ruins? 
Sheila Glazov
 Sim, mas é essencial estabelecer que a abordagem de “A Cor do Seu Cérebro” é uma explicação do comportamento das pessoas, e não uma desculpa para comportamentos inapropriados. Podemos aprender a lidar com nossas falhas se as reconhecermos. Se uma pessoa se encontra em um ambiente que não a encoraja, ela pode apresentar seu “lado sombra”. Os “cérebros amarelos”, por exemplo, tendem a tornar-se controladores, reclamões e inflexíveis. “Cérebros azuis” podem apresentar choro, depressão e não encarar a realidade. “Cérebros verdes” ficam sarcásticos, indiferentes e insensíveis. Os laranjas passam a agir com imaturidade e se tornam rudes e compulsivos. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Ayurveda e o Reumatismo

http://www.naradeva.com.br/ws2011/exibetxt.asp?conteudo_txt=983&titulo=artigos

O Ayurveda e o Reumatismo
O Reumatismo ou doença reumatológica envolve mais de 100 doenças na medicina ocidental. Segundo a escola americana de Reumatologia podemos classificar o reumatismo da seguinte forma:
1- Doenças do Colágeno ou auto-imunes: ex. Artrite Reumatóide e Lupus Eritematoso
2- Artrites associadas a espondilites: ex. artrite da Psoríase
3- Reumatismo degenerativo: ex. Artrose
4- Artrites infecciosas
5- Doenças endócrinas e metabólicas: ex. Gota
6- Alterações ósseas: ex. Osteoporose
7- Reumatismo de tecidos moles: ex. Bursite, Tendinite e Fibromialgia
Apesar de serem muitas doenças na visão ocidental o Ayurveda classifica o reumatismo em 3 tipos: Reumatismo do tipo Vata com muitas dores articulares que podem ser migratórias, pioram com o frio e melhoram com o calor. Neste caso o paciente apresenta pele seca e creptações nas articulações, ansiedade, depressão e insônia. Reumatismo do tipo Pitta com muita inflamação, vermelhidão, sensação de queimação, febre e sudorese, piora com o calor e melhora com o frio e irritabilidade. Por último o reumatismo do tipo Kapha, com edema, inchaço, dor em peso que melhora com calor e piora com o frio e umidade, pele oleosa, fadiga e tendência a ganhar peso com facilidade.
O Ayurveda afirma que as doenças reumatológicas estão associadas a acúmulo de AMA ou toxinas devido a alterações digestivas e constipação. Neste caso temos que enfatizar a importância de uma alimentação equilibrada e individualizada de acordo com o diagnóstico da desarmonia do paciente. Uma dieta rica em alimentos de origem animal como leite e derivados, carnes e gorduras pode provocar o acúmulo de AMA, com a formação de alterações músculo-esqueléticas que chamamos de reumatismo.
Associado a uma dieta equilibrada recomendamos a fitoterapia, uso terapêutico das plantas medicinais. O Ayurveda possui muitas ervas com propriedades analgésicas e antiinflamatórias como a Commíphora mukul e a Boswellia serrata.
A massoterapia ayurvedica é uma excelente ferramenta terapêutica no paciente com reumatismo. Pois promove um profundo relaxamento, que alivia as tensões associadas a
Doença, reduz a fadiga, ansiedade e depressão que são prevalentes nestas alterações. No Ayurveda a escolha do óleo medicinal é fundamental pois será feita de acordo com o diagnóstico do desequilíbrio de Vata, Pitta ou Kapha no momento do tratamento.
O tratamento com sucesso das doenças reumatológicas necessita de uma transformação,com uma rotina diária, individualizada, de hábitos saudáveis que propõe uma mudança no padrão mental do paciente,com a prática regular e bem orientada de Hatha Yoga e meditação.
Aderson Moreira da Rocha

Dopamina, Drogas e Vícios

http://www.docelimao.com.br/site/doce-sabedoria/1185-dopamina-drogas-e-vicios
Conceição Trucom
Cocaína, Açúcar e Trigo refinados. O que têm estes três pós em comum?
São brancos, apresentam rápida absorção pela corrente sanguínea (porque todos refinados), e interferem na liberação de dopamina no cérebro.
Os dois primeiros fenômenos são mais fáceis de entender, mas dopamina? Do que se trata?
Segundo a wilkipédia a dopamina é um importante neurotransmissor no cérebro, produzido por um grupo de células nervosas, chamadas de Neurônios Pré-Sinápticos, que atuam no cérebro promovendo, entre outros efeitos, a sensação de prazer e a sensação de motivação.
A dopamina é precursora natural da adrenalina e da noradrenalina e por conseguinte tem como função a atividade estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC). Em doses naturalmente* baixas a moderadas, o fluxo sanguíneo coronário e o consumo de oxigênio do miocárdio geralmente se incrementam. Ou seja, nosso coração acelera, ocorre um aumento de pressão e oxigenação, para que pensamentos e ações ligadas à defesa e sobrevivência ou alegria, felicidade, entusiasmo sejam percebidas e vivenciadas.
Enquanto produzida e liberada por causas naturais, faz parte da bioquímica humana, não só para momentos de defesa e sobrevivência, mas também de ‘lutar’ por sentido e significância existencial.
Porém, não contente com o natural, a dopamina está por trás da dependência do jogo (inclusive eletrônicos), sexo, álcool e outras drogas. Ilusão, porque a duração da ação da dopamina é de menos de 10 minutos. Portanto, o ‘viciado’, para manter a sensação ‘química’ do prazer, precisa estar ‘consumindo’ a droga continuamente e, em doses cada vez maiores: criando uma sensação permanente de empolgação ou euforia no usuário.
Como isso não é realmente possível, surge a bioquímica do Sugar Blues (título do livro de William Dufty – Editora Ground), uma expressão idiomática inglesa, que significa um estado de depressão ou melancolia revestido de medo, ansiedade e desconforto físico. Múltiplas penúrias físicas e mentais causadas pelo consumo exagerado e freqüente de açúcar e trigo refinados. Trata-se da mescla de distúrbios fisiológicos (hipoglicemia) e neurológicos (dopamínicos).
O grave: as anormalidades causadas pela dopamina estão relacionadas às patologias de desordens psíquicas tal qual a Esquizofrenia (desbalanceamento com excesso na via dopaminérgica mesolímbica e escassez na via mesocortical), e também estando associada a Mal de Parkinson (escassez na via dopaminérgica nigro-estriatal.
E mais um importante alerta: o problema das drogas começa muito antes da primeira dose, pois estudos apontam que a alimentação e hábitos dos pais pode já estar minando bases fisiológicas e neuronais para possíveis vícios que a criança vai estar mais suscetível para desenvolver.
(*) Alimentos naturais consumidos de forma moderada, atividades físicas, sexo e de lazer praticadas de forma saudável, por exemplo...
*Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estresse, uma reação natural que deve ser controlada

http://www.olharvital.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=170&codigo=10
Thiago Etchatz
Diagnosticado como conhecemos hoje a partir de estudos do médico austríaco Hans Selye na década de 1930, o estresse é uma reação natural do organismo. Porém, com o atual estilo de vida, no qual o homem é submetido a inúmeras demandas – como a extrema competitividade e o excesso de informações –, o estresse se tornou um problema crônico da sociedade contemporânea. A série Por uma boa causa de maio busca esclarecer alguns aspectos deste que é considerado o mal do século XXI.
Inerente à natureza humana, o estresse é uma reação do organismo quando este se depara com alguma situação de tensão, provocando sintomas físicos e psicológicos. Desta forma, ocorrem reações psicofisiológicas que alteram o seu estado de modo a prepará-lo para enfrentar os estressores, seus desafios cotidianos.
Essas mudanças sofridas pelo corpo humano no processo de estresse são divididas em quatro fases: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. Segundo Lucia Novaes, professora-adjunta do Instituto de Psicologia da UFRJ e presidente da Associação Brasileira de Stress, “dependendo da fase os sintomas vão mudando ou se acentuando”.
– A fase do alerta, a primeira, é uma fase produtiva, chamada “eustress”. É uma fase na qual a pessoa se depara com o estímulo, interpretado por ela como estressor, e o organismo se prepara para enfrentá-lo. Nesse momento, pode ocorrer taquicardia, diarreia passageira, picos de hipertensão, hiperatividade, hiperventilação, dentre outros. Com essas alterações a pessoa fica mais preparada para lutar ou fugir do estressor. Após essa fase, a pessoa pode voltar ao seu equilíbrio – declarou Novaes.
Durante o processo, caso a pessoa não se reequilibre, o estresse se acentua, transitando do alerta até a exaustão. Ao ultrapassar a primeira fase, já se constata um quadro de desgaste que pode vir acompanhado de demais complicações.
– Na fase de resistência a pessoa experimenta cansaço, dificuldade com a memória, diminuição da libido e irritabilidade. Na terceira fase, chamada de quase-exaustão, o organismo fica mais debilitado, os sintomas da segunda fase se acentuam e a pessoa pode começar a apresentar doenças para as quais seja predisposta. Na quarta fase, exaustão, o desgaste é muito grande. A pessoa pode ficar deprimida, ter doenças físicas como hipertensão, gastrite e úlcera. Tem grande mau humor, irritabilidade, angústia e ansiedade diariamente, dentre outros – esclareceu a professora.
O estresse infantil
Hoje, é comum observar que o estresse também atinge as crianças e, possivelmente, cada vez mais cedo. No entanto, há dificuldade para tal constatação, pois o estresse infantil só foi valorizado recentemente. Segundo Lucia Novaes, “a criança estressada era vista como ‘birrenta’, preguiçosa, recebendo rótulos extremamente prejudiciais e que só agravavam o problema. Acredita-se que desde a infância a pessoa já esteja sobrecarregada com excesso de demandas que podem contribuir para o estresse excessivo”.
Causas e prevenção
Fontes externas e internas influenciam no processo de estresse. A personalidade pode contribuir para o seu fomento. Fatores como o excesso de demandas, perdas afetivas e materiais, ambiente familiar conturbado são, geralmente, os principais motivos que dão início ao quadro avançado de estresse.
– Muitas vezes a pessoa sozinha consegue se recuperar do estresse excessivo, pois pode possuir estratégias para lidar com ele. No entanto, algumas pessoas não têm estratégias positivas para o combate ao estresse. Utilizam estratégias negativas, tais como o cigarro, a bebida alcoólica e outras drogas. Hábitos que só pioram o quadro. Quando a pessoa não consegue sozinha sair de um quadro de estresse excessivo, precisa buscar ajuda psicológica especializada e, às vezes, médica (quando já há doenças estabelecidas) – alertou Lucia Novaes.
Portanto, para controlar o nível de estresse deve-se atentar para o estilo de vida, alimentação balanceada e horas de sono. A prática regular de atividade física é indicada como ótimo fator de prevenção. A professora Lucia Novaes ainda indica outros métodos:
– Utilizar técnicas de relaxamento e respiração profunda de forma regular e, principalmente, observar suas características de personalidade e de que modo elas estão contribuindo na produção do estresse. Buscar olhar o lado positivo dos eventos e prestar atenção se está “catastrofizando” frente a eventos futuros. Separar a vida profissional da pessoal, reconhecendo seus limites. Não deixar de lado áreas importantes da sua vida, como a social, cultural, afetiva e a saúde.

Como funciona um tratamento à base de terapia floral?

O tratamento por meio da medicina vibracional, como a terapia floral, visa o bem-estar do indivíduo em todos os setores da vida e o equilíbrio da sua natureza interna, ou seja, o ser humano vivendo em plenitude, expressando sua identidade, saúde e bem-estar.
Considerado como tratamento alternativo, essa terapia pode auxiliar e muito o tratamento médico e/ou odontológico, porque equilibra os níveis emocionais e permite que o corpo físico tenha respostas mais rápidas e duradouras.
No consultório, os pacientes que fazem terapia floral conjunta com a fisioterapia mudam não somente o corpo físico, mas também a sua postura em relação à vida, o que permite que o tratamento seja de dentro para fora e de fora para dentro, numa completa expressão de saúde.
Uma boa investigação é necessária para a indicação de um floral e deve passar por profissionais especializados na área, em que serão considerados seus objetivos, ansiedades, medos e a maneira como o indivíduo vive.
O foco das terapias vibracionais está na causa do problema e mesmo em um tratamento odontológico esta causa pode não estar necessariamente na boca. Por exemplo, se o problema dentário é reflexo da má escovação, temos de saber por que a pessoa não está dando valor a uma atitude normal, por que não está olhando para si mesma.
Assim, além de sanar o problema local usando as técnicas odontológicas tradicionais, os terapeutas florais usam essências vibracionais que ajudam a controlar a ansiedade e a reduzir a tendência a problemas bucais.
O reequilíbrio emocional também pode ser tratado com sucesso com terapia floral, auxiliando no tratamento do stress, ansiedade, depressão e outras desordens que causam como consequência alterações no sistema músculo-esquelético. Essências florais valem como tratamento complementar em todas as idades, podendo ser útil para o bem-estar de toda a família.
Fonte: FOLHA DE LONDRINA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Como fazer sua mente controlar seu corpo !!!

Como seu cerebro vai ajudar o seu corpo no equilibrio de suas ações . . .
Guia mental de sucesso – treine !!!!
"Com a prática de ir cortando na raiz os pensamentos negativos pelos seus opostos, a turbulência da mente vai diminuindo e você vai se sentir mais confiante, tranqüilo e seguro"
"Alcance o autodomínio através da vigilância constante da mente. Não desista, não desanime se não conseguir logo suas metas e desejos"
"Tenha cuidado com seus pensamentos. Cada pensamento é como um bumerangue. Tudo que sua mente enviar, volta para você"
“A Lei da Atração pode ser definida da seguinte maneira: Atraio para a minha vida qualquer coisa à qual dedico atenção, energia e concentração, seja ela positiva ou negativa”.
“Quer sua vibração seja positiva, quer seja negativa, a Lei da Atração vai lhe dar mais dessa vibração”.
“Para saber se está emitindo vibrações positivas ou negativas a respeito de algo, dê uma olhada nos resultados que tem obtido nessa área da sua vida. Eles são o reflexo perfeito daquilo que você está vibrando.”
Reflita sobre a importância do pensamento positivo. Compreenda como ele cria, constrói, transforma, renova. É uma verdadeira alquimia. Tem o poder de mudar sua vida para melhor.
“Quando passa daquilo que não quer para aquilo que quer, as palavras se modificam. Quando as palavras se modificam, a vibração se modifica, e você só pode emitir uma vibração de cada vez.”
Mude suas palavras e suas frases para que emitam vibrações positivas tirando a idéia de falta e criando força interna para realização de seus desejos.
"Peça, acredite e receba é a lei da atração do universo. Mudando sua mente, você começa a mudar seu destino".
Assim Seja e Está feito, pois a Lei Cósmica se cumpre sempre!

Tristeza e ansiedade não são doenças mentais

Peter Kinderman, professor de Psicologia Clínica - BBC
Problemas humanos, não doenças
A próxima edição do Manual Psiquiátrico norte-americano vai aumentar o número de pessoas na população em geral diagnosticadas com uma doença mental.
Mas o que essas pessoas necessitam é de ajuda e compreensão, e não de rotulações e medicamentos.
Muitas pessoas experimentam um processo de luto profundo e duradouro após a morte de um ente querido. Muitos soldados que regressam de um conflito sofrem de trauma.
Muitos de nós somos tímidos e ansiosos em situações sociais, ou desmotivados e pessimistas quando estamos desempregados ou não gostamos de nossos trabalhos.
Para uns poucos de nós, experiências de abuso ou falha nos levam a sentir que a vida não vale a pena.
Precisamos reconhecer essas verdades humanas e precisamos oferecer ajuda.
Mas não devemos considerar essas experiências humanas como sintomas de uma doença mental.
Diagnósticos psiquiátricos
Diagnósticos psiquiátricos não são só cientificamente inválidos, eles também são prejudiciais.
A linguagem da doença implica que as raízes dessas angústias emocionais fundamentam-se em anormalidades em nosso cérebro e em nossa biologia, comumente chamados de "desequilíbrios químicos".
Isso nos torna cegos para as causas sociais e psicológicas dessas angústias.
Mais importante, temos a tendência de prescrever soluções medicamentosas - antidepressivos e antipsicóticos - apesar dos significativos efeitos colaterais e as comprovações pobres de sua eficácia.
Isso está errado.
Nós não devemos diagnosticar muito mais pessoas com "doenças mentais" sem sentido, dizendo-lhes que estas decorrem de anormalidades cerebrais, e prescrever medicações.
Vício em internet e birra de criança vão virar doenças
Um Manual de Psiquiatria norte-americano, extremamente influente, utilizado por médicos e pesquisadores para diagnosticar e classificar transtornos mentais, foi atualizado e está agendado para publicação em maio de 2013.
Mas esta última edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Americana de Psiquiatria, ou DSM-5, só vai tornar ainda pior uma situação que já é ruim, porque vai baixar muitos limiares de diagnóstico e aumentar o número de pessoas na população em geral vistas como tendo uma doença mental.
Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado
O novo diagnóstico de "transtorno da desregulação perturbadora do humor" vai transformar birras de crianças em sintomas de uma doença mental.
O luto normal se tornará "transtorno depressivo grave", o que significa que as pessoas receberão diagnóstico e receita de remédios quando perderem entes queridos.
Os critérios para "transtorno de ansiedade generalizada" serão significativamente relaxados, transformando as preocupações da vida cotidiana em alvos para tratamento médico.
Limiares de diagnóstico mais baixos vão gerar mais diagnósticos de "distúrbio de déficit de atenção adulto", o que poderá levar à prescrição generalizada de drogas estimulantes.
Uma vasta gama de comportamentos humanos infelizes, assuntos de muitas decisões de mudança de comportamento de Ano Novo, vão se tornar doenças mentais - comer muito será "desordem de comer demais", e a categoria de "vícios de comportamento" será significativamente ampliada para incluir "distúrbios" como "dependência de internet" e "vício em sexo".
Estigma de diagnóstico
Os diagnósticos psiquiátricos padrão são notoriamente inválidos - eles não correspondem a grupos significativos de sintomas no mundo real, apesar da óbvia importância que estes deveriam ter.
Os diagnósticos psiquiátricos não conseguem prever a eficácia de tratamentos específicos e não se sobrepõem claramente a processos biológicos.
Nos atuais sistemas de saúde mental, o diagnóstico é muitas vezes visto como necessário para ter acesso aos serviços.
No entanto, o diagnóstico também estabelece o cenário para o uso indevido e excessivo de intervenções médicas, como medicamentos antipsicóticos e antidepressivos, que têm efeitos colaterais a longo prazo preocupantes.
As evidências científicas sugerem fortemente que experiências angustiantes não resultam de "falhas no cérebro", mas de interações complexas entre fatores biológicos, mas mais importante, entre fatores sociais e psicológicos.
Mas o diagnóstico e a linguagem de doença biológica obscurecem o papel causal de fatores como abuso, pobreza e privação social. O resultado é frequentemente mais estigma, mais discriminação e mais exclusão social.
Abordagem terapêutica
Existem alternativas humanas e eficazes para os diagnósticos psiquiátricos tradicionais.
É relativamente simples gerar uma lista de problemas que podem ser definidos de forma segura e válida. Não há razão para supor que esses fenômenos se agrupem em categorias de diagnóstico ou são consequências de doenças subjacentes.
Podemos, então, usar a ciência médica e psicológica para entender como os problemas podem ter-se originado, e recomendar soluções terapêuticas.
Esta abordagem produziria todos os benefícios da abordagem atual de diagnóstico-e-tratamento, sem suas muitas e perigosas insuficiências.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Medicina Alternativa: Politíca Pública de Saúde com Qualidade

A publicação da Portaria no. 971 do Ministério da Saúde no último mês de maio aprovando a Integração de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde vai garantir à população brasileira o direito de escolha entre a medicina tradicional e a medicina alternativa baseada em acupuntura, fitoterapia, homeopatia e termalismo.
Para o médico homeopata e especialista em saúde pública Dr. Márcio Bontempo a Portaria é uma vitória, uma conquista para os brasileiros. Ele acredita que a partir do momento em que a medicina alternativa estiver implantada no Sistema Único de Saúde a população vai ganhar em qualidade de vida e o governo vai economizar, posto que as práticas alternativas são mais baratas. A economia se dá também a partir do momento em que o novo modelo não previlegia a doença, mas a saúde,o ser humano.
A implantação da medicina natural vai evitar que os pacientes fiquem refém das drogas halopáticas e das indústrias químicas. Na nova concepção o paciente é agente do tratamento e aprende por si mesmo a recuperar a sua saúde.Apesar de não ser o modelo predominte, Dr. Márcio enfatiza que o novo modelo vai aos poucos conquistar a população e inteferir de forma positiva no modeo vigente provoncando tamanhas mudanças que vai acabar por se tornar o modelo principal.
O médico homeopata lembra que o Brasil é atualmente o 3o. país consumidor de drogas no mundo enquanto a China com uma população 8 (oito) vezes maior é apenas o 16o. no consumo de medicamentos. Outro fator enfatizado pelo médico é o de que no Brasil a população consome medicamentos de forma aleatória e desnecessária. Mas ele afirma que as drogas não são completamente desnecessárias e maléficas já que são importantes em casos de emergência.
Para Dr. Márcio o novo modelo vai mudar a relação médico/paciente mas afirma que para isso é necessário além de sua implantação, a divulgação dele e mais do que isso, a divulgação em uma linguagem menos técnica como forma de conscientizar as camadas mais simples da população da importância e dos benefícios do novo método.
Dr. Márcio destaca que a medicina alternativa ganhou uma forte aliada a partir do momento em que a Organização Mundial da Saúde-OMS vem estimulando o uso da Medicina Tradicional/Medicina Complementar/Alternativa nos Sistemas de Saúde de forma integrada às técnicas da Medicina Ocidental Moderna. A OMS em seu documento “Estratégia da OMD sobre Medicina Tradicional 2002-2005” que preconiza o desenvolvimento de políticas públicas de saúde observando-se os requisitos de segurança, eficácia, qualidade, uso racional e acesso da população.
Segundo o Minsitério da Saúde, de acordo com dados dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde(SUS) e dos dados do SIA/SUS, verifica-se que a acupuntura está presente em 19 estados brasileiros e distribuída em 107 municípios, sendo 17 capitais.
Já a Homeopatia com a criação do SUS e a descentralização da gestão, observou-se o aumento no número de consultas que, desde sua inserção como procedimento na tabela do SIA/SUS, vem apresentando crescimento anual em torno de 10%. No ano de 2003, o sistema de informação do SUS e os dados do diagnóstico realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que a homeopatia está presente na rede pública de saúde em 20 unidades da Federação, 16 capitais, 158 municípios, contando com registro de 457 profissionais médicos homeopatas.
Em relação à Fitoterapia, ainda de acordo com o Minsitério da Saúde , existem, atualmente no Brasil programas estaduais e municipais; desde aqueles com memento terapêutico e regulamentação específica para o serviço, implementados há mais de 10 anos, até aqueles com início recente ou com pretensão de implantação. Em levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no ano de 2004, verificou-se, em todos os municípios brasileiros, que a fitoterapia está presente em 116 municípios, contemplando 22 unidades federadas.
ACUPUNTURA A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Originária da medicina tradicional chinesa (MTC), a acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.
No Brasil, a acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos. Em 1988, por meio da Resolução nº 5/88, da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (Ciplan), teve suas normas fixadas para atendimento nos serviços públicos de saúde.
HOMEOPATIA A homeopatia, sistema médico complexo de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes foi enunciada por Hipócrates no século IV a.C. Foi desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII. Após estudos e reflexões baseados na observação clínica e em experimentos realizados na época, Hahnemann sistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da homeopatia em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas. A partir daí, essa racionalidade médica experimentou grande expansão por várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, das Américas e da Ásia. No Brasil, a homeopatia foi introduzida por Benoit Mure, em 1840, tornando-se uma nova opção de tratamento.
A partir da década de 80, alguns Estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política nacional. Em 1988, pela Resolução nº 4/88, a Ciplan fixou normas para atendimento em homeopatia nos serviços públicos de saúde e, em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela SIA/SUS a consulta médica em homeopatia.
PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA Fitoterapia é uma "terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal". O uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças.
Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza essas plantas ou preparações destas no que se refere à atenção primária de saúde. Ao lado disso, destaca-se a participação dos países em desenvolvimento nesse processo, já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo.
O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, como a maior diversidade vegetal do mundo, ampla sociodiversidade, uso de plantas medicinais vinculado ao conhecimento tradicional e tecnologia para validar cientificamente esse conhecimento.
TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA O uso das Águas Minerais para tratamento de saúde é um procedimento dos mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrita por Heródoto (450 a.C.), autor da primeira publicação científica termal.
O termalismo compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde.
A crenoterapia consiste na indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica atuando de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde.
No Brasil, a crenoterapia foi introduzida junto com a colonização portuguesa, que trouxe ao País seus hábitos de usar águas minerais para tratamento de saúde. Durante algumas décadas foi disciplina conceituada e valorizada, presente em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ. O campo sofreu considerável redução de sua produção científica e divulgação com as mudanças surgidas no campo da medicina e da produção social da saúde como um todo, após o término da segunda guerra mundial.

A partir da década de 90, a Medicina Termal passou a dedicar-se a abordagens coletivas, tanto de prevenção quanto de promoção e recuperação da saúde, inserindo neste contexto o conceito de Turismo Saúde e de Termalismo Social, cujo alvo principal é a busca e a manutenção da saúde.