quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Meditação e Cura – parte 2

No âmbito da psicoterapia, a baixa auto-estima é considerada doença. Na prática da mente alerta, tanto a baixa quanto a alta auto-estima e também a necessidade de julgar-se exatamente igual às outras pessoas também são consideradas doenças ou, como dizemos no budismo, complexos. Todos esses três complexos se baseiam na idéia de um eu separado. Baseiam-se todos no orgulho: orgulho de ser melhor, orgulho de ser pior e orgulho de ser igual. O sofrimento que nasce da raiva, da inveja, do ódio e da vergonha só pode ser completamente transformado quando chegamos à introspecção do não-eu. Este é o fundamento da prática da cura na meditação.
O mestre zen Thuong Chieu, do Vietnã do século XI, disse que, se conhecêssemos o caminho das atividades da mente, a prática da meditação seria fácil. A escola de budismo da Consciência Somente (Consciousness Only) fala de oito espécies de consciência: as consciências dos cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato); consciência da mente; manas (consciência da identidade) e depósito de consciência.
Manas é a energia ligada à idéia de que existe um eu separado, independente e duradouro, oposto àquelas coisas que não são o eu. A consciência alaya, ou depósito de consciência, é semelhante a um jardim que contém todo tipo de sementes; e a consciência da mente é semelhante ao jardineiro. Quando praticamos a meditação, a consciência da mente está trabalhando, mas o depósito de consciência também está trabalhando secretamente dia e noite. A mente inconsciente da psicologia ocidental é apenas uma parte do depósito de consciência. Se conseguirmos reconhecer e transformar os nós interiores que estão no fundo de nossa consciência, isto levará à liberdade e à cura. Isto se chama transformação na base (asrayaparavritti). Significa a transformação que ocorre justamente na subestrutura da consciência.
Quando nossos desejos, medos e sentimentos de indignação são reprimidos, ficam quais sementes que não recebem o oxigênio nem a água de que precisam para crescer e se transformar em algo belo; e podemos experimentar, tanto no corpo como na alma, sintomas que se originam desse bloqueio. Apesar dessas formações mentais terem sido reprimidas, ainda têm a função de nos prender e dirigir, tornando-se assim nós interiores muito fortes. Temos o hábito de virar-lhes as costas, agindo como se elas não existissem, e é por isso que elas não têm oportunidade de emergir e aparecer em nossa consciência mental.
Procuramos esquecer, consumindo mais coisas. Não queremos encarar esses sentimentos de dor e de abatimento. Queremos preencher a área da consciência mental de modo que o espaço todo seja ocupado e os sentimentos de pesar que estão no fundo não encontrem lugar para se manifestar. Assistimos aos programas de televisão, ouvimos rádio, folheamos livros, lemos jornais, conversamos, jogamos cartas e bebemos bebidas alcoólicas, tudo para esquecer.
Quando nosso sangue já não pode circular, aparecem sintomas de doenças em nosso corpo. Da mesma forma, quando as formações mentais são reprimidas e não podem circular, começam a aparecer sintomas de doenças físicas e mentais. Precisamos saber como parar com a repressão, para que as formações mentais de desejo, medo, indignação, etc. tenham oportunidade de se manifestar, ser reconhecidas e transformadas. Cultivar a energia da mente alerta através da meditação pode ajudar-nos a fazer isso. Praticar a mente alerta através da prática diária da meditação vai ajudar-nos a reconhecer, acolher e transformar nossos sentimentos de sofrimento.
Quando reconhecemos e acolhemos essas formações mentais, em vez de reprimi-las, sua energia negativa diminui um pouco. Contudo, meditar sobre essas formações mentais por cinco ou dez minutos pode ajudar. Na próxima vez que surgirem, serão novamente reconhecidas e acolhidas e voltarão ao depósito de consciência. Se permanecermos nesta prática, não mais temeremos nossas formações mentais negativas, não mais as empurraremos para baixo ou as reprimiremos como fizemos até agora.

Yoga atenua dores de gestantes

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/548/yoga-atenua-dores-de-gestantes
Mulheres submetidas a tratamento com a prática se sentiram mais confortáveis e confiantes
Ter dores na coluna vertebral durante a gestação é um sintoma mais comum do que se pensa, mas não se trata de algo normal como julgam muitas grávidas. Foi o que mostrou a tese de doutorado da fisioterapeuta Roseny Flávia Martins – um estudo clínico –, defendida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Em 80% da amostra estudada foram relatados episódios de dor em particular na região lombopélvica (situada no final da coluna vertebral).
Como estratégia para combatê-la, a pesquisadora propôs o método Hatha Yoga (que usa uma metodologia baseada em posturas psicofísicas, exercícios respiratórios e relaxamento) que, no estudo, conseguiu reduzir as dores nessa região em 71,4% das 60 gestantes. Segundo relatos dessas mulheres, ao final do tratamento, elas se sentiram mais confortáveis para desenvolver as atividades diárias e laborais, com maior tranquilidade, menos estresse, melhora do autocontrole e da consciência corporal.
O estudo foi dividido em duas partes: na primeira houve verificação da prevalência e fatores de risco para as algias lombopélvicas de 245 gestantes, que foram ouvidas na sala de espera de consulta do pré-natal; e na segunda foi feito o ensaio clínico com 60 grávidas, realizado em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de Paulínia. Essas mulheres foram tratadas por dez semanas, seguidas com o Hatha Yoga.
A tese de Roseny Flávia foi orientada pelo obstetra e docente da FCM João Luiz Carvalho Pinto e Silva, no período entre 2009 e 2011.
Os motivos para esse tipo de dor avançar na gravidez, expõe a autora, estão associados a vários fatores de risco. Um deles, controverso, é que a dor aumenta com o avanço da idade gestacional e com o ganho de peso ao longo dos meses.
Mas Roseny Flávia observou que muitos dos fatores de risco ainda provinham de dor anterior à gestação, paridade, tipo de atividade laboral, presença de traumas, situação emocional ou algum tipo de alteração postural prévia. “Verificamos que o período da noite, da tarde e a posição em pé também eram fatores preditivos para o aparecimento da dor”, revela.
Campo
No estudo de prevalência, a pesquisadora pedia às gestantes que assinalassem, em um desenho do corpo humano, na região da coluna vertebral, o local onde sentiam dor. Se assinalassem a região lombopélvica, eram convidadas para o ensaio clínico.
As mulheres que aceitaram participar do estudo foram sorteadas aleatoriamente pela pesquisadora, para serem submetidas ao tratamento pelo método do Hatha Yoga, ou ainda receberam um folheto contendo orientações posturais (nas posições sentada, deitada e em pé) para serem feitos durante as atividades diárias.
Nas sessões de Hatha Yoga, elas dimensionaram a dor em uma escala análogo-visual (EAV), cuja classificação foi de zero (ausência de dor) a dez (dor insuportável), para quantificar a grandeza de seu desconforto.
Em todos os encontros, as mulheres marcaram o quanto tinham de dor antes e após as sessões. Um gráfico apontou que a dor foi diminuindo ao longo do tratamento. No início, ninguém tinha nota zero e, ao final, 71,4% referiram ausência de dor, e eram reavaliadas.
O ideal, ressalta a pesquisadora, é que a grávida comece a prática do Hatha Yoga supervisionada por profissional capacitado por volta da 12ª semana (três meses), por um critério de segurança, não havendo inconvenientes que seja praticada até perto do desfecho – o parto. “Nada contraindica que a gestante faça exercícios respiratórios, relaxamento e meditação, orientada durante todo o ciclo gestatório.”
Publicações
Os resultados da pesquisa redundaram em alguns artigos publicados em revistas científicas. Roseny Flávia já tinha apurado no seu mestrado, em 2002, que cerca de 80% das gestantes sofriam algias posturais, a maioria na região lombopélvica, e à época se beneficiaram com outro método, o Stretching Global Ativo.
Esse método foi realizado também em grupos, o qual se mostrou mais eficiente do que as recomendações médicas convencionais, como o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e repouso, entre outros.
Agora no doutorado de novo, ao investigar também a prevalência dessas dores na coluna vertebral, notou o mesmo achado: por volta de 80%, sendo que 70% na região lombopélvica.
Como a prevalência de dor foi alta, assinala Roseny Flávia, entendeu-se que o problema tem uma dimensão de saúde pública que merece uma maior atenção, já que, a cada dez gestantes, sete declararam ter dores justamente nessa região.
Ela explica que a gravidez por si já exige alguns cuidados especiais, entre eles o fato de não ser conveniente a gestante ingerir medicação analgésica de rotina, para evitar prejuízos eventuais para o feto e o desenvolvimento seguro da gravidez.
Outro fato é que a gestante muitas vezes requer um atendimento terapêutico mais ágil, lamentavelmente nem sempre presente na realidade dos serviços públicos brasileiros – e tampouco no privado.
Apesar desses entraves, Roseny Flávia viu que, grande parte dos fatores de risco envolvidos na geração da dor, têm um potencial preventivo graças a uma melhor compreensão da gênese do problema e da rápida atuação profissional, que busca interferir nestes aspectos como por exemplo o posicionamento adotado pela gestante enquanto dorme ou quando executa seu trabalho diário.
Os recursos ergonômicos, também efetivos no momento para a postura deitada, conta a autora, são os travesseiros para apoio (da cabeça, embaixo da barriga e entre as pernas, com a mulher ficando em decúbito lateral).
Para que a gestante fique sentada de modo confortável, é necessário o apoio da região lombar e dos pés para melhorar o retorno venoso das pernas, bem como ter o apoio alternado de um dos pés durante sua permanência em pé, ao efetuar atividades domésticas ou laborais.
No ensaio clínico, a pesquisadora comprovou que o Hatha Yoga é uma alternativa de tratamento de baixo custo, eficaz, pode ser praticada em grupo, em salões comunitários (próximos das UBS), e propicia um atendimento imediato às queixas da gestante.
“Esse estudo foi o primeiro randomizado e controlado que conhecemos no mundo a descrever os benefícios do Hatha Yoga para a abordagem das dores lombares e pélvicas em gestantes”, comenta a autora.
Como trabalho inédito, ela acabou comparando seus resultados com trabalho cujos sujeitos tinham lombalgias, porém não eram gestantes, por ainda não se dispor de parâmetros na literatura.
A justificativa da fisioterapeuta para isso foi de que há apenas dez anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu quais são as terapias complementares disponíveis e que tem encontrado resultados consistentes para serem considerados úteis para pessoas com diferentes tipos de doenças e dificuldades.
Assim, agora é que começaram a ser delineados os estudos aleatorizados para a caracterização de sua real utilidade. O conjunto destas terapias alternativas chama-se Complementary Alternative Medicine (CAM). No Brasil, é denominado Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, através da portaria do Ministério da Saúde nº 971/2006.
Essa portaria reconhece como práticas a Medicina Tradicional Chinesa através da acupuntura, de práticas corporais como o tai chi chuan e o lian gong, da homeopatia e da fitoterapia, etc. O Yoga foi instituído no Sistema Único de Saúde (SUS) mediante a portaria nº 719/2011, que criou o Programa da Academia de Saúde.
Essa iniciativa visa contribuir para a promoção da saúde a partir da implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para orientar práticas corporais e atividade física e de lazer, além de modos de vida saudáveis.
Avanços
A fisioterapeuta focalizou no mestrado o Stretching Global Ativo, uma derivação da Reeducação Postural Global (RPG). Não foi à toa que esse trabalho de Roseny Flávia é o mais acessado da FCM desde 2002, ano de sua conclusão.
Foram mais de 34 mil acessos e cerca de sete mil downloads, o que significa o quanto o tema é emergente e o quanto as pessoas têm procurado conhecer sobre as algias posturais na gestação.
Pelo que a sua autora percebeu, o Brasil é um país que está aberto para receber as práticas alternativas e complementares. No mundo, também há alguns estudos sobre a sua aceitação. Um estudo australiano indicou que as gestantes aceitariam se tratar com yoga e que o método foi o segundo mais lembrado pelos médicos de lá, atrás somente da acupuntura.
Ficou claro, enfatiza a fisioterapeuta, que a equipe de saúde o aceita bem, embora seja também consenso a necessidade de haver profissionais capacitados para fazerem esse trabalho com qualidade.
A sua expectativa é de que, com esse primeiro estudo no mundo, surjam outros ensaios clínicos a fim de estabelecer comparações que se prestam a mostrar os métodos de maior aplicabilidade. Terá sido um grande avanço, acentua Roseny Flávia, uma vez que este é apenas um primeiro passo, ainda que o Hatha Yoga seja uma técnica milenar.
O conselho da pesquisadora para as gestantes é que elas então não pensem que a dor nas costas é normal durante a gravidez e que recorram às diversas possibilidades de tratamento disponíveis. O Stretching Global Ativo e o Hatha Yoga, nos seus dois estudos, foram exitosos.
Somado a isso, a autora salientou que as Orientações Posturais, mesmo não tendo diminuído efetivamente as dores nas gestantes, atuam como um importante coadjuvante para a gestante ter uma melhor qualidade de vida.
Publicações
- Martins RF, Pinto e Silva JL. Algias posturais na gestação: prevalência, aspectos biomecânicos e tratamento. Femina, 31(2):163-7, 2003.
- Martins RF, Pinto e Silva JL. Back pain is a major problem for many pregnant women. Rev. Assoc. Med. Bras. 51(3):144-7, 2005a.
- Martins RF, Pinto e Silva JL. Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., 51(3):144-7, 2005b.
Tese: “Algias posturais na gestação: prevalência, fatores de risco e tratamento das algias lombares e pélvicas pelo método do Hatha Yoga” (10/10/2012)
Autora: Roseny Flávia Martins
Orientador: João Luiz Carvalho Pinto e Silva
Unidade: Faculdade de Ciências Médicas (FCM)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Meditação como prática terapêutica: saiba o que dizem as pesquisas médicas

http://www.docelimao.com.br/site/meditacao-reflexao-e-respiracao/1529-meditacao-como-pratica-terapeutica-saiba-o-que-dizem-as-pesquisas-medicas
Tania Resende *
A meditação é praticada há muito tempo e está presente em quase todas as formas de religião e disciplinas espirituais, tais como o Budismo e o Hinduísmo, entre tantas outras.
A prática meditativa é mencionada algumas vezes na Bíblia, quando se conta que alguns Profetas se retiravam da vida cotidiana para falar com Deus e receber instruções.
Jesus, o Cristo meditou e jejuou por 40 dias no deserto!
Meditação é apenas uma prática espiritual?
Conhecida por há muitos anos no oriente e considerada apenas como prática espiritual, a meditação chegou ao ocidente nos anos 60, ganhou diversos adeptos, e passou a interessar os ocidentais, estimulando investigações médicas e científicas.
Diversas pesquisas são feitas desde da década de 70, e atualmente temos os resultados de diversos estudos que colocam a prática meditativa além da espiritualidade, pois verificou-se que meditar com frequência também faz bem ao corpo e ao equilíbrio emocional.
Meditação é reconhecida como prática terapêutica
Em 2006, a agência do governo dos Estados Unidos, responsável por diversas pesquisas médicas, reconheceu a meditação como uma prática terapêutica, autorizando o seu uso como tratamento complementar à medicina convencional.
No mesmo ano, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.
Meditação como auxiliar em diversos tratamentos
E assim, atualmente a meditação é vista como uma prática que pode auxiliar não apenas na prevenção de diversas doenças e desequilíbrios, como também já é largamente recomendada por médicos para o tratamento complementar de uma série de problemas de saúde.
A prática da meditação deve ser diária
Biólogos, psicólogos, neurologistas e outros profissionais ligados à área da saúde, dedicam-se a pesquisar os efeitos da prática meditativa na Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.
Embora os efeitos positivos da prática meditava sejam sentidos desde a primeira sessão, os resultados das pesquisas da Unifesp mostram que a sua prática deve ser constante, especialmente se usada com propósito terapêutico.
“É como comer ou fazer exercícios. Não adianta só uma semana para que você se mantenha saudável. A meditação precisa ser uma atividade diária. Os efeitos são sentidos em longo prazo.”, diz José Roberto Leite, psicólogo coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp.
São 1.400 estudos científicos sobre a meditação
Existem atualmente cerca de 1.400 estudos científicos sobre a meditação e seus efeitos, concluídos e registrados no mundo todo.
Enumerei abaixo apenas 6 destes benefícios, não esgotando o tema aqui. Há muito mais!
1. Relaxamento físico, mental, emocional e metabólico
As primeiras pesquisas sobre a prática meditativa datam da década de 70, quando o cardiologista Herbert Benson, da Universidade de Harvard, constatou que ao meditar, o organismo consome 17% menos oxigênio, o ritmo cardíaco diminui e as ondas cerebrais alcançam o frequência teta, mais lenta e poderosa.
Roberto Cardoso, médico e pesquisador da área de meditação na Unifesp, diz: - “É como se o nosso cérebro entrasse num estado com redução máxima do consumo de energia, mantendo apenas as mínimas funções para continuar ligado.”.
Isto significa que o organismo entra num estado de repouso, diminuindo a ansiedade, resultando em uma sensação de relaxamento completo. Este é o estado oposto ao estresse.
Herbert Benson, em seu livro Medicina Espiritual, afirma que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas apenas usassem a mente para combater as tensões causadoras de complicações físicas.
2. Melhora de dores crônicas
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA) analisaram 500 estudantes que nunca haviam meditado. Os participantes fizeram um treinamento de 20 minutos da prática, durante três dias consecutivos e, depois, foram submetidos a testes com choques elétricos.
Os resultados, publicados no The Journal of Pain, apontaram que a meditação ajudou a aliviar a dor, mesmo que os estudantes sendo iniciantes na prática meditativa.
Segundo o autor do estudo, Fadel Zeidan, a meditação pode ser capaz de reduzir as respostas emocionais do corpo, principalmente as que estão relacionadas à dor. Quando alguém está esperando um estímulo doloroso, a dor fica mais acentuada. Mas se você se concentrar na respiração de uma forma relaxada, terá menos expectativa e percepção de dor.
3. Antídoto para depressão
Segundo estudos das universidades americanas Stanford e Columbia, a meditação tem uma importante contribuição aos estados emocionais equilibrados, pois, ao meditar, o corpo inibe a produção de adrenalina e cortisol – hormônios secretados nas situações de estresse, ao mesmo tempo em que estimula no cérebro a produção de endorfinas – uma família de hormônios de ação tranquilizante e analgésica natural tão poderosos quanto a morfina.
As endorfinas são também responsáveis pela sensação de leveza, bem estar e alegria.
Além disso, um estudo realizado na Universidade Cambridge, nos Estados Unidos, constatou que a meditação aumenta a produção de serotonina no cérebro, um hormônio relacionado à sensação de felicidade, sendo considerado um antidepressivo natural.
Nesse estudo, algumas pessoas em tratamento de depressão foram ensinadas a meditar e observou-se que houve uma redução considerável das doses de antidepressivos.
Em muitos casos, houve a cura completa do estado depressivo, liberando os pacientes do uso de medicamentos.
Lembrando que já está provada a grande relação da alegria com a melhoria do sistema imunológico.
4. Benefícios ao coração e equilíbrio da pressão arterial
O National Institutes of Health financiou pesquisas relacionadas às praticas meditativas, e os resultados mostraram que a meditação, se praticada com frequência, auxilia no tratamento da hipertensão, no combate da aterosclerose e previne ataques cardíacos e derrames.
5. Prevenção do Alzheimer e controle de hiperatividade
Cientistas da Universidade Emory, em Atlanta (Estado Unidos), descobriram que meses de meditação intensa podem aguçar o cérebro a ponto de ajudar a tratar distúrbios relacionados à desordem do pensamento, como déficit de atenção, hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade e Alzheimer.
As conclusões deste estudo, dizem que a meditação contribui para regular a mente, aumentando a capacidade de limitar as distrações e confusões de pensamento.
6. Equilíbrio das emoções
Outros estudos mostram que na meditação há redução do fluxo sanguíneo no cérebro, ativando o sistema límbico-cerebral, área responsável pelas emoções e a memória, entre outras funções.
Estes estudos concluem que a sede das emoções tem sua atividade redobrada, o que explica a influência da meditação sobre o equilíbrio das emoções e da personalidade.
Sugestões para sua meditação diária:
Meditação do Coração
Meditação Guiberish
 (*) Tania Resende é psicoterapeuta, Mestre-professora de Magnified Healing® e Light Healing®. Mestre Reiki. Fonte: Anima Mundhy

Pesquisadores brasileiros aderem à meditação como prática terapêutica

Meditação da Mente Alerta
Pesquisadores brasileiros estão começando a utilizar meditação como prática terapêutica em larga escala.
A Clínica de Redução do Estresse está sendo implantada pelo Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Púbica (FSP) da USP.
O programa é similar à Mindfulness Based Stress Reduction (MBSR), da Universidade de Massachusetts (EUA), um trabalho iniciado em 1979.
A Clínica de Redução do Estresse tem como fundamento o emprego da Meditação da Mente Alerta, que está se tornando cada vez mais popular no meio médico.
Embora as técnicas de meditação tenham uma longa história de utilização no contexto do treinamento espiritual, nos últimos anos esses métodos começaram a ser sistematicamente aplicados e estudados como parte de um sistema de tratamento médico e psicológico no ocidente.
Vantagens da meditação
Vários estudos vêm mostrando a eficácia da meditação em benefício da integração psicossomática, especialmente relacionada à diminuição dos sintomas ligados ao estresse e à ansiedade.
A prática regular desta modalidade de meditação promove a regulação do funcionamento do sistema imunológico, o que produz um "efeito cascata", beneficiando as defesas do organismo no combate a várias enfermidades.
Pesquisas têm demonstrado que essa prática pode produzir efeitos de curta e longa duração que podem afetar as funções cognitivas e afetivas de forma positiva, entre eles a autoaceitação, ressignificação de experiências emocionais e redução da impulsividade.
Por que a meditação tem tantos efeitos positivos?
Desde a década de 70, também ganhou destaque a investigação dos efeitos cerebrais da meditação, sob a premissa de que estados mentais como baixa ansiedade e afetos positivos podem alterar a atividade neuroelétrica.
Atualmente sabe-se que, além das mudanças funcionais, a meditação também pode produzir mudanças estruturais, atuando sobre a plasticidade cerebral.
Uma pesquisa que comparou a espessura do córtex de meditadores experientes com um grupo controle encontrou uma diferença significativa nas regiões relacionadas à sustentação da atenção, onde a espessura era maior nos praticantes experientes.
Terapia natural
A prática da meditação da atenção plena vem sendo cada vez mais utilizada na prevenção, promoção e no tratamento de várias patologias nas clínicas de saúde mental, oncologia, cardiovascular, dermatologia e gastroenteroloimplangia no Brasil e no mundo.
Suas principais vantagens são o baixo custo, autonomia do paciente e o fato de ser uma terapia natural. Pesquisas mostraram que meditadores com cinco anos de prática ou mais reduzem em até 70% sua procura pelo Sistema de Saúde.
A partir de agosto deste ano, os pesquisadores brasileiros vão começar a pesquisa "Aplicação da Meditação da Atenção Plena" em pacientes com estresse crônico, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos e o ensino deste tipo de intervenção no âmbito da saúde coletiva.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os níveis elevados de carotenóides na circulação estão associados com risco reduzido de câncer de mama

As mulheres que têm um consumo adequado de carotenoides na dieta reduziram o risco de recorrência do câncer de mama e um câncer de mama menor em comparação com mulheres com baixo consumo de energia. Carotenóides são pigmentos de vermelho, laranja e amarelo encontrados em uma variedade de legumes e frutas. Incluem alfa-caroteno, beta-caroteno, licopeno, beta-criptoxantina, luteína e de zeaxantina, bem como outros menos conhecidos como carotenóides crocetina (em açafrão) e fucoxantina (algas). Os carotenóides mistos são frequentemente encontrados juntos na mesma planta. Apesar de a evidência é inconcistente, não suplementação com carotenóides parecem reduzir o risco de cancro da mama e pode na realidade aumentar o risco de, em alguns casos. Uma nova meta-análise de estudos prospectivos relataram que mulheres que têm altos níveis de carotenóides no sangue têm um risco 19% menor de câncer de mama em comparação com mulheres com níveis baixos.
Recomendados fontes dietéticas de carotenóides
Abaixo está uma lista das melhores fontes alimentares de carotenóides também foi relatado para ser associado com um menor risco de câncer de mama:
Rúcula
Brócolis
Couve de Bruxelas
Cenouras
Gema
Pimentas
Pimenta
Abóbora
Açafrão
Algas
Espinafre
Abóbora
Tomate
Abobrinha
A última pesquisa mostra a relação entre os carotenóides com o baixo risco de câncer de mama
A meta-análise para que a referência foi projetado para investigar a associação entre os níveis de carotenóides no sangue eo risco de câncer de mama. Para realizar a análise, os autores desenvolveram uma análise de estudos prospectivos relacionadas 8 carotenóides circulantes eo risco de câncer de mama. Os estudos incluíram um total de 3.055 casos de câncer de mama e 3.956 livres de câncer controles. Para assegurar que a informação foi comparável entre os 8 estudos, os autores recalibrados níveis de carotenóides dos participantes para um padrão comum para avaliar novamente 20 amostras de plasma ou soro de cada um dos estudos no mesmo laboratório.
Mulheres no quintil mais alto de carotenóides totais em circulação tiveram um risco 19% menor de câncer de mama em comparação com aqueles no quintil mais baixo. Ao considerar os carotenóides individuais, as mulheres no quintil mais alto de licopeno tiveram um risco 22% menor de câncer de mama do que aquelas no quintil mais baixo. A redução do risco foi comparada de 17% para os níveis elevados de beta-caroteno, 16% de luteína + zeaxantina e 13% de alfa-caroteno. No caso de beta-criptoxantina não encontraram nenhuma associação significativa com câncer de mama.
A relação entre o risco reduzido de cancro da mama foi maior para o receptor de estrogénio negativo (ER-) do que para ER + em vários carotenóides. Por exemplo, os elevados níveis de beta-caroteno foram associadas com um risco 48% inferior de ER-em comparação com um risco 17% inferior de ER +. Os autores concluíram que as mulheres com altos níveis de alfa-caroteno, beta-caroteno, luteína e zeaxantina, licopeno e carotenóides totais no sangue podem ter um risco reduzido de câncer de mama.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Para viver mais, Dieta!

Por: Liliam Raña
Dieta serve para manter, perder ou ganhar peso, prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida, além de outras diversas especificidades que também podem estar aliadas a uma simples filosofia de vida qualquer. Esportistas, por exemplo, adotam dieta adequada para melhorar desempenho em suas atividades.
Já os mais naturalistas acabam adotando uma alimentação, como a macrobiótica, baseada no consumo de alimentos integrais. Seja qual for a dieta o objetivo é único, ter mais saúde.
Se as pessoas têm suas necessidades alimentares diferenciadas, principalmente de acordo com características próprias e estilo de vida, um grupo de está ganhando cada vez mais atenção dos nutricionistas é o idoso. Isso porque o Brasil está envelhecendo rápido, à semelhança dos demais países latino-americanos. A estimativa para 2025 é de quase 32 milhões de pessoas acima de 65 anos. "A partir dos 75 anos o cuidado com a alimentação deve ser redobrado. Mas, nos países com problemas sócio-econômicos a atenção começa aos 65, 70 anos; são os idosos fragilizados", diz o diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, o nutricionista Nelson Iucif Jr.
Além da preocupação em remediar, restaurando as carências nutricionais devido a fatores externos, os nutricionistas também fazem coro à prevenção. "A nutrição está associada à expectativa de vida, a prevenção dos riscos de doenças que surgem com o envelhecimento", conta a presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF) e professora titular de Nutrição da Esalq-USP (Piracicaba-SP), Jocelem Mastrodi Salgado. "Aliás", lembra ela, "é bom ressaltar que já a partir dos 30 anos começa a perda de colágeno que se agrava aos 50, com a menopausa." É após os 45 anos que essas mudanças hormonais exigem a primeira redução de calorias, para facilitar o metabolismo, evitar obesidade e, conseqüentemente, afastar o risco de doenças. O cardápio sofre as primeiras alterações. Verduras, legumes e frutas devem ser priorizados. A gordura animal, ovos e embutidos, reduzidos. Leite desnatado, queijo magro e iogurte são as fontes de cálcio. O essencial ômega 3, que hoje é utilizado para combater vários males, pode ser encontrado no atum e salmão, além das nozes e óleos vegetais.
O CORPO Os fatores sócio-econômicos não são os únicos responsáveis pela deficiência nutricional do idoso. Na velhice, ocorrem mudanças progressivas no organismo que reduzem funções fisiológicas. "Ao contrário do desenvolvimento, que acontece na criança, o envelhecimento não tem um ritmo previsto", ressalta Iucif. Entre as mudanças mais comuns estão a redução do metabolismo, alterações no funcionamento digestivo e na percepção sensorial e a diminuição da sede. "Outros fatores também são desencadeados pela ingestão habitual de medicamentos. O idoso tem sempre uma doença, a maioria tem três ou mais. Isso interfere na absorção e no metabolismo de nutrientes." A qualidade de vida depende desse metabolismo eficiente. Quando o idoso não consegue, por qualquer motivo, absorver os nutrientes necessários, os especialistas utilizam-se dos suplementos. É o caso da ingestão recomendada de 1500 mg de cálcio diariamente. Como a quantidade é grande, as cápsulas entram em ação. Outro exemplo do uso dos suplementes é quando o paciente precisa do selênio, mas não gosta (ou não pode) de comer castanha. Vale lembrar também os casos em que a substituição de alimentos não é eficaz, como a Vitamina B12, de origem animal. Sua carência pode causar anemia e problemas neurológicos.
Há casos em que suplementos são injetáveis. A atenção especial volta-se para os "corpos fragilizados", mais comuns a partir dos 70 anos. Nessa fase, o organismo sente o efeito da alimentação de toda a vida até então, e, conseqüentemente, as ausências nutricionais. "Temos duas idades e nem sempre uma corresponde à outra. O fumo, o álcool, a alimentação desequilibrada e a exposição solar excessiva nos envelhecem mais rápido. A idade cronológica será uma, a fisiológica, outra", destaca Jocelem.
REEDUCAÇÃO Para chegar lá bem, voltemos aos 30 anos quando começamos nosso envelhecimento e a alimentação precisa ser mudada. As gorduras devem ser reduzidas, frituras têm de ser evitadas. O azeite virgem é bom para as artérias, mas nada de preparar pratos! As fibras são excelentes. É preciso moderação no consumo de álcool, açúcar, sal e gordura. Medidas úteis para evitar, no futuro, doenças cardiovasculares e câncer de mama e próstata.
Os nutrólogos ressaltam que a mudança gradual é a arma para a reeducação alimentar. "A velocidade que o paciente vai aderir é subjetiva. É preciso considerar a personalização do cardápio e priorizar as mudanças que precisam ser feitas", revela a nutricionista Roseli Rossi, autora de "Saúde & Sabor com Equilíbrio" (Clínica Equilíbrio Nutricional). "Negocio. Peço diminuição de doses no consumo de álcool ou a substituição de alimentos, adequando as possibilidades do paciente." Segundo Roseli, muitos acabam eliminando os maus hábitos por conta própria ao perceber os benefícios da mudança. "É preciso saber modular, ter tato para saber que o alimento é também a história do paciente." A avaliação detalhada, além de considerar hábitos que já estão enraizados, deve identificar as necessidades bioquímicas. A dieta adequada vai corrigir disfunções e resgatar o equilíbrio físico e mental.
OBSTÁCULOS Os especialistas afirmam que uma das características da população idosa no País é o baixo poder aquisitivo, afetando a nutrição devido a uma monotonia alimentar. Grande parte dos idosos também consome alimentos de menor custo porque seus recursos são provenientes de aposentadorias e pensões. A ausência familiar e exclusão social também contribuiriam para a dieta inadequada, em qualidade e quantidade. As deficiências fisiológicas representam um obstáculo no preparo de refeições. Tão grave quanto esses aspectos, são problemas relacionados à autonomia do idoso. Uma pesquisa da nutricionista Denise Costa Coitinho já apontava em 1991 que, exatamente na velhice, quando o idoso precisa de maior apoio, verifica-se a redução dessa assistência, um isolamento. Para a professora Jocelem, a assistência será um problema ainda maior, principalmente se verificada as condições na Saúde Pública hoje. "O governo precisa de ação rápida e orientada porque chegará a um ponto que não terá como atender as pessoas acima de 60 anos". Em 2025, serão 14% de idosos no Brasil.
BOXE SUPERALIMENTOS Brócolis e couve-flor contêm substâncias que impedem o avanço dos radicais livres, que causam tumores; também combatem úlcera e gastrite; Abóbora, ervilha e tomate contêm carotenóides que são mencionados como protetores da próstata, combatem a infertilidade, principalmente entre homens, e o câncer de mama; também ajudam a diminuem doenças cardiovasculares; Uva, pimenta e cebola contêm fenólicos, antioxidante que está envolvido na prevenção de diversas doenças, reforçam cartilagem, reduzem risco de derrame, bloqueiam formação de pedras nos rins e ajudam conter o avanço de doenças degenerativas no cérebro; Abacate, sardinha e castanha possuem ômega 3, que reduzem o nível de triglicérides, aumenta o bom colesterol, diminuem o risco de doenças nervosas degenerativas, combate depressão, baixam a pressão arterial, e diminuem o açúcar no sangue; Aveia, vagem e manga são protetores do coração. As fibras ajudam evitar pancreatite e combatem infecções intestinais; Banana, mamão e feijão têm ácido fólico, vitamina C e potássio, que ajudam baixar a pressão. A vitamina E reduz o risco de diabete tipo 2, também diminuindo o risco de ataque cardíaco.

Consumo de carotenóides é insuficiente

Pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que o consumo de carotenóides entre brasileiros é abaixo da média considerada ideal. O consumo dessas substâncias tão importantes para a saúde é proporcional à renda e escolaridade da pessoa. Os carotenóides também são indicadores de uma alimentação saudável e balanceada e seu baixo consumo é o reflexo de reduzida ingestão de frutas e hortaliças, consideradas fontes importantes de nutrientes e fibras.
Segundo o mestre em ciência e tecnologia de alimentos, Rodrigo Dantas Amâncio, o Brasil encontra-se em uma fase de transição nutricional. Neste período, os problemas de sobrepeso coexistem com a inanição e problemas relacionados à desnutrição. “Em 2008 e 2009, os índices de déficit de peso reduziram drasticamente e a obesidade dobrou na população adulta feminina e está quatro vezes maior na população masculina adulta, se comparados com dados da década de 1970”, aponta o pesquisador. Apesar de conseguir alimentar-se mais, o brasileiro não está necessariamente se alimentando melhor.
Os carotenóides podem ser consumidos a partir da ingestão de frutas, legumes e verduras, podendo contribuir para retardar e até mesmo prevenir diversos tipos de doenças e suprir a falta de vitaminas. “Os níveis prudentes de ingestão de carotenóides totais são de 9.000 a 18.000 microgramas por dia. A pesquisa revelou que a média de consumo nacional foi de 4.117 microgramas por dia, abaixo dos valores preconizados como seguros”, registra Amâncio. Para suprir o valor indicado bastaria comer um prato de salada de agrião, brócolis e cenoura e, como sobremesa, escolher uma fruta como manga ou pêssego. Entretanto, mais que apenas isso, recomenda-se o aumento no consumo destes alimentos nas refeições realizadas ao longo do dia, sobretudo quando o a refeição é realizada fora do domicílio.
O sobrepeso pode causar doenças crônicas não transmissíveis como câncer, hipertensão, doenças cardíacas e diabetes, que são as principais causas de morte no País. Enquanto isso, a carência de nutrientes na dieta pode trazer problemas como a hipovitaminose A, que consiste em uma insuficiência de vitamina A no organismo, podendo levar até mesmo à cegueira.
Para evitar tanto um extremo quanto o outro, a ingestão de carotenóides é indispensável. Segundo o pesquisador, “o consumo de substâncias bioativas, como os carotenóides (alfa-caroteno, beta-caroteno, beta-criptoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina), são considerados antioxidantes podendo prevenir as doenças crônicas não transmissíveis”. Alimentos como tomate e seus derivados, manga, cenoura, acerola, cajá, goiaba, mamão, abóbora, alface, agrião, couve e milho são apenas alguns exemplos de alimentos ricos em carotenóides.
A pesquisa teve âmbito nacional e o objetivo foi analisar e conhecer o consumo de carotenóides de acordo com região, sexo, faixa etária, escolaridade e Índice de Massa Corporal (IMC). Foram analisados 34.003 casos de pessoas a partir de 10 anos de idade de todo o Brasil. Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009.
Contrastes
As pessoas consideradas obesas — cujo IMC é maior ou igual a 30 — são consideradas um grupo de risco no que diz respeito ao desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis. A pesquisa mostrou que, apesar da necessidade, este grupo não ingere nem metade da quantidade adequada. Quando é analisado o consumo de carotenóides fora do domicílio, esse é o grupo que menos ingere as substâncias, em relação ao consumo total.
Também ocorre consumo inadequado dos carotenóides entre os jovens com idade entre 10 e 19 anos. O consumo dessas substâncias é essencial principalmente nesse período da vida, em que a pessoa encontra-se em desenvolvimento e a necessidade de nutrientes que evitem futuras doenças é maior.
A pesquisa também avaliou o consumo de carotenóides conforme classes sociais. O resultado é alarmante: pessoas com as melhores renda e escolaridade possuem informação e recursos que as possibilita uma alimentação melhor e mais balanceada. “Já a população de baixa renda e baixa escolaridade tem consumido alimentos de elevada densidade energética (doces, refrigerantes e frituras, por exemplo) e menor custo”, explica Amâncio. Quando comparando as regiões do Brasil, é possível identificar a região norte com as menores proporções de consumo nas refeições em domicílio. Se considerar a ingestão fora do lar, esta é a zona responsável pelas maiores percentagens, em relação ao consumo total.
“O Brasil possui condições climáticas favoráveis à produção de alimentos carotenogênicos e uma biodiversidade muito rica. Mesmo assim, os alimentos típicos desta biodiversidade não estão entre os mais ingeridos pela população”, observa Amâncio.
Uma preocupação do pesquisador é a substituição de alimentos como frutas e verduras por alimentos industrializados, com altos teores de açúcares, gorduras e sódio. Uma alimentação saudável é essencial para a qualidade de vida da população e a educação nutricional é uma intervenção que se faz necessária no cenário atual brasileiro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dieta com alimentos do Brasil reduz risco cardíaco

A ideia é simples: substituir os alimentos da dieta mediterrânea por ingredientes brasileiros, mais baratos, respeitando as características regionais do País. Foi assim que nasceu a dieta cardioprotetora brasileira, num projeto do Hospital do Coração (HCor) em parceria com o Ministério da Saúde.
Os resultados, publicados em dezembro na revista científica Clinics, são otimistas: mostraram que os pacientes que receberam a dieta adaptada conseguiram perder peso e reduzir os índices de pressão arterial, a glicemia, o triglicérides e o índice de massa corporal (IMC).
Pacientes dos grupos-controle, que receberam a dieta mediterrânea, também melhoraram os índices, mas de maneira menos intensa. Agora a pesquisa será ampliada e realizada em 40 hospitais do Brasil, exclusivamente com pacientes do SUS.
A dieta mediterrânea é reconhecida por seu efeito protetor ao coração. Ela é composta por alimentos típicos de países banhados pelo Mar Mediterrâneo e baseada no alto consumo de peixes, frutas, legumes, cereais e azeite. Também estimula o consumo moderado de vinho.
Como parte desses alimentos é importada e cara para a população em geral, a proposta do ministério ao HCor foi a de criar um cardápio que conseguisse adaptar a dieta mediterrânea aos hábitos alimentares brasileiros, especialmente às pessoas das classes C e D, e testar se essa adaptação promoveria o mesmo efeito cardioprotetor.
"Essa é uma dieta direcionada para um público mais vulnerável, por isso precisava de uma abordagem especial. A gente espera aumentar a adesão por ser financeiramente mais acessível, já que valoriza alimentos regionais", diz Eduardo Fernandes Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
A equipe de nutricionistas do HCor adaptou mais de cem receitas à realidade brasileira: salmão e atum foram trocados por pescada e sardinha; azeite extravirgem por óleo de soja; nozes por castanhas do Pará; queijo branco no lugar do amarelo; e leite desnatado em vez de integral.
"Temos grande diversidade de legumes, verduras, frutas e peixes. Selecionamos esses alimentos, disponíveis no Brasil inteiro, e adequamos para uma dieta", afirma Maria Beatriz Ross, nutricionista do Hcor.
Bandeira do Brasil
O cardápio adaptado contempla todos os tipos de alimentos. O diferencial é que eles foram divididos em três cores, de acordo com a bandeira brasileira: verde (frutas, verduras, legumes e desnatados), amarelo (pães, massas, arroz e batata) e azul (carnes, peixes e aves). A ideia é pensar na bandeira na hora de montar o prato, respeitando a proporção das cores.
"Alimentos do grupo verde devem ser consumidos em maior quantidade, os amarelos de forma moderada e os do grupo azul em menor quantidade. Usamos a bandeira como referência para facilitar o entendimento e a adesão dos pacientes", diz Beatriz.
Para iniciar o projeto-piloto, o hospital selecionou 120 pacientes após evento cardiovascular. Eles foram divididos em três grupos: um recebeu a dieta adaptada e orientação da nutricionista toda semana; outro recebeu a dieta mediterrânea e orientação semanal; e o último recebeu dieta mediterrânea e acompanhamento nutricional mensal.
Eles foram monitorados por três meses. "A ideia era avaliar os efeitos bioquímicos nos pacientes que receberam a dieta adaptada e descobrir a influência do acompanhamento da nutricionista no processo", diz.
Segundo Beatriz, os resultados da fase-piloto são animadores porque mostram redução dos fatores de risco em todos os pacientes do grupo que recebeu a nova dieta. "O número de pessoas com sobrepeso e obesidade no grupo que teve a intervenção da dieta adaptada caiu, o que não aconteceu de maneira significativa nos outros grupos."
A redução da pressão arterial também surpreendeu as pesquisadoras. "Todos tomam medicação para controlar a pressão. Ainda assim, os índices melhoraram, o que mostra que uma alimentação saudável e acessível pode ajudar a pessoa a reduzir o uso de remédios", avalia.
Carlos Magalhães, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), apoia a proposta. "Por enquanto, a dieta mediterrânea é a que mostra melhores resultados na prevenção de eventos cardiovasculares. Se conseguirmos adaptá-la à nossa realidade, será muito mais fácil conseguir a adesão da população", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Combinações de ervas medicinais são tão eficazes quanto remédios tradicionais

O único remédio eficaz contra a malária foi descoberto a partir de um estudo da medicina tradicional chinesa.
Naturais e eficazes
Produtos naturais, normalmente chamados de plantas medicinais, podem ser tão eficazes quanto os medicamentos industrializados para tratar infecções ou mesmo leucemia.
A única dificuldade é encontrar a combinação correta das ervas para cada enfermidade.
Uma equipe de cientistas das universidades de Cingapura e Tsinghua (China) fizeram um estudo inédito avaliando combinações de 124 ervas medicinais usadas pela medicina tradicional chinesa.
Eles comprovaram que certas combinações dos medicamentos naturais podem ser tão eficazes quanto os medicamentos alopáticos comuns contra doenças específicas.
O trabalho, liderado pelo Dr. Chen Yu Zong, foi publicado na última edição da revista científica PLOS ON
Ervas medicinais batem remédios tradicionais
A pesquisa mostrou que ingredientes ativos de produtos naturais combinados podem alcançar o mesmo nível de potência que os fármacos sintéticos anticancerígenos e antibacterianos.
A diferença é que os medicamentos naturais têm de ser tomados em quantidades maiores ou por um período de tempo mais longo.
Em compensação, eles não produzem os efeitos colaterais dos remédios comerciais.
As combinações incluíram a fórmula natural da medicina tradicional chinesa conhecida como Realgar-Índigo, voltada para o tratamento da leucemia, Wedelia chinensis, um anti-inflamatório natural, e chá preto, usado no Japão para o tratamento da gastroenterite.
Combinações corretas
"Tem havido alegações de que os produtos naturais simplesmente teriam um efeito placebo. Em nosso estudo, nós analisamos mais de 100 tipos de combinações de produtos naturais que são consideradas como os melhores e descobrimos que é possível fazer com que os produtos naturais alcancem a mesma eficácia que as drogas feitas pelo homem," disse o Dr. Chen.
"No entanto, a probabilidade de encontrar essas combinações com base nos métodos tradicionais é baixa (abaixo de 3%) já que os produtos naturais têm que ter a potência suficiente e tomados na combinação correta," ressalvou ele.
O grupo planeja prosseguir o estudo, em particular para determinar como alcançar, com os medicamentos naturais, o mesmo nível de eficácia que as drogas sintéticas.
Segundo os pesquisadores, os resultados já obtidos estabelecem as bases para novos estudos sobre como obter as combinações corretas entre as plantas medicinais, ou mesmo para combinar os medicamentos naturais com os medicamentos sintéticos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O papel do microbioma na desnutrição

As bactérias intestinais erradas podem causar desnutrição.
Às vezes o que parece extremamente óbvio não procede. A desnutrição, por exemplo, é sabidamente causada por escassez alimentar. Ainda assim, como aponta um estudo publicado no periódico Science da semana passada por Jeffrey Gordon e sua equipe da Universidade Washington, em St Louis, esta nem sempre é uma explicação completa.
O time de Gordon vem observando gêmeos no Malaui. Há dois anos o grupo anunciou que apesar de ambos os membros de tais pares se alimentarem com a mesma dieta, um dos gêmeos frequentemente permanece saudável enquanto o outro sofre de desnutrição. Tal discordância é associada a diferenças nas bactérias intestinais de cada indivíduo. O estudo mais recente da equipe explora a natureza dessa descoberta.
As bactérias erradas
A resposta parece se encontrar parcialmente no papel que as bactérias desempenham no fornecimento de nutrientes ao corpo e parcialmente na inibição da rota bioquímica conhecida como ciclo de Krebs, que se encontra no centro do metabolismo de todos os organismos. O ciclo de Krebs transfere a energia do açúcar para uma molécula chamada ATP, a moeda de troca de energia do corpo. Interferências nessas moléculas fazem com que todo o metabolismo desacelere. E, quando uma criança tem as bactérias erradas em seu intestino, é isso que parece acontecer.
Gordon e sua equipe acompanharam 317 pares de gêmeos do Malaui pelos três primeiros anos de suas vidas. Na metade desses pares, ambos os gêmeos sobreviveram. Em 7%, ambos ficaram desnutridos. No restante, no entanto, um gêmeo parecia estar bem nutrido enquanto o outro tinha sintomas de desnutrição.
O estudo acrescenta uma peça à nascente ciência da medicina microbiômica, em que a vida dos passageiros bacteriais portados pelas pessoas são tratadas com a devida consideração para evitar que eles se virem contra seus hospedeiros e os prejudiquem.
* Com informações da The Economist.
** Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.

Tempo ocioso é fundamental para revigorar o corpo e a mente

Executar atividades conhecidas como um "sinal de tédio" pode fazer com que as pessoas fiquem fisicamente alertas. Foto: Kaptain Kobold
Vida corrida, horário para chegar e para sair, vício do celular e redes sociais, TV ligada, buzinas e 1001 coisas para fazer. Que tal deixar tudo isso de lado e induzir o cérebro ao descanso, sonhar acordado e se desligar de tudo por algum tempinho? Embora não pareça, o tempo ocioso é fundamental para a revigoração do corpo e da mente.
Pesquisadores norte-americanos defendem que o tédio é uma maneira do cérebro comunicar que a pessoa deveria estar fazendo alguma coisa e, por isso, há mais chances de aprender como se divertir e ganhar auto-controle.
O professor de neurociência Mark Fenske, da Universidade de Guelph, em Ontario, explicou ao jornal New York Times, que executar atividades conhecidas como um “sinal de tédio”, a exemplo de fazer rabiscos, pode fazer com que as pessoas fiquem fisicamente alertas. Ele também comentou que a inquietação das crianças com o tédio pode ajudá-las a intensificar os aprendizados e absorver mais informações.
De acordo com uma pesquisa, publicada no segundo semestre de 2012, no periódico Perspectives on Psychological Science, quando as pessoas estão descansando ou desligados das atividades cotidianas, o cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”, que está relacionado aos componentes do funcionamento socioemocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia.
“O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos. O equilíbrio é necessário entre a atenção exterior e interior, já que o tempo gasto com a mente vagando, refletindo e imaginando também pode melhorar a qualidade da atenção externa que as crianças podem sustentar”, explicou uma das autoras da pesquisa, a professora Mary Helen Immordino-Yang, da Universidade do Sul da Califórnia.
* Publicado originalmente no site EcoD.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A água revela-se como uma importante aliada contra diversas doenças. A crenoterapia explica como chegar lá

Água. Desde cedo é fácil habituar-se a ela. Está presente nas brincadeiras de infância, refresca o corpo em dias quentes ou, mais simples, sacia a sede. Aprende-se que a Terra, apesar do nome, está cheia mesmo deste elemento! E algo assim, tão abundante, muitas vezes utilizado de forma incorreta, pode oferecer benefícios à saúde mais do que se imagina. Traduza a frase anterior como a crenoterapia, técnica que utiliza água mineromedicinais (com propriedades medicamentosas) como recurso terapêutico. Aliás, é recomendada por médicos de diversas especialidades, como ortopedistas, reumatologistas, psiquiatras, cardiologistas, fisioterapeutas e massoterapeutas para auxiliar no tratamento de diversas enfermidades.
"Há cerca de cinco décadas, médicos de várias partes do Brasil enviavam pacientes para se tratarem com águas minerais e banhos em estâncias hidrominerais", conta o médico ortomolecular, clínico geral e especialista em Saúde Pública, Márcio Bontempo.
Antes de sair correndo para alguma estância hidromineral, saiba que é fundamental visitar um especialista. Isso porque cada água possui suas especificidades, como temperatura e composição química. "É necessário avaliar, primeiramente, as necessidades do paciente para depois indicar a estância mais adequada e como será o tratamento", informa Nivaldo Parizotto, professor titular do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UfsCar) e responsável pela disciplina na qual estão inseridas a crenologia e hidroterapia.
Sagrado elemento!
De acordo a fisioterapeuta Teresa Cristina Alvisi, professora de Termalismo e Geriatria/Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Poços de Caldas, em Minas Gerais, é possível utilizar esse recurso natural de diversas maneiras. "Pode ser por balneação [imersão do corpo inteiro ou apenas uma parte], aplicação de duchas gerais ou parciais, ingestão, inalação ou irrigação interna", comenta.
Assim como Parizotto, ela frisa que conhecer a constituição química da água de um local é de suma importância para poder recomendá-la a um paciente. "Em Poços, por exemplo, a água é sulfurosa, ou seja, é rica em enxofre, que é um reconstituidor do tecido conjuntivo, presente nos brônquios, nas articulações, na pele e no sistema vascular. Por isso, a maioria de suas indicações está na pneumologia, reumatologia e no controle de hipertensão", descreve.
Já em Águas de Lindóia, estância hidromineral de São Paulo, há maior concentração de água bicarbornatada, que é antiácida e digestiva. "Pode ser indicada para pacientes com úlcera ou gastrite", exemplifica Parizotto. "Basicamente, qualquer enfermidade pode ser tratada ou amenizada com o uso de águas minerais", completa Bontempo. E não são poucos os locais em que se pode desfrutar de todas essas vantagens. Fique sabendo que o Brasil é o país com maior quantidade de estâncias hidrominerais do mundo. De acordo com Bontempo, o Circuito das Águas Sul Mineiro (que inclui São Lourenço, Caxambu e Lambari) é considerado o maior parque aqüífero do planeta. Só em Caxambu são 14 diferentes tipos de águas medicinais.
Qualquer enfermidade pode ser tratada ou amenizada com o uso de águas minerais
Fria ou quente
Pense naquele banho quentinho, depois de um dia estressante. Ele não só relaxa como provoca uma moleeeza. Por outro lado, quando tomamos uma ducha gelada, o ritmo respiratório aumenta e fica mais ativo. Já que diferentes temperaturas provocam determinadas reações no organismo, a propriedade térmica da água é outro fator a ser analisado antes de mergulhar de cabeça na crenoterapia. Afinal, dependendo da enfermidade, há uma temperatura ideal para que os resultados sejam realmente satisfatórios.
Para indivíduos que sentem dores físicas, por exemplo, uma fonte de água quente é uma ótima pedida! Chamada de hipertermal (a temperatura fica acima de 40ºC), ajuda "na redução da dor, representando um alívio importante na vida dessas pessoas" afirma Parizotto.
Há ainda as fontes mesotermais (a temperatura fica entre 30 e 40°C) e as hipotermais (entre 20 e 30°C). "Cada uma delas tem aplicações específicas e complexas, dependendo do caso", lembra Bontempo.
Forte aliada!
A fisioterapeuta da PUC faz questão de ressaltar que o tratamento com águas deve ser encarado como um complemento. "O uso das águas mineromedicinais tem funcionado como coadjuvante nos tratamentos medicamentosos. É necessário sempre um acompanhamento clínico", frisa. O especialista da UfsCar concorda. "É uma terapia cuja função é tornar ainda melhor o tratamento médico".
Segundo Parizotto, a técnica também deve ser encarada como uma maneira de prevenção. "Se mandarmos uma pessoa por 15 dias para uma das cidades balneárias, além de aproveitar as águas, ela também vai passear, relaxar, ter uma alimentação saudável e se divertir. Essa associação é capaz de reduzir as chances de o indivíduo desenvolver uma patologia decorrente do estresse, que é a maior doença do século".
Esse conceito de "turismo-saúde" já é explorado, inclusive, na Europa. "Lá as empresas estimulam a ida dos funcionários às estâncias", complementa Parizotto. Já no Brasil, essa parece ser uma realidade ainda distante, apesar de, em 2006, a crenoterapia ter entrado para a lista de técnicas terapêuticas que instituem a medicina complementar e integrativa na rede pública de saúde. "É um avanço", comemora Bontempo.
Tipos de fontes
Água é tudo igual? Não mergulhe nessa cilada
Sulfurosa: enxofre é seu principal componente. É antirreumática, antialérgica, desintoxicante e antiinflamatória.
Cloretada: sua composição é caracterizada, sobretudo, pela presença de cloreto. É expectorante e antiinflamatória.
Bicabornatada: rica em bicabornato, é antiácida e digestiva.
Ferruginosa: possui ferro, portanto, é antianêmica e reconstituinte.
Cálcica: contém cálcio em maior quantidade. É antialérgica, sedativa e antiinflamatória.
De malas prontas
Confira algumas cidades brasileiras que possuem estâncias hidrominerais
Goiás: Caldas Novas e Rio Quente.
Minas Gerais: Poços de Caldas, Caxambu, Araxá, São Lourenço, Lambari, Cambuquira.
Santa Catarina: Gravatal, Chapecó e Santo Amaro da Imperatriz.
São Paulo: Águas de Lindóia, São Pedro, Serra Negra, Águas da Prata e Olímpia. Paraná: Sulina.

HU investe em pesquisa e yoga para reduzir quedas de idosos

Anaïs Fernandes, do USP Online
Nos corredores do Hospital Universitário (HU) da USP, alguns passos são observados com extrema atenção. É a fisioterapeuta Fabiana Mara Branco, que analisa cuidadosamente a marcha de uma senhora. Fabiana é uma das integrantes do Grupo de Prevenção de Quedas (GPQ) do HU, que surgiu em 2010 com o objetivo reduzir a taxa de quedas entre a população idosa.
“A queda é uma causa importante de morte e perda da independência, ou seja, é um importante fator de morbidade”, explica o doutor Egídio Lima Dórea, idealizador do projeto. O GPQ atende pacientes considerados idosos, ou seja, acima de 60 anos, e que já tenham pelo menos um episódio de queda no ano anterior ao acidente atual ou um distúrbio de marcha muito importante. O grupo reúne ainda enfermeiras, nutricionistas, farmacêuticas, educadores físicos, uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.
Dórea conta que participou de um treinamento na Yale University School of Medicine (EUA), onde existe um importante grupo de prevenção de quedas. “Mary Tinetti, que elaborou a avaliação de marcha mais utilizada no mundo, faz parte do grupo. Fui até a equipe dela para ver como o grupo funcionava, como eles abordavam os fatores de risco de queda, e trouxe a ideia para montar o GPQ no HU.”
Segundo Dórea, o ideal seria que todo o médico que atendesse um idoso que deu entrada no hospital por motivos relacionados a quedas questionasse o paciente sobre acidentes anteriores e, caso a resposta fosse positiva, aplicasse o Time up and go test. Nele, o paciente anda três metros, ida e volta, enquanto o médico observa como ele se sai nesse percurso, se há alguma alteração muito relevante na marcha do equilíbrio.
“Mas como a gente sabe que menos de 20% faz o questionamento, o grupo realiza uma busca ativa. Vamos no pronto-socorro e na enfermagem uma vez por semana à procura de pacientes que estejam lá porque caíram”, afirma Dórea.
Redirecionados para o GPQ, os idosos passam por uma sabatina, num dia em que chegam às 11 horas no hospital e não têm hora certa para sair. Primeiro é aplicado um questionário sobre as circunstâncias da queda. Depois, cada profissional do grupo aplica sua escala. A terapeuta ocupacional, por exemplo, analisa a cognição do paciente. Outra escala gradua o medo de cair do idoso em suas atividades cotidianas.
O próximo passo é intervir em cada um dos fatores de risco diagnosticados. Para isso, além de encaminhar o paciente para os profissionais de cada área – consulta com oftalmologista, sessões de fisioterapia –, o grupo elaborou uma série de panfletos com explicações, orientações e exercícios. Existem também materiais audiovisuais, como um DVD em que um mestre de Tai Chi Chuan de 94 anos ensina alguns exercícios ou um CD com audioexplicações de exercícios para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico. “O idoso tem que sair correndo para ia ao banheiro e nisso ele acaba caindo”, explica Dórea.
O retorno presencial é feito em três meses. Mas o acompanhamento da equipe acontece também pelo telefone. “Ligamos após 15 dias, 30 dias, três meses, seis meses e um ano, para saber se o paciente está seguindo todas as orientações”, afirma o médico.
Yoga na Terceira Idade
Ana Borella trabalhava cerca de 17 horas por dia em uma companhia aérea, incluindo sábados e domingos. Quando tinha 22 anos, voltando da empresa para casa de táxi, às 4 horas da madrugada, faltou-lhe o ar por completo. Era uma parada respiratória. Ana achou então que estava na hora de mudar seu modo de levar a vida.
Contanto essa história, e lembrando que nunca é tarde para começar, a professora de yoga Ana Borella deu início à última palestra mensal direcionada à Terceira Idade, outra iniciativa do GPQ.
Ana explicou alguns ensinamentos da yoga e mostrou exercícios e meditações que os idosos podem fazer na fila do banco, no sofá ou até caminhando. Uma pesquisa que vem sendo realizada pelas universidades de Harvard, Yale e Massachusetts Institute of Technology (MIT) encontrou indícios de que a meditação pode aumentar regiões do cérebro que, com a idade, tenderiam a diminuir.
A professora explica que a yoga ensina tanto posições que aumentam o conforto, a flexibilidade, o alongamento e o equilíbrio, como também trabalha com a mente, diminuindo a ansiedade, estimulando o bem estar e a sensação de segurança da pessoa. “Melhorando o equilíbrio, a estrutura da locomoção, dando flexibilidade e agilidade para aquela pessoa, e ela tendo consciência de como ela pisa, onde ela pisa, com força, ela não vai mais ter medo de cair”, afirma Ana.
Os nomes utilizados na yoga são complicados, vêm do sânscrito, e impressionaram a plateia. “Não precisa lembrar dos nomes, basta lembrar de colocar em prática o que eu mostrei aqui”, enfatiza Ana.
Imagem: Divulgação HU

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Entenda como surgem as doenças para prevenir-se

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mtc_doencas.htm
* por Jou Eel Jia
Para não ficar doente é preciso harmonizar o mundo interior
Segundo a MTC, a causa de todas as doenças tem origem em três alterações no organismo, onde uma se desencadeia em grau evolutivo para a subsequente.
1ª) Alteração: desequilíbrio energético
2ª) Alteração: desequilíbrio fisiológico ou funcional
3ª) Alteração: anatômica
Exemplos: câncer no seio, úlcera gástrica...
Por essa razão não basta somente tratar da doença, deve ser tratada a sua causa quem tem sua origem inicial no desequilíbrio energético de algum órgão do corpo.
Quando o nosso Ch’i (energia) está estagnando e não flui perturba a nossa consciência e o nosso bem-estar, gerando o processo de adoecimento. Por isso o Ch'i equilibrado melhora nossa fisiologia orgânica e aumenta nossa imunidade.
Com isso a pessoa tem uma vida mais saudável e equilibrada.
Mas por que acontece isso?
Porque segundo a MTC, os órgãos do corpo estão relacionados ao que sentimos:
- A energia do coração se relaciona com a alegria e ansiedade;
- A energia do pulmão se relaciona com a depressão e a tristeza;
- A energia do fígado se relaciona com a raiva e o rancor;
- A energia do rim se relaciona com o medo e o pânico;
- A energia do baço-pâncreas se relaciona com a racionalização e a preocupação
Vamos tomar como exemplo a úlcera gástrica. Para acontecer essa alteração anatômica, teve que acontecer em primeiro lugar uma alteração energética do baço-pâncreas, órgão relacionado ao sentimento de racionalização e preocupação.
Se a causa não for tratada, o problema pode se transferir para um outro órgão de choque e a pessoa adquirir por exemplo síndrome do colo irritável.
Como a manifestação fisiológica acontece antes da anatômica, é comum a pessoa fazer um exame de endoscopia, por exemplo, e o diagnóstico dar negativo, embora a pessoa já esteja doente. Isso porque o exame não detectou os dois primeiros estágios.
Mas como tratar então?
Dieta saudável, uma boa noite de sono, atividade física, contato com a natureza ou um final de semana num paradisíaco hotel-fazenda e qualquer atividade que o ajude a harmonizar o seu mundo interior é o caminho.
A filosofia da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é uma filosofia de harmonia em relação ao nosso ser. Antes de tudo isso, a MTC trabalha um conceito comportamental com os seguintes elementos: simplicidade, gratidão, o momento presente e a ausência de desejo ou expectativa. Esses elementos quando presentes ou ausentes no cotidiano, refletem respectivamente o que é de fato viver bem e viver mal. Explico.
Por que as pessoas vivem mal?
As pessoas vivem mal porque assumem muitas obrigações e cada uma dessas obrigações gera excesso de expectativa em relação a: vencer, ganhar na vida, ter bens materiais, glória, honra, nome, prestígio...
Por tudo isso se paga caro. Para se viver bem assumem muitas obrigações, pois adquirir esses bens traz o ilusório conceito de felicidade. O preço que se paga para se "viver bem" acaba sacrificando outros bens, como a harmonia entre você e o mundo que o cerca.
Por exemplo, um indivíduo para ser presidente de uma empresa se mata de trabalhar. Assim, viver acaba se tornando uma obrigação e um peso nas costas, tudo em função da expectativa que a pessoa atingiu e agora deseja manter.
O que é preciso para se viver bem?
É preciso se voltar para o conceito do mundo interior. As pessoas se esquecem de vivenciar a gratidão. O simples fato de se estar respirando a plenos pulmões já é uma grande dádiva.
O conceito de se viver bem reside na simplicidade: um prato de comida bem preparado, uma cama limpa e seca, sem essa expectativa ou desejo de querer ter sempre mais e mais, é o suficiente para transformar o simples ato de viver numa tarefa mais fácil.
Isso não significa que não se deva buscar suas conquistas, que não se deva deixar de lutar, mas sim, lutar sem querer cobrar resultados ou se punir pelo resultado não alcançado.
Por exemplo, você conquistou um Fiat Uno 2009, não sofra pelo Mercedes que não conseguiu comprar agora; curta o que você conquistou. Novamente está aí o exercício da autovalorização e gratidão.
Ambição, talento, autoconhecimento e autoconfiança
Não tenha ambição acima de seu talento. Quando seu talento não alcança a sua ambição, você sofre por causa da expectativa gerada. Se você não tem talento para ser um pianista que dá concertos internacionais, agradeça por ter o dom de tocar para você ou para os amigos; se não tem como chegar na presidência da empresa, contente-se com o cargo de chefia. Isso não significa conformismo ou modéstia, mas sim saber valorizar e agradecer pelas suas conquistas. Mas se você tem autoconfiança e certeza que dá para chegar lá; se você tem aquele 'insight' tipo 'eu posso', vá em frente, mas sem se apegar aos resultados.
A pessoa que tem autoconhecimento sabe trabalhar melhor o seu próprio caminho e não deixa a ambição e a vaidade tomarem o lugar dela.
Preste atenção no ar que você respira, viva o momento presente, por isso esse momento tão precioso é chamado de presente, aprecie a flor de um jardim, saboreie cada refeição. E agradeça a Deus sempre por você ser quem você é e ter o que você tem. Seu amor à vida ira aumentar e, como já disse, será mais fácil viver.
Tratamento pela MTC
- Acupunturura, Lien Ch’i, fitoterapia, dietoterapia, meditação
Obs: Esses tratamentos podem ser aliados à psicoterapia

Origem do medo no cérebro aponta rota para tratamento de fobias

"Os sinais de perigo que vêm do interior do corpo podem provocar uma forma muito primitiva de medo, mesmo na ausência do funcionamento da amígdala."
Medo no cérebro
A ideia de que o cérebro humano é dividido em áreas muito especializadas, com funções específicas, acaba de receber mais um duro golpe.
Uma dessas associações mais conhecidas é aquela que propõe que o medo se originaria nas amígdalas.
As amígdalas cerebelosas são duas estruturas arredondadas, com cerca de dois centímetros de diâmetro, formadas por neurônios da chamada substância cinzenta, alojadas profundamente no cérebro.
De fato, vários exames têm associado uma atividade nas amígdalas em situações de medo, mas também em processos ligados à sociabilidade.
Pânico
Agora, cientistas demonstraram que, embora possam ter seu papel na emoção básica, as amígdalas não são os únicos gatilhos do medo.
Para isso, eles analisaram detalhadamente o cérebro de uma paciente levada ao pânico durante um experimento - só que a paciente possui uma anomalia rara, chamada doença de Urbach-Wiethe, que danifica as amígdalas.
Segundo a teoria tradicional, ela deveria ser incapaz de sentir medo.
Mas os danos à estrutura em seu cérebro não impediram que ela não apenas sentisse medo, mas que seu medo chegasse ao nível que os médicos categorizam como "terror".
"Esta pesquisa mostra que o pânico, ou o medo intenso, é induzido fora da amígdala," resume o Dr. John Wemmie, coordenador do estudo. "Isto pode ser uma parte fundamental da explicação de por que as pessoas têm ataques de pânico."
Segundo ele, a descoberta dessa nova rota que o medo segue no cérebro pode se tornar um alvo para tratamentos de ataques de pânico, síndrome do estresse pós-traumático e outras condições relacionadas à ansiedade.
A rota do medo no cérebro inclui o tronco cerebral e o diencéfalo, ou córtex insular.
Tratamento de fobias
No experimento, a paciente não sentiu medo de nada externo, incluindo a aproximação de cobras e aranhas, filmes de terror, casas mal-assombradas e nenhuma outra ameaça que os pesquisadores puderam imaginar.
Mas ela entrou em pânico ao se deparar com "ameaças internas", como um sufocamento, a sensação de que não seria mais capaz de respirar.
"As informações do mundo exterior são filtradas através da amígdala, a fim de gerar o medo," reconhece Justin Feinstein, o idealizador do experimento com as ameaças internas.
"Por outro lado, os sinais de perigo que vêm do interior do corpo podem provocar uma forma muito primitiva de medo, mesmo na ausência do funcionamento da amígdala," acrescenta.
É essa forma primitiva de medo, sem a ameaça presente, que está atraindo a atenção dos pesquisadores, uma vez que essa é tipicamente a situação de muitas fobias, que persistem mesmo anos depois de a ameaçada ter desaparecido.

Sono melhor pode reduzir deterioração da memória, diz estudo

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130129_sono_memoria_mv.shtml
James Gallagher-Da BBC News
Melhorar o sono pode deter declínio da memória, diz estudo
Um estudo divulgado na publicação científica Nature Neuroscience sugere que ter um bom sono pode reduzir a deterioração da nossa memória à medida que envelhecemos.
Até antes da pesquisa, os cientistas já sabiam que tanto o cérebro quanto o corpo sofrem desgaste com o tempo, mas não se sabia ao certo se as mudanças no cérebro, sono e memória eram sinais distintos do envelhecimento ou se haveria uma conexão profunda entre eles.
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Mas a pesquisa, feita por cientistas da University of California, Berkeley, indicam que mudanças que ocorrem no cérebro com a idade prejudicam a qualidade do sono profundo, o que, por sua vez, diminui a capacidade do cérebro de aprender e armazenar memória.
Com base nessas conclusões, a equipe pretende agora testar formas de melhorar o sono para interromper o declínio da memória.
Experimentos
Trabalhando com um grupo de 36 voluntários - metade dos quais com idade em torno de 20 anos e outra metade com cerca de 70 anos - os especialistas fizeram uma série de experimentos.
Primeiro, a equipe constatou que era capaz de prever a quantidade de sono profundo (o chamado sono de ondas lentas) que o participante teria com base nas condições de preservação de uma região do seu cérebro chamada córtex pré-frontal médio.
Essa parte do cérebro é essencial para que a pessoa consiga entrar no estágio de sono profundo, mas com a idade ela tende a se deteriorar.
Em seguida, os especialistas demonstraram que a quantidade de sono profundo podia ser usada para prever quão bem as pessoas se sairiam em testes de memória.
Os pacientes jovens, que conseguiam obter sono de boa qualidade em abundância, tiveram melhor desempenho nos testes do que os participantes mais velhos, cujo sono tinha qualidade inferior.
Matthew Walk, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse à BBC que, "vista em conjunto, a deterioração do cérebro leva à deterioração do sono que produz a deterioração da memória (geralmente solidificada na fase de sono REM, ou de movimentos rápidos dos olhos)".
"O sono de ondas lentas é muito importante para solidificar novas memórias que você aprendeu recentemente. É como clicar o botão 'salvar' (no computador)", ele explicou.
A equipe disse não ser capaz de restaurar a região do cérebro desgastada pela idade, mas espera que algo possa ser feito em relação ao sono.
Por exemplo, é possível melhorar a qualidade do sono estimulando a região certa do cérebro com eletricidade durante a noite, os especialistas explicaram.
Estudos demonstraram que essa técnica pode melhorar o desempenho da memória em jovens. Agora, os pesquisadores querem iniciar testes também com pacientes mais velhos.
"Você não precisa restaurar as células do cérebro para restaurar o sono", disse Walker. Ele disse que a técnica é uma forma de fazer o sistema "pegar no tranco".
Demência
Em pacientes com demência, os sintomas associados à morte das células do cérebro - como sono ruim e perda de memória - são muito piores do que no envelhecimento normal.
Alguns estudos sugerem que exista um vínculo entre sono e demência. Um relatório divulgado na publicação científica Science Translational Medicine apontou para a possibilidade de que problemas de sono sejam um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.
O médico Simon Ridley, da entidade beneficente Alzheimer's Research UK, disse que são necessários mais estudos para confirmar ou não essa conexão.
"Cada vez mais evidências vinculam alterações no sono a problemas de memória e demência, mas não está claro se essas mudanças seriam uma causa ou consequência".
"As pessoas estudadas aqui foram monitoradas por um período muito curto e o próximo passo poderia ser investigar se a falta de sono de ondas lentas também pode ser relacionada ao declínio de memória a longo prazo".