terça-feira, 26 de março de 2013

Nascidos para o amor: teoria defende a sobrevivência do mais bondoso

Yasmin Anwar
Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, os cientistas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.
O Gene Altruísta
Cientistas estão desafiando crenças aceitas há décadas - na época apresentadas como descobertas científicas - de que os seres humanos seriam fisiologicamente constituídos para serem egoístas.
Esta noção ganhou a adesão de grande parte da comunidade científica principalmente através dos trabalhos do cientista e pregador ateu Richard Dawkins, através de seu livro "O Gene Egoísta". Hoje, grande parte dos próprios geneticistas discorda das conclusões de Dawkins.
Evolução para a compaixão
Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, depois de realizarem uma vasta gama de estudos, afirmam ter coletado um grande conjunto de evidências que demonstra que nós estamos evoluindo para nos tornarmos mais cheios de compaixão e mais colaborativos em nossa busca para sobreviver e prosperar.
Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, o psicólogo Dacher Keltner e seus colegas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.
"Eles chamam esse mecanismo de "sobrevivência do mais bondoso." O trabalho resultou no livro "Nascido para ser Bom: A Ciência da Vida Plena," ainda sem tradução no Brasil.
Habilidade para cuidar dos outros
"Como nossas crianças são muito vulneráveis, a tarefa fundamental para a sobrevivência humana e para a replicação dos nossos genes é tomar conta dos outros," afirma Keltner. "Os seres humanos têm sobrevivido como espécie porque nós evoluímos nossa capacidade de cuidar das pessoas que necessitam e para cooperar. Como Darwin há muito tempo supôs, a simpatia é o nosso instinto mais forte."
A equipe de Keltner está estudando como a capacidade humana de cuidar e cooperar com os outros está implantada em regiões específicas do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente descobriu evidências convincentes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos a sermos compreensivos e termos empatia.
Este estudo, feito Laura Saslow e Sarina Rodrigues, da Universidade Estadual do Oregon, descobriu que pessoas com uma variação particular do gene do receptor de oxitocina (ou ocitocina) são mais aptas à leitura do estado emocional dos outros e tornam-se menos estressados em circunstâncias tensas.
Informalmente conhecido como "hormônio do aconchego", a oxitocina é secretada na corrente sanguínea e no cérebro, onde ela promove a interação social, a educação e o amor romântico, entre outras funções.
"A tendência a ser mais compreensivo pode ser influenciada por um único gene," diz Rodrigues.
Como a bondade garante a sobrevivência?
Enquanto estudos mostram que o estabelecimento de conexões e relacionamentos sociais pode contribuir para uma vida mais significativa e saudável, a grande pergunta que os pesquisadores agora estão fazendo é, "Como é que estas características garantem a nossa sobrevivência e elevam nosso status entre os nossos pares?"
Uma resposta, de acordo com o psicólogo e sociólogo Robb Willer, é que, quanto mais generosos formos, mais respeito e influência exerceremos.
Em um estudo recente, Willer e sua equipe deram uma pequena quantia em dinheiro a voluntários que participavam de uma pesquisa. A seguir, levou-os para participar de jogos de complexidade variada, cujos resultados apontavam para benefícios para o "bem comum".
"Os resultados, publicados na revista American Sociological Review, mostram que os participantes que agiram mais generosamente receberam mais presentes, mais respeito e mais cooperação de seus pares e exerceram maior influência sobre eles."
"Os resultados sugerem que qualquer pessoa que age apenas em seu próprio interesse será evitada, desrespeitada, e mesmo odiada", disse Willer. "Mas aqueles que se comportam generosamente com os outros são tidos em alta estima por seus pares e, portanto, têm seu status elevado."
Psicologia positiva
Os benefícios da generosidade são tão grandes que os cientistas não estão mais se preocupando em por que as pessoas são generosas, mas invertendo a lógica para pesquisar o que parece ser mais patológico - por que algumas pessoas se tornam egoístas.
Esses resultados validam os resultados da "psicologia positiva", inaugurada por Martin Seligman, um professor da Universidade da Pensilvânia, cujas pesquisas, no início dos anos 1990, deslocaram-se das doenças mentais e das disfunções para investigar os mistérios da alegria e do otimismo humanos.
Embora grande parte da psicologia positiva atual esteja focada na realização pessoal e na felicidade individual, os pesquisadores da Universidade de Berkeley estreitaram suas pesquisas, estudando como ela contribui especificamente para o bem-comum.
Criando filhos mais felizes
Christine Carter, por exemplo, diretora-executiva Centro de Ciências para o Bem Maior, é criadora do site "Ciência para Criar Crianças Felizes," numa tradução livre.
O objetivo do site Raising Happy Kids, entre outras coisas, é apoiar e promover a criação de crianças "emocionalmente alfabetizadas".
Carter traduz as pesquisas cheias de rigor científico em conselhos práticos para os pais. Ela diz que muitos pais estão se afastando das atividades materialistas e competitivas e repensando o que vai trazer a verdadeira felicidade e bem-estar para as suas famílias.
Eu descobri que os pais que começam conscientemente a cultivar a gratidão e a generosidade em seus filhos veem rapidamente seus filhos tornarem-se mais alegres e mais felizes", disse Carter, que é autora do livro Criando felicidade: 10 etapas simples para filhos mais alegres e pais mais felizes, que estará nas livrarias em fevereiro de 2010.
"O que é muitas vezes surpreendente para os pais é o quanto mais felizes eles próprios podem tornar-se," diz ela.

Planta medicinal produz pomada que cura o HPV

Com informações da UFAL
Barbatimão contra HPV
Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) acabam de desenvolver uma pomada para a cura das verrugas genitais, um dos sintomas mais desconfortáveis do HPV, o papiloma vírus humano.
A pomada curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença, em um teste clínico realizado no Hospital Universitário da UFAL.
O novo medicamento foi desenvolvido utilizando o extrato de uma planta medicinal bem conhecida da flora brasileira - o barbatimão.
Segundo o professor Luiz Carlos Caetano, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV.
"A pomada feita com o extrato das cascas do barbatimão mais comum na nossa região deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. Suas cascas têm coloração mais avermelhada do que as da plantas encontradas na região Sudeste, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos", explicou Caetano.
"Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizadas pela população como agente cicatrizante e anti-inflamatório", acrescentou.
Cura das verrugas do HPV
Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus humano foram acompanhados no Hospital Universitário.
Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia.
A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem.
"Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo", explicou o professor Manoel Álvaro, membro da equipe.
O barbatimão é também a base de um medicamento contra o veneno da cobra surucucu.

sexta-feira, 22 de março de 2013

EXPOSIÇÃO AO SOL GARANTE PRODUÇÃO DE VITAMINA D PELO PRÓPRIO ORGANISMO

Evitar a depressão, osteoporose, câncer da próstata, câncer da mama e até mesmo os efeitos do diabetes e obesidade. Você sabia que há uma vitamina capaz de tudo isso? Isso mesmo, a vitamina D é capaz disso tudo e, o melhor, é produzida pela pele em resposta à exposição e radiação ultravioleta da luz solar natural.
A vitamina D até é encontrada em alimentos, mas é quase impossível conseguir quantidades adequadas a partir da dieta. Para você ter uma ideia, seria necessária a ingestão diária de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários. Esqueça, portanto, os suplementos alimentares e desfrute do que a natureza oferece!
Mas claro que isso não significa se expor ao sol de qualquer forma indiscriminada. Os raios de luz solar natural que geram a vitamina D em sua pele não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você está no carro, escritório ou em sua casa, por exemplo. O mesmo vale para o uso do protetor solar. Mesmo os mais fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D.
Isso não significa que o uso do protetor solar deve ser totalmente abolido, afinal a exposição exagerada e indiscriminada ao sol pode causar envelhecimento precoce e até mesmo câncer de pele. O segredo é dosar o tempo de exposição ao sol sem protetor solar para não que seu organismos produza vitamina D, mas não corra riscos.
Quanto maior a distância da linha do equador e o lugar onde você vive, maior será a exposição ao sol necessária para gerar vitamina D, pois depende do ângulo de incidência dos raios solares. Outra variante é a cor da pele. Pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20 a 30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. “A relação de tempo de exposição ao sol é variável, mas podemos afirmar que 30 minutos duas vezes por semana é suficiente para estimular a produção da vitamina D no organismo e manter o cálcio em níveis necessários ao seu funcionamento saudável, desde que se tenha acesso a alimentos que contenham este elemento”, orienta Hylton Luz, médico homeopata e presidente da Ação pelo Semelhante.
Fazendo isso, você estará se protegendo, por exemplo, da osteoporose, já que a deficiência na absorção de cálcio é provocada pela falta de vitamina D. E não é só! A deficiência de vitamina D na infância causa o raquitismo, falta de calcificação dos ossos, pode agravar o diabetes tipo 2 e prejudicar a produção de insulina pelo pâncreas.

Edital irá estimular produção de conhecimento sobre Práticas Integrativas e Complementares no SUS

Noticias!!
11/03/2013
O Ministério da Saúde irá lançar, em breve, um edital para apoiar projetos de pesquisa sobre Práticas Integrativas e Complementares (PIC). O edital foi desenvolvido pela Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Departamento de Atenção Básica/SAS, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia/SCTIE do Ministério da Saúde e por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
Com o objetivo de desenvolver a pesquisa sobre PICs no Sistema Único de Saúde (SUS), serão apoiados projetos que abordem "custo-efetividade de ações de PICs no SUS; Avaliação de serviços de PICs no SUS; e Pesquisas clínico-epidemiológicas com enfoque no uso das PICs no cuidado a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis".
Após lançamento do edital, os pesquisadores terão um prazo aproximado de 45 dias para submissão dos projetos de pesquisa.
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Música do cérebro alerta iminência de ataques epilépticos

Com informações do ISGTW
Ouvir a melodia da sua mente, o ritmo do seu cérebro, a sinfonia das suas sinapses, as notas dos seus neurônios, deixou de ser licença poética.
Sinfonia das sinapses
Há pouco mais de um ano, neurocientistas descobriram que nosso cérebro toca música, alterando completamente a visão que se tinha da atividade neural.
É verdade que ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar, mas a transformação das ondas cerebrais em música deu resultados muito práticos, permitindo descobrir, por exemplo, que o cérebro controla nossos movimentos usando ritmos musicais.
Assim, ouvir a melodia da sua mente, o ritmo do seu cérebro, a sinfonia das suas sinapses, as notas dos seus neurônios, deixou de ser licença poética - na verdade, criou-se uma área inteiramente nova de pesquisas, conhecida como sonificação, aplicada às neurociências.
Agora, pesquisadores italianos descobriram que os ritmos musicais do cérebro preveem com precisão a iminência de ataques epilépticos.
Sonificação de dados
Os sinais cerebrais são lidos através de exames de eletroencefalografia (EEG), colocando-se eletrodos no couro cabeludo de modo a medir as flutuações de tensão resultantes da corrente iônica que flui dentro dos neurônios do cérebro.
O resultado sai na forma de linhas em um gráfico, semelhantes às que se vê em um sismógrafo, que mede a intensidade de terremotos.
Por outro lado, usando uma ferramenta de sonificação de dados, as linhas e pontos dos gráficos são transformados em notas e tons musicais.
Isto permitiu que os Massimo Rizzi e seus colegas do Instituto Mario Negri previssem as crises epilépticas iminentes simplesmente detectando "desafinamentos" na música cerebral.
Usando supercomputadores para analisar a grande quantidade de dados geradas pelos exames, o grupo pretende agora isolar sons específicos, que eles chamam de marcadores, que indiquem a iminência dos ataques.
Segundo eles, é muito difícil encontrar os sinais característicos nos próprios gráficos, enquanto qualquer pessoa pode detectar uma nota errada ou uma variação na música sem qualquer treinamento.
Computação distribuída
O grande desafio para os estudos de sonificação é que a análise dos dados é intensiva em processamento, exigindo o uso de supercomputadores.
Graças ao aspecto promissor dessa área emergente no campo das neurociências, pesquisadores europeus lançaram uma plataforma de transmissão de dados de alta velocidade e computação distribuída que está permitindo que os médicos trabalhem os dados de suas próprias instituições.
Foi esta infraestrutura que permitiu a descoberta anunciada pelos pesquisadores italianos.
"Usando este portal, os pesquisadores trabalhando em hospitais poderão se beneficiar das técnicas de sonificação que implementamos sem ter que instalar qualquer software, e escondendo totalmente a complexidade de usar uma infraestrutura de computação distribuída," disse Domenico Vicinanza, um dos idealizadores do projeto.

Alergias

Cerca de um em cada cinco adultos e crianças e, provavelmente, um em cada três com problemas comportamentais são sensíveis ou têm reacções alérgicas a alimentos comuns, como leite, trigo, levedura e ovos. No entanto, o conhecimento de que as alergias aos alimentos e a substâncias químicas podem afectar negativamente o humor e o comportamento em crianças tem sido divulgado, e ignorado, durante muito tempo.
Na década de 80, os investigadores descobriram que as alergias podem afectar qualquer sistema no corpo, incluindo o sistema nervoso central - um resultado confirmado por testes recentes, duplamente cegos e controlados. As alergias podem causar uma grande variedade de sintomas, desde fadiga, diminuição da velocidade de processamento do pensamento, irritabilidade e agitação, a comportamento agressivo, nervoso, ansiedade, depressão, PHDA, autismo, hiperactividade e distúrbios de aprendizagem.
Por vezes um teste de alergia alimentar IgG pode identificar algum tipo de alimento, que este removido da alimentação, poderá aumentar a sociabilidade, digestões mais fáceis, função intestinal mais regular e ausência por exemplo de dores de barriga.
Em crianças susceptíveis, este tipo de sintomas pode ser causado por uma variedade de substâncias, embora muitas tenham reacções a alimentos ou a aditivos alimentares comuns. Algumas crianças, especialmente as que sofrem de hiperactividade ou PHDA(perturbação de hiperactividade e défice de atenção), podem também reagir aos salicilatos - um componente normal de muitos alimentos saudáveis.
A prova mais convincente dos efeitos generalizados das aler¬gias vem de um estudo cruzado, duplamente cego e controlado por placebo, bem conduzido pelo Dr. Joseph Egger e pela sua equipa, que estudaram 76 crianças hiperactivas, de modo a descobrir se a alimentação podia contribuir para os problemas de comportamento. Os resultados mostraram que 79 por cento das crianças testadas reagiram de modo adverso aos corantes artificiais e aos conservantes alimentares, principalmente à tartarazina e ao ácido benzóico, que produziram uma deterioração marcada no comportamento.
No entanto, Egger descobriu que nenhuma criança reagia ape¬nas a estes. Na realidade, descobriram-se 48 alimentos diferentes que produziam sintomas nas crianças testadas. Por exemplo, 64 por cento reagiram ao leite de vaca, 59 por cento ao chocolate, 49 por cento ao trigo, 45 por cento às laranjas, 39 por cento aos ovos, 32 por cento aos amendoins e 16 por cento ao açúcar. Um ponto interessante foi descobrir que o comportamento das crianças não foi a única coisa que melhorou após a mudança nas suas dietas. A maioria dos sintomas associados também diminuiu considera¬velmente, incluindo as dores de cabeça, os ataques, o desconforto abdominal, a rinite crónica, as dores nos membros, as erupções de pele e as úlceras na boca. Outros estudos revelaram resultados semelhantes.
Estes estudos são bons exemplos de como os problemas criados pelas alergias produzem, frequentemente, uma variedade de sinto¬mas físicos e mentais que afectam muitos sistemas do corpo. Além disso, as alergias são específicas de cada indivíduo, do mesmo modo que os sintomas que causam.
Alergias, intolerância ou sensibilidade?
Hoje em dia, as pessoas usam as expressões «alergias alimentares», «intolerância alimentar» e sensibilidade alimentar indiscriminadamente. Qual é então a diferença entre elas? A definição clássica de alergia é simplesmente reacção física exagerada a uma substância, em que o sistema imunitário está claramente envolvido. O sistema imunitário, ou seja, o sistema de defesa do corpo, tem a capacidade de produzir «marcadores» para substâncias de que não gosta, sendo o exemplo clássico um anticorpo de nome IgE (imunoglobulina tipo E). Quando os alimentos contendo o alergénico são digeridos, este entra na corrente sanguínea encontra o marcador IgE, desencadeando a libertação de químicos (veja a figura abaixo).
Estes incluem a histamina, que causa os sintomas clássicos da alergia - erupções de pele, febre dos fenos, renite, sinusite, asma, eczema e anafilaxia (uma reacção em que a garganta e a boca incham e se dá um ataque greve de asma, às vezes acompanhado por uma erupção de pele, rápida descida da pressão sanguínea, pulsação irregular e perda de consciência).
leia mais:http://www.int-medicine.com/Admin/Alergias.aspx   

sábado, 16 de março de 2013

Não desconte seu estresse na comida! Veja nossas dicas!

O estresse é um “conjunto de reações do organismo a agressões de origens diversas, capazes de perturbar o equilíbrio interno”.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que o estresse afeta mais de 90% da população mundial, sendo considerado uma epidemia global. Uma carga mínima de estresse funciona como uma pequena dose de adrenalina, que naturalmente, coloca as coisas para funcionar, sendo importante para realizarmos nossas atividades cotidianas.
Porém, em excesso, o estresse pode causar problemas emocionais e, até físicos graves, tais como ansiedade, tensões musculares, problemas digestivos, diminuição da concentração, chegando até a depressão.
Diariamente, passamos por situações que são gatilhos para o estresse. O acúmulo de tarefas, trânsito congestionado, desentendimentos afetivos, entre outros, podem levar ao estresse. O corpo geralmente sinaliza, mostrando que as coisas não estão indo bem. Os sintomas são diferenciados, de acordo com a pressão vivida naquele momento. Acordar cansado e com dores no corpo, por mais de uma semana, mesmo tendo dormido o tempo habitual, por exemplo, e ter dificuldades com a memória, como esquecer coisas básicas são alguns dos sinais.
Cada pessoa reage de forma diferente ao estresse, na maioria das vezes buscando um “antídoto” para amenizar a dor emocional. Muitas buscam alívio através da comida, aumentando a ingestão de alimentos, que na maioria das vezes não são saudáveis. Com essa compensação pode ocorrer ganho de peso, uma vez que as escolhas alimentares nem sempre são de baixo valor calórico e, ainda, são pobres em nutrientes.
Com algumas mudanças nos hábitos diários podemos manter os hormônios do estresse o mais próximo possível dos níveis normais e evitar a compulsão alimentar, que também pode desencadear outras doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Veja como:
- Alimentação saudável: comer bem é parte fundamental para o alívio do estresse. Através da alimentação há o fornecimento de nutrientes fundamentais para a formação de neurotransmissores relacionados ao bem estar. Para isso, inclua diariamente em seu cardápio grãos integrais, hortaliças, rutas, oleaginosas e óleos vegetais.
- Exercício físico: pesquisas indicam que o exercício físico, mantido sem interrupção por 30 minutos leva à produção de endorfinas, substâncias relacionadas à sensação de conforto, prazer e bem estar. Considerada um analgésico natural, a endorfina ajuda na redução do estresse e da ansiedade, aliviando as tensões.
- Meditação: reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a freqüência cardíaca.
- Boa noite de sono: uma noite bem dormida também é pré-requisito para combater o cansaço. Durante o sono, nosso corpo produz melatonina, um hormônio que prepara e induz o sono. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos e é extremamente fotossensível, ou seja, sua secreção é bloqueada na presença de luz.
Outro aspecto relevante, antes do repouso, é evitar alimentos estimulantes, como café, chocolate e álcool, que inibem a produção do hormônio. Ao invés disso, consumir uma xícara de chá de camomila, melissa ou maracujá pode auxiliar no alívio a tensão.
- Pensamento positivo: este faz mesmo um bem enorme para a saúde, sendo um poderoso antídoto contra o estresse. Um artigo publicado na Current Directions in Psychological Science, sugere que bons pensamentos podem ser um poderoso antídoto para o estresse, dor e algumas doenças.
Fonte:
Bruna Murta
Flavia Figueiredo
Nutricionistas da rede Mundo Verde

Presença do Bem Viver

Postado por Fabiana Budy Winiawer
Já me peguei admirando a natureza e fiquei encantada com sua magnitude. Tente visualizar a perfeição das galáxias, do universo, dos seres humanos e tudo mais. Imagine que somos integrantes desta obra-prima e fazemos parte de sua conservação e de transformação do Universo.
É emocionante saber que somos a extensão do Absoluto e que, através das capacidades de criar, inovar, compartilhar e realizar, contribuímos com a nossa evolução no espetáculo da vida. Uma linda missão que nos foi dada, mas que tem sido esquecida. Em muitos momentos valorizamos mais o ter ao ser e o acumular ao invés do criar e transformar. E com isso, é cada vez mais comum encontrar pessoas que associam o trabalho ao estresse, à competição, a cobranças e, muitas vezes, a um instrumento de dominação e exploração de um ser humano por outro.
Por conta da preocupação em produzir, alcançar metas, cumprir horários e inúmeras outras obrigações, muitas vezes, trabalhamos como máquinas. Envolvidos nesse estilo de vida nos distanciamos de nossa natureza e só paramos quando o corpo reclama de dor e esgotamento, quando a mente não tem mais incentivo para criar ou quando o nosso espírito se entristece e perde o brilho. Trabalhar sem sentido, produzir como máquina, deixar a vida afetiva sem valores e não respeitar o corpo nos leva a uma profunda insatisfação.
É um engano pensar assim. Trabalho é vida e nos dá a chance de servir, compartilhar e de realizarmos a nossa missão através do desenvolvimento pessoal e da realização de nossos sonhos e projetos. Para viver a felicidade, assumir nossos talentos e se sentir realizado no que faz é preciso mudar. Um processo que não está fora e nem nas pessoas, está dentro de você e principalmente em suas atitudes.
Saber viver o momento presente é aprender a conviver com o agora. Parece simples, mas por incrível que pareça, é comum estarmos com a mente presa nas preocupações e responsabilidades do futuro e algumas vezes nos conceitos e referências do passado. Estar presente na vida é curtir cada passo do caminho percebendo que a felicidade, as experiências e o crescimento estão na caminhada. Para ter uma boa colheita é preciso semear com amor e sabedoria. Cuidar diariamente de seus sonhos e cultivá-los com dedicação e envolvimento.
Conviver consigo mesmo ajuda a manter um bom relacionamento entre espírito, mente e corpo. Seguir o coração é reconhecer a presença que existe dentro si mesmo. Quando mantemos esse equilíbrio ente o coração e a mente, o corpo é respeitado e se conserva em boa saúde. Um processo que nos ajuda a assumir com confiança quem somos e que nos motiva a alcançar a convicção do que queremos ter.
O bem viver emerge no momento que seguimos a natureza do ser. Quando expandimos a nossa essência na realização da missão de vida. Atender a percepção interior, que revela quem você é e para que você serve, faz com que a satisfação e o bem-estar estejam em todos os momentos da sua vida.
Converse todos dias com esta presença que tem dentro si, use o poder de sua mente, respeite seu corpo e desfrute o melhor da vida. O bem viver está na atitude do momento presente. Busque sempre qualidade e excelência no que faz e deixe o bem-estar se tornar um hábito no ambiente profissional. Lembre-se que ao criar e realizar, você sempre será a extensão, a imagem e semelhança do Absoluto.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dengue: visão holística + vários textos do Doce Limão

Este assunto retorna todo ano após a estação das chuvas... Mas sempre com números sinalizando evidente crescimento de mais cidades em crisee, multiplicação vertiginosa de casos, além de cepas de vírus mais violentos e mortais.
As campanhas se concentram em eliminar focos dos mosquitos e avisar a população sobre os sintomas, assim como a busca de centros de tratamento dos casos mais graves como quadros hemorrágicos.
Mas, sem absolutamente anular estas colocações e avisos, vou sair desta abordagem...
O objetivo deste artigo, além de levantar tudo que já escrevemos sobre este assunto, seja de tratamentos de alívio e cura após contágio, formas de repelir o mosquito ou alertando sobre os cuidados preventivos com a saúde humana de forma geral; é dar uma perspectiva MAIS HOLÍSTICA do que significa A DENGUE.
Inicialmente, a Dengue pode ser entendida como uma HEPATITE VIRAL...
Entretanto, o Doce Limão recebe com frequência pedidos de orientação e ajuda para uma doença metabólica que já é quase endêmica no Brasil que se chama popularmente de Fígado Gordo ou Esteatose Hepática.
Esteatose Hepática é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de Infiltração gordurosa do fígado ou Doença gordurosa do fígado. Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.
As várias possíveis causas são: abuso de álcool, hepatites virais, diabetes, sobrepeso ou obesidade, colesterol ou triglicérides elevados, drogas como os corticóides e secundário a algumas cirurgias para obesidade. Ou seja, quadros de agressão continuada ao sistema hepático que finaliza com uma fragilidade generalizada de todo o sistema hepático e digestivo.
A Dengue é uma colheita previsível, um SUPER ALERTA, do tipo TODA DOENÇA É UM MESTRE, de uma sociedade que se alimenta muito mal além de vida sedentária e compulsivamente intoxicante.
Já fui picada pelo mosquito da Dengue. Percebi rapidamente pelos sintomas como a febrícola, dor de cabeça, fotofobia e cansaço geral. Mas, devido ao poderoso sistema imunológico que tenho, conquistado pela alimentação desintoxicante e viva que pratico, segui minhas atividades de viagem e palestras, sem maiores consequências. Em 3 dias, mesmo trabalhando, estava 100% curada. Logicamente que pratiquei a toma com maior frequência dos sucos verdes e vitamina da lua, à noite os emplastros de linhaça com cebola ralada sobre o fígado, além de escalda-pés com sal amargo para acelerar a desintoxicação que uma virose desencadeia no organismo.
Concluindo
1. A Dengue é uma doença reflexo da sociedade junk food, que permanesce e se alastra na mesma proporção que este tipo nefasto de 'não alimentação' -indigesta e hepatotóxica-cresce e faz parte da vida de cada pessoa, família ou cidade.
2. Independente das ações de saneamento e prevenção dos mosquitos HÁ QUE SE PRATICAR UMA ALIMENTAÇÃO DESINTOXICANTE para zerar as fragilidades metabólicas já instaladas.
3. HÁ QUE SE PRATICAR UMA ALIMENTAÇÃO DESINTOXICANTE, portanto ALCALINIZANTE para ATIVAR O SISTEMA IMUNOLÓGICO & A VIDA QUE TE QUERO VIVA!
4. É certo que quanto mais pessoas tiverem esta consciência e olhar com relação a sua AUTO PROTEÇÃO (e família) contra a DENGUE mais rápido este mosquito perderá a força de ação e multiplicação em nossa casa, cidade, país e planeta!
Providências pela vida afora!
1. Aumentar o consumo de líquidos e sucos verdes com vegetais crus, como sugere a Alimentação Desintoxicante, pois manter o organismo desintoxicado e os líquidos corporais alcalinizados, é o que fortalece o sistema imunológico e afasta o ataque de mosquitos, fungos e bactérias.
2. Evitar o consumo de frituras e alimentos de origem animal, sempre excessivamente gordurosos, ou seja, evitar sobrecarga tóxica e agressões ao fígado, porque a Dengue é uma doença que compromete gravemente a funções hepáticas.
3. Evitar o consumo de refinados como o açúcar e as farinhas + derivados porque DEPRIMEM o sistema imunológico.
4. Evitar o consumo de álcool, refrigerantes e alimentos muitos industrialização, também conhecidos como alimentos BIOCÍDICOS.
5. Diante de um diagnóstico de Dengue seguir as Dicas de Tratamento sugeridas pelos textos abaixo.
6. Saber mais sobre o Fígado & Sistema Hepático, portanto como evitar os danos que estamos causando em nossas vidas e sociedade; nos aspectos físico, energético, emocional, intelectual e espiritual.
(*) Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações, citada a autora e a fonte www.docelimao.com.br

terça-feira, 12 de março de 2013

Aumento acesso à acupuntura pelo SUS

Acupuntura no SUS
A quantidade de aplicações de acupuntura em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de São Paulo cresceu 567% de 2007 a 2011, último ano com dados consolidados.
De acordo com números da Secretaria de Estado da Saúde houve, em 2011, 264,4 mil aplicações da técnica nos serviços públicos do estado, ante 39,6 mil em 2007.
"O custo das sessões não é tão elevado em relação, por exemplo, a alguns medicamentos de alto custo para dor crônica. A acupuntura acaba sendo uma técnica segura, eficaz e de custo relativamente baixo", disse a médica Rebeca Boltes Cecatto, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo,
Crescimento da acupuntura
"A acupuntura é muito eficaz e tem bastante respaldo na literatura médica para o tratamento da dor, assim como o vômito, distúrbios do sono e da ansiedade. O que é importante ficar claro é que a técnica auxilia no tratamento dos sintomas, mas ela não trata a doença", disse a médica.
Acupuntura muda percepção e processamento da dor no cérebro
Atualmente, 221 unidades de saúde no estado fazem consultas ou sessões de acupuntura, que pode ser indicada ainda para lombalgias, hérnias de disco, enxaquecas e artrites.
O número de aplicações de acupuntura é crescente ano a ano.
Em 2008 foram feitas 95,9 mil sessões de acupuntura; em 2009, 129,9 mil e, em 2010, 202,3 mil. Em 2012, a média mensal indica crescimento de 11% em relação a 2011, com a aplicação, até setembro, de 219,9 mil sessões.
Acupuntura para pacientes com câncer
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo oferece o tratamento de acupuntura para os pacientes que são tratados e acompanhados pelo hospital.
As principais recomendações de acupuntura para os pacientes oncológicos são para o controle de náusea e vômitos, boca seca, insônia, ansiedade e dormência de pés e mãos.
"Uma das principais vantagens é que a acupuntura tem muito pouco efeito colateral, diferente de tomar uma medicação, que sempre tem algum efeito colateral. A técnica, quando bem indicada e bem aplicada, feita por um profissional com conhecimento, praticamente não tem risco, não tem efeito colateral," assegura a médica
Acupuntura supera tratamento convencional em problemas odontológicos

Mente quieta, saúde em alta

Meditar exige disciplina e muito esforço. Passamos muito tempo cuidando do mundo externo. Mas é preciso reservar um tempo do dia para a higiene não só física, mas também mental
Por Gilbert Bang*
Você passa boa parte do dia e da noite envolvido com inúmeras atividades. Mas qual é o momento em que você dá uma parada, mesmo que rápida, para pensar em si mesmo? Se você pensou que isso ocorre antes de dormir, a resposta não valeu. Geralmente, o dia foi tão atribulado que esse não é o melhor momento para se cuidar. O corpo está tenso, os pensamentos a todo o vapor e você dificilmente alcança os benefícios de estar sozinho consigo.
Parar, nem que seja por dez minutos, e se concentrar em algo que faz bem parece, para muitos, uma perda de tempo. Pedir que alguém se desligue de tudo que precisa ser feito – e aquietar a mente por poucos minutos – pode ser um martírio. Entretanto, muitos já se renderam aos benefícios da meditação, uma boa alternativa para desconectar-se do mundo exterior e concentrar-se apenas em si. Tanto para acalmar os pensamentos e ter condições de tomar decisões importantes com mais tranquilidade quanto para experimentar um momento exclusivamente seu.
Algumas pessoas podem ter a impressão de que quem medita “não está fazendo nada”. Ao contrário: meditar exige muita disciplina e, consequentemente, esforço. Passamos muito tempo da vida cuidando do mundo externo. Justamente por isso, deveríamos reservar um tempo do dia para o autocuidado e para a higiene não só física, mas também mental.
A meditação nada mais é do que um exercício de atenção concentrada, que pode ser realizado por qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou crença. Cada técnica – e vale lembrar que há milhares delas – tem objetivos específicos. De qualquer forma, o foco é vivenciar o momento presente, buscar o relaxamento e o crescimento pessoal e espiritual.
As técnicas meditativas podem ter como meio de concentração ritmo respiratório, sons, objetos, movimentos e visualização de imagens. Não é preciso meditar apenas sentado, da forma clássica como a maioria das pessoas imagina. Há técnicas de meditação ativa que podem ser realizadas enquanto a pessoa está andando.
Durante a meditação, as ondas cerebrais de baixa frequência (alfa, teta e delta), que estão relacionadas ao estado de relaxamento, tomam conta do cérebro. Em contrapartida, as ondas beta, de alta frequência – que se relacionam com o estado de vigília ou atividade normal –, aparecem em menor quantidade. Com o cérebro tomado por ondas de baixa frequência, o organismo todo desacelera: diminuem a frequência cardíaca, a pressão arterial e o ritmo respiratório. Os efeitos não são sentidos apenas de forma fisiológica. O lado emocional também é afetado de forma benéfica. Entre as sensações descritas por meditadores estão o relaxamento mental, a paz interior, a felicidade, a satisfação, a harmonia e a menor tendência a perder o controle diante de situações inusitadas.
Cada vez mais, a medicina comprova os benefícios de terapias alternativas – entre elas, a meditação. Prova disso é o crescente número de pesquisas sobre o tema, muitas delas feitas no Instituto Henry Benson de Medicina para Mente/Corpo, coligado à Universidade de Harvard, nos EUA. Lá, os médicos receitam meditação para pacientes com hipertensão arterial, problemas cardíacos, insônia e dores – inclusive as crônicas.
Nos pacientes com transtornos de ansiedade e depressão, por exemplo, a meditação ajuda a reduzir o medo da doença e a aumentar a qualidade do sono e a concentração. Para os pacientes oncológicos, os benefícios são demonstrados no controle da ansiedade tanto no diagnóstico quanto no tratamento.
Recomendo a todos a meditação. A reação será positiva. É essencial, porém, o esclarecimento sobre a técnica, efeitos e rotina necessária para alcançar os objetivos.
* Médico fisiatra do Centro de Reabilitação do Hospital
Israelita Albert Einstein (HIAE)

domingo, 10 de março de 2013

Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia: a essência da PNPIC na prática

 Danilo Maciel Carneiro
A trajetória do Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia (HMA) começou em 1986. Ao longo destes anos o projeto cresceu e hoje representa a essência da Política Nacional de Práticas Integrativas (PNPIC). Para saber mais sobre a his
tória e sobre como funciona o HMA, o Ecomedicina conversou com Danilo Maciel Carneiro, Médico especialista em Homeopatia e membro da Seção de Ensino e Pesquisa do HMA. Nesta entrevista ele fala ainda sobre os desafios e as perspectivas da HMA e da própria PNPIC. Confira!
 
Ecomedicina: Conte um pouco da história do Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia.
Danilo Maciel Carneiro: A trajetória do HMA iniciou-se em agosto de 1986, por meio de um convênio entre a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia Maharishi (IBCTM), entidade jurídica criada por Maharishi Mahesh Yogi para trazer o Ayurveda para o Brasil. A primeira ação realizada em Goiânia foi o I Curso de Fitoterapia Ayurvédica, inédito no Brasil até então. O corpo docente contou com a participação de médicos indianos formados em Ayurveda (vaydias) e profissionais brasileiros da rede pública de saúde. Este curso ensejou a capacitação teórico-prática de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e agrônomos do quadro da Secretaria de Estado da Saúde, os quais iniciaram a implantação da Fitoterapia Ayurvédica na Rede Pública Estadual.
Em fevereiro de 1987 foram implantados um serviço de atendimento ambulatorial e um pequeno laboratório farmacêutico em uma unidade de saúde pública, na cidade de Goiânia, ambos funcionando como estágio prático para médicos e farmacêuticos. Em abril de 1988, este ambulatório foi transferido para um antigo sanatório desativado, chamado Hospital JK, que estava com uma de suas alas em processo adaptação para receber o novo projeto. Em setembro de 1988, por força de Decreto Governamental, o ambulatório de terapia ayurvédica escalou um importante degrau: foi promovido a Hospital especializado em práticas não alopáticas, ligado diretamente à Secretaria de Saúde do Estado de Goiás. Alguns meses depois, a unidade recebeu o atual nome de Hospital de Medicina Alternativa, porque passou a congregar as diversas práticas então chamadas de não alopáticas que se encontravam salpicadas em alguns serviços de saúde isolados.
Nos primeiros meses, o atendimento médico restringiu-se a prescrição de fitoterapia, mas evoluiu posteriormente para Homeopatia, com a implantação da Farmácia Homeopática. Nos anos que se seguiram o atendimento foi ampliado para os serviços de enfermagem, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e os serviços de ensino e pesquisa. Hoje, após muita dedicação e perseverança de toda a equipe de funcionários, tanto da área administrativa como técnica/clínica, o HMA é reconhecido em nível nacional e internacional.
 
Ecomedicina: Como o HMA funciona?
Danilo Maciel Carneiro: Enquanto uma unidade do serviço público de saúde, os atendimentos são gratuitos, agendados com antecedência para um dos médicos da unidade. Atualmente o HMA conta com uma equipe de médicos, farmacêuticos, enfermeiras, agrônoma, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, uma nutricionista, uma fonoaudióloga e uma grande equipe de nível médio. Na área do HMA está incluído um horto de plantas medicinais, no qual são cultivadas algumas das plantas utilizadas no serviço. Existe também uma farmácia de manipulação homeopática e uma farmácia de manipulação de fitoterápicos. Os medicamentos são manipulados para dispensação aos pacientes atendidos. Em média são atendidos 200 pacientes por dia, em todas áreas acima mencionadas; na área médica, os atendimentos se restringem a Homeopatia, e Acupuntura e Fitoterapia Ayurvédica, além das palestras e grupos de pacientes em andamento.
 
Ecomedicina: O projeto parece convergir e até mesmo embasar as ideias da Política Nacional de Práticas Integrativas. É isso mesmo? Ele pode ser considerado uma referência na oferta de Práticas Integrativas e Complementares na capital, no estado e até no país?
Danilo Maciel Carneiro: Como podemos ver pela própria história do HMA, ele representa a essência dessa Política. Nos idos de 1988, o HMA nasceu convergindo as práticas não alopáticas, que hoje são chamadas de práticas integrativas e complementares. Ele foi um pioneiro que resistiu ao tempo, que teve o seu caminho próprio, resistindo a grandes dificuldades, ao longo de um período em que não existia no Ministério da Saúde qualquer apoio a essas práticas. Hoje, com o desenvolvimento da PNPIC, ele merece, a nosso ver, um olhar especial, juntamente com outras experiências que vieram depois.
O HMA tem perfil para desempenhar papel de referência para a implantação e estruturação das Práticas Integrativas e Complementares no SUS, tanto em Goiânia, quanto no Estado de Goiás, quanto nacionalmente. Um papel muito importante que ele poderia desempenhar, dentro de um sistema de cogestão participativa, seria o de núcleo responsável pela difusão das PICS para a rede pública de atenção básica, trabalhando em parceria e assessorando tecnicamente municípios interessados, divulgando as normas das PICS, desenvolvendo atividades educativas, fomentando e estudos e pesquisasse etc. Neste sentido, o estado de Goiás poderia ser um estado modelo para a implantação das PICs a partir deste sistema de cogestão estado-município.
 
Ecomedicina: Muitos profissionais, tanto médicos quanto gestores, se queixam da falta de apoio para a implantação de políticas regionais de práticas integrativas e complementares. Como vê isso? Acha que, de fato falta apoio? Sente ou sentiu isso no hospital?
Danilo Maciel Carneiro: É claro que a PNPIC representou um grande avanço. Hoje existe uma política de saúde que abraça a nossa causa e que luta por abrir espaços para a nossa linha de abordagem. Mas não há de se pensar que é sem resistências que a PNPIC avança. Pelo contrário, ela enfrenta grandes obstáculos e um grande desinteresse diante da falta de motivação política para efetivá-la. Falta pessoal, falta estrutura, falta destinação de recursos financeiros, falta visibilidade e autonomia para a PNPIC. E, evidentemente, as unidades de saúde que desenvolvem as PICs no Brasil, assim como o HMA, ressentem dessa carência.
 
Ecomedicina: Quais são as perspectivas? Quais devem ser os caminhos para dar continuidade ao projeto?
Danilo Maciel Carneiro: Nos planos estaduais e municipais, é com muita lentidão que se desenvolve a criação de políticas de PICs. Em Goiás, por exemplo, existe neste momento uma inciativa para se começar a criação da Política Estadual de PICs. As primeiras reuniões serão feitas no final desse mês de fevereiro. No município de Goiânia, ainda é uma ideia que começa a circular no seio deste novo Governo Municipal que se iniciou este ano, mas ainda sem corpo formado. Nossa expectativa é que as discussões sobre a criação da Política Estadual fermente a criação da Política Municipal de PICs em Goiânia. Mas essa é uma realidade nacional.

Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

Em virtude da crescente demanda da população brasileira, por meio das Conferências Nacionais de Saúde e das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos Estados-membros para formulação de políticas visando integração de sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos (também chamados de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa-MT/MCA ou Práticas Integrativas e Complementares) aos Sistemas Oficiais de Saúde, além da necessidade de normatização das experiências existentes no SUS, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, contemplando as áreas de Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Medicina Antroposófica e Termalismo Social – Crenoterapia, promovendo a institucionalização destas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares tem como objetivos:
      1. Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde;
      2. Contribuir ao aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso;
      3. Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades e;
      4. Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde.
      Dentre suas diretrizes, destacam-se:
      1. Estruturação e fortalecimento da atenção em PIC no SUS;
      2. Desenvolvimento de estratégias de qualificação em PIC para profissionais o SUS, em conformidade com os princípios e diretrizes estabelecidos para Educação Permanente;
      3. Divulgação e informação dos conhecimentos básicos da PIC para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS, considerando as metodologias participativas e o saber popular e tradicional;
      4. Estímulo às ações intersetoriais, buscando parcerias que propiciem o desenvolvimento integral das ações;
      5. Fortalecimento da participação social;
      6. Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos na perspectiva da ampliação da produção pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica nestes âmbitos na regulamentação sanitária;
      7. Garantia do acesso aos demais insumos estratégicos da PNPIC, com qualidade e segurança das ações;
      8. Incentivo à pesquisa em PIC com vistas ao aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade e segurança dos cuidados prestados;
      9. Desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação da PIC, para instrumentalização de processos de gestão;
      10. Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências da PIC nos campos da atenção, da educação permanente e da pesquisa em saúde;
      11. Garantia do monitoramento da qualidade dos fitoterápicos pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

sábado, 9 de março de 2013

Fluidez do momento presente

Com as agitações do dia a dia, nos distanciamos do real objetivo de nossas vidas de sermos felizes e de buscarmos realizar nossos sonhos. Quando passamos por qualquer fragilidade, imediatamente nos lamentamos por não ter feito isto ou aquilo e nos agarramos aos anseios do futuro ou remoemos os acontecimentos do passado, deixando de viver o mais belo momento: o presente.
É comum encontrar pessoas vivendo em um período de agitação ou de estresse por estarem com a mente ligada ao futuro ou ainda pessoas envolvidas com apegos emocionais como ressentimentos, culpas e perdas por estarem com a mente vinculada ao passado. Isso faz com que elas desperdicem os melhores momentos da vida como dar risadas, estar com pessoas que ela ame, andar descalço, olhar a natureza, se permitir brincar e admirar a alegria de uma criança.
Quando estamos no momento presente conseguimos nos focar mais, resolvemos melhor nossas inquietações e desperdiçamos menos tempo e energia com problemas imaginários. Conseguimos também desfrutar o melhor que a vida tem a oferecer e viver cada instante com mais segurança e autenticidade. Isso nos permite fazer com que a nossa natureza interior seja mais leve, solta e brilhosa.
Estar presente a cada instante da vida para torná-la mais completa e feliz é possível através do domínio da consciência. Esvazie sua mente de pensamentos desnecessários. Busque a concentração, foco e a meditação. Saiba que onde está o seu pensamento está sua energia e intenção. Por onde anda seus pensamentos nas soluções ou nos sofrimentos? Traga sua atenção para o agora e desfrute de toda sua força e presença em si mesmo. A vida é o reflexo de suas ações então, mude o seu hábito de apoiar-se no futuro ou no passado e esteja neste momento.
A sabedoria está na maneira com que realizamos e fazemos acontecer. O seu futuro está sendo construído agora. Nessa trajetória, como você já sabe, o mais importante é encontrar a felicidade na caminhada e não no destino. A vida é feita de momentos e é preciso aproveitá-los para ser feliz e encontrar a harmonia do bem viver.
O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.
(Brihadaranyaka Upanishad IV,45)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Antibióticos naturais

A VivaSaúde revela quais são os alimentos que possuem ação comprovada contra bactérias e afastam de vez o risco de infecções!
Por LEONARDO VALLE  | produção JANAINA RESENDE
Descoberta por Alexandre Fleming, em 1928, a penicilina foi o primeiro antibiótico e provocou uma revolução na forma como a medicina combatia doenças bacterianas até então. Quase 85 anos depois, a tecnologia permitiu que essa classe de medicamentos ficasse cada vez mais evoluída e certeira. “Antibióticos são substâncias produzidas por alguns tipos de micro-organismos que apresentam ação antimicrobiana contra outros micro-organismos. Hoje eles também são feitos por síntese em laboratório e há compostos derivados de plantas e animais”, explica Alexandre Bella Cruz, farmacêutico, professor e pesquisador em Microbiologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Micro-organismos resistentes
O uso desenfreado de antibióticos, entretanto, pode provocar problemas. O mais conhecido é o desenvolvimento de micro-organismos resistentes, exigindo doses maiores do remédio ou a elaboração de medicamentos mais potentes. Além disso, há a automedicação, que é perigosa. “O doente desconhece os efeitos adversos devido à sub ou superdosagem. Ele pode não apresentar o efeito de cura desejado e ainda provocar alergias, intoxicação e efeitos sobre o sistema nervoso central”, completa o pesquisador.
Fontes preventivas
Mas, uma dieta adequada pode auxiliar no combate aos micro-organismos patogênicos, principalmente porque influenciam positivamente no sistema imunológico e impedem o desencadeamento de doenças infecciosas. Mas seus benefícios não param por aí. “Alguns alimentos ainda podem possuir alguma atividade antimicrobiana”, explica Cruz.
Ademais, a forma como a comida é consumida pode ajudar a prevenir infecções. Segundo Sidney Federmann, nutrólogo do Hospital São Camilo (SP) e autor do livro Superalimentos que curam e previnem doenças (Discovery Publicações), é melhor consumir frutas ácidas in natura do que em sucos. “O epitélio da garganta impede que as bactérias adentrem no organismo. O excesso de ácido inflama a mucosa e favorece essa entrada. Ao consumir a fruta in natura, a saliva neutraliza o ácido e as bactérias contidas na garganta são levadas ao estômago para serem destruídas”, informa o médico.
A seguir, pedimos a ajuda de uma equipe de nutricionistas para compilar os dez principais alimentos com ação bacteriana comprovada por pesquisas científicas. Conheça seus princípios ativos e incorpore-os de vez na sua dieta.
ALHO
Doenças que previnem: diarreias (Campylobacter) e úlcera de estômago (H. pylori).
Atuação: contém alicina, que é responsável por seu aroma. Estudos da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, mostraram que um derivado da alicina rompe o filme protetor da Campylobacter e muda sua estrutura enzimática até matá-la. A Campylobacter é conhecida por contaminar alimentos e provocar diarreia. “É um indicativo de que o alho pode ser utilizado como antibactericida natural, além de proteger a comida”, diz Xiaonan Lu, microbiologista e autor da pesquisa. A alicina ainda atua sobre o RNA da H. pylori, causadora de úlceras e do câncer de estômago.
Uso: como tempero de carnes e para refogar pratos quentes.
Quantidade sugerida: 600 mg de alho por dia, o equivalente a 1 dente cru.
CEBOLA
Doenças que previnem: intoxicação alimentar provocada por Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Staphylococcus aureus.
Atuação: uma pesquisa in vitro realizada pela Universidade de Barcelona, na Espanha, mostrou que extratos de cebola podem inibir o crescimento de uma grande variedade de bactérias que provocam intoxicação alimentar. Isso graças a duas propriedades antioxidantes conhecidas como quercetina (encontrada em maior quantidade na cebola roxa) e campferol.
Uso: utilize a cebola para temperar carnes, vegetais e como ingrediente de maioneses, que são vulneráveis à contaminação por bactéria.
Quantidade sugerida: 1 cebola média por dia.
FONTES: NUTRICIONISTAS, ALINE MENEZES TIBURCIO ROQUE, DOCENTE DA UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ (UNOPAR); ANA LUÍSA KREMER FALLER, DOCENTE DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ (UNESA); MARIA GORETE BOLOGNINI AIELLO, DA FACULDADE METROPOLITANA UNIFICADA (FMU), ANDRÉIA SILVA, DE ARARAQUARA (SP).
EUCALIPTO
Doenças que previnem: infecções respiratórias.
Atuação: seus óleos essenciais impendem a adesão de micro-organismos nas mucosas do nariz e garganta, estimulando sua eliminação pelo corpo. É indicado principalmente para pessoas que ficam gripadas com facilidade.
Uso: como chá quente ou gelado. Cada 1 colher (chá) da planta rende 1 xícara. A planta pode ser batida ainda com suco de frutas ou consumida como xarope, a partir de uma calda de açúcar.
Quantidade sugerida: 2 xícaras do chá por dia.
MEL
Doenças que previnem: intoxicação alimentar (Staphylococcus aureus) e úlcera gástrica (H. pylori).
Atuação: contém uma enzima que produz peróxido de hidrogênio, de conhecida ação antisséptica. Pesquisadores da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, comprovaram que o mel destrói cepas da bactéria Staphylococcus aureus. A ação é similar à descoberta pela Universidade King Saud, da Arábia Saudita, contra a H. pylori.
Uso: como adoçante de sucos, cafés, iogurtes e sobremesas. Também pode ser utilizado para conservar frutas em compotas.
Quantidade sugerida: 1 colher (sobremesa) por dia.
CRANBERRY
Doenças que previnem: infecção urinária (Escherichia coli).
Atuação: a fruta possui compostos que impedem a aderência da bactéria no trato urinário, impedindo sua proliferação e facilitando sua eliminação pelo organismo. Um estudo recente da Worcester Polytechnic Institute, nos Estados Unidos, mostrou que a ação da bebida feita com a polpa da fruta, água e adoçante se estende por oito horas.
Uso: como suco. Se possível, opte pela polpa, já que as bebidas de caixinha possuem adição de conservantes e aditivos químicos que reduzem os benefícios da fruta.
Quantidade sugerida: até oito copos por dia.
FONTES: LUCIANA SETARO, PROFESSORA DA GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI. LISTER DE MACEDO LEANDRO, GINECOLOGISTA E DOCENTE DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA (SP).
TAMARINDO
Doenças que previnem: enfermidades urinárias (Escherichia coli) e intoxicação alimentar (Staphylococus aureus).
Atuação: um estudo de 2006 publicado na revista científica Phytomedicine comprovou o potencial antibactericida do tamarindo. Seu mecanismo de ação não está esclarecido, mas acredita-se que a razão do sucesso seja o ácido tartárico, também responsável por sua ação laxativa.
Uso: in natura ou como suco.
Quantidade sugerida: até 3 copos por dia (lembrando que a fruta é laxativa).
IOGURTE PROBIÓTICO
Doenças que previnem: infecção de bexiga, candidíase (Candida albicans) e vaginose (Gardnerella vaginalis).
Ação: a candidíase e a vaginose são provocadas pelo desequilíbrio da flora vaginal. A ingestão de Lactobacillus ajuda a irradicar as bactérias que, quando em excesso, provocam infecções. Os Lactobacillus ainda aumentam as chances de cura e evitam recidiva das doenças.
Uso: consumo de iogurte e leite fermentado com bactérias do tipo Lactobacillus.
Quantidade sugerida: até dois potes por dia.
Cuidado, cozinha!
Alimentos de origem animal e vegetal estão vulneráveis a contaminação por micro-organismo. “Temos desde os coliformes – que indicam que o alimento foi processado em condições insatisfatórias – até bactérias como Salmonella e Listeria. Elas são responsáveis por quadros graves de infecções e podem levar à morte”, explica Rodrigo Alfani, microbiologista da Sabinbiotec e mestre em Inspeção Sanitária de Alimentos. Confira algumas dicas para evitar a contaminação por bactérias:
1. Os alimentos devem ser refrigerados imediatamente, mesmo quando ainda quentes. A refrigeração diminui a multiplicação bacteriana.
2. Limpe os utensílios de cozinha com primor, para evitar que restos de alimentos virem comida de bactérias.
3. Os utensílios também devem ser secos, já que a umidade é outro fator que estimula a reprodução de micro-organismos.
4. Higienize os potes dos alimentos industrializados antes de armazená-los na geladeira.
5. Nunca lave a casca do ovo antes de guardá-lo. O ovo possuiu uma proteção natural que impede que a contaminação do ambiente invada o seu interior.
 LIMÃO
Doenças que previnem: gastroenterite (Salmonella typhimurium).
Atuação: pesquisa da Universidade Shivaji, da Índia, publicada na British Journal of Pharmacology and Toxicology, mostrou que os flavonoides da casca do limão possuem ação bactericida contra Salmonella. O alimento ainda contém outros antioxidantes, como eriodicitol, hesoeretina e d-limoneno.
Uso: limpe e rale a casca. Use-a em sucos, doces e saladas.
Quantidade sugerida: uma unidade por dia.
ROMÃ
Doenças que previnem: cáries (Streptococcus mutans) e intoxicação alimentar (B. cereus)
Atuação: não se sabe ao certo a razão, mas uma pesquisa da Universidade Pace, nos Estados Unidos, mostrou que o suco da romã diminui consideravelmente os micro-organismos que vivem na boca.
Uso: fruta in natura ou como suco
Quantidade sugerida: 1 unidade ou 1 copo de suco por dia.
ÓLEO DE COCO
Doenças que previnem: candidíase (Candida albicans) e cáries (Streptococcus mutans).
Atuação: ao ser digerido, o óleo de coco inibe a proliferação de bactérias que vivem na boca. Quem descobriu o feito foi o Instituto de Tecnologia de Athlone, na Irlanda. A causa provável é que metade do óleo de coco é ácido láurico, precursor da monolaurina. Essa substância possui ação contra bactérias, vírus e protozoários.
Uso: como substituto do óleo de soja ou canola. Ele ainda pode ser misturado em vitaminas, usado para temperar saladas ou na receita de bolos e doces.
Quantidade sugerida: até 4 colheres (sopa) por dia.

terça-feira, 5 de março de 2013

Depressão será a doença mais comum no mundo em vinte anos

Jussara Penna
O conhecido médico brasileiro Drauzio Varella afirmou recentemente que nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum no mundo. Esta enfermidade que está associada ao estilo de vida moderno, pode atingir qualquer faixa etária, raça, ou classe social.
E para a Organização Mundial da Saúde (OMS) esta moléstia ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam neste pouco tempo, constituindo uma doença epidêmica, em alguns casos, de acordo com a Classificação Internacional das Doenças, pode ser identificada como crônica.
Atualmente, este estado de melancolia e falta de motivação para fazer o que antes lhe dava prazer atinge mais de 450 milhões de pessoas, segundo a própria OMS e, apenas no Brasil, existem mais do que 15 milhões de pessoas depressivas.
Para o médico cirurgião José Moromizato, esta moléstia possui sintomas parecidos com virose e não há um motivo concreto para explicar o porquê da doença, que pode ser causada por uma perda amorosa muito grande, vida financeira sem sucesso, falta da companhia de amigos, entre outros. As causas da depressão são inúmeras, mas o estresse, é a maior delas.
De acordo com o médico, para diagnosticar a enfermidade, é preciso de imediato realizar o exame físico, pois entre os maiores sintomas são falta de energia, dificuldade de concentração, insônia ou sono em excesso, problemas no estômago ou na digestão, sentimento de desesperança, mudança no apetite e tentativa de suicídio.
"Se uma doença física for descartada, o médico deverá encaminhar o paciente para um psicólogo ou para um psiquiatra. Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para o caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos", enfatiza.
Na opinião do médico Drauzio Varella, a terapia é um dos métodos mais efetivos que existe para tratar doenças psicossomáticas. "Durante as sessões com um psicólogo o doente começa a entender seus comportamentos, emoções, ideias, identificando o que lhe incomoda", afirma.
No entanto, outra alternativa de tratamento para a depressão é praticar exercícios físicos.
Muitas pessoas,mulheres e homens bonitos e bem sucedidos, que desfilam nas academias, em muitos casos não estão ali em busca do corpo perfeito, mas para amenizar ou acabar com os efeitos desta "doença da alma".
Num mundo com tanta gente afetada pela depressão, especialistas revelam que os cuidados com o corpo deixam de ser apenas vaidade e tornam-se parte importante no tratamento para o resgate da qualidade de vida.
Para muitas pessoas que sofrem desse mal, o exercício físico é considerado um elemento importante no tratamento. E o mais saudável. Já que se sabe que o consumo de medicamentos aumentou em 50%.
Abaixo, alguns tratamentos alternativos que tambem ajudam na cura da depressão:
A Dançaterapia que busca utilizar os recursos artísticos, educacionais e terapêuticos da dança, ajudando a pessoa a se encontrar, descobrir novos caminhos e superar desafios. Além disso, preserva e energia e o equilíbrio do ritmo interno do corpo, com o principal objetivo de integrar pessoas de todas as idades. Melhora a autoestima, atenção, concentração, coordenação, aprendizagem e socialização. Resumindo, Dançaterapia é convivência, é consciência do corpo, suas possibilidades (habilidades e talentos) e seus limites.
A Quick Massage é uma outra opção que alivia o estresse acumulado no pescoço e nos ombros, desconforto muito comum para muitas pessoas que trabalham praticamente o dia todo sentadas. A parte emocional também quando não está em equilíbrio também pode alterar a postura causando descompensações e como consequência causando dor.
O Reiki também atua nas partes física, emocional, mental e espiritual de nossas vidas. Durante a aplicação do reiki, a energia que vem através de um portal que se abre quando é feita a introdução das mãos, esta energia pode ir até a origem do problema, mesmo que a origem esteja no passado (nesta vida ou em outra) curando traumas, reprogramando o futuro e libertando a pessoa no presente.
O método Hatha Yoga trabalha integrando as técnicas Asanas (posturas corporais), Pranayama (exercícios respiratórios) , concentração, relaxamento e meditação. A prática integrada desses exercícios promovem o bem estar físico, vitalidade, flexibilidade e equilíbrio. Os exercícios respiratórios ajudam a expandir a nossa capacidade pulmonar, acalma a mente, além de ser um instrumento poderoso que nos ajuda a entrar em contato com a nossa natureza íntima. A sua prática leva a maior concentração, relaxamento e bem estar, o que favorece a autoestima e baixa a ansiedade.
Uma das terapias mais procuradas é a Meditação que tem como objetivo final familiarizar-se com o nosso mundo interno, aquietar a nossa mente para que possamos reconhecer a nossa natureza interior e a nossa essência. A partir disso, podemos perceber como funcionamos, quais são os nossos padrões de pensamentos e necessidades e partir disso, é possível nos transformar. Os benefícios são inúmeros: concentração e relaxamento que conduzem ao autoconhecimento e à autotransformação.

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, alerta pesquisador

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito&id=8605
Mudança no "hardware" do cérebro só terão benefícios se houver uma mudança no "software", na mente do paciente, algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.
Cérebro e Mente
Os médicos precisam reconsiderar a forma como estão prescrevendo antidepressivos.
Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal.
Mas essa mudança no "hardware" do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no "software" - na mente do paciente - algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.
O alerta contundente está sendo feito pelo renomado neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Plasticidade cerebral
Trata-se de uma posição surpreendentemente franca, principalmente vinda de um neurocientista respeitado mundialmente.
Afinal, milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.
Será então que um sistema tão amplamente aceito poderia estar totalmente errado?
É exatamente isso que mostram estudos recentes na área.
Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si sós.
Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.
Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais.
Reconectando as ligações do cérebro
Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por "falsas conexões" no cérebro podem ser tratadas - por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.
A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas, enquanto a psicoterapia sozinha obtém resultados de curta duração. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.
"Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas," disse o pesquisador.
A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.
O estudo de Castrén chamou a atenção das autoridades de saúde europeias, que lhe derem um financiamento de €2,5 milhões para detalhar suas descobertas.