segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Importância da Respiração

 Paula Soveral
A maior parte do tempo respiramos mal e de forma insuficiente. Isso é a causa de muitas das nossas doenças. Está provado que tornar a respiração mais lenta e profunda tem um profundo efeito no bater do coração e, portanto, nas atitudes mentais e na capacidade de relaxar. Respirar correctamente melhora a elasticidade dos pulmões e mantém um bom equilíbrio entre oxigénio/dióxido de carbono no corpo físico. Respirar correctamente é respirar sem medo; é encher lenta e progressivamente os pulmões, toda a caixa torácica, parar, expirar igualmente sem pressa e voltar a fazer uma ligeira paragem antes de voltar a inspirar.
A prática da respiração controlada ou Pranayama ("prana" = força vital / "yama" = regulação), através de vários exercícios, utiliza e dirige a energia da respiração para ajudar a curar, revitalizar e acalmar, e aumentar o domínio sobre a mente. A cultura oriental afirma que uma correcta respiração, para além de promover a saúde, promove também o poder mental, a felicidade, o autodomínio e o desenvolvimento espiritual. Há quem afirme que se uma geração inteira respirasse correctamente regeneraria a Raça e a doença tornar-se-ía raríssima.
De entre as inúmeras consequências de uma respiração deficiente podemos salientar todos os problemas do foro respiratório (gripes, constipações, etc.), doenças pulmonares (bronquite, pneumonia, pleurisia, tuberculose pulmonar, etc.), tensão arterial elevada, ansiedade, auto-intoxicação, prisão de ventre, hérnias.
Respirar é Viver. Não há Vida sem respiração: todos os seres vivos, animais e vegetais, devem a sua existência ao Ar. A Vida depende em absoluto da maneira de respirar. Todos sabemos que podemos estar alguns dias sem comer e sem beber, mas apenas alguns segundos sem respirar.
Vamos preparar-nos para o Outono e Inverno começando, desde já, inserindo um novo hábito na nossa rotina diária, de manhã cedo e antes de adormecer: várias respirações completas e profundas, revitalizando todo o nosso ser de energia vital (Prana). Se possível junto de árvores ou plantas, melhor! E sempre que puder fazer uma pequena paragem ao longo do seu dia, pare e respire lenta e tranquilamente. Vai poder sentir, quase de imediato, os imensos benefícios de uma respiração correcta.
O ser humano, tal como tudo, respira ao ritmo do Cosmos... A Vida é Respiração, Respiração é Vida.

Emagreça acelerando seu metabolismo

Acelere seu metabolismo e queime gorduras 24hs por dia!
Muitas pessoas comentam que tem um metabolismo muito lento e com isso não conseguem emagrecer. Elas vivem fazendo essa ou aquela dieta da moda, ainda que não saibam como o metabolismo humano funciona.
Mas o que a maioria das pessoas desconhece é que podemos acelerar o nosso metabolismo, o que é essencial para perdermos a gordura acumulada. Antes de entendermos as maneiras de acelerar esse metabolismo, vamos ver alguns princípios básicos.
O que é Metabolismo?
Existem muitas abordagens científicas para explicar isso. Porém a melhor abordagem é aquela acessível ao maior número de pessoas possível, que podem entender essa definição a partir de uma linguagem clara e objetiva: metabolismo é a taxa com que o seu corpo queima calorias para se manter vivo.
É isso mesmo... o seu corpo queima calorias 24hs por dia, todos os dias, não importando se você malha ou não. Lembre-se que o seu corpo precisa de energia o tempo todo, mesmo quando você está dormindo e é por isso que deixar de fazer refeições é com certeza a pior coisa que você pode fazer se o seu objetivo é perder peso através da queima de gorduras.
O que afeta o metabolismo?
O que você acha que tem o maior impacto no seu metabolismo? Níveis de atividade física? Sua tireóide? Sua idade? NADA DISSO!! Os níveis de atividade física, a função da tireóide e a idade afetam realmente o seu metabolismo, mas não tanto assim.
Aqui está a resposta: O que mais afeta o metabolismo é o tecido muscular! Quanto mais músculos você tiver, mais calorias você vai queimar, independente do do seu nível de atividade, da sua idade, etc. Os músculos são tecido vivo e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias 24hs por dia - TODOS OS DIAS!!
Aqui estão 8 fatores que afetam o metabolismo, em ordem de importância:
(1) Tecido muscular (você já sabe porque ele é o no. 1 da lista)
(2) Frequência das refeições (quanto mais tempo você dá entre as refeições, mais o seu metabolismo diminui para conservar energia)
(3) Nível de atividade (é importante, mas não faz nenhuma diferença se você não compatibiliza a sua alimentação com o seu gasto calórico)
(4) Escolha dos alimentos (por ex. dietas baixas demais em gordura tendem a resultar em baixa produção hormonal o que leva à diminuição do metabolismo.)
(5) Hidratação (mais de 70% das funções do corpo acontecem na presença de água. A falta de água faz com que o seu metabolismo pise no freio)
(6) Genética (algumas pessoas têm um metabolismo naturalmente mais alto do que outras. Você não pode mudar a genética, mas pode acelerar o seu metabolismo)
(7) Produção e função dos hormônios (é muito pouco provável que você tenha uma tireóide "preguiçosa". Antes de culpá-la, primeiro estabilize o nível de açúcar no sangue (taxa de glicose) e comece progressivamente a praticar exercícios 2-3 vezes por semana)
(8) Estresse (o estresse também pode diminuir o seu metabolismo por colocar o seu organismo em estado de tensão. Além disso, muitas pessoas tendem a comer mais quando estão estressadas)
Porque o metabolismo diminui?
Quantas vezes você ouviu alguém dizer "assim que você chegar aos 30 o seu metabolismo vai diminuir"? Talvez você até mesmo já tenha dito isso. Esse é um bom exemplo de idéias que por serem muito repetidas, acabam sendo encaradas como uma verdade absoluta. MAS NÃO É!!
Pesquisas indicam que o metabolismo não diminui significativamente de acordo com a idade e sim de acordo com a falta de músculos. E você não perde músculos de uma hora para outra só por ficar mais velho, e sim por causa da falta de uma atividade física que cause um estresse positivo nos músculos fazendo com que eles se mantenham ou se desenvolvam.
Essas são as 2 maiores causas que fazem com que o seu metabolismo diminua:
1. Perda de tecido muscular
2. Diminuição do nível de atividade à medida que se fica mais velho
Você pode perder tecido muscular devido à falta de atividade física específica para esse fim (musculação) ou por não fazer uma alimentação adequada e disciplinada. Quando você pula refeições ficando muito tempo sem comer, o seu corpo vai obter a energia que precisa consumindo o seu próprio tecido muscular (catabolismo).
Logo:
MENOS MÚSCULOS >> METABOLISMO MAIS LENTO >> MAIOR ACÚMULO DE GORDURA
Da mesma forma não pense que ficar comendo folhas o dia todo para emagrecer é eficaz. No início da sua "dieta das folhas" o seu organismo vai normalmente estar com um metabolismo mais alto.
Isso vai ser ótimo porque você vai perder peso durante os primeiros dias e pensar que está no caminho certo. Só que com o passar do tempo o seu metabolismo vai diminuindo, e essa dieta passa a não surtir mais efeito.
Você fica cansado de comer folhas e volta a comer normalmente o que comia antes. O que vai acontecer? BINGO!! Você vai voltar a engordar tudo de novo, e viver nesse estica e encolhe constante. Isso vale para qualquer dieta, seja ela dos sucos, do abacaxi, da melancia, e de qualquer outra dessas "dietas da moda".
Agora que você sabe do problema, vamos falar da solução. Aumentar o seu metabolismo e se livrar do excesso de gordura é mais fácil do que parece! Não dê ouvidos aos pessimistas que sempre colocam a perda de gordura como uma coisa difícil e inacessível. QUEBRE ESSE PARADIGMA!!
Passo 1 - Pare de acumular gorduras novas
Não faz sentido iniciar um programa de exercícios sem que você primeiro passe por uma mudança nos seus hábitos alimentares e pare de ficar acumulando gorduras novas no final do dia.
Você não engorda devido à falta de exercícios. Você engorda porque abastece o seu corpo com mais calorias do que ele precisa num determinado momento. Então a solução deve partir dos seus hábitos alimentares!
Não quero aqui dizer que você tem que fazer uma dieta super rígida. É possível comer o que gosta SE você puder dar ao seu corpo somente a quantidade que ele precisa, e nada extra. É exatamente esse extra que vai fazer o seu corpo acumular gordura.
Então não pense em tentar queimar qualquer gordura antes que você primeiro pare de acumular novas gorduras! Como vimos você consegue isso ajustando a sua alimentação ao seu nível de atividade. Isso significa pequenas e balanceadas refeições a cada 2-3 horas e a quantidade de calorias em cada refeição vai depender do seu nível de atividade.
Passo 2 - Ataque a gordura existente
Isso requer uma combinação de fatores que consiste em:
  1. Estabilização dos seus níveis de glicose no sangue
  2. Prática gradual de exercícios aeróbicos e exercícios de força (anaeróbicos).
Sobre como estabilizar os níveis de glicose nós vamos abordar mais a fundo nas nossas próximas newsletters, quando vamos falar sobre o papel dos carboidratos na nossa alimentação. Agora o que você precisa saber é que existem carboidratos que devem ser consumidos sempre, e outros que só devem ser consumidos de forma restrita.
Os que devem ser consumidos sempre são aqueles de baixo índice glicêmico (mantém estáveis os níveis de insulina, evitando o sobe e desce da glicose no sangue e afastando a fome por mais tempo). Esses são exemplos de alimentos que devem ser consumidos sempre, pois são ricos em fibras e levam mais tempo para serem digeridos, acelerando assim o metabolismo: grãos integrais, legumes, frutas e verduras.
Evite consumir com frequência alimentos de alto valor glicêmico, tais como arroz branco, doce, açúcar, biscoito e bolo. No processo de refino, as fibras são retiradas e dão lugar ao açúcar e aditivos, que retardam o metabolismo. Esses alimentos são digeridos rapidamente. Essa rapidez engana o cérebro, que sinaliza com mais fome em pouquíssimo tempo.
Com relação aos exercícios, é muito importante a prática tanto de exercício aeróbicos como exercícios anaeróbicos (musculação) pelos motivos que já colocamos aqui. A musculação é fundamental para manter e desenvolver a musculatura, que é o mais importante para quem quer acelerar o metabolismo e promover a perda de gordura.
Os exercícios aeróbicos são importantes também por gastarem calorias. Lembre-se que 30 minutos de corrida na esteira consomem aproximadamente 300 calorias. No final das contas isso é muito importante no resultado do seu balanço calórico diário.
Com a suplementação conseguimos uma boa ajuda para acelerar esse metabolismo e promover a perda de gordura.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Acupuntura: o poder de cura das agulhas

Taisa Gamboa
A globalização permitiu uma miscelânea cultural jamais vista, o que facilitou o contato dos povos ocidentais com culturas milenares como a chinesa. Foi na China que surgiu a Acupuntura, tema desta terceira edição do Por uma boa causa. Essa tradicional técnica trata as doenças e seus efeitos através da introdução de agulhas em pontos específicos do corpo, o que estimula a circulação de energia, fazendo com que os órgãos e sistemas se harmonizassem, favorecendo uma boa saúde.
Segundo a Associação Médica Brasileira de Acupuntura, o conceito de energia dos antigos chineses é atualmente compreendido como estímulo das fibras nervosas A-delta e C. Assim, com os conhecimentos dos efeitos da agulha em Neuroanatomia e Neurofisiologia, o mecanismo da ação da Acupuntura tornou-se científico. Por meio de determinado aprofundamento da agulha, o médico acupunturista consegue mandar para o Sistema Nervoso Central um impulso bioelétrico que bloqueia determinadas áreas e elimina a dor.
A técnica se baseia em energias que percorrem o corpo. Esses trajetos, meridianos ou canais de energia, passam pelos órgãos e vísceras e se exteriorizam na pele e estruturas próximas, como, o tecido subcutâneo, os músculos, os tendões etc. Nos meridianos, foram mapeados pontos que podem ser alcançados por agulhas, permitindo que sejam estimulados ou sedados, conforme o caso, para desbloquear a passagem da energia e permitir sua circulação e distribuição pelo organismo. Fica a critério do médico acupunturista selecionar e fazer a combinação dos pontos mais adequados para colocação das agulhas no paciente, de acordo com as desarmonias e características do paciente.
De acordo com Décio Alves, médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), a rigor, todo problema não cirúrgico pode ser tratado ou melhorado pela técnica, tais como doenças gastrintestinais, respiratórias, de circulação, imunológicas, entre outras. Entretanto, a grande indicação para ela é a dor em suas mais variadas formas. Para cada patologia a ser tratada, existe uma agulha com tamanho, calibre e técnica específicos.
- A acupuntura demanda um treinamento especial com um certo número de horas de prática, e, portanto, o médico alopata (que utiliza um sistema terapêutico que trata as doenças por meios contrários a elas, procurando conhecer suas causas e combatê-las) não está capacitado para tal, embora possa encaminhar seus pacientes para o acupunturista. Muitos profissionais da Medicina têm preconceito em relação a Acupuntura seja devido as diferenças culturais e a falta de informação – alerta Décio Alves.
Segundo ele, hoje em dia, já existe uma vasta literatura científica que demonstra os efeitos dessa técnica e como eles são alcançados. Além disto, a Acupuntura não é ensinada em nenhuma disciplina da Faculdade de Medicina, o que dificulta o seu acesso e a sua compreensão. Com o tempo, este quadro tende a alterar-se, já que o Conselho Federal de Medicina considera essa uma especialidade. A prática é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelo Ministério da Saúde, o que permite a sua aplicação nos serviços de saúde pública, ampliando a sua credibilidade e utilização. Além disso, atualmente, existem normas da Vigilância Sanitária que orientam para o uso de material descartável, o que elimina o risco de transmissão de doenças

Emoções criam relação universal entre músicas e cores

A relação entre músicas e cores poderá ter implicações para terapias cognitivas e de desenvolvimento da criatividade, segundo os pesquisadores, além da publicidade e até mesmo dos programas tocadores de música
Parece haver uma conexão universal entre música e cores.
Esteja você ouvindo Bach ou um blues, seu cérebro fará a mesma associação da música com uma cor que outra pessoa de uma cultura totalmente diferente.
Por exemplo, o alegre Concerto Nº 1 para flauta, de Mozart, é associado com amarelo e laranja, enquanto o duro Réquiem em D Menor é mais comumente associado com preto ou cinza azulado.
Os pesquisadores da Universidade de Berkeley (EUA) compararam as impressões de pessoas dos Estados Unidos e do México.
De forma generalizada, tanto nos Estados Unidos quanto no México, os voluntários associaram as mesmas peças de música clássica com as mesmas cores.
Paleta emocional de cores
Segundo os pesquisadores, isso sugere que temos uma "paleta emocional de cores", que parece ser intuitiva e que subsiste às barreiras culturais.
"Os resultados foram extremamente fortes e consistentes em todos os indivíduos e culturas, e apontam claramente para o poderoso papel que as emoções desempenham na forma como o cérebro humano associa as músicas com as cores," disse Stephen Palmer, um dos autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Usando uma paleta de 37 cores, o estudo revelou que as pessoas tendam a associar músicas mais alegres e de ritmo mais rápido com cores mais vivas, como o amarelo, enquanto músicas de ritmo mais lento são mais associadas com cores escuras, mais cinzentas e mais azuladas.
A associação é tão forte que os pesquisadores puderam prever com 95% de precisão as cores que os voluntários atribuiriam a cada nova música apresentada.
Criatividade e sinestesia
Essas informações poderão ter implicações para terapias cognitivas e de desenvolvimento da criatividade, segundo os pesquisadores, além da publicidade e até mesmo dos programas tocadores de música.
Por exemplo, as informações de um equalizador poderiam ser usadas para criar os padrões de cores nas telas dos tocadores, que hoje são gerados aleatoriamente, sem levar em conta as "emoções das músicas".
Outra possibilidade de aplicação é no estudo e tratamento da sinestesia, uma condição neurológica na qual a estimulação de um sentido altera outro.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Beterraba pode reduzir significativamente a pressão arterial

http://www.procuramed.com/maissaude/alimentacao/beterraba-pode-reduzir-significativamente-a-pressao-arterial/
Os atletas profissionais estão sempre procurando alternativas para melhorar o seu desempenho. Um dos itens que tem despertado interesse ultimamente é o suco de beterraba e a possibilidade de ele auxiliar na velocidade e no fortalecimento muscular.
Há estudos muito competentes, mostrando que beterraba pode ser útil para os atletas, mas, hoje, vamos nos concentrar em outro benefício produzido por esse legume: seu efeito redutor da pressão arterial em hipertensos.
Cerca de 25% dos brasileiros adultos são hipertensos e essa taxa sobe para 50% entre aqueles acima dos 55 anos de idade. Portanto, o consumo da beterraba pode ser uma maneira interessante e simples de controlar a pressão, especialmente, porque muitos desses doentes não a mantêm idealmente controlada.
A hipertensão arterial é responsável por 300 mil mortes por ano no Brasil, devido a derrames e doenças cardiovasculares causadas pelos danos nos vasos sanguíneos.
Médicos pesquisadores do Bart e The London Medical School estudaram 15 homens e mulheres, de meia idade, que tinham hipertensão leve, mas não tomavam nenhuma medicação para o problema. Eles receberam 250 ml de suco de beterraba e a pressão arterial de cada um foi verificada com frequência durante as 24 horas seguintes.
Três horas depois de beber o suco, a pressão deles caiu cerca de 12 mmHg, sendo que essa redução durou mais 3 horas. Em seguida, houve lenta elevação da pressão arterial. Porém, no período avaliado, de 24 horas, ela permaneceu abaixo do valor aferido antes de beberem o suco. Passado um dia inteiro, a redução foi de 8,5 mmHg.
Note-se que os pesquisadores também realizaram a chamada experiência “controle”. Uma dose de 250 ml, de uma bebida similar, contudo, livre do nitrato de beterraba (o ingrediente ativo no suco) foi entregue a voluntários e constatou-se que não houve queda da pressão arterial.
Sim, a substância “secreta” presente no suco é o “nitrato inorgânico”, encontrado no solo e que se concentra, principalmente, em vegetais de raiz, tais como beterraba e rabanete, e folhas verde-escuras, como o espinafre e a rúcula. O nitrato é o componente mais importante da beterraba, responsável ​​pela redução da pressão arterial.
Essa leguminosa, no entanto, também é considerada um vegetal superstar por outra razão: possui um único grupo de antioxidantes chamados betalains, os quais têm fortes propriedades anti-inflamatórias e desintoxicantes.
Se você pode comprar beterraba com as folhas em anexo, melhor ainda, já que os verdes são fontes valiosas de luteína e zeanxanthin, antioxidantes importantes para manter os olhos saudáveis ​​à medida que envelhecemos.
Alguns desses antioxidantes são destruídos pelo calor, por isso, se cozinhar a beterraba, faça-o moderadamente, ou experimente-a crua. Você pode misturar folhas do legume à salada, por exemplo. Para a raiz, cozinhe a vapor levemente e por apenas 15 minutos. Se tiver uma centrífuga, acrescente cenouras e uma maçã, e terá uma bebida potente, saborosa e saudável.
Assim, se você tem pressão arterial elevada, e não consegue mantê-la sob controle, converse com seu médico sobre essa pesquisa. Embora o estudo londrino seja pequeno, pesquisas anteriores mostram redução da pressão arterial como efeito da ingestão da beterraba.
Em outro post, abordaremos a relação entre a beterraba e o desempenho atlético, e explicaremos que nitrogênio age como drogas similares ao Viagra, uma vez que dilata os vasos sanguíneos.

Meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde

New Scientist
"Há muito tempo os cientistas se perguntam por que a meditação tem tantos efeitos positivos."
 Depois de vencerem muitos preconceitos de seus colegas, cientistas já demonstraram que, entre os benefícios da meditação, estão a redução do risco de ataques cardíacos, derrames e da morte por todas as causas.
Uma equipe norte-americana afirmou recentemente que, se a ioga fosse remédio, ela seria o melhor remédio do mundo - a ioga é uma dentre várias técnicas de meditação.
A novidade agora é que se descobriu que a meditação altera a expressão de genes envolvidos com vários processos benéficos à saúde.
E os resultados podem aparecer em minutos, dispensando anos de isolamentos em mosteiros nas montanhas do Tibete.
Estudos anteriores já documentaram mudanças no cérebro quando as pessoas praticam meditação, mas esta é a primeira vez que se demonstra mudanças na expressão dos genes.
Segundos os pesquisadores, esse pode ser o mecanismo principal que poderia explicar os efeitos benéficos relatados da meditação, da ioga e da oração.
Efeitos genéticos da meditação
Herbert Benson e seus colegas do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) analisaram os perfis genéticos de 26 voluntários - nenhum dos quais meditava regularmente - antes de ensinar-lhes uma rotina de relaxamento com duração de 10 a 20 minutos.
As práticas incluíam recitar palavras, fazer exercícios de respiração e tentativas de interromper o fluxo automático de pensamentos.
Depois de oito semanas de meditação diária, o perfil genético dos voluntários foi analisado novamente.
Os genes reforçados têm três principais efeitos benéficos: melhorar a eficiência das mitocôndrias, a sede de força das células, aumentar a produção de insulina, o que melhora o controle de açúcar no sangue, e evitar o esgotamento dos telômeros, as extremidades dos cromossomos que ajudam a manter estável o DNA e evitam que as células se desgastem - em duas palavras, retardam o envelhecimento.
Os genes que se tornaram menos ativos foram aqueles governados por um gene mestre chamado NF-kappaB, que desencadeia uma inflamação crónica que leva a doenças como a hipertensão arterial, doenças cardíacas, doença inflamatória intestinal e alguns cancros.
Resultados em minutos
Os cientistas queriam testar a meditação ao extremo, e então decidiram analisar os genes antes e depois de uma única sessão de meditação.
Os resultados foram conclusivos: as alterações genéticas benéficas induzidas pela meditação ocorreram em poucos minutos.
"Parece fazer sentido que se vejam essas respostas depois de apenas 15 a 20 minutos, assim como, inversamente, curtos períodos de stress elevam as hormonas de stress e geram outros efeitos fisiológicos que são prejudiciais a longo prazo," comentou Julie Brefczynski-Lewis, da Universidade Oeste da Virgínia em Morgantown, que estuda os efeitos fisiológicos das técnicas de meditação.
E você, já meditou hoje?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Por que prisão de ventre faz mal à saúde

http://www.stancka.com.br/artigos_e_materias.php?idA=106
Por que prisão de ventre faz mal à saúde
por Gilberto Coutinho
A prisão de ventre, ou constipação, é a dificuldade ou a impossibilidade de evacuação das matérias fecais e a diminuição acentuada do número de defecações, devido a uma retenção anormal e prolongada das fezes no intestino grosso, que se tornam duras e ressecadas.
Quando se retarda a evacuação, ou a eliminação das fezes contidas no interior do intestino, gradativamente, elas se tornam mais sólidas, devido à absorção da água (pela mucosa intestinal), ao seguirem a sua trajetória em direção ao reto (parte terminal do tubo digestivo).
De maneira alguma se deve pensar que a prisão de ventre seja um problema simples e de pouca relevância clínica, que não precise ser combatido rapidamente; na verdade, a prisão de ventre é a origem de tantas outras enfermidades.
Toxinas das bactérias intestinais provalvelmente se encontram relacionadas ao desenvolvimento de doenças como diabetes, meningite, colite...Existe uma abundância de compostos tóxicos nas fezes, por isso sua eliminação diária torna-se extremamente importante; tais compostos tóxicos podem ser reabsorvidos pela mucosa intestinal se permanecerem por um tempo maior no interior dos intestinos. Os antígenos e as toxinas das bactérias intestinais, provavelmente, encontram-se relacionados ao desenvolvimento de algumas doenças: diabetes mellitus, meningite, miastenia grave (afecção neurológica caracterizada por uma fraqueza muscular excessiva), da tireóide, colite ulcerativa, dentre outras.
O saudável é evacuar diariamente, de duas a três vezes, pela manhã, após o almoço e à noite antes de dormir. Se o intestino deixa de funcionar de dois a três dias, isso deve ser combatido. Após as causas serem identificadas e removidas, o funcionamento intestinal precisa de ser reeducado, para se restabelecer o seu funcionamento diário.
Causas da prisão de ventre
- Hábitos dietéticos errôneos, à base de alimentos refinados (industrializados), pobres em vegetais como: legumes, verduras, leguminosas, tubérculos, frutas e fibras.
- Consumo diário inadequado de líquidos (uma pessoa adulta precisa beber dois litros de água por dia).
- Sedentarismo (muito prejudicial à saúde física e mental), atividade física inadequada e repouso prolongado na cama e/ou no leito.
- Medicamentos alopáticos: anestésicos, antiácidos (sais de alumínio e de cálcio), anticolinérgicos, anticonvulsivantes, antidepressivos (tricíclicos, inibidores da monoamino oxidase), anti-hipertensivos, antiparkinsonianos, antipsicóticos (fenotiazinas), agentes bloqueadores beta-adrenérgicos (propranolol), sais de bismuto, diuréticos, sais de ferro, laxativos e catársicos (uso crônico), relaxantes musculares, intoxicação por metais tóxicos (arsênio, chumbo e mercúrio).
- Distúrbios do metabolismo: hipocalemia (diminuição dos valores do potássio no sangue abaixo dos valores normais), hiperglicemia, uremia, porfiria (conjunto das afecções hereditárias devido à anomalia do metabolismo das porfirinas, das quais diversos derivados são eliminados na urina) e amiloidose (substância anormal que se parece com o amido e que se deposita entre as células de certos tecidos do corpo ou em órgãos, provocando lesões degenerativas e diversos distúrbios).
- Distúrbios endócrinos: hipotireoidismo, hipercalcemia e para-hipopituitarismo.
- Anormalidades estruturais: feocromocitoma (tumor, em geral, benigno da medula supra-renal) e glucagonoma (tumor, em geral canceroso, que produz hormônio glucagon, o qual eleva o nível de glicose no sangue e produz uma erupção cutânea característica).
- Doenças intestinais: diverticulite, síndrome do intestino irritável e tumor.
- Distúrbios neurológicos: distúrbios nervosos do intestino (neuropatia autônoma; aganglionose - inervação anormal do intestino que acomete o ânus e pode estender-se pelo intestino num grau variável); distúrbios da medula espinhal (trauma e esclerose múltipla); e distúrbios cerebrais (apoplexia, doença de parkinson e neoplasma).
- Estresse e distúrbios psicogênicos.
- Uso crônico de enemas (introdução de líquido medicado pelo ânus com finalidades terapêuticas) e laxantes.
- Exposição a inseticidas.
Curiosidades sobre o processo digestivo
- A maioria das enfermidades deriva-se de hábitos dietéticos errôneos. Nada contribui tanto para a acumulação de impurezas e toxinas no sangue quanto uma alimentação imprópria.
- A digestão se inicia na boca, quando o alimento é mastigado e mistura-se com a saliva, fluido formado por 99% de água e que contém amilase (ptialina), uma enzima digestiva que decompõe o amido contido nos alimentos, cuja ação se prolonga no estômago. A ptialina também decompõe o glicogênio, principal forma de glicose armazenada no fígado e nos músculos e que contribui para a manutenção da quantidade normal de açúcar (glicose) no sangue.
- Para que a digestão se processe adequadamente, é necessário mastigar-se bem os alimentos antes de engoli-los.
- O processo digestivo completo, da deglutição à excreção, dura de 12 a 24 horas.
- O intestino delgado mede de 6 a 8 metros de comprimento e é responsável pela absorção dos nutrientes decompostos pelos sucos do estômago e do pâncreas. Sua superfície interna é composta por centenas de pregas, revestidas por milhares de pequenas saliências filiformes (vilosidades), por onde os nutrientes e as substâncias medicinais são absorvidas pela corrente sangüínea.
- O intestino grosso constitui a porção final do trato digestivo, seu comprimento é cerca de 1,60 m, e sua espessura, 5 a 7,50 cm; desempenha duas funções: (1) formação das fezes, absorve a água dos resíduos alimentares, produzindo fezes semi-sólidas e (2) armazena as fezes até serem expelidas pelo ânus.
- A formação e a presença de gases nos intestinos podem significar: combinação imprópria dos alimentos, má digestão, permanência prolongada das fezes no intestino grosso, ou seja, necessidade do organismo em eliminar as fezes.
- Na excreção das fezes, atuam dois esfíncteres: o anal interno (involuntário), e o externo (voluntário). Para eliminarem as fezes, eles relaxam e são auxiliados pela contração dos músculos abdominais. Embora as secreções superiores do intestino grosso sejam estéreis, as inferiores contêm muitos organismos que fabricam uma série de substâncias, inclusive a vitamina K e os compostos mal cheirosos, responsáveis pelos odores desagradáveis.
- Cerca de 70% do potencial imunológico dependem da boa saúde e do bom funcionamento do estômago e dos intestinos, assim como da produção do hormônio do crescimento (TSH, somatotropina) que combate os sintomas e sinais do envelhecimento.
- Cerca de 60 % do hormônio serotonina que, dentre outras funções, regulariza a motilidade intestinal e atua como neurotransmissor do sistema nervoso, são produzidos por certas células do intestino e, em menor parte, pelo tecido cerebral. Isso significa que, para que se tenha uma boa noite de sono e se previna a depressão, é necessário haver uma alimentação pura, saudável e equilibrada, boa digestão, um bom funcionamento intestinal e intestinos limpos e desintoxicados.
- Nos casos mais graves de prisão de ventre, as fezes empedradas e endurecidas podem não se mover facilmente em direção ao reto, o que pode gerar uma diarréia aquosa paradoxal, com fezes líquidas passando ao redor da massa endurecida.
- Fecaloma é o acúmulo de matéria fecal endurecida no reto ou no cólon, que pode simular um tumor abdominal ou provocar uma oclusão intestinal. Nesses dois últimos casos, deve-se procurar imediatamente auxílio terapêutico.
- A ingestão de lubrificantes à base de óleo mineral não é recomendada, por não combater o problema de forma efetiva e saudável, por interferir na absorção de vitaminas solúveis em gorduras e sobrecarregar o metabolismo celular. Em estudos, foram detectados depósitos de minerais no sistema linfático de usuários crônicos.

Vitamina C faz faxina dupla no organismo

http://www.fitoterapia.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=186&Itemid=2
Pesquisadores da USP e do Butantã revelam nova função da molécula.
Giovana Girardi
O papel da vitamina C no corpo humano é alvo de controvérsia. A maioria das pesquisas mostra que ela faz bem à saúde, mas vira e mexe algum estudo sugere o contrário - em altas quantidades ela poderia ser maléfica. Polêmicas à parte, recentemente um grupo de pesquisadores brasileiros apresentou dados reforçando que não só ela protege o organismo como o faz de modo ainda mais eficiente do que se imaginava antes.
A equipe da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantã desvendou uma nova função da molécula que amplia o seu papel de faxineira do metabolismo. Já se sabia que ela age como antioxidante, combatendo os temíveis radicais livres, substâncias que provocam lesões em moléculas e estão envolvidas no envelhecimento celular.
O novo estudo, publicado em março na revista científica PNAS, mostra que, além de ter essa ação direta de neutralização, a vitamina C também age indiretamente sobre os radicais livres, ao acelerar as reações de um grupo de enzimas que impedem a formação deles.
“Quando o corpo humano está em perfeito funcionamento, há um balanço entre substâncias oxidantes e antioxidantes. Mas, se por algum motivo os primeiros aumentam de quantidade ou os segundos diminuem, temos o chamado stress oxidativo que, em excesso, pode ser bastante tóxico para o organismo”, explica o bioquímico Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP.
Movimentando-se pelas células, os radicais livres, que são substâncias bastante instáveis porque têm um número ímpar de elétrons, tentam desesperadamente se ligar a uma outra molécula. Os alvos preferenciais são DNA e proteínas, que acabam sofrendo lesões após essa união e se tornam disfuncionais. O resultado são doenças dos mais diversos tipos.
AÇÃO DUPLA
Para retomar o equilíbrio, o ideal é diminuir a formação dos oxidantes e aumentar a presença dos antioxidantes. É aí que a vitamina C entra. “Nosso estudo mostra que ela cerca pelos dois lados”, afirma Netto. Na ação direta, ela neutraliza um precursor dos radicais livres, o peróxido de hidrogênio (mais conhecido como água oxigenada), transformando-o em água.
No mecanismo indireto, ela estimula a ação de uma enzima denominada peroxirredoxina, que, como o próprio nome diz, também decompõe os peróxidos em H2O e evita a formação dos radicais livres. Essa reação química, na presença da vitamina C, fica mais rápida, uma vez que a enzima “rouba” elétrons da vitamina.
“Antes imaginávamos que essa aceleração só podia ocorrer na presença de moléculas conhecidas como tióis, mas mostramos que a vitamina C também tem essa função. Sem a interferência de uma dessas duas moléculas, a reação da peroxirredoxina é muito lenta e difícil de ocorrer”, explica.
Esse sistema de faxina que ocorre nos seres humanos após a ingestão da vitamina C está presente também em vários outros organismos, como plantas, insetos, mamíferos, bactérias e parasitas. Isso sugere, segundo Netto, que o mecanismo foi selecionado evolutivamente porque conferia uma vantagem. Considerando os danos que podem ser provocados pelo excesso de radicais livres, é fácil entender por quê.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Estresse estimula fissura por doces em mulheres

Publicado por Rita Stella
A vontade de comer doces que algumas mulheres sentem pode ter uma explicação: o estresse. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP mostrou que mulheres estressadas têm sete vezes mais chances de desenvolver a Dependência de Substâncias Doces (DSD) que também é conhecida como fissura por alimentos doces. O estudo foi realizado pela aluna de mestrado Danielle Marques Macedo, sob orientação da professora Rosa Wanda Diez Garcia, do Departamento de Nutrição e Metabolismo da FMRP.
A amostra do estudo foi composta por 31 mulheres com estresse e 26 mulheres sem estresse. A maioria das mulheres com DSD afirmou que comem doces para se sentirem melhor (ou para mudar o estado de humor); já constataram que precisa de quantidades de doces cada vez maiores; sentem algum sintoma na ausência de doces; sempre consomem doces mais do que pretendia; ficam horas pensando em como adquirir doces; já reduziram atividades diárias ou de lazer para ficar ingerindo doces; e continuam consumindo estes produtos mesmo sabendo das possíveis consequências à saúde.
Em relação à análise da ingestão média diária de açúcares, não houve diferença estatística entre as mulheres com e sem estresse. No entanto, as mulheres com estresse afirmaram que sentem mais vontade de comer doces. Os níveis basais de leptina foram significativamente mais altos entre as dependentes de doces. Níveis aumentados deste hormônio parecem favorecer ainda mais o consumo alimentar, sobretudo de produtos ricos em açúcares. E os dados antropométricos não se diferenciaram entre as mulheres com e sem estresse, com exceção da medida da circunferência da cintura que foi significativamente maior entre as mulheres estressadas.
Estresse
Segundo Danielle, as principais características das mulheres com estresse foram: baixa escolaridade, baixa renda sócio-econômica, presença de problemas conjugais e insatisfação com o ambiente de trabalho. Foram selecionadas 57 mulheres saudáveis de 20 a 45 anos e com o Índice de Massa Corporal (IMC) na faixa de sobrepeso.
O estresse foi diagnosticado por meio do “Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp” e as mulheres foram divididas em dois grupos: com estresse e sem estresse. Foram identificadas características do comportamento da DSD e o consumo alimentar. Os níveis basais de dois hormônios reguladores do apetite foram dosados e analisados (grelina ativa e leptina).
Os dados antropométricos avaliados foram: peso corporal, estatura, circunferência da cintura e Percentual de Gordura Corporal (%GC). As variáveis (DSD, consumo de açúcares e exames bioquímicos) foram analisadas com mulheres separadas de acordo com a presença do estresse e, posteriormente, com mulheres separadas pela DSD.
O estudo foi resultado da dissertação de mestrado Estresse, consumo de açúcares, dependência de substâncias doces, e níveis plasmáticos de hormônios reguladores do apetite em mulheres. A apresentação do trabalho aconteceu em novembro do ano passado.

Estresse

O que é:
Reação natural do organismo que ocorre quando vivenciamos situações de perigo ou ameaça. Esse mecanismo nos coloca em estado de alerta ou alarme, provocando alterações físicas e emocionais. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação às situações novas.
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistência e exaustão.
Fase de Alerta: ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor.
Sintomas da fase de alerta:
Mãos e/ou pés frios; boca seca; dor no estômago; suor; tensão e dor muscular, por exemplo, na região dos ombros; aperto na mandíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta; diarréia passageira; insônia; batimentos cardíacos acelerados; respiração ofegante; aumento súbito e passageiro da pressão sanguínea; agitação.
Fase de Resistência: o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou eliminá-lo.
Sintomas da fase de resistência:
Problemas com a memória; mal-estar generalizado; formigamento nas extremidades (mãos e/ou pés); sensação de desgaste físico constante; mudança no apetite; aparecimento de problemas de pele; hipertensão arterial; cansaço constante; gastrite prolongada; tontura; sensibilidade emotiva excessiva; obsessão com o agente estressor; irritabilidade excessiva; desejo sexual diminuído.
Fase de Exaustão: nessa fase podem surgem diversos comprometimentos físicos em forma de doença.
Sintomas da fase de exaustão:
Diarréias freqüentes; dificuldades sexuais; formigamento nas extremidades; insônia; tiques nervosos; hipertensão arterial confirmada; problemas de pele prolongados; mudança extrema de apetite; batimentos cardíacos acelerados; tontura freqüente; úlcera; impossibilidade de trabalhar; pesadelos; apatia; cansaço excessivo; irritabilidade; angústia; hipersensibilidade emotiva; perda do senso de humor.
Tipos de estresse:
Crônico: afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave;
Agudo: é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras, como a depressão na morte de um parente.
Prevenção e controle:
Alimentação

Durante o processo de estresse, o organismo perde muitas vitaminas e nutrientes, portanto, para repor essa perda é recomendado comer muitas verduras e frutas, pois são ricas em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês. Brócolis, chicória, acelga e alface são ricas nesses nutrientes. O cálcio pode ser reposto com leite e seus derivados.
Atividade Física
Qualquer atividade física proporciona benefícios ao organismo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, queimando calorias, ajudando no condicionamento físico e induzindo a produção de substâncias naturalmente relaxantes e analgésicas, como a endorfina.
MedicamentosSomente um profissional poderá indicar o melhor remédio para cada caso, porém os mais utilizados são: calmantes e antidepressivos, entre outros.
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Temperatura corporal pode ser controlada pela meditação

O monge tibetano Gebchak Wangdrak Rinpoche recebe eletrodos de eletroencefalografia para monitorar seu cérebro durante as sessões de meditação para elevação do calor corporal.
Temperatura corporal central
Que a meditação tem inúmeros benefícios, todo o mundo já sabe.
Mas que tal usar a meditação para viver mais?
Essa possibilidade pode ser real, conforme demonstrou um experimento realizado pela Dra Maria Kozhevnikov, da Universidade Nacional de Cingapura.
Há muito se sabe que animais cuja temperatura corporal interna é diminuída em algumas frações de grau, têm uma vida mais longa:
Infelizmente esse conhecimento não tem valor prático para os seres humanos porque seria inviável baixar a temperatura corporal global de uma pessoa.
O que a Dra. Kozhevnikov comprovou é que é possível controlar a temperatura corporal central usando apenas a mente - por meio da meditação.
Secando lençóis com o corpo
Neste primeiro estudo desse tipo, os pesquisadores se concentraram no movimento oposto, no aumento da temperatura corporal, um mecanismo que pode reforçar o sistema imunológico para que ele se defenda de infecções ou de problemas de imunodeficiência.
A demonstração foi possível com a participação de monges e monjas tibetanos que praticam uma técnica de meditação chamada g-tummo, uma forma de ioga derivada da tradição indiana Vajrayana.
O objetivo do g-tummo é obter um controle total sobre os processos corporais - isso permite, por exemplo, que os monges suportem temperaturas congelantes das altas montanhas tibetanas.
Os pesquisadores coletaram dados durante uma cerimônia no Tibete, onde monjas foram capazes de elevar sua temperatura corporal a ponto de secar lençóis molhados enrolados em torno de seu corpo no clima frio do Himalaia (-25 graus Celsius) - tudo enquanto meditavam.
A equipe documentou aumentos da temperatura corporal central das monjas e monges que chegaram a 38,3 graus Celsius, já na zona febril.
O estudo foi publicado na revista PLoS ONE.
Um segundo estudo, com a participação de cientistas ocidentais, analisou apenas uma técnica de respiração da meditação g-tummo - as monjas também foram capazes de elevar sua temperatura corporal, embora a níveis menores.
Meditação g-tummo
Os resultados do estudo mostraram que aspectos específicos das técnicas de meditação podem ser utilizados por não-meditadores para regular a temperatura do corpo através da respiração e de imagens mentais.
Segundo os pesquisadores, essas técnicas podem permitir que os praticantes se adaptem a ambientes frios, melhorem a resistência a infecções, aumentem o desempenho cognitivo diminuindo o tempo de resposta e reduzam problemas de desempenho associados com a diminuição da temperatura corporal.
Os dois aspectos da meditação g-tummo que conduzem a aumentos da temperatura corporal são a "respiração dos vasos sanguíneos" e a visualização concentrada.
A "respiração dos vasos sanguíneos" é uma técnica de respiração específica que produz a termogênese, que é um processo de produção de calor. A outra técnica, visualização concentrada, envolve focar em uma imagem mental de chamas ao longo da medula espinhal a fim de evitar perdas de calor.
Agora só falta esperar testes que avaliem o efeito oposto, em busca de uma vida mais longa - embora provavelmente seja difícil encontrar monges tibetanos interessados em fazer esforços para baixar sua temperatura, algo que o meio ambiente já faz por eles naturalmente.

Terapias alternativas auxiliam no controle da hipertensão, diz estudo

Uma revisão de estudos feita pela American Heart Association (EUA) aponta que praticar exercícios e realizar terapias alternativas e comportamentais, como meditação e biofeedback, pode reduzir a pressão arterial de forma modesta.
Portanto, essas terapias funcionam como um importante aliado no tratamento convencional da hipertensão, que inclui medicamentos e mudanças na alimentação. Os dados foram publicados dia 22 de abril na revista Hypertension.
Os estudiosos revisaram trabalhos publicados entre 2006 e 2011, incluindo 1.000 estudos sobre terapias comportamentais, procedimentos e dispositivos não invasivos, e três tipos de exercício (aeróbico, de resistência ou musculação e exercícios isométricos).
As pesquisas também examinaram os efeitos do yoga, diferentes estilos de meditação, métodos de biofeedback, acupuntura, respiração guiada, relaxamento e técnicas de redução de estresse.
Analisando os resultados, os cientistas concluíram que os três tipos de exercícios reduziram a pressão arterial, principalmente os isométricos (feitos com halteres) que proporcionaram uma queda de 10% na pressão.
Terapias comportamentais como biofeedback e meditação transcendental também ajudam a baixar a pressão arterial, mas não podem substituir os tratamentos padrão.
Os exercícios guiados de respiração levaram redução da pressão sanguínea quando realizados por sessões de 15 minutos, três a quatro vezes por semana.
Os pesquisadores afirmam que não há dados suficientes que respaldem o uso de outros tipos de meditação, yoga ou acupuntura.
De acordo com os pesquisadores da associação, as abordagens alternativas poderiam ajudar pessoas com níveis de pressão arterial maior que 120/80 mmHg, e aqueles que não toleram ou não respondem bem aos medicamentos convencionais.
No entanto, as terapias alternativas não devem substituir os métodos comprovados de reduzir a pressão arterial - incluindo atividade física, controle do peso, não fumar ou beber álcool em excesso, comer uma dieta baixa em sódio equilibrada e tomar medicamentos, quando prescritos, disse a associação.
Com informações do Yahoo!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mercúrio liberado por lâmpadas fluorescentes compactas pode exceder níveis seguros

Embora gastem menos energia, as lâmpadas fluorescentes compactas possuem mercúrio em seu interior, sem contar os metais pesados presentes nos seus circuitos eletrônicos.
Verde perigoso
As lâmpadas fluorescentes compactas são largamente associadas com um comportamento mais verde e mais ecologicamente correto.
A sua grande vantagem é que elas gastam menos energia.
A sua grande desvantagem dessas lâmpadas - também conhecidas como lâmpadas PL - é que cada uma delas tem mercúrio em seu interior, um metal pesado com pesadíssimos efeitos sobre a saúde humana.
Apesar da quantidade de mercúrio em cada lâmpada individual não ser grande, o risco pode ser maior do que considerado até agora.
Liberação contínua de mercúrio
O problema é que, uma vez quebrada, uma lâmpada fluorescente compacta libera vapor de mercúrio continuamente no ar - durante semanas e até meses.
E o valor total dessa emissão pode exceder os níveis seguros de exposição humana em lugares com pouca ventilação.
A conclusão é de dois pesquisadores da Universidade de Jackson, nos Estados Unidos.
Quando um lâmpada PL se quebra
A quantidade de mercúrio (Hg) que vaza de uma única lâmpada PL quebrada é menor do que o nível permitido pela legislação. Por isso, essas lâmpadas não são consideradas resíduos perigosos quando descartadas.
No entanto, Yadong Li e seu colega Li Jin descobriram que a quantidade total de vapor de mercúrio liberado de uma lâmpada compacta quebrada ao longo do tempo pode ser superior ao valor considerado seguro para a exposição humana.
Como as pessoas podem facilmente inalar o mercúrio em vapor, os autores sugerem a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação adequada do ambiente onde o acidente se deu.
Eles defendem ainda o uso de embalagens adequadas para as lâmpadas queimadas para minimizar o risco de quebra das lâmpadas fluorescentes compactas e para reter vapor de mercúrio se elas se romperem, limitando a exposição humana ao metal pesado.
Quantidade de mercúrio nas lâmpadas PL
Testes com oito diferentes marcas de lâmpadas fluorescentes compactas, de quatro potências diferentes, revelaram que o conteúdo de mercúrio varia significativamente de marca para marca e, dentro de cada marca, com a potência da lâmpada.
"Este trabalho contém uma análise holística impressionante dos riscos potenciais associados com a liberação de mercúrio das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e aponta para potenciais ameaças à saúde humana, que nem sempre têm sido consideradas," afirmou Domenico Grasso, da Universidade de Vermont, que não esteve envolvido com a pesquisa.
"O conteúdo de mercúrio nas lâmpadas fluorescentes compactas varia significativamente entre os fabricantes. Para as lâmpadas fluorescentes espirais mais populares, de 13 W, a quantidade total de mercúrio varia de 0,17 a 3,6 mg por lâmpada," escrevem os cientistas.
Cuidados
Eles argumentam que os testes usados pelas autoridades de saúde não conseguem captar todo o risco potencial das lâmpadas compactas porque elas "liberam vapor de mercúrio continuamente quando se quebram.
A emissão pode durar semanas e até meses, e a quantidade total de mercúrio que pode ser liberado em vapor a partir das lâmpadas fluorescentes compactas mais novas muitas vezes pode exceder 1.0 mg," afirmam.
"Como o vapor de mercúrio pode ser facilmente inalado pelas pessoas, a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação suficiente dos locais com ar fresco são fundamentais para proteger as pessoas de danos em potencial," concluem.

O que é Medicina Integral?

http://www.arzt.com.br/
A concepção de integração e mudança está na base do processo de conhecimento da Medicina Integral. Nesse sentido, saúde é definida como capacidade do indivíduo interagir e ser capaz de dar respostas integradoras.
Mas, a Medicina Integral vai além e admite que o ser vivo é, em última análise, o resultado do seu processo integrativo e, assim, aprofunda a discordância com a corrente hegemônica na biologia e na medicina, que o concebe como resultante do seu material genético (genótipo). A Medicina Integral não despreza a importância do fator genético, apenas o redimensiona em relação ao fenótipo, lido como processo integrativo.
Na verdade, o indivíduo expressa apenas parte do seu potencial genético (5%), e essa expressão se dá, em grande medida, a partir dos seus processos integrativos, como a alimentação, o estilo de vida, cultura, interrelação pessoal, etc, como se pode comprovar nos estudos com gêmeos univitelinos. Nessa perspectiva, incorporamos a possibilidade de modular ou regular expressões genéticas que levam ao adoecimento.
O ser humano, além de interagir no plano biológico e ecológico como todo ser vivo, também o faz nos planos antropologicocultural e psico-espiritual. Portanto, a participação dos fatores genéticos (alteração estrutural do gen) no processo do adoecimento humano, seria bastante limitada, diante de situações fenotípicas (modulação do gen) como a poluição ambiental, as alergias, a dietética imprópria, o fumo, o alcool, as drogas, a violência social e familiar, o stress, etc.. Aliás, a medicina integral com essas concepções antecipou-se ao recente e promissor campo da Epigenética – ramo recente da ciência biológica que é definido como: "o estudo das mudanças hereditárias na função dos gens sem a mudança da sequência do DNA".
A Medicina Integral ao admitir a complexidade e a peculiaridade de cada indivíduo, assume o desafio de construir um conhecimento centrado na singularidade do indivíduo, caminhando, assim, no sentido oposto ao da medicina oficial, que valoriza os mecanismos gerais e os processos de enquadre do indivíduo em generalidades, como é o caso da diagnose da doença como entidade (ciência das doenças).
No plano da prática médica, o termo integral ganha o significado de integração, sem busca de hegemonia ou dominância, dos mais variados conhecimentos sobre o processo do adoecer humano e sobre a terapêutica. Integra na questão do adoecer humano tanto os saberes que privilegiam a estrutura (medicina anatômica e celular), quanto os centrados na função/padrão de desequilíbrio (medicinas tradicionais, medicinas funcionais, medicina de bioinformação), sem os maniqueismos da ideologia científica.
Na questão da terapêutica, acolhe e integra as contribuições das culturas e da experiência humana na tarefa de aliviar o sofrimento e restabelecer a capacidade do ser interagir e dar respostas integradoras/harmônicas. Nesse sentido, a Medicina Integral assume o caráter eclético.
Em resumo, a Medicina Integral, com o resgate do ser da enfermidade, afirma o seu vínculo radical com o humanismo médico, com a superação da dicotomia mente-corpo recupera o holismo, com a concepção microcósmica do homem afirma a sua filiação ao pensamento sistêmico/ecológico. Tudo isso orientado pela noção clara de que a medicina é uma doutrina/arte de inequívoca filiação ética, num claro contraponto ao pensamento que a concebe enquanto uma disciplina científica.
“Eu digo a você: uma pessoa que não sabe a verdade é simplesmente um tolo,mas aquele que conhece a verdade e a trata como uma mentira, esse é um criminoso.” Bertolt Brecht, A Vida de Galileu
 Missão
Resgatar a tradição médica centrada no papel subsidiário do médico, ao admitir que quem cura é o organismo e a Natureza. O médico deveria essencialmente dar suporte aos processos de cura realizados pelo próprio organismo, e compreender as dinâmicas que mantêm a saúde, a coerência e a vida. Isso não tem nada de novo na história da medicina. A medicina sempre foi uma seguidora da natureza (physician: seguidor da physis) ou uma mediadora entre o homem e a natureza (medicare vem de mediar, trazer para o meio/equilíbrio). Entretanto, essa tradição foi rompida, no Século XIX, com a noção de germe específico/doença entidade específica, que permitiu a entrada da química estranha ao organismo (quimioterapia), e criou a medicina centrada na doença que responde à equação: um agente causal - uma doença específica - uma droga.
A partir daí medicina e indústria farmacêutica se dão as mãos para estabelecer a chamada medicina científica. Só recentemente a sociedade começa a tomar consciência para onde estamos sendo levados. A química que a medicina incorporou não foi a química das funções de acordo com Claude Bernard, mas a química estranha, do bloqueio das funções. Os microorganismos, segundo a teoria bacteriana monomórfica de Pasteur e Koch, foram concebidos como ameaças, e não como parte do processo de simbiose que sustenta a vida no organismo e no planeta. Ou seja, a hegemonia do pensamento químico tal como acima descrito, não considera a simbiose, nega-a e por isso se torna uma ameaça à vida nos organismos vivos e no planeta, pois a lógica do uso da química é a mesma na agricultura (agrotóxicos, adubos químicos, transgênicos), na medicina animal, e nos vários campos da relação do homem com seu ambiente. Calcula-se que cerca de 35% dos seres vivos de hoje estarão extintos em 2050. As abelhas estão em processo acelerado de desaparecimento. Em países como EUA e China as abelhas já estão sendo consideradas extintas. Só mesmo a esquizofrenia do nosso tempo pode admitir algum tipo de ufanismo em relação à saúde e à longevidade humanas, diante de evidências tão claras contra a vida. Atos contra a vida em grande medida perpretados pela perigosa química nas mãos não menos perigosas do homem desconectado da vida e da natureza.
* Dr. Eduardo Almeida: Prof. Adjunto do Instituto Saúde da Comunidade da UFF