terça-feira, 30 de julho de 2013

A ação da Terapia Artística - A opinião dos Médicos

Dr. Moacir Amaral
A Terapia Artística tem uma importância significativa na minha pratica médica, e tenho indicado muitos clientes para o tratamento artístico terapêutico.
Hoje atendo principalmente dentro da clínica dita psiquiátrica, lidando com pacientes em estado depressivo, pacientes ansiosos e em pânico. Pacientes que oscilam entre um estado depressivo e um estado maníaco. Pacientes com formação egóica fragilizada, personalidade fragmentada e até aqueles em que o ego se esfacelou, no chamado surto psicótico.
Nessas situações a Terapia Artística tem-se mostrado de imenso valor curador, aquilo que realmente ajuda o paciente a caminhar em direção a si mesmo. Construindo ou fortificando suas estruturas de personalidade, necessárias à organização da sua vida, com suas estratégias básicas de sobrevivência e convivência.
Muitos de meus pacientes necessitam de medicamentos alopáticos e, no meu entender, os alopáticos têm uma ação de suporte e estruturação de “fora para dentro” semelhante à função do gesso numa fratura óssea; o gesso não cura nada, apenas dá o suporte imobilizador e formador, a partir de “fora”, permitindo que o osso cicatrize a partir de “dentro” pelas forças vitais e formativas do próprio organismo. Estas forças são intensificadas pela medicação antroposófica e homeopática, e também pela Terapia Artística, por isso podemos afirmar que a Terapia Artística é curadora. Lembrando que a Terapia Artística, por exigir a ação do paciente mobiliza o seu Ser essencial, sua Presença estruturadora a partir das profundezas inconscientes para a formação da Alma da Consciência, a verdadeira estrutura curadora a partir de “dentro”. Tenho entendido as doenças como crises à serviço da Alma da Consciência, e a Terapia Artística é um importante coadjuvante nesse processo. Recomendo mesmo”.
Dr. Moacir Amaral
Médico e Terapeuta. Membro da Soc. Bras. De Medicina Antroposófica e Membro do Colégio Internacional de Terapeutas

Exercício para o relaxamento profundo de corpo e mente

http://www.docelimao.com.br/site/cerebro-a-mente/a-pratica/902-exercicio-para-o-relaxamento-profundo-de-corpo-e-mente
Deite-se no chão, sobre um cobertor, os braços ao longo do corpo, as pernas ligeiramente abertas. Feche os olhos muito lentamente. Aja com o ânimo calmo e a consciência do que está se passando. Para facilitar o exercício, aconselha-se gravar as instruções numa fita e escutá-las quando se está deitado e com os olhos fechados; isso possibilita a realização do exercício em completa passividade, e isso o torna muito mais fácil.
  1. Aperte a mão direita inspirando (pensando na mão), relaxe-a expirando (pensando). Prossiga nos outros exercícios sempre pensando durante a inspiração e a expiração.
  2. Aperte a mão esquerda inspirando, relaxe-a expirando.
  3. Com a perna direita sobre o chão, dobre o pé direito de modo que os dedos apontem na direção do joelho. Crie uma tensão inspirando, relaxe a tensão expirando.
  4. Repita agora com o pé esquerdo.
  5. Aperte as nádegas uma contra a outra inspirando, relaxe-as expirando.
  6. Aperte os maxilares inspirando, relaxe-os expirando.
  7. Aperte os olhos inspirando, relaxe-os expirando.
  8. Ao perceber algum ponto do organismo que apresenta tensões residuais, inspire e provoque nesse ponto uma tensão forte e voluntária, e em seguida solte o ar lentamente, relaxando aquele ponto e pensando: "Relaxe... Solte..."
  9. Formule mentalmente as seguintes frases e tome consciência do que acontece em seu corpo a partir das afirmações:
• Meu braço direito está pesado... Muito pesado...
• Meu braço esquerdo está pesado... Muito pesado...
• Minha perna direita está pesada... Muito pesada...
• Minha perna esquerda está pesada... Muito pesada...
• Todo o meu corpo está pesado... Muito pesado...
  • 10. Siga o ritmo da respiração, acompanhando-a com a palavra "vem", quando o ar entra, e a palavra "vai" quando ele sai. Imagine o ar puro como luz que entra, e uma fumaça escura e quente quando sai, levando junto as ansiedades, tensões e toxinas.

Nota: Para quem acha difícil relaxar, lembramos que as vitaminas do grupo B são ligadas ao sistema nervoso e uma carência das mesmas pode provocar nervosismo. A título de informação, é bom saber que o açúcar refinado necessita, para ser assimilado, das vitaminas em questão. O abuso de açúcar (biscoitos, chocolates, balas, bolos e geléias) pode, assim, causar insônia e agitação.
Algumas carnes (os assim chamados "frios', inclusive) tendem a criar nervosismo, pois fornecem muitas energias que o trabalho sedentário não consegue utilizar; a distância entre duas refeições à base de carne (frios, peixe e aves incluídas) não deve ser inferior a 48 horas.
Fonte: Revista Planeta 411 - Editora 3

terça-feira, 23 de julho de 2013

Saúde Integral, uma visão mais humana

Opinião:
Myrella Brasil
A Medicina Convencional (Ocidental) é imprescindível e vem se desenvolvendo incrivelmente ao longo dos séculos e especialmente nas últimas décadas. Existe, porém, um fator que a impede de ter melhores resultados, capaz até, em alguns casos, de torná-la ineficaz ou impotente: o pré-conceito.
São estes pré-conceitos equivocados a respeito de temas como a Medicina Vibracional, Saúde Quântica e Terapias ditas Alternativas ou Complementares para o Ocidente, mas apenas Medicina para o Oriente.
As Medicinas Chinesa e Ayurveda são milenares e portanto tradicionais para os chineses e indianos, muito eficientes em suas abordagens, diagnósticos e tratamentos. Consideram o indivíduo como um ser integral e integrado ao seu meio.
O modelo de Medicina que vigora no Ocidente é cada vez mais especialista (apesar de ter sido importante e necessário) e menos holístico (Holo significa o Todo), o que o distancia de um diagnóstico mais preciso ou próximo da realidade, conduzindo assim a um prognóstico menos favorável ao paciente.
A Alopatia é conveniente para a indústria farmacêutica e toda a sua cadeia, que tem interesses em que continuemos a depender de seus medicamentos de alto custo principalmente de uso contínuo, como é o caso da aids e tantas outras doenças que não se “consegue” encontrar a cura.
Nunca houve tantas pesquisas e descobertas sobre o câncer, devido a grande incidência de casos, nos últimos anos. Descobriu-se a biologia deste, os hábitos que os propiciam, os fatores genéticos, etc. Foram registrados avanços alcançados em tratamentos e medicamentos, mas nada ainda foi totalmente eficaz.
Poderíamos questionar, mas por quê? Porque na verdade não é levado em consideração o que realmente gerou o processo naquele indivíduo, ou seja, a causa muitas vezes está associado à múltiplos fatores e aqui não estou falando de motivos óbvios como fumo, bebidas alcoólicas, hereditariedade, etc. Para que ele seja efetivamente erradicado e não retorne mais tarde e nem se propague, é necessário conhecer melhor a história, hábitos e o ambiente que este indivíduo está inserido, bem como aspectos psicológicos e emocionais.
Isto seria mais eficiente se o sistema de saúde olhasse para os pacientes de forma mais integral (não somente a pessoa como também sua família, seu trabalho, o meio em que vive) e buscasse expandir seus conhecimentos para além do meio acadêmico, tendo como base um olhar mais humanizado, quebrando paradigmas e aceitando que seus pacientes são seres inseridos numa história única.
É esta história que dirá qual o tratamento que efetivamente irá funcionar para cada indivíduo, pois não somos seres iguais e assim devemos ser tratados, de forma diferenciada. O que funciona para um, não obrigatoriamente funcionará para outro, com o mesmo diagnóstico.
A Medicina Integrativa veio efetivamente somar à Convencional, não substituí-la. Podemos trabalhar em conjunto, com um objetivo único: o de curar o ser integral em todos os seus níveis, dentre eles, mental, emocional, físico e espiritual. Veja Medicina Integrativa no Hospital Albert Einstein em São Paulo: http:// www .einstein.br/einstein-saude/tecnologia-e-inovacao/Paginas/alivio-extra-contra-o-cancer.aspx
Em maio de 2006, uma portaria do Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PIC), normatizando a oferta de tratamentos complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela norma, passaram a ser oferecidos acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo. http:// www.einstein.br/hospital/oncologia/nossos-servicos/medicina-integrativa/Paginas/medicina-integrativa.aspx . Em Goiânia contamos com o hospital de Medicina Alternativa o HMA que oferece estas modalidades. http://www.saude.go.gov.br/index.php?idEditoria=4129
Estamos caminhando para uma visão integral da Saúde, mas o que falta neste modelo vigente é o olhar mais terno para o ser humano, pois a grande carência na atualidade é de fraternidade e compaixão, sentimentos bastante distantes neste modelo atual de atendimento ao paciente.
Mesmo quando pagamos uma fortuna por um atendimento particular, o profissional nos deixa esperando por horas e depois não consegue olhar nossos olhos e fala conosco por no máximo 15 minutos. Onde chegaremos com atendimentos e profissionais assim?
Mas na verdade estes profissionais de saúde também precisam de um olhar especial, necessitam de cuidados, de acompanhamento profissional para que consigam exercer plenamente suas funções.
Seres mais felizes serão mais saudáveis e assim teremos uma sociedade mais equilibrada em todos os aspectos. Todos os que procuram a rede de saúde, particular ou pública, são seres humanos merecedores de uma oportunidade de serem atendidas e tratadas com dignidade!
Iniciaremos, a partir de agosto, um Caderno Especial neste jornal, de Saúde Integral e Bem-Estar, onde serei a editora responsável, trazendo artigos de diferentes profissionais de saúde, mostrando esta visão de saúde integral e as novidades de tratamentos e medicações.
(Myrella Brasil, mestre – Biologia Molecular; terapeuta transpessoal; pesquisadora; escritora; palestrante; colaboradora do DM; e-mail: myrellabrasil@gmail.com/www.saude-bemestar.net.br)

Seja alegre e fique saudável

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=seja-alegre-fique-saudavel&id=9021
Pessoas com temperamento alegre são significativamente menos propensas a sofrer um evento coronariano, o que resulta diretamente em um aumento na longevidade.
Adotar uma perspectiva positiva em relação à vida tem um efeito direto na redução de eventos potencialmente fatais, como ataques cardíacos.
O resultado é que pessoas com temperamento alegre são significativamente menos propensas a sofrer um evento coronariano, o que resulta diretamente em um aumento na longevidade.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que as pessoas deprimidas e ansiosas são mais propensas a ter ataques cardíacos - e morrer por causa deles - do que pessoas com disposição mais otimista.
Mas, como essas comparações são sempre feitas contra uma média, os pesquisadores queriam saber se uma sensação geral de bem-estar - sentir-se alegre, descontraído, cheio de energia e satisfeito com a vida - teria um efeito positivo real sobre a saúde cardíaca.
Foi o que o que eles confirmaram além de qualquer suspeita.
Alegria no coração
"Se você é, por natureza, uma pessoa alegre e olha para o lado positivo das coisas, você está mais protegido dos eventos cardíacos," conta a Dra. Lisa Yanek, da Universidade Johns Hopkins (EUA). "Um temperamento mais feliz tem um efeito real sobre a doença e, como resultado, você se torna mais saudável."
É claro que muitos podem argumentar que as pessoas que têm a sorte de ter características pessoais tão positivas também são mais propensas a cuidar melhor de si mesmas e ter mais energia para fazer isso.
Yanek diz que o trabalho levou esse argumento em consideração, mas sua pesquisa mostrou que as pessoas com níveis mais elevados de bem-estar também apresentam muitos fatores de risco para as doenças coronarianas - ainda assim, elas tiveram menos eventos cardíacos graves.
O bem-estar positivo dos participantes foi associado com uma redução de 33% dos eventos coronarianos. Entre aqueles considerados com maior risco para as doenças cardíacas, houve uma redução de quase 50% nos eventos graves.
Os resultados levaram em conta outros fatores de risco de doenças cardíacas, tais como idade, tabagismo, diabetes, níveis elevados de colesterol e pressão arterial elevada.
O acompanhamento dos voluntários foi feito durante 12 anos.
Mente e corpo
Apesar da constatação inquestionável, os pesquisadores admitem que os mecanismos por trás do efeito protetor do bem-estar positivo ainda terão que ser desvendados - quais moléculas são ativadas e como elas atuam no sistema circulatório etc.
Adiantando sua própria interpretação, a Dra Yanek observa que a pesquisa oferece insights sobre as interações entre mente e corpo, e pode fornecer pistas para estudar esses mecanismos.

sábado, 13 de julho de 2013

Política de nutrição do Ministério da Saúde está atenta à suplementação de ferro

* por Amanda Mendes, da Web Rádio Saúde
A anemia ferropriva, que acontece pela falta de ferro no organismo, é um dos problemas nutricionais mais comuns entre a população brasileira. Para evitar a doença, em 2001, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de milho e trigo. A estratégia serviu para aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em ferro e dessa forma reduzir a prevalência de anemia no Brasil.
O coordenador substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, explica que a política de prevenção à anemia por falta de ferro tem vários eixos. ”A política toda que nós temos para controle, principalmente a prevenção da anemia por deficiência de ferro, se baseia em um tripé de estratégias. Primeiro, a própria promoção da alimentação saudável, que por meio de uma alimentação saudável, a pessoa vai ter níveis adequados de ferro, bem como de outros nutrientes da dieta. Mas somado a isso vem estratégias como a própria fortificação, que assim como existe para o sal com o iodo, existe a fortificação de farinha de trigo e milho com ferro e ácido fólico, também contribuindo para a ingestão maior de ferro pela população.”
Eduardo Nilson destaca ainda a suplementação medicamentosa de ferro destinada principalmente para crianças e gestantes. ”Nas unidades de saúde tem a suplementação medicamentosa, mas também com foco na prevenção da anemia ferropriva, que é a anemia por falta de ferro, e essa é distribuída, é voltada para crianças e também para gestantes e puérperas. E o programa vem em expansão, tanto que nós tivemos somente em 2012 aplicação de mais de 2,2 milhões de doses de sulfato ferroso que foram distribuídas para mais de 700 mil crianças menores de dois anos.”
O ferro é um nutriente essencial para a vida. Ele atua na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo.
Brasil Carinhoso
Para combater a anemia nutricional infantil e promover o desenvolvimento saudável das crianças brasileiras, o Ministério da Saúde investe R$ 30 milhões na ampliação do programa de distribuição de suplementos nutricionais. Responsável pela garantia de Vitamina A e sulfato ferroso para crianças que precisam da suplementação, a iniciativa faz parte do Programa Brasil Carinhoso.
Desde o lançamento do Brasil Carinhoso, mais de 734 mil crianças menores de 5 anos receberam sulfato ferroso. Ao todo, foram distribuídas 2,2 milhões de doses, quantidade suficiente para 20% das crianças brasileiras que precisam do tratamento.
Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) – realizada em 2006 – a deficiência de ferro atinge 20,9% da população infantil brasileira entre zero e cinco anos e a carência de vitamina A atinge 17,4% desta população. A alimentação pobre em ferro é o principal causador das anemias na infância e a sua maior incidência ocorre até os 18 meses de vida. A anemia prejudica o desenvolvimento cognitivo da criança e o atraso não pode ser revertido com tratamento.

Ioga pode curar doenças?

Priscila Biancovilli
A ioga é uma técnica indiana de relaxamento e meditação. Surgiu há mais de 5000 anos, e seu nome tem origem na expressão sânscrita “yuj”, que significa unir e integrar. A maneira de manter o equilíbrio entre emoção, ação e inteligência — pressuposto da prática da ioga — acontece através de exercícios físicos, meditação e controle da respiração. Muito mais do que um modo de manter a forma, a prática faz parte de um estilo de vida, daqueles que buscam auto-conhecimento e paz interior.
Nos últimos anos, pesquisas têm mostrado que à ioga pode ter um papel importante na cura de diversas doenças, como hipertensão, diabetes, depressão, artrite e até alcoolismo. Por isso mesmo, alguns médicos indicam que seus pacientes iniciem esta prática, mas sem abandonar o tratamento convencional. Até que ponto a ioga é realmente parte importante na cura de doenças? Para discutir esta questão, convidamos os professores Roberto Simão, da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD), e Silvana Miranda, chefe do ambulatório de Fisioterapia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).
Roberto Simão
Professor da Escola de Educação Física e Desportos
“A ioga, assim como qualquer exercício físico, sempre tem um lado positivo. Na verdade, qual a maior vantagem de se praticar uma atividade física? É que a pessoa se propõe a mudar seu estilo de vida, sempre para melhor. A pessoa nunca faz um exercício de forma isolada. Ela sempre acaba alterando sua alimentação, passa a ser mais ativa durante o dia-a-dia — por exemplo, ao invés de subir um prédio de elevador, opta por ir de escada. Ou então, ao invés de pegar o carro para andar três quarteirões até a padaria, ela vai caminhando. Na verdade, os exercícios físicos fazem parte de um grande conjunto, como coadjuvantes de uma grande mudança no estilo de vida.
Quando falamos em ioga, vemos que ela ainda é muito pouco fundamentada cientificamente. Na literatura especializada, quando consideramos revistas classificadas pela Capes como A e B Internacional, já existem alguns estudos provando que o gasto energético da ioga é bem baixo. Quando pensamos em aumentar o metabolismo, gastar mais energia e emagrecer, esta não é a atividade mais indicada. Mas ela tem vários benefícios. Ela pode reduzir a pressão arterial, por exemplo. Por que isso acontece? A ioga realiza todo um trabalho respiratório, e isso promove mudanças hormonais, que alteram diretamente o sistema de controle cardiorrespiratório. Se considerarmos o homem ocidental, vemos que ele não sabe respirar. O oriental fala bastante isso do ocidental, e é verdade. Até na hora de fazer um exercício, não nos preocupamos com respiração. Tratamos como se fosse algo involuntário, o que não deixa de ser. Porém, se bem trabalhada, a respiração promove benefícios à saúde.
A redução da pressão arterial promovida pela ioga não é tão significante. Porém, se ela for aliada a uma dieta ou a outra atividade física, vai otimizar os resultados. Quando falamos na hipertensão, podemos relacionar isso à obesidade. Se ela faz um trabalho mínimo, como a ioga, já consegue alguns benefícios. É bom enfatizar o seguinte: a ioga, por si só, é considerada muito pouco para controlar uma doença. No entanto, ela é um valor agregado. Não é verdade dizer que ela, sozinha, é capaz de curar uma doença. Os hábitos alimentares e atividades físicas são fundamentais, e nessas situações a ioga entra como coadjuvante, para auxiliar as pessoas a mudarem seus hábitos de vida. A bandeira do exercício físico não deve ser a estética, mas sim a saúde.
A ioga tem um trabalho muito forte de autocontrole. Isso pode ser benéfico psicologicamente, para que a pessoa consiga ter controle sobre outras atividades de sua vida. Por exemplo, para um dependente de álcool ou tabaco, é complicado dosar o consumo destes produtos. O desenvolvimento do autocontrole na ioga pode colaborar para a cura do vício. Alguns esportes, como o judô, também desenvolvem este aspecto. Normalmente, as pessoas que praticam este esporte desenvolvem respeito e autocontrole acima da média. Porém, é muito difícil fundamentarmos isso em ciência. No caso da ioga, as pessoas contam relatos, e devemos acreditar. Mas, de forma alguma, podemos afirmar que a ioga cura alcoolismo, ou depressão, ou outras doenças. Para alguns, o resultado pode ser bastante positivo, enquanto que para outros não adianta nada. Não existe uma regra, pela falta de fundamentação científica.”
Silvana Miranda
Chefe do ambulatório de Fisioterapia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho
“A Ioga é uma filosofia indiana que visa o equilíbrio do corpo e da mente. Até pouco tempo, acreditava-se que somente funcionava para aqueles que adotavam um estilo de vida zen — muito mais direcionado para a mente do que para o corpo —, sem vaidades físicas e preservando a alimentação natural. Atualmente, este comportamento vem sendo alterado, já que estudos recentes comprovam que a ioga é capaz de ajudar a medicina e resolver problemas de saúde.
Os exercícios de meditação, no qual a ioga se inclui, exigem concentração e estimulam o auto-controle. Os exercícios de relaxamento, por sua vez, diminuem as dores por tensão, e os exercícios respiratórios proporcionam a melhora dos padrões ventilatórios, com aumento das trocas gasosas no organismo, melhorando o metabolismo. Isto diminui os quadros inflamatórios e o comprometimento das estruturas musculares e articulares. O controle respiratório e o relaxamento muscular atuam no Sistema Nervoso Simpático (que é um sistema de alerta) e no Sistema Nervoso Parassimpático, que atua na regeneração tecidual. Pelos fatores citados, é um excelente coadjuvante no tratamento fisioterapêutico, já que aumenta a flexibilidade corpórea, diminui as tensões musculares e equilibra o Sistema Emocional. Tudo isto diminui os fatores que interferem no tratamento médico e facilitam a cura de determinada doença.
Algumas posturas da ioga podem ser adotadas dentro do trabalho fisioterapêutico, associadas às técnicas de cinesioterapia (tratamento de reabilitação através de movimentos nas articulações). Obviamente, devemos sempre levar em conta o quadro físico e as contra-indicações destas práticas, tendo o cuidado de não cometer excessos.
Hoje é crescente o número de profissionais de saúde que indicam a pacientes idosos, gestantes, fumantes, hipertensos, portadores de rinite alérgica, bronquite e asmáticos, dentre outros, a se tornarem adeptos da ioga. Afinal, ela atua diretamente em doenças psicossomáticas e na melhora do stress diário. A pessoa respira, dorme e se alimenta melhor, incrementando sua qualidade de vida.
Os resultados descritos acima vem sendo comprovados mediante muitos, através de testes clínicos, como por exemplo a medida da capacidade respiratória e o controle da pressão arterial, além de testes de resistência física.”

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Açafrão protege pulmões de bebês prematuros

A cúrcuma, mais conhecida como açafrão, já é bem conhecida pelos seus valores medicinais.
Os estudos mais recentes comprovaram a eficácia do composto natural para reforçar o sistema imunológico, para tratar o câncer de pele e para evitar a metástase do câncer.
Agora, uma nova pesquisa descobriu que a curcumina - um componente do açafrão - pode fornecer proteção duradoura contra lesões pulmonares potencialmente fatais em bebês prematuros.
Oxigenoterapia
Bebês prematuros muitas vezes precisam da ajuda de ventiladores e oxigenoterapia forçada porque eles frequentemente nascem com a função pulmonar debilitada. Estas terapias podem salvar vidas, mas também podem causar danos duradouros nos pulmões, danos eventualmente fatais.
Os pesquisadores agora demonstraram que a curcumina pode oferecer proteção a longo prazo contra esses danos.
Esta é uma notícia particularmente entusiasmadora porque não existem terapias alternativas para tratar essas crianças.
Nos experimentos, a curcumina proporcionou proteção contra a displasia broncopulmonar, uma condição caracterizada por cicatrizes e inflamações nos pulmões, e contra a hiperoxia, em que o corpo recebe oxigênio demais pelos pulmões, até 21 dias após o nascimento.
"Este é o primeiro estudo a identificar benefícios a longo prazo do uso da curcumina para proteger a função pulmonar de bebês prematuros", disse Virender Rehan, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, um dos autores do estudo, publicado no American Journal of Physiology.
"A curcumina é conhecida por sua potente ação antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana, o que a torna uma terapia promissora para bebês prematuros que necessitam de terapia de oxigênio após o nascimento," concluiu Rehan.

Herança química

http://agencia.fapesp.br/14289
Elton Alisson - Agência Fapesp 
 Nas civilizações antigas são encontrados os primeiros relatos da utilização de plantas para a elaboração de perfumes, medicamentos e outros produtos para fins cosméticos, de alimentação, religioso e funerário, entre outros.
Hoje, com os avanços em pesquisa e desenvolvimento de novos processos para obtenção de substâncias químicas naturais e sintéticas, as indústrias continuam descobrindo novos compostos a partir de muitas das plantas descritas há séculos.
São compostos como terpenos, alcaloides e flavonoides, para utilização in natura ou para o desenvolvimento de novos aromas e fragrâncias, fármacos e outros produtos.
A avaliação foi feita pelos palestrantes do quinto encontro do Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química – 2011, que teve como tema “A química doce, amarga e perfumada”, realizado em 3 de agosto no auditório da FAPESP.
De acordo com a professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Cláudia Rezende, que abriu o ciclo de conferências e abordou a “química perfumada”, os primeiros relatos conhecidos sobre a aplicação de aromas na Antiguidade vêm do Egito, onde nos templos existiam laboratórios para produção de unguentos e incensos.
“Apesar de, na época, ainda não existir o processo de destilação, os egípcios produziam um composto macerado, chamado kyphi, à base de ingredientes como menta, açafrão, zimbro, vinho, mel, resina, passas e mirra, que era a receita tanto de um incenso quanto de um perfume e um medicamento”, disse.
Um dos produtos derivados de uma das plantas que compõem esse composto, a Mentha arvensis L., que está sendo alvo de muitas pesquisas na atualidade, é o mentol.
Como o composto orgânico obtido da extração do óleo da planta e de outros óleos essenciais tem alguns efeitos indesejáveis nos produtos em que é aplicado – como odor intenso, gosto amargo e irritar os olhos –, as indústrias fabricantes de aromas e fragrâncias começaram a buscar nos últimos anos novos agentes refrescantes por diferentes rotas para substituí-lo.
Uma das abordagens, segundo Rezende, tem sido a avaliação da refrescância da série de isômeros do mentol, compostos com a mesma fórmula molecular, mas com arranjos atômicos diferentes. Outra alternativa são estudos para o desenvolvimento de mentol sob condições de liberação controlada em fumo. E a terceira via é o desenvolvimento de novas moléculas baseadas em estudos de estrutura e atividade do composto.
“Nos últimos anos, algumas empresas conseguiram sintetizar derivados do mentol, com maior refrescância e sem os efeitos negativos que ele possui, abrindo novas perspectivas para a aplicação do ingrediente”, disse a pesquisadora.
Amarga e doce
Outra substância obtida de planta com relatos de sua utilização na Antiguidade e que derivou uma série de compostos existentes atualmente é o ópio.
Conhecido como a primeira descrição de um sabor amargo na história dos sabores, a partir do composto foi obtido uma série de alcaloides –substâncias básicas derivadas principalmente de plantas –, em grande parte com sabor amargo e com aplicações em setores como a indústria farmacêutica.
“O ópio está presente em várias fases da história. Ele tem não só a morfina, como a codeína, que foi utilizada até os anos 1980 em xarope no Brasil, além da copadeína, da demaína e da heroína. Ele tem cerca de 23 alcaloides”, disse o professor Ângelo da Cunha Pinto, do Instituto de Química da URFRJ, que abordou no evento a “química amarga”.
Outra substância também derivada de um produto natural bem menos amargo do que o ópio tem o Brasil como maior produtor mundial: a cana-de-açúcar. E o país deveria se empenhar em transformá-la em outros produtos, além dos atuais, disse Vitor Ferreira, professor do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF).
“Precisamos investir em pesquisa para desenvolver novas moléculas a partir da sacarose. O Brasil produz quase 5 milhões de toneladas desse dissacarídeo e usa uma parte muito pequena desse volume para produzir outros produtos que não o etanol”, disse.
Segundo Ferreira, alguns dos produtos de química fina nos quais a sacarose pode ser transformada são o ácido cítrico, acetona, butanol e ácido fumárico. “A sacarose é tão importante na química dos carboidratos que tem um nome especial: a sucroquímica, que é a química da sacarose”, disse.
Próximo evento
O próximo evento no Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011, com o tema “Doenças negligenciadas e os desafios no desenvolvimento de novos medicamentos”, será realizado no dia 14 de setembro, a partir das 13h30, no auditório da FAPESP.
Promovido pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) em parceria com a revista Pesquisa FAPESP, o evento integra as comemorações oficiais do Ano Internacional da Química, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês).
O ciclo é coordenado por Vanderlan da Silva Bolzani, professora do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do comitê nacional de atividades do AIQ-2011 da SBQ, e por Mariluce Moura, diretora de redação da revista.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O CORPO DE DOR - Parte 1

http://www.docelimao.com.br/site/meditacao-reflexao-e-respiracao/1693-o-corpo-de-dor
ECKHART TOLLE *
No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos - o pensamento acontece em nós.
“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.
A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.
O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.
A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.
A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo - a ameaça vem da mente.
O que é uma emoção negativa?
É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.
Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja - tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante.
Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas.
Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.
Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.
O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos - o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.
Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.
Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem,
também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.
Pode ser um verdadeiro choque quando - talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.
A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes - e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.
Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um
“corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém
que não tivesse um “corpo de dor” tão denso.
O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.
É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.
No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.
A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “Presença”.
(*) Eckhart Tolle, pseudônimo de Ulrich Leonard Tolle (Lünen, 16 de fevereiro de 1948) é um escritor e conferencista alemão, residente no Canadá, conhecido como autor de best sellers sobre meditação e iluminação espiritual. Seu livro mais conhecido é O Poder do Agora.

Ação sobre as doenças respiratórias

Mesmo na asma córtico dependente, a acupuntura age sobre o bronco-espasmo através da estimulação do sistema nervoso central - efeito broncodilatador através do aumento de cortisol no sangue - diminuição da secreção e da inflamação do brônquios além do efeito brondilatador.
através do aumento da endorfina que aumenta a quantidade de substância CAMPc , muitas vezes diminuida nos pacientes com bronquite , e que tem efeito broncodilatador.
Acalma a ansiedade
È indicada nas rinites alérgicas . Estudos mostram que é mais eficaz que os anti-histamínicos .
Os broncoespasmos produzidos pela metacolina são diminuidos pela acupuntura.
AÇÃO SOBRE O SISTEMA NERVOSO
A acupuntura produz relaxamento mental através da estimulação do sistema límbico. O aumento do cortisol associado 'a estimulação do sistema límbico pode tratar distúrbios ps íquicos , tais como ansiedade , depress ão, s índrome de pânico etc.
As s índromes depressivas se beneficiam com a acupuntura que , nos estudos controlados mostrou-se tão eficaz quanto a amitriptilina. A acupuntura funciona melhor nos pacientes onde se observa uma diminuição dos metabólitos de nor-epinefrina , enquanto a amitriptilina é mais eficaz naqueles que não respondem ao teste da dexametesona.
A própria endorfina pode agir nesses casos . Ela acalma a mente, atenuando a sensação de sensibilidade, angústia, irritabilidade emocional, etc. Com isso, diminuem-se os distúrbios somáticos causados pelos distúrbios ps íquicos .
Nas neurose experimentais do cão , mostrou-se benéfico o efeito da acupuntura sobre os reflexos condicionados .
O efeito da Acupuntura sobre a vascularização cerebral ou em fenômenos dolorosos ( cefaléia, nevralgia do trigêmio ) já foram verificados .
Na s índrome de Méniére estudos mostram que a acupuntura é significativamente mais eficaz que as drogas convencionais .( beteastina. Vitamina PP e vitamina B6)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Edital de Pesquisa em PICs, prazo final para apresentação dos projetos 22 de julho

Tiago Pires de Campos

Em função do encerramento do prazo no dia 22 do corrente mês, reenvio noticia sobre o edital de pesquisa em PICs.
 
Publicado Edital de Pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares
A Chamada, MCTI/CNPq/MS - SCTIE - Decit Nº 07/2013 - Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no Sistema Único de Saúde, está aberta no site do CNPQ, acesse clicando aqui.
Pesquisadores de todo o Brasil com projetos vinculados a produção de conhecimento sobre Práticas Integrativas e Complementares (PICs)podem se inscrever até o dia 22 de julho de 2013. A iniciativa tem como objetivo desenvolver e disseminar estudos sobre PICs no Sistema Único de Saúde (SUS).
Serão financiados projetos que abordem custo-efetividade de ações de PICs no SUS; avaliação de serviços de PICs no SUS; e pesquisas clínico-epidemiológicas com enfoque no uso das práticas integrativas no cuidado a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis.
O edital foi desenvolvido pela Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Departamento de Atenção Básica/SAS, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia/SCTIE do Ministério da Saúde e por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
Atenciosamente,
 
 
Descrição: Descrição: Descrição: image001.png@01CCE1CFTiago Pires de Campos
Área Técnica de Práticas Integrativas e Complementares
Coordenação Geral de Áreas Técnicas
Departamento de Atenção Básica
SAS/Ministério da Saúde
Edifício Premium SAF- Sul – Qd 2 – Lote 5/6
Bloco II – Auditório – Sala 5 – Brasília – DF CEP: 70.070-600
Fone: 61-3315-9029
Visite nosso site www.saude.gov.br/dab
 

Meditação

Imagine que todos os dias realizamos atividades rotineiras, sem muito esforço, pelo simples fato de ser algo natural ou necessário. Atividades corriqueiras como escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, fazer as refeições do dia, fazer compras, ligar para os amigos, fechar negócios. A lista não tem fim...
Agora imagine introduzir nesta rotina diária uma prática meditativa que passe a fazer parte de suas atividades, assim como o ato de beber um copo d'água ou responder um e-mail. Evidente que de início não será algo simples. Abrir um momento em sua agenda e parar para respirar, observar os pensamentos, organizar as emoções, planejar onde colocará sua energia ao longo do dia não será fácil - apesar de ser fundamental. Mas garanto que em poucas semanas, se mantiver uma rotina, a Meditação passará a fazer parte de sua vida, assim como o ato de dormir, se alimentar e se divertir.
SEJA NATURAL, SEJA VOCÊ MESMO
Mas para mudar hábitos é preciso vontade. E a vontade é o fruto de uma experiência vivida. Vivenciar uma experiência é estar aberto ao simples e natural que a vida dispõe a cada instante para nós. Ser simples significa ser natural e leve com a vida, e meditar é o que há de mais simples em nossa rotina, acredite. É simples por nos dar simplicidade para ver e viver a vida. É natural por ser um estado intrínseco da naturalidade de nosso ser. Experimente.
Entretanto, para meditar, temos que descomplicar nosso olhar, recondicionar nossos hábitos e desconstruir alguns conceitos. Em outras palavras, precisamos abrir uma lacuna na ansiedade da mente. Ou seja, é preciso observar o fluxo mental enquanto ele transcorre, sem julgamentos, sem restrições ou designações.
Se fizermos uma comparação, meditar é como estar sentado sem estresse na beira de um rio e simplesmente observar, sem ansiedade, como ele flui, como ele vive seu tempo. A dificuldade surge ao darmos importância às folhas e aos galhos que o rio transporta, que fazem com que a gente se esqueça do rio. Eis o paradoxo: enquanto houver esforço, não haverá Meditação. Afinal, a lógica do esforço nunca abolirá o próprio esforço - ele é um mecanismo da mente.
A LÓGICA DO RIO
A mente tem seu mecanismo de criar esforços. Olhamos para o rio, mas nos detemos nas folhas e galhos, nos objetos que o rio arrasta. A mente cria o esforço que arrasta nosso foco, nossa concentração. Esta não é nossa natureza, mas a natureza da mente. No entanto, não podemos nos limitar aos objetos que fluem junto com o rio: eles estão lá, fazem parte do rio, mas não são o rio. A mesma coisa acontece com nossos pensamentos.
Isto significa que teremos desafios no início da Meditação. Precisamos nos ver de modo simples e natural, pois todos os condicionamentos, hábitos e paradigmas que trazemos são, na verdade, os objetos arrastados pelo rio e não o observador do rio. Quando pensamos que somos o rio, nos identificamos com tudo que está dentro do rio e criamos esforços para sairmos dele (devido às frustrações e decepções que o rio trouxe e acatamos como nossas). Mas somos apenas o observador, não o rio. E meditar é simplesmente adotar a postura de ser o observador.
MEDITAR PODE SER TÃO NATURAL QUANTO TOMAR BANHO
Nesta analogia, devemos entender que a Meditação é uma ação simples, que não requer esforço, apenas direcionamento e concentração. Devido às complexidades da vida moderna, perdemos o contato com o que somos, com a simplicidade de sermos e vivermos com naturalidade. E quando meditamos voltamos ao estado natural de consciência que constitui nosso ser, desenvolvendo a naturalidade do olhar e do ouvir.
Isto não requer uma mudança tão significativa. Assim como você se banha, se veste e se alimenta diariamente, você também pode começar a meditar. Afinal, desenvolver algo que já está em você é mais fácil do que incorporar algo que venha de fora. E o estado meditativo já é nosso - uma vida de ansiedade, de preocupações e de inseguranças é que não faz parte de nosso ser, isso foi somente incorporado em nosso estilo de vida.
Tire quinze minutos do seu dia, pare, relaxe, respire profundo e se observe internamente. Perceba seus sentimentos, emoções, pensamentos, desejos e percepções. Perceba seu fluxo mental, seu fluxo de consciência. Perceba-se no mundo, em sua realidade e veja tudo isto como um grande fluxo do rio existencial do qual você faz parte, mas que preserva sua individualidade de observador consciente.
ESTADO DE CONSCIÊNCIA NATURAL
O "Yoga-sutra", obra escrita pelo sábio Patañjali, expõe que quando a mente reduz seu estado de agitação, através da prática de Yoga ou Meditação, o ser se estabelece em sua natureza real de observador dos fenômenos da realidade, sem que eles interfiram em sua natureza intrínseca. O mesmo é apresentado no Bhagavad-gita, importante tratado filosófico que aborda a ciência do autoconhecimento transcendental. Nele é explicado que o corpo e a consciência são dois aspectos do mesmo ser, mas que este não se identifica com os objetos do rio. Isto nos leva a entender que a Meditação é algo mais do que necessário para quem vive sob constante influência do meio, exposto a todo tipo de interferência energética, psicológica e social.
O estado de consciência natural do ser é de integração e unidade. E isso difere de toda fragmentação que a personalidade do homem moderno adquiriu. Esta reintegração do ser em sua simples natureza é o objetivo da Meditação.
SIMPLIFIQUE-SE PARA MEDITAR
Alguns procedimentos podem ajudar no momento de meditar. Por exemplo, manter um estado mental introvertido, buscando olhar para dentro de si mesmo; procurar focar os pensamentos presentes até que eles se dissipem, sem alimentar novos pensamentos; cultivar pensamentos desejáveis; e observar os pensamentos e a mente como sendo um mesmo objeto.
Os pensamentos são decorrentes do conteúdo que absorvemos com a percepção. Por isto, devemos buscar absorver impressões, sensações e emoções positivas antes da prática. Por outro lado, os pensamentos podem servir de objeto de concentração, e esta é a preliminar do processo de meditar. Sem concentração dificilmente se alcança uma experiência profunda ou transformadora com a Meditação.
Também podemos usar alguns elementos que facilitam a prática meditativa. São os seguintes:
 1. Praticar a mesma técnica meditativa diariamente, preferindo o horário da manhã e ou da noite, durante pelo menos 15 minutos.
2. Use um tapete ou apoio confortável para meditar.
3. Procure praticar em um local livre de movimentos de pessoas ou barulhos, um local que não tenha móveis que atrapalhe sua permanência.
4. Evite deixar incensos, chamas ou qualquer outro elemento que possa causar algum tipo de acidente ou tirar sua concentração
5. Pratique por alguns minutos uma técnica de respiração (pranayama).
6. A Meditação não pode ser finalizada abruptamente. Desligue o celular e qualquer outro objeto que possa perturbar sua concentração enquanto medita.
7. Use um diário com notas sobre sua prática diária, incluindo suas experiências, insights e pensamentos decorrentes de sua Meditação.
8. Quando possível, siga orientações diretas de um mestre ou guru.
9. Ao final de todas as práticas, permaneça por alguns minutos sentado em silêncio e de olhos fechados. Depois, entoe um mantra específico que possa ajudar em sua absorção da prática.
 Unindo estas dicas com o que descrevemos acima, comece a praticar a Meditação de auto-observação. Em pouco tempo terá a Meditação como algo natural em sua rotina diária. Boa prática!

Saúde: O Mundo Subatômico, Relativista e Holográfico.

Por Claudia Gruntsoki de Oliveira e colaboradores
O estudo científico é, e sempre será, uma forma evolutiva, a fim de solidificar acontecimentos, fatos e idéias em qualquer área de estudo, perfazendo todo o nosso contexto histórico. Há a necessidade do homem estar sempre atento as novidades, quer seja para aceitá-las ou refutá-las... Mas sempre levando em conta que temos O PODER de ter o privilégio de aceitação ou condenação. Reconhecer e conhecer são os primeiros passos para uma ciência sadia.
Nos tempos atuais o acesso a informação é muito fácil, é on-line! Tanto que, os pacientes já chegam a nossos consultórios com informações, das quais, em vezes, nem temos conhecimento! Mas com certeza, temos como ética e dever profissional averiguá-las!
Fica inevitável aos profissionais da saúde um olhar à física de partículas elementares, pois quando falamos de Enegia Vital na psicossomática, psicologia corporal, hipnose e psicologia transpessoal, o modelo cartesiano aplicado as ciências, deixa a desejar, abrindo assim, espaço para o paradigma dos contextos, onde tudo está interligado, quer seja nos confins subatômicos, quer seja nos confins de um mega universo que tão pouco conhecemos.
Assim, a organização de como nos reportamos à observação do ser em relação com o objeto se torna um contexto, onde sou parte de mim mesma, tanto quanto um objeto para o outro, pois “...nenhum homem é uma ilha, inteiramente por si, todo o homem é um pedaço do continente, uma parte principal...” (Silvana Fonseca).
O estudo do aparelho psíquico nos faz sempre pensar como a ciência está baseada em fatos e evidências, e como ela nos trouxe um universo evolutivo através da observação, tanto quanto nossas formas perceptivas não nos permitem vislumbrar ainda a realidade e localização das emoções e sua trajetória, e o quanto as emoções interferem intimamente no desenvolvimento do universo celular, perfazendo uma rede sofisticada e eficiente, onde tudo está ligado a tudo.
Quanto ao termo relativista, é mais fácil de entender, pois, a ciência de Eistein nos mostrou como tudo é relativo, e que o manejo e/ou a interferência do observador, interferem na contextualização dos fatos.
Então... a arte de curar a partir do significado dos sentimentos e emoções é muito mais do que entender o que preconizam as teorias desde Freud e Jung até os contextos mais recentes. Hoje devemos estar sempre atentos e focados na transformação do mundo e das pessoas.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acreditou que as descobertas de Aspect implicaram na realidade objetiva não existente, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado.
Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que
compreendem todo o universo.
Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional. Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.
Visto a dimensão e seriedade das pesquisas, já aceitas como ciências, podemos averiguar que essa nova era de conceitos não tem entrada somente pelas vias sensoriais, são formas sutis pelas quais passaremos aprender como se faz.
É fato também, que uma única célula tem seu infinito micro universo inteligente, tanto quanto está interligada com o universo humano numa dimensão que não sabemos mais qual é!
É fácil entender as interferências dos vários universos em que estamos interligados: o que respiramos, o que bebemos, o que comemos, onde estamos, o que consumimos e todos os fatores de poluição psíquica e ambiental, a má qualidade dos alimentos não orgânicos, a falta de ética na industrialização dos alimentos... Então já sabemos por que estamos tecnologicamente avançados em tratamentos e medicamentos e o mundo está cada vez mais doente.
E mais, não fica, também, difícil de diferenciar que prevenção é muito mais que fazer exames periódicos para detectar doenças, é cuidar e preservar o mundo infinitamente pequeno tanto quanto o infinitamente grande. Sem perdermos de vista que as conexões são sutis, porém existente em sua magnitude, e estão conectadas no contexto Mundo.
Eu deixo para reflexão: o que é saúde? Não pode ser só energia boa?! Coração bom?! Rim em bom funcionamento?! ser um Ser centrado?! Planeta limpo?!...TUDO ESTÁ INTIMAMENTE INTERCONECTADO, portanto, a cura ou a preservação da saúde não é só do terapeuta, ou do médico, ou do psicólogo ou do ou sei La de quem!!!!!!!
É um ato de se informar, de se educar de SER e ESTAR em harmonia com seu universo infinitamente pequeno, bem como, com seu universo infinitamente grande, afinal somos seres bio psico social espiritual e...

sábado, 6 de julho de 2013

Relaxando na Forma Tai Chi

Tai Chi tem uma ênfase especial no relaxamento elástico que cultiva a força interna. Nos dizem para "Relaxar, mas não para sermos moles", mas pode ser difícil de compreender o que isto significa sem primeiro sentir. Se praticarmos ouvindo o corpo, podemos ganhar uma compreensão maior do relaxamento sem amolecimento. Neste artigo, eu explorei algumas diferenças entre força rígida e força interna, com o objetivo de aumentar a compreensão do papel que o relaxamento tem no desenvolvimento da força interna.
No livro do Mestre Yang Zhenduo "Yang Style Taijiquan", ele fala sobre relaxamento com relação à "usar a mente ao invés da força", o número seis dos Dez Princípios: Na prática do Taijiquan, o corpo está relaxado e não há qualquer sinal de dureza ou força rígida nas veias ou juntas para obstruir o movimento do corpo.
As pessoas podem perguntar: Como se aumenta a força sem exercitar a força? De acordo a medicina tradicional Chinesa, no corpo humano há um sistema de caminhos, chamado jingluo (ou meridianos), que ligam as vísceras com as diferentes partes do corpo, tornando corpo humano um todo integrado. Se o jingluo não é obstruído, a energia vital irá circular no corpo de forma livre. Mas se o jingluo é preenchido com força bruta, a energia vital não é capaz de circular e conseqüentemente o corpo não se move com facilidade. Deve-se assim usar a mente ao invés da força de forma que a energia vital vai seguir a mente ou a consciência e circular através do corpo. Através da prática persistente será capaz de obter força interna genuína.
Nós estamos todos familiarizados com a força rígida mencionada acima. Mesmo que você não tenha certeza exata do que isto signifique, já teve alguma experiência desta força. Este é o tipo de força que se usa para, um embate de braço de ferro ou para carregar bagagens, ou algo pesado. A força rígida tem a natureza da madeira, nem ágil, nem fluída e aí está o porque das pessoas freqüentemente se machucarem quando usam este tipo de força. É o tipo de força que usamos quando nossos músculos se contraem subitamente e são mantidos flexionados por um período de tempo. É difícil para o sangue e o chi circularem quando este é o caso. Você já experimentou esta contração em alguma vez que teve que tirar sangue. Quando o hematologista pede para que você segure o punho fechado, o sangue não pode retornar ao seu coração e preenche as veias. O chi, também fica constrito aos meridianos quando o corpo está tenso.
Tensão muscular e força rígida estão relacionadas. Nós de tensão nos músculos são um tipo de força rígida, que opera de forma automática. Quando você massageia os ombros de alguém pode sentir quão duros os músculos estão, quando tencionados. Quando nós estamos tensos perdemos muita energia mantendo a tensão da musculatura. É como dirigir com o breque de mão acionado todo o tempo. Para fazer o carro andar você tem que fazer com que o motor aplique mais força porque o carro está lutando contra si próprio. Um carro com o breque de mão acionado está bloqueado e não responde de forma fluída. Ele se move aos trancos. É exatamente a mesma coisa com a tensão muscular. Quanto mais capazes formos de relaxar mais suaves nossos movimentos se tornam.
Uma vez que conseguirmos encontrar a sensação de relaxamento ela fica mais fácil de ser mantida.Entretanto no início pode ser tremendamente difícil permitir que a tensão se alivie. Muitos de nós estamos acostumados a forçar nossos corpos a trabalhar duro, a fazer mais do que pode. Neste mundo moderno se considera comumente uma virtude, levar nossos corpos além de seus limites aplicando força e resistência para que um trabalho seja realizado. Quando fazemos isso nos levamos a um estado de exaustão enquanto ignoramos os desconfortos físicos que surgem do stress e da tensão.
Um bloqueio que as pessoas encontram quando estão aprendendo a relaxar é que o conceito de relaxamento que aparece absolutamente: branco e preto. Ou estamos relaxados ou não. Na verdade pode ajudar bastante pensar sobre o relaxamento como um contínuo.
As sementes de seu relaxamento estão contidas dentro de sua tensão, assim como o símbolo yin-yang. Sementes não podem transformar-se em flores sem haver antes passado por todos os estágios de crescimento necessários.
Aprender a relaxar é como aprender a forma. Quando começamos a aprender a forma o fazemos aos poucos, parte a parte: primeiro o trabalho de pés e depois os braços. Recebemos muitas correções, cada uma parece às vezes desconectada da outra: joelhos desta forma, braços de outra forma. Nós então passamos meses e anos nos concentrando em miríades de detalhes na forma. E tudo começa a se unificar aos poucos. Finalmente aprendemos a mover os membros com a cintura. Aprendemos a unir os membros de maneira que as partes de cada movimentos se tornem parte de uma aplicação única. Mais tarde aprendemos como todas as aplicações fluem juntas para que possamos dar forma a Forma. Finalmente, mesmo a forma retrocede e há apenas Tai Chi, o eterno ciclo de yin e yang. Praticantes de alto nível falam que quando se relaxam completamente dentro da forma, já não há mais a experiência de sentir-se separados do universo, durante o tempo de sua prática.
A maioria de nós, entretanto, ainda tem alguma fragmentação e tensão em nossas formas. É a presença desta força rígida que nos impede de experimentar a elasticidade da energia vital e da força interna. Mas a semente da forma interna está aí e é justamente no relaxamento que ela cresce. Faz sentido aprender a sensação do todo relaxado da mesma maneira que você aprende a forma: ou seja, em partes. É importante lembrar quando estiver praticando que num momento você vai ter a necessidade de juntar todas as porções relaxadas do corpo de maneira que você possa ser ¨uma unidade¨, toda conectada, como o Mestre Yang Jun nos aconselha. Não apenas o corpo estará unificado, mas o relaxamento mesmo se torna um estado de ser unificado.
Existem muitas oportunidades para melhorar a sua forma e o relaxamento, simplesmente se sintonizando e realmente ouvindo o seu corpo. Seu corpo irá lhe dizer onde a tensão está. Ele até vai dizer como soltar totalmente para que você possa relaxar.
Quando começamos a prática do Tai Chi notamos todo tipo de novas dores. Um estudante novo pode dizer, ¨Eu pensei que o Tai Chi fosse me ajudar a relaxar e sentir menos stress, agora estou mais estressado e meus ombros estão doendo¨. É que nós não estamos muito conscientes da tensão que carregamos. Existem lugares em nossos corpos que estiveram gritando tão alto pedindo relaxamento que nós aprendemos a diminuir o volume da autopreservação. Freqüentemente a experiência inicial de desconforto quando temos que manter as posturas surge do esforço em prestar atenção ao corpo em primeiro lugar, por um longo tempo.
Ouvir o corpo é parte do processo de conhecer-se a si mesmo e isso é parte do processo de tornar-se um artista marcial competente. O Mestre Yang Jun diz: ¨Pratique a forma e conheça a si mesmo. Pratique Tue Shou para conhecer seu oponente¨. Nós aprendemos a ouvir nossos corpos para relaxar e acessar o máximo de nossas capacidades. Quando estamos relaxados, nossos movimentos tornam-se suaves e sem esforço.
Seu corpo irá realmente ensiná-lo a corrigir e a conseguir um alinhamento apropriado na medida em que aprende a relaxar. Quando você sente dores nas juntas e músculos isto significa que seu corpo não está alinhado de forma apropriada e não está relaxado o suficiente. Nós aprendemos a deixar que a força nos guie até que ela retroceda. Finalmente, sua sensação corporal irá melhorar e você será capaz de ajustar a sua forma através da base da sensação correta.
Há uma boa razão porque cada postura é tão precisamente delineada. Cada posição é bio-mecanicamente desenhada, para permitir que o fluxo mais natural e correto do chi ocorra em cada uma das aplicações. Isto significa que quanto mais perto do padrão estejam nossas posições, mais conscientes do "correto" e "não correto" nos tornamos porque podemos ouvir nossa sensação interna de aumento ou bloqueio do fluxo de chi. Quanto mais relaxados estamos, mais as forma nos ensinam sobre sua natureza e sobre nossa própria natureza. Nós aprendemos que somos capazes de ser e fazer. A forma é um conteúdo e quanto mais relaxamos, mais ela nos suporta e nos abraça. Nós acabamos por sentir a forma tornando-se algo que fazemos, sem separação entre o eu, a intenção e a ação. Mente, corpo e espírito unidos.
Nós temos que tomar cuidado, entretanto de não relaxar tão completamente que colapsamos no chão. Este tipo de relaxamento sem forma pode ser bom para o sono, mas no Tai Chi, nós queremos que nosso relaxamento seja elástico e flexível, capaz de reagir depois que alguma força foi aplicada. Se pudermos manter a idéia da forma na mente, então isto vai ajudar o corpo a manter sua estrutura externa enquanto mantemos o relaxamento interno. Isto ajuda a evitar o derrubar dos dedos e membros que surge quando se está relaxado em demasia. Está é a fraqueza ou o adormecimento que devemos evitar. O erro aqui é procurar um relaxamento sem a atenção apropriada na forma. Nós devemos prestar atenção às particularidades da estrutura de maneira a relaxar dentro da forma e não colapsar de maneira derrubada.
É verdade que chegar a um estado de consciência equilibrado e unificado pode levar muito tempo. Ainda assim: lembre-se de que podemos começar com algo pequeno e possível de ser realizado. É bastante difícil começar com o processo de relaxamento com algo que foi tenso por décadas, assim eu sugiro um começo menor. A maioria de nós tem carregado tensões por anos. É um desconforto familiar como uma bolsa pesada ou um cinto apertado. Nós já não notamos mais. Assim eu sugiro que você não comece tentando relaxar uma parte que tem estado tensa por anos. A tensão pode estar tão arraigada que só haverá frustração na tentativa e isto vai criar ainda mais tensão.
No Estilo Yang de Tai Chi nós começamos com a forma, a forma das coisas, e aprendemos como relaxar no interior de forma que gradualmente o interior torna-se um suporte para o exterior e vice versa. Quanto mais relaxamos o corpo, mais o chi ou a energia vital vai circular naturalmente, expandindo e preenchendo o seu corpo. O chi vai começar a circular mais suavemente até suas extremidades, fortalecendo-as e nos permitindo desenvolver a energia interna.
O que é a energia interna? Todos temos uma certa capacidade de força interna, mas ela é freqüentemente impedida por estar sendo limitada ou bloqueada pelas tensões musculares. Na medida em que relaxamos mais e mais, a energia que liberamos mantendo a tensão irá nos preencher por dentro. A energia resultante tem uma qualidade flutuante e expansiva. Este é um aspecto da energia interna. Cultivando o chi pós-natal através da prática regular da forma podemos também aumentar a força interna. Quanto mais nós relaxamos durante a forma, melhor nossos corpos vão ser capazes de incorporar o chi fresco pós-natal do exterior, seja através da comida, do sono ou da respiração.
A força interna também pode ser conectada ao ar de um pneu. Imagine que o ar é o chi e que o pneu é o corpo. Quando estamos tensos é como se o pneu estivesse cheio de pedras. Isto não permite o giro da roda e interfere em suas funções. Quando esta tensão de pedra é dissolvida, o ar circula livremente e mantém a força no pneu que o suporta desde o interior. A superfície do pneu é suave de maneira que quando ele está desinflado você pode pressioná-lo co suas próprias mãos e ele cede. Mas quando está preenchido com ar, o pneu é bastante duro. É a pressão do ar interno que cria a dureza, mas o ar em si mesmo é suave e sem forma, expandindo para preencher seu envoltório. Durante a prática do Tue Shou, alguém usando este tipo de energia irá sentir dureza sem sentir rigidez ou irregularidade.
A força intera genuína significa que o chi circula livremente, guiado pela mente e como o ar ela pode preencher o vazio quase que instantaneamente. Isto permite uma resposta muito rápida quando estamos relaxados porque há espaço para que a energia se mova de forma desimpedida. Mas quando estamos vazios de tensão, isto não implica em vacuidade porque a vacuidade resultante se preenche com a energia interna. Aí está o porque o relaxamento nos permite chegar antes quando atacamos depois - por que quando estamos aderidos ao nosso oponente nossa energia já está lá, mais rápida do que nosso pensamento consciente.
Na medida em que praticamos mais, descobrimos que relaxar uma parte de nosso corpo pode produzir um efeito dominó, relaxando outras partes em troca. Quando uma parte relaxa ela libera o chi que estava limitado ali e o resultado como ondas de choque se irradia para fora até que atinge outras áreas de tensão. Dependendo da natureza da tensão as ondas ou ricocheteiam nas áreas que não estão prontas ainda para relaxar ou chacoalham outras áreas de tensão permitindo que o relaxamento ocorra. Nós queremos ser muito suaves por dentro de maneira que a energia que é liberada não prejudique nossos órgãos internos. Esta é uma razão para praticar devagar e ter um melhoramento gradual.
Eu espero que você ache que essas idéias possam auxiliá-lo. Apesar de haver pedido para você no início para prestar atenção às pequenas áreas de tensão, é importante lembrar que finalmente nós devemos dispensar focos limitados em elementos individuais de tensão. Nós estamos buscando por uma sensação de relaxamento unificada que dispensa toda distinção com o objetivo de que a ¨energia vital possa circular por todo o corpo sem obstrução.
Desde a parte nós buscamos o todo. Compreendendo as particularidades de nossa tensão podemos chegar a uma compreensão equilibrada de relaxamento e força interna que retém a forma sem dissolução e a elasticidade sem amolecimento.
Extraído da Revista de Tai Chi Chuan - nº 16
Escrito por Serena Newhall e traduzido pela Profª Maria Ângela Soci