sábado, 13 de julho de 2013

Política de nutrição do Ministério da Saúde está atenta à suplementação de ferro

* por Amanda Mendes, da Web Rádio Saúde
A anemia ferropriva, que acontece pela falta de ferro no organismo, é um dos problemas nutricionais mais comuns entre a população brasileira. Para evitar a doença, em 2001, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de milho e trigo. A estratégia serviu para aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em ferro e dessa forma reduzir a prevalência de anemia no Brasil.
O coordenador substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, explica que a política de prevenção à anemia por falta de ferro tem vários eixos. ”A política toda que nós temos para controle, principalmente a prevenção da anemia por deficiência de ferro, se baseia em um tripé de estratégias. Primeiro, a própria promoção da alimentação saudável, que por meio de uma alimentação saudável, a pessoa vai ter níveis adequados de ferro, bem como de outros nutrientes da dieta. Mas somado a isso vem estratégias como a própria fortificação, que assim como existe para o sal com o iodo, existe a fortificação de farinha de trigo e milho com ferro e ácido fólico, também contribuindo para a ingestão maior de ferro pela população.”
Eduardo Nilson destaca ainda a suplementação medicamentosa de ferro destinada principalmente para crianças e gestantes. ”Nas unidades de saúde tem a suplementação medicamentosa, mas também com foco na prevenção da anemia ferropriva, que é a anemia por falta de ferro, e essa é distribuída, é voltada para crianças e também para gestantes e puérperas. E o programa vem em expansão, tanto que nós tivemos somente em 2012 aplicação de mais de 2,2 milhões de doses de sulfato ferroso que foram distribuídas para mais de 700 mil crianças menores de dois anos.”
O ferro é um nutriente essencial para a vida. Ele atua na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo.
Brasil Carinhoso
Para combater a anemia nutricional infantil e promover o desenvolvimento saudável das crianças brasileiras, o Ministério da Saúde investe R$ 30 milhões na ampliação do programa de distribuição de suplementos nutricionais. Responsável pela garantia de Vitamina A e sulfato ferroso para crianças que precisam da suplementação, a iniciativa faz parte do Programa Brasil Carinhoso.
Desde o lançamento do Brasil Carinhoso, mais de 734 mil crianças menores de 5 anos receberam sulfato ferroso. Ao todo, foram distribuídas 2,2 milhões de doses, quantidade suficiente para 20% das crianças brasileiras que precisam do tratamento.
Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) – realizada em 2006 – a deficiência de ferro atinge 20,9% da população infantil brasileira entre zero e cinco anos e a carência de vitamina A atinge 17,4% desta população. A alimentação pobre em ferro é o principal causador das anemias na infância e a sua maior incidência ocorre até os 18 meses de vida. A anemia prejudica o desenvolvimento cognitivo da criança e o atraso não pode ser revertido com tratamento.

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