sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Publicado Edital de Fortalecimento dos Serviços de PICs no SUS

www.saude.gov.br/dab
Tiago Pires de Campos
Prezados é com grande alegria que a Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde anuncia a publicação do Edital de Chamamento Público para Fortalecimento de Serviços de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

O Ministério da Saúde convida as Secretarias de Saúde Municipais, Estaduais e do Distrito Federal, interessadas em apresentar propostas com vistas à seleção de projetos de Fortalecimento de Serviço(s) de Práticas Integrativas e Complementares (PICs), em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. (PNPIC), aprovada por meio da Portaria nº 971/GM/MS, de 3 de maio de 2006, e considerando o disposto no Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, seguindo o planejamento da saúde, as Regiões de Saúde e as Redes de Atenção à Saúde, na forma disciplinada por este Edital no período de 30 (trinta) dias a partir de sua publicação.
Área Técnica de Práticas Integrativas e Complementares
Coordenação Geral de Áreas Técnicas
Departamento de Atenção Básica
SAS/Ministério da Saúde
Edifício Premium SAF- Sul – Qd 2 – Lote 5/6
Bloco II – Auditório – Sala 5 – Brasília – DF CEP: 70.070-600
Visite nosso sitewww.saude.gov.br/dab

Anvisa iniciará discussões para flexibilizar exigências de testes em medicamentos à base de plantas medicinais; objetivo é facilitar o registro

Com funções de expectorante, anti-inflamatório, diurético e tantas outras, os fitoterápicos têm princípios ativos derivados exclusivamente de plantas medicinais 
Plantas medicinais como tamchagem, chapéu-de-couro, laranja-amarga, erva-de-bugre, macela e chambá, transformadas em medicamentos fitoterápicos, devem ganhar novas regras de comercialização para ter mais espaço nas prateleiras, conforme reportagem publicada hoje (4 de março) no jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a matéria, a Anvisa discutirá nesta semana a flexibilização da regra em vigor e ainda a criação de uma nova categoria de medicamentos: a do "produto tradicional fitoterápico". O assunto também deverá passar por consulta pública.
Com funções de expectorante, anti-inflamatório, diurético e tantas outras, os fitoterápicos têm princípios ativos derivados exclusivamente de plantas medicinais. Nos medicamentos "comuns", em geral pode haver também componentes sintéticos e biológicos.
Nos últimos anos, houve queda no número de fabricantes dessas substâncias - de 119 em 2008 para 78 em 2011- e no total de produtos no mercado - de 512 em 2008 para 384 três anos depois.
A diminuição vem acontecendo porque muitos dos medicamentos conseguiram seus registros em uma época em que não eram necessários estudos de comprovação. Quando esses registros expiram, os fabricantes acabam não conseguindo renová-los, e o remédio sai do mercado.
Foi o caso da funchicórea, usado há mais de 70 anos para cólicas em bebês há 72 anos, cujo registro foi cancelado pela Anvisa em 2012. Hoje, muitos fitoterápicos tradicionais, como o baseado na erva-de-bugre, entram na classe dos medicamentos.
Isso significa que essas drogas só têm sua comercialização autorizada após a apresentação de estudos clínicos e de dados científicos que comprovem a sua eficácia e segurança.
Flexibilização
A ideia da Anvisa é flexibilizar essa cobrança e liberar produtos que comprovem a segurança pelo uso tradicional registrado em artigos e livros, desde que os fabricantes cumpram as regras de higiene atualmente exigidas.
Seguindo regras adotadas por outros países, como a Alemanha, a medida deve ter mais impacto em produtos para sintomas de baixa gravidade, como cólicas e prisão de ventre.
Apesar da queda nos registros, o setor vê aquecimento no mercado nos últimos anos no país, chegando a valores próximos de U$ 550 milhões em 2010.
As regras para registro e as exigências de produção para a nova categoria ainda não foram definidas. Já existe, porém, uma lista de substâncias preparada pela Anvisa que servirá de referência o "formulário de Fitoterápicos, Farmacopeia Brasileira".
A proposta é que substâncias que estão na lista não precisem comprovar a existência do uso tradicional.
E as que estão fora dela - caso dos componentes da funchicórea, hoje vetada - tenham que fazer a comprovação para serem liberadas.

Assessoria de Comunicação CRF-SP

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Ciência descobre as mais antigas novidades


Agradecimento
Sempre na perspectiva de proporcionar aos nossos leitores a oportunidade de, ter acesso a conhecimentos e opiniões importantes relativas a saúde na sua visão holística, encontramos esse artigo interessante e bastante esclarecedor do Dr. Marcio Bontempo - a quem gentilmente solicitamos permissão para reproduzir - por mencionar informações que acreditamos constituir uma fonte de dados riquíssima a respeito do tema, bem como nos levar a refletir sobre a importância do mesmo quando pensamos em prevenção, saúde e qualidade de vida.
Obrigada Dr. Marcio
* Marcio Bontempo
O jornal Correio Brasiliense publicou ontem a excelente matéria “Jejum vira grande aliado na luta contra o câncer”. Nela aparece uma “descoberta” de pesquisadores da Southern California University, em Los Angeles, publicada pela mais que austera revista científica Science Translational Medicine. Em resumo, a pesquisa, comandada pelo cientista Valter Longo, aponta que as células cancerígenas são mais sensíveis à redução ou ausência de nutrientes no organismo do que as células normais. Estas, quando faltam alimentos ou nutrientes, entram num estado defensivo, como uma hibernação, reduzindo intensamente seu metabolismo; já as células anormais não suportam tal situação, não tem a mesma capacidade e acabam entrando em apoptose, ou morte celular, o que leva à absorção do tumor. A pesquisa e seus resultados foram confirmados por diversos outros cientistas em outras partes do mundo, conforme a matéria. Nela foram utilizados ratos com diversos tipos de tumores malignos induzidos, submetidos a jejum, e este combinado com quimioterapia. Os resultados foram surpreendentes, com a cura total ou interrupção do tumor. Foram feitas pesquisas em seguida com seres humanos, e isso sem que se ferissem questões éticas, porque o jejum não é “remédio”. Os resultados foram marcantes, a ponto de outros cientistas se motivarem a aplicar o método e o associarem aos tratamentos convencionais.
Há alguns anos, a ANVISA, nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária, copiando, como sempre, a colega estadunidense FDA – Food and Drug Administration, adotou o conceito de “alimentos funcionais” e de “nutracêuticos”, com referência à capacidade de vários alimentos e seus componentes promoverem saúde e combaterem diversas doenças.
Também há quase duas décadas, a aplicação de recursos magnéticos no tratamento e prevenção de diversas doenças ganhou o mundo, depois que experiências e pesquisas (muitas registradas no Index Medicus, a biblioteca científica da Organização Mundial de Saúde) provaram, até com complicadas fórmulas e números, o poder dos imãs sobre os organismos vivos, particularmente sobre seres humanos e suas enfermidades. Hoje são dezenas de aparelhos, artefatos e sistemas de magnetoterapia reconhecidos pelas autoridades sanitárias e em pleno uso.
Também o Irisdiagnóstico – método de diagnosticar alterações do organismo por meio da visualização de sinais da íris- provou cientificamente a sua capacidade de captar diversos problemas orgânicos e hoje são centenas de publicações científicas comprovando o fato e o sistema já é utilizado por muitos médicos, isoladamente ou em associação com outros métodos.
Associado a isso, muitas plantas medicinais entraram para o rol dos recursos médicos cientificamente comprovados e são utilizadas por médicos do mundo inteiro. Aliás, hoje, cerca de 40% de todos os recursos medicinais presentes nas prateleiras das farmácias tem o mundo vegetal como fonte de suas matérias primas.
Para completar, mesmo que omitindo muitos outros itens, lembrar que a acupuntura e a homeopatia, são hoje especialidades médicas em muitos países, inclusive no Brasil, reconhecidas por sua eficácia e utilizadas oficialmente.
Ademais, o nosso país possui novas políticas públicas de saúde que geraram a Portaria 971/2006 do Ministério da Saúde, que introduz as Práticas Integrativas (Fitoterapia, homeopatia, Acupuntura, Crenoterapia, etc.) na rede pública de saúde, dentro do Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapia, como determinação até da Organização Mundial de Saúde.
Mas porque estou fazendo estas colocações?  Explico:
Há trinta e poucos anos exercendo a medicina, desde uma época em que vigorava pleno o conceito de que somente a alopatia e a cirurgia eram recursos “permitidos” e “cientificamente” aceitos, fui processado numerosas vezes pelos Conselhos de Medicina do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, justamente por aplicar vários dos métodos e recursos aqui apresentados e por ensiná-los, tanto ao público leigo quanto profissional. E até hoje ainda há dois processos “éticos” em andamento contra mim em São Paulo e outro em Minas Gerais, ambos por motivos certamente muito “graves” de “delito”; no primeiro por eu ter feito uma palestra num grande evento onde falei dos benefícios da linhaça para a saúde, e no segundo, por ter dado uma aula sobre medicina chinesa num curso de acupuntura numa empresa de Belo Horizonte. Pasmem! Acreditem!
Pois bem, a cada dia presenciamos notícias de “novas descobertas” científicas que trazem à luz elementos pertencentes às medicina tradicionais, populares, indígenas, domésticas, naturais, etc., como os que relatamos aqui. E tenho a satisfação de dizer que sempre pratiquei e apliquei métodos não convencionais de medicina, por compreender que a saúde só pode ser obtida através do respeito às leis naturais e por reconhecer que os recursos da própria natureza (alimentos, água, sol, luz, magnetismo, minerais, plantas medicinais, etc.) possuem o imenso potencial de cura, ou antes, de resgate da saúde perdida. Sempre me incomodei e preocupei com o tipo de recursos terapêuticos que a faculdade me ensinou, ou seja: medicamentos e cirurgia. Embora prescreva remédios e indique cirurgias, só o faço em casos especiais e extremos, realmente necessários, pois são recursos que lidam mais com efeitos e não com causas. Em termos de medicamentos, 90% do uso se destina a ações paliativas. Na verdade, a medicina oficial, na maioria das suas ações, não fomenta ou promove a saúde, mas combate a doença (por isso possui um “arsenal” terapêutico), ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, vive dela e depende dela – da doença – para existir. Haja vista a influência e o poder da indústria farmacêutica. Também sempre me incomodou a questão dos efeitos colaterais (algumas drogas intoxicam, prejudicam ou matam mais do que a doença que se destina a tratar), das doenças iatrogênicas (produzidas pelo médico) e, pior, pela interação medicamentosa (resultante da ação conjunta de vários remédios dentro do organismo) que matam anualmente cerca de 170 mil pessoas, só nos Estados Unidos, pois com as especialidades médicas, muitos pacientes ingerem remédios de vários médicos sem que se conheça, até hoje, como essas substâncias interagem quando juntas. E não falemos dos elevados custos dos remédios, que mobilizam cerca de 600 bilhões de euros anualmente no mundo.
É interessante observar como as novas “descobertas” científicas tem trazido novos recursos, não alinhados à filosofia que alimenta a chamada “medicina convencional”, mas que esta, sem opções, acaba por assimilar e incorporar, como acontece com a fitoterapia médica, a acupuntura, a homeopatia, os alimentos funcionais (nutrologia), etc. e agora o jejum.....
Então me vem à memória os velhos tempos em que tratávamos as doenças dos nossos clientes com a macrobiótica (salve mestre Ohsawa!), particularmente com o arroz integral (hoje considerado um “importante” alimento funcional por ser rico em fibras, vitaminas do complexo B, etc.). Vem também os grandes resultados obtidos com o a naturopatia (Ave Dr. Lezaeta Acharam e Eduardo Alffons)... os gloriosos resultados que verificávamos com as sessões de acupuntura (todas as glórias a Frederico Spaetz, Evaldo Martins Leite, Dr. Wu, Sohaku Bastos!), do-in (salve Juracy Cançado!), os surpreendentes efeitos da homeopatia (glória, muita glória a Avicena, Paracelso, Hahnemann, Kent, Nash, Nilo Cairo, Alfredo Vervloet!). Também as curas obtidas com a geoterapia (argila), as águas minerais (oh! saudade da clínica em São Lourenço!). Sempre usei também a cura pelos alimentos (hosanah! Mestre Hipócrates, o pai da Medicina, que afirmava que a cura está na comida!) método hoje consagrado pela Nutrologia através dos alimentos funcionais. E há muito mais.
Tudo isso muito forte para mim, porém, tenho o compromisso de informar, que todo esse trabalho, que até hoje perdura, sempre foi realizado sobre forte pressão do “sistema” e do modelo médico dito “hegemônico”, ou detentor do “poder”.
Nos diversos processos nada éticos que sofri, os argumentos eram os mais absurdos e ridículos, mas não tínhamos como nos defender. Os “inquisidores” afirmavam, entre outros bisonhos disparates, que a acupuntura era uma “filosofia” oriental e não um sistema de tratamento; que a homeopatia não tinha comprovação científica; que a iridologia era “coisa de bruxo”; que as águas minerais só teriam efeito diurético (isso com centenas de universidades na Europa, já na época, ensinando a crenoterapia e o termalismo há centenas de anos...); que o magnetismo era coisa de charlatão, mesmerismo, etc.; que as plantas medicinais não eram recursos eficazes e comprovados e até perigosos, que poderiam intoxicar, matar (Drauzio Varela disse isso no Jô Soares e depois se contradiz fazendo reportagens na Amazônia onde mostrava as ações curativas de muitas ervas, inclusive várias a que fez referência no programa, como ineficazes).
Merece aqui o relato breve de um caso em que fui “condenado” pelo CRM-RJ por ter conseguido reduzir a zero a carga viral de um paciente HIV positivo (e em fase quase terminal) e eliminar todos os sintomas, utilizando somente dieta macrobiótica e uma planta chamada unha de gato (uncaria tomentosa), com base nos bons resultados obtidos por colegas alemães usando o remédio “Krallendorn”, que é à base dessa planta e para essa doença, publicados na revista científica Nature. O paciente, que na época fazia uso somente de AZT, tinha recebido antes a notícia de que no máximo três meses de vida. Com o tratamento, recuperou a saúde, a disposição, ganhou peso, voltou a praticar esportes e levava uma vida normal, até que teve que retornar à médica do serviço público que o atendia antes, por questões de documentação. A médica surpreendeu-se com o bom estado do paciente e julgou que o AZT tinha funcionado. O paciente então informou a médica o tipo de tratamento a que se submeteu. Bem, em poucas semanas recebi uma intimação para comparecer ao CRM-RJ, pois a médica havia me denunciado por “charlatanismo”. A acusação era de eu estar “aplicando métodos não reconhecidos pela comunidade científica”. E não adiantou ter apresentado os trabalhos dos médicos alemães. Mas não deixei por menos. Só mostrei aos “conselheiros” que o contrassenso de estar sendo acusado... por ter tido sucesso!....e que o verdadeiro espírito médico, ou científico seria  valorizar o resultado e procurar conhecer o fenômeno. Não ficaram satisfeitos quando eu afirmei que aquele era um comportamento retrógrado, anticientífico e subdesenvolvido.
E tive muitas outras acusações similares que poderiam compor um livro de anedotas. Mas agora aproveito essa matéria sobre o jejum para finalizar este texto fazendo um comentário. Como eu sempre apelei para o jejum como recurso para o resgate da saúde, volta e meia surgiam comentários e até acusações, com a afirmação sombria de que “o jejum é perigoso e pode espoliar o paciente em termos de nutrientes e até matar”. A matéria é clara, mas só faz alusão ao câncer, sendo que o Jejum é chamado de “terapia universal” e serve para praticamente todas as doenças e representa o recurso ultérrimo do médico consciente, quando se esgotam os seus recursos comuns. Mas somente na questão do câncer, o jejum é realmente eficaz porque com a redução da oferta de nutrientes, as células saudáveis realmente são mais resistentes e entram “em off” ou estado de “hibernação” quando faltam os mesmos, ao passo que as células malignas são mais sensíveis e entram em estado de apoptose, ou morte celular, o que interrompe o crescimento do tumor e até o faz gelatinizar-se ou desaparecer, conforme mostram as recentes experiências. Essa é a informação científica hoje apresentada sobre o efeito do jejum, mas nós médicos naturistas e holísticos não tínhamos antes essa explicação e apenas observávamos os resultados. Baseávamo-nos, há várias décadas, na experiência dos antigos, de séculos ou milênios atrás, mas sempre fomos combatidos e até ridicularizados, pois não tínhamos antes como explicar o método à luz da ciência acadêmica.
Resolvi escrever esta matéria porque ao ler a notícia do jejum no jornal, me veio à mente o seguinte: se a todo instante métodos, recursos terapêuticos não convencionais são explicados à luz da Ciência e incorporados ao sistema oficial, podemos inferir que o posicionamento, o critério que hoje é a base do modelo médico para definir ou caracterização do que é ou não “oficial”, é inapropriado, justamente porque falha, e falha porque é refratário, e assim o é porque é limitado na sua perspectiva ou capacidade de conhecer e apreender os fenômenos. Então, por uma questão lógica, esse tipo de abordagem não é e não pode ser confiável e deve ser desabonado. O modelo vigente é tão refratário e limitado na sua capacidade perceptiva que trabalha contra si mesmo, duvidando de absolutamente tudo surge no seu seio, para, depois de muita luta por parte dos seus autores (como Harvey e a circulação sanguínea, Pasteur e a teoria microbiana, Sommelweiss e a febre puerperal e milhares de outros casos), aceitar como verdade definitiva, e aqui mais um engano, porque nada é definitivo e o que caracteriza a evolução da ciência, é justamente a velocidade com que novas teorias derrubam as antigas. Seus representantes, portanto, não tem mais direito de se posicionarem como autoridades incólumes, indefectíveis e todo-poderosos. Há algo  a ser ajustado na questão da metodologia científica e essa revolução está em plena expansão. Estamos presenciando, no seio acadêmico, uma profunda – e mais que necessária – mudança de paradigmas, onde o critério analítico-cartesiano-newtoniano, nitidamente reducionista, está cedendo lugar para a visão holística, ou antes, relativista-integrativa, com a qual as novas gerações de cientistas estão mais familiarizadas conforme a cosmovisão de Max Planck, que escreveu: “Uma nova descoberta científica não se torna aceita porque seus autores conseguem convencer seus colegas opositores, mas sim porque estes morrem e surge uma nova geração acostumada à verdade”.
Porém esta época fantástica tem derrubado velhos tabus científicos e aberto as portas para novas dimensões do pensamento e do conhecimento, em vertiginosa revolução. E já era tempo. Estamos adentrando uma fase da evolução humana em que a nova forma de compreender a vida, suas leis e seus fenômenos, não mais vai ser sombreada pela ignorância, pelo personalismo, pela tendenciosidade, pela arrogância, pelo poder, pela estupidez de quem se considerava dono da verdade. Quem viver verá. E quem não viver também verá, porque a vida universal é contínua e não pára. Saúde.
* Marcio Bontempo :Médico, autor e consultor científico

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Meditação e cura – parte 3

A boa circulação em nossa mente pode ser restabelecida e as complicações psicológicas que causam bloqueios no corpo podem desaparecer aos poucos. A mente alerta é sobretudo a capacidade de simplesmente reconhecer a presença de um objeto sem tomar partido, sem julgar, sem cobiçar e sem desprezar este objeto. Por exemplo, suponhamos que exista um lugar dolorido em nosso corpo. Com a mente alerta, nós simplesmente reconhecemos esta dor. Isto pode ser um tipo de oração bem diferente daquele a que você está acostumado, mas sentar em meditação e estar consciente desta dor, isto também é oração. Com a energia da concentração e da introspecção, somos capazes de ver e entender a importância dessa dor, o verdadeiro motivo por que surgiu e a maneira como seremos capazes de curá-la, com base na compreensão que provém da mente alerta e da concentração. Se tivermos ansiedade demais, se estivermos imaginando sempre coisas, esta ansiedade e estas imaginações vão trazer estresse à nossa mente, e a dor aumentará. Não é câncer, mas nós imaginamos que é câncer, e nós nos preocupamos e lamentamos até não mais conseguir comer nem dormir. A dor redobra e pode levar a uma situação mais grave. Em um sutra, o Buda dá o exemplo de duas flechas. Se uma segunda flecha é lançada para dentro da ferida causada pela primeira flecha, a dor não será apenas dobrada, mas dez vezes maior. Não deveríamos deixar que uma segunda ou terceira flechas chegassem e nos ferissem ainda mais por causa de nossa imaginação e de nossas preocupações. Quando perseguimos os objetos do desejo dos nossos sentidos como dinheiro, fama, poder e sexo, não estamos em condições de produzir autêntica felicidade. Ao contrário, criamos muito sofrimento para nós e para os outros. Os seres humanos estão repletos de desejos. Dia e noite correm atrás desses desejos e, por isso, não são livres. Se não forem livres, não se sentem à vontade e não experimentam a felicidade. Se tivermos poucos desejos, ficamos satisfeitos com uma vida simples e saudável, com viver profundamente cada instante da vida diária, com amar e cuidar de nossos entes queridos. Este é o segredo da verdadeira felicidade. Na nossa sociedade atual, muitíssimas pessoas procuram a felicidade na satisfação dos desejos dos sentidos. Aumentou em muito o sofrimento e o desespero. O sutra da Floresta fala do desejo como de uma armadilha. Se formos pegos na armadilha do desejo, vamos lamentar e perder toda nossa liberdade, e não podemos ter verdadeira felicidade. O medo e a ansiedade também geram sofrimento. Se tivermos suficiente compreensão para aceitar uma vida simples e estar satisfeitos com o que temos, não nos precisamos preocupar mais nem temer nada. É só porque achamos que amanhã podemos perder nosso emprego e não receber o salário mensal que vivemos em constante nervosismo e ansiedade. Por isso, a única saída para nossa civilização é consumir pouco e produzir mais felicidade. (Do livro “A energia da oração” – Thich Nhat Hanh) - See more at: http://jalternativo.hospedagemdesites.ws/?p=2165#sthash.r8fmi0sF.dpuf

Programa da FSP confirma benefícios terapêuticos da meditação

Por Juliana Prado 
“A prática da meditação no Brasil ainda é nova, desconhecida e comporta muitos preconceitos”. É dessa forma que o professor Rubens de Aguiar Maciel entende o contexto da prática foco do Programa de Redução do Estresse, que coordena no Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
O conhecimento da meditação chegou ao Ocidente após a invasão do Tibete pela China, o que gerou uma diáspora, levando à dispersão da prática. Os tibetanos praticantes, entretanto, possuem hábitos monásticos, e, dessa forma, há uma aculturação do conhecimento, de forma a tornar-se acessível ao indivíduo urbano, possibilitando que este execute os ensinamentos no seu cotidiano.
Maciel, que é psicólogo com prática em psicanálise, explica que a partir do momento em que começou a ver a abrangência, o alcance e a importância que a meditação pode ter para a saúde pública, resolveu seguir adiante e tentar associá-la às práticas terapêuticas tradicionais, buscando uma aceitação por parte da academia.
90% da população mundial vive em algum grau de estresse, segundo a OMS, e poderia se beneficiar da prática de meditação | Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Atualmente, mesmo no Ocidente, a prática da meditação, no âmbito da saúde pública, é de grande importância, uma vez que restabelece a saúde de uma maneira rápida, barata e autoadministrável, explica Maciel. Ele aponta para os dados de que praticantes de meditação há quatro anos ou mais reduzem em mais de 70% a ida ao sistema de saúde e em mais de 80% a ida ao sistema de saúde mental.
Praticantes de meditação há quatro anos ou mais reduzem em mais de 70% a ida ao sistema de saúde.
O professor ressalta, entretanto, que a prática não funciona através de uma busca objetiva de resultados, em que uma pessoa inicia a meditação com um propósito de cura definido e alcança esse resultado como uma consequência lógica de ações.
Na meditação, uma das principais propostas é a de apresentar uma postura de curiosidade e de aceitação para com o mundo mental particular de cada um. Que seja possível olhar pra dentro de si sem receios, sem críticas, sem julgamentos e sem racionalizações. Nesse momento há um acesso direto ao mundo mental, sem intermediários, o que possibilita uma abertura e aceitação.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Assim, a meditação pode ser praticada por todas as pessoas, especialmente quando se tem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 90% da população ocidental vive em uma condição de estresse, sendo esta a condição normal dessas pessoas. Isso, conforme o professor, gera um desequilíbrio para a saúde e o bem-estar e, assim, a meditação poderia entrar como um meio de se promover o conhecimento de si diante dessas condições não ideais nas quais esses indivíduos se encontram. Questões como “quais os meus valores?”, “como eu estou vivendo?”, “quem sou eu?” e “como é que eu me identifico?” seriam mais bem trabalhadas e conduziriam o praticante a uma melhora na sua qualidade de vida.
Tatiana Aoki Cavalcanti, praticante há mais de cinco meses, apóia a fala do professor. Para ela, mesmo nesse pouco tempo, não há uma mudança muito clara igual a um remédio, que se toma e se obtém um resultado rápido, mas que, mesmo não imediatas, as mudanças acontecem. “Eu mudei muito”, sintetiza.
Já para Paulo Roberto Navarrette, praticante também há cinco meses, as mudanças foram ainda mais expressivas: “hoje tenho um controle maior, não sou explosivo, eu estourava muito. Eu me senti senti diferente, bem diferente, a partir do momento em que eu passei a praticar a meditação. Senti-me mais calmo e tenho um sono melhor.”
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Para Rubens Maciel, a meditação pode ser entendida como uma prática de medicina complementar. Ele acredita que, assim como a medicina chinesa e a ayurvédica (milenar conhecimento médico indiano), que começaram a entrar no Brasil e no Ocidente há algumas décadas e hoje ganharam terreno e confiabilidade, as práticas meditativas caminham para a sua aceitação.
Além disso, considera importante o fato de a técnica ir de encontro ao sistema ancorado pela indústria farmacêutica, em que alguns desequilíbrios e disfunções (estresse, ansiedade, transtorno do déficit de atenção) levam à administração de inúmeros remédios. “É uma abordagem que interessa apenas ao sistema da indústria farmacêutica, com uma visão extremamente reduzida da pessoa”, conclui.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

UM POUCO SOBRE MAGNETOTERAPIA

http://www.stancka.com.br/artigos_e_materias.php?idA=356
Fernanda Santos
Certa vez li algo sobre um autor que dizia: “O Acupunturista que sabe como usar Magnetos jamais precisará perfurar seus pacientes”…
Visto que esta frase vinha de um livro de Magnetoterapia, talvez o autor estivesse sendo um pouco parcial em sua colocação, porém, é necessário que todos os terapeutas de Acupuntura e de Medicina Chinesa saibam que, a Magnetoterapia é um excelente método dentre muitos outros que já conhecemos como a utilização de agulhas ou a moxabustão.o grande problema está no fato de existir pouca literatura sobre o assunto, gerando grandes confusões na aplicação da técnica com ausência de resultados ou ainda a piora de muitos casos.
Com base nisso, acredito que uma pequena “aulinha virtual” seja de grande valia.
A Magnetoterapia tem a capacidade de influenciar diretamente a circulação do corpo humano. Isso se deve ao fato de nosso sangue possuir FERRO. Como todos sabemos, os magnetos tem a capacidade de atrair o ferro.
O ferro circula em nosso sangue através de uma substância chamada Hemoglobina, que possui também a função de carregar o oxigënio para todos os tecidos do corpo.
Quando colocamos um magneto na superfície do corpo, dependendo do lado de sua fixação ele pode atrair a circulação ou repelir a mesma.
Para saber qual lado usar precisamos de um conhecimento rápido:
a) O ferro possui polaridade 2+, ou seja, é positivo.
b) Os opostos se atraem; os semelhanetes se repelem.
Os magnetos terapêuticos possuem 2 lados – um positivo e outro negativo, sendo assim:
quando colocamos o lado positivo do magneto voltado para a pele, teremos a circulação de sangue repelida daquele local, visto que que o ferro é 2+ e os semelhantes se repelem.
Para a acupuntura, tirar o sangue, a circulação e a energia do local estimulado significa que estamos sedando o ponto;
quando colocamos o lado negativo do magneto voltado para a pele, teremos a circulação de sangue atraída para o local da aplicação, visto que o ferro é 2+ e os opostos se atraem.
Para a acupuntura, mandar o sangue e a circulação de energia para o local estimulado significa que estamos tonificando o ponto;
Mas quando sedar e quando tonificar?- Se estamos tratando um ponto de dor, podemos tranquilamente colocar o magneto do lado positivo exatamente em cima do local do incômodo.
- Porém, se estamos trabalhando sobre um ponto de acupuntura, devemos “chamar o Qi e o Sangue” para que esse ponto possa fazer suas funções e para isso, colocamos sobre o ponto de acupuntura escolhido, o lado negativo do magneto.
Para diferenciar o lado positivo e o lado negativo do magneto, basta saber que quase todos os magnetos vendidos, com a intenção terapeutica, possuem 2 lados – um liso e outro abaulado.–>
LADO LISO = LADO POSITIVO = Seda o ponto = Usar em locais de dor–>
LADO ABAULADO = LADO NEGATIVO = Tonifica o ponto =Usar em pontos de acupuntura com suas funções específicas
Com esse conhecimento é possível praticar a terapia dos magnetos com segurança e eficácia.
- Os magnetos podem ficar por até 7 dias fixados à pele do paciente, sem sofrer acomodação
Devem ser fixados com esparadrapo ou micropore e o paciente pode tomar banho com eles ou removê-los, desde que saiba, depois, recolocar no mesmo ponto que estava sendo tratado.
É necessário saber que os mesmos NÃO são descartáveis, e podem ser limpos e reutilizados.
Com o tempo, a força de magnetismo diminui, e então é necessário misturá-los à magnetos novos para que a carga magnética se redistribua.
Existem, também, diferentes potências de Magnetos, definidas por GAUSS sendo que sào encontrados:- de 100 à 900 Gauss – que podem ser utilizados sem restrições em todo corpo, com exceção de abdomes de gestantes, tórax de pacientes com marca-passo e orelhas de pacientes que usam aparelhos auditivos.- de mil Gauss para cima –> são considerados supermagnetos –> e além das contra-indicações acima, não devem ser utilizados em pacientes que possuem problemas circulatórios, pois a potência dos magnetos podem causar lesão nos vasos sanguíneos.
Cientes dessas regras, temos que observar que anéis, travesseiros, palmilhas, colchões entre outras mercadorias magnéticas comercializadas, não atingem pontos de tratamento específicos, sendo padronizados para todos aqueles que as adquirem, sendo assim, certos produtos NÃO possuem valor terapêutico real, podendo, de fato, piorar casos de alguns pacientes.
Dores de cabeça e insônia são situações referidas por clientes insatisfeitos com esse tipo de compra, após a utilização desses objetos.Ainda há muito o que se explorar sobre a ação dos magnetos, mas sem dúvida esta é uma técnica que pode ser ensinada aos pacientes, mantendo-os melhores e mais saudáveis mesmo longe dos consultórios.
E aos terapeutas, abre uma gama de possibilidades para tratar crianças, idosos ou simplesmente pacientes com fobia das conhecidas agulhas.

Medicinas Tradicionais, Homeopatia e Práticas Integrativas já estão nos postos de saúde de São Paulo!

 http://jalternativo.hospedagemdesites.ws/?p=74
A prática de medicinas tradicionais, ou alternativas, como chamam hoje, já é uma realidade na rede pública de saúde em São Paulo, e a tendência é espalhar pelo país afora o uso dessas medicinas não-alopáticas. Sua eficiência é comprovada pelo uso há mais de 2000 anos (número até modesto para a Medicina Ayurvedica, por exemplo, que, segundo alguns textos clássicos, remonta a um período ainda mais distante), e é um passo grande para o sistema de saúde público finalmente reconhecer e adotar essas formas de cura e de manutenção do estado de saúde pleno. Quem utiliza os métodos “alternativos” sabe muito bem de sua eficiência. Agora mais gente vai poder usufruir, e gratuitamente, desses serviços. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo possui atualmente um dos maiores programas públicos de incorporação das Medicinas Tradicionais nos serviços de saúde do Ocidente, que vem servindo de modelo para incorporação de tais práticas em vários municípios no Brasil. Essas iniciativas ocorrem em sincronia com um movimento mundial, sendo baseado em iniciativas da (Organização Mundial de Saúde), particularmente a partir de 1978 (ano da realização da Conferência de Alma-Ata, URSS) com resoluções sobre a atenção efetiva que a nossa saúde exige. No Brasil, iniciativas municipais e estaduais já acontecem, visando a incorporação das Medicinas Tradicionais, Homeopatia e Práticas Integrativas e Complementares no SUS. O Ministério da Saúde acompanha tais iniciativas, estruturando vários grupos de trabalho, culminando com a edição da Portaria 971/2006 do Ministério da Saúde. Nas práticas integrativas e complementares estão incluídas no SUS, até o momento, a Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Fitoterapia, Termalismo Social/Crenoterapia e Medicina Antroposófica. Essas práticas reúnem concepções diferenciadas das ciências biomédicas ou medicina ocidental, com uma grande ênfase no que chamamos de “Integralidade da abordagem”, onde o corpo, a mente e o meio em que vivemos formam uma entidade complexa e não estão separados, como pode parecer a princípio. Isto implica, entre outras coisas, na atuação sobre os fatores causais das enfermidades, além da atuação sobre suas manifestações, como também no resgate da responsabilidade dos indivíduos sobre seu processo de cura. Nas medicinas tradicionais estão incluídas a medicina tradicional chinesa, a ayurveda (indiana), a medicina unani árabe e as diversas formas de medicina indígena. As terapias das MTs incluem terapias sem medicação, como a acupuntura, terapias manuais e terapias com medicações, com ênfase no uso de terapias herbais. Porém, a principal característica das medicinas tradicionais é sua elaboração no interior de cosmovisões naturistas e holísticas, com abordagens integrais do processo de determinação das enfermidades.
 A Secretaria Municipal de Saúde conta com um grande número de unidades de saúde com serviços em algumas modalidades destas especialidades, tais como práticas corporais, meditação, Acupuntura e Homeopatia, plantas medicinais e alimentação saudável…
Mais informações: tel: (11) 3397-2223 medicinastradicionais@prefeitura.sp.gov.br Em outros Estados, procure também a Secretaria de Saúde de sua cidade.

sábado, 24 de agosto de 2013

Emoções criam relação universal entre músicas e cores

Parece haver uma conexão universal entre música e cores.
Esteja você ouvindo Bach ou um blues, seu cérebro fará a mesma associação da música com uma cor que outra pessoa de uma cultura totalmente diferente.
Por exemplo, o alegre Concerto Nº 1 para flauta, de Mozart, é associado com amarelo e laranja, enquanto o duro Réquiem em D Menor é mais comumente associado com preto ou cinza azulado.
Os pesquisadores da Universidade de Berkeley (EUA) compararam as impressões de pessoas dos Estados Unidos e do México.
De forma generalizada, tanto nos Estados Unidos quanto no México, os voluntários associaram as mesmas peças de música clássica com as mesmas cores.
Paleta emocional de cores
Segundo os pesquisadores, isso sugere que temos uma "paleta emocional de cores", que parece ser intuitiva e que subsiste às barreiras culturais.
"Os resultados foram extremamente fortes e consistentes em todos os indivíduos e culturas, e apontam claramente para o poderoso papel que as emoções desempenham na forma como o cérebro humano associa as músicas com as cores," disse Stephen Palmer, um dos autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Usando uma paleta de 37 cores, o estudo revelou que as pessoas tendam a associar músicas mais alegres e de ritmo mais rápido com cores mais vivas, como o amarelo, enquanto músicas de ritmo mais lento são mais associadas com cores escuras, mais cinzentas e mais azuladas.
A associação é tão forte que os pesquisadores puderam prever com 95% de precisão as cores que os voluntários atribuiriam a cada nova música apresentada.
Criatividade e sinestesia
Essas informações poderão ter implicações para terapias cognitivas e de desenvolvimento da criatividade, segundo os pesquisadores, além da publicidade e até mesmo dos programas tocadores de música.
Por exemplo, as informações de um equalizador poderiam ser usadas para criar os padrões de cores nas telas dos tocadores, que hoje são gerados aleatoriamente, sem levar em conta as "emoções das músicas".
Outra possibilidade de aplicação é no estudo e tratamento da sinestesia, uma condição neurológica na qual a estimulação de um sentido altera outro.

Alzheimer: estudos culpam acúmulo de ferro ou cobre no cérebro

Duas pesquisas sobre o Mal de Alzheimer, publicadas no mesmo dia, mostram o quanto é difícil o trabalho dos cientistas - e o cuidado com que devem ser lidas as conclusões de muitos estudos.
Duas equipes chegaram a conclusões bastante diferentes sobre a relação entre o acúmulo de metais no cérebro e o surgimento do Alzheimer.
Ferro e Alzheimer
Para George Bartzokis e seus colegas da conceituada Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), a culpa do desenvolvimento do Alzheimer está no acúmulo de ferro no cérebro.
Em um artigo publicado no periódico científico Journal of Alzheimer's Disease, Bartzokis e seus colegas afirmam ter descoberto provas de que o Mal de Alzheimer é acompanhado de um acúmulo de ferro no hipocampo, acúmulo este que causa danos à região.
Embora o ferro seja essencial para a função das células, ferro demais pode promover dano oxidativo, algo a que o cérebro é especialmente vulnerável.
A equipe acredita que a origem do Alzheimer está na destruição da mielina, o tecido gorduroso que recobre e protege os neurônios - a destruição da mielina atrapalha a comunicação entre eles.
A mielina é produzida por células chamadas oligodendrócitos que, juntamente com a própria mielina, têm as maiores concentrações de ferro no cérebro.
Seria, então, essa alta concentração de ferro que causaria um dano oxidativo, levando à destruição da mielina e de suas células produtoras, resultando no desenvolvimento do Alzheimer.
O pesquisador faz recomendações a partir de suas conclusões.
"A acumulação de ferro no cérebro pode ser influenciada pela modificação de fatores ambientais, como a quantidade de carne vermelha e de suplementos dietéticos de ferro que consumimos e, nas mulheres, na realização de histerectomias antes da menopausa," disse Bartzokis.
Cobre e Alzheimer
Rashid Deane e seus colegas da também muito conceituada Universidade de Rochester (EUA) acreditam ter encontrado suas próprias provas de que o Alzheimer é causado pelo acúmulo de cobre no cérebro.
"Está claro que, ao longo do tempo, o efeito cumulativo do cobre é o de prejudicar os sistemas pelos quais a beta-amiloide é removida do cérebro," defende Deane. "Esta deterioração é um dos principais fatores que fazem a proteína se acumular no cérebro e formar as placas que são características da doença de Alzheimer."
Em um artigo publicado na revista científica Pnas, ela e seu grupo mostram que o cobre pode se acumular no cérebro e danificar a barreira sangue-cérebro, um sistema de segurança que controla o que pode entrar e o que pode sair do cérebro.
Seria o dano a essa barreira protetora que causaria a acumulação tóxica da beta-amiloide, que deixaria de ser descartada normalmente do cérebro.
A beta-amiloide é retirada do cérebro por uma proteína chamada LRP1 (lipoproteína relacionada a receptores número 1, em tradução livre). Segundo o estudo, o acúmulo de cobre atrapalha a função da LRP1 também por um processo oxidativo, impedindo a retirada da beta-amiloide, que passa então a se acumular.
Teorias sobre Alzheimer
A teoria mais citada afirma que o Alzheimer é causado por duas proteínas, uma chamada tau e outra beta-amiloide, que interrompem a comunicação entre os neurônios, ou simplesmente os destroem.
Mas é cada vez maior o número de estudos que vêm tentando oferecer explicações alternativas e chamando a atenção para outros fatores no desenvolvimento da doença, ainda sem cura.
Há cerca de três anos, um pesquisador lançou um manifesto à comunidade científica, clamando por uma nova teoria sobre a Doença de Alzheimer.
Parece que o apelo deu certo: ferro e cobre agora entraram no circuito.
Como os cientistas não sabem o que causa a doença, eles também não conseguem entender por que os remédios contra Alzheimer não funcionam.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

As artes integrativas e sua importância em nosso dia-a-dia

Antes de comentarmos sobre a importância das atividades integrativas, iremos comentar primeiro sobre o que consideramos ser estas atividades.
De acordo com nossa visão, qualquer atividade, arte ou prática que envolva o físico, o energético, o emocional e o mental, integrando-os e trazendo presença para o aqui-agora pode ser considerado uma prática integrativa.
Algumas práticas já tem em sua essência este conceito, como é o caso do Aikido, da Yoga (Ioga) e do Tai Chi Chuan. Entretanto, mesmo estas práticas podem deixar de ser consideradas integrativas caso sejam focadas em apenas um aspecto, como por exemplo a parte física. Em contrapartida, outras atividades como a dança e a natação podem tornar-se práticas integrativas se, durante sua atividade, forem levados em consideração todos os aspectos do ser humano, integrando-os e fazendo com que o praticante torne-se mais presente e inteiro no aqui-agora.
Atualmente, a grande maioria dos trabalhos e empregos estimulam apenas um aspecto do ser humano de cada vez, ou seja, a pessoa utiliza apenas parte de sua mente ou de seu corpo na maioria do dia. Há ainda empregos em que estes aspectos não alcançam o estímulo mínimo necessário para seu desenvolvimento. Nas escolas, as crianças são estimuladas apenas a nível mental e físico, deixando todo o aspecto energético e emocional de lado. É cada vez mais fácil encontrar pessoas que tem uma mente brilhante e desenvolvida e que estão insatisfeitas com seu próprio corpo, ou pessoas que tem um corpo saudável e equilibrado, porém sentem-se incapazes de aprender ou desenvolver determinadas tarefas.
Hoje em dia, algumas pessoas já estão tomando consciência deste desequilíbrio e desconexão entre corpo, mente, energia e emoção. A prática regular de uma atividade integrativa tem o benefício de trazer de volta este equilíbrio, desenvolvendo e integrando todas os aspectos do Ser Humano. O praticante de uma arte integrativa tem a oportunidade de entrar em contato com seu corpo, com seus movimentos, com sua respiração, com sua energia, com suas sensações, com seu estado emocional e com seu estado mental trazendo um sentimento de tranquilidade e inteireza.
Há atividades integrativas que incluem ainda um outro aspecto, como é o caso do Aikido, em que o praticante também trabalha e desenvolve o seu relacionamento harmônico com o outro. É importante notar também uma das causas da melhora do relacionamento interpessoal é, primeiramente, o próprio desenvolvimento do relacionamento que a pessoa tem consigo mesma. A diferença do Aikido está na prática vivencial onde o aikidoka ou aikidoísta desenvolve junto com um ou mais parceiros de treino a sua capacidade de perceber e solucionar de forma harmônica os conflitos interpessoais.
Com a prática regular de uma arte integrativa, o praticante começa a ampliar e desenvolver este conceito para outras atividades do cotidiano, passando a ser e estar mais presente e inteiro em qualquer atividade. Comer, trabalhar, interagir e estudar passam a se tornar atividades a favor do praticante, fazendo de sua própria vida uma arte integrativa.

Como se equilibrar bioquimicamente?

http://www.saudevital.org/2011/06/como-se-equilibrar-bioquimicamente.html
Por: Dr. Fábio César dos Santos
Quem nunca deixou uma maçã cortada de lado para fazer outra atividade e surpreendeu-se com seu rápido escurecimento? Essa alteração que ocorreu com a maçã, ocorre da mesma forma com a bicicleta enferrujando ao relento ou com a manteiga que fica rançosa ao ser esquecida fora da geladeira. Esse processo é chamado de Oxidação e ocorre devido uma reação do oxigênio com moléculas destas substâncias frente a situações especiais. Saibam os senhores que nós também sofremos continuamente esse processo durante todos os dias de nossa existência.
Quer dizer que enferrujamos? Bem, essa não seria a terminologia adequada mas, é mais ou menos isso que acontece em nosso organismo e o grande vilão desse processo são os chamados Radicais Livres.
Os radicais livres são gerados continuamente dentro de nossas células (especificamente nas mitocôndrias) ao utilizarmos a queima de oxigênio para gerar energia a partir dos nutrientes. E olhe que fazemos isso a todo segundo! Situações como inflamações, infecções, nutrição inadequada com baixo teor de substâncias antioxidantes e contaminações do meio-ambiente podem aumentar em muito essa carga de radicais livres. Os antioxidantes agem neutralizando e eliminando esses radicais livres. Sem eles, o dano causado por esses radicais destruiria todo o nosso organismo.
Para nosso alívio, nosso organismo tem um sistema capaz de neutralizar os radicais livres dentro de nossas células conhecido como enzimas antioxidantes.
Deste grupo fazem parte nomes estranhérrimos como superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx), que são fundamentais para nossa boa sobrevivência, neutralizando os radicais livres, sem afetar nossos órgãos e tecidos.
Mas, sem uma alimentação e suplementação adequadas esse sistema sozinho não seria capaz de prevenir esse mal. Vitaminas, sais minerais e outros nutrientes antioxidantes são fundamentais para a ativação desse processo agindo como co-fatores. O entendimento e manuseio desse processo é a premissa básica da prática Ortomolecular (Orto = equilíbrio / molecular = moléculas) que visa o equilíbrio do corpo e da mente.
Em 1960, Linus Pauling, professor emérito e prêmio Nobel por 2 vezes, já havia enfatizado sua teoria sobre a prática Ortomolecular, ao afirmar que as doenças tinham origem nas alterações de desequilíbrio bioquímico do organismo. Ele tornou-se mais conhecido do público por ser um grande defensor do uso de vitamina C na prevenção e combate de diversos males orgânicos.
Mas, foram os trabalhos científicos de outro pesquisador, Dr. Denham Harman, da Universidade de Nebraska, que levaram em frente toda essa teoria envolvendo radicais livres e a Ortomolecular. Sobre o poder dos radicais livres em promover a oxidação e o envelhecimento, existe uma teoria muito bem fundamentada, formulada em 1972 pelo Dr. Harman. Inicialmente combatida, essa teoria hoje possui aceitação universal e em função dela Harman foi indicado, em 1995, ao Prêmio Nobel de Medicina.
No último mês, tive a oportunidade de presidir o XXIV Congresso Internacional da Prática Ortomolecular, que ocorreu em São Paulo, onde congregaram-se médicos e cientistas de vários países e renomadas instituições ao redor do mundo com o grande objetivo de entender o que está acontecendo em nosso planeta.
Apesar de contarmos com a mais alta tecnologia e fármacos de primeira linha, ainda continuamos ver um crescimento exagerado de doenças como o diabetes e as doenças cardiovasculares. Médicos de várias especialidades como Cardiologia, Endocrinologia, Ginecologia, Psiquiatria, entre outras, e com prática nos conceitos da Ortomolecular discutiram extensivamente sobre toda essa interação que existe entre o homem e o meio-ambiente e suas correlações com a saúde. A lição tirada desses três dias foi a de que precisamos mudar urgentemente nossos hábitos para podermos viver mais e envelhecer com qualidade de vida e saúde.
Pesquisas sobre vitaminas e antioxidantes cresceram muito nos últimos anos, atingindo milhares de publicações científicas anuais. É fato não haver consenso total sobre a efetividade dessas substâncias; porém, pesquisas atuais em nutrição têm demonstrado melhor função celular e melhor saúde em indivíduos com níveis mais elevados de vitaminas e sais minerais.
A opinião médica convencional caminha para o consenso de que tomar vitaminas vai além da prevenção de doenças. Artigos publicados nos últimos anos no New England Journal of Medicine e no Journal of the American Medical Association (JAMA), duas das mais respeitadas publicações em medicina, recomendam a utilização dessa prática ligada a uma vida saudável. O JAMA de junho de 2002 diz “Apenas a alimentação não consegue prover à maioria das pessoas a quantidade ideal de todas as vitaminas”.
Sendo assim quais suplementos devemos ingerir? Em primeiro lugar, devemos entender o ser humano em sua individualidade bioquímica. O que você necessita e a quantia que necessita, dificilmente será igual à necessidade do seu marido ou da sua mulher. Somos seres únicos e devemos ser minuciosamente avaliados para obtermos essas conclusões.
Mas, de uma forma geral, existem vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais para todos. Entre as vitaminas temos as vitaminas C e do complexo B (solúveis em água) e as vitaminas A,D,E e K (solúveis em gordura).
Entre os minerais destacamos o cálcio, o cromo, o cobre, o magnésio, o fósforo, o potássio, o zinco, o selênio, o manganês, o iodo, o boro, o molibdênio, o flúor, o sódio e o ferro.
Entre os ácidos graxos essenciais citamos os ácidos linoléico (ômega 6) e o alfa-linolênico (ômega 3).
Além desses chamados nutrientes essenciais, existem outros que também devem constar da lista de orientações individuais. O licopeno encontrado no tomate atua como prevenção de câncer de próstata e mama, o resveratrol do vinho tem grande papel como antioxidante, a luteína presente em frutas e verduras tem excelente atuação na saúde dos olhos. E assim, ocorre com muitos outros nutrientes. Também é importante lembrarmos que minerais como o alumínio, o chumbo, o cádmio, o mercúrio e tantos outros tem um potencial deletério a saúde que deve ser investigado, pois a contaminação orgânica por esses metais pode levar a vários problemas de saúde pública.
Portanto, em um mundo cheio de recursos e problemas como o que vivemos atualmente, devemos fazer escolhas. Nutrir-se bem afastando-se de fatores de risco ambiental e adotando uma postura ativa e positiva parece ser um bom caminho. Espero que façam as escolhas corretas. Saúde à todos!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

FSP intensifica pesquisa e clínica de redução de estresse com meditação

O Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Púbica (FSP) da USP vem implantando, desde 2011, a Clínica de Redução do Estresse, que tem como base o Programa de Redução do Estresse Baseado na Atenção Plena. Este programa é similar à Mindfulness Based Stress Reduction (MBSR), da Stress Reduction Clinic da University of Massachusetts, fundada em 1979. O trabalho está sendo coordenado por Rubens de Aguiar Maciel, doutor pela FSP.
A Clínica de Redução do Estresse tem como fundamento o emprego da Meditação da Mente Alerta, que está se tornando cada vez mais popular no meio médico. Embora as técnicas de meditação tenham uma longa história de utilização no contexto do treinamento espiritual, foi apenas recentemente que esses métodos começaram a ser sistematicamente aplicados e estudados como parte de um sistema de tratamento médico e psicológico no Ocidente.
Vários estudos vêm mostrando sua eficácia em benefício da integração psicossomática, especialmente relacionada à diminuição dos sintomas ligados ao estresse e à ansiedade. A prática regular desta modalidade de Meditação promove a regulação do funcionamento do sistema imunológico, o que produz um “efeito cascata”, beneficiando as defesas do organismo no combate a várias enfermidades. Outros têm demonstrado que essa prática pode produzir efeitos de curta e longa duração que podem afetar as funções cognitivas e afetivas de forma positiva, entre eles a autoaceitação, ressignificação de experiências emocionais, e redução da impulsividade.
Desde a década de 70, também ganhou destaque a investigação dos efeitos cerebrais da meditação, sob a premissa de que estados mentais como baixa ansiedade e afetos positivos podem alterar a atividade neuroelétrica. Atualmente, sabe-se que, além das mudanças funcionais, a meditação também pode produzir mudanças estruturais, atuando sobre a plasticidade cerebral. Uma pesquisa que comparou a espessura do córtex de meditadores experientes com um grupo controle encontrou uma diferença significativa nas regiões relacionadas à sustentação da atenção, onde a espessura era maior nos praticantes experientes.
A prática da Meditação da Atenção Plena vem sendo cada vez mais utilizada na prevenção, promoção e no tratamento de várias patologias nas clínicas de saúde mental, oncologia, cardiovascular, dermatologia e gastroenteroloimplangia no Brasil e no mundo. Suas principais vantagens são o baixo custo, autonomia do paciente e o fato de ser uma terapia natural. Algumas pesquisas mostram que meditadores com cinco anos de prática ou mais reduzem em até 70% sua procura pelo Sistema de Saúde.

Pesquisa aplicada

A partir de agosto deste ano, terá início a pesquisa Aplicação da Meditação da Atenção Plena em pacientes com estresse crônico, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos e o ensino deste tipo de intervenção no âmbito da saúde coletiva. Os pacientes deverão ser encaminhados pelo Serviço de Saúde Mental do Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza e pelo Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC), ligado à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Deste projeto irão participar alguns profissionais da saúde que terão oportunidade de conhecer, praticar e se aprofundar nos fundamentos científicos e práticos da Meditação, e assim, difundirem o seu uso.
O projeto de pesquisa para avaliar a eficácia da aplicação do método de meditação na redução do estresse. Os pacientes serão avaliados através de exames psicológicos antes e depois do tratamento, para que se tenham provas efetivas dos benefícios causados pelo método.
O atendimento a pacientes encaminhados pela área de saúde mental do Centro de Saúde vem sendo realizado há um ano e meio. Neste primeiro semestre o programa vai atender dois grupos de doze pacientes. No segundo semestre o programa priorizará a Pesquisa e Formação de outros profissionais de várias áreas da saúde, na aplicação do método, o que possibilitará que, no início do próximo ano, o atendimento seja ampliado para um maior número de usuários do Centro de Saúde.
As vagas para estas duas turmas de pacientes que farão tratamento este ano já se esgotaram, mas o objetivo para o próximo ano é ter um corpo maior de instrutores para ampliar o atendimento à população.

Projeto de Lei Regulamentando as Terapias Naturais‏

HomeopatiaS.com (cursohomeopatias@terra.com.br)
 
Para: reviverespaco@hotmail.com
Imagem de HomeopatiaS.com
De:HomeopatiaS.com (cursohomeopatias@terra.com.br)
Enviada:quinta-feira, 22 de agosto de 2013 00:20:51
Para: reviverespaco@hotmail.com


HOMEOBRÁS POSTOS HOMEOPÁTICOS LTDA.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Belo Horizonte/MG - Fones: (31) 3439-2500 / 3491-2240
C.N.P.J.: 08.890.125/0001-46 – INSC. EST. 062.030.431.0068
www.homeopatias.com

Projeto de Lei regulamentando as terapias Naturais
Caro associado(a),


A ATENEMG e o CONAHOM criaram petição no Site “avaaz.org
solicitando ao Congresso Nacional acelerar a aprovação do Projeto de Lei Regulamentando as Terapias Naturais, que está já tramitando há 8 anos na Câmara dos Deputados. (justificativa junto a petição)
Pedimos-lhe assinar a petição eletrônica para ser entregue ao Congresso Nacional e a Presidenta da República.
Acesse o site:
https://secure.avaaz.org/po/petition/TERAPIAS_NATURAIS_JA/

Favor divulgar nossa causa.

Professor Moreno, Presidente da ATENEMG e CONAHOM.
Belo Horizonte, 20 de Agosto de 2013.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MEDICINA TRADICIONAL: O FUTURO APRENDENDO COM O PASSADO

A prática da Medicina Natural e Tradicional (MNT) ainda suscita um amplo leque de reações que vão desde o “entusiasmo acrítico” até o “ceticismo desinformado”, reconhece, em Havana, a doutora Martha Pérez Viñas, que sustenta que “devemos encontrar o ponto de equilíbrio que proporcione o benefício social”.
Minha entrevistada, Diretora Nacional de MNT do Ministério de Saúde Pública, revela que as publicações sobre estes temas “são ainda insuficientes”; para tanto, “as pesquisas devem continuar se estendendo”. No que diz respeito a Cuba, é valorizada a garantia de que sejam os profissionais de saúde, cada um dentro da sua especialidade, os encarregados pela prática dessa medicina.
As medicinas tradicionais são diferentes no contexto global, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) utiliza um enfoque amplo e inclusivo em sua definição. Cada país traz suas próprias definições segundo as características locais, históricas e sociais.
Em Cuba – diz Pérez Viñas –, a MNT é uma especialidade de perfil amplo com um enfoque integrador dos problemas de saúde que emprega a promoção, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação de pacientes com diversas modalidades dessa medicina.
Entre tais modalidades, Pérez Viñas cita a fitoterapia, a apiterapia, a Medicina Tradicional Asiática – que inclui a acupuntura e técnicas afins –, a massagem e os exercícios terapêuticos, a homeopatia, a terapia com florais de Bach, a hidrologia médica – que emprega lama, águas minero-medicinais e talassoterapia –, a ozonoterapia e a orientação nutricional naturalista.
Esclarece ainda que existem diferenças no emprego de cada uma dessas modalidades. Na prevenção de doenças ou na busca de uma melhora, recorre-se frequentemente à orientação nutricional naturalista e aos exercícios terapêuticos. Para cura ou tratamentos, são particularmente úteis a acupuntura, a fitoterapia, a apiterapia e a terapia floral; e os reabilitadores também empregam muito a hidrologia médica. A homeopatia também é utilizada internacionalmente em doenças de tipo epidêmico.
É bom lembrar que, nas Medicinas Tradicionais, existe um uso popular transmitido de geração para geração relacionado fundamentalmente com o emprego de recursos naturais (plantas, mel e derivados, águas e lamas), como todo fruto da experiência e da observação.
Também é de conhecimento geral que a quinina é extraída de material vegetal e que esse alcaloide segue sendo útil para o tratamento de muitas formas de paludismo; ou que outro alcaloide, a atropina, empregada em oftalmologia para dilatar a pupila ou como antiespamódico em infecções gastrointestinais, foi descoberta na planta Atropa belladona.
As diversas modalidades de MNT autorizadas em Cuba para uso no Sistema Nacional de Saúde, incluindo os produtos naturais empregados, estão validadas por pesquisadores e aprovadas pelo Birô Regulatório de Proteção à Saúde, porque, levanta a especialista, “são acessíveis, replicáveis, possuem segurança, eficácia e permitem um acompanhamento oportuno em seu controle de qualidade”.
Por isso, a especialista ressaltou a importante contribuição que os meios massivos de comunicação podem trazer para o desenvolvimento desses programas mediante uma divulgação responsável baseada nas experiências cubanas, que se fortalecem cada dia mais com “nossa cienticificidade”, e o aperfeiçoamento do processo de formação de recursos humanos para a prática assistencialista.
A diretora atual da OMS, Margaret Cham, fez um chamado a todos os seus membros para que “juntem medicina tradicional e oriental em formas altamente eficazes no sistema de atendimento básico”. Nosso país passa por esse caminho, garante a doutora Perez Viñas, para isso contamos com a força do sistema nacional de saúde.
A medicina natural e tradicional continua abrindo caminhos no mundo à medida que os cientistas descobrem suas infinitas possibilidades. É como se o futuro estivesse aprendendo com o passado.
JOSÉ A DE LA ROSA - Jornal Granma, quinta-feira, 15 de julho de 2010.

Óleo de peixe pode ajudar a retardar envelhecimento em idosos

Jonathan Ball
Da BBC News, em Aberdeen
Óleo de peixe rico em ômega-3 associado a exercícios pode retardar envelhecimento
A ingestão diária de ácidos graxos provenientes de óleos de peixe associada à prática de exercícios físicos ajuda a retardar o envelhecimento, sugere um estudo realizado na Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha.
Os resultados da pesquisa mostraram que mulheres com mais de 65 anos que receberam doses diárias de ácidos graxos ricos em ômega-3 ganharam quase o dobro de tônus muscular após se exercitarem, quando comparadas com aquelas que ingeriam azeite de oliva.
Uma expansão do estudo está prevista para confirmar tais resultados e determinar com maior exatidão as razões da melhora da força muscular.
O processo de envelhecimento, conhecido como sarcopenia, implica numa perda muscular de 0,5 a 2% por ano e pode implicar em fraqueza e perda de mobilidade em idosos.
Há poucos dados sobre a incidência na Grã-Bretanha, mas informações provenientes dos Estados Unidos mostram que 25% das pessoas com idade entre 50 e 70 anos têm sarcopenia e isto aumenta para mais da metade daqueles com mais de 80 anos.
Para Stuart Gray, um dos líderes do estudo, o custo da sarcopenia é imenso, tanto pela necessidade de cuidado direto ou por internações hospitalares motivadas por quedas.
"Cerca de 1,5% do orçamento total de saúde americano é gasto com assuntos relacionados à sarcopenia", diz.
As conclusões dos pesquisadores estão sendo apresentadas no Festival Britânico de Ciência, em Aberdeen.
Estilo de vida e benefícios
A taxa de perda muscular é ditada, até certo ponto, pelo estilo de vida das pessoas, sobretudo o baixo consumo de proteínas e o sedentarismo, conhecidos fatores que aumentam o risco de desenvolver o problema.
Essas foram algumas das premissas levadas em conta quando Gray decidiu levar o estudo adiante, recrutando 14 mulheres de mais de 65 anos e dividindo-as em dois grupos.
Todas praticaram exercícios durante 12 semanas, em duas sessões de 30 minutos de movimentos focados nos músculos das pernas, mas metade ingeriu ácidos graxos EPA e DHA, ricos em ômega-3, e a outra metade recebeu um placebo de azeite de oliva para controle.
O tônus muscular das pernas dessas mulheres foi medido antes e depois do experimento, e na comparação, as idosas que ingeriram azeite de oliva aumentaram sua massa muscular em 11% enquanto as que receberam os óleos EPA e DHA tiveram aumento de 20%.
Mas nem todos os óleos de peixe apresentam estes benefícios, disse Stuart Gray em entrevista à BBC.
"Um dos problemas com muitos desses suplementos é que a quantidade de EPA varia. Uma cápsula contendo 1 grama de óleo de peixe pode conter somente 100 miligramas de EPA e outras podem conter 400 miligramas".
Ele aconselha que aqueles que desejam melhorar sua ingestão de ômega-3 deveriam ingerir suplementos que contenham os níveis mais altos de EPA e DHA.
Homens e mulheres
Os pesquisadores receberam financiamento para expandir o estudo, desta vez com 60 pessoas com mais de 65 anos, incluindo números similares de homens e mulheres.
O organizador da pesquisa diz que há diferenças quanto à capacidade de sintetizar proteínas e na resposta a exercícios físicos.
"As mulheres mais velhas têm capacidade de sintetizar proteínas similar a de mulheres mais novas, enquanto os homens mais velhos apresentam diminuição quando comparados aos mais novos. Homens mais velhos se adaptam à prática de exercícios e aumentam sua capacidade de sintetizar proteínas. As mulheres não conseguem fazer isso, em sua maioria, embora os níveis basais de síntese já sejam maiores".
Um dos principais objetivos da nova etapa do estudo é justamente determinar as diferenças entre homens e mulheres em relação à sarcopenia e sua prevenção.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Essência da Meditação

http://www.taichichuan.com.br/texto34.htm
A meditação permite-te ouvir a palavra do silêncio, discernir a sua Clara-luz, no interior de ti. Essa visão não será possível se estiveres numa atitude sonolenta, que provoca o devaneio. Senta-te para meditar, com o busto direito, como uma árvore, com os olhos fechados, na posição do vigilante.
Observa muito longe em ti, sem afrouxar a tua atenção, com o espírito vazio, evitando o movimento dos pensamentos. É a atitude do guerreiro espiritual, do Acordado.
Nenhum pensamento está, na realidade, completamente isolado. O verdadeiro espaço está no interior. O que se passa no espírito repercute-se em todo o universo.
A vida é uma disciplina que se conjuga no presente. Realiza cada ato plenamente. Não te interesses senão pela vida, em todas as suas formas, pois ninguém sairá vivo desse jogo.
Não tenhas medo da solidão quando ela vem ao teu encontro. Ela é a ocasião de te reencontrar e de te fortificar.
Aprende primeiro a acalmar o teu espírito e a relaxar o teu corpo, depois desce em ti, como o mergulhador. Não tenhas medo de conhecer a plenitude e a completa vacuidade. Só tens uma vida, mas é infinita. Com a meditação, entras naquilo que não pode ser nem dividido nem separado.
Muda de ponto de vista para guardar distanciamento. Desconfia das paixões, ganha recuo recolhendo-te.
A meditação aproxima-te do centro de ti próprio, logo que fechas os olhos. Não está ligada ao curso do pensamento, nem ao jogo fantasmagórico das emoções. Aprende a calar-te e o teu coração abrir-se-á.
A origem das coisas não está situada no passado. Produz-se agora, em cada instante, no teu espírito. Aprende a pensar de outra maneira.
Podes utilizar um sonho, uma recordação, como suporte para a tua meditação. Não analises, não reflitas. Contenta-te em observar, sem palavra, sem pensamento, como o animal fascinado observa o fogo. Transforma os teus desejos, as tuas sensações, em energia pura. Considera-os como pedras preciosas, que brilham desligadas de ti.
A meditação transforma a crença em realidade vivida. Utiliza o seu poder, se queres mudar o mundo.
Não é necessário que medites sobre as mandalas nem sobre as figuras tradicionais do Vajrayana. Toma o teu próprio desejo como objeto da tua meditação. Observa-o, de longe, sem perder o encantamento, e segue-o como se sobe um rio, até à sua nascente. Ele é a chave que abre todas as portas.
Aprende o poder de amor da meditação: ela abre o coração e faz nele penetrar o universo inteiro. Reúne o que foi separado pela ilusão. Eis-te imerso no fluxo da vida e deslizando com ele.
Aprende também a meditar com os olhos abertos. Concentra-te na beleza de uma flor, no murmúrio das ondas, no barulho do vento. Suprime a distância que te separa das coisas. Meditar é um ato de amor.
Cada paixão dominada acende um novo sol.
Toma refúgio muito longe em ti próprio, se queres encontrar os outros.
Se estás infeliz e num estado de caos interior, não acuses o mundo pois ele não é senão o reflexo de ti próprio. O que tu és, o mundo é-o também. Cura-te e o mundo curar-se-á.
Deves derrubar os teus hábitos de pensamento. Desce em ti, com o espírito livre, consciente da tua própria divindade, à maneira de um espelho que reflete o sol.
Medita por entre o tumulto da vida quotidiana, no meio dos engarrafamentos, andando na rua. Descondicione-se. Toma de repente altitude, e considera o espetáculo do mundo como um fluxo eterno, sem começo nem fim. Estás no centro, o único ponto fixo, com a tua consciência, as tuas sensações, as tuas reflexões. Meditar assim renova a energia, e evita a lassidão.
Meditar, é renunciar ao universo conhecido e descer aos bastidores, aí onde o espírito puxa os cordéis do jogo. É tornar a ser o grande maquinista, o criador do universo.
A meditação começa sempre por uma total descontração do corpo físico, que elimina as tensões. Aprende a respirar, isto é, a tornar vivos os mecanismos habituais do corpo.
Reúne os teus pensamentos no centro de ti próprio, e impede-os de derivar. Visualiza esse centro como sendo a única realidade, se queres que a tua meditação se torne numa arma que desperta.
Nós não temos nenhuma consciência de nós próprios, é por isso que o menor choque exterior nos surpreende e perturba. Reencontra o domínio interior, sem perder a inocência do olhar, e a bondade do coração.
A meditação permite-te ocupar realmente o teu lugar, reencontrar o equilíbrio e a harmonia. Ela é a via real que leva à felicidade, o caminho mais curto, pois evita os maus hábitos do exterior, os artifícios, as ilusões.
Considera o teu espírito como o templo de ouro, que contém todo o universo.
A meditação permite reunir as energias, evitando a dispersão e o desperdício. Orientando os teus pensamentos para os outros, podes curar os que sofrem, vir em auxílio dos desgraçados e fazer muito bem. A meditação acorda os poderes do espírito.
Se queres deslocar-te e aproximar-te de alguém, podes utilizar o poder todo-poderoso do pensamento. Visualiza o lugar que queres atingir, reunindo as tuas emoções, os teus desejos, sem te perder em vagos devaneios. Para isso, não deves deixar o teu espírito vagabundear, mas, pelo contrário, torna a trazê-lo para o centro de ti próprio, pela meditação, sem nunca perder a consciência do Instante.
Durante a tua meditação, deixa flutuar as idéias e as sensações vagabundas, sem procurar retê-las. Deixa o vazio invadir o teu espírito, e ressentirás um calor maravilhoso, assim como uma imensa alegria. Será então que a distância entre ti e o mundo há de desaparecer. Estás no lugar do espírito que reúne todas as coisas. A partir deste lugar, podes agir sobre ti próprio e sobre o mundo.
Descobre a profundidade da meditação, e encontrarás a imediatitude do mundo. Os mestres de sabedoria ensinam que esse instante é a única realidade. Dele nascem os universos e os mundos.
Os conflitos, o ódio, a violência, provêm de um desconhecimento de si, que gera dor e confusão. Não duvides do teu próprio esplendor interior. Cada ser vivo é uma estrela.