segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rio de Janeiro implanta o Programa de Terapia Floral através de Lei Municipal

O vereador Reimont entrevista o terapeuta floral Rogério Rebelo, da Rioflor - Associação dos Terapeutas Florais do Estado do Rio de Janeiro. Eles conversam sobre a aprovação a Lei 5.617/2013, de autoria do vereador Reimont, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que trata da implantação no município do Programa de Terapia Floral como prática integrativa e complementar ao bem estar e à saúde.

A Lei Municipal nº 5.617 do Rio de Janeiro
CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO nos termos do art. 79, § 7o, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, de 5 de abril de 1990, não exercida a disposição do § 5odo artigo acima, promulga a Lei n° 5.617, de 16 agosto de 2013, oriunda do Projeto de Lei n° 1227, de 2011, de autoria do Senhor Vereador Reimont.
LEI N° 5.617, DE 16 DE AGOSTO DE 2013
Fica instituído o Programa de Terapia Floral, prática integrativa e complementar ao bem estar e à saúde no âmbito do Município do Rio de Janeiro.
Art. Iº- Fica instituído o Programa de Terapia Floral no Município do Rio de Janeiro.
Art. 2 ° Constituem objetivos de Programa de Terapia Floral:
I - a promoção da saúde e bem-estar, assim como a prevenção de doenças através de práticas que utilizam as essências florais;
II - a implantação da Terapia Floral junto às unidades de saúde, escolas municipais, centros de educação infantil e creches do Município;
III - o estímulo à utilização de técnicas de avaliação da Terapia Floral.
IV - a divulgação dos benefícios decorrentes da Terapia Floral.
Art 3º -O Programa de Terapia Floral deverá ser desenvolvido por profissionais devidamente habilitados e inscritos nos respectivos órgãos de classe municipal, estadual, ou federal e/ou nas Associações de Terapeutas Florais, nacionais e regionais que tem como objetivo a autorregulamentação da profissão.
Art. 4º - Para o disposto nesta Lei, o Poder Executivo poderá celebrar convênios com órgãos federais e estaduais, bem como com entidades representativas de Terapeutas Florais e de Associações de autorregulamentação das categorias profissionais existentes.
Art. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 2013.
Vereador JORGE FELIPPE

Presidente

Alzheimer X Alumínio


                        

* Por Dr. Augusto Vinholis
Existem indícios muito fortes de que exista uma relação entre a Doença de Alzheimer e a contaminação com o metal pesado - Alumínio. Foi encontrado um índice 6 vezes maior de alumínio em cérebros de pessoas que tinham falecido com a Doença de Alzheimer, através de necropsias(exame médico-laboratorial feito em cadáveres).
 A contaminação se faz através de ingestão de material alimentar e higiene pessoal ao longo de nossa vida, desde crianças. Por exemplo : os sucos servidos em caixinhas de papelão, por dentro é revestido por alumínio. Os refrigerantes e cervejas de latinha, por dentro são puro alumínio. Pasta de dente (dentifrício) o revestimento é de alumínio, nos tubos rígidos. A maioria dos restaurantes e algumas donas de casas cozinham em panelas de alumínio havendo uma terrível contaminação!Você pode fazer um teste. Passe um pano branco, limpo, dentro de uma panela de alumínio, limpa. Você vai ver que o pano sai sujo de alumínio!!!Imagine você comendo comida todos os dias sendo feita em panela de alumínio!Formas de pizza, a grande maioria é de alumínio! 
Quando se corta com a faca, fica aquele risco na forma. O alumínio que saiu foi para o seu pedaço de pizza!
Os antiácidos são na sua maior parte à base de Hidróxido de Alumínio!Os anti-perspirantes (desodorantes) tem Alumínio na sua formula.
Alguns fertilizantes usados no plantio, principalmente de Batata Inglesa, a famosa batatinha frita, são à base de alumínio!
Bem, Você estaria se perguntando! Então estamos “fritos” e sem saída!NÃO! HÁ SAÍDA SIM!
Podemos começar trocando as colheres de cozinhar pela de pau, ou plástico rígido! Depois, com o tempo você vai substituindo as panelas de alumínio por panelas de aço inoxidável, que são as melhores. As pastas de dente , podemos trocar pelas de tubo flexível.Os refrigerantes podemos tomar em garrafas, e também a famosa cervejinha, em vidro.Os sucos podemos adquirir os contidos em vidro.O desodorantes e anti-ácidos podemos escolher os que não tem Alumínio em suas formulas.Na hora de cortar a pizza ,corte-a com faca de madeira ou uma espátula de plástico rígido. E a batatinha! Bem, como a batatinha faz engordar, dá gazes, etc. Podemos substituí-la por outra coisa!Ou, procurarmos batata inglesa plantada organicamente, sem uso de agrotóxicos!
Bem, o importante é ficarmos alerta e evitarmos a contaminação!
* Dr. Augusto Vinholis - Cientista Bio-Médico     

domingo, 29 de setembro de 2013

Relógio Biológico

Completando a desarmonia da insônia, temos o relógio biológico, que de certa forma, aponta a causa da insônia.
O corpo humano tem uma estreita relação com a natureza, isso resulta da adaptação de todoas as coisas vivas às mudanças do ambiente físico, tais como evolução do planeta terra (rotação, etc…) e do predomínio de algumas estruturas dentro do corpo. Os órgãos precisam de tempo para recompor sua energia e a cada duas horas um dos órgão/vísceras é o responsável em manter o metabolismo do organismo.
 Na Medicina Tradicional Chinesa existe um fenômeno que acontece que é responsável pelo controle biológico do organismo, no momento em que acontece a circulação energética. Embora exista um fluxo energético constante e polarizado de energia em cada meridiano ou canal, sempre haverá, dependendo da hora do dia, uma quantidade maior de energia em um dos canais, determinando o que se conhece como “relógio cósmico ou biológico”.
A energia vital inicia sua ação no Meridiano do Pulmão, passando depois ao Meridiano do Intestino Grosso, em seguida ao do Estômago, do Baço-pâncreas, do Coração, do Intestino Delgado, da Bexiga, dos Rins, ao Meridiano de Circulação-Sexualidade, ao Triplo Aquecedor, ao da Vesícula Biliar, e por último ao do Fígado. Então, volta ao Meridiano do Pulmão, fechando o círculo e iniciando outro no mesmo instante.
Graças a esse “relógio”, sabendo em que momento o canal principal de energia está sendo “abastecido”, torna-se possível equilibrar todo o sistema energético de uma pessoa, canalizando essa energia mais concentrada para meridianos com escassez de energia.
De modo geral, a cada 2 horas a energia vital concentra-se em um meridiano determinado.
Esse circuito é útil para todas as técnicas ligadas à acupuntura, seja a aplicação de agulhas, a massagem ou o calor e também para verificar o bom funcionamento dos órgãos, como por exemplo, do intestino grosso, se este não está funcionando das 5 às 7 horas, estará atrasado e pode precisar ser estimulado. Ou por exemplo: o horário que costuma ser um dos piores para os problemas respiratório, as 4horas da madrugada! Período de pico das crises de asmas e bronquites.
Durante a noite não é diferente, cada duas horas um órgão é responsável pelo metabolismo basal do indivíduo enquanto ele dorme. Normalmente, quando um órgão está com a energia alterada (fraca), no horário correspondente a ele, o indivíduo acorda. Desta forma, todos os órgão jogam energia ao organismo… Passando as 2 horas correspondentes ao órgão com energia fraca o indivíduo volta a dormir.
Não conseguiu voltar a dormir? Então precisa equilibrar-se afinal, mais de um órgão está sem energia. Perceba se isso é frequente, e aproximadamente no mesmo horário! Se for, é um desequilibrio nos órgãos do seu relógio biológico
Ajude a ajustar seu “relógio”:
Pulmão – horário: 03 horas às 05 horas
Intestino Grosso – horário: 05 horas às 07 horas
Estômago – horário: 07 horas às 09 horas
Baço-Pâncreas – horário: 09 horas às 11 horas
Coração – horário: 11 horas às 13 horas
Intestino Delgado – horário: 13 horas às 15 horas
Bexiga – horário: 15 horas às 17 horas
Rim – horário: 17 horas às 19 horas
Circulação-Sexo - horário: 19 horas às 21 horas
Triplo-Aquecedor - horário: 21 horas às 23 horas
Vesícula biliar – horário: 23 horas à 01 hora

Fígado – horário: 01 hora às 03 horas

Males com hora marcada

Considerando que muitas doenças apresentam horário preferencial de manifestação e que o organismo humano se modifica durante a noite, fazendo com que certos males ocorram com mais intensidade nesse período, o livro Medicina da noite: da cronobiologia à prática clínica faz uma compilação das principais conquistas dessa área do conhecimento nas últimas décadas.
A cronobiologia, ciência relativamente recente que começou a se desenvolver a partir de meados do século 20, estuda os fenômenos biológicos dos seres vivos em função do tempo. Em outras palavras, trata-se do estudo do horário em que as doenças tendem a se manifestar.
A obra, que acaba de ser lançada pela Editora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), traz artigos de médicos brasileiros que abordam, com base em pesquisas científicas, revisão de literatura e experiências de consultório, a influência da cronobiologia em diversas especialidades, entre elas endocrinologia, neurologia, psiquiatria, pneumologia, cardiologia, reumatologia e ginecologia.
"A cronobiologia não envolve apenas os ciclos diários relacionados ao dia e à noite, mas envolve também fenômenos mensais, cujo grande exemplo é a menstruação. Esse talvez seja o ciclo biológico marcado pelo tempo mais conhecido pela humanidade", disse José Manoel Jansen, um dos organizadores do livro, à Agência FAPESP.
A publicação informa, por exemplo, que as doenças inflamatórias em geral, assim como problemas alérgicos como rinite e asma, tendem a piorar na madrugada, período marcado também pela maior prevalência de mortes cirúrgicas e pelo aumento do número de mulheres em trabalho de parto.
"Uma das explicações para a maior prevalência dos partos, algo que é estudado desde 1700 no mundo civilizado, é o maior relaxamento das mães durante a noite. Por outro lado, as causas da maior incidência das mortes cirúrgicas nesse período ainda não são completamente conhecidas", disse Jansen, que é professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
O livro também aborda a cronofarmacologia, que estuda os efeitos dos medicamentos em função do tempo. "Dependendo da hora do dia, o organismo também reage aos remédios de forma variada. Por isso os médicos normalmente especificam os horários mais indicados para a ingestão de cada medicamento, levando em conta o período mais propício de manifestação dos sintomas de uma doença", explica.
Segundo Jansen, os pesquisadores do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB), vinculado ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), são os pioneiros em estudos sobre cronobiologia no Brasil. 



Importância do sono
A obra descreve ainda a contribuição das noites bem dormidas para a menor ocorrência de doenças, mostrando a importância do sono como um fenômeno vital, tão necessário quanto a alimentação, que contribui para a recuperação das funções física e psíquica dos indivíduos.
"Os problemas cronobiológicos são mais intensos, por exemplo, em pessoas que trabalham em turnos alternantes, ou seja, em alguns dias da semana durante o dia e em outros durante a noite. Esses indivíduos estão mais propensos a desenvolver males como úlcera e diarréia", explica o professor.
"Quando viajamos para outros países que têm fusos horário distintos, por exemplo, também desarranjamos essa ordem temporal interna do nosso organismo, o que nos faz ficar mais irritados e inquietos", complementa.
O livro, que tem 340 páginas e está sendo vendido por R$ 74, descreve ainda os mecanismos biológicos que controlam a relação do ser humano com o tempo, levando em conta suas variações nas diferentes faixas etárias.
"Os fenômenos cronobiológicos existem desde os animais mais primitivos. Durante a evolução, provavelmente alguns desses organismos, incluindo as plantas e os animais unicelulares, conseguiram se adaptar às variações temporais do dia e da noite, enquanto outros não se adaptaram e desapareceram", explica Jansen.
Segundo ele, os principais estudos sobre o assunto, que começaram com a mosca Drosophila melanogaster, identificaram no ser humano quatro genes que, devido a mecanismos específicos de produção de proteínas, são responsáveis pelo controle das marcações temporais dos fenômenos biológicos do organismo.
No hipotálamo do cérebro humano, conta Jansen, existe uma espécie de "relógio biológico principal", nomeado de núcleo supraquiasmático. "As células do organismos também possuem pequenos relógios biológicos que são guiados por esse relógio maior presente no cérebro, que controla todo o sistema nervoso e imunológico dos seres humanos", conclui o professor.
Mais informações sobre o livro: www.fiocruz.br 

sábado, 28 de setembro de 2013

Estudo prova que ronco pode ser eliminado com exercícios de canto

Exercícios visam lidar com músculos flácidos da garganta
Um estudo realizado na Grã-Bretanha provou que o ronco pode ser reduzido ou mesmo eliminado com exercícios de canto.
Durante três meses, 60 pacientes participantes dos testes clínicos no hospital Royal Devon and Exeter, na cidade de Exeter (sudoeste da Inglaterra) fizeram os exercícios para melhorar a tonificação dos músculos da garganta desenvolvidos por uma professora de canto local, Alise Ojay, especificamente para pessoas que roncam.
"Foi um teste consideravelmente grande, tivemos 60 pessoas com roncos simples e outros 60 com apneia do sono. A metade deles estava nos grupos de controle onde não fizeram nada, enquanto os outros fizeram os exercícios", explicou Ojay à BBC.
Segundo ela, pacientes que fazem estes exercícios de voz, pronunciando os sons "ung" e "gar" juntos e em tons diferentes conseguiram diminuir e até acabar com o ronco.
A diretora de coral afirmou à BBC que os exercícios precisam ser feitos diariamente, durante três meses, para o paciente conseguir alguma melhora. Estes exercícios diários são realizados durante 12 minutos no primeiro mês e 18 minutos nos meses seguintes.
Academia
Depois de anos de estudo e testes com voluntários que roncavam, os estudiosos descobriram que os exercícios vocais funcionam para as pessoas que sofrem de uma forma simples do problema e aquelas com apneia do sono suave ou moderada.
Ouça os exercícios de canto para diminuir o ronco (Acesse o link)
Sons devem ser praticados de forma repetitiva para fortalecer músculos da garganta
Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.
Existem diferentes causas para o ronco. Mas, de acordo com Ojay, a maioria dos que começam a roncar com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento, o fazem devido à falta de tônus muscular na garganta.
"Quando se deitam para dormir, os tecidos obstruem a garganta, a respiração é mais turbulenta e forçada. É quando qualquer tecido solto começa a vibrar", disse a especialista.
"E estes exercícios foram elaborados especificamente para as pessoas que roncam porque os músculos da garganta ficaram flácidos", acrescentou.
A diretora de coral gravou um CD com os exercícios para tonificar a garganta que, segundo ela, são diferentes do que simplesmente o ato de cantar.
"Trabalho com sons que soam vigorosamente e movimentos fortes e repetitivos no músculo importante para a pessoa que ronca", afirmou.
Ojay acrescenta que estes exercícios são como ir à academia para trabalhar uma área específica de músculos, de uma forma repetitiva.

Efeito rebote demonstra princípio de cura da Homeopatia

As disputas entre a alopatia - a medicina ocidental tradicional, baseada em medicamentos - e a homeopatia - baseada no princípio "semelhante cura semelhante" - por vezes parecem irreconciliáveis.
Não é o que acredita o Dr. Marcus Zulian Teixeira, da Faculdade de Medicina da USP.
Segundo ele, o princípio de cura utilizado na homeopatia é bem conhecido dos médicos tradicionais, que apenas o chamam de outro nome.
Segundo Teixeira, o que a alopatia chama de "efeito rebote" é o mesmo fenômeno que explica porque a homeopatia funciona.
"O fenômeno que a farmacologia clássica chama de 'efeito rebote' é o que a homeopatia utiliza como resposta terapêutica, uma ação secundária do organismo. Buscando despertá-la, é realizada a prescrição dos medicamentos homeopáticos. E as doses são ínfimas, pois têm o objetivo de estimular uma reação do organismo sem causar efeitos adversos", explica o pesquisador.
Ele apresentou sua teoria em um artigo científico publicado pelo periódico britânico Homeopathy.
"O artigo traz dados para a fundamentação científica do princípio de cura homeopático perante a farmacologia moderna," explica ele.
Princípio da similitude
Os medicamentos tradicionais, ou alopáticos, atuam a partir do "princípio dos contrários", agindo de forma contrária ou paliativa aos sintomas das doenças: anti-inflamatórios, antitérmicos, antidepressivos, antiácidos etc.
O efeito rebote é o agravamento dos sintomas clínicos ocasionado pela suspensão abrupta desses medicamentos.
Ele é também chamado de "reação paradoxal ou secundária", uma reação contrária do organismo, numa tentativa de manter o equilíbrio fisiológico interno (a homeostase) alterado pelo fármaco. Essa reação pode ocorrer com medicamentos que atuam contrariamente aos sintomas das doenças.
Na homeopatia, os medicamentos atuam a partir do "princípio da similitude": toda droga capaz de despertar determinados sintomas em pessoas sadias pode ser utilizada para despertar uma reação curativa em pessoas doentes com os mesmos sintomas.
"O tratamento utiliza substâncias que causam sintomas semelhantes aos das doenças, a fim de estimular uma reação do organismo contra os próprios sintomas", esclarece o médico.
"O café, que causa insônia, é utilizado homeopaticamente para tratar a insônia; a camomila, que causa cólica, é utilizada homeopaticamente para tratar a cólica; a beladona, que causa febre, é utilizada homeopaticamente para tratar a febre, etc.", esclarece. "Essa ação homeostática, vital ou secundária do organismo é cientificamente explicada pelo efeito rebote das drogas alopáticas."
Alopatia e homeopatia
Citando como exemplo a endometriose, que consiste na presença de células do endométrio (que revestem o útero) fora deste órgão, Teixeira explica que a doença depende do hormônio estrogênio.
"Os medicamentos alopáticos receitados para tratá-la inibem a produção deste hormônio, mas um dos efeitos colaterais é a masculinização das pacientes. Segundo a concepção homeopática, poderíamos pensar em receitar o estrogênio ultradiluído ou dinamizado, em doses infinitesimais para não causar agravamento da doença, com o intuito de despertar a reação curativa do próprio organismo", explica.
Segundo o pesquisador, remédio homeopático pode ser qualquer substância (sintética ou natural) que cause sintomas em uma pessoa e seja empregado em conformidade com o princípio da similitude - o médico homeopata leva em conta os aspectos emocionais e psíquicos do paciente e o tratamento é individualizado.
Efeito rebote
Para propor sua teoria sobre a conexão entre homeopatia e efeito rebote, o Dr. Teixeira fez uma revisão da literatura científica buscando artigos científicos sobre o efeito rebote do natalizumabe, um medicamento usado para tratar a esclerose múltipla.
Essa doença autoimune ataca o sistema nervoso central: os linfócitos T (anticorpos do organismo) se proliferam e ultrapassam a barreira hematoencefálica, entram no sistema nervoso central e destroem a bainha de mielina, a camada protetora dos neurônios.
Sem a bainha de mielina, o neurônio pode ser comparado a um "fio desencapado" que não consegue transportar eficientemente os impulsos elétricos aos outros neurônios.
Sem poder transmitir esses sinais elétricos, o sistema nervoso central vai se degenerando, levando, progressivamente, à deficiência motora e consequente paralisia, podendo causar a morte. "Cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da doença", diz o médico.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Massagem Ayurvédica


http://www.ayurveda.org.br/artigos/index/massagem-ayurvedica
* por Erick Schulz
Há milhares de anos, em diversas tradições e culturas, a massagem é utilizada como fonte de cura, saúde e harmonia. Numa rápida passada em qualquer livraria no Brasil encontramos diversos livros especializados em massagem, mais somente nos últimos anos é que a grande maioria da população Brasileira começou a ouvir falar da massagem originaria da Índia ou conhecida como ayurveda (ayurvédica). Ainda não encontramos material rico sobre o assunto no Brasil, somente material que mais confunde o leitor do que ajuda no entendimento do assunto, e é exatamente isso que eu estarei tentando explicar melhor. 
Na Índia a massagem é aplicada como hábito cultural diário, a massagem faz parte inerente da vida, da cultura, desde o nascimento, os casamentos e antes da morte. É muito comum vermos famílias aplicando massagem nos seus familiares assim como nas ruas, nas calçadas e nos templos, como algo diário e fazendo parte do cotidiano. A massagem Ayurveda é originada na sabedoria milenar da Medicina Ayurveda. Medicina originaria e baseada nos milenares livros denominados VEDAS. O ayurveda em sua abordagem terapêutica utiliza diversos procedimentos tais como: plantas medicinais, dieta, exercícios físicos (asanas de yoga), meditação, astrologia védica (hindu), aromaterapia, gemoterapia (metais e gemas), cirurgia, psicologia, procedimentos de desintoxicação (Pancha Karma) e os Purva Karmas que é onde se encaixa a massagem ayurvédica como um de diversos procedimentos. 
Nos dias atuais a grande população das principais nações do mundo, buscam um resgate da harmonia entre corpo e mente, que través de mals hábitos e um estilo nada saudável de vida durante muitos anos acabou se perdendo. O ayurveda e outras formas medicinais orientais trazem exatamente essa harmonia tão procurada pelos ocidentais.
Segundo o ayurveda onde há harmonia existe saúde, onde há desarmonia, existe há doença. A palavra harmonia, neste contexto, refere-se à integração que temos com o meio ambiente (natureza), através de nossos 05 sentidos. “Saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social completo e não meramente a ausência de doenças”OMS – Organização Mundial da Saúde Sem analisar o ser humano por completo, nossa saúde enfraquece e aparecem as doenças. O que infelizmente aconteceu com o decorrer do tempo e de estudos avançados da medicina moderna, é que o individuo é visto em partes e não por completo como no ayurveda e na medicina chinesa, que analisam o ser humano como ser individual e único. 
No ayurveda o homen não só faz parte da natureza como vive em harmonia com ela 24 horas por dia. O ayurveda é baseado na construção do ser humano a partir dos cinco elementos fundamentais “Pancha Maha Bhutas” (fogo, terra, água, ar e éter ou akasha). Estes elementos expressam-se no organismo numa forma condensada, gerando três modelos constitutivos básicos que correspondem aos humores biológicos conhecidos como doshas (código energético original) ou tridoshas, conhecidos como: Kapha, Pitta e Vata. 
Os doshas são os mecanismos que governam o nosso organismo. A junção dos elementos Éter (akasha) e Ar manifesta-se o Vata Dosha. O Pitta Dosha é formado a partir dos elementos fogo e água e os elementos terra e água resultam no Kapha Dosha. - Vata é o princípio do movimento no corpo, na mente e na consciência. É responsável por todo o movimento físico, o que inclui os sistemas de circulação interna e de eliminação, as mudanças em nossos pensamentos e emoções e até mesmo as alterações em nosso estado de consciência. - Pitta é o princípio da digestão e da transformação. É responsável pela digestão dos alimentos no estômago e no trato intestinal, das partículas em nível celular e também pela “digestão” de nossos pensamentos e emoções. Pensamentos bem digeridos levam ao conhecimento intelectual; emoções bem digeridas levam à consciência intuitiva e ao auto-conhecimento. Quem mantém uma boa saúde e vive intelectualmente alerta e em paz com suas emoções se desenvolve e evolui com muito mais facilidade e rapidez. São os efeitos de uma “boa digestão”. - Kapha é o princípio da lubrificação e da organização. Para que haja movimento e digestão é preciso que o organismo esteja perfeitamente lubrificado. Como o corpo não é simplesmente uma máquina, e sim um todo em constante modificação, resultante tanto da percepção interna quanto de estímulos externos, kapha também é responsável pela inteligência celular. É o que garante, por exemplo, que o coração irá exercer exclusivamente suas funções e não as de outros órgãos. A presença de vata, pitta e kapha é que garante nossa existência física. Sem vata, por exemplo, não existiria o movimento. E até mesmo uma pessoa paralisada e em estado de coma precisa ter o movimento do sangue, do oxigênio e de secreções para continuar viva. Sem pitta não haveria digestão e todos passariam fome. Sem kapha não haveria lubrificação e nossos braços, pernas e corpos não se moveriam. Vata, pitta e kapha são os chamados doshas, que contêm a chave para o equilíbrio.Trecho retirado do livro “Se o meu médico diz que estou bem ...Por que me sinto tão mal? Editora ButterflyLivro com revisão técnica de Erick Schulz (Pode ser feito um box para este trecho em azul) 
Quando em harmonia, os doshas desempenham diferentes funções no organismo e mantém sempre com saúde. Os doshas podem se encontrar em desarmonias por diversos fatores e sendo assim causar o aumento ou diminuição dessa energia no organismo, causando assim alterações patológicas no corpo físico que contribuem para o surgimento de doenças. Todos os três doshas estão presentes no ser humano, em diferentes quantidades. É no momento da concepção que as diferentes constituições das percentagens relativas entre vata, pitta e kapha são determinadas em nosso organismo. Em nosso dia a dia podemos observar muito bem como isso tudo funciona, por exemplo, uma pessoa com excesso do vata dosha sofre emagrecimento, debilidade, aversão a frio, tremores, alterações no sistema nervoso, tonteira, formação de gases, mente avoada, intestino preso e seco, pele seca, cabelo quebradiço, secura no organismo e reumatismo. Já uma pessoa com desarmonia no pitta dosha apresenta olhos e pele amareladas, problemas de pele, fome em excesso, a sede aumenta, febre, intestino solto, calor corporal em excesso, inflamações, azia e queimação, irritabilidade e stress. Kapha em excesso gera digestão lenta (não confundir com a digestão normal do kapha que já é um pouco mais lenta que o normal), tosse com formação de mucosidade nos pulmões, sonolência, obesidade e preguiça.(os exemplos citados a cima são somente para demonstrar como é um dosha em desarmonia. Uma pessoa com desarmonia em qualquer um dos doshas poderá encontrar semelhança em qualquer um dos exemplos, por isso sempre pedimos que procure um profissional qualificado) A massagem ayurveda (ayurvédica) pode ser aplicada em qualquer pessoa, portanto que seja definido anteriormente o biótipo (dosha) da pessoa que irá receber o procedimento, para o caminhar tranqüilo do atendimento o profissional deve estar informado a respeito do estado de saúde real do seu cliente, para que assim possa estar realizando um trabalho harmonioso e alcançar os resultados adequados. De acordo com os ensinamentos ayurvédicos a massagem é recomendada como prática diária, assim como comer e dormir. Ela equilibra o corpo e a mente, atuando nos níveis físico e psíquico. O hábito regular da massagem vitaliza o sistema circulatório, aumentando a circulação dos fluídos vitais e as trocas em nível celular, ajudando a remover toxinas, melhora a pele, músculos e nervos, oxigena as células, auxiliando corpo e mente a obter e manter equilíbrio e saúde. Promove uma respiração mais profunda, atua no sistema linfático, sanguíneo e nervoso, estimula o intestino sendo excelente para prisão de ventre é anti radicais livres, melhora o apetite e ajuda o sono profundo. O sistema linfático aumenta a circulação em até seis vezes após a massagem. Importantes enzimas que compõem a linfa, como a histaminase, e neurotransmissores, como a serotonina, fundamentais para o relaxamento muscular e nervoso, são liberadas em profusão durante a massagem. A obstrução do fluxo de prana (energia vital) no organismo são as causadoras da maioria das dores pela visão do ayurveda. A fricção que é causada durante a massagem, gera calor no organismo e automaticamente a desobstrução destes canais e existe assim a liberação do fluxo, aliviando dores, tensões e um melhor fluxo energético no organismo. A medicina ayurveda deixa bem claro que a massagem ainda nutre o organismo, ajuda em problemas mentais e emocionais, rejuvenesce, revigora e revitaliza, ajudando na virilidade e na virilidade masculina e evitando a frigidez feminina. Existem poucas contra indicações para a massagem, mais todas sempre precisam ser muito bem observadas. O excesso de ama (toxina) no organismo é algo que sempre precisa tomar cuidado, como por exemplo: febres, resfriado, constipação. Outros fatores devem ser observados como a diabete, pressão sanguínea, problemas de pele, osteoporose entre outros. É recomendável a orientação médica experiente antes de receber massagem. Materiais usados na massagemNa massagem ayurveda é recomendado à utilização de óleos vegetais prensados a frio durante a massagem ou ervas para alcançar melhores benefícios. Os óleos são nutrientes para a pele, pois contêm proteínas e carboidratos que são absorvidos pela epiderme, retardam o envelhecimento proporcionando assim à prevenção a secura no organismo, devolve vida a pele e evita radicais livres. Quando o óleo ou a erva é aplicado na pele à absorção se dá através dos espaços intercelulares e alcança os tecidos mais profundos, incluindo os ossos, sangue, músculo e outros. 
A massagem é um condutor direto e ajuda na absorção os óleos e ervas através da pele e no tratamento de todos os sete Dhatus (tecidos do corpo). 1. Rasa Dhatu (Plasma e Linfa) contém os nutrientes que advêm da comida digerida e nutrem todos os tecidos, órgãos e sistemas.2. Rakta Dhatu (Sangue) governa a oxigenação em todos os tecidos e órgãos vitais e mantém a vida. (em específico, os glóbulos vermelhos)3. Mamsa Dhatu (Músculo) cobre os órgãos vitais frágeis, desempenha os movimentos das articulações e mantém o vigor físico do corpo.4. Meda Dhatu (Gordura e tecido conjuntivo) mantém a lubrificação e oleosidade de todos os tecidos.5. Asthi Dhatu (Ossos) dá suporte à estrutura do corpo.6. Majja Dhatu (Medula óssea e Nervos) preenchem os vãos ósseos e transportam os impulsos motores e sensoriais.
Shukra e Artava Dhatu (Tecidos Reprodutores) o conteúdo e produto desses tecidos é Ojas (essência Vital e Imunidade). Ojas é produzido durante a nutrição de todos os tecidos e é um subproduto de Shukra/Artava Dhatus.
Os óleos e ervas deverão ser escolhidos de acordo com o tipo de desequilíbrio predominante no paciente, de acordo com as estações do ano e em função das necessidades particulares de cada indivíduo. Em todas as literaturas clássicas do ayurveda sempre é enfatizado a utilização correta dos óleos e ervas na massagem. As ervas que são utilizadas são as mais variadas possíveis, tudo de acordo com o biótipo e função de cada uma, mais temos as mais conhecidas como o vacha ou conhecido no Brasil como vacandi (acorus calamus) ou ginseng brasileiro (pfafia paniculata). A massagem com os pós de ervas medicinais serve como dissipador das energias magnéticas e eletromagnéticas condensadas. As ervas citadas acima têm uma função muito importante, pois penetram na pele, auxiliando na ativação da circulação sanguínea, tendo propriedades curativas, aumentando a temperatura do corpo e eliminando gordura e diminuindo medida do corpo. Massagem com pó de ervas é mais indicado para kaphas. A realização da massagem poderá ser utilizado diverso tipos de óleos vegetais, como por exemplo, o óleo de mostarda, de rícino (mamona), gergelim, coco, amêndoas, germe de trigo, neem, ghee. Óleo de Mostarda (brassica alba) – É um óleo muito popular em toda a Índia, pois é utilizado tanto na culinária como na medicina ayurveda. Alivia dores musculares e diminui kapha no organismo. Aumenta o calor corporal, e em caso de dores articulares e reumatismo, a associação do óleo de mostarda com á cânfora traz bons resultados. É estimulante, alivia congestão e a lentidão corporal. Óleo de Gergelim (sesamum indicum) – É um dos óleos mais populares do Oriente, muitas vezes é utilizado como formulação de óleos medicinais. Ele é indicado para os Vata, aumentando o Pitta e para os Kaphas poderá ser utilizado em uso moderado. Muito utilizado para alterações do sistema nervoso, inchaços, pele seca (aumento de vata), nutrição dos cabelos e reumatismo. É tônico nutritivo, emoliente, rejuvenescedor. Utilizar o óleo de gergelim nos pés acoplado a uma massagem antes de dormir, relaxa e induz ao sono profundo. Óleo de Coco (cocus nucifera) – utilizada no mundo todo como base para cosméticos e sabonetes. Ótimo pra pitta. Na índia é muito usado para queimaduras, eczemas e micoses pela sua propriedade anti-séptica. Nutre os pulmões e a pele, reduz as inflamações e ajuda muito a psoríase e eczemas. Óleo de Amêndoa (prunus amygdalus) – É muito utilizado na Índia para crianças e idosos, têm propriedades mornantes e sabor doce. Deve-se colocá-lo no sol por 40 dias para aumentar suas propriedades terapêuticas; muitas vezes é misturado com leite e usado como tônico pelos lutadores indianos. É ótimo para os músculos e pele, aumenta a vitalidade, bom para os rins, alivia as dores de tensões musculares. É expectorante e emoliente. Óleo de Rícino (ricinus communis) – conhecido também como Castor oil ou óleo de mamona, o óleo de rícino é quente, doce e amargo indicado principalmente para vata em excesso, pois alivia a secura da pele e nutre os tecidos. Produz efeito alcalino no corpo, estimulando a digestão, reduz a rigidez muscular, analgésico, atua sobre os nervos, alivia artrite, diminue as inflamações, cólicas e dores. Óleo quando utilizado internamente tem efeito laxativo. Óleo purificado da Manteiga de Leite sem sal (Ghee - Ghi ou Ghrta) – Óleo conhecido no mundo todo pelo seu gosto e cheiro diferenciado e por dar um toque diferenciado na culinária indiana. É tônico, rejuvenescedor, afrodisíaco, digestivo, estimulante, fortalece o fígado os rins e o cérebro. Nutre os sete dathus (tecidos), aumenta o jathragni (fogo responsável pela digestão e assimilação dos alimentos). Diminui vata e pitta, aumenta kapha. “A massagem ayurveda é a mais completa forma de massagem que conheço”, define a médica Dra. Brenda Kalil especialista em medicina ayurveda. “É uma técnica maravilhosa que relaxa os músculos, a mente e equilibra a parte energética” Procedimentos AyurvédicosNa medicina ayurveda a massagem é somente um de inúmeros procedimentos terapêuticos, os quais incluem massagens específicas para equilibras cada dosha. Este conhecimento permite que o médico ou terapeuta determine não só qual tratamento e massagem devem ser usados, como também quais as ervas e óleos e as manobras ideais para o paciente. 
Chikitsa é uma forma prática e segura de entender os procedimentos terapêuticos do Ayurveda sobre as patologias. Existem duas formas de aplicar Chikitsa: A primeira chama-se SHAMANA (Purva Karma) consiste em técnicas terapêuticas aplicada sobre o paciente para reduzir os sintomas da doença. Essas técnicas envolvem todas as aplicações necessárias para diluir, conduzir, lubrificar, aquecer, esfriar, secar, nutrir, em fim, tentar equilibrar o máximo possível os Doshas que se encontram em desequilíbrio no paciente. Shamana é uma forma de fazer o paciente retornar a sua natureza; em outras palavras, fazer o paciente retornar ao seu ponto de saúde. É aconselhável, sempre que possível, aplicar Shamana até equilibrar o paciente evitando o Shodana. Aplicar Shodana em último caso, quando o paciente encontra-se em profundo desequilíbrio crônico. Podem ser feitos de forma avulsa, para fins de relaxamento, estética ou manutenção após os tratamentos prescritos. A segunda chama-se SHODANA (Pancha Karma) – Shodana é o Pancha karma propriamente dito, que significa terapia das cinco ações. São técnicas terapêuticas voltadas ao reequilíbrio de desarmonias no organismo. Para aplicar o Shodana é necessário que seja realizado ao mesmo tempo ou anteriormente à preparação - Shamana. 
O shamana poderá ser utilizado como manutenção, após o pancha karma.(estaremos falando com maiores detalhes sobre os Pancha Karma no próximo artigo) Veja Alguns Shamanas (Purva Karma): Abhyanga – (Conhecido também como Snehana Externo), conhecido também como Sneha Abhyanga (uma das terapias com uso de óleos). É uma massagem corporal e facial realizada com óleos ou ervas específicos para cada dosha que auxilia na revitalização dos tecidos do corpo (dhatus) facilitando que as toxinas sejam removidas do corpo. É considerado um dos procedimentos mais importantes do Ayurveda.
No abhyanga é essencial o uso de óleos vegetais medicamentosos, sempre se utilizando de óleo morno, por todo o corp, que pode também aplicado na forma de auto-massagem. O abhyanga tem efeito muito mais profundo que as massagens em geral, pois consegue equilibrar corpo-mente-energia. Praticado até os dias de hoje na Índia, abhyanga, que em sânscrito significa untar, friccionar com óleo. Esta massagem pode ser aplicada por um terapeuta ou dois, sincronizadamente. O abhyanga reequilibra os doshas, fortalece o sistema imunológico, ajudando o indivíduo a criar resistência e flexibilidade internas para se defender e se adaptar às mudanças e intempéries. Promove o aumento da circulação periférica nos vasos capilares, o que reduz a pressão arterial e aumenta a oxigenação nos tecidos. Sendo um dos tratamentos de rejuvenescimento do ayurveda, o abhyanga aumenta a força do tecido, melhora a circulação do sangue, rejuvenesce os tecidos, remove celulite, embeleza a pele, atrasa a velhice, induz ao sono sadio, promove vitalidade, pacifica desarmonias de vata, reduz toxinas e remove o stress. O abhyanga pode se aplicado em regiões específicas do corpo, e assim recebe os nomes:
Mukhabhyanga = massagem facialPadabhyanga = massagem nos pésPristhabhyanga = massagem nas costasShiroabhyanga = massagem na cabeça Udwartana e Garshana – Este é um procedimento aplicado em todo o corpo (menos rosto), propicio para a perda de peso. Diferente do Garshana não se utiliza de sal grosso nem cânfora, a que a torna menos agressiva. Uma pasta ou um pó de ervas é aplicado sobre todo o corpo e massageado profundamente com movimentos específicos por dois ou um terapeuta.

Um maravilhoso tonificante da pele e dos músculos torna-se um aliado na redução de medidas após parto ou grande perda de peso. E, ainda, é eficaz na remoção de toxinas de kapha do corpo, revitalizando o sentido de toque e reduzindo celulites, ou seja, um poderoso oxigenador do corpo.
Com uma luva de seda esta é uma massagem aplicada no corpo, (menos rosto e cabeça), utilizando-se óleo vegetal morno acoplado com ervas em pó, as quais podem conter cânfora, sal grosso ou black salt. O Garshana é um tratamento herbário especializado para redução de peso.
Melhora a qualidade da pele, tonifica os músculos, diminuindo a flacidez e o peso, reduzindo celulite e removendo toxinas de Kapha, proporcionando uma maravilhosa esfoliação no corpo. 
Chavutti Thirummal – Essa massagem é típica do Kerala, sul da Índia, está associada a três outras tradições: o Kalaripayattu (arte marcial indiana), o Kathakali (dança clássica) e o Ayurveda (sistema de medicina indiana). No Kalaripayuattu, assim como no Kathakali exige-se dos praticantes excelente forma física, flexibilidade, resistência e soltura.
De todas as formas de massagem, chavutti é a que proporciona pressão mais profunda com uniformidade, pois nesse estilo de massagem o especialista desliza com os pés sobre o corpo do paciente untado com óleos medicinais. Para o terapeuta poder se equilibrar ele se apóia em uma corda ou um banquinho. Chavutti é indicada para dores musculares, desnutrição, rigidez, edema, estresse, insônia. Marma Abhyanga, Marma Shastra ou Massagem Marma – Os marmas se assemelham aos pontos da acupuntura em suas propriedades e finalidades. Às vezes, são referidos a eles como “pontos de acupressão ayurvédicos”. No entanto, devemos ter cuidado para não simplesmente igualarmos os marmas aos pontos de acupuntura.(trecho retirado do livro: Ayurveda e a Terapia Marma – Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade, Editora Madras) Marmas são várias regiões no corpo onde se encontram: articulações, ossos, ligamentos, músculos e vasos (linfa, artérias, veias e nervos). Também conhecidos como pontos energéticos, estes 107 principais pontos são sensíveis e se os circularmos gentilmente com a ponta dos dedos as toxinas serão liberadas e expelidas pelo corpo. Utilizamos os marmas como diversas formas terapêuticas no ayurveda, inserido dentro da massagem ou de forma avulsa, utilizando-se acupressão, óleos essenciais, tratamento prânico, agulhas, aplicação de ervas, sangria, aplicação de calor. 
Kumara Abhyanga – Massagem específica para bebês, que é conhecida erroneamente no ocidente como Shantala. A massagem em bebês é muito parecida com o abhyanga, modificando o tipo de óleo, duração e sua aplicação em determinados pontos do corpo. Após a massagem o bebê é submetido a um tipo de “defumação” que na Índia é conhecido como dhumapa.
Há muito tempo à massagem integra a vida cotidiana na Índia. De acordo com o costume do ayurveda, receber uma massagem por semanal é recomendado para homens e mulheres que queiram manter o equilíbrio saudável dos doshas. Escolha um bom profissional com experiência e conhecimento no assunto e marque o seu horário. Cada massagem dura em média uma hora. Em alguns casos poderá ser realizado logo após a massagem o Shirodhara que é uma técnica maravilhosa ou o swedana que é uma técnica de sudorese, ambos os procedimentos estaremos falando com mais detalhes no próximo artigo.
* Om Namo Narayana Namaste Erick Schulz-Diretor do Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala-Vice-Presidente da Associação Brasileira de Ayurvedawww.naradeva.com.br

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

.Acupuntura é alternativa no combate à insônia

Estudos revelam que cerca de 30% da população mundial adulta não consegue ter uma boa noite de sono e sofre com a insônia. As causas podem ser ansiedade, depressão, estresse, dor muscular ou articular, uso de medicamentos e ambiente inadequado (muito barulho, local quente demais, colchão ruim, claridade excessiva), entre outras. São fatores que podem fazer a pessoa ter dificuldade para pegar no sono ou acordar várias vezes durante a noite ou, ainda, despertar na madrugada, sem conseguir voltar a dormir.
Cansaço, sonolência, falta de memória, dificuldade para se concentrar, mal-estar e irritabilidade são alguns dos sintomas associados à insônia, mas também podem indicar uma depressão. Por isso, ao identificar esses sintomas, é fundamental realizar uma avaliação médica para confirmar se eles são decorrentes de insônia ou de depressão. O diagnóstico deve ser feito por um médico.
Dicas que podem ajudar
No caso da insônia, corrigir hábitos inadequados deve ser o primeiro passo para melhorar a qualidade do sono. Técnicas de relaxamento e psicoterapia também podem ajudar. A pessoa que sofre de insônia deve regular seus horários de dormir e acordar.
Não adianta, por exemplo, ficar na cama até mais tarde para compensar uma noite mal dormida. Atividades estimulantes durante a noite (televisão e computador) e excesso de cafeína, álcool e comida à noite são um "veneno" para quem tem problemas para dormir. Nicotina, excesso ou falta de exercício físico também.
Melhora chega a 90%
A acupuntura vem se mostrando uma opção muito eficiente para o tratamento da insônia.
O tratamento da insônia por meio da acupuntura é extremamente eficaz. Temos conseguido melhorar a qualidade do sono dos nossos pacientes em até 90% com essa técnica - explica Tatiana Dumaresq, fisioterapeuta especialista em acupuntura.
Identificando a causa do distúrbio
De acordo com Tatiana Dumaresq, a acupuntura deve ser aplicada semanalmente, até que o padrão de sono normal seja restabelecido. Só depois as sessões poderão ser quinzenais e, em seguida, mensais. Mas a profissional alerta que é importante identificar a causa do distúrbio para, a partir de então, adotar o procedimento correto.
Outra dica de Tatiana é que, embora a acupuntura contra a insônia possa ser realizada em qualquer horário, o ideal é que aconteça no fim do dia. Assim, o estresse será reduzido, favorecendo o sono mais tranquilo.

OM MANI PADME HUM, e a compreensão do Dalai Lama e do Budismo Tibetano

Existe um certo encantamento quanto ao Budismo Tibetano e sua principal figura, Sua Santidade o Dalai Lama. Muito se fala, se escreve a respeito. É importante que verifiquemos sempre as referências do que está se lendo ou ouvindo. Pessoalmente, já vi lamas (professores), vestidos de tibetano, ministrando ensinamentos sem autorização, e com versões pessoais, e enganosas sobre a filosofia budista.
Lembro, em sua última visita ao Brasil, de como o Dalai Lama comentou sobre o fato de ser engraçado ver ocidentais, tentando se vestir como orientais. Salientou que a única exceção seriam os monges, pois tem uma tradição a seguir.
Outro exemplo disto é o entendimento do mantra OM MANI PADME HUM, principal mantra do povo tibetano, que já pude ver com as mais diversas e esquisitas explicações.
Para dar uma orientação adequada sobre isso, traduzi, direto do site do governo tibetano, um texto de Sua Santidade, explicando como compreender da forma mais adequada este mantra.
Este texto pode servir também, de material básico de estudo sobre meditação, ou budismo, pois o Dalai Lama aborda muitas aspectos nesta explicação.Desta maneira, espero estar servindo da melhor forma para manter claro e valioso os ensinamentos de Sua Santidade, e também, do Budismo Tibetano.
Tashi Delek
 Vitor Caruso Jr.
OM MANI PADME HUM
Por Sua Santidade o Dalai Lama.
É muito bom recitar o mantra OM MANI PADME HUM, mas enquanto você o está fazendo, deve estar pensando em seu significado, pois o significado destas seis sílabas é grandioso e vasto. A primeira, OM, é composta de três letras, A, U e M. Estas simbolizam as impurezas do praticante de corpo, fala e mente; eles também simbolizam o glorioso corpo, fala e mente do Buda.
Pode o corpo, fala e mente serem transformados em corpo, fala e mente puros ou eles são totalmente separados? Todos os Budas são casos de seres que eram como nós e que na dependência do caminho se tornaram iluminados; o Budismo não afirma que alguém está livre desde o começo, livre de falhas, e possui apenas boas qualidades. O desenvolvimento de corpo, fala e mente puros vêm de gradualmente deixarmos os estados impuros de modo árido, e transformá-los em puros.
 Como isto é feito? O caminho é indicado pelas próximas quatro sílabas. MANI, que significa jóia, simboliza os fatores do método – a intenção altruísta para tornar-se iluminado, compassivo e amoroso. Assim como uma jóia é capaz de remover a pobreza, ou dificuldades, da existência cíclica e da paz solitária. Similarmente, como uma jóia preenche os desejos dos seres sencientes, assim é a intenção altruísta de se tornar iluminado para satisfazer as aspirações de todos os seres.
As duas sílabas, PADME, significam lótus, simbolizam sabedoria. Assim como um lótus cresce do lodo, mas não é sujo pelas falhas do lodo, assim a sabedoria é capaz de colocar você em uma situação de não-contradição, onde haveria contradição caso você não tivesse sabedoria.
Há a sabedoria que reconhece a impermanência, sabedoria que reconhece a vacuidade nas pessoas, de ser auto-suficiente ou existente por si, sabedoria que reconhece a vacuidade da dualidade – que é o mesmo que dizer, da diferença de entidade entre sujeito e objeto – e sabedoria que reconhece a vacuidade da existência inerente. Apesar de haver muitos diferentes tipos de sabedoria, a principal é a sabedoria que reconhece a vacuidade.
 A pureza deve ser atinginda por uma indivisível unidade entre método e sabedoria, simbolizado na sílaba final HUM, que indica indivisibilidade.De acordo com os sistemas dos sutras, esta indivisibilidade de método e sabedoria se referem à sabedoria afetada pelo método e o método afetado pela sabedoria. No mantra, ou veículo tântrico, se refere à consciência única na qual a forma completa de ambos, sabedoria e método como uma entidade indifirenciável. Nos termos das sílabas sementes dos 5 Budas Conquistadores, HUM é a sílaba de Akshobya – o imutábel, não-flutuante, que não pode ser perturbado por nada.Assim, as seis sílabas, OM MANI PADME HUM, significam que na dependência da prática do caminho, que é a indivisível união do método e sabedoria, você pode transformar a impureza de corpo, fala e mente em um glorioso e puro corpo, fala e mente de um Buda.
É dito que você não pode procurar pela Budeidade fora de você mesmo, as substâncias para alcançar a Budeidade são internas. Como Maitreya disse no “Contínuo Sublime do Grande Veículo” (Uttaratantra), todos os seres tem naturalmente a natureza de Buda em seu próprio contínuo.
Nós temos dentro de nós as sementes de pureza, a essência “Daquele que Alcançou” (Tathagatagarbha), que é ser transformado e ter se desenvolvido plenamente na Budeidade.Traduzido por Vitor Caruso Jr. De texto do Dalai Lama, no site do “The Office of Tibet”: www.tibet.com

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ame e Manifeste esse Amor

Monja Coen
Pense em alguém que você gosta muito. Do passado, do presente ou do futuro. Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável. Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você. Conecte-se com esse amor que habita em você.Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você. Vá expandindo sua capacidade de amar. Inclua todas as pessoas que você conhece. Agora inclua as que você não conhece. Inclua pessoas próximas e distantes. Inclua pessoas que você jamais viu. Os povos africanos, asiáticos, australianos…
Os povos e tribos de toda a terra. Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos, flores e pássaros. Mares, rios e oceanos. Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia. Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara…
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora. Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki… Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakespeare, um tanto de Saragosa , uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz…
Inclua todas as religiões. Como se não houvesse dentro nem fora. Imagine como John Lennon, que o mundo é um só. O mundo é único. O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o Uno. Perceba. Isto que digo é a verdade. E só há esse caminho. Inúmeras analogias, linguagens éticas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente, brilhante, da vida em movimento, o transformador.
Somos a vida da Terra. Somos a vida do Universo. Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes de ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, então contatamos com a essência da vida. Que é a nossa própria essência
E de tudo que é, assim como é.
Algum nome? Nenhum nome? Caminhemos. Tornemo-nos o caminho a cada passo. Que cada passo seja um passo de paz. Que todo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos. Abertura para o infinito. Abertura para a imensidão. Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria. Abertura para compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que, aqui e agora, juntas e juntos, nos tornamos.E ao nos tornarmos Amor tudo se torna vida e vida em abundância. Ame e manifeste esse amor agora.
Serviço: Nem preciso dizer quem é a Monja Coen, não é? Talvez vocês não saibam que ela foi jornalista. E, curiosamente, quando ela trabalhava no Jornal da Tarde, muitos anos atrás, eu trabalhava no Estado de S. Paulo (redações eram uma ao lado da outra). Só que vim a conhecê-la muitos anos depois, já como Monja. Vejam o seu site www.monjacoen.com.br, que tem muita coisa interessante. E, podendo, participe de suas palestras, cursos e da Meditação Andando, que acontece no 3º domingo do mês no Parque da Água Branca.
- See more at: http://jalternativo.hospedagemdesites.ws/?p=340#sthash.xPWDTyok.dpuf

Saiba mais sobre Alergia Alimentar

A alergia alimentar pode ser definida como uma reação adversa a um antígeno alimentar mediada por mecanismos fundamentalmente imunológicos. É um problema nutricional que apresentou um crescimento nas ultimas décadas, provavelmente devido à maior exposição da população a um número maior de alérgenos alimentares disponíveis.
As alergias alimentares possuem uma apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser leves com simples coceira nos lábios até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A maior parte dos sintomas surge em minutos ou até duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo no crescimento.
O número de crianças com alergia alimentar está aumentando, essa é a constatação não apenas dos médicos brasileiros. Um estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que nos últimos 10 anos aumentou em 18% o número de crianças e adolescentes com até 18 anos com algum tipo de alergia a alimentos. Os dados mostram que quatro em cada 100 crianças apresentam reação alérgica.
Alérgenos mais comuns:
LEITE - Deve-se ter cuidado com a introdução de leite de vaca na infância.
OVOS - A albumina dos ovos é usada em marshmallows, alimentos congelados e outras misturas para alimentos. A gema é normalmente bem tolerada.
TRIGO, AVEIA, CEVADA, CENTEIO - O glúten presente nesses alimentos pode causar alergia a crianças portadoras de doença celíaca.
PEIXE - O peixe estragado apresenta altos teores de histamina, mesmo antes que haja alteração do sabor.
FRUTOS DO MAR (caranguejo, lagosta, camarão) - Podem desencadear reações severas.
TOMATES - Uma reação alérgica a tomates está normalmente associada à frequência de uso na dieta.
FRUTAS CÍTRICAS - Pessoas alérgicas à frutas cítricas podem facilmente apresentar carência de vitamina C. Nesse caso é necessário uma fonte suplementar dessa vitamina.
COCA-COLA, CHOCOLATE: A sensibilidade a estes alérgenos é facilmente identificada.
LEGUMINOSAS (soja, ervilha, feijões) - Verificar no rótulo a presença de lecitina e de outros aditivos da soja, também alergênicos.
MILHO - Outras fontes de milho são o amido de milho (maizena, cereais como corn-flakes), calda de milho (Karo), óleo de milho, iogurte congelado, farinhas.
CASTANHAS, AMENDOIM - Convém evitá-los. As aflatoxinas podem causar reação.
TEMPEROS - Canela é um alérgeno comum.
ADITIVOS ALIMENTARES E CERTOS MEDICAMENTOS - Corantes, conservantes, etc , bem como certas drogas contendo aspirina, salicilatos, penicilina. Sulfitos, aditivos muito comuns utilizados em picles, cervejas, vinhos, coca-cola, frutas e vegetais secos, cerejas, batatas secas ou congeladas também podem provocar reações alérgicas.
FERMENTO NATURAL - Adotar uma dieta pobre em leite e laticínios, cogumelos, queijos, cremes fermentados, bacon, geléia, temperos e salsichas (e linguiças).
Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões
Uma vez diagnosticada a alergia, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante da alergia. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível. As orientações devem ser fornecidas por escrito, visando a substituição do alimento excluído e evitando-se deficiências nutricionais e até quadros de desnutrição importante principalmente nas crianças. Portanto, faz-se necessário a consulta a um Nutricionista para equilibrar a dieta e fazer as substituições adequadas ao paciente.
Deve-se ficar atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. Há sinônimos para uma mesma substância. Coalho e manteiga, por exemplo, têm proteína do leite.

sábado, 21 de setembro de 2013

Açúcar. O veneno doce?

por Célia Rosa
Não lhe resistimos nos dias de festa e também é o que nos apetece sempre que a tristeza aperta. Falamos do açúcar, um produto que sabe bem e dá prazer. Mas se consumido regularmente e em demasia põe-nos gordos e gravemente doentes. É o que está a acontecer.
Açúcar. Já foi apreciado como especiaria, consumido como medicamento, usado como adoçante e nenhum mal teria vindo ao mundo se tivéssemos continuado a consumi-lo raramente e com moderação, como sucedeu durante milhares de anos. O açúcar era um bem raro - encontrava-se apenas na fruta, em algumas plantas, raízes e no mel - e o organismo habituou-se a armazená-lo, sob a forma de glicose, para ter energia de reserva para os períodos de carência alimentar.
Mas um dia tudo mudou. E se é verdade que a primeira grande alteração ocorreu há dez mil anos, com o surgimento da agricultura, a outra veio na sequência da Revolução Industrial, quando o homem pôs de lado as farinhas e os grãos integrais (hidratos de carbono complexos, ou seja, açúcares de absorção lenta e ricos em fibra, vitaminas e minerais) e passou a consumir cereais refinados (hidratos de carbono simples, isto é, açúcares que o organismo transforma rapidamente em glicose). Pior só o que sucedeu a partir da segunda metade do século passado, quando o açúcar - a sacarose, mas também a frutose e outros glícidos - começou a ser usado como aditivo na indústria alimentar.
É precisamente contra a indústria da comida processada que Robert Lustig, um distinto endocrinologista pediátrico americano que também é professor na Universidade da Califórnia, em São Francisco, está em guerra aberta há alguns anos: é a responsável pelo aumento da obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardíacas e fígado gordo de causa não alcoólica. Tudo por causa do açúcar refinado que é adicionado à generalidade dos alimentos processados, acusa o investigador.
Autor de vários trabalhos científicos, Lustig acabou por conquistar a atenção do público em 2009, quando divulgou o vídeo Sugar: The Bitter Truth ( Açúcar: A Verdade Amarga ), onde apelida o açúcar de «toxina», «veneno» e «demónio». Na comunicação, vista por mais de 3,7 milhões de pessoas no YouTube, o professor de Endocrinologia Pediátrica explica que o açúcar não é apenas o pó branco e granulado com que adoçamos o chá ou o café - a sacarose -, mas também o xarope de milho com alto teor de frutose, o adoçante mais usado pela indústria alimentar desde os anos setenta do século passado e que é adicionado à esmagadora maioria dos alimentos processados. Às guloseimas - bolos, bolachas, bombons, chupas, gomas, etc. - mas também aos cereais de pequeno-almoço, refrigerantes, iogurtes, compotas, douradinhos, lasanhas, salsichas, almôndegas, molhos, sobremesas e por aí fora.
No ano passado, em fevereiro, Robert Lustig voltou à carga e desta vez fê-lo através de um artigo publicado na revista Nature - «The Toxic Truth about Sugar», ou «A Verdade Tóxica sobre o Açúcar», em português - em que afirma, categórico, que o açúcar é tóxico, induz dependência e deve ser visto como um verdadeiro problema de saúde publica. O professor pede a intervenção das autoridades de saúde - defende um controlo sobre a venda idêntico ao que se faz com o álcool, que é proibido a menores de 18 anos - e propõe que os governos taxem os alimentos que tenham açúcar adicionado.
Na origem de todos os males
Ricardo Silvestre, especialista em fisiologia e metabolismo humano, partilha a ideia de Lustig de que o açúcar é um veneno. E explica porquê: «O açúcar refinado é um sacarídeo e, tal como todos os hidratos de carbono, uma vez metabolizado transforma-se em glicose, a energia de que o corpo necessita para funcionar. Mas há sacarídeos e sacarídeos. O açúcar é uma substância sem qualquer valor nutricional - fornece calorias vazias, de absorção rápida, e causa problemas metabólicos, nomeadamente obesidade, colesterol alto, hipertensão e níveis elevados de glicemia e insulina, que podem provocar doenças graves. Os únicos sacarídeos de que precisamos são os hidratos de carbono complexos, com fibra, vitaminas e açúcares naturais, que são absorvidos lentamente pelo organismo.»
Se todos os dias comermos cereais açucarados ao pequeno-almoço, hambúrguer no pão e refrigerante ao almoço, leite achocolatado e um bolo ao lanche, piza e refrigerante ao jantar, iogurte açucarado ao deitar (alimentos com doses elevadas de açúcares adicionados), o que é que acontece? É simples, diz o especialista: «O organismo é incapaz de consumir tanta glicose e guarda-a para usar mais tarde. Armazena-a no fígado sob a forma de glicogénio. Mas como lhe damos excesso de açúcar todos os dias, aquelas reservas também não são usadas e acabam por ser transformadas em gordura. É esta a origem da síndrome metabólica. E também é por isso que as crianças que habitualmente bebem refrigerantes, comem bolos, gelados, gomas, chocolates e por aí fora começam a engordar», explica Ricardo Silvestre.
A obesidade é a face mais visível de um problema maior, afirma Cristina Sales, a médica do Porto que há muitos anos estuda a relação entre alimentação e doença: «Falo dos picos de insulina. Os hidratos de carbono simples, os açúcares, transformam-se rapidamente em glicose e, para impedir que os níveis de açúcar no sangue disparem após uma refeição, o pâncreas liberta insulina. Quando a glicose baixa, o pâncreas para a produção de insulina e começa a libertar glucagon, a hormona que transforma a energia armazenada, o glicogénio, em glicose. Mas se comermos alimentos açucarados em excesso e com regularidade o pâncreas está sempre a produzir insulina e a armazenar glicose.»
Resultado? O organismo começa a fazer os chamados picos de insulina, que estão na origem de muitas complicações. Uma delas é a resistência à insulina, que «começa por se manifestar através de hipoglicemia, fadiga, sonolência apôs as refeições, alterações do humor, inchaço, aumento da gordura abdominal, dos triglicéridos e da pressão arterial». Com o passar dos anos, explica Cristina Sales, «vem a inflamação, a obesidade, a diabetes tipo 2, a aterosclerose, a doença cerebrovascular e o fígado gordo».
A prevenção destas doenças passa pela redução drástica da ingestão de açúcar: «O ideal é viver sem consumir nenhum açúcar, pois o único açúcar de que o organismo necessita é o que absorve no processo de digestão dos hidratos de carbono complexos - leguminosas, hortaliças e alguns legumes, que se transformam em glicose lentamente - e o da fruta, a frutose - que é um açúcar rápido, mas contém fibras, que ajudam à digestão e aumentam a saciedade. E o que verifico nos doentes que acompanho é que grande parte das doenças associadas à alimentação, e sobretudo ao consumo de açúcar, são evitáveis e às vezes reversíveis só com mudanças na alimentação.»
Ricardo Silvestre também diz que ser gordo, hipertenso, ter colesterol e triglicéridos elevados e diabetes não é uma fatalidade. A quem tiver dúvidas, o fisiologista aconselha a leitura dos trabalhos do professor Jeff S. Volek, da Universidade do Connecticut, um respeitado e reconhecido investigador na área da nutrição, doenças metabólicas e exercício, com quem o português fez o doutoramento e ainda continua a trabalhar.
Controlar o consumo
Entretanto, nos EUA, o endocrinologista Robert Lustig prossegue com a sua cruzada contra os açúcares refinados - recentemente publicou o livro Fat Chance: Beating the Odds against Sugar, Processed Food, Obesity and Desease (Grandes Hipóteses: Vencer o Destino contra o Açúcar, as Comidas Processadas e a Obesidade, ainda sem edição portuguesa), onde explica detalhadamente porque é que o açúcar e a comida processada que ingerimos estão a tornar-nos obesos e muito doentes - e são cada vez mais os que lhe dão ouvidos. Por exemplo, a Associação Americana de Cardiologia, que até há poucos anos via nas gorduras o grande inimigo do coração, já reconheceu «a relação entre o elevado consumo de açúcares refinados e a pandemia mundial da obesidade e das doenças cardiovasculares» e, em 2009, publicou recomendações para o consumo diário de açúcar: um máximo de 25 gramas para as mulheres (equivale a quatro pacotes de açúcar, a dois pastéis de nata, a um queque ou a um iogurte com fruta açucarado) e 37,5 gramas para os homens (corresponde a seis pacotes de açúcar, a uma lata de refrigerante, a um jesuíta ou 100 ml de licor de anis).
A mudança também já se vê no Prato de Comida Saudável da Harvard Medical School, uma referência mundial onde os açúcares refinados já não têm lugar. E quanto aos cereais, a prestigiada universidade americana recomenda o consumo de integrais, incluindo pão, arroz e massa. Curiosamente, o grupo dos vegetais deixa de fora a batata, um tubérculo rico em amido (também é um açúcar), e as batatas fritas.
Ao contrário, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar ainda não fixou recomendações sobre o assunto e o mais que assume no documento sobre os Valores de Referência Europeus para a Ingestão de Nutrientes é a confirmação entre o consumo de alimentos açucarados e a cárie dentária e entre o consumo de bebidas açucaradas e o aumento de peso. Mais, o organismo europeu continua a defender um aporte diário de hidratos de carbono (onde inclui o amido e os açúcares simples) entre 45 e 60 por cento, tanto nos adultos como nas crianças.
A evidência de que o açúcar é um alimento mau começa a ser tida em conta nas estratégias definidas pela indústria alimentar. Por exemplo, a Nestlé, o gigante que gasta cerca de mil milhões de euros por ano em pesquisa no campo das ciências da nutrição, diz que «tem vindo a investir muito esforço e dinheiro em projetos de otimização nutricional, nomeadamente ao nível da redução de sal, açúcares e gorduras, principalmente nas categorias com mais relevância no dia a dia alimentar e nos produtos dirigidos a crianças.» De acordo com uma nota enviada à Notícias Magazine pela Direção de Relações Corporativas da Nestlé Portugal, «desde 2003 que as receitas de cereais de pequeno-almoço têm vindo a ser reformuladas a nível mundial no sentido de incluir uma quantidade progressiva de cereais integrais e de reduzir os açúcares». A empresa afiança que as novas receitas de cereais de pequeno-almoço para crianças lançadas já este ano são disso um exemplo. Mas é tudo uma questão de contas. Enquanto a Nestlé destaca que, com as novas receitas, garante menos de 9 gramas de açúcares por porção de 30 gramas (cerca de seis colheres de sopa, sem incluir o leite), nós verificamos que a referida gama de cereais contém entre 25 e 30 por cento de açúcar adicionado - isto é, por cada 100 gramas de produto, entre 25 e 30 gramas são... açúcar.
História amarga
Não se conhece ao certo a origem da cana-de-açúcar, mas há registos que apontam para a sua utilização pelos povos das ilhas do Pacífico, onde cresceria espontaneamente há mais de vinte mil anos. Terá sido cultivada pela primeira vez na Nova Guiné, há dez mil, e a sua cultura estendeu-se depois às ilhas Fiji e Nova Caledónia, até chegar às Filipinas, Indonésia, Malásia e Índia por volta do ano 1000 a.C.
Reza a história que os indianos terão sido o primeiro povo a conseguir extrair o suco da cana e a produzir açúcar, por volta do ano 500 a.C. Usavam-no como medicamento para alívio da dor. Mas o segredo da refinação também chegou à Pérsia - o imperador Dário terá ficado impressionado com umas canas que davam mel sem a ajuda das abelhas -, onde o açúcar terá começado a ser usado no fabrico de doces. Mas só no século vii d.C. é que a cana terá chegado ao Mediterrâneo e à Europa. Veio pela mão dos árabes, já rendidos às propriedades medicinais e gastronómicas do açúcar. Nos séculos seguintes, continuou a ser usado como produto medicinal ou especiaria rara, era vendido em boticários e o seu preço era tão elevado que só os nobres e os muitos ricos podiam adquiri-lo.
A partir do século xv , a história do açúcar e do comércio da cana é também a história de Portugal. Primeiro, o infante D. Henrique mandou cultivar a cana na ilha da Madeira, onde a planta se adaptou muito bem. Mas foi depois da descoberta e colonização do Brasil - terrenos férteis, clima tropical, mão-de-obra escrava com fartura - que Portugal passou a dominar, juntamente com os espanhóis, as rotas comerciais do açúcar (entretanto chamado de ouro branco e usado para adoçar as novas bebidas - café, chá e cacau). Produzido em grandes quantidades nas plantações e engenhos do Nordeste (no século xvii o Brasil já era o maior produtor mundial de cana sacarídea, posição que ainda hoje ocupa), as receitas do comércio do açúcar foram fundamentais para a coroa portuguesa.
Em 1747, Andreas Marggraf, um químico alemão, conseguiu produzir açúcar cristalizado a partir de beterraba, criando uma alternativa ao açúcar de cana. Com o passar dos anos, o cultivo de beterraba para produção de açúcar acabou por vingar na Europa, mas a indústria portuguesa de refinação continua a trabalhar exclusivamente com cana. Mas essa é outra história. A que aqui importa é que do ponto de vista alimentar o açúcar - de cana ou de beterraba - é idêntico: não tem qualquer valor nutricional.
O açúcar vicia?
Mas, afinal, porque é não resistimos a um doce? A resposta é simples: «O açúcar estimula a secreção de serotonina e dopamina, dois neurotransmissores que nos fazem sentir bem e que nos dão prazer», explica Cristina Sales. Por isso, quando estamos mais tristes ou ansiosos e abrimos o frigorífico ou a porta da despensa em busca de uma guloseima, não fazemos mais do que procurar alimentos que nos proporcionam uma subida imediata da serotonina e da dopamina. «Quando comemos açúcar, o cérebro fica em alta e nós também. O problema é que quando a serotonina baixa, sentimos os efeitos da quebra e somos incitados a comer mais doces, com todas as complicações que daí advêm», adverte a médica.
Companhia dos açúcares
Sacarose - De cana ou de beterraba, branco , amarelo ou castanho, em cubos, cristais ou granulado , em calda, xarope ou em ponto... O açúcar de mesa é constituído por cinquenta por cento de glucose e cinquenta por cento de frutose (este último é o tipo de açúcar que está naturalmente presente na fruta). É um açúcar simples, de absorção rápida e perfeitamente dispensável pelo organismo. Fornece 4 kcal por grama. É usado como adoçante, na pastelaria, na confeitaria e indústria alimentar.
Frutose - É o açúcar extraído das frutas e legumes, onde se encontra presente em pequenas quantidades. Mas também pode ser extraído do milho - xarope de milho com alto teor de frutose - e é muito usado pela indústria alimentar na preparação de bebidas, pão, bolos, geleias, produtos lácteos e outros. O seu consumo excessivo é perigoso, pois este açúcar é rapidamente convertido em gordura pelo fígado.
Mel - Composto por glicose, mas também tem pequenas quantidades de vitaminas (tiamina, riboflavina, niacina, vitamina B6) e minerais (cinza, fósforo, magnésio, potássio, fósforo, ferro e zinco).
Outros - A lactose, sacarose, maltose e dextrose também são açúcares.
Efeitos na saúde
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano que passa as doenças não transmissíveis matam 36 milhões de pessoas e destas nove milhões têm menos de 60 anos. Só as doenças cardiovasculares são responsáveis pela morte de 17,3 milhões, seguidas do cancro (7,6 milhões), das doenças respiratórias (4,2 milhões) e da diabetes (1,3 milhões). Portugal não é exceção. No nosso país, a OMS estima que as doenças não transmissíveis sejam responsáveis por 86 por cento da mortalidade total (102 848 óbitos em 2011), sendo as doenças cardiovasculares (37 por cento), o cancro (26 por cento) e a diabetes (cinco por cento) as que mais matam.
Cada português come 16 pacotes por dia
34,7 kg por ano. Eis a quantidade de açúcar refinado consumido, em média, por cada português em 2012. Isto significa que cada um de nós ingere 2,9 kg de açúcar por mês, ou seja, 96,3 gramas por dia - para ter uma ideia mais precisa, é como se comêssemos todos os dias 16 pacotes de açúcar daqueles com que adoçamos o café ou, se preferir, 23 colheres de chá de açúcar. Os números são do INE.