quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Impacto do alumínio sobre saúde humana é desconhecido

O alumínio não tem nenhuma função biológica conhecida, e é reconhecidamente uma toxina ambiental.
Os seres humanos estão sofrendo um aumento estrondoso na exposição ao alumínio, em uma situação que só tende a piorar.
O alerta é do professor Christopher Exley, da Universidade de Keele (Reino Unido), em um estudo sobre a exposição humana ao metal, feito a pedido da Royal Society of Chemistry.
O pesquisador descreve uma "visão holística" sobre a vida na "Era do Alumínio" e as implicações disto para o corpo humano.
Sem função biológica
O alumínio não tem nenhuma função biológica conhecida, e é reconhecidamente uma toxina ambiental - apesar de ser o metal mais abundante e o terceiro elemento químico mais abundante da crosta terrestre.
A exposição humana ao alumínio está implicada em um grande número de doenças crônicas, incluindo doenças ósseas, condições autoimunes, câncer e doenças neurodegenerativas.
A exposição humana ao alumínio aumentou pelo menos 30 vezes nos últimos 50 anos e está em expansão, atualmente com 11 kg de alumínio sendo produzidos para cada pessoa na Terra a cada ano.
A grande maioria deste alumínio é extraído de minérios - em oposição à reciclagem - com potencial para, no mínimo, impactar e se acumular dentro do corpo humano, diz o pesquisador.
Era do Alumínio
O professor Exley reconhece que a Era do Alumínio está aqui para ficar, e que o alumínio continuará a ser utilizado de forma eficaz e segura em nossas vidas cotidianas.
Por isso, alerta ele, é de suma importância que reconheçamos não apenas seu poder para o bem, mas também que seu potencial para causar danos não é totalmente compreendido, além do que sua segurança para a saúde humana não foi testada adequadamente.
"Nós não podemos continuar a ser complacentes em relação à exposição humana ao alumínio. Enquanto o gênio está fora da garrafa, ainda temos vários desejos a fazer, e devemos nos esforçar para usá-los para viver em segurança e em prosperidade na Era de Alumínio," concluiu ele.
Uma pesquisa brasileira divulgada há poucas semanas revelou que manganês e alumínio estão associados a doenças neurodegenerativas.

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