terça-feira, 24 de setembro de 2013

Saiba mais sobre Alergia Alimentar

A alergia alimentar pode ser definida como uma reação adversa a um antígeno alimentar mediada por mecanismos fundamentalmente imunológicos. É um problema nutricional que apresentou um crescimento nas ultimas décadas, provavelmente devido à maior exposição da população a um número maior de alérgenos alimentares disponíveis.
As alergias alimentares possuem uma apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser leves com simples coceira nos lábios até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A maior parte dos sintomas surge em minutos ou até duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo no crescimento.
O número de crianças com alergia alimentar está aumentando, essa é a constatação não apenas dos médicos brasileiros. Um estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que nos últimos 10 anos aumentou em 18% o número de crianças e adolescentes com até 18 anos com algum tipo de alergia a alimentos. Os dados mostram que quatro em cada 100 crianças apresentam reação alérgica.
Alérgenos mais comuns:
LEITE - Deve-se ter cuidado com a introdução de leite de vaca na infância.
OVOS - A albumina dos ovos é usada em marshmallows, alimentos congelados e outras misturas para alimentos. A gema é normalmente bem tolerada.
TRIGO, AVEIA, CEVADA, CENTEIO - O glúten presente nesses alimentos pode causar alergia a crianças portadoras de doença celíaca.
PEIXE - O peixe estragado apresenta altos teores de histamina, mesmo antes que haja alteração do sabor.
FRUTOS DO MAR (caranguejo, lagosta, camarão) - Podem desencadear reações severas.
TOMATES - Uma reação alérgica a tomates está normalmente associada à frequência de uso na dieta.
FRUTAS CÍTRICAS - Pessoas alérgicas à frutas cítricas podem facilmente apresentar carência de vitamina C. Nesse caso é necessário uma fonte suplementar dessa vitamina.
COCA-COLA, CHOCOLATE: A sensibilidade a estes alérgenos é facilmente identificada.
LEGUMINOSAS (soja, ervilha, feijões) - Verificar no rótulo a presença de lecitina e de outros aditivos da soja, também alergênicos.
MILHO - Outras fontes de milho são o amido de milho (maizena, cereais como corn-flakes), calda de milho (Karo), óleo de milho, iogurte congelado, farinhas.
CASTANHAS, AMENDOIM - Convém evitá-los. As aflatoxinas podem causar reação.
TEMPEROS - Canela é um alérgeno comum.
ADITIVOS ALIMENTARES E CERTOS MEDICAMENTOS - Corantes, conservantes, etc , bem como certas drogas contendo aspirina, salicilatos, penicilina. Sulfitos, aditivos muito comuns utilizados em picles, cervejas, vinhos, coca-cola, frutas e vegetais secos, cerejas, batatas secas ou congeladas também podem provocar reações alérgicas.
FERMENTO NATURAL - Adotar uma dieta pobre em leite e laticínios, cogumelos, queijos, cremes fermentados, bacon, geléia, temperos e salsichas (e linguiças).
Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões
Uma vez diagnosticada a alergia, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante da alergia. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível. As orientações devem ser fornecidas por escrito, visando a substituição do alimento excluído e evitando-se deficiências nutricionais e até quadros de desnutrição importante principalmente nas crianças. Portanto, faz-se necessário a consulta a um Nutricionista para equilibrar a dieta e fazer as substituições adequadas ao paciente.
Deve-se ficar atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. Há sinônimos para uma mesma substância. Coalho e manteiga, por exemplo, têm proteína do leite.

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