quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Música Terapêutica, o som em benefício da saúde.

Naire Siqueira
A Música Terapêutica é uma ferramenta importante que nos proporciona bem estar e qualidade de vida. Faz parte das terapias complementares tendo como objetivo a profilaxia de saúde, ou seja: prevenção contra doenças.
Ao lado de uma boa alimentação e exercícios físicos, tem papel de destaque no equilíbrio do corpo e da mente.
A Música Terapêutica passou a ter uma participação maior em função das dificuldades que temos para enfrentar as pressões do dia a dia.
Existem três técnicas aplicadas à música que fazem a diferença:
1 - Andamento musical
2 - Exercícios de respiração com música
3 - Visualizações criativas, viagens mentais
1 - Andamento musical – continuo - em 60 batidas por minuto.
Finalidade: desacelerar o coração
Ao desacelerar o coração entramos em estado de repouso, isso significa: menos tensão e ansiedade. Com o batimento cardíaco próximo de 60bpm temos mais condições físicas e mentais para dormir o sono profundo (menos insônia e em conseqüência mais vitalidade durante o dia).
2 - Trabalhar a respiração consciente para melhorar a qualidade da respiração inconsciente.
Esse exercício nos permite equilibrar a respiração.
Benefícios:
Purificar melhor o sangue, ou seja, garantir um corpo mais saudável.
Oxigenar melhor o cérebro, o que faz o pensamento fluir com mais facilidade. A memória também é ativada.
Exercitar os órgãos internos do corpo, principalmente diafragma e pulmões.
3 – Exercícios de visualizações criativas usando a música - com roteiro - para incentivar viagens mentais.
Finalidade: usar a imaginação, trabalhar o lado direito do cérebro (criativo) e descansar o esquerdo (racional).
Quando adotamos a Música Terapêutica como um hábito saudável, muitas mudanças vão acontecer:
Melhor controle das emoções
Melhor relacionamento interpessoal
Os efeitos do estresse acumulados no corpo são liberados..
A mente é treinada e preparada para suportar as pressões externas (gerenciar o estresse).
O organismo é fortalecido aumentando a imunidade.
Haverá redução de distúrbios tais como: hipertensão, insônia e fadiga.
É importante lembrar:
“Nada muda se você não mudar”
Naire Siqueira
Escritor, palestrante e consultor em terapias musicais. Ministra Cursos e Workshops com foco em Qualidade de Vida. Autor de 7 CDs Terapêuticos e do livro “O ser humano orquestra”.

Paradoxo do envelhecimento ou paradoxo da Medicina Moderna?

Medicalização do envelhecimento
A medicina ocidental costuma ver o envelhecimento como um período de declínio progressivo no funcionamento físico, cognitivo e psicossocial.
Um artigo recentemente publicado por especialistas fala do envelhecimento como o "problema de saúde número 1 dos Estados Unidos".
Ou seja, os especialistas consideram que envelhecer é sinônimo de ficar doente.
Um dos efeitos desse viés é que a medicalização tem afetado particularmente os idosos, transformando características de sua idade em doenças.
Contudo, pesquisas têm demonstrado que os idosos têm o maior índice de satisfação com a vida.
Paradoxo de envelhecimento
Essa felicidade com o envelhecer acaba de ser confirmada por um estudo realizado por cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, que encontraram um elevado nível de felicidade e bem-estar entre pessoas de 50 a 99 anos de idade - os participantes tinham 77 anos em média.
Os cientistas ficam estupefatos, e chamam isso de "paradoxo de envelhecimento" - suas teorias, baseadas unicamente na fisiologia corporal, dizem que envelhecer é ruim. Mas as pessoas que envelhecem dizem que a vida é pra lá de boa. E, para a ciência, firmemente postada em seus pressupostos, é um paradoxo.
Sem conseguir se livrar da tradição científica oficial, que vê o ser humano unicamente como uma máquina biológica, sem alma ou espírito, eles ficam tentando encontrar explicações para seu paradoxo.
Paradoxo da ciência
O que ocorre agora é que os cientistas estão tendo dificuldades em se render às suas próprias evidências.
"Algumas vezes, os resultados mais relevantes vêm da perspectiva das próprias pessoas," disse Dilip Jeste, da Universidade de San Diego, coordenador do estudo.
"Algumas vezes"?
Pelo menos em estudos que têm por objetivo estudar o bem-estar das pessoas, paradoxal é que os cientistas não considerem que a perspectiva das próprias pessoas devesse ser o principal em todas as vezes.
O novo estudo, assim como uma série de outros, desafia as noções da medicina tradicional de que bem-estar está ligado ao funcionamento do corpo.
Na verdade, os fatores que mais afetaram o bem-estar e a felicidade dos participantes são de natureza psicológica - tipicamente "males da alma".
Homem sem alma
O estudo concluiu que pessoas com funcionamento físico debilitado, mas não totalmente incapacitadas, consideram a vida tão boa quanto pessoas de corpo totalmente saudável mas com baixa resiliência.
Da mesma forma, as autoavaliações de indivíduos com funcionamento físico deteriorado, mas sem depressão ou com depressão mínima tiveram escores de bem-estar comparáveis aos de pessoas fisicamente saudáveis mas com depressão moderada ou grave.
"Ficou claro para nós que, mesmo em meio à decadência física ou cognitiva, os indivíduos em nosso estudo relataram sentir que seu bem-estar melhorou com a idade," admitiu Jesse, embora acrescentando que o resultado seja "contraintuitivo".
Talvez mais contraintuitivo seja a tão avançada medicina moderna continuar a ver o ser humano como uma simples máquina.
Atribui-se a Descartes a separação entre corpo e "matéria pensante" (res-cogitans). Mas Descartes não aboliu a "alma humana", antes reconheceu sua existência.
Quem igualou a "matéria pensante" ao cérebro humano foi a Medicina Moderna.
Logo, certamente é mais correto falar-se do paradoxo da Medicina Moderna Ocidental do que de um inventado paradoxo do envelhecimento. Afinal, quem nunca ouvir dizer que a idade traz a sabedoria?