quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Entenda como surgem as doenças para prevenir-se

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mtc_doencas.htm
* por Jou Eel Jia
Para não ficar doente é preciso harmonizar o mundo interior
Segundo a MTC, a causa de todas as doenças tem origem em três alterações no organismo, onde uma se desencadeia em grau evolutivo para a subsequente.
1ª) Alteração: desequilíbrio energético
2ª) Alteração: desequilíbrio fisiológico ou funcional
3ª) Alteração: anatômica
Exemplos: câncer no seio, úlcera gástrica...
Por essa razão não basta somente tratar da doença, deve ser tratada a sua causa quem tem sua origem inicial no desequilíbrio energético de algum órgão do corpo.
Quando o nosso Ch’i (energia) está estagnando e não flui perturba a nossa consciência e o nosso bem-estar, gerando o processo de adoecimento. Por isso o Ch'i equilibrado melhora nossa fisiologia orgânica e aumenta nossa imunidade.
Com isso a pessoa tem uma vida mais saudável e equilibrada.
Mas por que acontece isso?
Porque segundo a MTC, os órgãos do corpo estão relacionados ao que sentimos:
- A energia do coração se relaciona com a alegria e ansiedade;
- A energia do pulmão se relaciona com a depressão e a tristeza;
- A energia do fígado se relaciona com a raiva e o rancor;
- A energia do rim se relaciona com o medo e o pânico;
- A energia do baço-pâncreas se relaciona com a racionalização e a preocupação
Vamos tomar como exemplo a úlcera gástrica. Para acontecer essa alteração anatômica, teve que acontecer em primeiro lugar uma alteração energética do baço-pâncreas, órgão relacionado ao sentimento de racionalização e preocupação.
Se a causa não for tratada, o problema pode se transferir para um outro órgão de choque e a pessoa adquirir por exemplo síndrome do colo irritável.
Como a manifestação fisiológica acontece antes da anatômica, é comum a pessoa fazer um exame de endoscopia, por exemplo, e o diagnóstico dar negativo, embora a pessoa já esteja doente. Isso porque o exame não detectou os dois primeiros estágios.
Mas como tratar então?
Dieta saudável, uma boa noite de sono, atividade física, contato com a natureza ou um final de semana num paradisíaco hotel-fazenda e qualquer atividade que o ajude a harmonizar o seu mundo interior é o caminho.
A filosofia da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é uma filosofia de harmonia em relação ao nosso ser. Antes de tudo isso, a MTC trabalha um conceito comportamental com os seguintes elementos: simplicidade, gratidão, o momento presente e a ausência de desejo ou expectativa. Esses elementos quando presentes ou ausentes no cotidiano, refletem respectivamente o que é de fato viver bem e viver mal. Explico.
Por que as pessoas vivem mal?
As pessoas vivem mal porque assumem muitas obrigações e cada uma dessas obrigações gera excesso de expectativa em relação a: vencer, ganhar na vida, ter bens materiais, glória, honra, nome, prestígio...
Por tudo isso se paga caro. Para se viver bem assumem muitas obrigações, pois adquirir esses bens traz o ilusório conceito de felicidade. O preço que se paga para se "viver bem" acaba sacrificando outros bens, como a harmonia entre você e o mundo que o cerca.
Por exemplo, um indivíduo para ser presidente de uma empresa se mata de trabalhar. Assim, viver acaba se tornando uma obrigação e um peso nas costas, tudo em função da expectativa que a pessoa atingiu e agora deseja manter.
O que é preciso para se viver bem?
É preciso se voltar para o conceito do mundo interior. As pessoas se esquecem de vivenciar a gratidão. O simples fato de se estar respirando a plenos pulmões já é uma grande dádiva.
O conceito de se viver bem reside na simplicidade: um prato de comida bem preparado, uma cama limpa e seca, sem essa expectativa ou desejo de querer ter sempre mais e mais, é o suficiente para transformar o simples ato de viver numa tarefa mais fácil.
Isso não significa que não se deva buscar suas conquistas, que não se deva deixar de lutar, mas sim, lutar sem querer cobrar resultados ou se punir pelo resultado não alcançado.
Por exemplo, você conquistou um Fiat Uno 2009, não sofra pelo Mercedes que não conseguiu comprar agora; curta o que você conquistou. Novamente está aí o exercício da autovalorização e gratidão.
Ambição, talento, autoconhecimento e autoconfiança
Não tenha ambição acima de seu talento. Quando seu talento não alcança a sua ambição, você sofre por causa da expectativa gerada. Se você não tem talento para ser um pianista que dá concertos internacionais, agradeça por ter o dom de tocar para você ou para os amigos; se não tem como chegar na presidência da empresa, contente-se com o cargo de chefia. Isso não significa conformismo ou modéstia, mas sim saber valorizar e agradecer pelas suas conquistas. Mas se você tem autoconfiança e certeza que dá para chegar lá; se você tem aquele 'insight' tipo 'eu posso', vá em frente, mas sem se apegar aos resultados.
A pessoa que tem autoconhecimento sabe trabalhar melhor o seu próprio caminho e não deixa a ambição e a vaidade tomarem o lugar dela.
Preste atenção no ar que você respira, viva o momento presente, por isso esse momento tão precioso é chamado de presente, aprecie a flor de um jardim, saboreie cada refeição. E agradeça a Deus sempre por você ser quem você é e ter o que você tem. Seu amor à vida ira aumentar e, como já disse, será mais fácil viver.
Tratamento pela MTC
- Acupunturura, Lien Ch’i, fitoterapia, dietoterapia, meditação
Obs: Esses tratamentos podem ser aliados à psicoterapia

Origem do medo no cérebro aponta rota para tratamento de fobias

"Os sinais de perigo que vêm do interior do corpo podem provocar uma forma muito primitiva de medo, mesmo na ausência do funcionamento da amígdala."
Medo no cérebro
A ideia de que o cérebro humano é dividido em áreas muito especializadas, com funções específicas, acaba de receber mais um duro golpe.
Uma dessas associações mais conhecidas é aquela que propõe que o medo se originaria nas amígdalas.
As amígdalas cerebelosas são duas estruturas arredondadas, com cerca de dois centímetros de diâmetro, formadas por neurônios da chamada substância cinzenta, alojadas profundamente no cérebro.
De fato, vários exames têm associado uma atividade nas amígdalas em situações de medo, mas também em processos ligados à sociabilidade.
Pânico
Agora, cientistas demonstraram que, embora possam ter seu papel na emoção básica, as amígdalas não são os únicos gatilhos do medo.
Para isso, eles analisaram detalhadamente o cérebro de uma paciente levada ao pânico durante um experimento - só que a paciente possui uma anomalia rara, chamada doença de Urbach-Wiethe, que danifica as amígdalas.
Segundo a teoria tradicional, ela deveria ser incapaz de sentir medo.
Mas os danos à estrutura em seu cérebro não impediram que ela não apenas sentisse medo, mas que seu medo chegasse ao nível que os médicos categorizam como "terror".
"Esta pesquisa mostra que o pânico, ou o medo intenso, é induzido fora da amígdala," resume o Dr. John Wemmie, coordenador do estudo. "Isto pode ser uma parte fundamental da explicação de por que as pessoas têm ataques de pânico."
Segundo ele, a descoberta dessa nova rota que o medo segue no cérebro pode se tornar um alvo para tratamentos de ataques de pânico, síndrome do estresse pós-traumático e outras condições relacionadas à ansiedade.
A rota do medo no cérebro inclui o tronco cerebral e o diencéfalo, ou córtex insular.
Tratamento de fobias
No experimento, a paciente não sentiu medo de nada externo, incluindo a aproximação de cobras e aranhas, filmes de terror, casas mal-assombradas e nenhuma outra ameaça que os pesquisadores puderam imaginar.
Mas ela entrou em pânico ao se deparar com "ameaças internas", como um sufocamento, a sensação de que não seria mais capaz de respirar.
"As informações do mundo exterior são filtradas através da amígdala, a fim de gerar o medo," reconhece Justin Feinstein, o idealizador do experimento com as ameaças internas.
"Por outro lado, os sinais de perigo que vêm do interior do corpo podem provocar uma forma muito primitiva de medo, mesmo na ausência do funcionamento da amígdala," acrescenta.
É essa forma primitiva de medo, sem a ameaça presente, que está atraindo a atenção dos pesquisadores, uma vez que essa é tipicamente a situação de muitas fobias, que persistem mesmo anos depois de a ameaçada ter desaparecido.

Sono melhor pode reduzir deterioração da memória, diz estudo

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130129_sono_memoria_mv.shtml
James Gallagher-Da BBC News
Melhorar o sono pode deter declínio da memória, diz estudo
Um estudo divulgado na publicação científica Nature Neuroscience sugere que ter um bom sono pode reduzir a deterioração da nossa memória à medida que envelhecemos.
Até antes da pesquisa, os cientistas já sabiam que tanto o cérebro quanto o corpo sofrem desgaste com o tempo, mas não se sabia ao certo se as mudanças no cérebro, sono e memória eram sinais distintos do envelhecimento ou se haveria uma conexão profunda entre eles.
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Mas a pesquisa, feita por cientistas da University of California, Berkeley, indicam que mudanças que ocorrem no cérebro com a idade prejudicam a qualidade do sono profundo, o que, por sua vez, diminui a capacidade do cérebro de aprender e armazenar memória.
Com base nessas conclusões, a equipe pretende agora testar formas de melhorar o sono para interromper o declínio da memória.
Experimentos
Trabalhando com um grupo de 36 voluntários - metade dos quais com idade em torno de 20 anos e outra metade com cerca de 70 anos - os especialistas fizeram uma série de experimentos.
Primeiro, a equipe constatou que era capaz de prever a quantidade de sono profundo (o chamado sono de ondas lentas) que o participante teria com base nas condições de preservação de uma região do seu cérebro chamada córtex pré-frontal médio.
Essa parte do cérebro é essencial para que a pessoa consiga entrar no estágio de sono profundo, mas com a idade ela tende a se deteriorar.
Em seguida, os especialistas demonstraram que a quantidade de sono profundo podia ser usada para prever quão bem as pessoas se sairiam em testes de memória.
Os pacientes jovens, que conseguiam obter sono de boa qualidade em abundância, tiveram melhor desempenho nos testes do que os participantes mais velhos, cujo sono tinha qualidade inferior.
Matthew Walk, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse à BBC que, "vista em conjunto, a deterioração do cérebro leva à deterioração do sono que produz a deterioração da memória (geralmente solidificada na fase de sono REM, ou de movimentos rápidos dos olhos)".
"O sono de ondas lentas é muito importante para solidificar novas memórias que você aprendeu recentemente. É como clicar o botão 'salvar' (no computador)", ele explicou.
A equipe disse não ser capaz de restaurar a região do cérebro desgastada pela idade, mas espera que algo possa ser feito em relação ao sono.
Por exemplo, é possível melhorar a qualidade do sono estimulando a região certa do cérebro com eletricidade durante a noite, os especialistas explicaram.
Estudos demonstraram que essa técnica pode melhorar o desempenho da memória em jovens. Agora, os pesquisadores querem iniciar testes também com pacientes mais velhos.
"Você não precisa restaurar as células do cérebro para restaurar o sono", disse Walker. Ele disse que a técnica é uma forma de fazer o sistema "pegar no tranco".
Demência
Em pacientes com demência, os sintomas associados à morte das células do cérebro - como sono ruim e perda de memória - são muito piores do que no envelhecimento normal.
Alguns estudos sugerem que exista um vínculo entre sono e demência. Um relatório divulgado na publicação científica Science Translational Medicine apontou para a possibilidade de que problemas de sono sejam um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.
O médico Simon Ridley, da entidade beneficente Alzheimer's Research UK, disse que são necessários mais estudos para confirmar ou não essa conexão.
"Cada vez mais evidências vinculam alterações no sono a problemas de memória e demência, mas não está claro se essas mudanças seriam uma causa ou consequência".
"As pessoas estudadas aqui foram monitoradas por um período muito curto e o próximo passo poderia ser investigar se a falta de sono de ondas lentas também pode ser relacionada ao declínio de memória a longo prazo".