sexta-feira, 1 de março de 2013

Por que nosso corpo armazena gordura quando comemos à noite?

A glicose é convertida em gordura principalmente durante a fase inativa, e usada como energia e para a construção de outros tecidos durante a fase de alta atividade
Ritmo circadiano
Os cientistas já demonstraram que o horário das refeições é tão importante quanto o que você come.
Uma das hipóteses para essa relação é que a atividade da insulina é controlada pelo relógio biológico, ou ritmo circadiano do corpo.
Mas faltava comprovar definitivamente uma relação causal em toda a cadeia de eventos que vai desde o comer fora de hora até o acúmulo de gordura no organismo.
Owen McGuinness e seus colegas da Universidade Vanderbilt (EUA) afirmam agora ter comprovado uma conexão entre a atividade da insulina e nosso ritmo circadiano.
Isso sugere que uma quebra sistemática em nosso ritmo biológico pode levar à obesidade, aumentando o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.
Insulina e resistência à insulina
Nos últimos anos, vários estudos têm encontrado uma série de ligações entre o funcionamento do relógio biológico do corpo e vários aspectos do metabolismo, os processos físicos e químicos que fornecem energia e produzem, mantêm ou destroem tecidos.
Geralmente se assume que estas variações são causadas em resposta à insulina, que é um dos mais potentes hormônios metabólicos.
No entanto, ninguém tinha realmente comprovado que a ação da insulina segue um ciclo de 24 horas, ou o que acontece quando o relógio circadiano do corpo é interrompido.
A insulina, que é produzida no pâncreas, desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo das gorduras e carboidratos. Quando comemos, nossa digestão decompõe os carboidratos nos alimentos em glicose, um açúcar simples, que é absorvido para a corrente sanguínea.
Um excesso de glicose no sangue é tóxico, por isso um dos papéis da insulina é estimular a transferência da glicose para nossas células, removendo assim o excesso de glicose no sangue.
Especificamente, a insulina é necessária para mover a glicose para as células do fígado, músculos e tecido adiposo. Ela também bloqueia o processo de queima de gordura para obter energia.
A ação da insulina - a capacidade do hormônio para remover a glicose do sangue - pode ser debilitada por uma série de fatores, um fenômeno denominada de "resistência à insulina", porque o corpo passa a resistir à ação normal da insulina.
Comer na hora certa
Os cientistas descobriram que os animais de laboratório - que são noturnos, com um ritmo circadiano que é um espelho exato do humano - são relativamente resistentes à insulina durante seus momentos de sono e inatividade.
Mas eles se tornam mais sensíveis à insulina - mais capazes de retirar glicose do sangue - durante a fase de alimentação e atividade no seu ciclo de 24 horas.
Como resultado, a glicose é convertida em gordura principalmente durante a fase inativa, e usada como energia e para a construção de outros tecidos durante a fase de alta atividade.
"É por isso que é bom comer durante o dia... e não comer nada entre o jantar e café da manhã," diz Carl Johnson, coautor do estudo.

Alimentos que reduzem a ansiedade

http://www.alimentando.net/2011/11/alimentos-que-reduzem-ansiedade.html
Derivado do grego Anshein, o termo ansiedade significa oprimir, sufocar. Esse sentimento pode ser descrito como um distúrbio decorrente de um mau funcionamento mental caracterizado por sintomas de aflição e inquietação que atingem todo o corpo. Sentir ansiedade está relacionado com a vida agitada das grandes metrópoles e diversos estudos têm comprovado que as condições de trabalho estão diretamente relacionadas com os níveis de ansiedade encontrados entre os trabalhadores.
Se você é uma pessoa ansiosa e sente dificuldade em manter a calma, saiba quais alimentos devem ser consumidos para amenizar os efeitos proporcionados por esse distúrbio.
Frutas cítricas: os principais representantes deste grupo são: laranja, limão, abacaxi, caju, lima e acerola. Essas frutas são fontes de vitamina C e diversas pesquisas têm associado o consumo dessa vitamina com a diminuição da secreção de cortisol. O cortisol é um tipo de hormônio presente na resposta ao estresse, sendo assim, torna-se responsável pela ativação do corpo em situações de perigo, promovendo um aumento da pressão arterial e da glicose circulante.
#Ovos, leite e derivados: esses alimentos são fontes do aminoácido trptofano. Diversos estudos comprovaram que o consumo de alimentos ricos nesse aminoácido auxilia no combate aos sintomas da ansiedade. Especialistas afirmam que o triptofano aumenta a secreção de serotonina pelo cérebro, promovendo assim, relaxamento e bem-estar.
#Carnes e peixes: esses alimentos fornecem além de triptofano, vitamina B3 e magnésio. Esses nutrientes quando em conjunto, promovem um aumento da produção de serotonina. A serotonina é um tipo de neurotransmissor que além de controlar os níveis de ansiedade, estimula o sono e melhora o humor.
#Banana: nessa fruta encontramos consideráveis quantidades de potássio, magnésio e biotina. Esses nutrientes favorecem o repouso e sono, garantindo de maneira eficaz o alcance do esperado descanso diário.
#Pão, arroz, aveia, massas, batata, mel, uvas ou maçãs: todos esses alimentos são fontes de carboidratos do tipo simples. Pesquisas demonstraram que o consumo desse tipo de carboidrato aumenta os níveis de glicose sanguínea e, consequentemente, favorece o aumento da sensação de bem-estar, disposição e prazer.
#Espinafre: rico em potássio e ácido fólico, esse vegetal atua no combate à depressão. Estudos demonstram que tanto o potássio, quanto o ácido fólico, além de combaterem a depressão auxiliam na regulação de componentes do sistema nervoso.
#Alface: pesquisas revelam que substâncias como o folato e a lactucina, presentes na alface, ajudam no controle da irritação, diminuem o cansaço e promovem efeito calmante quando consumidas em quantidades desejáveis.
Além de incluir esses alimentos na dieta é importante tomar outros cuidados, visto que, especialistas alertam que o consumo excessivo de açúcar refinado, café, fast food, sal e álcool podem agravar o quadro de ansiedade.
Fonte: Nutrição em Foco - Kamila Victor