terça-feira, 5 de março de 2013

Depressão será a doença mais comum no mundo em vinte anos

Jussara Penna
O conhecido médico brasileiro Drauzio Varella afirmou recentemente que nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum no mundo. Esta enfermidade que está associada ao estilo de vida moderno, pode atingir qualquer faixa etária, raça, ou classe social.
E para a Organização Mundial da Saúde (OMS) esta moléstia ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam neste pouco tempo, constituindo uma doença epidêmica, em alguns casos, de acordo com a Classificação Internacional das Doenças, pode ser identificada como crônica.
Atualmente, este estado de melancolia e falta de motivação para fazer o que antes lhe dava prazer atinge mais de 450 milhões de pessoas, segundo a própria OMS e, apenas no Brasil, existem mais do que 15 milhões de pessoas depressivas.
Para o médico cirurgião José Moromizato, esta moléstia possui sintomas parecidos com virose e não há um motivo concreto para explicar o porquê da doença, que pode ser causada por uma perda amorosa muito grande, vida financeira sem sucesso, falta da companhia de amigos, entre outros. As causas da depressão são inúmeras, mas o estresse, é a maior delas.
De acordo com o médico, para diagnosticar a enfermidade, é preciso de imediato realizar o exame físico, pois entre os maiores sintomas são falta de energia, dificuldade de concentração, insônia ou sono em excesso, problemas no estômago ou na digestão, sentimento de desesperança, mudança no apetite e tentativa de suicídio.
"Se uma doença física for descartada, o médico deverá encaminhar o paciente para um psicólogo ou para um psiquiatra. Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para o caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos", enfatiza.
Na opinião do médico Drauzio Varella, a terapia é um dos métodos mais efetivos que existe para tratar doenças psicossomáticas. "Durante as sessões com um psicólogo o doente começa a entender seus comportamentos, emoções, ideias, identificando o que lhe incomoda", afirma.
No entanto, outra alternativa de tratamento para a depressão é praticar exercícios físicos.
Muitas pessoas,mulheres e homens bonitos e bem sucedidos, que desfilam nas academias, em muitos casos não estão ali em busca do corpo perfeito, mas para amenizar ou acabar com os efeitos desta "doença da alma".
Num mundo com tanta gente afetada pela depressão, especialistas revelam que os cuidados com o corpo deixam de ser apenas vaidade e tornam-se parte importante no tratamento para o resgate da qualidade de vida.
Para muitas pessoas que sofrem desse mal, o exercício físico é considerado um elemento importante no tratamento. E o mais saudável. Já que se sabe que o consumo de medicamentos aumentou em 50%.
Abaixo, alguns tratamentos alternativos que tambem ajudam na cura da depressão:
A Dançaterapia que busca utilizar os recursos artísticos, educacionais e terapêuticos da dança, ajudando a pessoa a se encontrar, descobrir novos caminhos e superar desafios. Além disso, preserva e energia e o equilíbrio do ritmo interno do corpo, com o principal objetivo de integrar pessoas de todas as idades. Melhora a autoestima, atenção, concentração, coordenação, aprendizagem e socialização. Resumindo, Dançaterapia é convivência, é consciência do corpo, suas possibilidades (habilidades e talentos) e seus limites.
A Quick Massage é uma outra opção que alivia o estresse acumulado no pescoço e nos ombros, desconforto muito comum para muitas pessoas que trabalham praticamente o dia todo sentadas. A parte emocional também quando não está em equilíbrio também pode alterar a postura causando descompensações e como consequência causando dor.
O Reiki também atua nas partes física, emocional, mental e espiritual de nossas vidas. Durante a aplicação do reiki, a energia que vem através de um portal que se abre quando é feita a introdução das mãos, esta energia pode ir até a origem do problema, mesmo que a origem esteja no passado (nesta vida ou em outra) curando traumas, reprogramando o futuro e libertando a pessoa no presente.
O método Hatha Yoga trabalha integrando as técnicas Asanas (posturas corporais), Pranayama (exercícios respiratórios) , concentração, relaxamento e meditação. A prática integrada desses exercícios promovem o bem estar físico, vitalidade, flexibilidade e equilíbrio. Os exercícios respiratórios ajudam a expandir a nossa capacidade pulmonar, acalma a mente, além de ser um instrumento poderoso que nos ajuda a entrar em contato com a nossa natureza íntima. A sua prática leva a maior concentração, relaxamento e bem estar, o que favorece a autoestima e baixa a ansiedade.
Uma das terapias mais procuradas é a Meditação que tem como objetivo final familiarizar-se com o nosso mundo interno, aquietar a nossa mente para que possamos reconhecer a nossa natureza interior e a nossa essência. A partir disso, podemos perceber como funcionamos, quais são os nossos padrões de pensamentos e necessidades e partir disso, é possível nos transformar. Os benefícios são inúmeros: concentração e relaxamento que conduzem ao autoconhecimento e à autotransformação.

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, alerta pesquisador

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito&id=8605
Mudança no "hardware" do cérebro só terão benefícios se houver uma mudança no "software", na mente do paciente, algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.
Cérebro e Mente
Os médicos precisam reconsiderar a forma como estão prescrevendo antidepressivos.
Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal.
Mas essa mudança no "hardware" do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no "software" - na mente do paciente - algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.
O alerta contundente está sendo feito pelo renomado neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Plasticidade cerebral
Trata-se de uma posição surpreendentemente franca, principalmente vinda de um neurocientista respeitado mundialmente.
Afinal, milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.
Será então que um sistema tão amplamente aceito poderia estar totalmente errado?
É exatamente isso que mostram estudos recentes na área.
Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si sós.
Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.
Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais.
Reconectando as ligações do cérebro
Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por "falsas conexões" no cérebro podem ser tratadas - por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.
A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas, enquanto a psicoterapia sozinha obtém resultados de curta duração. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.
"Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas," disse o pesquisador.
A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.
O estudo de Castrén chamou a atenção das autoridades de saúde europeias, que lhe derem um financiamento de €2,5 milhões para detalhar suas descobertas.