terça-feira, 19 de março de 2013

Música do cérebro alerta iminência de ataques epilépticos

Com informações do ISGTW
Ouvir a melodia da sua mente, o ritmo do seu cérebro, a sinfonia das suas sinapses, as notas dos seus neurônios, deixou de ser licença poética.
Sinfonia das sinapses
Há pouco mais de um ano, neurocientistas descobriram que nosso cérebro toca música, alterando completamente a visão que se tinha da atividade neural.
É verdade que ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar, mas a transformação das ondas cerebrais em música deu resultados muito práticos, permitindo descobrir, por exemplo, que o cérebro controla nossos movimentos usando ritmos musicais.
Assim, ouvir a melodia da sua mente, o ritmo do seu cérebro, a sinfonia das suas sinapses, as notas dos seus neurônios, deixou de ser licença poética - na verdade, criou-se uma área inteiramente nova de pesquisas, conhecida como sonificação, aplicada às neurociências.
Agora, pesquisadores italianos descobriram que os ritmos musicais do cérebro preveem com precisão a iminência de ataques epilépticos.
Sonificação de dados
Os sinais cerebrais são lidos através de exames de eletroencefalografia (EEG), colocando-se eletrodos no couro cabeludo de modo a medir as flutuações de tensão resultantes da corrente iônica que flui dentro dos neurônios do cérebro.
O resultado sai na forma de linhas em um gráfico, semelhantes às que se vê em um sismógrafo, que mede a intensidade de terremotos.
Por outro lado, usando uma ferramenta de sonificação de dados, as linhas e pontos dos gráficos são transformados em notas e tons musicais.
Isto permitiu que os Massimo Rizzi e seus colegas do Instituto Mario Negri previssem as crises epilépticas iminentes simplesmente detectando "desafinamentos" na música cerebral.
Usando supercomputadores para analisar a grande quantidade de dados geradas pelos exames, o grupo pretende agora isolar sons específicos, que eles chamam de marcadores, que indiquem a iminência dos ataques.
Segundo eles, é muito difícil encontrar os sinais característicos nos próprios gráficos, enquanto qualquer pessoa pode detectar uma nota errada ou uma variação na música sem qualquer treinamento.
Computação distribuída
O grande desafio para os estudos de sonificação é que a análise dos dados é intensiva em processamento, exigindo o uso de supercomputadores.
Graças ao aspecto promissor dessa área emergente no campo das neurociências, pesquisadores europeus lançaram uma plataforma de transmissão de dados de alta velocidade e computação distribuída que está permitindo que os médicos trabalhem os dados de suas próprias instituições.
Foi esta infraestrutura que permitiu a descoberta anunciada pelos pesquisadores italianos.
"Usando este portal, os pesquisadores trabalhando em hospitais poderão se beneficiar das técnicas de sonificação que implementamos sem ter que instalar qualquer software, e escondendo totalmente a complexidade de usar uma infraestrutura de computação distribuída," disse Domenico Vicinanza, um dos idealizadores do projeto.

Alergias

Cerca de um em cada cinco adultos e crianças e, provavelmente, um em cada três com problemas comportamentais são sensíveis ou têm reacções alérgicas a alimentos comuns, como leite, trigo, levedura e ovos. No entanto, o conhecimento de que as alergias aos alimentos e a substâncias químicas podem afectar negativamente o humor e o comportamento em crianças tem sido divulgado, e ignorado, durante muito tempo.
Na década de 80, os investigadores descobriram que as alergias podem afectar qualquer sistema no corpo, incluindo o sistema nervoso central - um resultado confirmado por testes recentes, duplamente cegos e controlados. As alergias podem causar uma grande variedade de sintomas, desde fadiga, diminuição da velocidade de processamento do pensamento, irritabilidade e agitação, a comportamento agressivo, nervoso, ansiedade, depressão, PHDA, autismo, hiperactividade e distúrbios de aprendizagem.
Por vezes um teste de alergia alimentar IgG pode identificar algum tipo de alimento, que este removido da alimentação, poderá aumentar a sociabilidade, digestões mais fáceis, função intestinal mais regular e ausência por exemplo de dores de barriga.
Em crianças susceptíveis, este tipo de sintomas pode ser causado por uma variedade de substâncias, embora muitas tenham reacções a alimentos ou a aditivos alimentares comuns. Algumas crianças, especialmente as que sofrem de hiperactividade ou PHDA(perturbação de hiperactividade e défice de atenção), podem também reagir aos salicilatos - um componente normal de muitos alimentos saudáveis.
A prova mais convincente dos efeitos generalizados das aler¬gias vem de um estudo cruzado, duplamente cego e controlado por placebo, bem conduzido pelo Dr. Joseph Egger e pela sua equipa, que estudaram 76 crianças hiperactivas, de modo a descobrir se a alimentação podia contribuir para os problemas de comportamento. Os resultados mostraram que 79 por cento das crianças testadas reagiram de modo adverso aos corantes artificiais e aos conservantes alimentares, principalmente à tartarazina e ao ácido benzóico, que produziram uma deterioração marcada no comportamento.
No entanto, Egger descobriu que nenhuma criança reagia ape¬nas a estes. Na realidade, descobriram-se 48 alimentos diferentes que produziam sintomas nas crianças testadas. Por exemplo, 64 por cento reagiram ao leite de vaca, 59 por cento ao chocolate, 49 por cento ao trigo, 45 por cento às laranjas, 39 por cento aos ovos, 32 por cento aos amendoins e 16 por cento ao açúcar. Um ponto interessante foi descobrir que o comportamento das crianças não foi a única coisa que melhorou após a mudança nas suas dietas. A maioria dos sintomas associados também diminuiu considera¬velmente, incluindo as dores de cabeça, os ataques, o desconforto abdominal, a rinite crónica, as dores nos membros, as erupções de pele e as úlceras na boca. Outros estudos revelaram resultados semelhantes.
Estes estudos são bons exemplos de como os problemas criados pelas alergias produzem, frequentemente, uma variedade de sinto¬mas físicos e mentais que afectam muitos sistemas do corpo. Além disso, as alergias são específicas de cada indivíduo, do mesmo modo que os sintomas que causam.
Alergias, intolerância ou sensibilidade?
Hoje em dia, as pessoas usam as expressões «alergias alimentares», «intolerância alimentar» e sensibilidade alimentar indiscriminadamente. Qual é então a diferença entre elas? A definição clássica de alergia é simplesmente reacção física exagerada a uma substância, em que o sistema imunitário está claramente envolvido. O sistema imunitário, ou seja, o sistema de defesa do corpo, tem a capacidade de produzir «marcadores» para substâncias de que não gosta, sendo o exemplo clássico um anticorpo de nome IgE (imunoglobulina tipo E). Quando os alimentos contendo o alergénico são digeridos, este entra na corrente sanguínea encontra o marcador IgE, desencadeando a libertação de químicos (veja a figura abaixo).
Estes incluem a histamina, que causa os sintomas clássicos da alergia - erupções de pele, febre dos fenos, renite, sinusite, asma, eczema e anafilaxia (uma reacção em que a garganta e a boca incham e se dá um ataque greve de asma, às vezes acompanhado por uma erupção de pele, rápida descida da pressão sanguínea, pulsação irregular e perda de consciência).
leia mais:http://www.int-medicine.com/Admin/Alergias.aspx