sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mercúrio liberado por lâmpadas fluorescentes compactas pode exceder níveis seguros

Embora gastem menos energia, as lâmpadas fluorescentes compactas possuem mercúrio em seu interior, sem contar os metais pesados presentes nos seus circuitos eletrônicos.
Verde perigoso
As lâmpadas fluorescentes compactas são largamente associadas com um comportamento mais verde e mais ecologicamente correto.
A sua grande vantagem é que elas gastam menos energia.
A sua grande desvantagem dessas lâmpadas - também conhecidas como lâmpadas PL - é que cada uma delas tem mercúrio em seu interior, um metal pesado com pesadíssimos efeitos sobre a saúde humana.
Apesar da quantidade de mercúrio em cada lâmpada individual não ser grande, o risco pode ser maior do que considerado até agora.
Liberação contínua de mercúrio
O problema é que, uma vez quebrada, uma lâmpada fluorescente compacta libera vapor de mercúrio continuamente no ar - durante semanas e até meses.
E o valor total dessa emissão pode exceder os níveis seguros de exposição humana em lugares com pouca ventilação.
A conclusão é de dois pesquisadores da Universidade de Jackson, nos Estados Unidos.
Quando um lâmpada PL se quebra
A quantidade de mercúrio (Hg) que vaza de uma única lâmpada PL quebrada é menor do que o nível permitido pela legislação. Por isso, essas lâmpadas não são consideradas resíduos perigosos quando descartadas.
No entanto, Yadong Li e seu colega Li Jin descobriram que a quantidade total de vapor de mercúrio liberado de uma lâmpada compacta quebrada ao longo do tempo pode ser superior ao valor considerado seguro para a exposição humana.
Como as pessoas podem facilmente inalar o mercúrio em vapor, os autores sugerem a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação adequada do ambiente onde o acidente se deu.
Eles defendem ainda o uso de embalagens adequadas para as lâmpadas queimadas para minimizar o risco de quebra das lâmpadas fluorescentes compactas e para reter vapor de mercúrio se elas se romperem, limitando a exposição humana ao metal pesado.
Quantidade de mercúrio nas lâmpadas PL
Testes com oito diferentes marcas de lâmpadas fluorescentes compactas, de quatro potências diferentes, revelaram que o conteúdo de mercúrio varia significativamente de marca para marca e, dentro de cada marca, com a potência da lâmpada.
"Este trabalho contém uma análise holística impressionante dos riscos potenciais associados com a liberação de mercúrio das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e aponta para potenciais ameaças à saúde humana, que nem sempre têm sido consideradas," afirmou Domenico Grasso, da Universidade de Vermont, que não esteve envolvido com a pesquisa.
"O conteúdo de mercúrio nas lâmpadas fluorescentes compactas varia significativamente entre os fabricantes. Para as lâmpadas fluorescentes espirais mais populares, de 13 W, a quantidade total de mercúrio varia de 0,17 a 3,6 mg por lâmpada," escrevem os cientistas.
Cuidados
Eles argumentam que os testes usados pelas autoridades de saúde não conseguem captar todo o risco potencial das lâmpadas compactas porque elas "liberam vapor de mercúrio continuamente quando se quebram.
A emissão pode durar semanas e até meses, e a quantidade total de mercúrio que pode ser liberado em vapor a partir das lâmpadas fluorescentes compactas mais novas muitas vezes pode exceder 1.0 mg," afirmam.
"Como o vapor de mercúrio pode ser facilmente inalado pelas pessoas, a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação suficiente dos locais com ar fresco são fundamentais para proteger as pessoas de danos em potencial," concluem.

O que é Medicina Integral?

http://www.arzt.com.br/
A concepção de integração e mudança está na base do processo de conhecimento da Medicina Integral. Nesse sentido, saúde é definida como capacidade do indivíduo interagir e ser capaz de dar respostas integradoras.
Mas, a Medicina Integral vai além e admite que o ser vivo é, em última análise, o resultado do seu processo integrativo e, assim, aprofunda a discordância com a corrente hegemônica na biologia e na medicina, que o concebe como resultante do seu material genético (genótipo). A Medicina Integral não despreza a importância do fator genético, apenas o redimensiona em relação ao fenótipo, lido como processo integrativo.
Na verdade, o indivíduo expressa apenas parte do seu potencial genético (5%), e essa expressão se dá, em grande medida, a partir dos seus processos integrativos, como a alimentação, o estilo de vida, cultura, interrelação pessoal, etc, como se pode comprovar nos estudos com gêmeos univitelinos. Nessa perspectiva, incorporamos a possibilidade de modular ou regular expressões genéticas que levam ao adoecimento.
O ser humano, além de interagir no plano biológico e ecológico como todo ser vivo, também o faz nos planos antropologicocultural e psico-espiritual. Portanto, a participação dos fatores genéticos (alteração estrutural do gen) no processo do adoecimento humano, seria bastante limitada, diante de situações fenotípicas (modulação do gen) como a poluição ambiental, as alergias, a dietética imprópria, o fumo, o alcool, as drogas, a violência social e familiar, o stress, etc.. Aliás, a medicina integral com essas concepções antecipou-se ao recente e promissor campo da Epigenética – ramo recente da ciência biológica que é definido como: "o estudo das mudanças hereditárias na função dos gens sem a mudança da sequência do DNA".
A Medicina Integral ao admitir a complexidade e a peculiaridade de cada indivíduo, assume o desafio de construir um conhecimento centrado na singularidade do indivíduo, caminhando, assim, no sentido oposto ao da medicina oficial, que valoriza os mecanismos gerais e os processos de enquadre do indivíduo em generalidades, como é o caso da diagnose da doença como entidade (ciência das doenças).
No plano da prática médica, o termo integral ganha o significado de integração, sem busca de hegemonia ou dominância, dos mais variados conhecimentos sobre o processo do adoecer humano e sobre a terapêutica. Integra na questão do adoecer humano tanto os saberes que privilegiam a estrutura (medicina anatômica e celular), quanto os centrados na função/padrão de desequilíbrio (medicinas tradicionais, medicinas funcionais, medicina de bioinformação), sem os maniqueismos da ideologia científica.
Na questão da terapêutica, acolhe e integra as contribuições das culturas e da experiência humana na tarefa de aliviar o sofrimento e restabelecer a capacidade do ser interagir e dar respostas integradoras/harmônicas. Nesse sentido, a Medicina Integral assume o caráter eclético.
Em resumo, a Medicina Integral, com o resgate do ser da enfermidade, afirma o seu vínculo radical com o humanismo médico, com a superação da dicotomia mente-corpo recupera o holismo, com a concepção microcósmica do homem afirma a sua filiação ao pensamento sistêmico/ecológico. Tudo isso orientado pela noção clara de que a medicina é uma doutrina/arte de inequívoca filiação ética, num claro contraponto ao pensamento que a concebe enquanto uma disciplina científica.
“Eu digo a você: uma pessoa que não sabe a verdade é simplesmente um tolo,mas aquele que conhece a verdade e a trata como uma mentira, esse é um criminoso.” Bertolt Brecht, A Vida de Galileu
 Missão
Resgatar a tradição médica centrada no papel subsidiário do médico, ao admitir que quem cura é o organismo e a Natureza. O médico deveria essencialmente dar suporte aos processos de cura realizados pelo próprio organismo, e compreender as dinâmicas que mantêm a saúde, a coerência e a vida. Isso não tem nada de novo na história da medicina. A medicina sempre foi uma seguidora da natureza (physician: seguidor da physis) ou uma mediadora entre o homem e a natureza (medicare vem de mediar, trazer para o meio/equilíbrio). Entretanto, essa tradição foi rompida, no Século XIX, com a noção de germe específico/doença entidade específica, que permitiu a entrada da química estranha ao organismo (quimioterapia), e criou a medicina centrada na doença que responde à equação: um agente causal - uma doença específica - uma droga.
A partir daí medicina e indústria farmacêutica se dão as mãos para estabelecer a chamada medicina científica. Só recentemente a sociedade começa a tomar consciência para onde estamos sendo levados. A química que a medicina incorporou não foi a química das funções de acordo com Claude Bernard, mas a química estranha, do bloqueio das funções. Os microorganismos, segundo a teoria bacteriana monomórfica de Pasteur e Koch, foram concebidos como ameaças, e não como parte do processo de simbiose que sustenta a vida no organismo e no planeta. Ou seja, a hegemonia do pensamento químico tal como acima descrito, não considera a simbiose, nega-a e por isso se torna uma ameaça à vida nos organismos vivos e no planeta, pois a lógica do uso da química é a mesma na agricultura (agrotóxicos, adubos químicos, transgênicos), na medicina animal, e nos vários campos da relação do homem com seu ambiente. Calcula-se que cerca de 35% dos seres vivos de hoje estarão extintos em 2050. As abelhas estão em processo acelerado de desaparecimento. Em países como EUA e China as abelhas já estão sendo consideradas extintas. Só mesmo a esquizofrenia do nosso tempo pode admitir algum tipo de ufanismo em relação à saúde e à longevidade humanas, diante de evidências tão claras contra a vida. Atos contra a vida em grande medida perpretados pela perigosa química nas mãos não menos perigosas do homem desconectado da vida e da natureza.
* Dr. Eduardo Almeida: Prof. Adjunto do Instituto Saúde da Comunidade da UFF