segunda-feira, 6 de maio de 2013

Temperatura corporal pode ser controlada pela meditação

O monge tibetano Gebchak Wangdrak Rinpoche recebe eletrodos de eletroencefalografia para monitorar seu cérebro durante as sessões de meditação para elevação do calor corporal.
Temperatura corporal central
Que a meditação tem inúmeros benefícios, todo o mundo já sabe.
Mas que tal usar a meditação para viver mais?
Essa possibilidade pode ser real, conforme demonstrou um experimento realizado pela Dra Maria Kozhevnikov, da Universidade Nacional de Cingapura.
Há muito se sabe que animais cuja temperatura corporal interna é diminuída em algumas frações de grau, têm uma vida mais longa:
Infelizmente esse conhecimento não tem valor prático para os seres humanos porque seria inviável baixar a temperatura corporal global de uma pessoa.
O que a Dra. Kozhevnikov comprovou é que é possível controlar a temperatura corporal central usando apenas a mente - por meio da meditação.
Secando lençóis com o corpo
Neste primeiro estudo desse tipo, os pesquisadores se concentraram no movimento oposto, no aumento da temperatura corporal, um mecanismo que pode reforçar o sistema imunológico para que ele se defenda de infecções ou de problemas de imunodeficiência.
A demonstração foi possível com a participação de monges e monjas tibetanos que praticam uma técnica de meditação chamada g-tummo, uma forma de ioga derivada da tradição indiana Vajrayana.
O objetivo do g-tummo é obter um controle total sobre os processos corporais - isso permite, por exemplo, que os monges suportem temperaturas congelantes das altas montanhas tibetanas.
Os pesquisadores coletaram dados durante uma cerimônia no Tibete, onde monjas foram capazes de elevar sua temperatura corporal a ponto de secar lençóis molhados enrolados em torno de seu corpo no clima frio do Himalaia (-25 graus Celsius) - tudo enquanto meditavam.
A equipe documentou aumentos da temperatura corporal central das monjas e monges que chegaram a 38,3 graus Celsius, já na zona febril.
O estudo foi publicado na revista PLoS ONE.
Um segundo estudo, com a participação de cientistas ocidentais, analisou apenas uma técnica de respiração da meditação g-tummo - as monjas também foram capazes de elevar sua temperatura corporal, embora a níveis menores.
Meditação g-tummo
Os resultados do estudo mostraram que aspectos específicos das técnicas de meditação podem ser utilizados por não-meditadores para regular a temperatura do corpo através da respiração e de imagens mentais.
Segundo os pesquisadores, essas técnicas podem permitir que os praticantes se adaptem a ambientes frios, melhorem a resistência a infecções, aumentem o desempenho cognitivo diminuindo o tempo de resposta e reduzam problemas de desempenho associados com a diminuição da temperatura corporal.
Os dois aspectos da meditação g-tummo que conduzem a aumentos da temperatura corporal são a "respiração dos vasos sanguíneos" e a visualização concentrada.
A "respiração dos vasos sanguíneos" é uma técnica de respiração específica que produz a termogênese, que é um processo de produção de calor. A outra técnica, visualização concentrada, envolve focar em uma imagem mental de chamas ao longo da medula espinhal a fim de evitar perdas de calor.
Agora só falta esperar testes que avaliem o efeito oposto, em busca de uma vida mais longa - embora provavelmente seja difícil encontrar monges tibetanos interessados em fazer esforços para baixar sua temperatura, algo que o meio ambiente já faz por eles naturalmente.

Terapias alternativas auxiliam no controle da hipertensão, diz estudo

Uma revisão de estudos feita pela American Heart Association (EUA) aponta que praticar exercícios e realizar terapias alternativas e comportamentais, como meditação e biofeedback, pode reduzir a pressão arterial de forma modesta.
Portanto, essas terapias funcionam como um importante aliado no tratamento convencional da hipertensão, que inclui medicamentos e mudanças na alimentação. Os dados foram publicados dia 22 de abril na revista Hypertension.
Os estudiosos revisaram trabalhos publicados entre 2006 e 2011, incluindo 1.000 estudos sobre terapias comportamentais, procedimentos e dispositivos não invasivos, e três tipos de exercício (aeróbico, de resistência ou musculação e exercícios isométricos).
As pesquisas também examinaram os efeitos do yoga, diferentes estilos de meditação, métodos de biofeedback, acupuntura, respiração guiada, relaxamento e técnicas de redução de estresse.
Analisando os resultados, os cientistas concluíram que os três tipos de exercícios reduziram a pressão arterial, principalmente os isométricos (feitos com halteres) que proporcionaram uma queda de 10% na pressão.
Terapias comportamentais como biofeedback e meditação transcendental também ajudam a baixar a pressão arterial, mas não podem substituir os tratamentos padrão.
Os exercícios guiados de respiração levaram redução da pressão sanguínea quando realizados por sessões de 15 minutos, três a quatro vezes por semana.
Os pesquisadores afirmam que não há dados suficientes que respaldem o uso de outros tipos de meditação, yoga ou acupuntura.
De acordo com os pesquisadores da associação, as abordagens alternativas poderiam ajudar pessoas com níveis de pressão arterial maior que 120/80 mmHg, e aqueles que não toleram ou não respondem bem aos medicamentos convencionais.
No entanto, as terapias alternativas não devem substituir os métodos comprovados de reduzir a pressão arterial - incluindo atividade física, controle do peso, não fumar ou beber álcool em excesso, comer uma dieta baixa em sódio equilibrada e tomar medicamentos, quando prescritos, disse a associação.
Com informações do Yahoo!