quarta-feira, 15 de maio de 2013

Beterraba pode reduzir significativamente a pressão arterial

http://www.procuramed.com/maissaude/alimentacao/beterraba-pode-reduzir-significativamente-a-pressao-arterial/
Os atletas profissionais estão sempre procurando alternativas para melhorar o seu desempenho. Um dos itens que tem despertado interesse ultimamente é o suco de beterraba e a possibilidade de ele auxiliar na velocidade e no fortalecimento muscular.
Há estudos muito competentes, mostrando que beterraba pode ser útil para os atletas, mas, hoje, vamos nos concentrar em outro benefício produzido por esse legume: seu efeito redutor da pressão arterial em hipertensos.
Cerca de 25% dos brasileiros adultos são hipertensos e essa taxa sobe para 50% entre aqueles acima dos 55 anos de idade. Portanto, o consumo da beterraba pode ser uma maneira interessante e simples de controlar a pressão, especialmente, porque muitos desses doentes não a mantêm idealmente controlada.
A hipertensão arterial é responsável por 300 mil mortes por ano no Brasil, devido a derrames e doenças cardiovasculares causadas pelos danos nos vasos sanguíneos.
Médicos pesquisadores do Bart e The London Medical School estudaram 15 homens e mulheres, de meia idade, que tinham hipertensão leve, mas não tomavam nenhuma medicação para o problema. Eles receberam 250 ml de suco de beterraba e a pressão arterial de cada um foi verificada com frequência durante as 24 horas seguintes.
Três horas depois de beber o suco, a pressão deles caiu cerca de 12 mmHg, sendo que essa redução durou mais 3 horas. Em seguida, houve lenta elevação da pressão arterial. Porém, no período avaliado, de 24 horas, ela permaneceu abaixo do valor aferido antes de beberem o suco. Passado um dia inteiro, a redução foi de 8,5 mmHg.
Note-se que os pesquisadores também realizaram a chamada experiência “controle”. Uma dose de 250 ml, de uma bebida similar, contudo, livre do nitrato de beterraba (o ingrediente ativo no suco) foi entregue a voluntários e constatou-se que não houve queda da pressão arterial.
Sim, a substância “secreta” presente no suco é o “nitrato inorgânico”, encontrado no solo e que se concentra, principalmente, em vegetais de raiz, tais como beterraba e rabanete, e folhas verde-escuras, como o espinafre e a rúcula. O nitrato é o componente mais importante da beterraba, responsável ​​pela redução da pressão arterial.
Essa leguminosa, no entanto, também é considerada um vegetal superstar por outra razão: possui um único grupo de antioxidantes chamados betalains, os quais têm fortes propriedades anti-inflamatórias e desintoxicantes.
Se você pode comprar beterraba com as folhas em anexo, melhor ainda, já que os verdes são fontes valiosas de luteína e zeanxanthin, antioxidantes importantes para manter os olhos saudáveis ​​à medida que envelhecemos.
Alguns desses antioxidantes são destruídos pelo calor, por isso, se cozinhar a beterraba, faça-o moderadamente, ou experimente-a crua. Você pode misturar folhas do legume à salada, por exemplo. Para a raiz, cozinhe a vapor levemente e por apenas 15 minutos. Se tiver uma centrífuga, acrescente cenouras e uma maçã, e terá uma bebida potente, saborosa e saudável.
Assim, se você tem pressão arterial elevada, e não consegue mantê-la sob controle, converse com seu médico sobre essa pesquisa. Embora o estudo londrino seja pequeno, pesquisas anteriores mostram redução da pressão arterial como efeito da ingestão da beterraba.
Em outro post, abordaremos a relação entre a beterraba e o desempenho atlético, e explicaremos que nitrogênio age como drogas similares ao Viagra, uma vez que dilata os vasos sanguíneos.

Meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde

New Scientist
"Há muito tempo os cientistas se perguntam por que a meditação tem tantos efeitos positivos."
 Depois de vencerem muitos preconceitos de seus colegas, cientistas já demonstraram que, entre os benefícios da meditação, estão a redução do risco de ataques cardíacos, derrames e da morte por todas as causas.
Uma equipe norte-americana afirmou recentemente que, se a ioga fosse remédio, ela seria o melhor remédio do mundo - a ioga é uma dentre várias técnicas de meditação.
A novidade agora é que se descobriu que a meditação altera a expressão de genes envolvidos com vários processos benéficos à saúde.
E os resultados podem aparecer em minutos, dispensando anos de isolamentos em mosteiros nas montanhas do Tibete.
Estudos anteriores já documentaram mudanças no cérebro quando as pessoas praticam meditação, mas esta é a primeira vez que se demonstra mudanças na expressão dos genes.
Segundos os pesquisadores, esse pode ser o mecanismo principal que poderia explicar os efeitos benéficos relatados da meditação, da ioga e da oração.
Efeitos genéticos da meditação
Herbert Benson e seus colegas do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) analisaram os perfis genéticos de 26 voluntários - nenhum dos quais meditava regularmente - antes de ensinar-lhes uma rotina de relaxamento com duração de 10 a 20 minutos.
As práticas incluíam recitar palavras, fazer exercícios de respiração e tentativas de interromper o fluxo automático de pensamentos.
Depois de oito semanas de meditação diária, o perfil genético dos voluntários foi analisado novamente.
Os genes reforçados têm três principais efeitos benéficos: melhorar a eficiência das mitocôndrias, a sede de força das células, aumentar a produção de insulina, o que melhora o controle de açúcar no sangue, e evitar o esgotamento dos telômeros, as extremidades dos cromossomos que ajudam a manter estável o DNA e evitam que as células se desgastem - em duas palavras, retardam o envelhecimento.
Os genes que se tornaram menos ativos foram aqueles governados por um gene mestre chamado NF-kappaB, que desencadeia uma inflamação crónica que leva a doenças como a hipertensão arterial, doenças cardíacas, doença inflamatória intestinal e alguns cancros.
Resultados em minutos
Os cientistas queriam testar a meditação ao extremo, e então decidiram analisar os genes antes e depois de uma única sessão de meditação.
Os resultados foram conclusivos: as alterações genéticas benéficas induzidas pela meditação ocorreram em poucos minutos.
"Parece fazer sentido que se vejam essas respostas depois de apenas 15 a 20 minutos, assim como, inversamente, curtos períodos de stress elevam as hormonas de stress e geram outros efeitos fisiológicos que são prejudiciais a longo prazo," comentou Julie Brefczynski-Lewis, da Universidade Oeste da Virgínia em Morgantown, que estuda os efeitos fisiológicos das técnicas de meditação.
E você, já meditou hoje?