quinta-feira, 23 de maio de 2013

Acupuntura: o poder de cura das agulhas

Taisa Gamboa
A globalização permitiu uma miscelânea cultural jamais vista, o que facilitou o contato dos povos ocidentais com culturas milenares como a chinesa. Foi na China que surgiu a Acupuntura, tema desta terceira edição do Por uma boa causa. Essa tradicional técnica trata as doenças e seus efeitos através da introdução de agulhas em pontos específicos do corpo, o que estimula a circulação de energia, fazendo com que os órgãos e sistemas se harmonizassem, favorecendo uma boa saúde.
Segundo a Associação Médica Brasileira de Acupuntura, o conceito de energia dos antigos chineses é atualmente compreendido como estímulo das fibras nervosas A-delta e C. Assim, com os conhecimentos dos efeitos da agulha em Neuroanatomia e Neurofisiologia, o mecanismo da ação da Acupuntura tornou-se científico. Por meio de determinado aprofundamento da agulha, o médico acupunturista consegue mandar para o Sistema Nervoso Central um impulso bioelétrico que bloqueia determinadas áreas e elimina a dor.
A técnica se baseia em energias que percorrem o corpo. Esses trajetos, meridianos ou canais de energia, passam pelos órgãos e vísceras e se exteriorizam na pele e estruturas próximas, como, o tecido subcutâneo, os músculos, os tendões etc. Nos meridianos, foram mapeados pontos que podem ser alcançados por agulhas, permitindo que sejam estimulados ou sedados, conforme o caso, para desbloquear a passagem da energia e permitir sua circulação e distribuição pelo organismo. Fica a critério do médico acupunturista selecionar e fazer a combinação dos pontos mais adequados para colocação das agulhas no paciente, de acordo com as desarmonias e características do paciente.
De acordo com Décio Alves, médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), a rigor, todo problema não cirúrgico pode ser tratado ou melhorado pela técnica, tais como doenças gastrintestinais, respiratórias, de circulação, imunológicas, entre outras. Entretanto, a grande indicação para ela é a dor em suas mais variadas formas. Para cada patologia a ser tratada, existe uma agulha com tamanho, calibre e técnica específicos.
- A acupuntura demanda um treinamento especial com um certo número de horas de prática, e, portanto, o médico alopata (que utiliza um sistema terapêutico que trata as doenças por meios contrários a elas, procurando conhecer suas causas e combatê-las) não está capacitado para tal, embora possa encaminhar seus pacientes para o acupunturista. Muitos profissionais da Medicina têm preconceito em relação a Acupuntura seja devido as diferenças culturais e a falta de informação – alerta Décio Alves.
Segundo ele, hoje em dia, já existe uma vasta literatura científica que demonstra os efeitos dessa técnica e como eles são alcançados. Além disto, a Acupuntura não é ensinada em nenhuma disciplina da Faculdade de Medicina, o que dificulta o seu acesso e a sua compreensão. Com o tempo, este quadro tende a alterar-se, já que o Conselho Federal de Medicina considera essa uma especialidade. A prática é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelo Ministério da Saúde, o que permite a sua aplicação nos serviços de saúde pública, ampliando a sua credibilidade e utilização. Além disso, atualmente, existem normas da Vigilância Sanitária que orientam para o uso de material descartável, o que elimina o risco de transmissão de doenças

Emoções criam relação universal entre músicas e cores

A relação entre músicas e cores poderá ter implicações para terapias cognitivas e de desenvolvimento da criatividade, segundo os pesquisadores, além da publicidade e até mesmo dos programas tocadores de música
Parece haver uma conexão universal entre música e cores.
Esteja você ouvindo Bach ou um blues, seu cérebro fará a mesma associação da música com uma cor que outra pessoa de uma cultura totalmente diferente.
Por exemplo, o alegre Concerto Nº 1 para flauta, de Mozart, é associado com amarelo e laranja, enquanto o duro Réquiem em D Menor é mais comumente associado com preto ou cinza azulado.
Os pesquisadores da Universidade de Berkeley (EUA) compararam as impressões de pessoas dos Estados Unidos e do México.
De forma generalizada, tanto nos Estados Unidos quanto no México, os voluntários associaram as mesmas peças de música clássica com as mesmas cores.
Paleta emocional de cores
Segundo os pesquisadores, isso sugere que temos uma "paleta emocional de cores", que parece ser intuitiva e que subsiste às barreiras culturais.
"Os resultados foram extremamente fortes e consistentes em todos os indivíduos e culturas, e apontam claramente para o poderoso papel que as emoções desempenham na forma como o cérebro humano associa as músicas com as cores," disse Stephen Palmer, um dos autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Usando uma paleta de 37 cores, o estudo revelou que as pessoas tendam a associar músicas mais alegres e de ritmo mais rápido com cores mais vivas, como o amarelo, enquanto músicas de ritmo mais lento são mais associadas com cores escuras, mais cinzentas e mais azuladas.
A associação é tão forte que os pesquisadores puderam prever com 95% de precisão as cores que os voluntários atribuiriam a cada nova música apresentada.
Criatividade e sinestesia
Essas informações poderão ter implicações para terapias cognitivas e de desenvolvimento da criatividade, segundo os pesquisadores, além da publicidade e até mesmo dos programas tocadores de música.
Por exemplo, as informações de um equalizador poderiam ser usadas para criar os padrões de cores nas telas dos tocadores, que hoje são gerados aleatoriamente, sem levar em conta as "emoções das músicas".
Outra possibilidade de aplicação é no estudo e tratamento da sinestesia, uma condição neurológica na qual a estimulação de um sentido altera outro.