segunda-feira, 3 de junho de 2013

PNPIC: Shirley Melo Guimarães, assistente social acupunturista, fala sobre a experiência com as PICs em João Pessoa

 
De que forma a Política Nacional de Práticas Integrativas está sendo posta em prática no país? Para traçar um panorama do que tem sido feito em diferentes municípios, o Ecomedicina propôs algumas questões aos participantes do grupo de discussão gestaopic@googlegroups.com, criado há dois anos para trocar experiências e fortalecer as PICs. Todas as respostas serão publicadas aqui na seção Testemunho.
Confira, agora, as respostas dadas por Shirley Melo Guimarães, assistente social acupunturista, sobre a experiência com as PICs em João Pessoa, Paraíba.
Fale um pouco sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas em sua cidade/estado. Como surgiu a ideia de implementá-la, como foi concebida e o como foi o desenvolvimento?
Em 2010, por uma iniciativa de alguns profissionais dentro da gestão que visualizaram a integração e a importância dessas práticas nos serviços. Começou timidamente, com algumas participações em eventos produzidos pela áreas temáticas, pois a coordenação ainda não existia. Foram convidadas algumas ONGs e pessoas que, individualmente, faziam alguma prática dentro dos serviços. O objetivo era dar visibilidade e divulgação. Fizemos algumas ações dentro da própria Secretaria de Saúde com a participação da secretária de Saúde, Dra. Roseana Meira que, vivenciando algumas práticas, sensibilizou-se e determinou a criação e inclusão das práticas na rede de saúde. Hoje estamos com dois centros de práticas (Equilíbrio do Ser, que funciona em três turnos; e Centro de Práticas Valentina, em dois turnos ) e um núcleo (Cinco Elementos, funcionando em dois turnos) funcionando dentro de um parque.
Entendendo que as PICs vieram para atenção básica, prevenção e promoção, na época o gestor anterior optou em investir nos centros, na área especializada. Agora estamos nos articulando para capacitação dos trabalhadores das USF, fazendo o caminho inverso. Como fizemos o caminho contrário os centros já possuem demanda reprimida.
Em sua opinião, quais são os aspetos que favorecem e os aspectos que limitam a implementação da PNPIC em sua área de atuação?
Limitam: falta de insumos, terapeutas sem perfil, fundo financeiro específico para área (evitaria desvio para outras finalidades), falta de incentivo financeiro das práticas não contempladas pelo ministério, salários baixo (muitos possuem seus consultórios e não querem dar as 40h semanais). Desconhecimento da política pelos profissionais. Os profissionais saem das universidades sem contato com alguma prática. Preconceito e estranhamento em relação a algumas práticas, impedindo alguns profissionais de exercerem as práticas mesmo tendo rodas de conversas (ex.: acupuntura e terapia comunitária). Rotatividade de profissionais da Saúde, que nos faz repetir as mesmas capacitações e retomada dos mesmos assuntos. Falta de uma divulgação constante e persistente na mídia em geral para divulgação em massa. Apoiadores sem perfil em práticas integrativas, principalmente no NASF. Agilidade na capilarização das PICs dentro da rede.
Favorecem: excelente aceitação dos usuários e gestores no SUS das práticas. Abertura para discussões no matriciamento nos distritos. Reestruturação do NASF com perfil das PICs.
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) já tem seis anos. Que avaliação você faz da evolução da PNPIC neste período?
Está sem força dentro do Ministério, sem fundo financeiro, precisando de mais capacitações para rede. Temos muito que construir e transformar o olhar de muitos trabalhadores no SUS em relação às PICs.
Enumere quais foram os avanços na sua área de atuação?
Seminário sobre PIC. Capacitações em algumas PICs (Fitoterapia, Cuidando do Cuidador, Reiki, Shantala, Reflexologia, Massoterapia, Permacultura, Massagem na Cadeira, Auriculo). Criação dos Centros e divulgação da acupuntura e de outras PICs. Garantia dos Insumos.
Na prática, o que mudou nestes seis anos?
Em relação ao Ministério nada, tudo continua parado. Localmente, estamos construindo, muitas vezes com a boa vontade dos terapeutas de contribuir e repassar seus valiosos conhecimentos sem incentivo financeiro para este.
Em sua opinião, quais são os aspectos que concorrem para favorecer e para limitar a implantação de Políticas de Práticas Integrativas nos estados e municípios?
Atuação mais forte dos gestores; sem apoio também financeiro não vamos muito longe.
A PNPIC é anterior ao governo da presidente Dilma. Houve alguma alteração nesta transição? Alguma influência ou diferença? Em que sentido?
Não senti.
Você gostaria de fazer mais algum comentário, observação ou colocação?
Gostaria de saber o que estão fazem no Ministério em relação às PICs.

30 dicas contra a ansiedade (alimentar)

http://www.sitemedico.com.br/site/qualidade-de-vida/alimentacaosaudavel
1. A finalidade não é “deixar de sentir ansiedade” mas aprender a lidar com ela. 2. Fazer “regime” é grande fonte de ansiedade. “Regime” está ligado à punição, privação, frustração. É “tudo ou nada” ou a gente faz e “não come” ou não faz e devora o que vem a frente. Troque o “regime” por uma orientação nutricional personalizada, equilibrada e SABOROSA! Quem faz regime quer resultados para ontem...
3. Não tente abreviar o processo bancando a “faquir”, pulando refeições ou jejuando para “ir mais rápido”. Além de não adiantar, sua ansiedade será aumentada e você irá direto para o prato. Não fique sem comer por mais de 3 ou 4 horas. Favorece os ataques de comer.
4. É normal sentir ansiedade diante de situações novas e não previstas . Planeje, dentro do seu estilo de vida, horários aproximados e constantes para suas refeições e o que irá comer. Você se acostumará a sentir fome nestes horários.
5. Fome não é catástrofe! Quando senti-la, calma! Observe que sentirá sensações diferentes da “vontade de comer” (um certo vazio no estômago, às vezes fraqueza, etc). Não vá como uma doida para qualquer alimento. Aceite-a tranqüilamente como uma sensação saudável do seu organismo que você irá satisfazer com a comida que foi planejada, ingerida lentamente, muito bem mastigada, concentrando-se “com todos os sentidos”, saboreando cada bocado, fazendo pausas entre as garfadas. De quando em quando preste a atenção na sensação de saciedade que está aparecendo. Pergunte-se “ainda estou com fome?” Se estiver, coma um pouco mais, senão pare! ACOSTUME-SE A COMER PORQUE TEM FOME E NÃO PORQUE HÁ COMIDA DISPONÍVEL.
6. Claro que existem alimentos que devem ser ingeridos dentro de limites, mas não os elimine. Cuidado com “alimentos proibidos!” Dão muita ansiedade, tentação, depois culpa e sensação de “estar tudo perdido!” Não “tranque a boca!” Abra-a com RESPONSABILIDADE!
7. Pior que “sair da dieta” é “achar que saiu da dieta”. A culpa, a sensação de fracasso, leva a uma baita ansiedade que poderá levá-la a comer muito mais. O problema de um bombom a mais é levar à caixa toda, como forma de autopunição.
8. Aceite seus “escorregões”.Encare esses episódios com serenidade. Caiu? Levanta! Errou? Corrige! Falhas ocorrerão e deverão ser encaradas como oportunidades para aprendizagem!
9. INCLUA O PRAZER NA SUA DIETA E EM TODO O SEU ESTILO DE VIDA. Mudar estilo de vida é mudar hábitos. Um novo comportamento só irá se constituir um hábito se for prazeroso.Prazer na comida sim senhora! Comida monótona, ruim, sem gosto leva ao desânimo! AGORA, PRAZER NÃO É QUANTIDADE MAS QUALIDADE! É DADO PELO TEMPO EM QUE MANTEMOS PEQUENA PORÇÃO DO ALIMENTO EM CONTATO COM A PAPILA GUSTATIVA!
10. Da mesma forma, faça exercícios físicos que lhe dêem prazer. O melhor exercício é aquele que, mesmo cansada hoje, você sente vontade de fazê-lo amanhã e não o que é só uma obrigação chata que você não vê a hora de se livrar.
11. Não fique o dia todo pensando em sua dieta e maldizendo-se porque é gorda. Aprimore os outros aspectos da sua vida. Divirta-se, leia, encontre seus amigos! FAÇA! AUMENTE SUAS FONTES DE PRAZER! NÃO EVITE SITUAÇÕES “PORQUE ESTÁ GORDA”.
12. Pergunte-se o que você espera do emagrecimento! Não espere resolver todos os seus problemas adquirindo uma silhueta mais fina! O desapontamento pode ser grande...
13. Verifique se não está havendo uma “ligação direta” da ansiedade decorrente de dificuldades de resolver problemas no dia a dia com a comida. O único “problema” que a comida resolve é o da fome e da nutrição. Os demais precisarão de outras alternativas.
14. Cuidado com os falsos padrões de beleza, inatingíveis para a maioria das pessoas! A busca de um falso objetivo torna-se muito angustiante! Não existe beleza sem saúde e você pode ser bonita sim, sem renunciar à sua individualidade. Desenvolva uma “identidade estética!” Seja você mesma!
15. Fuja do mito do “peso ideal”. Troque-o por “PESO VIÁVEL”. Aquele clinicamente saudável, que a deixe bonita e que seja fácil manter. RESPEITE SEU TIPO FÍSICO.
16. DESENVOLVA SUA AUTO-ESTIMA OU ESTARÁ SEMPRE ANSIOSA E INSATISFEITA! Lembre-se que, tão importante como SER ou ESTAR bonita É SENTIR-SE BONITA! Beleza é uma questão de imagem e AUTO – IMAGEM!
17. Não tenha pressa para emagrecer. Você ficará ansiosa, frustrada, sempre com a sensação de que “não está dando certo” e daí para a comida é um pulo...
18. Cuidado com a “balançomania”. Pesar-se toda hora, todo dia traz enorme grau de frustração. A flutuação de peso é esperada e mal interpretada é realmente angustiante.
19. O stress é companheiro da ansiedade. Desenvolva mecanismos anti-stress. Pratique atividades prazerosas, alguma forma de relaxamento, alguma atividade esportiva recreativa e não competitiva, administre seu tempo. Faça aquilo que você pode realmente fazer em determinada situação. Não se preocupe com o que não pode ser feito! Não adiante nada e você ficará menos ansiosa. INCLUA-SE EM SUA AGENDA!
20. A compulsão alimentar é disparada pela ansiedade. Identifique os primeiros sinais de risco (pensamentos, situações, emoções etc) e faça algo que seja prazeroso e incompatível com ato de comer. Tenha consigo uma lista destas atividades e as acione ao primeiro sinal de ansiedade. Visitar ou telefonar para uma amiga, fazer uma atividade física, digitar um trabalho no computador, escrever, pintar ou fazer um trabalho de argila etc.
21. Adie o mais possível a satisfação do impulso de comer. Se ao sentir os primeiros sinais de ansiedade você der uma caminhada verificará que sua “vontade” de comer diminuiu! O tempo é seu grande aliado!
22. Não tenha alimentos de risco em casa. Se você sentir-se ansiosa para devorar chocolate e tiver que sair para comprá-lo ganhará tempo. Compre só uma unidade. Volte para casa, anote no seu diário alimentar que irá comê-lo. Espere cinco minutos e coma-o lentamente. O chocolate não foi proibido e o impulso foi bastante enfraquecido. Se estiver ansiosa por um bolo, prepare-o. Não o tenha em casa.
23. ALGUMAS FORMAS DE ANSIEDADE ALIMENTAR DECORREM DE PROBLEMAS PSICOLÓGICOS NÃO RESOLVIDOS: afetivos, conjugais, de relacionamento, sexuais, timidez excessiva, depressão, etc. NÃO EXITE EM PROCURAR AJUDA DE UM PROFISSIONAL. Muitas vezes estes fatores mantém uma obesidade e, tratados, levam a pessoa ao emagrecimento.
24. Determinados momentos da vida, mal avaliados, geram grande ansiedade. A mãe que criou seus filhos pode sentir-se “sem função”. Suas fontes de prazer escasseiam e a comida poderá ser priorizada. Se você criou e encaminhou seus filhos, parabéns! Mas a vida não acabou! Faça um curso, reuna suas amigas, vá a uma academia! Cultive outras formas de prazer!
25. VIVA O DIA DE HOJE! Ontem já se foi e o amanhã ainda não veio! O tempo é HOJE!
26. Valorize o que você já fez. Não fique lamentando o que não fez ou o que deveria ter feito!
27. Estabeleça metas viáveis. Por exemplo, começar a caminhar dez minutos todos os dias esta semana. Certamente poderá cumpri-las. Propostas do tipo “vou correr 10 km por dia”, se você é sedentária, são descabidas e causam frustração. Gratifique-se a cada meta conquistada!
28. Você deve emagrecer, por sua saúde, sua beleza, sua vontade. Não para agradar quem quer que seja. Desenvolva uma motivação interna.
29. VIVA ENQUANTO EMAGRECE. NÂO ESPERE EMAGRECER PARA VIVER.
30. COMA QUANDO TIVER FOME! NÃO COMA QUANDO ESTIVER ANSIOSA!