quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cientistas espanhóis concluem que emoções negativas agravam psoríase

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Cientistas da Universidade de Múrcia, na Espanha, concluíram que há uma relação entre as emoções negativas e as lesões da pele que caracterizam a doença inflamatória crônica chamada psoríase. Ela pode atingir mucosas, unhas e até articulações e o processo é alternado entre momentos de melhora e piora. Não é uma doença contagiosa, mas está associada a fatores psicológicos. É caracterizada por manchas avermelhadas, em forma circular, com descamação da pele.
Os cientistas avaliaram 800 doentes, de diferentes regiões do mundo, na primeira etapa dos estudos. Na segunda fase, os investigadores avaliaram a personalidade dos doentes e fizeram uma análise, por meio de testes, com emoções negativas e positivas.
O estudo, do qual fez parte a associação espanhola de doentes Acción Psoriasis, concluiu que o doente quando se sente deprimido, pressionado, agitado, preocupado ou nervoso acaba tendo um aumento das lesões. Esses fatores causam o agravamento e a extensão dessas lesões.
Os cientistas do grupo de psicodiversidade da Universidade de Múrcia defendem a necessidade de um tratamento completo do doente de psoríase, incluindo os aspectos dermatológico e  psicológico.
De acordo com a Acción Psoriasis, as avaliações mostraram que emoções positivas podem constituir fator de proteção.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa
Edição: Graça Adjunto

AUDIÊNCIA COM MINISTRO GILBERTO CARVALHO REUNE ENTIDADES PARA TRATAR SOBRE RUMOS DAS TERAPIAS


http://www.fenate.org.br/
23.05.2013-
 
Diretoria da Fenate pede audiência com o Ministro Gilberto Carvalho para tratar da Lei 8080/90 (SUS) e legitimação da categoria de Terapeutas
No dia 23 de maio de 2013 acontece mais um momento importante para a categoria de Terapeutas, quando por solicitação da Fenate, o Ministro Gilberto Carvalho recebe em seu gabinete diretores da Fenate e seus convidados para discutirem sobre os projetos de lei em tramitação, a Lei 8080/90 do SUS, e os novos rumos desta categoria que vem amadurecendo ao longo do tempo na caminhada em prol da institucionalização.
Para uma maior integração de entendimentos e ações, Adeilde Marques convidou para a audiência o Conselho Federal de Medicina, representado pelo Dr Gerson Zafalon Martins, Segundo Secretário do CFM, Geraldo Lucchese - Consultor Legislativo da Câmara Federal, Vice-Governador Rômulo Gouveia da Paraiba - representado por Denise Queiroga, Deputado Leonardo Monteiro - representado pelo assessor Mauro Pereira Chaves, Deputado Mandeta - representado pela assessora Gabriella Rocha, diretores da Fenate e presidentes dos sindicatos.

Forem convidados ainda Dep Lincoln Portugal - pres.da CLP, Maria Emília Veras - Coordenadora Geral da Estatística do Trabalho - CEGET, Ana Paula Cerca - Diretora do Departamento de Gestão em Trabalho e Regulação em Saúde - DEGERTS, Regina Siqueira - Consultora Legislativa do Senado, Luana Maribele - Coordenadora do Curso de Naturologia da UNISUL, Deputado Luiz Couto, Deputada Luiza Erundina, que não compareceram.

 



















Esq. Ministro Gilberto Carvalho, Dr Delcimar Pires, Adeilde Marques e Dr Gerson Martins (CFM) O Ministro Gilberto Carvalho faz a abertura da audiência solicitando a identificação de cada presente e passa a palavra para Adeilde Marques, que salienta os objetivos da solicitação da audiência.

 

Na sua expressão, Adeilde mostra que no art. 6 inciso X da Lei 8080/90, Lei Ogânica do SUS, o terapeuta já está incluso na Tecnologia em Saúde, a do conhecimento e prestação de serviços.
A Lei 8080/90 cria a Política Nacional de Atenção Básica com equipes de saúde, agentes comunitários de saúde, grupos prioritários, etc. Esta politica passa a pulverizar por região e é neste contexto, da Atenção Básica, PSFs, Saúde da Família que o Terapeuta se situa, que as terapias integrativas estão incluidas mas não são tratadas por TERAPEUTAS ".
Se a lei da Atenção Básica da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares é uma decisão já tomada pelo SUS, a Fenate sugere um projeto de Lei que legitime os mais de 600.000 (seiscentos mil) profissionais atuando no Brasil. O terapeuta não está participando do processo das PNPICS. Necessário uma Lei para que haja o encontro entre o que está no papel com a prática e o terapeuta possa caminhar lado a lado com a legislação. Sendo regulamentada, as terapias integrativas passam ao mesmo nível das outras práticas profissionais, com os mesmos rigores necessários para a segurança do cidadão.
Dando continuidade, o Ministro Gilberto Carvalho elogiar a persistência da Fenate "que está um momento de amadurecemento, havendo no Brasil uma realidade progressiva que está se impondo, o que somos inteiramente favoráveis para que se resolva esta situação no país".
E passa a palavra aos demais presentes.

Dr Geraldo Lucchese
O Dr Geraldo Lucchese - Consultor Legislativo de Saúde Pública e Sanitarismo da Câmara Federal, fala que acompanha o SUS desde que foi fundado, e que este tipo de trabalho perto da população que tenta ver a saúde de forma mais integrada, mais natural, a OMS reconhece a importância desse sistema em outros países. "Devemos aproveitar esse potencial e isso significaria para o SUS uma grande ajuda. É até um desperdício o SUS não aproveitar isso" diz Dr Lucchesi. E continua "Existem vários projetos (de Lei) mas há uma forte resistência. Hoje existem médicos, farmacêutcos de formação que já entendem. Mas as instituições representativas destas corporações fazem oposição muito grande e estes projetos têm muita dificuldade de prosperar". conclui
 
Após todas as manifestações a Secretaria Geral, através do Dr Delcimar Pires, sugere a criação de uma Comissão Permanente
para tratar da questão com todas as entidades da área e parlamentares envolvidos com os projetos de Lei. E também sobre o andamento dos projetos de Lei que tramitam na Câmara, ficou a sugestão para o Deputado Mandetta, relator dos projetos de Lei, convocar todas as entidades da área, para uma reunião de diálogo e pacificação. Adeilde Marques sugere o convite também aos deputados envolvidos nos projetos.