terça-feira, 2 de julho de 2013

Yoga e o caminho do autoconhecimento

Muitas são as pessoas que buscam a Yoga para suprir alguma necessidade pessoal, como dores nas costas, estresse, depressão, problemas de concentração, ansiedade, excesso de peso etc.
Entretanto, observo que quando essas pessoas começam a praticar Yoga, elas entram totalmente em contato com aflições e dores internas e externas. No início, a mente julga, os pensamentos não param e a agitação do corpo é bem evidente. Porém, a medida que o indivíduo vai praticando e se entregando durante as práticas, sem expectativas e sem cobranças, algo vai surgindo de muito especial. Nota-se que os pensamentos se acalmam, o corpo relaxa e os olhos e todo rosto são tomados por um brilho especial. A partir de então, todo o processo será cada vez mais prazeroso e divertido.
 A prática da Yoga conscientiza-nos dos apegos e daquilo que não está harmonioso em nossa vida. As práticas não se restringem só nas aulas, pois a aula é apenas uma referência básica para você mesmo dar continuidade no seu dia-a-dia. A vida pode ser conduzida com amor, respeito e presença. E, portanto, durante as aulas enfatizamos totalmente estes princípios de amor, respeito e presença.
É comum as pessoas sentirem as impressões do passado, as aflições do presente ou as ansiedades do futuro que são estados internos que limitam a fluidez na vida, colocando a pessoa na separatividade. Yoga é União. União dos sentidos e das percepções, do interno com o externo, do Eu com você. É desprendimento do meu, do eu, do "eu tenho que". É abertura e renovação.
Só é possível praticar Yoga através da disciplina, continuidade e dedicação. Muitas pessoas se auto-sabotam pela preguiça, pela dúvida, indiferença, indisponibilidade, falta de vontade de crescimento pessoal, medo ou insegurança entre tantos outros. É comum começar algo e logo se deixar levar para a negatividade, portanto é de sua responsabilidade manter o foco e sustentar qualquer comprometimento consigo mesmo. A disposição para passar por esse processo é fundamental e os benefícios surgem gradualmente.
Nos damos conta das nossas limitações apenas quando estamos prontos para realmente enfrentá-las. Enfrentar (estar em frente a) é apenas estar lá, presente, integrando e harmonizando tudo aquilo que emergir. Depois de algum tempo é possível perceber que não existe limitações, e que elas eram apenas ilusões criadas pela nossa própria mente. Sempre há um novo caminho e esse caminho pode ser o AMOR. Depende apenas de você fazer esta escolha.
Autora: Elaine Lilli
Twitter: @elainelilli
Yoga - Instituto Uniãohttp://www.institutouniao.com.br/yoga

Exercício na menopausa previne lesões em mulheres

Por Fernando Pivetti
Um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina (FMUSP) apontou que exercícios de fortalecimento muscular dos membros inferiores e atividades de promoção do equilíbrio, uma vez feitos desde o início da menopausa, podem ser efetivos na prevenção de quedas e fraturas no período imediatamente após o climatério.
A pesquisa buscou identificar se as mulheres que apresentavam osteoporose lombar tinham um equilíbrio inferior quando ficavam em pé, comparadas com mulheres sem a doença. A análise observou que, em mulheres que vivem uma primeira fase de menopausa, entre 55 e 65 anos, não há diferença na força muscular do joelho e no equilíbrio postural nos dois grupos. A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição do tecido ósseo, com aumento da fragilidade dos ossos e do risco de fraturas.
Além disso, foi avaliado se existia uma relação do equilíbrio destas mulheres com a força dos músculos do joelho, o nível de Vitamina D no sangue e com o grau de cifose, mais conhecida como corcunda das costas. Segundo o fisioterapeuta Guilherme Carlos Brech, idealizador do estudo, “a cifose torácica e a dosagem de 25 OH vitamina D também não tiveram associação com o equilíbrio postural, nos níveis estudados, em mulheres com osteoporose lombar pós-menopausa”.
O projeto foi pioneiro no assunto e possibilitou uma primeira discussão sobre o alcance dos efeitos da osteoporose à medida que os pacientes envelhecem. Segundo Brech, “com o aumento da incidência da osteoporose, a medicina viu a necessidade de se encontrar alternativas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que já possuem o diagnóstico e auxiliar na prevenção de quedas para esta população”.
O método de análise partiu de um estudo transversal, controlado. No projeto piloto, foram comparados dois grupos de 15 mulheres cada, um com e outro sem osteoporose. Na análise principal, foram avaliadas 126 pacientes que viviam o período de pós-menopausa, com idade entre 55 e 65 anos, que eram atendidas no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) e no Instituto Central (IC) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP. As participantes da análise responderam a questionários do nível de atividade física e foram submetidas a uma avaliação do equilíbrio postural, força muscular de joelho, nível de vitamina D e grau de cifose torácica.
Primeiros resultadosPara o fisioterapeuta, a linha de pesquisa teve um grande avanço ao avaliar se a osteoporose em mulheres em faixas etárias menores poderia estar associada ao pior equilíbrio postural, aumentando o risco de quedas e fraturas. “Podemos observar que a presença de osteoporose não alterou as características de equilíbrio postural e força muscular na comparação com mulheres sem osteoporose e, também, não influenciou ou foi influenciada pelo nível de atividade física e mobilidade funcional. E essa observação é de extrema importância para os tratamentos da medicina”.
Segundo o pesquisador, as constatações feitas ao longo da análise, ainda que necessitem de um complemento de estudos, mostram que a osteoporose não causa limitações às suas portadoras nessa faixa etária. “O tratamento da doença precisa estar associado a medidas preventivas das incapacidades, principalmente na manutenção do equilíbrio postural e força muscular para evitar as quedas. Assim sendo, programas de atividade física específicos de força muscular e equilíbrio postural devem ser incentivados”, completa.