sábado, 6 de julho de 2013

Relaxando na Forma Tai Chi

Tai Chi tem uma ênfase especial no relaxamento elástico que cultiva a força interna. Nos dizem para "Relaxar, mas não para sermos moles", mas pode ser difícil de compreender o que isto significa sem primeiro sentir. Se praticarmos ouvindo o corpo, podemos ganhar uma compreensão maior do relaxamento sem amolecimento. Neste artigo, eu explorei algumas diferenças entre força rígida e força interna, com o objetivo de aumentar a compreensão do papel que o relaxamento tem no desenvolvimento da força interna.
No livro do Mestre Yang Zhenduo "Yang Style Taijiquan", ele fala sobre relaxamento com relação à "usar a mente ao invés da força", o número seis dos Dez Princípios: Na prática do Taijiquan, o corpo está relaxado e não há qualquer sinal de dureza ou força rígida nas veias ou juntas para obstruir o movimento do corpo.
As pessoas podem perguntar: Como se aumenta a força sem exercitar a força? De acordo a medicina tradicional Chinesa, no corpo humano há um sistema de caminhos, chamado jingluo (ou meridianos), que ligam as vísceras com as diferentes partes do corpo, tornando corpo humano um todo integrado. Se o jingluo não é obstruído, a energia vital irá circular no corpo de forma livre. Mas se o jingluo é preenchido com força bruta, a energia vital não é capaz de circular e conseqüentemente o corpo não se move com facilidade. Deve-se assim usar a mente ao invés da força de forma que a energia vital vai seguir a mente ou a consciência e circular através do corpo. Através da prática persistente será capaz de obter força interna genuína.
Nós estamos todos familiarizados com a força rígida mencionada acima. Mesmo que você não tenha certeza exata do que isto signifique, já teve alguma experiência desta força. Este é o tipo de força que se usa para, um embate de braço de ferro ou para carregar bagagens, ou algo pesado. A força rígida tem a natureza da madeira, nem ágil, nem fluída e aí está o porque das pessoas freqüentemente se machucarem quando usam este tipo de força. É o tipo de força que usamos quando nossos músculos se contraem subitamente e são mantidos flexionados por um período de tempo. É difícil para o sangue e o chi circularem quando este é o caso. Você já experimentou esta contração em alguma vez que teve que tirar sangue. Quando o hematologista pede para que você segure o punho fechado, o sangue não pode retornar ao seu coração e preenche as veias. O chi, também fica constrito aos meridianos quando o corpo está tenso.
Tensão muscular e força rígida estão relacionadas. Nós de tensão nos músculos são um tipo de força rígida, que opera de forma automática. Quando você massageia os ombros de alguém pode sentir quão duros os músculos estão, quando tencionados. Quando nós estamos tensos perdemos muita energia mantendo a tensão da musculatura. É como dirigir com o breque de mão acionado todo o tempo. Para fazer o carro andar você tem que fazer com que o motor aplique mais força porque o carro está lutando contra si próprio. Um carro com o breque de mão acionado está bloqueado e não responde de forma fluída. Ele se move aos trancos. É exatamente a mesma coisa com a tensão muscular. Quanto mais capazes formos de relaxar mais suaves nossos movimentos se tornam.
Uma vez que conseguirmos encontrar a sensação de relaxamento ela fica mais fácil de ser mantida.Entretanto no início pode ser tremendamente difícil permitir que a tensão se alivie. Muitos de nós estamos acostumados a forçar nossos corpos a trabalhar duro, a fazer mais do que pode. Neste mundo moderno se considera comumente uma virtude, levar nossos corpos além de seus limites aplicando força e resistência para que um trabalho seja realizado. Quando fazemos isso nos levamos a um estado de exaustão enquanto ignoramos os desconfortos físicos que surgem do stress e da tensão.
Um bloqueio que as pessoas encontram quando estão aprendendo a relaxar é que o conceito de relaxamento que aparece absolutamente: branco e preto. Ou estamos relaxados ou não. Na verdade pode ajudar bastante pensar sobre o relaxamento como um contínuo.
As sementes de seu relaxamento estão contidas dentro de sua tensão, assim como o símbolo yin-yang. Sementes não podem transformar-se em flores sem haver antes passado por todos os estágios de crescimento necessários.
Aprender a relaxar é como aprender a forma. Quando começamos a aprender a forma o fazemos aos poucos, parte a parte: primeiro o trabalho de pés e depois os braços. Recebemos muitas correções, cada uma parece às vezes desconectada da outra: joelhos desta forma, braços de outra forma. Nós então passamos meses e anos nos concentrando em miríades de detalhes na forma. E tudo começa a se unificar aos poucos. Finalmente aprendemos a mover os membros com a cintura. Aprendemos a unir os membros de maneira que as partes de cada movimentos se tornem parte de uma aplicação única. Mais tarde aprendemos como todas as aplicações fluem juntas para que possamos dar forma a Forma. Finalmente, mesmo a forma retrocede e há apenas Tai Chi, o eterno ciclo de yin e yang. Praticantes de alto nível falam que quando se relaxam completamente dentro da forma, já não há mais a experiência de sentir-se separados do universo, durante o tempo de sua prática.
A maioria de nós, entretanto, ainda tem alguma fragmentação e tensão em nossas formas. É a presença desta força rígida que nos impede de experimentar a elasticidade da energia vital e da força interna. Mas a semente da forma interna está aí e é justamente no relaxamento que ela cresce. Faz sentido aprender a sensação do todo relaxado da mesma maneira que você aprende a forma: ou seja, em partes. É importante lembrar quando estiver praticando que num momento você vai ter a necessidade de juntar todas as porções relaxadas do corpo de maneira que você possa ser ¨uma unidade¨, toda conectada, como o Mestre Yang Jun nos aconselha. Não apenas o corpo estará unificado, mas o relaxamento mesmo se torna um estado de ser unificado.
Existem muitas oportunidades para melhorar a sua forma e o relaxamento, simplesmente se sintonizando e realmente ouvindo o seu corpo. Seu corpo irá lhe dizer onde a tensão está. Ele até vai dizer como soltar totalmente para que você possa relaxar.
Quando começamos a prática do Tai Chi notamos todo tipo de novas dores. Um estudante novo pode dizer, ¨Eu pensei que o Tai Chi fosse me ajudar a relaxar e sentir menos stress, agora estou mais estressado e meus ombros estão doendo¨. É que nós não estamos muito conscientes da tensão que carregamos. Existem lugares em nossos corpos que estiveram gritando tão alto pedindo relaxamento que nós aprendemos a diminuir o volume da autopreservação. Freqüentemente a experiência inicial de desconforto quando temos que manter as posturas surge do esforço em prestar atenção ao corpo em primeiro lugar, por um longo tempo.
Ouvir o corpo é parte do processo de conhecer-se a si mesmo e isso é parte do processo de tornar-se um artista marcial competente. O Mestre Yang Jun diz: ¨Pratique a forma e conheça a si mesmo. Pratique Tue Shou para conhecer seu oponente¨. Nós aprendemos a ouvir nossos corpos para relaxar e acessar o máximo de nossas capacidades. Quando estamos relaxados, nossos movimentos tornam-se suaves e sem esforço.
Seu corpo irá realmente ensiná-lo a corrigir e a conseguir um alinhamento apropriado na medida em que aprende a relaxar. Quando você sente dores nas juntas e músculos isto significa que seu corpo não está alinhado de forma apropriada e não está relaxado o suficiente. Nós aprendemos a deixar que a força nos guie até que ela retroceda. Finalmente, sua sensação corporal irá melhorar e você será capaz de ajustar a sua forma através da base da sensação correta.
Há uma boa razão porque cada postura é tão precisamente delineada. Cada posição é bio-mecanicamente desenhada, para permitir que o fluxo mais natural e correto do chi ocorra em cada uma das aplicações. Isto significa que quanto mais perto do padrão estejam nossas posições, mais conscientes do "correto" e "não correto" nos tornamos porque podemos ouvir nossa sensação interna de aumento ou bloqueio do fluxo de chi. Quanto mais relaxados estamos, mais as forma nos ensinam sobre sua natureza e sobre nossa própria natureza. Nós aprendemos que somos capazes de ser e fazer. A forma é um conteúdo e quanto mais relaxamos, mais ela nos suporta e nos abraça. Nós acabamos por sentir a forma tornando-se algo que fazemos, sem separação entre o eu, a intenção e a ação. Mente, corpo e espírito unidos.
Nós temos que tomar cuidado, entretanto de não relaxar tão completamente que colapsamos no chão. Este tipo de relaxamento sem forma pode ser bom para o sono, mas no Tai Chi, nós queremos que nosso relaxamento seja elástico e flexível, capaz de reagir depois que alguma força foi aplicada. Se pudermos manter a idéia da forma na mente, então isto vai ajudar o corpo a manter sua estrutura externa enquanto mantemos o relaxamento interno. Isto ajuda a evitar o derrubar dos dedos e membros que surge quando se está relaxado em demasia. Está é a fraqueza ou o adormecimento que devemos evitar. O erro aqui é procurar um relaxamento sem a atenção apropriada na forma. Nós devemos prestar atenção às particularidades da estrutura de maneira a relaxar dentro da forma e não colapsar de maneira derrubada.
É verdade que chegar a um estado de consciência equilibrado e unificado pode levar muito tempo. Ainda assim: lembre-se de que podemos começar com algo pequeno e possível de ser realizado. É bastante difícil começar com o processo de relaxamento com algo que foi tenso por décadas, assim eu sugiro um começo menor. A maioria de nós tem carregado tensões por anos. É um desconforto familiar como uma bolsa pesada ou um cinto apertado. Nós já não notamos mais. Assim eu sugiro que você não comece tentando relaxar uma parte que tem estado tensa por anos. A tensão pode estar tão arraigada que só haverá frustração na tentativa e isto vai criar ainda mais tensão.
No Estilo Yang de Tai Chi nós começamos com a forma, a forma das coisas, e aprendemos como relaxar no interior de forma que gradualmente o interior torna-se um suporte para o exterior e vice versa. Quanto mais relaxamos o corpo, mais o chi ou a energia vital vai circular naturalmente, expandindo e preenchendo o seu corpo. O chi vai começar a circular mais suavemente até suas extremidades, fortalecendo-as e nos permitindo desenvolver a energia interna.
O que é a energia interna? Todos temos uma certa capacidade de força interna, mas ela é freqüentemente impedida por estar sendo limitada ou bloqueada pelas tensões musculares. Na medida em que relaxamos mais e mais, a energia que liberamos mantendo a tensão irá nos preencher por dentro. A energia resultante tem uma qualidade flutuante e expansiva. Este é um aspecto da energia interna. Cultivando o chi pós-natal através da prática regular da forma podemos também aumentar a força interna. Quanto mais nós relaxamos durante a forma, melhor nossos corpos vão ser capazes de incorporar o chi fresco pós-natal do exterior, seja através da comida, do sono ou da respiração.
A força interna também pode ser conectada ao ar de um pneu. Imagine que o ar é o chi e que o pneu é o corpo. Quando estamos tensos é como se o pneu estivesse cheio de pedras. Isto não permite o giro da roda e interfere em suas funções. Quando esta tensão de pedra é dissolvida, o ar circula livremente e mantém a força no pneu que o suporta desde o interior. A superfície do pneu é suave de maneira que quando ele está desinflado você pode pressioná-lo co suas próprias mãos e ele cede. Mas quando está preenchido com ar, o pneu é bastante duro. É a pressão do ar interno que cria a dureza, mas o ar em si mesmo é suave e sem forma, expandindo para preencher seu envoltório. Durante a prática do Tue Shou, alguém usando este tipo de energia irá sentir dureza sem sentir rigidez ou irregularidade.
A força intera genuína significa que o chi circula livremente, guiado pela mente e como o ar ela pode preencher o vazio quase que instantaneamente. Isto permite uma resposta muito rápida quando estamos relaxados porque há espaço para que a energia se mova de forma desimpedida. Mas quando estamos vazios de tensão, isto não implica em vacuidade porque a vacuidade resultante se preenche com a energia interna. Aí está o porque o relaxamento nos permite chegar antes quando atacamos depois - por que quando estamos aderidos ao nosso oponente nossa energia já está lá, mais rápida do que nosso pensamento consciente.
Na medida em que praticamos mais, descobrimos que relaxar uma parte de nosso corpo pode produzir um efeito dominó, relaxando outras partes em troca. Quando uma parte relaxa ela libera o chi que estava limitado ali e o resultado como ondas de choque se irradia para fora até que atinge outras áreas de tensão. Dependendo da natureza da tensão as ondas ou ricocheteiam nas áreas que não estão prontas ainda para relaxar ou chacoalham outras áreas de tensão permitindo que o relaxamento ocorra. Nós queremos ser muito suaves por dentro de maneira que a energia que é liberada não prejudique nossos órgãos internos. Esta é uma razão para praticar devagar e ter um melhoramento gradual.
Eu espero que você ache que essas idéias possam auxiliá-lo. Apesar de haver pedido para você no início para prestar atenção às pequenas áreas de tensão, é importante lembrar que finalmente nós devemos dispensar focos limitados em elementos individuais de tensão. Nós estamos buscando por uma sensação de relaxamento unificada que dispensa toda distinção com o objetivo de que a ¨energia vital possa circular por todo o corpo sem obstrução.
Desde a parte nós buscamos o todo. Compreendendo as particularidades de nossa tensão podemos chegar a uma compreensão equilibrada de relaxamento e força interna que retém a forma sem dissolução e a elasticidade sem amolecimento.
Extraído da Revista de Tai Chi Chuan - nº 16
Escrito por Serena Newhall e traduzido pela Profª Maria Ângela Soci

Água para combater doenças

Descubra se é realmente necessário consumir dois litros de água diários, conheça os diversos tipos e qualidades disponíveis no mercado, aprenda a melhor maneira de armazenar e entenda o que dizem os rótulos

Texto: Fernanda Almeida
Você toma pelo menos 2 L de água por dia? Se sua resposta foi não, fique tranquilo, talvez você realmente não precise de toda essa quantidade diária. Pelo menos foi isso que revelou um estudo recente publicado pelo site do Jornal de Medicina Britânico. Segundo a pesquisadora Margaret McCartney, ingerir a bebida quando não se está com sede pode trazer uma série de prejuízos ao corpo, como explica o gastroenterologista Ricardo Portieri, do Hospital Bandeirantes (SP): “O consumo excessivo de água pode levar à baixa concentração de sódio no sangue, chamada de hiponatremia, ou à sobrecarga renal”. O clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda: “Ninguém precisa ficar atento à quantidade de ar que respira. Com a água devemos ter a mesma relação. O corpo pede quando sente necessidade; é para isso que sentimos a sede, para satisfazer uma necessidade momentânea e repor os líquidos que perdemos na urina e no suor, por exemplo”. Definir uma quantidade de água a ser ingerida por dia é equivocado, já que isso varia de acordo com idade, sexo, peso, atividade física, clima e até mesmo a genética de cada um.
Descubra o poder dos líquidos
Refresca e faz bem
Todos os seres vivos podem e devem tomar água, pois o corpo humano é composto por 70% desse líquido. “Repo-lo por meio da água potável ou de alimentos é fundamental para a manutenção do volume de líquido corpóreo, controle da temperatura corporal, transporte de nutrientes pelo corpo, digestão de alimentos e eliminação de substâncias não utilizadas. Uma pessoa sobrevive sem se alimentar por muitos dias, mas sem hidratação pode morrer em poucos dias”, afirma Camila Torreglosa, nutricionista do Hospital do Coração (HCor – SP). Talvez você já tenha reparado que existe uma infinidade de opções de tipos de água nas prateleiras de supermercado. Segundo Camila, todas as águas possuem pH neutro e contêm minerais (flúor, cálcio, cloro, enxofre, ferro, magnésio, manganês, potássio e sódio) e oligoelementos (cádmio, cromo, cobre, chumbo, mercúrio, selênio). “Isto vai depender muito de sua origem na natureza, já que os elementos que encontramos na água são, em sua maioria, provenientes de recursos naturais comum nas rochas e sedimentos subterrâneos. Um fator fundamental para a saúde é comparar e escolher a água cujo rótulo indica baixa quantidade de sódio por litro”, sugere a nutricionista.
Água para prevenir e tratar doenças
A água potável ajuda a tratar problemas de saúde como a desidratação, a diarreia e o cálculo renal. Os tipos enriquecidos, natural ou artificialmente, têm propriedades terapêuticas:
 Ácida : esse tipo regulariza o pH da pele.
Alcalina Bicarbonatada: para doenças estomacais: gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite, diabetes e doenças cardiovasculares.
Alcalina Terrosa: para acidez estomacal e hidratante para a pele.
Alcalina Terrosa Cálcica: boa para o raquitismo e colites e consolidação de fraturas. Reduz a sensibilidade em casos de asma, eczemas, dermatoses e bronquites. Tem ação diurética.
Alcalina Terrosa Magnesiana: indicada nos casos de enterocolite crônica, insuficiência hepática e fermentação intestinal.
Carbogasosa: diurética e digestiva. Rica em sais minerais, repõe a energia dos atletas, facilita o trânsito intestinal e estimula o apetite. Eficaz contra hipertensão arterial, cálculos renais e de vesícula.
Carbônica: hidrata a pele e é também capaz de reduzir o apetite.
Ferruginosa: indicada para diferentes tipos de anemia, parasitose, alergias e acne juvenil. Estimula o apetite.
Radioativa: diurética, dissolve cálculos renais e biliares, além de favorecer a digestão. Atua como calmante, contra reumatismo, filtra o excesso de gordura do sangue, elimina ácido úrico, diminui a viscosidade do sangue, tem ação analgésica nas afecções renais, é estimulante glandular e da sexualidade. Diminui a pressão sanguínea e é laxante.
sulfurosa – indicada para casos de reumatismo, doenças de pele, artrite e infl amações em geral.