terça-feira, 9 de julho de 2013

Edital de Pesquisa em PICs, prazo final para apresentação dos projetos 22 de julho

Tiago Pires de Campos

Em função do encerramento do prazo no dia 22 do corrente mês, reenvio noticia sobre o edital de pesquisa em PICs.
 
Publicado Edital de Pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares
A Chamada, MCTI/CNPq/MS - SCTIE - Decit Nº 07/2013 - Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no Sistema Único de Saúde, está aberta no site do CNPQ, acesse clicando aqui.
Pesquisadores de todo o Brasil com projetos vinculados a produção de conhecimento sobre Práticas Integrativas e Complementares (PICs)podem se inscrever até o dia 22 de julho de 2013. A iniciativa tem como objetivo desenvolver e disseminar estudos sobre PICs no Sistema Único de Saúde (SUS).
Serão financiados projetos que abordem custo-efetividade de ações de PICs no SUS; avaliação de serviços de PICs no SUS; e pesquisas clínico-epidemiológicas com enfoque no uso das práticas integrativas no cuidado a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis.
O edital foi desenvolvido pela Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Departamento de Atenção Básica/SAS, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia/SCTIE do Ministério da Saúde e por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
Atenciosamente,
 
 
Descrição: Descrição: Descrição: image001.png@01CCE1CFTiago Pires de Campos
Área Técnica de Práticas Integrativas e Complementares
Coordenação Geral de Áreas Técnicas
Departamento de Atenção Básica
SAS/Ministério da Saúde
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Meditação

Imagine que todos os dias realizamos atividades rotineiras, sem muito esforço, pelo simples fato de ser algo natural ou necessário. Atividades corriqueiras como escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, fazer as refeições do dia, fazer compras, ligar para os amigos, fechar negócios. A lista não tem fim...
Agora imagine introduzir nesta rotina diária uma prática meditativa que passe a fazer parte de suas atividades, assim como o ato de beber um copo d'água ou responder um e-mail. Evidente que de início não será algo simples. Abrir um momento em sua agenda e parar para respirar, observar os pensamentos, organizar as emoções, planejar onde colocará sua energia ao longo do dia não será fácil - apesar de ser fundamental. Mas garanto que em poucas semanas, se mantiver uma rotina, a Meditação passará a fazer parte de sua vida, assim como o ato de dormir, se alimentar e se divertir.
SEJA NATURAL, SEJA VOCÊ MESMO
Mas para mudar hábitos é preciso vontade. E a vontade é o fruto de uma experiência vivida. Vivenciar uma experiência é estar aberto ao simples e natural que a vida dispõe a cada instante para nós. Ser simples significa ser natural e leve com a vida, e meditar é o que há de mais simples em nossa rotina, acredite. É simples por nos dar simplicidade para ver e viver a vida. É natural por ser um estado intrínseco da naturalidade de nosso ser. Experimente.
Entretanto, para meditar, temos que descomplicar nosso olhar, recondicionar nossos hábitos e desconstruir alguns conceitos. Em outras palavras, precisamos abrir uma lacuna na ansiedade da mente. Ou seja, é preciso observar o fluxo mental enquanto ele transcorre, sem julgamentos, sem restrições ou designações.
Se fizermos uma comparação, meditar é como estar sentado sem estresse na beira de um rio e simplesmente observar, sem ansiedade, como ele flui, como ele vive seu tempo. A dificuldade surge ao darmos importância às folhas e aos galhos que o rio transporta, que fazem com que a gente se esqueça do rio. Eis o paradoxo: enquanto houver esforço, não haverá Meditação. Afinal, a lógica do esforço nunca abolirá o próprio esforço - ele é um mecanismo da mente.
A LÓGICA DO RIO
A mente tem seu mecanismo de criar esforços. Olhamos para o rio, mas nos detemos nas folhas e galhos, nos objetos que o rio arrasta. A mente cria o esforço que arrasta nosso foco, nossa concentração. Esta não é nossa natureza, mas a natureza da mente. No entanto, não podemos nos limitar aos objetos que fluem junto com o rio: eles estão lá, fazem parte do rio, mas não são o rio. A mesma coisa acontece com nossos pensamentos.
Isto significa que teremos desafios no início da Meditação. Precisamos nos ver de modo simples e natural, pois todos os condicionamentos, hábitos e paradigmas que trazemos são, na verdade, os objetos arrastados pelo rio e não o observador do rio. Quando pensamos que somos o rio, nos identificamos com tudo que está dentro do rio e criamos esforços para sairmos dele (devido às frustrações e decepções que o rio trouxe e acatamos como nossas). Mas somos apenas o observador, não o rio. E meditar é simplesmente adotar a postura de ser o observador.
MEDITAR PODE SER TÃO NATURAL QUANTO TOMAR BANHO
Nesta analogia, devemos entender que a Meditação é uma ação simples, que não requer esforço, apenas direcionamento e concentração. Devido às complexidades da vida moderna, perdemos o contato com o que somos, com a simplicidade de sermos e vivermos com naturalidade. E quando meditamos voltamos ao estado natural de consciência que constitui nosso ser, desenvolvendo a naturalidade do olhar e do ouvir.
Isto não requer uma mudança tão significativa. Assim como você se banha, se veste e se alimenta diariamente, você também pode começar a meditar. Afinal, desenvolver algo que já está em você é mais fácil do que incorporar algo que venha de fora. E o estado meditativo já é nosso - uma vida de ansiedade, de preocupações e de inseguranças é que não faz parte de nosso ser, isso foi somente incorporado em nosso estilo de vida.
Tire quinze minutos do seu dia, pare, relaxe, respire profundo e se observe internamente. Perceba seus sentimentos, emoções, pensamentos, desejos e percepções. Perceba seu fluxo mental, seu fluxo de consciência. Perceba-se no mundo, em sua realidade e veja tudo isto como um grande fluxo do rio existencial do qual você faz parte, mas que preserva sua individualidade de observador consciente.
ESTADO DE CONSCIÊNCIA NATURAL
O "Yoga-sutra", obra escrita pelo sábio Patañjali, expõe que quando a mente reduz seu estado de agitação, através da prática de Yoga ou Meditação, o ser se estabelece em sua natureza real de observador dos fenômenos da realidade, sem que eles interfiram em sua natureza intrínseca. O mesmo é apresentado no Bhagavad-gita, importante tratado filosófico que aborda a ciência do autoconhecimento transcendental. Nele é explicado que o corpo e a consciência são dois aspectos do mesmo ser, mas que este não se identifica com os objetos do rio. Isto nos leva a entender que a Meditação é algo mais do que necessário para quem vive sob constante influência do meio, exposto a todo tipo de interferência energética, psicológica e social.
O estado de consciência natural do ser é de integração e unidade. E isso difere de toda fragmentação que a personalidade do homem moderno adquiriu. Esta reintegração do ser em sua simples natureza é o objetivo da Meditação.
SIMPLIFIQUE-SE PARA MEDITAR
Alguns procedimentos podem ajudar no momento de meditar. Por exemplo, manter um estado mental introvertido, buscando olhar para dentro de si mesmo; procurar focar os pensamentos presentes até que eles se dissipem, sem alimentar novos pensamentos; cultivar pensamentos desejáveis; e observar os pensamentos e a mente como sendo um mesmo objeto.
Os pensamentos são decorrentes do conteúdo que absorvemos com a percepção. Por isto, devemos buscar absorver impressões, sensações e emoções positivas antes da prática. Por outro lado, os pensamentos podem servir de objeto de concentração, e esta é a preliminar do processo de meditar. Sem concentração dificilmente se alcança uma experiência profunda ou transformadora com a Meditação.
Também podemos usar alguns elementos que facilitam a prática meditativa. São os seguintes:
 1. Praticar a mesma técnica meditativa diariamente, preferindo o horário da manhã e ou da noite, durante pelo menos 15 minutos.
2. Use um tapete ou apoio confortável para meditar.
3. Procure praticar em um local livre de movimentos de pessoas ou barulhos, um local que não tenha móveis que atrapalhe sua permanência.
4. Evite deixar incensos, chamas ou qualquer outro elemento que possa causar algum tipo de acidente ou tirar sua concentração
5. Pratique por alguns minutos uma técnica de respiração (pranayama).
6. A Meditação não pode ser finalizada abruptamente. Desligue o celular e qualquer outro objeto que possa perturbar sua concentração enquanto medita.
7. Use um diário com notas sobre sua prática diária, incluindo suas experiências, insights e pensamentos decorrentes de sua Meditação.
8. Quando possível, siga orientações diretas de um mestre ou guru.
9. Ao final de todas as práticas, permaneça por alguns minutos sentado em silêncio e de olhos fechados. Depois, entoe um mantra específico que possa ajudar em sua absorção da prática.
 Unindo estas dicas com o que descrevemos acima, comece a praticar a Meditação de auto-observação. Em pouco tempo terá a Meditação como algo natural em sua rotina diária. Boa prática!

Saúde: O Mundo Subatômico, Relativista e Holográfico.

Por Claudia Gruntsoki de Oliveira e colaboradores
O estudo científico é, e sempre será, uma forma evolutiva, a fim de solidificar acontecimentos, fatos e idéias em qualquer área de estudo, perfazendo todo o nosso contexto histórico. Há a necessidade do homem estar sempre atento as novidades, quer seja para aceitá-las ou refutá-las... Mas sempre levando em conta que temos O PODER de ter o privilégio de aceitação ou condenação. Reconhecer e conhecer são os primeiros passos para uma ciência sadia.
Nos tempos atuais o acesso a informação é muito fácil, é on-line! Tanto que, os pacientes já chegam a nossos consultórios com informações, das quais, em vezes, nem temos conhecimento! Mas com certeza, temos como ética e dever profissional averiguá-las!
Fica inevitável aos profissionais da saúde um olhar à física de partículas elementares, pois quando falamos de Enegia Vital na psicossomática, psicologia corporal, hipnose e psicologia transpessoal, o modelo cartesiano aplicado as ciências, deixa a desejar, abrindo assim, espaço para o paradigma dos contextos, onde tudo está interligado, quer seja nos confins subatômicos, quer seja nos confins de um mega universo que tão pouco conhecemos.
Assim, a organização de como nos reportamos à observação do ser em relação com o objeto se torna um contexto, onde sou parte de mim mesma, tanto quanto um objeto para o outro, pois “...nenhum homem é uma ilha, inteiramente por si, todo o homem é um pedaço do continente, uma parte principal...” (Silvana Fonseca).
O estudo do aparelho psíquico nos faz sempre pensar como a ciência está baseada em fatos e evidências, e como ela nos trouxe um universo evolutivo através da observação, tanto quanto nossas formas perceptivas não nos permitem vislumbrar ainda a realidade e localização das emoções e sua trajetória, e o quanto as emoções interferem intimamente no desenvolvimento do universo celular, perfazendo uma rede sofisticada e eficiente, onde tudo está ligado a tudo.
Quanto ao termo relativista, é mais fácil de entender, pois, a ciência de Eistein nos mostrou como tudo é relativo, e que o manejo e/ou a interferência do observador, interferem na contextualização dos fatos.
Então... a arte de curar a partir do significado dos sentimentos e emoções é muito mais do que entender o que preconizam as teorias desde Freud e Jung até os contextos mais recentes. Hoje devemos estar sempre atentos e focados na transformação do mundo e das pessoas.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acreditou que as descobertas de Aspect implicaram na realidade objetiva não existente, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado.
Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que
compreendem todo o universo.
Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional. Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.
Visto a dimensão e seriedade das pesquisas, já aceitas como ciências, podemos averiguar que essa nova era de conceitos não tem entrada somente pelas vias sensoriais, são formas sutis pelas quais passaremos aprender como se faz.
É fato também, que uma única célula tem seu infinito micro universo inteligente, tanto quanto está interligada com o universo humano numa dimensão que não sabemos mais qual é!
É fácil entender as interferências dos vários universos em que estamos interligados: o que respiramos, o que bebemos, o que comemos, onde estamos, o que consumimos e todos os fatores de poluição psíquica e ambiental, a má qualidade dos alimentos não orgânicos, a falta de ética na industrialização dos alimentos... Então já sabemos por que estamos tecnologicamente avançados em tratamentos e medicamentos e o mundo está cada vez mais doente.
E mais, não fica, também, difícil de diferenciar que prevenção é muito mais que fazer exames periódicos para detectar doenças, é cuidar e preservar o mundo infinitamente pequeno tanto quanto o infinitamente grande. Sem perdermos de vista que as conexões são sutis, porém existente em sua magnitude, e estão conectadas no contexto Mundo.
Eu deixo para reflexão: o que é saúde? Não pode ser só energia boa?! Coração bom?! Rim em bom funcionamento?! ser um Ser centrado?! Planeta limpo?!...TUDO ESTÁ INTIMAMENTE INTERCONECTADO, portanto, a cura ou a preservação da saúde não é só do terapeuta, ou do médico, ou do psicólogo ou do ou sei La de quem!!!!!!!
É um ato de se informar, de se educar de SER e ESTAR em harmonia com seu universo infinitamente pequeno, bem como, com seu universo infinitamente grande, afinal somos seres bio psico social espiritual e...