terça-feira, 23 de julho de 2013

Saúde Integral, uma visão mais humana

Opinião:
Myrella Brasil
A Medicina Convencional (Ocidental) é imprescindível e vem se desenvolvendo incrivelmente ao longo dos séculos e especialmente nas últimas décadas. Existe, porém, um fator que a impede de ter melhores resultados, capaz até, em alguns casos, de torná-la ineficaz ou impotente: o pré-conceito.
São estes pré-conceitos equivocados a respeito de temas como a Medicina Vibracional, Saúde Quântica e Terapias ditas Alternativas ou Complementares para o Ocidente, mas apenas Medicina para o Oriente.
As Medicinas Chinesa e Ayurveda são milenares e portanto tradicionais para os chineses e indianos, muito eficientes em suas abordagens, diagnósticos e tratamentos. Consideram o indivíduo como um ser integral e integrado ao seu meio.
O modelo de Medicina que vigora no Ocidente é cada vez mais especialista (apesar de ter sido importante e necessário) e menos holístico (Holo significa o Todo), o que o distancia de um diagnóstico mais preciso ou próximo da realidade, conduzindo assim a um prognóstico menos favorável ao paciente.
A Alopatia é conveniente para a indústria farmacêutica e toda a sua cadeia, que tem interesses em que continuemos a depender de seus medicamentos de alto custo principalmente de uso contínuo, como é o caso da aids e tantas outras doenças que não se “consegue” encontrar a cura.
Nunca houve tantas pesquisas e descobertas sobre o câncer, devido a grande incidência de casos, nos últimos anos. Descobriu-se a biologia deste, os hábitos que os propiciam, os fatores genéticos, etc. Foram registrados avanços alcançados em tratamentos e medicamentos, mas nada ainda foi totalmente eficaz.
Poderíamos questionar, mas por quê? Porque na verdade não é levado em consideração o que realmente gerou o processo naquele indivíduo, ou seja, a causa muitas vezes está associado à múltiplos fatores e aqui não estou falando de motivos óbvios como fumo, bebidas alcoólicas, hereditariedade, etc. Para que ele seja efetivamente erradicado e não retorne mais tarde e nem se propague, é necessário conhecer melhor a história, hábitos e o ambiente que este indivíduo está inserido, bem como aspectos psicológicos e emocionais.
Isto seria mais eficiente se o sistema de saúde olhasse para os pacientes de forma mais integral (não somente a pessoa como também sua família, seu trabalho, o meio em que vive) e buscasse expandir seus conhecimentos para além do meio acadêmico, tendo como base um olhar mais humanizado, quebrando paradigmas e aceitando que seus pacientes são seres inseridos numa história única.
É esta história que dirá qual o tratamento que efetivamente irá funcionar para cada indivíduo, pois não somos seres iguais e assim devemos ser tratados, de forma diferenciada. O que funciona para um, não obrigatoriamente funcionará para outro, com o mesmo diagnóstico.
A Medicina Integrativa veio efetivamente somar à Convencional, não substituí-la. Podemos trabalhar em conjunto, com um objetivo único: o de curar o ser integral em todos os seus níveis, dentre eles, mental, emocional, físico e espiritual. Veja Medicina Integrativa no Hospital Albert Einstein em São Paulo: http:// www .einstein.br/einstein-saude/tecnologia-e-inovacao/Paginas/alivio-extra-contra-o-cancer.aspx
Em maio de 2006, uma portaria do Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PIC), normatizando a oferta de tratamentos complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela norma, passaram a ser oferecidos acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo. http:// www.einstein.br/hospital/oncologia/nossos-servicos/medicina-integrativa/Paginas/medicina-integrativa.aspx . Em Goiânia contamos com o hospital de Medicina Alternativa o HMA que oferece estas modalidades. http://www.saude.go.gov.br/index.php?idEditoria=4129
Estamos caminhando para uma visão integral da Saúde, mas o que falta neste modelo vigente é o olhar mais terno para o ser humano, pois a grande carência na atualidade é de fraternidade e compaixão, sentimentos bastante distantes neste modelo atual de atendimento ao paciente.
Mesmo quando pagamos uma fortuna por um atendimento particular, o profissional nos deixa esperando por horas e depois não consegue olhar nossos olhos e fala conosco por no máximo 15 minutos. Onde chegaremos com atendimentos e profissionais assim?
Mas na verdade estes profissionais de saúde também precisam de um olhar especial, necessitam de cuidados, de acompanhamento profissional para que consigam exercer plenamente suas funções.
Seres mais felizes serão mais saudáveis e assim teremos uma sociedade mais equilibrada em todos os aspectos. Todos os que procuram a rede de saúde, particular ou pública, são seres humanos merecedores de uma oportunidade de serem atendidas e tratadas com dignidade!
Iniciaremos, a partir de agosto, um Caderno Especial neste jornal, de Saúde Integral e Bem-Estar, onde serei a editora responsável, trazendo artigos de diferentes profissionais de saúde, mostrando esta visão de saúde integral e as novidades de tratamentos e medicações.
(Myrella Brasil, mestre – Biologia Molecular; terapeuta transpessoal; pesquisadora; escritora; palestrante; colaboradora do DM; e-mail: myrellabrasil@gmail.com/www.saude-bemestar.net.br)

Seja alegre e fique saudável

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=seja-alegre-fique-saudavel&id=9021
Pessoas com temperamento alegre são significativamente menos propensas a sofrer um evento coronariano, o que resulta diretamente em um aumento na longevidade.
Adotar uma perspectiva positiva em relação à vida tem um efeito direto na redução de eventos potencialmente fatais, como ataques cardíacos.
O resultado é que pessoas com temperamento alegre são significativamente menos propensas a sofrer um evento coronariano, o que resulta diretamente em um aumento na longevidade.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que as pessoas deprimidas e ansiosas são mais propensas a ter ataques cardíacos - e morrer por causa deles - do que pessoas com disposição mais otimista.
Mas, como essas comparações são sempre feitas contra uma média, os pesquisadores queriam saber se uma sensação geral de bem-estar - sentir-se alegre, descontraído, cheio de energia e satisfeito com a vida - teria um efeito positivo real sobre a saúde cardíaca.
Foi o que o que eles confirmaram além de qualquer suspeita.
Alegria no coração
"Se você é, por natureza, uma pessoa alegre e olha para o lado positivo das coisas, você está mais protegido dos eventos cardíacos," conta a Dra. Lisa Yanek, da Universidade Johns Hopkins (EUA). "Um temperamento mais feliz tem um efeito real sobre a doença e, como resultado, você se torna mais saudável."
É claro que muitos podem argumentar que as pessoas que têm a sorte de ter características pessoais tão positivas também são mais propensas a cuidar melhor de si mesmas e ter mais energia para fazer isso.
Yanek diz que o trabalho levou esse argumento em consideração, mas sua pesquisa mostrou que as pessoas com níveis mais elevados de bem-estar também apresentam muitos fatores de risco para as doenças coronarianas - ainda assim, elas tiveram menos eventos cardíacos graves.
O bem-estar positivo dos participantes foi associado com uma redução de 33% dos eventos coronarianos. Entre aqueles considerados com maior risco para as doenças cardíacas, houve uma redução de quase 50% nos eventos graves.
Os resultados levaram em conta outros fatores de risco de doenças cardíacas, tais como idade, tabagismo, diabetes, níveis elevados de colesterol e pressão arterial elevada.
O acompanhamento dos voluntários foi feito durante 12 anos.
Mente e corpo
Apesar da constatação inquestionável, os pesquisadores admitem que os mecanismos por trás do efeito protetor do bem-estar positivo ainda terão que ser desvendados - quais moléculas são ativadas e como elas atuam no sistema circulatório etc.
Adiantando sua própria interpretação, a Dra Yanek observa que a pesquisa oferece insights sobre as interações entre mente e corpo, e pode fornecer pistas para estudar esses mecanismos.