sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Trabalhadores mais velhos têm melhor desempenho cognitivo

Outros estudos indicam que suas memórias ficam guardadas mesmo que você não se lembre delas.
Às vezes parece que aquele não é o seu dia: Primeiro, você não consegue se lembrar onde colocou as chaves do carro, depois se esquece de uma reunião importante no trabalho.
Em dias como esse, nossa memória parece ter ficado dormindo.
Mas será que é realmente verdadeiro que estamos cognitivamente mais inteiros em alguns dias do que em outros? Haverá, realmente, dias bons e ruins para o funcionamento do nosso intelecto e da nossa memória?
Florian Schmiedek, Martin Lovdén e Ulman Lindenberger analisaram esta questão com o conjunto de dados Cogito, uma pesquisa conduzida no Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, em Berlim (Alemanha).
Dias bons e dias ruins
As conclusões dos cientistas mostram que a variabilidade no desempenho cognitivo, de fato, existe.
Nossa impressão pessoal que um dia inteiro é bom ou ruim, no entanto, é incorreta na maioria das vezes.
A maioria das flutuações de desempenho ocorre dentro de períodos de tempo curtos, que não duram nada parecido com um dia inteiro.
O que parece ser um dia bom ou ruim é, muitas vezes, devido a bons ou maus momentos que não fazem o desempenho cognitivo de todo o dia ser melhor ou pior do que o de qualquer outro dia.
"A verdadeira variabilidade do dia-a-dia é relativamente baixa," explica Schmiedek.
Desempenho cognitivo
Mas a maior surpresa do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o desempenho cognitivo por faixa etária.
Como há uma queda de memória com o passar dos anos, é comum achar que o desempenho cognitivo em geral também seguirá na mesma linha, piorando com a idade.
Não foi isso o que os dados mostraram.
Em todas as nove tarefas cognitivas avaliadas, o grupo mais velho mostrou uma variabilidade menor no desempenho no dia-a-dia do que o grupo mais jovem.
O desempenho cognitivo dos adultos mais velhos é, portanto, mais consistente ao longo do dia - o resultado permaneceu inalterado quando as diferenças de desempenho médio favorecendo os jovens foram levadas em conta.
"Análises mais detalhadas indicaram que a maior consistência dos adultos mais velhos é devida a estratégias aprendidas para resolver a tarefa, um nível de motivação constantemente elevado, bem como a uma rotina diária equilibrada e humor estável," explica Schmiedek.
Trabalhadores mais velhos
Segundo os pesquisadores, as conclusões são de grande importância para o debate sobre o potencial das pessoas mais velhas no desempenho profissional, já que, no geral, a produtividade e a confiabilidade dos funcionários mais velhos é maior do que a de seus colegas mais jovens.
"Um dos nossos estudos na indústria de produção de carros mostrou que erros graves, que são caros para resolver, são muito menos susceptíveis de serem cometidos por membros mais velhos da equipe do que por seus colegas mais jovens. Da mesma forma, em outros ramos da indústria que temos estudado, não se observa uma maior produtividade entre os mais jovens em relação aos trabalhadores mais velhos," concluiu o cientista.

Otimismo retarda envelhecimento, diz pesquisa

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/09/040913_otimismomla.shtml
Você pode não ser tão jovem quanto se sente, mas uma pesquisa descobriu que atitude positiva em relação à vida pode atrasar o envelhecimento.
A Universidade do Texas constatou que as pessoas otimistas têm menos probabilidade de mostrar sinais de debilidade do que os pessimistas.
Segundo os pesquisadores, fatores psicológicos - assim como os genes e a saúde física - têm influência sobre o envelhecimento.
A pesquisa foi publicada no jornal Psychology and Aging.
Equilíbrio químico
A equipe do Texas fez testes em 1.558 pessoas mais velhas da comunidade de americanos de origem mexicana para ver se havia ligações entre emoções positivas e problemas de saúde.
No início do estudo, que durou sete anos, todos os voluntários estavam em bom estado de saúde.
Os pesquisadores avaliaram o desenvolvimento da debilidade física, tendo como medida de comparação a perda de peso dos participantes, exaustão, velocidade ao caminhar e a força física.
Eles constataram que aquelas pessoas com uma visão positiva da vida tinham uma probabilidade significativamente menor de ter porblemas nessas áreas.
Segundo os pesquisadores, serão necessárias novas pesquisas para determinar por que existe essa ligação.
Mas eles especulam que as emoções positivas podem afetar diretamente a saúde já que alteram o equilíbrio químico do corpo.
Sucesso
Outra possibilidade é que a atitude mais otimista pode afetar diretamente a saúde porque é mais provável que, por ser otimista, a pessoa seja mais bem-sucedida na vida.
"Acredito que há uma ligação entre corpo e mente e que nossos pensamentos, atitudes e emoções afetam o funcionamento físico, e a saúde de forma geral, por mecanismos diretos, como a imunidade, ou indiretos, como as redes de apoios sociais", disse à BBC News Online o pesquisador-chefe, Glenn Ostir.
Um outro estudo publicado no mesmo jornal também sugere que o desempenho físico pode ser influenciado pela atitude mental.
Uma equipe da Universidade do Estado da Carolina do Norte fez testes de memória com 153 pessoas de idades diferentes que tinham sido expostas a palavras positivas ou negativas para descrever estereótipos em relação ao envelhecimento.
As palavras negativas incluem confuso, estranho, débil e senil. Entre as palavras positivas estão completo, ativo, digno e distinto.
Os resultados mostraram que o desempenho da memória de adultos mais velhos é pior quando eles são impregnados com estereótipos negativos.
Sutileza
Mas houve uma diferença muito menor de desempenho entre jovens e pessoas mais velhas que tinham sido impregnadas com estereótipos positivos.
Os pesquisadores dizem que suas descobertas sugerem que se os mais velhos forem tratados como membros competentes e produtivos da sociedade, o desempenho deles será melhor também.
"Pode haver fatores de situação social que podem ter um forte impacto no desempenho de memória de um adulto mais velho", disse à BBC News Online o pesquisador-chefe, professor Thomas Hess.
"Pode ser muito sutil. Pessoas podem pegar indicações negativas em seu ambiente, sugerindo que elas não são capazes e, como resultado, elas não terão bom desempenho".
"Pode ser que, se as pessoas conseguirem eliminar esses pensamentos negativos, terão um desempenho muito melhor, e que a atitude positiva promova o funcionamento efetivo."