sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

9 FORMAS DE FAZER CHURRASCOS SEM RISCO DE CANCRO

http://medicina-tradicional-chinesa.com/2012/07/24/9-formas-de-fazer-churrascos-sem-risco-de-cancro/

Churrasco mais saudavel

Há uma relação entre churrasco e risco de cancro. Basicamente, quando alimentos como carne ou gorduras são aquecidas a altas temperaturas ou entram em contacto com chama, são criados componentes cancerígenos. Estes componentes, reconhecidamente cancerígenos são as aminas heterocíclicas (AH) e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos(HAP), mas não precisa de se lembrar dos nomes, desde que reduza o risco de exposição.


Veja 9 formas de reduzir o risco de cancro nos seus churrascos de verão:

  1. Seleccione alimentos com pouca gordura como legumes ou partes magras de carne de vaca, frango ou peixe. As aminas heterocíclicas e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos formam-se assim que a gordura atinge altas temperaturas ou caem nas brasas e fazem fumo. Optar por grelhar alimentos mais magros, reduz o risco de criar estes componentes.
  2. Retire o excesso de gordura da carne antes de grelhar.
  3. Vigie o churrasco. Para obter grelhados mais saudáveis, reduza a probabilidade de fazer chama e fumo intenso.
  4. Evite grelhar demais. Evite também, claro está, comer as partes demasiado grelhadas.
  5. Ponha a carne a marinar em azeite e sumo de limão. Estudos revelam que estes ingredientes reduzem em mais de 99% a formação de componentes cancerígenos. Além disso, tornam mais tenra a carne, dão sabor e evitam que fique seca enquanto grelha.
  6. Use ervas frescas. Está demonstrado cientificamente que ervas frescas como manjericão, hortelã, rosmaninho, tomilho e coentros usadas em marinadas antes e durante a grelha, reduzem a formação de aminas heterocíclicas. Felizmente estas ervas adicionam um sabor fantástico, pelo que a maior parte das pessoas nem se apercebe que está a ser preparado um churrasco saudável
  7. Adicione bastantes vegetais. Espetadas é uma boa forma de o fazer. Alternando carne magra com vegetais, estes não só dão sabor à carne, como também acrescentam fibras e nutrientes ao mesmo tempo que evitam que a carne seque.
  8. Evite grelhar demais os vegetais. Os antioxidantes naturais ajudam a destruir os radicais livres que podem ser causados pelo barbecue. Quanto mais tempo grelha, mais desaparecem as vitaminas C e B. Não grelhe demais.
  9. Verifique se o grelhador está limpo, antes de cada churrasco. Não só são mais apetitosos os alimentos de um grelhador limpo, como também reduz a probabilidade de comer comida carbonizada.

Estudantes de Medicina dos EUA vão a Cuba para reforçar currículo

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/02/estudantes-de-medicina-dos-eua-vao-a-cuba-para-reforcar-curriculo.html


Cuba medicina EUA médicos

Estudantes de medicina da Universidade Estadual de Michigan (MSU), no norte dos Estados Unidos, poderão fazer parte de seu programa acadêmico em hospitais de Cuba a partir de abril de 2016, afirmou o centro de ensino superior.
“Após a restauração das relações diplomáticas (…) a Universidade de Michigan [MSU] é a primeira a solidificar um acordo com as autoridades cubanas para desenvolver um novo curso para os nossos alunos, que conta para seu currículo acadêmico”, anunciou em seu site oficial.
A intenção do programa é que os estudantes americanos “estejam expostos a um sistema de saúde que tem sido líder na identificação dos fatores sociais sobre as doenças e na prevenção quando se trata de saúde pública”, afirmou a Universidade de Michigan (MSU).
Assim, os alunos “vão aprender sobre medicina comunitária”, obstetrícia, ginecologia, pediatria e cuidados geriátricos, explicou.
Em Cuba, os estudantes poderão juntar-se ao Hospital Calixto Garcia, ao hospital do centro de Havana (especializado em pediatria) ou ao hospital Ramón González Coro (dedicado à obstetrícia e ginecologia).
William Cunningham, da faculdade de medicina da MSU, disse que “é a primeira vez que os estudantes de medicina dos Estados Unidos poderão atuar nos corredores de três grandes hospitais de Havana e fazer cumprir crédito acadêmico pela experiência”.
O sistema médico cubano, lembrou Cunningham, é focado na atenção primária e na saúde pública.
A seleção do primeiro grupo de estudantes terá lugar nas duas primeiras semanas de abril e será reservada aos alunos do quarto ano de medicina convencional ou osteopatia.
De acordo com a MSU, dezenas de alunos já fizeram a inscrição.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Comunidade de Práticas





Comunidade de Práticas
Em 2016, a PNPIC comemora 10 anos de existência, promovendo o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde. A data nos inspirou e queremos convidá-los a conhecerem os relatos da Comunidade de Práticas quanto às experiências sobre PICs. Clique no seguinte link e conheça essas vivências:https://goo.gl/y4M4bK.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Será que tenho compulsão alimentar?


Por Dr. Joel Rennó Jr.
Na área de transtornos alimentares, há muitos conceitos errôneos. Até mesmo profissionais, em certas situações, acabam fazendo sempre uma correlação entre vários transtornos de ansiedade, os comportamentos alimentares e a obesidade.
A compulsão alimentar, conhecida em inglês por "binge eating", sem o comportamento compensatório (eliminação de alimentos ingeridos através de vômitos, laxantes...) para controlar o peso característico da bulimia nervosa (caracterizada por esse ritual purgativo), é também comum em mulheres obesas que procuram tratamento para emagrecer. Portanto, é mais freqüente do que as pessoas imaginam.
O conceituado autor Spitzer chegou a defender a proposta de uma nova categoria diagnóstica: o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódico (TCAP). Os episódios compulsivos devem ocorrer pelo menos dois dias por semana, com uma duração mínima de seis meses, para que tal diagnóstico seja realizado. Não há uma distorção da auto-imagem corporal, como em outros transtornos alimentares, mas há sentimentos de depressão e angústia gerados pela compulsão. Estas pessoas comem sozinhas, até sentirem-se "cheias".
O "binge eating" é caracterizado pelos seguintes aspectos:

a) Comer em um período de até duas horas uma quantidade de comida que é definitivamente maior do que a maioria das pessoas comeria num período de tempo similar em circunstâncias semelhantes.
b) Sensação de perda de controle sobre o comer durante os episódios.
Dados da literatura comprovam que grande porcentagem dos obesos (20% a 46%) que procuram tratamento para perda de peso apresentam episódios recorrentes de comer compulsivamente. Segundo Saunders, 50% dos obesos que procuram cirurgia bariátrica (redução de estômago) têm compulsão alimentar. Se considerarmos, então, os pacientes com diagnóstico subclínico, ou seja, aqueles que só apresentam um episódio compulsivo por semana, o número aumenta significativamente, já que a obesidade tem elevada freqüência.
Portanto, todos devem ficar atentos à importante associação entre obesidade e TCAP. Isso é importante para o correto tratamento da obesidade, envolvendo medicamentos e técnicas de psicoterapia comportamental cognitiva adequados - técnica que visa uma mudança de pensamento. O tratamento deve enfocar vários aspectos principais: a supressão dos binges (compulsão), a perda de peso, a melhora dos sintomas psíquicos e da qualidade de vida.

Embora não haja um tempo de tratamento pré-estabelecido ou fixado, há trabalhos que demonstram que a psicoterapia cognitivo-comportamental costuma dar resultados positivos satisfatórios no período entre 12 a 16 semanas de tratamento.
Quando a perda de peso ocorre de forma harmônica, os efeitos psicológicos positivos como melhora do humor, na auto-estima e até na imagem corporal ocorrem. Tais efeitos psicológicos contribuem na melhora dos episódios de comer compulsivamente. Tratamentos isolados são eficazes apenas em curto prazo ou têm sucesso limitado, independente de quais fórmulas estejam sendo utilizadas. Muitos tratamentos para obesidade não levam em consideração as conseqüências sociais e psicológicas decorrentes do excesso de peso e se restrigem apenas à redução de peso, sem levar em consideração a presença dos episódios de comer compulsivamente.

A literatura mostra evidências significativas do tratamento multiprofissional, envolvendo o oferecimento de abordagens biológicas, sociais, familiares, corporais e dietéticas. Ninguém perde peso e mantém-se no peso ideal sem uma dieta equilibrada, exercícios físicos regulares, domínio de técnicas de auto-controle, já que o estresse cotidiano e certos fatores ambientais são os maiores obstáculos do comportamento de emagrecer.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Os Cinco Níveis de Adoecimento e Cura – As Bases para uma Prática Integral


* Dietrich Klinghard, MD, PhD

Muito do que aqui será dito faz parte da percepção das pessoas e não precisa explicações adicionais. O próprio conceito de níveis de cura não é recente, e existe referência disso há mais de dez mil anos nos sutras yoga de Patanjali. Podemos dizer que é uma tentativa de expressar este conhecimento antigo em palavras de hoje.
Primeiro Nível – O corpo físico
O corpo físico está na base do sistema. Por estar na base, não significa ser menos importante. Na verdade, no conceito de níveis de cura não existe nível mais importante, todos têm o mesmo potencial de harmonizar/desarmonizar o sistema. O corpo físico é a fundação sobre o qual os outros níveis se ancoram e se sustentam. Ele é a nossa conexão com a terra e fonte da energia física. O corpo físico mantém a identidade com o que vemos, sentimos (tato e paladar), ouvimos e cheiramos. Ele termina na pele.
Segundo Nível – O corpo Eletromagnético
O corpo eletromagnético é a soma da bioeletrecidade e do eletromagnetismo gerados pelos sistemas orgânicos, principalmente o sistema nervoso, e pelo processo vibratório dos elementos do organismo submetidos ao campo eletromagnético de Terra. Muitos nervos somáticos e autônomos conduzem corrente no sentido longitudinal ao eixo corporal, e essas correntes se espraiam como campos elétricos ao longo dos nervos. O campo magnético produzido se estende no sentido perpendicular ao eixo. Mesmo que sua força diminua com a distância de sua origem, ele ainda se projeta para além da pele. Teoricamente este campo biomagnético se estende ao infinito.
Terceiro Nível – O corpo Mental
O chamado corpo mental se estende ao infinito, ficando abaixo do outros dois níveis superiores que já se encontram no plano transpessoal. O corpo mental seria o nível mais superior do plano pessoal. Apenas matematicamente se é capaz de conceber a expansão dos níveis superiores.
A prática terapêutica cotidiana revela existência de certas ordens e regras a governar a relação entre os cinco níveis. Elas emergem e se tornam óbvias. Assim, cada nível tem as suas leis e sua própria ordem que precisam ser compreendidas.
Cada fenômeno que observamos no plano físico ocorre simultaneamente nos outros quatro níveis. Na verdade, o corpo físico está desenhado como uma tela de computador que torna visível e tangível o que acontece nos níveis superiores. Entretanto, se pode ter problemas em níveis superiores que ainda não se manifestaram nos níveis inferiores. Isto é bem conhecido na Acupuntura, onde os fenômenos de segundo nível (corpo eletromagnético) são percebidos através do exame do pulso e da língua, antes do aparecimento dos sintomas. Em certa tradição da medicina chinesa o médico só recebia pelo seu trabalho, quando ele conseguia detectar e resolver o problema ainda no segundo nível, sem comprometer o corpo físico.
Quarto Nível – Dream Body
O nível mais elevado onde a interação terapeuta-cliente é ainda possível, é o quarto nível – tem sido chamado de “dream body”. O quinto nível é o plano da autocura, e está no plano do corpo espiritual. Neste plano, a única relação possível é entre Deus e o indivíduo, não existe espaço para a intermediação do terapeuta. O médico, o psicólogo ou o guru que diz atuar neste nível (quinto nível), está sendo arrogante, perigoso, ou simplesmente equivocado. Qualquer pessoa que verdadeiramente teve contato neste nível, quase sempre assume atitude de profundo respeito, e integra uma experiência que não pode ser expressa através da palavra. Pessoas que falam freqüentemente sobre Deus, Anjos, e outras experiências espirituais são suspeitas, pois o contacto com o nível espiritual é uma experiência solitária, indescritível, que só faz sentido para aquele que o experienciou. Não existe a pulsão de se ficar alardeando tal experiência.
Os seguidores da “New Age” têm freqüentemente problemas familiares não resolvidos e culpa (tanto oriunda do sistema familiar ou como fruto da sua própria caminhada). A dor e o trabalho necessários para a cura é freqüentemente evitado pelo envolvimento em práticas espirituais de sublimação, que quase nunca resolvem o problema real.
A verdadeira cura requer simultaneamente trabalho nos três níveis. O corpo físico (primeiro nível) é o território da medicina convencional e da medicina ortomolecular, pois ambas comungam do paradigma bioquímico, ou seja, do pensamento que admite que o funcionamento corporal e a própria vida, podem ser, em última análise, explicados pelos processos fisioquímicos que ocorrem ao nível celular.
Vamos tomar como exemplo o caso de uma jovem com o diagnóstico clínico de anorexia nervosa. Nós sabemos que aproximadamente 85% desses pacientes possuem déficit de Zinco. Assim, o diagnóstico de primeiro nível seria “deficiência de Zinco”. As leis que governam esse nível costumam ser leis bioquímicas e mecanicistas. Se administrarmos suplemento com Zinco, a paciente provavelmente ficará razoavelmente bem.
Entretanto, se abordamos a paciente considerando o segundo nível (corpo eletromagnético), nós podemos descobrir que ela possui um síndrome de mau absorção causada pela hiperatividade do sistema simpático do plexo celíaco, que leva a uma vasoconstricção dos vasos linfáticos e sanguíneos do tubo digestivo. Esta condição pode responder bem à Acupuntura ou à Neuralterapia. A paciente começaria a absorver Zinco dos alimentos novamente e corrigiria o seu déficit sem suplementação. O segundo nível tem um efeito organizador sobre o primeiro. As leis que operam neste nível, são as leis naturais da Neurofisiologia e da Biorregulação (Acupuntura, Kinesiology, Homeopatia, Biorressonância, Eletroacupuntura de Voll, Vegatest, etc.).
Se caminhamos no sentido do terceiro nível (corpo mental), essa jovem mulher pode ter um conflito não resolvido em relação à figura do pai, ou teve um pai opressivo durante a sua infância. Essa “memória não resolvida” permanece em seu sistema límbico e estimulará o hipotálamo a enviar mensagens estressantes para o plexo celíaco. Ao se detectar e resolver esse problema através da Kinesiology, por exemplo, se elimina esse foco do sistema límbico. O gânglio celíaco se estabiliza e a paciente começa a absorver o Zinco novamente. O terceiro nível tem um efeito organizador sobre o segundo e primeiro níveis. Vice e versa, sem a absorção de alimentos (primeiro nível), e o funcionamento do sistema nervoso autônomo (segundo nível), a paciente não teria energia necessária para o funcionamento da mente e para o trabalho mental de cura. Ou seja, a energia necessária para os trabalhos de cura vem dos níveis inferiores. As leis que governam o terceiro nível são as leis naturais simples que gradualmente têm sido redescobertas pela psicoterapia moderna: amar e cuidar da criança, prover a oportunidade para o aprendizado, dar segurança e calor humano. Cada violação dessas leis tem conseqüências, e levam a reconhecidas distorções mentais, no sistema nervoso e no sistema imune (sistema Neuroimunoendocrino).
Retornando ao quarto nível, podemos especular, usando a constelação familiar típica de uma jovem mulher com anorexia nervosa, o seguinte: invisível para aqueles que estão fora, inclusive para a criança na família, o pai da paciente foi fortemente rejeitado pela esposa (mãe da criança), e sutilmente a moveu para fora da família. A paciente por seu lado é inconscientemente leal ao pai rejeitado, e nutre a crença mágica de que se ela desaparecer, o pai permanecerá na constelação familiar. “Eu abandono por você” é a crença e afirmação sinal da sua lealdade e profundo amor pelo pai. A anorexia é uma fórmula para a paciente desaparecer. O comportamento opressivo do pai (comportamento pertence ao terceiro nível) foi sua maneira de responder à sua rejeição pela esposa, que por sua vez desperta e reestimula seus problemas de infância não resolvidos. O terapeuta pode facilitar a cura nesta situação, através de uma condução que levará a paciente a perceber e a dizer em cessão terapêutica para o pai, que não precisa estar presente, mais ou menos o seguinte: “querido pai, o que aconteceu entre você e mamãe não é da minha conta. Eu sou apenas sua criança. Você já é experiente e eu sou uma criança. Eu tenho certeza de que você pode tratar desse problema diretamente com mamãe”; para mãe diria: “querida mãe, eu sou apenas sua criança. Por favor, olhe carinhosamente para mim quando estou com meu pai. Ele é o pai que eu tenho”.
A cura neste nível (quarto) leva freqüentemente ao desaparecimento instantâneo de conflitos associados não resolvidos no terceiro nível e, no caso da jovem, ao desaparecimento da disfunção do gânglio celíaco e melhora da absorção de Zinco. Novamente, a energia necessária para o processo de cura tem que fluir de baixo para cima, a partir do primeiro nível. Intervenções nos três níveis funcionariam como catalizadoras para o trabalho no quarto nível. As leis que governam o quarto nível são leis e ordens da Terapia Familiar Sistêmica desenvolvida por Murray Bowen and Bert Hellinger: “numa família cada membro tem o direito de pertencer. Se alguém nega esse direito a um dos membros, um outro membro tenta compensar a família pela sua auto-exclusão”. Os dez mandamentos da Bíblia podem ser vistos como uma tentativa de formular leis que operam neste nível. Outras leis são discutidas no livro de Hellinger “A Simetria do Amor Oculto”. Um sistema familiar é a reunião de pessoas geneticamente ligadas das últimas três gerações e todos os seus respectivos parceiro (a)s.
O que dizer então sobre o quinto nível (corpo espiritual)? Aqui são poucos os comentários, apenas uma dica: seria um bom começo, se após a resolução de um problema físico, ambos, médico e cliente voltassem internamente e para o alto numa atitude de agradecimento. O paciente deve aproveitar o seu ganho de saúde e vitalidade, e trabalhar até o quinto nível. Simplesmente orar ou meditar pode ser suficiente, mas às vezes não. Se o trabalho no quinto nível não for completado poderá haver uma recorrência gradual da condição de adoecimento. As leis que são operativas neste nível nos são gradualmente reveladas com a maturidade.
Conclusão
A Teoria dos Cinco Níveis de Adoecimento e Cura pode ser de grande valia para se entender em profundidade o que deveria ser uma verdadeira medicina holística. Oferece ao terapeuta um mapa que torna a navegação mais fácil no mar às vezes caótico das terapias. Cada nível tem suas próprias leis que devem ser compreendidas. Os três primeiros níveis pertencem ao plano do pessoal. O quarto e quinto níveis pertencem ao plano do transpessoal. Cada nível superior organiza os níveis inferiores. Os níveis inferiores fornecem energias aos níveis superiores.
Algumas conclusões práticas para se levar uma vida saudável e orientar o cliente em direção ao bem estar:
1. Dedique o melhor dos seus esforços no sentido de curar a sua própria família. Não descanse até que haja amor e respeito entre os membros de sua geração e duas gerações antes da sua. A “família” inclui crianças que morreram precocemente, abortos, maridos que foram excluídos após o divórcio, mães que morreram no parto, tios que morreram na guerra, etc.. A cura envolve a todos que estão vivos e mantêm memória amorosa com àqueles que se foram.
2. Nutra de energia os três primeiros níveis: alimente-se bem, durma corretamente, pratique exercícios físicos, tome suplementos nutricionais. Nutra o seu corpo eletromagnético com massagem, acupuntura, neuralterapia, banhos de cachoeira, ouça boa música, pratique yoga e Tai Chi. Visite o terapeuta para ajudá-lo a resolver dificuldades no plano mental.
3. Faça suas introspecções para contatar o quinto nível. Não siga nenhum conselho. Arranje tempo e lugar para ficar só. Você precisa apenas de “você todo” para fazer isso.

* Klinghardt estudou medicina (1969-1975) e psicologia (1975-1979) em Freiburg, Alemanha, completando o seu doutoramento sobre o envolvimento do sistema nervoso autônomo em doenças auto-imunes. Várias publicações seguido. No início de sua carreira, ele se interessou pelo sequelas de toxicidade crónica (especialmente chumbo, mercúrio, poluentes ambientais e os campos electromagnéticos) para o curso da doença. Enquanto trabalhava na Índia como um médico júnior, ele encontrou conceitos orientais de etiologia da doença e misturou-as com a sua formação ocidental. Este lançou as bases para o seu sistema de 5 níveis de Medicina Integrativa. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sobre plantas medicinais e a arte de curar

http://andreapadre.com.br/blog/dicas-e-artigos/sobre-plantas-medicinais-e-a-arte-de-curar/
Adriano Cirino (foto)*
Venho até você pra refletirmos sobre o papel das plantas medicinais e fitoterápicos na “arte de curar”. Pra tanto precisamos compreender melhor o que é adoecer e mais ainda, o que é curar.
Adoecer é perder o estado de equilíbrio natural do organismo e da mente. A doença surge como resultado da desordem entre as funções orgânicas (nosso terreno biológico), as funções da mente (nossos aspectos emocionais e psicológicos) e o meio que nos cerca (incluindo agentes infecciosos, fatores ambientais, climáticos e nutricionais). Então, adoecer não é um evento simples, mas sim um processo com múltiplos fatores intricados, que muitas vezes se somam durante um longo tempo para desencadear os sintomas do adoecimento.
Uma vez ampliados nossos horizontes sobre o que é adoecer, vamos à “arte de curar”. Mas como falar de cura sem falar de saúde. O que lhe vem à cabeça quando falamos em vida saudável? Na minha surge uma gostosa e diversificada alimentação com muitas verduras, frutas e grãos, atividade física freqüente, paz de espírito e alegria na vida. Dessa maneira, a arte de curar é muito mais que apenas acabar com uma doença. Consiste em curar nossas relações com o alimento, com o corpo e com toda a diversidade de fatores que a vida nos traz dia após dia (desde as variações climáticas aos vírus e bactérias, passando pelos conflitos na vida pessoal e profissional). Logo, “a arte de curar” consiste na cura de nossas relações com o mundo.
Em termos do organismo humano, os maiores e mais importantes mediadores da nossa relação com o mundo são os sistemas imunológico, hormonal e nervoso. Em equilíbrio, esses três sistemas formam a santa trindade da saúde. Nossa dimensão psicoemocional utiliza-se do sistema nervoso para se comunicar com as glândulas do corpo e com o sistema imunológico, modulando suas capacidades de reação e resposta aos estímulos externos nocivos. Estes, por sua vez, interagem mutuamente auxiliando na manutenção do equilíbrio interno do corpo, alterando o estado imunológico e a produção hormonal. Assim, formam uma riquíssima rede de conexões absolutamente inteligente dentro de um organismo vivo.

Fica a pergunta: como imaginamos alcançar o conhecimento pleno dessa infinita inteligência que rege a vida e seus instrumentos? Será realmente possível conhecermos com tal abrangência e profundidade a vasta rede de interconexões que compõe o corpo humano? Existirá alguma forma de intervirmos bioquimicamente no funcionamento orgânico, sem quebrar esse equilíbrio tão delicado que nosso corpo possui na relação entre suas diversas partes? É aí aonde entra o papel das plantas medicinais na cura.

Toda a vida no planeta deriva de uma mesma fonte segundo as teorias vigentes. Uma mesma célula iniciou a vida e toda a diversidade existente hoje no mundo deriva evolutivamente dela. Desta maneira, toda forma de vida possui uma assinatura ancestral comum. Os reinos vegetal, animal e humano estão em íntima interação. As plantas entram no processo de cura como parte do poder regenerador que a rede tecida pela complexidade da vida no planeta possui, não como uma terapêutica que compete com os fármacos químicos, pois há de se respeitar o papel de tudo que foi criado pelo homem. 
A despeito de nossa inconsciência, somos parte integrante da natureza e desta forma nossos adoecimentos estão previstos nas necessidades de equilíbrio e harmonia que essa tessitura cuida de preservar. Ao contrário de escolher um único princípio ativo para atuar pontualmente nessa imensa teia, o fitoterápico atua com uma complexidade harmônica de elementos que trazem em si a mesma assinatura ancestral das nossas próprias células e desta forma com grande potencial curativo.

O que se observa com a prática da fitoterapia é que os efeitos colaterais dos agentes curativos presentes numa dada planta são minimizados por outras substâncias presentes nela mesma que harmonizam a ação curativa do vegetal. Dessa maneira, a cura se dá de forma mais suave, profunda e regeneradora e não apenas de forma paliativa ou a esconder as verdadeiras causas da doença. As plantas medicinais também nos trazem a possibilidade de atuar quando os sintomas ainda são vagos e imprecisos, antes mesmo que se manifeste uma doença específica no corpo. Tais sintomas já sinalizam uma alteração da função normal de algum(uns) sistema(s) do corpo e os fitoterápicos possibilitam uma eficaz ação preventiva.

Recentemente vimos uma massificação de informações desrespeitosas à fitoterapia sendo veiculadas pelos grandes instrumentos da mídia, cujas motivações reais estão distantes de serem o bem estar e a saúde das populações. Vivemos uma lógica mercadológica de consumo e a saúde não ficou de fora. Ou melhor, a doença, já que saúde mesmo não traz lucros às indústrias da peste, da fome e da guerra, as grandes patrocinadoras da desarmonia em nosso mundo. Basta que olhem quem lucra com isso tudo e saberão de quem falo. Tal desrespeito vai além da fitoterapia ocidental enquanto tradição,. Contradiz todos os sistemas médicos milenares cujas bases se encontram no uso das qualidades curativas das plantas, a exemplo da Medicina Ayurvédica (indiana) e da Medicina Tradicional Chinesa.

Convido a todos para um olhar mais crítico e integrado sobre o mundo que nos cerca. Convido a construirmos juntos uma renovadora visão a cerca do que é saúde e dos instrumentos realmente capazes de promovê-la, protegê-la e recuperá-la. Reitero que a mesma Inteligência que rege a “teia da vida” proporcionou sabedoria ao homem e à mulher para transcenderem através da ciência os limites do que a Natureza nos oferece. Entretanto não podemos renegar a Grande Mãe, zombando de suas dádivas com intenções tão pouco nobres. Convido-nos ao propósito maior de progredirmos, desvendando nossa verdadeira natureza interna na medida em que aprendemos a respeitar a grandiosidade da natureza que nos cerca.

*Adriano Cirino é medico generalista

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Estudos apontam benefício de intervenções espirituais e religiosas na saúde de pacientes

http://www5.usp.br/editorias/noticias/saude-2/
Editoria: SaúdeSociedade por  - 

A partir de uma revisão sistemática da literatura científica sobre intervenções espirituais e religiosas na saúde, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) verificaram que a grande maioria dos artigos publicados sobre o tema apontam que essas terapias trouxeram resultados positivos para os pacientes.
A revisão foi realizada pela pesquisadora Juliane Piasseschi de Bernardin Gonçalves e os dados estão descritos no artigo Religious and spiritual interventions in mental health care: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled clinical trials, publicado na revista Psychological Medicine, em julho de 2015. O objetivo do trabalho foi compreender a relação dos efeitos de uma intervenção espiritual ou religiosa na saúde.
De acordo com Juliane, a literatura científica tem apresentado evidências sobre a importância da dimensão espiritual e religiosa no tratamento de pacientes, seja relacionada à saúde física ou mental. “Porém, a grande maioria dos estudos apenas observa correlações entre espiritualidade/religiosidade e a saúde sem, entretanto, poder identificar uma relação causal, isto é, se um desses fatores favorece diretamente o outro. Para se demonstrar uma relação de causa – efeito são necessários estudos clínicos formulados especificamente para esse objetivo, chamados de ensaios clínicos randomizados”, explica.
A pesquisa consistiu na análise preliminar de 5 mil artigos nacionais e internacionais, em língua inglesa, portuguesa ou espanhola, selecionados nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, PsycINFO, The Cochrane Collaboration, Embase e Scielo.
Posteriormente, foram selecionados 39 artigos que, além da boa qualidade metodológica, abordavam terapias e intervenções alternativas como meditação, técnicas de psicoterapia, recursos audiovisuais, serviços de capelaria em hospitais, atividades em igrejas, serviço pastoral, exercícios físicos, ou oferecendo algum tipo de discussão de cunho filosófico, religioso ou espiritual, onde houvesse, obrigatoriamente, a participação ativa dos pacientes. “Excluímos os artigos que relatavam, por exemplo, a realização de orações à distância ou aqueles onde o paciente não teve uma postura de protagonista durante a intervenção”, explica Juliane.
Nos artigos analisados, encontra-se uma grande variedade de populações estudadas: sobreviventes de câncer, depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, pós-operatório cardíaco, jovens saudáveis com problemas de aprendizagem, obesos, voluntários saudáveis e pessoas com HIV/aids, etc.
Os pesquisadores constataram que a maioria dos resultados das intervenções espirituais ou religiosas são, no mínimo, equivalentes aos grupos controle (que não abordaram espiritualidade e religiosidade).

Meta-análise

A pesquisa também contemplou a meta-análise: uma forma estatística de reunir os dados da revisão sistemática dos 39 artigos e analisar, via software, a similaridade entre eles. “A meta-análise confirmou os resultados para a redução dos sintomas de ansiedade, independente da população e do modelo terapêutico usado nos estudos, e uma tendência à melhora nos casos de depressão.”
Para Juliane, esses resultados são importantes pois mostram que há diversas formas de se trabalhar com a religiosidade e a espiritualidade. “Chamamos de religiosidade negativa quando há uma ênfase na punição, no castigo, na necessidade de sofrer para expurgar os pecados. Isso pode trazer desfechos negativos para pacientes”, explica.
Chamamos de religiosidade negativa quando há uma ênfase na punição, no castigo, na necessidade de sofrer para expurgar os pecados.
Outro aspecto positivo do trabalho é mostrar as diversas possibilidades de fazer uma intervenção espiritual ou religiosa: o número de sessões, o tempo, além das diferenças entre as várias doenças estudadas.
A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado Intervenções espirituais e/ou religiosas na saúde: revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos controlados, apresentada em 2014 no Departamento de Psiquiatria da FMUSP. O trabalho contou com a participação dos professores da FMUSP, Paulo Rossi Menezes, e do orientador Homero Vallada, além de Giancarlo Luchetti, docente da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Valéria Dias / Agência USP de Notícias 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

UFMT coloca raizeiros, benzedeiros, curandeiros dentro do sistema SUS


* Fapemat Ciência

    As práticas de cuidado presentes na cultura de diversas localidades do Brasil devem ser tratadas com respeito e sem preconceito dentro das unidades de saúde pública. Como exemplo desses costumes, temos os raizeiros, benzedeiros, erveiros, curandeiros, parteiras, práticas dos terreiros de matriz africana e das comunidades indígenas e atividades terapêuticas, como florais e massagens, a homeopatia e a fitoterapia. 

    Até pouco tempo, esses segmentos da população eram desprezados e tratados até como charlatanismo ou descrédito. Desde 2013, contudo, está em vigor a Política Nacional de Educação Popular em Saúde [Pneps], instituída pelo Ministério da Saúde, com o intuito de promover o diálogo e a troca entre práticas e saberes populares com os técnico­científicos, no âmbito do Sistema Único de Saúde [SUS]. 

    Em Mato Grosso, o Pneps começou a ser colocado em ação por meio do projeto de extensão Saberes e práticas do cuidado: sujeitos e diálogos, da Universidade de Mato Grosso e financiado pelo ministério em parceria com a Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde [Aneps]. O professor Rodrigo Marcos de Jesus é o coordenador, com a colaboração de equipe que tem, entre os integrantes, a docente Suely Corrêa de Oliveira e o doutorando Luiz Gustavo de Souza Lima Junior.



Rodrigo, Suely e Luiz Gustavo colocam em ação o projeto Saberes e práticas do cuidado: sujeitos e diálogos
    Rodrigo destaca que, ao todo, 11 cidades no Estado receberam oficinas, em 2014, para mostrar como colocar o Pneps em prática. O público participante total foi de 700 pessoas. Suely conta que ficou surpresa ao ver que a maioria eram jovens entre 14 e 17 anos. A pesquisadora foi responsável por falar sobre algumas formas de cuidado, como auriculoterapia [adesivos em pontos da orelha], reiki [transmissão de energia pelas mãos], massagens etc. 
    Luiz Gustavo aponta que hoje a saúde é demarcada pelo estar ou não estar doente. Bastaria a pessoa não manifestar doença ou se colocar como um sujeito que não tem problema aparente para ser considerada saudável. “Essa política veio olhar para o sujeito como um todo. Alguém está com um problema aparentemente no estômago, mas pode haver relação com questões emocionais. E essas terapêuticas vão olhar para esse campo. Não apenas atacar o problema no estômago com analgésico, mas olhar para o sujeito e não só para aquilo que ele manifesta enquanto dor. É mudar o olhar para o que se entende por saúde, e aí muda tudo”. 
    Suely, por sua vez, ressalta ainda que a política pretende falar mais sobre saúde, e não só sobre o adoecimento ou a terapêutica medicamentosa, além de fazer abordagem mais completa do ser humano. 
    Gustavo lembra de um caso que mesclou as duas práticas. “Tem uma mulher que mexe com a fitoterapia [plantas medicinais] em Goiânia e tem o auxílio de uma biomédica, que vai lá ver como é que estão as garrafadas [termo popular referente a remédio] que ela faz. Todas passam por uma inspeção de qualidade sanitária. Não está julgando se resolve ou não o problema, mas se a garrafada passa por um controle de qualidade sanitária”, relata. A experiência foi uma das relatadas por membros da Aneps que fazem parte do projeto.

 Para muita gente, o remédio caseiro à base de ervas é mais eficiente do que os medicamentos adquiridos em farmácia
    O doutorando lembra que em Cuiabá também há um exemplo dessa mescla de cultura com técnica. No Horto Florestal Tote Garcia, pessoas da comunidade são atendidos por profissionais da saúde, momento em que há a união de saberes. “A ideia é que a Medicina não seja mais o centro, mas sim que existam diálogos. Esses saberes precisam circular”, aponta Suely, ressaltando que o grupo sabe que essa é uma situação difícil de ser feita devido à relação de poder em que sempre há uma categoria que pesa mais, e neste é a médica e o Ato Médico, que, desde a sua criação, causa polêmica, está aí para mostrar isso. 
    A pesquisadora afirma que por conta da Lei nº 12.842, ou lei do Ato Médico, aprovada no Congresso Nacional, as mulheres quilombolas, por exemplo, que faziam xarope, garrafadas, foram afetadas. “Elas continuam a fazer do jeito delas, clandestino, porque só quem pode prescrever, seja fitoterapia, seja homeopatia, acupuntura, é o médico”, explica. “Elas não podem colocar que é remédio. É aí que entra no campo da cultura. Elas não estão autorizadas a fazer xarope, mas podem fazer ‘lambedor’, que é um xarope antigo. Elas não podem fazer pílulas, mas fazem ‘ovinhos’ de plantas. Mudam o nome, mas é a mesma coisa”, revela Suely, acrescentando que a orientação sobre a finalidade do produto é dada na hora pela pessoa que produz e vende o “remédio”. “Muitas vezes não vem escrito, porque algumas não sabem escrever para fazer os rótulos, e precisam de ajuda de netos e filhos”. 
    A Pneps e também a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS [PNPIC], de certa forma, dão aval para que essas pessoas continuem a trabalhar, desde que tenham esse diálogo com o SUS, principalmente na atenção básica, como o Programa Saúde da Família [PSF].
     Segundo Luiz Gustavo, a atenção básica [primária], existente nas policlínicas e postos de saúde, não é um campo de interesse do setor privado de saúde, porque isso não dá lucro e é algo difícil de fazer. “Precisa de um médico ali muito atento não só à dor que o paciente está sentindo, mas à sua família e o entorno dele”. Dessa forma, o setor privado tem interesse na atenção de média e alta complexidade, que envolve cirurgias e tudo mais.
[Fonte: Projeto] 
    Aneps
    Suely explica que a Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde [Aneps] surgiu em detrimento dessa política de proibições na saúde, pelo fato das pessoas não poderem ter autonomia sobre o seu corpo, sua vida, sua saúde. Para a pesquisadora, não adianta a proibição, pois as pessoas continuam a fazer. Então, a Aneps veio para dialogar e juntar essas pessoas que ficaram à margem do processo para se articular e levar o diálogo para dentro do SUS. 
    Atualmente, o projeto de extensão tem trabalho no Centro de Apoio Psicossocial [Caps], do bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Três vezes por semana são oferecidos cuidados diferentes da prática da medicina tradicional e sem qualquer ação de contradição aos cuidados da saúde. “Cada um dialogando vai saber o seu papel de como complementar a saúde da pessoa como um todo”. 
    O grupo também elaborou um pequeno documentário, que busca fazer a divulgação do que foi o projeto. Além de uma cartilha voltada para o grande público, que contém os princípios da ação popular em saúde, relatos do projeto e os produtos que estão disponíveis.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O estresse piora a gastrite? Conheça os mitos e verdades sobre a doença



* Redação Bonde - 07/01/2016

A famosa gastrite é caracterizada pela inflamação crônica na mucosa do estômago, causada pela bactéria Helicobacter pylori. A doença é responsável por sintomas como sensação de dor na boca do estômago, náusea e/ou vômitos. 


Estimativas da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) apontam que cerca de 70%dos brasileiros sofrem com os sintomas da doença. Segundo o coordenador de diretrizes e protocolos da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Claudio Lyoiti Hashimoto, a gastrite não tratada pode comprometer a saúde. "Dependendo do tipo de gastrite, se o causador da lesão gástrica não for retirado, como no caso dos medicamentos anti-inflamatórios e álcool, a situação pode se agravar bastante, resultando em outros males como úlcera, gastrite crônica, atrofia gástrica e até mesmo câncer." 



Hashimoto ressalta também que existem situações em que é necessário realizar exames antes de começar o tratamento com remédios. "A endoscopia digestiva e o raio-X do trato digestivo são procedimentos imprescindíveis para avaliar o aparelho digestivo, entretanto somente a endoscopia pode coletar amostras para a realização de biópsias". 



Confira mitos e verdades sobre a gastrite, de acordo com a SOBED: 


A gastrite é hereditária. MITO. 
A gastrite é uma condição adquirida, causada por infecção ou pela ação de agentes irritantes e não tem relação com hereditariedade. Por outro lado, alguns tipos de câncer de estômago podem ter influência da hereditariedade. 

O estresse do dia a dia causa gastrite. VERDADE com ressalvas 

Situações cada vez mais comuns no cotidiano como estresse com o trabalho, preocupação com segurança, resultam em liberação de maior quantidade de hormônios do estresse (cortisol e adrenalina), que aumentam a secreção de suco gástrico e reduzem a defesa do estômago. Podem, portanto, acentuar os sintomas de quem já é portador de gastrite. 

Existe cura para a doença. VERDADE com ressalvas. 

As lesões agudas da mucosa gástrica, causadas pelo consumo frequente de álcool, uso prolongado de anti-inflamatórios ou até mesmo pela bactéria Helicobacter pylori, podem ser reversíveis com a interrupção do fator irritante ou com a erradicação da bactéria. Entretanto, a gastrite crônica com evolução para atrofia e metalepsia é irreversível. 

Leite ameniza a dor. MITO. 

A ingestão de leite frio pode amenizar o desconforto de imediato, entretanto, o leite é um alimento rico em proteína e cálcio, que são potentes estimulantes da secreção de ácido pelo estômago. Portanto, pode até acentuar os sintomas de dor posteriormente. 

Ficar sem comer pode estimular a gastrite. VERDADE 

Longos períodos de jejum podem acentuar os sintomas da gastrite, mas não necessariamente causar a doença. 

Chiclete piora a gastrite. VERDADE. 

O hábito de mascar chiclete e chupar balas estimula a produção de suco gástrico e, consequentemente, da secreção de ácido pelo estômago. Nesse caso, os sintomas de gastrite podem piorar, sem, contudo, ser a causa primária da doença. 

Quem tem gastrite não pode tomar café nem refrigerante. VERDADE com ressalvas. 


O café contém cafeína e xantinas, estimulantes do sistema nervoso que acabam por produzir o ácido no estômago, havendo o risco de aumentar os sintomas de refluxo e dor, sem, entretanto, ser a causa da doença, mas fator de piora dos sintomas. Já os refrigerantes podem agravar os sintomas pelo seu efeito irritativo devido ao pH ácido, além de acentuar o desconforto e distensão abdominal devido à alta quantidade de gases.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Homeopatia ajuda em tratamentos bucais e não traz reações adversas



Os medicamentos homeopáticos estimulam a defesa do nosso próprio organismo.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconheceu em novembro de 2015 a homeopatia como uma especialidade odontológica. A prática é cada vez mais comum nos consultórios, sendo muito eficaz em alguns tratamentos bucais, como gengivites, abscessos e dor de dente. Ela estimula a defesa do organismo ao induzir, por meio da medicação homeopática, sintomas semelhantes aos das doenças que precisam ser tratadas.
A homeopatia tem como premissa agir pensando na clínica e na terapêutica. De modo geral, a prática não se importa apenas com o órgão adoecido, ela visa conhecer o paciente que está enfrentando o problema. “Nossa abordagem é baseada, principalmente, em entender como as pessoas ficam no processo de adoecimento. Isso é importante para sabermos qual medicamento prescrever para o alívio da dor”, explica a presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas (ABCDH), Jussara Giorgi (CRO-SP 23332). 
Essa especialidade odontológica pode resolver problemas pontuais em qualquer área da odontologia, como o pré-operatório de um paciente que vai fazer uma cirurgia, e questões mais amplas, por exemplo, ansiedade e medo de dentista. É útil também no tratamento de desordens bucais de origem sistêmica, como herpes, sinusite, halitose e glossite, e de implantodontia e perdas ósseas. Desde a anamnese ‒ um tipo de entrevista realizada pelo profissional da saúde para diagnosticar uma doença ‒, o cirurgião-dentista homeopata se preocupa em conhecer o indivíduo como um todo, inclusive a personalidade. Ele pode levar o dobro do tempo ou mais em uma consulta. Isso porque é necessário saber muito mais detalhes sobre a saúde oral. 
O conhecimento obtido pelos profissionais na experiência clínica diária da odontologia serve para identificar qual medicamento deve ser indicado em um diagnóstico específico. “Sabendo tudo sobre a pessoa e conhecendo a fundo o medicamento homeopático, posso indicar para cada caso clínico um remédio específico”, afirma Jussara.  
De acordo com a dentista, não existe uma forma de generalizar o uso de medicamentos homeopáticos. “Cada situação é única. Usamos o medicamento exato para aquela pessoa e aquele quadro definido pelo profissional.” A homeopatia trabalha com substâncias derivadas da natureza, que podem ser de origem animal, vegetal ou mineral. Elas são diluídas e dinamizadas, ou seja, são processadas em agitação, de forma manual ou por meio de aparelhos, liberando energia ‒ responsável pela cura das doenças. 
Os efeitos da homeopatia acontecem por meio de um processo farmacológico. “Existe uma forma própria para preparar o medicamento. Não é uma questão de acreditar ou não nessa prática, mas sim de como usá-la corretamente no paciente”, ressalta Jussara. Todos os remédios homeopáticos são usados por via oral e não têm riscos de efeitos colaterais e reações adversas. Além disso, é mais barato que um medicamento alopático ‒ aquele que produz no organismo uma reação contrária aos sintomas originados pela doença, a fim de diminuí-los ou neutralizá-los. 
Segundo Jussara, a medicação alopática pode intoxicar o paciente, o que não acontece com a homeopática, preparada de forma a minimizar os riscos à saúde. “A homeopatia faz o mesmo serviço que a alopatia faria naquela situação, caso fosse possível medicar.” Na ortodontia, por exemplo, não é comum prescrever medicamentos aos pacientes, mas, se eles reclamarem de dor durante algum procedimento odontológico, como a troca do fio do aparelho, o dentista pode fazer uso tanto da homeopatia quanto da alopatia, já que o organismo vai ser estimulado a se defender em ambas as situações, reduzindo a dor naquele caso. 
Como a oficialização pelo CFO ainda é recente, o futuro da homeopatia ainda é incerto. As universidades não têm essa especialidade como uma disciplina nas grades curriculares e nem cursos de especialização. “O que se tem é um tópico em algumas instituições, com uma carga horária entre 30 e 40 horas, para o aluno conhecer a prática homeopática”, informa Jussara. O cirurgião-dentista que busca se especializar na área pode procurar associações e fundações, como a ABCDH, para fazer um curso de homeopatia. 
Alguns profissionais e pacientes ainda são relutantes. Jussara comenta que esse ceticismo se deve a conclusões equivocadas. “Muitas pessoas usam a especialidade de forma errada e, então, é claro que ela não funciona. Por isso, espalham informações infundadas.” As práticas homeopáticas existem há mais de 200 anos e foram criadas pelo médico alemão Samuel Hahnemann. “Elas evoluíram muito em pouco tempo. Isso aconteceu porque voltam a tratar do sujeito e não somente da doença”, diz Jussara.